00:00E agora a gente vai ver um destaque do nosso site, já está aqui na tela.
00:04A Olhadade nega o racha com BC e diz que o debate se limita ao tratamento dos juros.
00:09É o tamanho, né? O tamanho dos juros, porque o governo cobra para um corte dos juros,
00:14juros ali segundo o Fernando Haddad em patamares restritivos,
00:18mas o Banco Central se apoia, segundo Gabriel Galípolo, em alguns indicadores econômicos
00:23e por isso segura a Selic ainda no patamar de 15%.
00:27Fernando Haddad afirmou que Fazenda e Banco Central nunca divergiram quanto à direção da política monetária,
00:33mas apenas sobre a intensidade das medidas, especialmente o nível da Selic.
00:38O ministro avaliou que o choque de juros promovido pelo Banco Central no início do ano
00:43foi adequado diante do ambiente de especulação e da reação inicial do mercado
00:48à proposta de reforma do imposto de renda.
00:51Haddad defendeu a harmonização entre política fiscal e monetária
00:55e disse que debates entre as instituições são naturais sem representar ameaça à autonomia do Banco Central.
01:03Esse foi um destaque do site do timesbrasil.com.br para ver essa e outras notícias.
01:10Então você acessa, entra no nosso site e você vai continuar bem informado.
01:15Mário Almeida, a gente está vendo aí até agora uma certa resiliência do governo em relação aos juros,
01:22mas o ano que vem a gente sabe que é ano eleitoral.
01:26E assim, indiretamente, apesar da autonomia do Banco Central, vai haver uma pressão por um corte de juros.
01:32Em janeiro o Copom já sinalizou que dificilmente haverá, mas a partir de março, na segunda reunião do ano...
01:39A forma como o Banco Central atuou até agora, de alguma maneira, ele se blindou do risco maior
01:46envolvendo o processo do ano eleitoral. Por que eu digo que ele acabou tendo essa blindagem?
01:52Porque ele já anunciou nessa ata, ele foi muito duro nessa ata, né? Assim, pelo que se esperava.
01:57Considerando aí o arrefecimento da inflação, considerando a queda no ritmo de crescimento,
02:01ele poderia ter dado alguma margem que o colocaria mais exposto a pressões já na reunião de janeiro.
02:07Ele fechou essa porta, né? Ele falou, ó, a ancoragem da expectativa inflacionária é uma coisa que...
02:12Quem está fazendo é o BC, ele vai dizer, nós precisamos ser duro mesmo, vou continuar sendo bastante restrito
02:18para ver se isso baixa no horizonte relevante, que é 2027, para além da eleição, diga-se de passagem.
02:25Então ele empurrou para a reunião de março, onde aí o timing já é muito pequeno, baixar a taxa de juros ali em março,
02:32primeiro, parece consistente com o ritmo inflacionário, já está posto na perspectiva, inclusive do Focus,
02:37do Boletim Focus e de outros gerentes econômicos em geral, segundo, não muda muito as condições econômicas da economia no próprio...
02:47Você só segura um pouquinho o investimento, na verdade, né?
02:49Se o empresário estivesse pensando, por exemplo, fazer um investimento industrial no início do ano,
02:54ele vai ficar mais retraído, a gente ainda tem taxas de 15%, então você faz uma projeção
02:58de que isso poderia segurar o PIB também, né, Mari?
03:01Por isso, mas essa decisão agora de janeiro, que de alguma maneira elimina a possibilidade de baixar em janeiro,
03:05ela já afetou a decisão do empresário, ele já está virando com um orçamento aprovado,
03:10com a dúvida da taxa de juros, ele já está considerando uma taxa de juros que,
03:13na parte mais otimista, ele vai jogar lá para os 12% que se espera pelo Boletim Focus.
03:18E aí você não tem a sinalização concreta de que será em março, né?
03:21Exatamente.
03:22E você para o planejamento, né? Fica todo mundo segurando.
03:24Então, assim, se fosse para ter algum efeito do ponto de vista de emprego,
03:26de atividade econômica, de demonstração no PIB, já vai ser muito tarde.
03:30Quando vierem as eleições, o clima ainda vai ser um clima de uma economia lenta.
03:36Talvez com a inflação estável, com a maior ancoragem de expectativas, mas lenta.
03:42Se conseguir manter emprego e manter a renda como conseguiu fazer do ponto de vista de resiliência,
03:47o governo vai poder usar aí a sua flexibilidade analítica para poder falar sobre isso.
03:52Mas não vai ter um grande clima de investimentos.
03:54Não, e por isso mesmo, o Banco Central busca a meta, deve trazer a inflação um pouco mais para baixo em 2026,
04:01deve cortar um pouquinho os juros, talvez a partir de março, não é um sinal claro.
04:06E até por isso, os analistas preveem um PIB um pouco menor, inclusive o ano que vem, do que agora em 2025, né, Mário?
04:13É isso, vai ser, não vai dar para comemorar grandes crescimentos no governo.
04:17Se o debate for para esse lado, vai ser difícil se sustentar, que é um debate clássico daí também, né, da esquerda, do próprio PT,
04:25de tentar estimular aí, mostrar que a economia cresceu, o emprego cresceu.
04:30O emprego se manteve, o que pode ser usado, porque já é uma grande coisa,
04:33dada essa taxa de juros e dadas as estabilidades internacionais,
04:36mas o debate provavelmente vai migrar para outros temas,
04:39que inclusive a gente tem visto que tem sido bastante colocados aí pela população,
04:43por exemplo, segurança pública, por exemplo, saúde,
04:45e aí a economia mesmo fica sempre ali como um fantasminha que tem que tomar cuidado,
04:50mas para a hora que for tirar da cartola vai ser menos intenso, acho, a conversa sobre isso.
04:54Obrigado.
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