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O governo de Israel confirmou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, atingido durante a operação conjunta com os Estados Unidos denominada “Fúria Épica”. Segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o complexo de Khamenei em Teerã foi destruído e "há sinais crescentes" de que o regime colapsou.
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NotíciasTranscrição
00:00Nessa edição especial do JP Internacional, eu conto com a presença do comandante Robson Farinazo,
00:06com as suas análises do aspecto militar dessa questão, também com o professor de Relações Internacionais,
00:13mestre em Islã Político, Danilo Porfírio.
00:17Daqui a pouquinho, o Rian Fanceli se junta, a gente também, para mais análises ao longo desse programa.
00:23A gente vai junto por uma hora para debulhar tudo o que tem acontecido no Oriente Médio, ao redor do
00:30mundo, nessas últimas horas.
00:32Os primeiros ataques foram registrados ainda de madrugada, por volta de duas da manhã, no horário de Brasília,
00:39com uma ofensiva israelense que citava um ataque preventivo contra o Irã.
00:44Logo depois, houve a confirmação da participação dos Estados Unidos nessa ofensiva.
00:50Os Estados Unidos confirmam que estão ao lado de Israel neste momento.
00:56E, claro, a retaliação iraniana.
00:59Os ataques foram dirigidos aos Estados Unidos, nas suas bases militares espalhadas pelo Oriente Médio,
01:07mas também a Israel.
01:09Há relatos de mortes no sul do Irã, com uma escola atingida, uma escola para meninas,
01:15que teria deixado pelo menos 80 mortos nesse começo de sábado.
01:21Ao todo, o crescente vermelho fala em pelo menos 200 mortes no território iraniano.
01:27Já no sentido contrário, uma pessoa morreu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos,
01:33após ser atingida por estilhaços de um míssel que foi interceptado ainda no ar.
01:39Não há mais relatos de mortos no Estado de Israel.
01:44Há alguns mortos na Síria.
01:46Há relatos de ataques no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos,
01:52também na Arábia Saudita, no Bahrein e no Catar.
01:56Todo o Oriente Médio em alerta, todo o planeta em alerta e tudo o que vai acontecer.
02:01E o que já aconteceu a gente confere a partir de agora.
02:05Vamos começar falando sobre Ali Khamenei, um temor que se espalhou após a fala do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu,
02:15o pronunciamento feito pelo premier de Israel agora há pouco,
02:18em que ele afirma que há indícios, há sinais de que o líder supremo do Irã teria morrido
02:25após um ataque israelense à sua residência em Teheran, a capital iraniana, durante essa madrugada.
02:32Pelo menos 30 bombas, 30 dispositivos atingiram a residência de Ali Khamenei.
02:39Imagens de satélites divulgadas pela Airbus mostram uma grande nuvem de fumaça saindo daquele local
02:46e esse é o grande temor.
02:48É justamente sobre isso que a gente começa, então, falando neste programa
02:52que eu queria começar perguntando para o professor Danilo Porfírio.
02:55Professor, qual é o tamanho de Ali Khamenei para o Irã?
02:59O que isso significa diante de todo esse conflito que a gente tem acompanhado?
03:04Boa tarde.
03:05Boa tarde, Fabrício.
03:06Fabrício, o impacto é sensibilíssimo.
03:11Khamenei, ele é o líder supremo daquilo que nós chamamos de República Islâmica do Irã.
03:20Nós temos que lembrar que o regime iraniano que tem três poderes,
03:26na verdade, o quê?
03:27Esses poderes estão sujeitos a um poder maior, a um poder, vamos dizer,
03:34que tem uma conotação, não é, comandante?
03:36Moderador, composto por um conselho de guardiões
03:40e deste conselho emana o grande cérebro, a grande cabeça, a grande liderança,
03:48que é o Ayatollah, o líder supremo.
03:51A sua morte é o corte de cabeça do regime.
03:58Então, o que nós temos que esperar agora?
04:01Se essa informação realmente é procedente.
04:05Nós temos que, primeiramente, ver se o rito constitucional vai ser obedecido,
04:12que é o próprio conselho de guardiões.
04:15escolher um novo líder supremo, um novo Ayatollah,
04:21há quem defendesse a substituição pelo filho do Khamenei,
04:26mas em vias práticas, diante da instabilidade do Irã,
04:32a situação é o quê?
04:33É de completa vulnerabilidade.
