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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação "Ano Novo, Vida Nova", com o objetivo de cumprir mais de 1.400 mandados de prisão contra agressores de mulheres em todo o estado. A bancada do Morning Show debate se o aumento nos números reflete uma explosão de violência ou o encorajamento das denúncias, além de discutir a eficácia das políticas públicas e o risco das denúncias falsas. Confira a análise completa sobre o combate ao feminicídio e à violência doméstica.
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NotíciasTranscrição
00:00Polícia Civil de São Paulo deflagrou hoje uma operação pelo Estado para prender agressores de violência doméstica e familiar.
00:07As ordens judiciais começaram a ser executadas ainda na noite de segunda-feira.
00:12Júlia Fermino ao vivo conosco, chegando agora no Morning Show,
00:16para falar exatamente quantos suspeitos foram presos nessa grande operação da Polícia de São Paulo.
00:22Júlia, bom dia, bem-vinda, conta pra gente.
00:24Oi, Coba, bom dia pra você, bom dia pra quem tá com a gente aí no estúdio do Morning Show
00:32e quem tá acompanhando a gente aqui no Morning Show da Jovem Pan.
00:35É isso, por ora a gente ainda não tem um balanço de quantos presos foram realmente presos nessa operação,
00:42mas nós sabemos que a Polícia cumpre 1.400 mandados expedidos pela Justiça realmente contra agressores de mulheres.
00:50Essa ação, que foi batizada então pelos agentes como Novo Ano, Nova Vida,
00:55conta com o apoio aí de 1.700 policiais, agentes que estão nas ruas,
01:01além de mil viaturas também espalhadas por todo o Estado de São Paulo.
01:05Como você disse ainda ontem, deram início aí a operação com cumprimento de 225 mandados de prisão em todo o Estado de São Paulo.
01:15E aí o foco dessa operação é ampliar justamente a segurança das mulheres,
01:20interromper os ciclos de violência que nós tanto noticiamos aqui na Jovem Pan,
01:25de casos frequentes que infelizmente nós precisamos noticiar aqui
01:29e também assegurar o cumprimento rigoroso das decisões judiciais.
01:35A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo,
01:39mas também conta com o apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher.
01:43A nossa equipe segue acompanhando essa operação aqui da capital paulista,
01:47traz mais informações também ao longo aqui da programação da Jovem Pan,
01:51com um balanço do que foi aí o resultado dessa operação,
01:55resultado de prisões e do cumprimento dos mandados.
01:57Coba, volto com você.
01:59Muito obrigado, viu?
02:00Júlia Fermino trazendo aí informações dessa grande operação da Polícia Civil de São Paulo.
02:04Até mais, Júlia.
02:05Deixa eu já rodar aqui com os nossos comentaristas esse assunto,
02:08porque, Priscila, a gente estava falando,
02:09perguntamos ontem, inclusive, para o governador em exercício
02:12sobre esse assunto que tem crescido nos últimos dias,
02:15tem repercutido mais o número altíssimo de feminicídios,
02:18de violência contra a mulher, de violência doméstica,
02:22e hoje a polícia fazendo essa grande operação,
02:25mais de 1.400 mandados de prisão em todo o estado de São Paulo.
02:29Exatamente, Coba, isso é uma coisa boa que a polícia tem feito.
02:32Ontem o governador em exercício nos disse que eles vão pegar firme,
02:36ou firmes nessas operações, e hoje mesmo acho até que ele já sabia,
02:41obviamente, que aconteceria essas 1.400 prisões.
02:46E é importante dizer que a violência doméstica,
02:48com a evolução da internet, da televisão,
02:53não é que cresceu, nós tínhamos notificações que não eram colocadas,
02:58que não eram apresentadas.
03:00Então, hoje a mulher, inclusive, ela toma mais coragem,
03:03ela sabe onde procurar.
03:05Ontem o Ramut nos disse, né,
03:07sobre os mecanismos que as mulheres podem tomar.
03:10Eu acho que a informação é muito importante também,
03:12porque muitas mulheres, Coba, não sabem onde procurar,
03:15às vezes não tem dinheiro.
03:17Então, por isso que, até anteriormente, aqui no próprio Morning,
03:20eu perguntei ao Nico, que é o secretário hoje de Segurança Pública,
03:24quanto as DDMs serem 24 horas.
03:26Eu acho que isso é uma coisa importante,
03:28tendo em vista que, às vezes, as mulheres não sabem.
03:30Elas jogam na internet, vêm lá a DDM, vão até algumas unidades,
03:34e as unidades estão fechadas.
