00:00Olha, a gente está trabalhando praticamente desde o final de agosto, fazendo um pouco por noite,
00:09correndo atrás de engenheiro também, para qualquer 100, 200, 300 reais a gente está comprando material
00:16para poder proceder com o nosso trabalho, tanto é que acho que nem uma noite dessas, desde agosto para cá,
00:23nós faltamos ter visto aqui, todo dia tem alguma coisa para fazer.
00:27É só a noite praticamente que a gente trabalha, a partir de janeiro agora que nós começamos a trabalhar de dia.
00:33A comunidade está colaborando com a gente, tanto é que o nosso trabalho aqui dentro do barracão, da chapelaria,
00:40é todo voluntário, ninguém recebe nada.
00:44Quando a gente precisa da comunidade, de certa forma, ela ajuda naquilo que ela pode, financeiramente ou não.
00:51É uma coisa, isso é aquela coisa de mistério, sobre a vida da Maria Padilha, aquela coisa do século XIV,
01:02quando ela faleceu muito nova, tem toda a trajetória dela que vai ser praticamente mostrada até ela chegar aqui no Brasil.
01:10Nós ensaiamos todas as quartas e sexta-feira, a partir das 8 horas, às 10 da noite aqui.
01:17E aí a importância desse ensaio aqui, a gente usa ele para alinhar, para andar com a bateria, para evoluir com as nossas bolsas,
01:24com os arranjos que a gente faz, algumas interações da rainha de bateria, dos instrumentos, que a gente faz umas brincadeiras entre eles aí.
01:32E aí a gente usa esse arrastão para fazer durante o trajeto, como se a gente estivesse desfilando na avenida.
01:38E também é para levar, sentir um pouco do calor da nossa comunidade, trazer ela para perto, trazer ela para a escola,
01:43para desfilar com a gente, passar a interagir mais, a participar mais das nossas atividades aqui.
01:48Os instrumentos são surdos, surdos de primeira, segunda, terceira, caixa, repique, timbais, agogô, chocalho.
01:57Esses são os IPs que a gente vai levar esse ano para a avenida.
02:00A época que a gente vai fazer, em homenagem, o nosso enredo está falando sobre a Maria Padilha.
02:05Então, pode se preparar que vai vir muita macumba com nossos tambores aí no meio do caminho.
02:10E hoje a gente já vai limpando essa rua aí, da mesma forma que a gente vai fazer na avenida.
02:14Vamos passar rasgando a avenida com os tambores lá e hoje vamos dar uma prévia disso aqui no ensaio.
02:18É muito importante a comunidade cantar, as pessoas conhecerem o enredo.
02:24Não é somente ficar, conhecer e ler, não.
02:28Tem que abraçar, sentir o samba.
02:31E a matinha, modéstia à parte, está com o enredo maravilhoso, com muita força.
02:39E também trabalhando a nossa cultura, né?
02:42Que é de extrema importância.
02:43O samba aqui em Belém do Pará é maravilhoso.
02:47E vamos estar elogiando as mulheres, né?
02:52Também o movimento do LGBTQIA+, as nossas mulheres trans, nossas gays.
03:00Então, é tudo muito maravilhoso.
03:03E vamos trazer muita luz, com muita alegria, muito calor, muito sorriso no corpo.
03:12E não é fácil manter, tá?
03:14Tem que se alimentar muito bem, tomar muita água.
03:17E está sendo incrível a minha experiência aqui na escola de samba.
03:22A escola promove, né, hoje o seu segundo arrastão, que é o nosso ensaio técnico.
03:27Isso é muito importante.
03:29O ensaio técnico, o arrastão de rua, é o nosso termômetro.
03:32É o momento que a gente tem para ver como a comunidade está chegando,
03:36se o nosso samba está sendo cantado.
03:38E a gente vai levar o nosso samba para levantar a aldeia.
03:42Porque a Matinha, a Padilha, não vai girar só na Matinha.
03:47Ela vai girar na Belém todinha.
03:49E é por isso que a Matinha traz um tema que tem como objetivo
03:54privilegiar e empoderar as mulheres do nosso bairro e do nosso Brasil.
03:59E é por isso que agora o nosso Carrossom vai cantar o refrão que não vai ser esquecido.
04:04Chega aí, Carrossom!
04:05Amor liberal, vem com a gente!
04:25É a Matinha, a Padilha, não vai girar!
04:29E é a Matinha, a Padilha, não vai girar!
04:37A Matinha, a Padilha, não vai girar!
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