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O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, afirmou em entrevista ao Valor Econômico que a esquerda precisa assumir a pauta da segurança pública e demonstrar disposição para agir contra o problema. Segundo ele, setores progressistas evitam o tema, mas o enfrentamento ao crime exige ações concretas, estruturação das polícias e mudanças legais, e não apenas políticas sociais.

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Transcrição
00:00E dando sequência ainda falando sobre segurança pública ou a falta de segurança pública, o secretário nacional de segurança pública agora do governo Lula, Mário Sarruba, afirmou em entrevista ao Valor Econômico que a esquerda precisa gostar da pauta e mostrar que quer agir com força contra esse problema.
00:20De saída do cargo, após o fim da gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, ele disse ser claro que os progressistas não gostam muito do tema, mas que é preciso ações, leis e estruturação das polícias, negando que só mudanças na questão da renda mudariam também a realidade da segurança pública.
00:45Por fim, o secretário também criticou a forma como a direita vê a solução do problema, por meio de endurecimento das penas e também dizendo que pode resolver algumas questões, mas que não seria o caso quando se pensa em enfrentamento do crime organizado.
01:02Tem, claro, uma longa experiência o Mário Sarruba aqui na promotoria de São Paulo, foi então agora o secretário, e eu quero começar com o Mota, ele falando dessa questão agora da esquerda não está associada justamente ao maior combate ao crime organizado, Mota.
01:18Nós entrevistamos ano passado, Mário Sarrubo no Direto ao Ponto, foi uma entrevista interessante, tivemos um debate que vale a pena ver.
01:32Olha, essa história da esquerda gostar, que a esquerda precisa gostar da pauta de segurança, gostar a esquerda gosta, só que da forma errada.
01:43A esquerda sempre gostou da pauta de segurança, mas pelo lado do avesso, e essa é justamente a explicação para a destruição da segurança pública brasileira.
01:57Por trás de tudo está a ideia do criminoso, coitadinho, vítima da sociedade.
02:04Essa ideia tem um nome, criminologia crítica.
02:10Criminologia crítica, ela usa o marxismo para dizer que o criminoso, na verdade, ele está reagindo à opressão capitalista.
02:21E você não deve punir o criminoso, porque se você fizer isso, você está oprimindo uma segunda vez alguém que já tinha sido oprimido.
02:30Então, a criminologia crítica é essa doutrina sofisticada que está por trás desse pensamento primário.
02:38O criminoso é um coitadinho que não teve oportunidade.
02:42Isso é uma aplicação do marxismo ao direito penal.
02:47Agora, vocês imaginem, se a esquerda abandonar essa obsessão, ela deixa de ser esquerda.
02:55Diego Tavares, e quero ouvi-lo aí para falar justamente desse tema que deve nortear, com certeza, a gente falava pouco, as eleições.
03:05Sem dúvida, será um dos grandes temas debatidos em 2026, Marcelo.
03:10E o Mota foi no ponto.
03:11A esquerda não gosta da segurança pública, como disse Mário Sarrubo, porque tem muita dificuldade no debate.
03:17Sabe que apresenta muita tese desenvolvida no conforto do ar-condicionado e que não tem conexão alguma com a realidade das pessoas.
03:27Bem por isso, nós tivemos uma ascensão muito forte da direita nos últimos anos, que enfrenta esse tema como ele tem que ser enfrentado.
03:34Com um combate sem qualquer tipo de benefício ao crime e aos criminosos.
03:39Com a eliminação dessa grande maioria de benefícios, que veio de uma onda legal progressista muito grande,
03:46que tornou a vida dos criminosos muito confortável aqui no país.
03:50Que, aliás, não só torna a vida do criminoso confortável, estimula a prática do crime.
03:56Quando a esquerda se propõe ao debate da segurança pública, é sempre pelo viés do desencarceramento,
04:01da concessão de mais benefícios, da concessão do preso de regalias.
04:07Então, de fato, a sociedade que opta por não transgredir a lei, quando assiste esse exemplo do Estado brasileiro,
04:14pega um ranço da pauta, pega um ranço desse viés progressista do tratamento da segurança pública.
04:21Então, de fato, a esquerda tem muita dificuldade com o tema e as pessoas estão vendo essa tentativa muito frustrante
04:28de virada de chave do campo progressista, que sempre defendeu, como eu disse, desencarceramento,
04:34o fim das polícias e toda sorte, de medida que não se conecta com a vida real das pessoas.