03:36Então, essa coletividade, essa questão conglobante
03:39de colocar uma DDM 24 horas aberta,
03:42dar informação para essa mulher onde ela procurar,
03:45isso facilita o pós.
03:47Mas a gente precisa entender que o antes também é extremamente relevante,
03:51porque a gente vê prisões,
03:53essas pessoas cumprem essas prisões,
03:55voltam para o cenário da violência.
03:57Então, até a lei, né, Maria da Penha,
03:59fala desse tratamento do agressor,
04:01porque o ciclo da violência não fecha,
04:03ele precisa entender.
04:05E aqui eu não estou falando,
04:06ai, que bonzinho.
04:07Não, ele vai cumprir o rigor da lei,
04:08mas a gente percebe, Coba,
04:10que prender, por e tão somente,
04:12não tem sido aqui, né,
04:14não tem tido um efeito totalitário no combate a essa violência.
04:18É um dos passos que são ali importantes.
04:21Tem muita coisa para ser feita, né?
04:23DDM, que a Priscila está falando,
04:24são as delegacias de defesa da mulher.
04:27São delegacias que foram criadas aqui no estado de São Paulo,
04:30São Paulo está na frente com isso,
04:31uma política que foi implementada
04:33quando o Michel Temer foi secretário de segurança pública
04:36há muitos anos atrás, o Elias Tavares.
04:38E aí a gente está falando de política pública,
04:40de defesa da mulher,
04:42de defesa da integridade física,
04:44da integridade psicológica,
04:45da integridade financeira, né,
04:47porque são várias as formas de violência contra a mulher.
04:50Só que como a Priscila está falando, Elias,
04:52não pode ficar a política restrita à segurança pública,
04:56mandado de prisão.
04:57Prende, processa e tal.
04:59Isso precisa ampliar os seus horizontes
05:01para educação, para serviço social,
05:04porque daí às vezes as mulheres ficam desamparadas também,
05:07quem é que vai sustentar muitas delas dependentes financeiramente.
05:10Às vezes a gente tem que pensar no antes,
05:12na formação, na prevenção,
05:14na formação dessas crianças
05:15para que não sejam violentos com as suas mulheres,
05:19para as mulheres, as crianças, mulheres, meninas,
05:22aprendam a denunciar, a não aceitar,
05:24a não se submeter a esse tipo de violência.
05:26Como é que você vê a função do poder público
05:29em pulverizar essa responsabilidade em mais áreas, hein, Elias Tavares?
05:34Não, com certeza, né, Koba,
05:35aquela história de não se mete a colher,
05:37ela não existe, ela é inadequada
05:39no momento que a gente vive.
05:41O problema, né, da violência contra a mulher,
05:44ele não é um problema privado,
05:45ele é um problema de segurança pública,
05:47de saúde pública, mental, enfim.
05:49Então, é legal a gente ver uma ação como essa
05:52que está sendo feita no estado de São Paulo.
05:54É uma luz no fim do túnel, sim,
05:55eu enxergo com bons olhos,
05:56mas como bem disse a Pri,
05:58ela é só um elemento de tantos outros
06:00que precisam ser,
06:01inclusive de mudança da sociedade como um todo, né.
06:05Como você bem colocou, né, Koba,
06:06isso começa na educação infantil,
06:09para que as crianças consigam enxergar e saber, né.
06:12Porque a violência doméstica,
06:13ela tem esse efeito que é muito ruim também,
06:16que as crianças começam a ver a violência
06:17dentro de casa,
06:19e ela entende que aquilo é normal,
06:21ela não tem tanta noção assim, né.
06:22Então, precisa haver políticas
06:24que a criança possa, dentro da escola,
06:26também reconhecer e falar,
06:27poxa, dentro de casa tem alguma coisa errada, né.
06:30Porque muitos desses crimes,
06:31eles acontecem em silêncio,
06:32como a Pri trouxe também,
06:33a questão de ser sub, né,
06:35o número ser subutilizado, enfim.
06:38Então, a gente precisa de uma ação
06:39de médio a longo prazo,
06:41mas muito legal a ação
06:42que está sendo feita hoje,
06:43é sim uma luz,
06:45uma esperança aí para a gente.
06:46E aí, esse ponto é interessante,
06:48quero trazer aqui o João Belut
06:49para essa reflexão.
06:51Você acha, João,
06:52que o número de violência
06:54tem de fato crescido nos últimos anos,
06:56ou com a propagação da informação,
06:59com a conscientização,
07:00na verdade,
07:01não é que está subindo
07:02o número de violência,
07:02está subindo o número de denúncias,
07:04de violências que já ocorriam,
07:06mas que agora estão sendo levadas
07:07às autoridades.
