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O vereador Fernando Armelau (PL-RJ) participou do Morning Show e comentou a operação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, que já soma 130 mortos, entre suspeitos, civis e agentes. Armelau defendeu mudanças urgentes na legislação penal brasileira.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/iir_sUD_cHM

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Transcrição
00:00Eu proponho que a gente siga adiante aqui, né, minha diretora Helena?
00:02Baita entrevista agora importante, até pra ouvirmos nesse momento o vereador do Rio de Janeiro.
00:07Ele que é ex-policial civil da cidade, o Fernando Armelau, pra conversar com a gente.
00:13Tudo bem, vereador? Muito obrigado pela presença. Você me ouve bem.
00:17Tudo bem, eu ouço sim. Marinho, bom dia. Bom dia a todos aí.
00:22Quero primeiro só fazer uma correção. Eu sou policial penal, tá?
00:28Só pra deixar corrigido. E quero saudar e desejar bom dia a todos os espectadores aí da Jovem Pan.
00:38É isso aí, vereador. Olha, eu dou o espaço aqui mais do que aberto pra você trazer o seu destaque.
00:44E principalmente sobre essa comoção de um lado, muitas pessoas se escandalizando,
00:50dizendo que realmente foi um esculacho excessivo, até colocando a peste de genocida no Cláudio Castro,
00:55vindo dos setores de esquerda, né? Sendo que do outro lado, me parece que a esmagadora parcela da população,
01:02que detém o bom senso, o senso comum, de alguma forma, vendo que é o caminho natural
01:08pra quem ousa conspirar e aterrorizar a sociedade civil.
01:11Qual é o seu destaque? E principalmente sobre a comoção no entorno das mortes dos corpos enfileirados na PEN
01:17que nós vimos hoje de manhã. Bom dia.
01:20Perfeito, Marinho. O que acontece é que a população do Rio de Janeiro, no geral,
01:25independente de ser classe A, classe B, classe C, morar na comunidade, morar em Copacabana,
01:33toda a população do Rio de Janeiro vem sofrendo, sendo assolada com a questão da segurança pública.
01:37Várias pessoas estão se mudando. O Rio de Janeiro teve perca de quantidade de habitantes.
01:46Então, você vê um cenário muito claro na cidade do Rio de Janeiro e no Estado, no geral,
01:51de pavor da população com relação a esse cenário de violência.
01:55E com relação à operação, é muita hipocrisia achar que uma operação policial,
02:03numa comunidade no Rio de Janeiro, onde nós temos um poder paralelo, um crime organizado,
02:10tão bem equipado com armamentos de guerra, drones jogando...
02:15Ninguém nunca viu isso em cidade nenhuma do Brasil e em poucos lugares lá fora,
02:22só em locais de guerra. Drones jogando bombas em policiais.
02:26A gente não está falando de uma guerra com as Forças Armadas.
02:29E, tocando no assunto das Forças Armadas, você pega o exemplo da operação no Complexo do Alemão,
02:36em 2010, que foi o mesmo caos. Infelizmente, a gente espera chegar,
02:41ficar muito ruim, para começar a tentar melhorar.
02:44Então, a época lá, em 2010, no Complexo do Alemão,
02:47estava se sacando fogo em ônibus na cidade inteira.
02:50Você saía de casa, era assaltado em qualquer lugar da cidade.
02:53E a população classe A, classe B e classe C estava apavorada.
02:59Eu digo isso, classe A, classe B e classe C, porque muitos querem romantizar
03:03e dizer que quem está sofrendo é a população da área periférica, da comunidade.
03:09Óbvio, sabemos que eles acabam sofrendo mais, essas pessoas que moram nessas regiões,
03:13até mesmo porque eles são subjugados ao crime organizado.
03:16Então, óbvio que ninguém quer um tiroteio na porta da sua casa,
03:21não quer a polícia correndo atrás de bandido entrando na sua casa,
03:24mas, infelizmente, essa realidade dessas regiões tem sido o grande problema hoje na nossa cidade,
03:31o avanço territorial do crime organizado.
03:33Porque nós tivemos um crescimento no crime organizado de mais de 100% nos últimos cinco anos.
03:39Crescimento, que eu digo, territorial.
03:41E por que desse fenômeno?
03:42O crime organizado, as facções, o comando vermelho, eles não vivem hoje mais exclusivamente do tráfico de drogas.
03:51Eles vivem hoje da exploração dos serviços.
03:54Então, quanto mais território, mais ganho e poder financeiro eles possuem com isso.
