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O modelo cívico-militar passou a vigorar nesta segunda-feira (02) em 100 escolas estaduais de São Paulo. A Secretaria da Educação confirmou que os monitores militares atuarão focados em disciplina, segurança e acolhimento, sem interferir no conteúdo pedagógico do Currículo Paulista.
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NotíciasTranscrição
00:00áreas de estudantes e aqui em São Paulo passa a valer então o projeto das escolas
00:05cívico-militares do governo Francisco de Freitas, pelo menos são 100 escolas estaduais
00:11aqui de São Paulo que vão então ter esse método cívico-militar.
00:15Daqui a pouco a gente conversa mais, Fernando.
00:18Claro, estamos aqui te esperando com novas notícias, muito obrigado por enquanto.
00:22Vamos aqui na nossa bancada democrática, plural, falar sobre um também assunto
00:29interessante, esse programa das escolas estava paralisado, muita discussão, existe por um
00:36lado positivo a sensação de segurança que essas escolas proporcionam, a gente não pode
00:40deixar de falar dessa situação de vulnerabilidade nas escolas, um ambiente de bullying, um ambiente
00:45que em muitas vezes, em muitas regiões de São Paulo, escapa do controle, talvez a escola
00:53trouxesse um pouco mais de rigidez para isso, mas talvez trouxesse rigidez demais, talvez
00:59confundisse a questão até pedagógica.
01:02É por isso que eu quero ouvir vocês.
01:04Essa questão de escolas cívico-militares é um problema, né?
01:08A gente vê que, tudo bem, as pessoas às vezes citam um número ou outro isolado, mas
01:13o filho das pessoas mais ricas dificilmente estuda nessas escolas.
01:16Se a militarização fosse a solução para a educação, os países que são lideranças
01:22em índices educacionais no mundo, Finlândia, Coreia, fardariam, até a própria China, fardariam
01:27todos os seus alunos.
01:29A gente enxerga a escola cívico-militar, boa parte, inclusive da direita, enxerga a escola
01:33cívico-militar como uma salvação para a educação, mas que na realidade não traz
01:38essa salvação plena.
01:39Primeiro, que você não vai conseguir militarizar todas as escolas.
01:43Segundo, como eu já citei, o filho dos mais ricos normalmente opta por escolas convencionais
01:47e não escolas militares.
01:49E parte do pressuposto de que os mais ricos, por terem condições, normalmente escolhem
01:53os colégios que são os melhores para os seus filhos.
01:55E os militares não estão nessa lista.
01:57E os países referência não têm a militarização como fundamentação da educação básica.
02:03Então, só disso, né, que são os números, a base, os dados, já mostra que isso não
02:08é a solução e a gente precisa investir em educação na sua base, de maneira civil,
02:14não militar, e assim, com o tempo, a gente vai evoluindo a sociedade como um todo.
02:18É só aproveitando e falando de dados, né, que eu acho que os dados muitas vezes falam
02:23mais que os argumentos.
02:24Dentre as escolas, as melhores escolas públicas do país, estão várias escolas militares.
02:29Inclusive, quem é de Minas Gerais, Distrito Federal, vai conhecer o Colégio Tiradentes,
02:35né, que é conhecido como um colégio militar.
02:38E lembrando que a escola cívico-militar, como no caso do Paraná, em São Paulo, também
02:43ela é opcional.
02:44Primeiro, a comunidade escolar é ouvida e ela decide se ela vai para esse formato cívico-militar
02:51ou não.
02:52Então, a forma que o Henrique traz parece que está sendo uma imposição, né, um goela
02:57abaixo.
02:57Não, você tem que...
02:59Não, você não tem que.
03:00A escola, antes, ela é consultada.
03:02Os professores continuam sendo professores.
03:05Para quem pensa que um tenente, que um general vai entrar na sala dando aula, não.
03:10O que existe é uma mudança do modelo, mas a didática continua sendo ministrada por
03:15professores, por cuidado, por pedagogos.
03:19Então, não existe, né, como parece ser apontado para o Henrique, um modelo em que
03:24ele vai entrar quase que num internato para o exército.
03:28Não.
03:28O que está havendo é um processo de, vamos dizer, talvez resgate de alguns valores, de
03:36alguns princípios que antes eram colocados como prioridade nas escolas e que foram se
03:41perdendo, né, por N motivos.