07:09Como é que você vê isso, hein, João?
07:11Ó, Cobo,
07:11eu não acho,
07:12não me há uma clareza
07:13se há mais,
07:14se estão sendo mais reportados os casos,
07:16ou se, de fato,
07:18há mais casos, né,
07:19entre os números de violência,
07:21o que se chama violência contra a mulher,
07:23e os números globais, né,
07:24considerando um país
07:25de 40 mil homicídios por ano.
07:26A gente tem um número muito grande, né,
07:28de mandados não cumpridos, né,
07:29segundo o CNJ,
07:30e tem mais de 143 mil
07:32mandados de prisão em aberto no Brasil.
07:36O que eu observo
07:36é que a resposta do Estado
07:38para esse tema,
07:39ele acabou criando tipos jurídicos,
07:41e em alguns deles
07:42há uma opacidade, né,
07:44há uma coisa não clara,
07:45especialmente nesse chamado
07:47de violência psicológica, né,
07:49que você também,
07:50com a resposta do Estado,
07:51ó, vamos criar o tipo
07:52violência psicológica,
07:53violência patrimonial, enfim,
07:54você também criou
07:55um grande número
07:57de denúncias falsas,
07:58e existem vários advogados
07:59atuando nesses casos,
08:00também há um grande número
08:01de denúncias falsas.
08:02Então, a resposta do Estado
08:02também gerou
08:03outra situação,
08:05na medida em que
08:05a violência psicológica
08:07é um campo,
08:07como eu disse,
08:08aberto,
08:09nebuloso,
08:10e nesse campo,
08:11a Lei Maria da Penha
08:11franqueia
08:12a palavra da mulher
08:14à qualidade de prova.
08:16Então, há também
08:16esse aspecto
08:17que deve ser observado
08:18pelo Estado,
08:18para que se combata
08:19todo tipo de violência,
08:20esse contra a mulher também,
08:21mas que não abra a brecha
08:23para também
08:23essa questão
08:24da denunciação,
08:26da falsa denúncia,
08:28de coisas nesse sentido,
08:29que vem também,
08:30abriu esse campo
08:30no direito,
08:31que até tem se chamado
08:32direito do homem,
08:33é um campo que está
08:34crescendo bastante,
08:35Kobayashi.
08:35Sim, e nesse ponto
08:36que você está falando,
08:37tem a questão aí
08:38que envolve também,
08:39geralmente,
08:40quando há denúncias falsas,
08:41isso geralmente
08:42tem a ver com separação
08:44e com alienação parental.
08:45O que é isso?
08:46E a lei foi derrubada
08:47recente também
08:48com o apoio da direita,
08:49eu lamento muito
08:50que era uma lei boa
08:51e foi derrubada recente
08:51com o apoio
08:52da própria bancada da direita.
08:53É uma lei de alienação parental
08:55tem aproximadamente
08:56uns 15 anos,
08:57se eu não me engano,
08:58que é quando a criança
09:00ela é contaminada
09:01de calúnias,
09:04de informações falsas
09:04a respeito
09:05ou do pai
09:06ou da mãe
09:06de um para o outro,
09:07fica alienando ali
09:08e às vezes tem a ver
09:09com essas denúncias falsas
09:10de violência
09:10justamente para tirar
09:11do convívio.
09:12Mas não é isso,
09:12o debate, o debate,
09:13Tolentino,
09:13é justamente sobre
09:14essa ação da polícia
09:15de hoje.
09:17Tantas pessoas
09:17que estão sendo aí
09:19hoje alvo de
09:20mandados da justiça,
09:22de prisão,
09:22busca e apreensão
09:23e que agora
09:25vão responder
09:25até presas
09:26a essas violências
09:28contra as mulheres.
09:29É isso aí, Cuba.
09:30Parabenizar a Polícia Civil,
09:31parabenizar o secretário Nico
09:33por essa ação.
09:34Fecha o ano
09:34com chave de ouro
09:35colocando esses marginais
09:37e esses bandidos
09:38na cadeia.
09:39A gente não pode
09:39normalizar a violência
09:41contra a mulher.
09:42Parabenizar também
09:43as ações dos municípios
09:44porque hoje os municípios
09:45implementarem políticas públicas
09:48com secretarias específicas
09:50para a mulher,
09:51para o cuidado
09:51à mulher,
09:52para a atenção
09:52à mulher.
