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Teve início nesta terça-feira (23) a saída temporária de fim de ano, conhecida como "saidinha de Natal", em diversos estados do país. Somente em São Paulo, cerca de 30 mil detentos foram contemplados com o benefício.
Comentaristas: João Belucci, Priscila Silveira


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Transcrição
00:00A saída temporária começa hoje nos diferentes cantos do país, somente no estado de São Paulo
00:04cerca de 30 mil presos serão contemplados com o benefício.
00:08A previsão é de que eles retornem então no dia 5 de janeiro de 2025.
00:13Pelo menos essa é a previsão às 6 horas da tarde.
00:16Mas fato é que muitos presos serão contemplados com a saída temporária, João Beluti.
00:21Pois é, bom dia David, bom dia a todos os amigos aqui, toda a bancada e toda a audiência.
00:24Isso já é uma tradição, há de se lembrar que é o indulto presidencial
00:28e também esse já tradicional que são as chamadas saídinhas.
00:32Então já ocorrem tradicionalmente, é um benefício que eu me oponho frontalmente à mera existência dele.
00:37Nesse agora natalino ele beneficia alguns tipos de crime, né?
00:41Não tem crime hediondo, não pode ser crime de racismo, nem tráfico ilícito de drogas.
00:47Esse presidencial ele tem um outro viés em teoria humanitário.
00:50Mas essa outra saída temporária tradicional é mais nesse quesito da ressocialização que a gente lamenta muito, David.
00:57Agora, muitas pessoas serão contempladas, cerca de 30 mil somente no estado de São Paulo, né?
01:02Porque com base naqueles que cumprem regime semiaberto, tudo, só que vira e mexe a gente viu os crimes acontecendo.
01:08Inclusive, não sei se vocês vão saber aí sobre a questão do assalto que teve em alto mar.
01:15Na verdade em alto mar não, no mar, né?
01:17O pessoal ali, o casal, tava passeando de caiaque tranquilamente, alugaram um caiaque.
01:23Quando foram abordados, acreditem, por dois criminosos numa moto aquática.
01:28E aí abordaram esse casal e anunciaram o assalto.
01:32Levaram as alianças em cerca de 17 mil reais.
01:34Registraram o boletim de ocorrência, só que até agora nada.
01:37É uma nova modalidade que eu nunca tinha visto, confesso.
01:41A gente repercutiu isso nos pingos do Ziz, mas, de fato, parece que a gente não agora só é vítima das motos tradicionais,
01:50mas também de motos aquáticas.
01:52Priscila Silveira.
01:53A gente vê a evolução do crime, né?
01:55Veio o verão, eu nunca tinha visto isso, né?
01:58Há 23 anos que eu estudo direito penal, sou ali, dou aula, enfim.
02:03É uma novidade na manobra criminosa.
02:05E a gente vai também depois repercutir o que isso reverbera nas condutas criminosas.
02:09Porque a pessoa tá lá, no meio da praia, tirou o anel, né?
02:13Poucas pessoas vão com o celular, obviamente, pra água.
02:16Mas tirou o anel, tirou corrente.
02:18E nada aconteceu.
02:19Eles saíram tranquilamente, David, sem nada.
02:22E, obviamente, que ali na praia, geralmente ficam bombeiros, né?
02:25Entendeu o que tá acontecendo, né?
02:26A abordagem por um jet ski.
02:28E aí, daqui a pouco, vão falar que a culpa é de quem tava usando uma aliança que valia 17 mil na água.
02:33Exatamente.
02:34Só falta isso.
02:34A parte de aliança, né?
02:35Porque você não pode usar celular na rua, porque a responsabilidade é sua.
02:38Ou você não pode usar um par de alianças no alto mar também.
02:42Mas não é bom usar celular na praia também, na água, porque estraga.
02:46Digamos que, né?
02:46Não vamos culpar, mas fica a dica aqui.
02:48Mas se for de ouro, meu amigo, aí não tem problema.
02:51Modelos vão na água, né?
