00:00O Bloco Calango, como eu falei, vai fazer 31 anos e a gente vem desde a época do Parafolia.
00:07Então foi um ciclo que se percorreu da época do Parafolia, foram 10 anos de Parafolia.
00:13O Calango deixou de sair por mais uns 10 anos, ficou parado.
00:18E a gente buscou um pré-carnaval, vendo que a cidade precisava fomentar o pré-carnaval,
00:25que já existiam alguns blocos aqui na cidade velha, e a gente resolveu ressurgir com o Bloco Calango.
00:31E agora, esse é o nosso último ano deste segundo ciclo.
00:35Quem sabe um dia ele volte.
00:38Porque a gente tem dois blocos, que é o Calango Kids e tem o Calango.
00:44E tem gente, por exemplo, que agora saiu no Calango Kids na época do Parafolia.
00:49Hoje em dia está trazendo seus filhos no Bloco Calango.
00:51Então isso é muito gratificante, porque a gente trata o Calango como uma família.
00:58Você vai ver sábado aqui o avô, o pai e o filho.
01:02São três gerações que já participam do Calango.
01:05É um encerramento de mais um ciclo.
01:06Quem sabe não surja outra coisa.
01:08O Ricardo Chaves foi uma peça muito chave do primeiro ano do Calango,
01:14quando surgiu em Mosqueiro, no Parafolia.
01:16A gente tinha lançado um bloco com outras duas atrações
01:19e a gente sentiu a necessidade de reforçar o bloco.
01:22Porque o bloco concorrente só tinha Inverte Sangalo e tinha Timbalada.
01:27Ou seja, o nosso bloco estava um pouco inferior nas atrações que o concorrente.
01:33E a gente buscou a alternativa do Ricardo Chaves, por quê?
01:37E Fortaleza, na época, ele era o maior bloco de Carnaval.
01:40Era entre os dois primeiros, porque o primeiro tinha lá o Seriguela,
01:45que era com o Bel Marques, e o Canguru, com o Ricardo Chaves.
01:48E como Fortaleza é uma extensão de Belém nas férias,
01:53a gente buscou um artista que estava, na época, o Axé Music, em ascensão,
01:58a gente buscou o Ricardo Chaves para vir reforçar o nosso time.
02:01E, na verdade, ele foi a referência do bloco do primeiro ano do Calango.
02:06E daí para frente, ele começou a ser a identidade muito forte com a gente.
02:11E a gente seguiu até hoje, até uma dívida de gratidão,
02:14porque ele tirou a gente de uma situação que virou Calango no Parafolia.
02:18E ele era um bloco renomado, o maior bloco.
02:22A gente saía com seis mil pessoas na rua, na época do Parafolia,
02:26com um trio elétrico, dois carros de apoio.
02:28Era uma extensão de mais de um quilômetro e meio de bloco.
02:32E o Ricardo Chaves a gente não pode jamais abandonar.
02:34E quanto à identidade baiana com o paraense,
02:38a gente gosta muito de festa.
02:40E a Bahia é festa também, a gente liga muito.
02:45Carnaval, o povo paraense gosta muito também.
02:47Eu penso que, colocar o Calango na rua,
02:51a gente tem que agregar a todos, o público e o privado.
02:55A gente pode oferecer um carnaval para as pessoas que não têm condições de pagar,
02:59porque a gente coloca um trio elétrico na rua e todo mundo pode participar.
03:02É um evento democrático.
03:04E a gente, como tem custos muito altos,
03:07a gente passa os shows nacionais para dentro de uma casa noturna para poder custear.
03:12Então, a gente pensa em todo mundo.
03:14A gente faz uma parte pública e depois o privado.
03:17E o Calango é isso.
03:18A gente, quando saía no Parafolia, agregava da mesma forma.
03:23Como hoje em dia não pode mais ter bloco de carnaval em rua,
03:26daqueles formatos,
03:28a gente resolveu ressurgir há 11 anos atrás
03:31com o Calango na Cidade Velha,
03:33onde tinha um triozinho na rua que não chegava,
03:35não pode ser nada de grande porte,
03:38até porque é uma área tombada.
03:40E a gente resolveu fazer um bloquinho na rua
03:42e depois continuar a festa sempre numa casa de show.
03:44e a gente procura renovar o público,
03:50a festa, com grandes novidades.
03:55Hoje em dia a gente tem as madrinhas,
03:56que elas movimentam muito o bloco,
03:58que são a cara do bloco hoje em dia.
04:00Elas vendem o bloco, elas vestem a camisa do bloco.
04:04E é essa alegria de sempre.
04:05O Calango é isso, é festa, é alegria.
04:08Para mim, ser madrinha do Calango, primeiramente, é uma honra.
04:11E estar vivenciando esse momento,
04:14que vai ser o último ano do Calango,
04:17é gratificante.
04:19Gratificante na comunicação com as pessoas,
04:23gratificante em estar com as pessoas que são felizes,
04:28que entregam não só looks,
04:30entregam alegria e muita diversão.
04:34Todo ano eu tento entregar o meu melhor,
04:37aquilo que simpatiza, que tem a ver com a minha personalidade.
04:42E esse ano não vai ser diferente.
04:44Vem muito brilho, vem um tom que combina muito com a minha pele,
04:48que é o dourado.
04:49E também vamos ter cristais.
04:51Esse ano a proposta é essa.
04:54A conexão é importante desde a produção.
04:58A gente começa ali, o pré-carnaval,
05:01nas produções, nós que gostamos de apresentar e representar,
05:06sendo madrinha do Bloco.
05:08Foi uma alegria imensa,
05:09uma honra muito grande poder ser chamada
05:11para ser madrinha do Bloco Calango.
05:13Afinal, é o último ano do Bloco,
05:15então poder fazer parte desse momento com a equipe Calango
05:19é muito gratificante.
05:20Eu estou honrada em poder representar os foliões,
05:24passar alegria, transmitir, transbordar a felicidade.
05:27É uma honra muito grande.
05:28Foi uma pesquisa muito grande, desde que a Lorena me convidou,
05:31comecei a pesquisar as formas abadais
05:34que combinam com a minha personalidade.
05:37Então, o que eu posso adiantar?
05:38Vai ter rosa, tá?
05:40E muito brilho, muitos traços.
05:42Pode aguardar que a gente vai entregar a look esse ano.
05:45A madrinha, como você disse,
05:46ela tem que se conectar com o Bloco.
05:48Tem que transpirar a alma do Bloco, do Bloco Calango.
05:52Não é só aparecer.
05:54Tem que se fazer presente,
05:55tem que postar,
05:57tem que mostrar que você é a alma do Bloco Calango.
06:02Então, acho que ser madrinha é isso,
06:04é representatividade, não somente aparecer.
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