09:53E como disse
09:54nosso amigo aqui
09:55Elias Tavares,
09:56é um problema social,
09:57é um problema de saúde pública
09:58que a gente precisa combater
10:00e começa dentro de casa,
10:01com nós homens,
10:02respeitando as mulheres,
10:03quando as mulheres
10:04tiver uma equiparação salarial,
10:05tiver as mesmas oportunidades
10:07no mercado de trabalho,
10:08com respeito e educação,
10:09a gente vai mudar
10:10esse cenário.
10:11O que precisa,
10:12Priscila?
10:13Educação,
10:14antes de tudo,
10:14é igual o trânsito.
10:15Eu vou fazer uma comparação
10:16esdrústula,
10:16mas bem didática.
10:18No trânsito,
10:18vamos pegar Brasília.
10:20Brasília,
10:20você para,
10:22na verdade,
10:23você vai lá na faixa
10:24de pedestre,
10:25os carros param.
10:26Por quê?
10:26Porque já começou
10:27desde o início
10:28com aquela educação
10:29no trânsito.
10:30Não estou dizendo
10:30que Brasília
10:31seja ali um espelho
10:33de falta de multas,
10:33não é isso?
10:34Agora,
10:34você chega aqui em São Paulo,
10:36vai atravessar
10:37no semáforo,
10:38você não consegue.
10:38A mesma coisa
10:39é a violência doméstica,
10:41como eu estudo isso
10:41desde a implementação
10:43da norma.
10:44E aí,
10:44o que acontece?
10:45As pessoas falam
10:45leva o agressor para casa,
10:47não é isso,
10:48as mulheres,
10:48o ciclo da violência
10:49é muito complicado
10:51da gente debater em minutos.
10:52Mas a violência
10:53não começa
10:54com o feminicídio
10:55muitas vezes,
10:55ele começa
10:56com violência psicológica,
10:58violência moral,
10:59a mulher não entende
11:00esse sinal,
11:00ela não sabe
11:01que ela está
11:02nesse ciclo da violência.
11:03Às vezes,
11:04você fala com a pessoa,
11:04nossa,
11:05enfim,
11:06não corta esse cabelo,
11:07não põe essa blusa,
11:08isso começa
11:10o homem,
11:10porque o que acontece?
11:11Por causa de uma evolução
11:12tem muito a ver
11:13com a questão sociológica,
11:14é mais social
11:15do que legal.
11:16E aí,
11:17o que acontece?
11:18Não estou falando
11:18que você não possa
11:19falar para a sua esposa,
11:20não põe o short,
11:22as pessoas estão
11:22muito complicadas
11:23a gente explicar,
11:24sabe?
11:24E aí,
11:25o que acontece?
11:25Quando a gente fala
11:26do efeito sociológico,
11:27é o seguinte,
11:28o homem,
11:29muitas das vezes,
11:30o agressor entende
11:31que ele é dono,
11:32então há a coisificação
11:34da mulher,
11:35o problema é
11:36a coisificação da mulher,
11:37porque se ele entende
11:38que ele é dono,
11:39qualquer coisa que faça
11:41ele entender em contrário,
11:42ele vai ficar agressivo.
11:44E também quero aqui
11:45trazer uma estatística,
11:46que eu acho que é,
11:47a maioria das violências
11:48acontecem aos finais de semana
11:50e as segundas-feiras
11:51é o ponto de maior inserção
11:53nas delegacias da mulher,
11:55porque a bebida,
11:56a droga,
11:57tem uma grande influência
11:58nesse ciclo de violência também.
12:01Tem um número interessante
12:02nessa estatística aí,
12:02Priscila,
12:03que em dias de jogos,
12:04de futebol,
12:05a violência aumenta também, né?
12:07Quarta e domingo.
12:08Sim, inclusive a OAB,
12:09que de São Paulo
12:10faz um excelente projeto,
12:12muito criticado
12:12por alguns homens,
12:13inclusive,
12:14que é OAB junto,
12:15joga junto.
12:16Elas jogam junto.
12:17Isso,
12:18elas jogam junto.
12:19O que é isso?
12:20Uma mulher não quer
12:20atrapalhar o jogo do marido.
12:22Você entende que são
12:22as pequenas coisas
12:23que às vezes elas pulverizam
12:24e ficam grandiosas?
12:25Então,
12:26aqui é muito mais sim
12:27a educação,
12:28se a gente ensinar,
12:29como que a gente tem
12:31a questão histórica?
12:32A menina ganha uma boneca,
12:34o menino ganha,
12:36sei lá,
12:36um carro.
12:37Então,
12:37isso,
12:38já começa
12:39essa questão
12:40dos direitos.
12:41E a nossa legislação
12:42no artigo 5º
12:43da Constituição
12:44fala que o homem e a mulher
12:45são iguais perante a lei.