04:36Aliás, o Trump que queria semear o caos para dar fim ao regime,
04:44se essa informação for correta, ele está sendo muito bem sucedido
04:48com o apoio dos iscarelenses.
04:50Comandante Robson Farinazzo, essa situação de instabilidade no Irã,
04:54refletida, claro, pela situação política,
04:57ela pode se tornar também uma instabilidade militar já a partir das próximas horas?
05:02Eu acho difícil porque a Guarda Revolucionária do Irã
05:05é um organismo com vida própria, né?
05:09Inclusive, acima do CEPA, que é o exército iraniano.
05:12Então, eu não acredito, acho que já tem planos de batalha definido,
05:15porque o que o Irã mostrou hoje de manhã,
05:17a rapidez da resposta mostra que esses alvos estavam demarcados,
05:21pré-determinados, né?
05:23Existia aí todo um cronograma de ataque que foi cumprido.
05:25Se bem sucedido ou não, eu não vou entrar nisso,
05:27porque a gente não tem condições de fazer uma análise de danos de batalha.
05:31Mas, em termos militares, eu acho que, assim, é difícil pactar, professor.
05:38Porque, exatamente por aquilo que eu falei,
05:40a Guarda Revolucionária, que é bastante competente,
05:43ela tem a sua autonomia, né?
05:45Sim.
05:46E já aproveitando de chamar aqui o Urian Fanceli,
05:48que se junta a gente nesse JP Internacional especial,
05:53sobre essa cobertura envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel.
05:56Urian, você que é autor do livro Populismo e Negacionismo
06:01vai saber dizer isso muito bem pra gente.
06:04Donald Trump vinha em um momento extremamente delicado
06:08no ponto de vista da sua popularidade,
06:09o índice menor desde que ele voltou à Casa Branca
06:13em janeiro do ano passado.
06:15Como que você acredita que esse ataque,
06:17que essa situação envolvendo o Oriente Médio
06:20pode se refletir internamente nos Estados Unidos
06:24para o presidente republicano?
06:27Bom, primeiramente, boa tarde, Fabrício.
06:29Boa tarde a todos.
06:30É um prazer estar aqui com vocês.
06:32Eu acredito que isso é altamente impopular, tá?
06:35E eu digo isso porque eu vejo essa manobra do Donald Trump
06:38muito mais como algo impulsivo, como um erro de cálculo,
06:43como uma expectativa do Donald Trump
06:46de agir de determinada maneira,
06:50como tem feito ao longo dos últimos anos.
06:53Por exemplo, o Donald Trump foi ensinado
06:58por conta das experiências que ele teve
07:01realizando algumas operações,
07:04tanto lá atrás, em 2020,
07:06quando ele ordena o assassinato do Kassem Soleimani,
07:10general iraniano,
07:13ou até mesmo no ano passado,
07:15quando ele faz aqueles ataques
07:17contra as instalações nucleares iranianas,
07:20recentemente também,
07:21nas suas operações contra a Venezuela,
07:24para o Trump,
07:26ele aprendeu que ele consegue
07:30fazer determinadas operações
07:32sem necessariamente levar os Estados Unidos
07:36para um conflito prolongado,
07:39que é algo que ele sempre condenou.
07:40Eu acho que se engana quem acredita
07:43que o Donald Trump entrou nessa guerra
07:44para expandir o conflito.
07:46Pelo contrário, a minha visão
07:48é que ele entrou tentando buscar
07:51algum tipo de ganho rápido,
07:52algo para exibir,
07:53mas não é do objetivo dele
07:56permanecer boots on the ground
07:58no Oriente Médio.
08:00Então eu vejo muito mais como algo impulsivo,
08:03como um erro de cálculo,
08:05como uma cutucada no vespeiro
08:08que pode sim sair muito mais cara
08:10do que o pensado,
08:12até mesmo porque a gente ainda não sabe
08:14o que pode vir depois.
08:16E eu concordo com a análise
08:18de que pode até ser pior
08:20do que havia antes,
08:22caso, por exemplo,
08:22da Guarda Revolucionária Islâmica,
08:24a gente está falando
08:25de uma entidade
08:28com 150 mil membros,
08:31altamente armada,
08:32e que controla
08:34todo o aparato
08:35de segurança no Irã.
