00:00O Zé, inclusive são essas manifestações por parte, tanto do Hugo Mota como do Avel Columbre,
00:06começam a repercutir bastante no cenário político e isso a gente vai trazer cada detalhe também muito importante em relação a esse tema.
00:12Inclusive, Alangani e Fábio Perno, eu tenho uma apuração, eu estava conversando com algumas fontes do Palácio do Planalto
00:17e que casa muito bem com esses discursos que foram feitos hoje de que o presidente Lula deve se encontrar nesses próximos dias com o Avel Columbre
00:25na tentativa de destravar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
00:31A gente sabe que esse caso, desde que o presidente acabou indicando contra a vontade do Avel Columbre,
00:36que tinha pelo menos a vontade de indicar Rodrigo Pacheco, a relação ficou um pouco estremecida.
00:41Passado agora, mais ou menos um mês e meio, dois meses disso, a tentativa pelo menos dessa reaproximação foi bastante benéfica.
00:49Pelas fontes que eu tenho conversado, eles têm falado que a tendência de Alcolumbre receber o presidente Lula
00:55deles conversar e esse assunto ser destravado.
00:57Mas se Jorge Messias vai ser aprovado ou não, é outra história.
01:01Tanto que Jorge Messias deve intensificar, a partir de hoje, aquele famoso beijamão,
01:06que vai visitar os gabinetes dos senadores para falar sobre o seu notório saber jurídico,
01:11para falar sobre o seu posicionamento, sobre as pautas mais importantes que estão em discussão dentro da Suprema Corte
01:16e a tentativa é se, claro, colocar essa votação dentro da CCJ depois de um plenário
01:21que aconteça logo depois do Carnaval.
01:23Você acredita também que diversas pautas que estavam travadas, ou que pelo menos executivo e legislativo
01:29não falavam mesmo a língua, devem distensionar devido a essa arrancada de ano legislativo
01:34e pelas palavras de Motta e Alcolumbre?
01:36Com certeza, e principalmente de Alcolumbre.
01:39Aquela rusga no final do ano, por conta da indicação do Jorge Messias, né,
01:43que o presidente Lula indicou e o Davi Alcolumbre queria Rodrigo Pacheco,
01:48isso aí já foi pacificado, né?
01:50Aliás, pelo próprio discurso do Davi Alcolumbre, a gente já percebe.
01:54Olha, as críticas são bem-vindas, mas as instituições devem ser preservadas,
02:00a harmonia entre os poderes.
02:03Está muito claro que ele não quer comprar nenhum tipo de briga com o poder executivo,
02:09muito menos com o poder judiciário.
02:11É muito diferente, né, se a gente voltar no tempo, quando teve um discurso do Arthur Lira,
02:19e à época era ainda também Rodrigo Pacheco, né, dizendo que o Congresso era soberano
02:26e que nenhuma casa ia interferir nisso, não sei se o Piperno se recorda desse discurso,
02:31a gente estava aqui, foi um discurso muito duro dos presidentes das duas casas, né,
02:37dando um recado ali que era um momento de tensão com o poder executivo relacionado aos emendas
02:42e também em relação ao poder judiciário, que tinha aquelas pautas contra o Supremo, etc e tal.
02:47Agora não, é um discurso de harmonia, Cássio.
02:51Por quê? Porque é ano eleitoral também, ninguém quer comprar briga, cada um quer o seu, né,
02:57ninguém quer defender os interesses da sociedade brasileira, mas querem defender seus próprios interesses.
03:02Ô Zé Maria Trindade, inclusive um pouco mais cedo aqui, né, o Fábio Piperno, não, não, pode ser então, então tá.
03:09Zé Maria, eu quero te ouvir porque um pouco mais cedo o Fábio Piperno usou aqui que o clima tá de caixinho da paz.
03:14Eu falei que o clima tá em paz e amor.
03:16Pelo que você tem conversado aí pelos parlamentares, tanto deputados como senadores,
03:21devemos ter esse clima de harmonia, de dependência entre os poderes, de diálogo, de construção, de estabilidade,
03:28pelo menos até a página dois, a quem sabe que, pelo que o próprio Columbre falou,
03:33ó, não estamos fugindo da luta, mas vamos pregar esse diálogo e a paz neste primeiro momento.
03:41É, Cássio, aqui vale aquela frase famosa de Canudos, né, é tempo de murici cada um pra si.
03:48Eu estou olhando aqui, nós estamos na antessala do plenário Ulisses Guimarães,
03:53onde aconteceu essa abertura do ano legislativo aqui do Congresso Nacional.
03:59E apesar desses discursos pela institucionalidade, pela paz, a guerra está comendo solta,
04:07principalmente nas disputas.
04:09Espiridão Amir, senador de Santa Catarina, a gente falava exatamente sobre a situação dele lá,
04:16que ele tinha um compromisso de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro,
04:19mas a coisa embolou, ou seja, quando há cheiro de poder, onde há poder há disputa, né,
04:25quando há cheiro de poder, há disputa interna, é que se transforma no grande perigo,
04:30e é isso que está acontecendo.
04:32Nós estamos com a eleição ali na esquina, né, no final do ano é eleição,
04:36e mesmo assim, em vários estados, a maioria dos estados, não há uma definição clara de chapa, né.
04:42É aí que começam as disputas, as cotoveladas,
04:45E essas cotoveladas e brigas incluem partidos políticos,
04:49então dentro de cada partido político haverá a sua guerra.
04:54Aqui no plenário estão a ministra Glaise Hoffman,
04:57o presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin,
05:01que ainda não saiu, está conversando ali com deputados e senadores,
05:05e Rui Costa, o ministro-chefe da Casa Civil.
05:08Os dois, Glaise Hoffman e Rui Costa, estão vindo aqui para o Congresso Nacional.
05:12Vão se desincompatibilizar e disputar as próximas eleições.
05:17Portanto, a guerra política continua a esse momento, né,
05:23esse hoje aqui, é da institucionalidade e de todo poder mostrar que está muito otimista
05:29com a possibilidade de paz, mas não é bem assim.
05:33É preciso sim esse momento, né, como diria José Sarney,
05:37é a liturgia do cargo.
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