04:39Bem por isso, o governo tem amargado sérias derrotas no parlamento, nos principais projetos que discutem a segurança pública.
04:46Tomou uma derrota muito grande no PL antifacção, tomou uma derrota muito grande na PEC da segurança pública,
04:52tanto que estão cogitando interromperem o trâmite da PEC.
04:56E o próprio presidente Lula reluta em fazer a divisão do Ministério da Justiça em Justiça e Segurança Pública,
05:02porque teme amargar uma terceira derrota no parlamento, quando for debatido por lá as atribuições de cada um desses dois ministérios.
05:11Então, há uma desconexão entre os políticos de esquerda e a realidade no que diz respeito à segurança pública.
05:18E isso é um campo maravilhoso para que a direita prospere nessas eleições,
05:23porque a segurança pública será, sim, um dos grandes temas.
05:26Todos os levantamentos apontam que é a principal preocupação do brasileiro.
05:31E essa ineficiência do campo progressista em debater o tema,
05:36certamente vai favorecer com que a direita se fortaleça no país após o próximo processo eleitoral.
05:43É só jogar o jogo direitinho que, com certeza, a esquerda sai de campo derrotada.
05:48Henrique Kregner, para você fechar esse tema aí, como é que você avalia também toda essa questão,
05:53palavras aí de uma autoridade, de fato, portanto, Mário Sarrubo,
05:58que culpou, então, a Secretaria Nacional de Segurança Pública?
06:01Olha, esse é um dos temas, Matos, que nós, poucos temas, na verdade,
06:05que nós vemos uma convergência direta entre o que pensa aqueles que entendem do assunto
06:11e o que pensa a pessoa na ponta, né?
06:14Geralmente tem tanta diferença, mas na questão da segurança pública não tem, não.
06:19Aqueles que entendem do tema, que sabem muito bem como funciona,
06:24pensam exatamente como a população que está na ponta.
06:27O que é a segurança pública? O que o país precisa?
06:30Precisa de menos, de zero, na verdade, impunidade, de menos tolerância com crime,
06:37de mais policiamento, de mais polícia na rua mesmo, capacitada, com tecnologia.
06:44As pessoas sabem disso.
06:46Agora, quem distorce esse discurso?
06:50Justamente aqueles que querem favorecer determinado lado da sociedade,
06:53o lado errado, como bem disse o Mota,
06:55o lado do avesso, mas pelos seus próprios interesses,
07:00porque não lidam com o absoluto, não enfrentam a verdade como ela é
07:04e não estão dispostos a resolver o problema,
07:07querem somente manter ali o problema de uma forma contínua,
07:12visando um fim que seja eleitoral, que seja de apoio político,
07:16enfim, até financeiro quando se fala do crime organizado.
07:20Esse é o cenário de muitos que falam o absurdo,
07:23que defendem o absurdo, que é, por exemplo, essas teorias de se opor
07:27às polícias, às forças policiais, de criminalizar a atividade policial,
07:32de até colocar também flexibilização das leis
07:36para que haja um desencarceramento em massa,
07:39como lembrou o Diego aqui também.
07:41São ideias absurdas, que quando você conversa com as pessoas na rua,
07:44ninguém concorda com isso.
07:46Mas lá no Leblon, aqui na Vila Madalena,
07:51entre esses polos dos pseudo-pensadores aí de esquerda,
07:56isso ganha espaço e acaba influenciando determinados legisladores lá em Brasília.
08:02Então, o que o secretário falou aqui é realmente uma verdade
08:06e nós temos que entender.
08:08A esquerda não vai fazer essa curva.
08:10Ela não vai aprender a gostar de segurança pública da maneira correta,
08:14porque isso vai contrário a, na verdade,
08:18crenças estruturais do pensamento de esquerda.
08:21E um sintoma de todo esse cenário, Mota,
08:23é que nós tivemos um crescimento expressivo, mais uma vez,
08:26em blindagens de veículos aqui em São Paulo.
08:29Muitos estados, outras motoristas de outros estados,
08:32vêm aqui para São Paulo, que tem um polo muito diversificado,
08:36maior oferta, evidentemente.
08:38E as blindagens mais procuradas são aquelas mesmo de armas de pequeno calibre, né?
08:43E revólveres, pistolas.
08:45É o sintoma, né?