08:36Então,
08:38esse grupo
08:39chegando ao poder agora
08:41pode ser que venha
08:42um regime
08:43tão ruim quanto
08:44ou até mesmo pior.
08:45Pode ser que o Irã,
08:47a partir de agora,
08:48e a gente não pode
08:49afirmar com certeza
08:50que vai haver uma queda
08:51desse regime,
08:52mas pode ser que o Irã
08:53parta de uma teocracia
08:55para algum tipo de
08:56regime militar
08:57que é tão hostil
08:59em relação ao Ocidente
09:01quanto era a teocracia.
09:04Boots on the ground,
09:05que o Irã mencionou,
09:06comandante Robson Farinazo,
09:08qual é a possibilidade
09:10que a gente tem
09:11de ver uma guerra prolongada
09:13envolvendo esses três países?
09:15Ela é sustentável?
09:17Uma guerra prolongada
09:18sempre existe a possibilidade.
09:19Boots on the ground
09:20eu acho bastante difícil,
09:21porque o Irã
09:22tem 90 milhões de habitantes
09:23e quase 1,5 milhão
09:24de quilômetros quadrados.
09:25Você precisaria
09:25de um exército
09:27monstruoso, né?
09:28Eu lembro que o Saddam
09:29tinha acho que
09:30o quinto maior exército
09:31do mundo
09:31e deu com os burros
09:32na água lá.
09:33Eu acho pouco provável,
09:35eu acho mais provável
09:35é manter uma campanha aérea
09:37até os estoques logísticos
09:39da Força Aérea
09:41e da US Navy
09:42suportarem
09:43e depois se vê
09:44o que vai fazer.
09:44Mas eu concordo
09:45com o que o Irã falou.
09:48O Trump,
09:48ele é impulsivo, né?
09:51Você para pra pensar,
09:52nós estamos começando
09:52uma guerra, professor,
09:54de um país que
09:55é distante
09:56dos Estados Unidos,
09:58não tem como
09:59um ataque,
10:00não representa
10:00uma ameaça real
10:01no momento
10:02aos Estados Unidos,
10:03esse é um fato.
10:04Os Estados Unidos
10:05cheios de problemas
10:06domésticos,
10:06eu costumo dizer sempre o seguinte,
10:07aquele milhão de americanos
10:09que cruzam a fronteira
10:09do México
10:10para fazer tratamento
10:11dentário,
10:12quer os Estados Unidos
10:12ganham ou percam a guerra
10:13com o Irã,
10:14eles vão continuar
10:14fazendo isso daí.
10:15Isso não vai mexer
10:16na situação interna
10:17dos Estados Unidos,
10:18pelo contrário,
10:18pode só piorar.
10:19Então, assim,
10:20eu acho difícil
10:20ver um boots on the ground.
10:22Agora,
10:22uma campanha aérea
10:23prolongada pode ser,
10:24do modo que foi
10:26a Guerra do Golfo,
10:27a campanha da Yugoslávia,
10:28a própria campanha
10:30da Líbia também,
10:31isso é possível.
10:32Professor Danilo,
10:33quando o Uriam fala
10:34aqui da substituição
10:35de um regime teocrático
10:36para um regime militar
10:37no Irã,
10:38eu falava mais cedo,
10:39inclusive no Jornal da Manhã
10:41ainda,
10:41que o Irã talvez seja
10:42o país com o maior
10:43sentimento anti-americano
10:44do mundo.
10:45Poucos países
10:46detestam tanto
10:47os Estados Unidos
10:48quanto o Irã.
10:49E aí é que a gente
10:49não está fazendo
10:50nenhum julgamento de valor
10:51se isso é certo
10:51ou se é errado.
10:52É um fato.
10:53Há uma rejeição
10:54muito grande
10:55aos Estados Unidos
10:56lá no Irã.
10:57Isso indica que a gente
10:58pode ter uma troca
10:59de regime,
11:00mas acabar mantendo
11:02a situação
11:03de adversidade,
11:05de rivalidade
11:06entre esses países?
11:07Pois bem,
11:10os americanos
11:11ainda são associados
11:12a um período
11:15extremamente complexo
11:16e de grande opressão
11:18que foi o regime
11:20do Shah Reza Palev.
11:22Nós temos que lembrar
11:24a década de 50
11:25foi a pequena
11:27experiência democrática
11:29com Mossadegh,
11:30com o apoio
11:31dos americanos,
11:32o Mossadegh
11:33é derrubado
11:34e Reza Palev
11:36toma efetivamente
11:38o controle do Irã
11:40com um aparato
11:41inclusive o quê?