03:43E também aumentar a sensação de segurança dos alunos, das famílias.
03:48Nós vimos, infelizmente, ao longo dos últimos anos, inclusive no Brasil, o que antes não
03:52acontecia, ataques a escolas.
03:54Então, vale dizer, primeiro que é opcional, comunidade escolar decide.
03:59Segundo, que os dados mostram que vários colégios públicos militares estão entre
04:04os melhores do país.
04:05Então, se você tem um filho na região onde vai ter uma escola agora adotando esse
04:09modelo, talvez você deva considerar esses dados.
04:13O Henrique vive numa utopia, né, na utopia dele.
04:15O que acontece é que você chega na escola militar, cívico-militar ou militar que seja,
04:21seu filho veste uma farda, agora ele está no exército e ele vai aprender a atirar.
04:25Não é isso que acontece, né, gente?
04:26A escola cívico-militar, o Matheus bem pontuou aqui, a diferença é puramente organizacional.
04:32O currículo é o mesmo, só que você acrescenta alguns aspectos.
04:35Por exemplo, cantar o hino, ter que estar bem vestido, ter que estar arrumado, ter que
04:39ter disciplina, ter que ter ordem.
04:41A gente está vendo imagens, os meninos ali, batendo continência para um, parece alguém
04:46fardado, enfim, uma fila em ordem entrando nas salas.
04:51É muito mais sobre ordem do que sobre currículo.
04:54É sobre aprender disciplina.
04:56O que falta na vida dessa geração Z é disciplina.
04:59É uma galera que fica só na rede social, que muitas vezes não leva as coisas a sério.
05:03Então, que bom que a gente tem as escolas cívico-militares e que bom que a gente tem escolas
05:07que valorizam esse aspecto da disciplina.
05:10E quando a gente olha para os índices, é claríssimo que elas funcionam.
05:14Colégio militar, a escola de Brasília.
05:16Aprova em Harvard, aprovou agora, com bolsa, uma jovem estudante, aprovou no passado.
05:21São vários os nomes que saem dos colégios militares até para universidades no exterior.
05:26Mandando um abraço aqui para o Eduardo Vascozella, do colégio militar.
05:30Mandando também para o Lucas, que é do colégio militar do Rio de Janeiro.
05:34Então, assim, são escolas referências.
05:35Isso é inegável.
05:36Agora, o que não dá para levar?
05:38Uma politização quase como se fosse um aspecto de querer deixar esses jovens com uma cabeça não criativa
05:46ou aspectos ligados a isso.
05:48Porque não é isso que acontece.
05:49Não é um aspecto dirigido à parte curricular.
05:53A BNCC, os currículos, a forma de funcionamento, ainda são de definição do Ministério da Educação.
05:59Mas, assim, vamos, né, tem que considerar alguns outros pontos aí.
06:03O IDEB, beleza.
06:04A escola cívico-militar pode ter alguns números melhores.
06:07Mas, a gente tem alguns problemas que fazem com que esses números sejam melhores.
06:12Uma delas, um desses problemas é, em muitas das escolas, há um processo de seleção indireta.
06:16Alunos que não atingem médias ali, muitas vezes são convidados a se retirar.
06:21Fora que, esse processo que vocês estão dizendo a respeito de disciplina e tudo mais,
06:25é possível se alcançar disciplina sem a necessidade da militarização.
06:30No momento em que, para você conseguir que os alunos sejam disciplinados,
06:33você precisa de uma estrutura quase que policial ali dentro do colégio,
06:37você demonstra que, sim, há uma falha na sociedade que precisa ser corrigida.
06:40Mas não através da militarização.
06:42Há outras formas de corrigir isso.
06:44O investimento em educação, por exemplo, é um deles.
06:47Porque as escolas cívico-militares, as escolas cívico-militares,
06:50o custo por aluno já é mais elevado.
06:52Se você pegar esse custo por aluno da escola cívico-militar e trazer para uma escola convencional,
06:56muito provavelmente você também vai ver melhora no desempenho.
07:00Entende?
07:00Então não é a militarização que resolve o problema.
07:03Não, mas a questão é, Henrique, embora eu concorde com você em um aspecto,
07:07também acho que a gente deveria ter disciplina e ordem nas escolas comuns.
07:12Agora, a pergunta é, por que nós não temos?