08:46Quem pode pagar mil reais numa blindagem
08:51e está fazendo isso cada vez mais no Brasil?
08:55Está fazendo isso por desespero, Marcelo,
08:59porque o cidadão comum não sabe mais o que fazer.
09:02Agora, eu acho muito importante essa nossa discussão aqui,
09:06porque se nós não formos na causa raiz,
09:11nós vamos ficar eternamente tratando os sintomas.
09:14Nós vamos blindar os carros, as casas,
09:17daqui a pouco a gente está usando roupa blindada.
09:20Agora, enquanto nós tivermos, nesse país,
09:24uma força política que não acredita que você deve combater o crime,
09:28porque essa é a crença da esquerda,
09:30eles não acreditam mesmo.
09:33Eles vão fazer tudo possível para dificultar o trabalho da polícia,
09:37para tornar as leis cada vez mais benéficas aos bandidos.
09:41Eu proponho a vocês o seguinte exercício de imaginação.
09:46Imagine que nós tivéssemos no Brasil uma força política
09:49que acreditasse que doença é uma coisa boa.
09:52Você não deve tratar a doença.
09:55Que esse negócio de remédio, de médico,
09:57isso aí é errado, porque a doença é uma coisa boa para o ser humano.
10:01Vocês já imaginaram isso?
10:03Vocês já imaginaram se nós tivéssemos no Brasil uma força política
10:07que dissesse que a educação é uma coisa ruim?
10:10Que as pessoas não devem aprender a ler, de escrever ou fazer contas?
10:14Que a pessoa só é realmente realizada como pessoa humana
10:18se ela não tiver nenhuma educação?
10:20Porque é isso o equivalente que acontece na área da segurança pública.
10:25Nós temos autoridades.
10:28Nós temos pessoas dentro do sistema de justiça criminal.
10:32Nós temos magistrados.
10:34Nós temos promotores de justiça.
10:37E hoje, por causa do efeito disso tudo,
10:40até policiais, eu já ouvi disso deles.
10:42Eu não acredito em prisão, Roberto.
10:45Como assim, companheiro?
10:47Se você não acredita em prisão para criminosos,
10:51você acredita em que exatamente?
10:53Tem gente que acredita que o problema da criminalidade é falta de educação.
10:58Se as escolas fossem melhores...
11:00Mas espera aí, companheiro.
11:02E esses escândalos que a gente comenta todo dia,
11:06de pessoas altamente educadas, sofisticadíssimas,
11:10e cometem os crimes mais bárbaros.
11:13Então, Marcelo, essa discussão aqui é muito importante.
11:16O que a gente tem que mostrar é a causa raiz.
11:19E a causa raiz é a existência de forças políticas no Brasil
11:23que não acreditam no combate ao crime
11:26e que fazem e farão tudo para impedir isso
11:30até que essa ideia seja jogada no livro.
11:33O que me chama a atenção, Diego Tavares,
11:35é que, então, você não gostar do tema da violência,
11:38essa questão da segurança, endurecimento e tal,
11:41você é um progressista.
11:46Temos que tratar só dos temas que nós gostamos
11:49em sede de gestão pública, né, Marcelo Matos?
11:51Essa frase parece fazer com que o governo
11:53simplesmente se desconecte de um dos principais problemas
11:56que nós temos hoje em dia no Brasil.
11:58Talvez, bem por isso, haja tanta insegurança,
12:01sensação de insegurança nas ruas.
12:04Talvez, bem por isso, nós tenhamos uma explosão
12:07a respeito dos crimes praticados contra mulheres, por exemplo.
12:11Talvez seja porque o governo que aí se encontra,
12:13um governo progressista, não gosta da pauta da segurança pública.
12:18Seria muito importante que nós tivéssemos, então,
12:20um governante que goste dessa pauta.
12:22Afinal de contas, o problema é muito grande,
12:24como nós estamos repercutindo.
12:27E não só, talvez, por não gostar, Marcelo Matos,
12:30mas existem algumas crenças também a respeito da segurança pública
12:32que muitas vezes acabam fazendo com que o gestor público
12:35abandone certas questões.
12:37Por exemplo, a crença de que a construção de presídios,
12:40o investimento em sistema carcerário,
12:43não traz nenhum tipo de votação.
12:46E está aí o presidente de El Salvador, Naíbe Bukele,
12:49para provar o contrário.