11:42De repressão muito forte
11:44por meio
11:44do serviço
11:46de segurança
11:46que era o SAVAC,
11:47o famoso SAVAC.
11:49Então,
11:50uma lógica
11:50de vida
11:53ocidentalizada
11:54afiançada
11:55por um regime
11:56autoritário.
11:57E nós também
11:58devemos lembrar
11:59que os grandes
12:00apoiadores
12:01desse regime
12:02do Reza Palev
12:03foram os Estados Unidos
12:05e Israel.
12:06Não é à toa
12:07que após
12:09a Revolução
12:10Islâmica,
12:11os Estados Unidos
12:12e Israel
12:13são atribuídos
12:14aos títulos
12:15de Grande Satã
12:17e Pequeno Satã.
12:19Pequeno Satã.
12:20Então,
12:20existe sim
12:21essa lógica
12:22de hostilidade.
12:23Mas,
12:24ao mesmo tempo,
12:25eu gostaria também
12:26de fazer uma reflexão
12:27com vocês aqui
12:28que,
12:30nos últimos tempos,
12:32principalmente após,
12:33né,
12:35vamos dizer,
12:36o fracasso
12:37das ações
12:38proxi
12:39do Irã
12:40em relação
12:40à guerra de Gaza,
12:42nós observamos
12:43que a classe média
12:45de...
12:46A classe média,
12:47os comerciantes,
12:48a classe de comerciantes,
12:50o bazar,
12:51o bazar
12:52de Teirã,
12:53comandante,
12:54que era,
12:55outrora,
12:56afiançador da Revolução,
12:57se volta contra o regime.
13:00Então,
13:01eu fico...
13:02Há um ódio,
13:03há um sentimento
13:04de hostilidade
13:05contra
13:07os americanos.
13:08Inclusive,
13:09a lógica
13:10de uma intervenção
13:11pode agregar
13:12à população.
13:13Exatamente.
13:14Mas,
13:14ao mesmo tempo,
13:15nós temos o quê?
13:15Essa sensação
13:16de insatisfação local.
13:18É a economia
13:19contribuindo pra isso.
13:20Contribuindo.
13:21Que é a máquina,
13:22né?
13:22É o quê?
13:23A frase do Carlyle,
13:25é economista.
13:26É que paga as contas,
13:27não é, comandante?
13:28E aí,
13:29só pra nós fecharmos,
13:30o que o Urião falou
13:32e o que o comandante falou,
13:34é certo que
13:36a guarda revolucionária
13:38é uma força
13:40em paralelo,
13:41que, inclusive,
13:42escora
13:43da força
13:44ao regime.
13:46Mas,
13:46nós temos também
13:46que enfatizar
13:47que toda construção,
13:50dentro de uma lógica
13:51de islã político,
13:53está vinculada também
13:54ao quê?
13:54A valores
13:55e a simbologia,
13:56que dá estabilidade.
13:58A morte do Ayatollah
14:01é um quê?
14:02Seria um fato sensível.
14:04É como se você tirasse
14:06o quê?
14:06O chão
14:07dos pés
14:08de parcela
14:09da sociedade.
14:11Existe, sim,
14:12uma possibilidade
14:13de ascensão
14:14da guarda revolucionária?
14:15Sim.
14:16Eu devo lembrar
14:17que, em 2009,
14:18nós tivemos
14:18uma crise
14:20ferrenha,
14:21fruto da Revolução Verde,
14:23dentro do Irã,
14:24e foi
14:26caracterizado
14:26por um tensionamento
14:28entre o Ayatollah,
14:29Kamanei,
14:29o presidente
14:30Ahmadinejad,
14:31o poder executivo
14:32e a guarda revolucionária.
14:34Então,
14:35há a possibilidade
14:36de uma ascensão
14:37e de um regime
14:38militarizado?
14:39Podemos até ver.
14:41Mas que eu também acho
14:42que, no cálculo
14:44do staff norte-americano,
14:47a guarda revolucionária
14:49terá um papel
14:50de composição,
14:53recomposição,
14:54eu também vejo o quê?
14:55Com muita força e vigor.
14:56Professor,
14:57eu vou me fazer
14:58uma pergunta.