03:59Então, com relação à operação de hoje, eu falo pra vocês o seguinte,
04:04foi o que eu falei ontem, eu estive lá no Hospital Getúlio Vargas,
04:07onde estava dando entrada a todos os policiais feridos, policiais mortos,
04:10e também as pessoas que foram vitimadas lá e os bandidos aí que foram mortos em confronto.
04:19Naquele momento ali, eu fiz um questionamento.
04:22Eu falei, ué, a operação, ela foi fruto de uma investigação de um ano.
04:29Então, se a polícia fez uma operação com 2.500 homens,
04:34é óbvio, a gente não pode ser hipócrita aqui, infantil, de achar que uma operação dessa não vazaria.
04:40Então, o bandido daquela região sabia que teria aquela operação.
04:46E eles fizeram o quê?
04:47Eles foram pro confronto.
04:49Por que eles simplesmente não se esconderam como já fizeram de outras vezes?
04:53Não, eles foram pro confronto porque eles acreditavam que o Estado iria recuar.
04:57E o Estado não pode recuar, principalmente agora, que a gente vive esse momento de caos.
05:01Eu acho que é o gancho perfeito, até porque a gente vai precisar,
05:05enfim, primeiro agradecendo por óbvio a sua disponibilidade de estar aqui com a gente, vereador,
05:08mas eu vou deixar um espaço aqui pra você, já partir pras considerações finais,
05:13especialmente elaborando na questão de não recuar, de não se render,
05:17do dia da manhã, a sequência após essa mega operação,
05:21e o que toda a população fluminense brasileira pode esperar.
05:24Passa por onde você acha a pacificação de fato?
05:27Pra além do slogan da palavra fácil, a pacificação de fato dessas comunidades.
05:33Olhando adiante.
05:35Então, o que eu acredito, Mariano, é o seguinte,
05:37nada vai acontecer se não tiver legislação.
05:40Você vai ter inúmeros confrontos, você vai ter inúmeras operações,
05:43não que elas não tenham que ocorrer de qualquer forma, elas precisam.
05:46É aquele velho ditado, se você não cortar o mato, o mato só cresce.
05:49Então, o crime vai tomando conta de toda a cidade.
05:52Mas a gente tem que ter legislação.
05:54Então, como se acabou com o sequestro?
05:57O sequestro se acabou colocando a pena mínima mais alta do código penal
06:01com o crime de extorsão mediante sequestro,
06:04que nem é um crime contra a vida, é um crime contra o patrimônio.
06:08Então, eu uso também o exemplo da seguinte questão.
06:12Por que não fazemos uma lei lá no Congresso Nacional
06:14que coloque o crime de portar um armamento de calibre restrito,
06:20um fuzil, no caso aqui do crime organizado,
06:23como uma pena de 30 anos na tranca, sem direito a nenhum tipo de benefício?
06:28Eu tenho certeza que nenhum vagabundo vai pegar
06:31em fuzil para poder dar tiro na polícia,
06:33porque eles não vão querer ficar presos 30 anos
06:35sem nenhum tipo de benefício.
06:36Então, assim, a mudança vem da legislação.
06:39É a primeira mudança que tem que acontecer.
06:42A gente sabe também, a gente tem que exaltar
06:43todos os nossos policiais heróis aí.
06:46Infelizmente, quatro acabaram tombando mortos ontem.
06:49E para vingar realmente a memória deles, honrar a memória deles,
06:54a vingança moral vai ser contra todos aqueles que fazem da covardia um modo de vida.
06:59E esse enfrentamento é mais do que necessário.
07:02E o foco não pode ser disperso depois de todas as críticas
07:06que já estão começando a se avolumar.
07:08Pelo contrário, foco na missão.
07:09E a gente agradece a tua disposição de conversar aqui com a gente
07:12e trazer esses esclarecimentos.
07:13Obrigado, vereador.
07:14Obrigado, Marinho, que agradeço o espaço. Obrigado.
07:18É isso aí. Seguimos adiante, seguimos juntos, seguimos em frente.
07:21Aqui com o nosso Morning Show, 10 horas e 35 minutos.
07:23Muitos temas aqui para a gente desconstruir.
07:26Porque, de novo, eu acho que não só nós cinco aqui,
07:30mas naturalmente a esmagadora maioria da população,
07:32a gente tem que ter uma humildade redobrada
07:34antes de sair criticando a operação em si.
07:37Porque a guerra, cenário de guerra, de confronto,
07:40de enfrentamento, nunca é bonito, nunca é automático.
