00:00do Congresso Nacional, que derrubou quase metade dos vetos presidenciais do Lula, do presidente Lula,
00:06que foram analisados desde 2023.
00:09O André Anelli tem agora todos os dados dessas informações ao vivo, direto da Capital Federal.
00:15Oi, Anelli.
00:17Tantas derrubadas de veto têm muito a ver com essa briga cada vez maior entre os poderes aqui no nosso país.
00:24Exatamente isso, Márcia. E também esses números demonstram uma força do Congresso Nacional
00:34frente à Presidência da República e, principalmente, o ganho de poder do Legislativo em relação ao Executivo.
00:41De acordo com o levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, com dados do painel Legislativo Galileu,
00:48que é mantido pelo Senado Federal, foram 87 vetos analisados pelos deputados e senadores desde 2023,
00:58ou seja, desde o início do atual mandato do presidente Lula, e desses 87, 43 foram derrubados,
01:06ou seja, os congressistas discordavam dos vetos impostos pelo presidente Lula e acabaram derrubando em sessões conjuntas.
01:14A gente destaca que, para a derrubada de um veto presidencial, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores,
01:24ou seja, a maioria de cada uma das casas nesse sistema bicameral que vive o Brasil.
01:31Portanto, então, mostra ainda mais uma discordância que prevalece do Legislativo em relação a ações do Executivo.
01:39Esse mesmo levantamento, feito pelo jornal Folha de São Paulo, com base em números do painel Galileu Legislativo,
01:46aponta ainda que nos governos anteriores, seja de Jair Bolsonaro, Michel Temer e de Dilma Rousseff,
01:54esses percentuais de derrubadas de vetos foram muito menores, o que evidenciam também uma certa animosidade,
02:02como você disse agora há pouco, né, Márcia, entre os poderes.
02:05E, para 2026, a gente destaca, para finalizar, que pelo menos mais uma derrubada de veto é aguardada,
02:13porque o presidente Lula já anunciou, publicamente, que vai vetar o projeto de lei da dosimetria,
02:19aquele que reduz as penas dos condenados dos atos do dia 8 de janeiro de 2023,
02:24que resultaram nas depredações dos prédios dos três poderes aqui na capital,
02:29e o Congresso Nacional, como aprovou nas duas casas, tanto na Câmara quanto no Senado,
02:34deve partir para a derrubada, implementando, assim, então, penas menores para os participantes dos atos de 8 de janeiro
02:42e podendo beneficiar, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro e todo o núcleo dele,
02:48que foi condenado, então, por tentativa de golpe de Estado.
02:51Márcia.
02:53Obrigada, Andréa Nelly, pelas informações.
02:56Vamos comentar esse assunto com o Renato Dorgan,
02:59para a gente falar, realmente, de uma importância nas eleições do ano que vem, né, Dorgan,
03:05para que o governo mude esse cenário.
03:07Eles precisam, realmente, de mais senadores que apoiem, né,
03:12caso o presidente Lula se reeleja, ele vai precisar, também, de um apoio ali na Câmara e no Senado.
03:19Como é que isso deve acontecer?
03:21Como que as alianças devem ser formadas já para as eleições de 2026?
03:26É muito complexo esse quadro, porque você tem eleições no meio, né,
03:32e tem ali as composições, e não é só a composição da chapa presidencial,
03:36mas também as composições estaduais, então, tudo é negociável, né.
03:40Esse é um problema que é natural em governos que não fazem a maioria.
03:45O governo Lula vence ali a eleição de 22 e não faz a maioria.
03:48Na verdade, no primeiro turno, ele foi sozinho ali, o PT com os partidos de esquerda,
03:53PSOL, PDT e PCdoB, mas no segundo turno que teve seu apoio ali,
03:59de partidos como o MDB ali, a Simone Tebet,
04:02alguns partidos mais centralizados que ficaram neutros ou dividiram ali a chapa,
04:07mas, assim, não é um governo que entrou ali no mandato em 23 com a maioria.
04:12Essa maioria sempre teve que ser a troca de espaços, de emendas, de espaços de governo.
04:17Você vê a tensão que teve aí no meio da história do União Brasil e do Progressistas com o Lula,
04:24a saída ali dos ministérios, a briga ali, né, que os ministros queriam ficar e o partido queria tirar.
04:30O PSD e o MDB que estão sempre flertando com o Lula,
04:33mas, ao mesmo tempo, flertam com candidatos de centro-direita,
04:36como o governador Tarcísio ou, eventualmente, outros governadores presidenciáveis,
04:43Ratinho ou o que for.
04:46Então, assim, é muito tênue essas alianças, né?
04:50Ainda mais essa institucionalização das emendas, né?
04:54O que virou ali com muita intensidade no governo Bolsonaro e continua no governo Lula,
04:59que é essa questão das emendas ali e, a todo momento, o Congresso negociando
05:03de uma maneira muito intensa e conflitiva ali com o Poder Central.
05:08Então, assim, o governo não vai ser fácil esses próximos seis meses ali,
05:13porque ali, a partir de maio, junho, começa a parar esse exercício legislativo,
05:20porque vão vir as eleições, inclusive, de deputados.
05:22Mas ali não vai ser fácil esses seis meses, a tendência ali é muito grande
05:27de problemas sérios ali, de negociações altas, porque é o que eu falei no início,
05:33não passa só pela presidencial, passam os acordos de Estado também,
05:37dos Estados, de chapa de senador, tudo vai ser colocado à mesa,
05:41tudo vai ser negociado, vai ser pesado o negócio ali.
05:45Obrigada, Dorgan. A gente volta com você já, já.
05:48Agora, três horas e onze minutos.
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