07:16Então, eu adoraria dizer que a gente entra nas escolas e elas são organizadas,
07:20a gente vê ordem, a gente vê disciplina, mas a gente não vê.
07:23Então, o fato é que isso sirva, inclusive, de estímulo para que o governo,
07:28tanto o governo federal quanto o MEC, eles mudem as políticas, né?
07:33E a gente passe a ter, então, uma escola funcionando de forma diferente.
07:37A gente bate muito aqui na tecla.
07:38A educação básica no Brasil é falha.
07:41Aqui no Brasil se implementou um modelo de dar acesso à universidade,
07:45mas começou a reforma pelo telhado.
07:48A base da casa, ela é frágil.
07:50Então, a gente tem muito aluno que entra na universidade
07:53sendo o analfabeto funcional.
07:55Ele até sabe ler, mas ele não entende o que ele está lendo.
07:58Então, a gente precisa ter essa correção da educação básica
08:01e, de fato, o colégio militar, ele se torna um grande exemplo.
08:05Então, se outro colégio, ele não quer aderir a esse modelo cívico-militar,
08:08mas ele quer aprender, que a gente faça uma coisa que a gente chama de benchmarking,
08:12que é o quê?
08:13Que é um comparativo para você aprender.
08:14Deixa eu ir onde está dando certo, porque aí eu também posso melhorar.
08:18E eu vou até além.
08:19O Henrique pontua aqui uma coisa.
08:20Por que tem que ser assim?
08:22Dois pontos.
08:22Primeiro, existem as escolas militares e a cívico-militares.
08:26A cívico-militar, que é a que está no ponto aqui,
08:28ela é mais ligada a um modelo de gestão.
08:30Esse modelo de gestão tem se mostrado funcional no Brasil.
08:34Você vê isso, Henrique, como uma lógica de militarização excessiva?
08:38Não.
08:38Eu vejo como um modelo de gestão, que é o que eles oferecem para as escolas.
08:41Eles chegam, veem ali a situação da escola e fazem uma gestão integrada,
08:46que tem esses aspectos da ordem, da disciplina,
08:49de aspectos que são importantes para a vida, para o mercado de trabalho.
08:53Então, não tem nada de mais como você está colocando.
08:55E eu vou até além.
08:56Por que tem que ser cívico-militar?
08:58Nós vivemos em um país dominado por organizações criminosas,
09:01por drogas, por crimes.
09:02Eu acho que é até melhor e mais seguro para a família,
09:06que está numa zona, às vezes, que não é tão bem atendida em várias situações,
09:11que tem o tráfico como um problema, ter, sim, uma escola cívico-militar.
09:15Porque isso significa que naquele ambiente o filho está protegido,
09:19que ele não vai ser cooptado por esse universo das organizações criminosas,
09:22das drogas.
09:23Então, até mesmo nesse aspecto, eu diria que é mais seguro
09:27e mais centrado na segurança do aluno e da família.
09:31Um fato que é essencial, porque nós hoje perdemos muitos jovens
09:34por evasão escolar para uma dinâmica de drogas,
09:37para uma dinâmica de sequestro, algo que nós precisamos coibir.
09:40Numa escola que você sabe que existem ali pessoas que são, sim,
09:43algumas que estão na gestão ligadas ao Exército,
09:45provavelmente você não vai ter tanta coragem de vender droga, não é mesmo?
09:48Muitas pessoas comentando sobre isso aqui.
09:50Recebemos aqui uma mensagem lá de Curitiba.
09:55A Vanessa está dizendo que a cívico-militar funciona muito bem aqui em Curitiba.
09:59A Re Sabino 235 está dizendo que o problema da escola cívico-militar
10:03é a seletividade, porque muitas vezes quem mais precisa de disciplina
10:08justamente acaba ficando de fora.
10:11Queria colocar um outro ponto também das escolas públicas no Brasil,
10:14de uma forma geral, situação de bullying que tem tanto afeto,
10:18que tanto afeta a saúde mental dos alunos e da família.
10:21Esse problema seria talvez mais administrável numa escola cívico-militar.
10:28Mas também queria colocar a ponderação de que, aliás, um ponto de interrogação.
10:33Escola é quartel? Interrogação.
10:36Escola não é quartel, não deve ser quartel.
10:39A gente não está preparando nenhum soldado para a guerra.