02:53Tem modelos...
02:53Falou celular.
02:54Ah, o celular.
02:55Não, eu tranquilamente seria essa pessoa, assim, vítima de assalto no mar.
03:00Porque, geralmente, quando eu vou pra praia, eu alugo uma praia de stand-up, gosto.
03:03O caiaque também, mas prefiro o stand-up.
03:06E aí você nunca imagina que vai chegar uma dupla de criminosos numa moto aquática pra realizar um assalto.
03:13E que falaram ainda, né?
03:14Olha, é um casal.
03:15E o fato de ser uma mulher, pelo que eu entendi da notícia, foi o que...
03:19Quando eles passaram, eles olharam e disseram, ah, é um casal.
03:22Aí voltaram pra assaltar.
03:24Quer dizer, talvez fossem dois homens.
03:25Tinha duas alianças.
03:26É, é.
03:27É duas alianças, né?
03:29Geralmente, caiaque também, a pessoa coloca aquelas capinhas pra uso de celular.
03:33Não levaram os celulares, mas levaram o par de alianças.
03:36Então, assim, um absurdo que a gente vê dia após dia.
03:38E com a saída temporária, a gente vê que esses crimes também acabam ocorrendo com mais frequência, né?
03:43A questão é do ouro também.
03:44A facilidade de não rastrear, né, David?
03:47Algumas alianças, o pessoal tá até tentando colocar chip, mas isso não é ainda tão atual, né?
03:52Por quê?
03:53Porque o ouro...
03:54Chip em aliança?
03:54É, porque pra poder achar, mas se...
03:56Nossa, isso aí vai servir pra muita mulher rastrear marido, hein, gente?
03:58E assim, né?
03:59Também, tem esse ponto.
04:00O que que acontece com a questão do ouro?
04:02É fácil...
04:03E vice-versa.
04:03É fácil, principalmente, pra poder vender, trocar, dissolve, então a facilidade de se encontrar...
04:09É derrete, né?
04:10Derrete.
04:11Derrete e acabou, né?
04:12Não tem mais como rastrear depois de...
04:14Exatamente por isso, facilita quem compra, né?
04:18Então, pessoas compram por N motivos.
04:20Perente do celular, né?
04:21Então, isso facilita a manobra criminosa.
04:23Agora, o que chama atenção é onde essa aliança foi subtraída.
04:27Porque, assim, em algumas cidades, isso já...
04:30Não estou dizendo que é certo, mas já ficou ali meio que naturalizado, né?
04:34Como é o caso do Rio de Janeiro.
04:35Rio de Janeiro, eu estou há 30 anos com meu marido, nunca tinha tirado aliança.
04:39Recentemente estive lá...
04:41Você frequenta o litoral sul paulista?
04:43Não.
04:44Santos, Guarujá, São Vicente, onde teve esse crime?
04:47Sim.
04:48Geralmente você tira?
04:48Tem hábitos, assim, de tirar alianças?
04:50Eu não tiro, mas eu vi um vídeo do menino falando, você quer vir para o Guarujá?
04:54Então, vou dar cinco dicas, né?
04:55Que o pessoal está com essa moda de falar cinco dicas.
04:57Aí ele fala, primeira, tira aliança.
05:00Segunda, não venha com correntinha.
05:02Não fica com o celular andando, porque ele vai arrancar e vai correr.
05:06Então, essas dicas que são de segurança, e fica aqui o registro, David, para toda a nossa audiência,
05:11que faça isso independentemente de ser no litoral ou não, porque hoje em dia os criminosos estão dentro da oportunidade.
05:18É essa inversão de valores, porque a gente está tendo que mudar os nossos hábitos,
05:22ou seja, a gente não pode mais usar um cordãozinho de ouro, não pode mais usar aliança para demonstrar que é casado,
05:28não pode mais usar o celular na rua, porque senão passa o ciclista e acaba levando o celular.
05:32Então, assim, que mundo que a gente vive onde a gente tem que mudar os nossos hábitos por conta dos bandidos?