14:58Como é que o senhor vê
14:59a posição do presidente
15:01Peserzkyan
15:02nesse caso?
15:03Porque ele é meio
15:03a favor da conciliação
15:06com o Ocidente,
15:06né?
15:06Sim.
15:07Sim.
15:08Mas eu volto a insistir
15:09nisso, comandante.
15:10O poder executivo,
15:11ele é um poder
15:13enfraquecido.
15:14Ele é muito mais
15:14um poder simbólico.
15:16As duas forças
15:17que sustentam
15:18o regime iraniano
15:19é a guarda revolucionária
15:21e o quê?
15:22E o conselho
15:23de guardiões.
15:24Sim.
15:24Que eu falo
15:24que é um poder moderador
15:25com ares de mamado.
15:28é o imamado
15:29estabelecido.
15:30Sim.
15:30É o imamado.
15:31Então, o que acontece?
15:32Existe esse posicionamento
15:34do presidente,
15:35mas eu quero saber
15:36até onde o quê?
15:37Isso tem validação
15:38do staff da guarda
15:39revolucionária.
15:40Porque se não tivermos
15:42o quê?
15:42Uma validação aqui
15:43da guarda revolucionária,
15:45eu não vejo o quê?
15:46Futuro também
15:47numa composição,
15:47pelo menos a curto prazo.
15:49Ok.
15:50É bem complexo, né?
15:51Não é como a gente acha.
15:52É bem multifacetado.
15:54Não é multifacetado.
15:54Exatamente.
15:55Vamos lembrar
15:56como é que a gente
15:56chegou nessa situação.
15:57Porque até anteontem,
15:59Estados Unidos e Irã
16:00estavam negociando
16:01um acordo nuclear
16:01que poderia ter evitado
16:03toda essa questão.
16:04Pelo menos era essa
16:05a expectativa.
16:06Donald Trump
16:06tinha dado um prazo
16:07entre 10 a 15 dias
16:09pra que um acordo fosse fechado
16:10e que nenhum ataque
16:12acontecesse no Irã
16:14no Oriente Médio.
16:15Isso não acabou
16:16se tornando realidade.
16:18Os ataques aconteceram.
16:20A principal diferença
16:21entre os dois países
16:22vem na questão
16:23do enriquecimento de urânio.
16:24O Irã diz que quer
16:26continuar enriquecendo urânio,
16:27mas que ele enriquece
16:28esse urânio
16:29apenas para fins energéticos.
16:31Os Estados Unidos dizem
16:32não, não, não.
16:32Vocês estão enriquecendo
16:33para a produção
16:34de armas nucleares.
16:36Aí eu queria chamar
16:37o Urian
16:37nessa conversa aqui.
16:38Urian, era possível
16:40esses países chegarem
16:41a um meio termo
16:42ou realmente
16:43a guerra se tornou
16:44algo inevitável
16:46pela forma
16:47como essas negociações
16:48foram conduzidas
16:50nas últimas semanas?
16:53É extremamente possível, Fabrício.
16:55Não porque eu acredito
16:56que o regime iraniano,
16:58a teocracia,
16:58tenha boa vontade.
17:00Mas eu falo isso
17:01porque no passado
17:02isso já aconteceu.
17:03Foi o Donald Trump
17:04que lá em 2018
17:06ele retirou os Estados Unidos
17:07daquele acordo nuclear
17:08que havia sido
17:09firmado pelo Barack Obama
17:11em 2015.
17:13Então, parte da responsabilidade
17:15de tudo isso
17:16que tem acontecido
17:18desde então,
17:19e aqui eu não estou esquivando
17:20em nenhum momento
17:20a responsabilidade iraniana
17:22tanto de fomentar
17:24aqueles seus grupos,
17:26de patrocinar mesmo
17:27aqueles grupos terroristas
17:28na região,
17:29como o Hezbollah,
17:31os Houthis,
17:32o Hamas
17:33ou até mesmo
17:34a maneira como
17:36os iranianos
17:37têm também investido
17:38no seu programa
17:38de mísseis balísticos
17:40que até então
17:42ou que a partir de agora
17:44era o que Israel
17:45enxergava como sendo
17:46uma maior ameaça
17:47à sua existência,
17:49o Israel estava
17:52muito mais preocupado
17:53não com o programa nuclear,
17:55estava preocupado
17:56justamente com o programa
17:57de mísseis balísticos
17:58por conta de alguns dados
17:59que a gente tem
18:00que indicam que o Irã
18:01teria capacidade
18:02de produzir até cerca
18:03de 300 novos mísseis
18:05por mês
18:06e aí sim,
18:07com o passar dos meses
18:08poderia acumular
18:10um número suficiente
18:11para conseguir saturar
18:12aquele sistema de defesa
18:14em camadas de Israel
18:16então a preocupação
18:17era essa
18:18mas o Donald Trump
18:19ele cometeu
18:20um outro erro
18:21que foi
18:22bastante grave
18:24na minha visão
18:24que foi o fato
18:26dele não ser consistente
18:27com o seu discurso
18:29por quê?