12:50Construiu um mega presídio,
12:52resolveu a questão do sucateamento do sistema carcerário de El Salvador,
12:59colocou todo o faccionado atrás das grades,
13:02primeiro para perguntar depois a respeito de suas reais condições,
13:06e teve uma aprovação fantástica.
13:09Foi reeleito com uma margem gigantesca em relação a seus adversários no país.
13:13Então, talvez, se os nossos governantes,
13:15que não gostam tanto assim de segurança pública,
13:18passassem a investir um pouco mais no tema
13:20e se colocassem a resolver a questão do sistema carcerário,
13:24talvez pudessem, assim, vislumbrar uma situação
13:26na qual percebam que investir em presídios,
13:30investir nesse sistema carcerário tão sucateado que nós temos no Brasil,
13:34dá, sim, alguns votos.
13:36Então, eu acho que seria um bom ponto de partida,
13:39mas nós aqui ficamos muito agradecidos pela sinceridade
13:42do secretário nacional de segurança pública,
13:45porque, realmente, o Brasil escolherá, em 2026,
13:50dirigentes pautados muito pela segurança pública,
13:52como já estamos dizendo aqui, um tema muito importante.
13:56E, talvez, o próximo escolhido seja um presidente que goste mais do tema
14:00e possa oferecer uma resposta real e concreta
14:03a esse problema para a nação brasileira.
14:05Henrique Kriegner, fala-se que o Brasil prende muito e prende mal,
14:09e a justiça solta, roda na giratória.
14:12Quantas ocorrências a gente observa aqui,
14:15assassinatos, latrocínios?
14:16Então, a polícia vai lá e identifica, olha,
14:19esse criminoso deveria estar preso porque ele participou
14:24um ano atrás em determinada situação.
14:26Aquele que matou, cometeu um homicídio,
14:32depois ele foi preso, mas ele é solto,
14:34ele cometeu um outro homicídio.
14:36A sequência é impressionante.
14:38Aqueles que já têm 15 passagens, 20 passagens, 30 passagens,
14:43é isso que a população não entende, né?
14:44Como é que pode a justiça ou a polícia,
14:48nós termos hoje essa situação?
14:51É engraçado.
14:52Eu vi também do ex-ministro Lewandowski,
14:55ele disse exatamente isso, né?
14:57Que a polícia prende mal,
14:59logo a justiça, então, é obrigada a soltar.
15:03É uma frase sem perna e cabeça na minha visão.
15:06O que faz o policial, naquele caso,
15:09naquele momento do flagrante do crime,
15:12fazer uma boa prisão ou uma má prisão?
15:16Eu não entendo esse critério que o ministro Lewandowski,
15:20na época, ministro Lewandowski,
15:22utilizou para fazer essa crítica.
15:24O que dá para entender muito bem
15:26é quando advogados,
15:28especialmente aí, na verdade,
15:30os juízes também,
15:32encontram as brechas na lei
15:34para servir aos seus próprios propósitos, né?
15:37E aí vão dizer, e as suas próprias ideologias também,
15:41dando essas benesses
15:42a pessoas que desestabilizam a ordem pública,
15:46trazem insegurança para a sociedade
15:48e que, repetidas vezes, cometem crimes.
15:51São pessoas que não pagam pelos seus crimes,
15:54não passam por um processo aí de penitência
15:57para que, então, se inicie um processo
15:59de possível, eventual restauração,
16:02que tem que passar pela penitência.
16:03Sem passar por isso,
16:05eles voltam para o convívio social,
16:07voltam para a vida normal.
16:09E vida normal do quê?
16:11Vida normal do crime, né?
16:12Então, é isso que choca, muitas vezes,
16:15a população de encontrar
16:17tantas pessoas cometendo crimes
16:19que, na verdade, deveriam estar presas.
16:21Se tivessem sido presas da primeira vez
16:23e estivessem cumprindo suas penas,
16:25na completude dessa pena,
16:27na totalidade dela,
16:29sem saidinha,
16:31sem benefício para isso,
16:32sem benefício para aquilo,
16:34se tivesse ali,
16:36não estaria oferecendo risco
16:37a tantos outros cidadãos de bem por aí.
16:40Esse é o grande problema.
16:41Eu não vejo como uma indignação à polícia,
16:43mas a questão de como que a justiça
16:46acaba tratando as pessoas
16:47que cometem crime no nosso país.
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