05:36Tem que se adaptar a eles.
05:38É assim, ou você muda os hábitos ou você é roubado.
05:42É porque, veja, você está certíssimo, David.
05:45Não deveria ser aquele culpar a vítima, né?
05:48Exatamente.
05:49Não é uma culpa do comportamento.
05:51Só para não confundir as coisas, até porque eu já tive uma discussão muito interessante sobre isso.
05:56Quando pessoas como eu, pelo menos, posso falar em meu nome só,
06:00a gente fala, pô, cuidado, não usa o celular na rua, não vá com um cordão de ouro na praia e tal.
06:07É uma opinião pessoal pensando só no seu bem e não uma opinião sobre políticas públicas, né?
06:13Então, certamente, eu sugiro para todos que não usem o celular na rua, não vão de aliança na praia ou o que seja,
06:19ou deixem seus pertences ali, mas eu jamais defenderia isso como uma questão de política pública.
06:24Isso não é a solução que eu defendo para diminuir o roubo, certamente.
06:28É mais assim, puxa, eu gosto de você, estou preocupado com você.
06:30Faça o que for possível para evitar.
06:32E a recomendação, muitas vezes, vem dos nativos.
06:35Seu, por exemplo, no litoral sul, em Guarujá, às vezes você esquece, né?
06:38Eu uso um cordãozinho de ouro e aí eu estava passando pela rua,
06:42e ele falou assim, ô, amigão, é bom você tirar esse cordãozinho,
06:45que a molecada é dura, difícil.
06:47E seu com a letra D gigante, assim, ou não?
06:48Não, é um crítico.
06:49Já é hashtag, fica a dica.
06:51Deixa eu tirar aqui para quem nos acompanha para o vídeo.
06:53Nossa, essa corrente brilhosa aí, porque é ouro.
06:57Mas assim...
06:57Não, mas você tem razão de você precaver,
06:58porque foi o que você disse, os próprios nativos falam isso para a gente.
07:01Falam, ó, não vai, não faz isso.
07:03Você vai sair do hotel, a pessoa fala, ó, não leva o celular, não leva a bolsa.
07:06E fica esse clima mesmo, né?
07:08Que eu acho até, na minha visão, um pouco exagerado.
07:10Igual aqui em São Paulo, que tem números de violência,
07:12que são, em tese, referências no Brasil.
07:14Mas há um grande número.
07:15A capital mais segura do Brasil.
07:17Há um grande número de roubos e furtos, efetivamente.
07:20Mas há um exagero também.
07:21Há um clima de um exagero também, na minha parte.
07:24Não, e é uma inversão de valores.
07:25Então, pode falar.
07:26Não, só para deixar aqui registrado,
07:27quando eu falo que ele deu lá cinco dicas,
07:30é para preservar a nossa vida.
07:32Preservar, porque, na verdade, quem tem que fazer isso é o Estado.
07:35Como o Sugmore colocou aqui.
07:37Então, não estamos discutindo de quem é o erro.
07:39Até porque é a culpa nunca, nunca.
07:41É da vítima.
07:42Nunca é da vítima, embora a criminologia explique alguns cenários
07:45de facilitação dentro da conduta da vítima.
07:47Agora, aqui só para deixar registrado,
07:49eu estava com uma correntinha aqui no centro de São Paulo,
07:52e meu pai com celular.
07:53Meu pai veio de Minas, estava lá com o celularzão,
07:55e eu disse a ele,
07:55pai, esconde esse celular.
07:57O menino veio por trás da minha correntinha,
07:59ele viu o fecho da minha correntinha e puxou.
08:02Só que, na hora, acho que ele se desequilibrou da bicicleta,
08:05e aí ele não conseguiu levar a minha corrente,
08:06só ficou com o pedacinho que ela se quebrou.
08:09Então, o que eu quis dizer com a gente tomar essa questão de segurança?
08:13Para a nossa própria vida,
08:14porque a reação de cada um é diferente.