18:30porque em determinado momento
18:31ele falava
18:32que o objetivo principal
18:33dos Estados Unidos
18:34era um acordo nuclear
18:35inclusive um acordo
18:37para exterminar
18:38um programa nuclear
18:40que de acordo
18:40com ele mesmo
18:41os Estados Unidos
18:42já haviam obliterado
18:44no ano passado
18:44estou usando aqui
18:45a palavra dele
18:46ele falou obliterado
18:47se for obliterado
18:49então logicamente
18:49não precisaria
18:50ter que voltar
18:51até o Irã
18:52para continuar
18:54esse tipo de ataque
18:55mas ele pega
18:56e uma hora ele fala
18:57sobre isso
18:57em outro momento
18:59ele fala
18:59em destruir
19:00como o caso
19:01por exemplo
19:02desse vídeo
19:02que ele divulgou
19:03hoje falando
19:04dos mísseis iranianos
19:05da marinha iraniana
19:07ele fala em eliminar
19:08o apoio
19:09aos grupos terroristas
19:10e acho que ele
19:11terminou a mensagem
19:12falando sobre
19:13incentivar
19:14que os iranianos
19:15voltassem
19:16a tomar as ruas
19:17que voltassem
19:18a manifestar
19:19só que o erro dele
19:20foi eu acho
19:22que colocar tudo isso
19:23no mesmo pacote
19:24no mesmo combo
19:25porque quando ele fala
19:26que os objetivos
19:27são todos esses
19:29como que a gente
19:30mede de fato
19:31o que representa
19:33uma vitória
19:35para o Trump
19:35se ele não alcançar
19:36cada uma dessas caixinhas
19:38que foi sinalizada
19:39por ele mesmo
19:40então ele acabou
19:41que ele complicou
19:42a própria vida
19:43quando ele colocou
19:44a régua lá em cima
19:45e o que seria
19:47então uma vitória
19:48para Donald Trump
19:49e uma vitória
19:49para Benjamin Netanyahu
19:51a partir de agora
19:53colapso do regime
19:55instabilidade política
19:56e insurreição
19:58da população
19:59isso seria o que?
20:01o caminho
20:02volto a insistir
20:03comandante
20:04é
20:06a guarda revolucionária
20:08é importante
20:09mas diante
20:10dessa política
20:11de semeação
20:12de semear
20:13do caos
20:13a guarda
20:14tem dois problemas
20:16um externo
20:17e um interno
20:18Uriã
20:19nós estamos
20:20vendo a situação
20:21onde o Trump
20:23conta
20:24com o reforço
20:25da instabilidade
20:27institucional
20:28e da insurreição
20:30da população
20:32ele quer semear
20:34o caos
20:35estabelecer o que?
20:37um ambiente
20:37de instabilidade
20:39o que o que?
20:40em
20:40pelo menos
20:41no projeto
20:43de Trump
20:43geraria
20:44o colapso
20:45do regime
20:46e volto a insistir
20:47dentro dos poderes
20:49o que o comandante
20:51disse aqui
20:52a guarda
20:53revolucionária
20:54talvez seja
20:54a instituição
20:55agora
20:56mais instável
20:58instável não
20:59estável
21:00o que poderia ser
21:02um objeto
21:02comandante
21:03de futuras composições
21:04a exemplo
21:06do que vimos
21:06na Venezuela
21:07porque volto a insistir
21:09Fabrício
21:09o intuito
21:11não é levar
21:11não é levar
21:12ares de liberdade
21:14ou democracia
21:15mas se atender
21:17àquilo que nós
21:18chamamos o que?
21:19de tradição
21:19jacksoniana
21:20e hamiltoniana
21:22ao olhar de Trump
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