10:42O que a gente está preparando são cidadãos para o mundo,
10:45para que eles saibam quais são os direitos, quais são os deveres,
10:48como se comportar nos ambientes, evitar a fuga para o crime
10:53como a única solução para melhorar a vida da família,
10:56que nós sabemos que muitos, infelizmente, eles não vão porque eles sonham com o crime.
11:00Eles sonham com dar mais qualidade de vida para a família.
11:03Então, definitivamente, uma escola não deve ser um quartel,
11:07mas nós temos que nos lembrar que o modelo militar,
11:11ele não existe só pensando na opressão, só pensando em combater o crime.
11:16Quando nós olhamos para os atletas olímpicos, vários atletas olímpicos,
11:21eles só conseguem ter um lugar para a sua formação,
11:25para o seu desenvolvimento e para os treinamentos dentro de ambientes militares.
11:30Então, quando a gente vê esse modelo ser adotado para a educação,
11:34e o Paraná já mostrou que os números vêm e que o resultado vem,
11:38a gente não está falando sobre colocar um modelo militar no sentido de
11:43estou formando um soldado para a guerra. Não, eu estou formando um cidadão de bem.
11:47E claro, gente, que exista fiscalização, que os números sejam acompanhados,
11:52que os alunos sejam acompanhados, inclusive nesse aspecto do bullying,
11:56que, infelizmente, hoje, com a saúde mental cada vez mais crítica,
12:00nós precisamos olhar, sim, para as crianças, para os adolescentes,
12:04e cuidar desse aspecto.
12:06E, certamente, em um aspecto onde a gente tem mais disciplina,
12:09mais incentivo ao respeito, e é aquele respeito, gente, do dar o bom dia,
12:14do pedir com licença, de pedir por favor,
12:17que, infelizmente, muitas crianças e adolescentes perderam esse hábito.
12:21Então, o que eu acredito, e repito, que seja feito com fiscalização,
12:25é que nós vamos ter um modelo que vai educar melhor,
12:28não só em termos didáticos, mas também para a vida.
12:32Jess?
12:33Não, eu não acho que a escola tem que ser um quartel,
12:36mas eu acho que ela também não pode ser um parquinho onde você não tem direcionamentos e limites.
12:41Eu dou aula, né?
12:41Eu dou aula de debate aí na Debate Moon, no Instituto Brasileiro de Debates, em muitos espaços.
12:47E a realidade que eu aplico aos meus alunos, aos estudantes que eu tenho,
12:51é muito mais sobre eles entenderem os limites, terem respeito,
12:54entenderem o momento até de mexer no celular.
12:57Então, nos nossos eventos, semana passada, até alguém falou,
12:59olha, é um dos poucos lugares que ninguém está mexendo no celular.
13:02Por quê?
13:02Porque eles sabem que se eles mexerem no celular, eles vão ter um problema.
13:04Então, eu acho que nós precisamos ter esses direcionamentos claros dentro da educação também.
13:09Sem limitar a criatividade, sem limitar a voz, deixando eles falarem, pensarem,
13:14ousarem saber, ter opiniões diversas, debaterem,
13:17mas ainda assim entenderem que para tudo se tem hora e lugar.
13:20Agora, o que nós vemos hoje, muitas vezes, é um ambiente muito permissivo,
13:25um ambiente sem controle.
13:27E tendo em vista a realidade da escola pública,
13:29muitas vezes as diretorias, os professores, eles não têm esse tempo.
13:32É por isso que quando vem a gestão cívico-militar,
13:35causa tanta transformação,
13:37porque é um olhar mais direcionado, um olhar de acompanhamento.
13:41E a situação do bullying,
13:42ela acontece quando as coisas estão muito livres,
13:45quando você não tem essa cadeia de,
13:47você pode fazer o que você quiser,
13:49você não vai ter uma punição, uma advertência.
13:51As notas vêm muito fácil.
13:53Então, eu acredito que essa transformação de um olhar direcionado,
13:56claro, sempre atento aos problemas,
13:59sempre com cobrança,
14:00eu acho que é importante na educação ter cobrança sim,
14:02ter resultado,
14:04olhar para o indivíduo também como alguém que tem que buscar a sua melhor versão.
14:07Não é deixar tá, deixa ser,
14:09eu acho que isso não ajuda tanto eles a se desenvolverem na sua melhor versão.
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