08:16O cara é bandido, eu não sou.
08:18Então, é lógico que as pessoas falam,
08:20ah, eles estão soltos e a gente está dentro de casa.
08:23Isso é um absurdo,
08:24a gente tem que cobrar dos nossos políticos,
08:25que cada vez mais nós tenhamos segurança.
08:27Mas, a polícia não consegue estar em todos os lugares,
08:30concorda?
08:30Que a gente tem menos polícia do que gente que é meliante.
08:32Só que eu faço a seguinte analogia também.
08:34Por exemplo, no litoral sul, aqui, Paulista também,
08:37teve uma imagem que viralizou de um policial
08:39correndo atrás de um bandido,
08:40ele atira contra esse criminoso
08:43que tinha acabado de realizar um assalto
08:45e acaba matando o bandido.
08:46Aí, foi julgado por muitas pessoas
08:48porque ele acabou vitimando o bandido.
08:50Só que a gente vai até algumas praias
08:52em determinadas regiões,
08:53como, por exemplo,
08:54as últimas que eu me lembro das últimas viagens que eu fiz.
08:57Paraty, Porto de Galinhas.
08:59Eu sempre pergunto para o pessoal,
09:00e aí, como é que é aqui em relação à segurança?
09:02Eu falo, não, pode deixar o celular aqui em cima da mesa,
09:04pode continuar com o seu cordãozinho de ouro,
09:06porque aqui tem o comando.
09:08Que comando?
09:08Não, é a facção que não deixa que roubem ali os turistas
09:11para que não haja qualquer tipo de criminalidade.
09:14Então, olha a inversão de valores.
09:15Muitas vezes, as facções que cuidam
09:17zelam pela segurança
09:18para também estimular, obviamente, o tráfico de drogas,
09:21outros crimes que são praticados,
09:23porque eles estão nos mais diferentes setores,
09:26muitas vezes até na rede hoteleira, enfim,
09:28nos mais diferentes segmentos.
09:29E aí você tem, de um lado,
09:32os bandidos que temem as facções,
09:34porque aí se eles fazem qualquer coisa,
09:36eles acabam sofrendo as sanções da facção.
09:38Só que quando o Estado também age contra esse criminoso,
09:41aí a sociedade se revolta.
09:43Por que a gente está vivendo nessa inversão de valores?
09:45Ou a minha visão está equivocada em relação a isso?
09:47Bom, na ausência do nosso querido humano aqui,
09:50eu posso falar no lugar dele.
09:51Porque o crime organizado cresce onde o Estado falha.
09:57Isso que você relatou, David,
09:59é muito comum em muitos lugares.
10:01Quer dizer, até uma diminuição de criminalidade local
10:04ou então maior organização em lugares de controle de facção.
10:08Isso é o caso dos presídios.
10:09Os presídios são notoriamente mais organizados,
10:13menos violentos, com menos droga,
10:15com menos violência sexual,
10:17nos presídios que são controlados por facção.
10:20Isso quer dizer que a facção é boa?
10:21Não.
10:22Quer dizer que o Estado está fazendo um péssimo trabalho
10:25ao cuidar daquela região.
10:27Quer dizer, isso só acontece porque não havia policiamento.
10:30O crime acontece solto e daí tem uma impressão de menos...
10:33Não é que tem menos criminalidade,
10:35é que sem controle nenhum,
10:36e tinha que ter o controle, que é o controle do Estado,
10:38mas sem controle nenhum,
10:40fica uma barbárie mesmo.
10:42Esse tipo de coisa, é craque nos presídios.
10:45É algo que foi extirpado dos presídios
10:47pelas facções criminosas,
10:49porque gerava muita violência.
10:50É o caso de defender o controle da facção?
10:54Não.
10:54É o caso que já não era para ter craque no presídio
10:57antes da facção tomar conta.
10:59E ela cresce com esse controle mínimo
11:01por conta de uma carência estatal.
11:03Agora, um outro contexto também que eu quero trazer...
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