12:47E por que então
12:47precisa ter uma lei
12:48para poder fazer isso?
12:49Justamente para fazer
12:50a questão da equidade.
12:52Nós somos iguais na lei,
12:53mas na verdade não somos.
12:55E outro dia eu fui falar isso
12:56só para passar para os meus colegas,
12:57também a palavra.
12:58Alguém falou assim para mim,
12:59vai lá carregar pedra.
13:00Eu falei,
13:00eu não quero carregar pedra,
13:02eu não quero carregar tijolo,
13:03sabe?
13:03Então,
13:04há essa crítica
13:05de a mulher poder caminhar ao lado.
13:07A gente não quer caminhar à frente,
13:09nem atrás,
13:10é ao lado.
13:10Assim como manda a legislação.
13:12E isso faz sim.
13:13Eu estou te falando,
13:14Koba,
13:14estatisticamente,
13:15através de pesquisa científica.
13:17Eu não estou falando aqui
13:17sobre nada.
13:19Pesquisas científicas
13:20demonstram que
13:21essa questão de machismo
13:22não é
13:23feminismo.
13:24As pessoas falam,
13:25ah, lá vem a feminista.
13:26O feminismo
13:27é a mulher
13:28caminhar junto.
13:29O machismo,
13:30não.
13:31O machismo é o contrário.
13:32O homem,
13:33sob a mulher.
13:33Por isso que,
13:34às vezes,
13:34as pessoas têm muita,
13:36na verdade,
13:37preconceito de estudar isso.
13:38E o João?
13:39É que o feminismo
13:40é o feminismo light,
13:42que é dito.
13:42O feminismo,
13:43em verdade,
13:43é um movimento totalitário
13:45de sobreposição
13:46da mulher,
13:47entendo dessa forma.
13:48E o feminismo é definido
13:49socialmente,
13:50inclusive,
13:51dessa maneira.
13:52O que eu observei aqui,
13:54na verdade,
13:54é que,
13:54em virtude,
13:56para proteger a mulher,
13:57enfim,
13:58os direitos da mulher,
14:00o Estado foi criando soluções
14:01que, na verdade,
14:02criminalizam o homem.
14:03Não é incomum
14:04você ouvir mulheres
14:05falando,
14:05ah,
14:06os homens não conversam mais
14:06com as mulheres,
14:07os homens isso.
14:08E muitos alegam,
14:09inclusive,
14:09legítima defesa,
14:10no sentido de que
14:11a conduta masculina
14:12vem sendo recriminada.
14:14É isso que está
14:14bem claro para mim.
14:16a palavra da vítima
14:18mulher ter mais valor
14:19em termos de prova?
14:20Ela tem valor como prova,
14:21a palavra,
14:22nesse contexto
14:23da lei Maria da Penha.
14:25É que, assim,
14:25ela não é paridade de armas,
14:27a legislação fala
14:27paridade de armas.
14:29Só que,
14:30a partir do momento
14:30que a palavra de um
14:31é a prova concreta,
14:33inclusive,
14:33para afastamento do lar,
14:34foi o que eu disse.
14:35Essa questão da palavra
14:36e de colocar a mulher
14:37num patamar superior
14:38em termos legais
14:39gerou outro problema,
14:40que é a questão
14:41da falsa denúncia,
14:42da alienação parental,
14:43gerou outro problema
14:44que tem sido escondido
14:45no momento,
14:46mas ele é tão grave
14:47quanto.
14:48E aí, como solução,
14:49também se fala
14:50o homem, o homem é o homem.
14:51Não, nem eu,
14:51nem vocês homens aqui
14:52cometeram esses crimes.
14:53Foram aqueles criminosos,
14:54não foram os homens.
14:56Falar porque o discurso
14:57e o discurso aquilo,
14:58não, foi um criminoso
14:59que cometeu o crime.
14:59Não fomos nós,
15:00não fomos ensinados assim.
15:0299% dos homens
15:03não foram ensinados
15:04dessa forma
15:04e não cometem esses crimes.
15:05Então, não é o homem
15:06que tem que mudar o homem,
15:08o homem não.
15:08Tem que prender o criminoso
15:09e ficar preso,
15:10porque grande parte
15:10desses crimes,
15:11também é reincidência.
15:13Mas só vai deixar
15:14de acontecer
15:16quando os agressores
15:17entenderem
15:18que a impunidade
15:19não funciona.
15:19Ficaram presos.
15:20Ficaram presos
15:21da primeira vez,
15:21porque acaba que ele sai,
15:23aí fica aquele ciclo
15:24como a Pri falou.
15:25É a crença da impunidade.
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