07:42Fazer essa culpa imediata e decretar que a operação
07:46foi um fracasso absoluto porque houve baixos policiais,
07:49mortes ou, eventualmente, conflagrações com civis inocentes,
07:53é muito fácil ficar apontando dedos,
07:56até porque qualquer engenho humano, qualquer atividade humana,
08:00ela está suscetível a algum grau de erro.
08:02David de Tarso.
08:04Marinho, eu acho que também é importante,
08:05a gente trouxe ali o policial penal como carreira,
08:09porque as ordens partem dos presídios.
08:11Então, falta um serviço de inteligência mais efetivo,
08:14assim como acontece aqui no estado de São Paulo,
08:16porque a gente vê cadeias dominadas.
08:17Até só tem uma vez uma matéria na minha coluna
08:19sobre ONGs que administravam ali as cantinas nos presídios
08:23e com isso também davam regalias a esses presos.
08:26Então, aqueles que estão detidos estão recebendo regalias.
08:29E aqueles que estão nas ruas estão recebendo ordem desses presos.
08:32Em torno da legislação também,
08:35claro que a gente não pode fazer aqui um juízo de valor ou vincular,
08:38mas é difícil você também criar essa desvinculação.
08:40Até uma informação confirmada pelo Rodrigo Viga,
08:42porque quando eu vi sobre o Oruan,
08:45que é filho do Marcinho VP,
08:47que é o comandante da facção do Comando Vermelho,
08:50se colocando como pré-candidato a deputado.
08:53Futuro parlamentar.
08:54E com certeza vai ter votos.
08:57É isso que a gente tem que lidar no nosso dia a dia.
09:00Então, isso que é preocupante no nosso dia a dia.
09:02De que forma que os legisladores também estão criando mecanismos
09:05para combater o crime organizado,
09:07que está cada vez mais infiltrado nas mais diferentes esferas.
09:10Aqui no estado de São Paulo,
09:11a gente não vê tanto esse domínio geográfico,
09:13como é feito no Rio de Janeiro,
09:16porque lá eles se blindam no morro.
09:18E eles conseguem também ali articular o crime organizado,
09:21o tráfico de drogas e outros que são praticados pelos faccionados.
09:26Mas então, assim, de que forma que a gente vai combater,
09:28sendo que a gente cada vez mais vê esse movimento
09:30de pessoas que crescem com o dinheiro do crime
09:33e dessa forma acabam criando essa legitimidade nas ações.
09:37Doutora Priscila, se ver brevemente a gente vai para Brasília na sequência.
09:40Falar de dentro do ar-condicionado é muito fácil, né?
09:42Exatamente.
09:43E uma outra coisa que eu acho que também é importante.
09:45Se eles não tivessem feito essa ação, a crítica continuaria,
09:48tendo em vista que muito se fala de que
09:51a polícia não faz nada, a polícia é corrupta.
09:54Então, de todo lado haveria e há a crítica.
09:56E é importante aqui, só para esclarecer,
09:58que também muitas pessoas falam,
09:59ah, por que que então, como colocou aqui agora o vereador, né?
10:03Por que que não coloca mais penas?
10:05Eu acho que isso é um fator que poderia ser considerado.
10:09E muitas pessoas criticam o fato de organizações criminosas
10:12não serem equiparadas ao terrorismo.
10:14E aí, só para esclarecer rapidamente,
10:16há uma crítica nesse ponto. Por quê?
10:18Porque na nossa legislação, o terrorismo,
10:21ele envolve questões outras que não financeiras.
10:24Então, a pessoa causa terror
10:26em razão de uma xenofobia, de uma discriminação.
10:29E as organizações criminosas, o terror delas,
10:33na sua maioria ou na maioria das vezes,
10:35ela não está atrelada a esse tipo, né,
10:37de terror social e sim econômico.
10:40Então, há essa briga, esse embrólio.
10:43Inclusive, o projeto de lei trazido pelo ministro Levandóvis,
10:47que é para, de fato, assim como colocou o vereador há pouco,
10:50elevar as penas às organizações criminosas.
10:53E tem um aspecto importante,
10:55mas tem um aspecto importante,
10:57porque hoje a lei não prevê a criminalização do controle territorial.
11:02Que é algo que flagrantemente ocorre no Rio de Janeiro
11:06e em outras localidades do Brasil.
11:08Então, nós precisamos ter esse tipo de avanço legislativo
11:12para que consigamos enfrentar com maior eficiência
11:15esse tipo de criminalidade.
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