- há 5 semanas
- #meiodiaembrasilia
Os bastidores do Senado revelam que a aprovação do PL da Dosimetria não foi apenas uma vitória da oposição, mas sim um acordo pragmático entre petistas e bolsonaristas. Em troca da redução de pena para os condenados do 8 de janeiro — beneficiando diretamente Jair Bolsonaro —, o governo Lula garantiu a aprovação de uma peça orçamentária que injeta R$ 22,5 bilhões nos cofres da União, facilitando o ano eleitoral que se aproxima.
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NotíciasTranscrição
00:00Agora vamos falar sobre o plenário virtual do Senado Federal, que aprovou, na noite de ontem, o projeto de lei que reduz penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo, claro, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
00:18Foram 48 votos a favor e 25 contrários, além de uma abstenção. Trata-se de uma vitória parcial para a oposição, que prefere uma anistia do que uma redução de punição e uma nova derrota para o governo Lula, que não deseja nenhum dos dois benefícios aos condenados.
00:37Vamos acompanhar o momento da aprovação do texto.
01:07O que é isso?
01:37Aprovado o projeto com a emenda número 6.
01:48Votaram sim 48 senadores e senadoras, não 25, uma abstenção.
01:55O parecer da comissão diretora oferecendo a redação final será publicado na forma regimental.
02:00Em discussão, a redação final está encerrada a discussão, em votação.
02:06As senadoras e senadores que aprovam permaneçam como se encontram.
02:10Aprovada a redação final, a matéria vai à sanção presidencial e será feita devido à comunicação à Câmara dos Deputados.
02:18A aprovação do projeto de lei repercutiu bem entre os senadores.
02:24Vamos ouvir Esperidião Amin, o relator do texto.
02:27Eu creio que é necessário dar um esclarecimento definitivo, porque mesmo agora, durante a votação,
02:37algumas pessoas disseram o seguinte, alguns senadores disseram o seguinte,
02:39Se não tivesse a emenda, teria isso, isso, isso, isso, isso, aterrorizando, rufianagem, exploração sexual, prostituição, coação.
02:55Quer dizer, assustando com o que nós tiramos.
02:59Pelo contrário, isso comprova que a emenda, primeiro, ela apenas esclarece uma linha de tempo de coerência.
03:08Desde a proposta inicial, o senador Marcelo Crivella, até todas as intervenções e debates na Câmara,
03:17tudo que se apresentou de emenda aqui, começando pela emenda do senador Otto Alencar, que foi a número um,
03:25e todas as demais, até chegarmos à do senador Sérgio Moro, pretendiam uma coisa só, não misture.
03:32Não misture apenados do processo de 8 de janeiro com nenhum outro tipo de crime ou criminoso ou condenado.
03:42Ora, era preciso dar uma satisfação.
03:47Dizer que essa satisfação é de mérito,
03:51o mérito é um só, é esclarecer que o objeto, o beneficiado, por este texto, é o apenado do processo de 8 de janeiro.
04:03Vamos ouvir agora o líder da oposição do Senado, Rogério Marinho.
04:08Olha, acho que o momento agora é de agradecer a todo o Congresso Nacional,
04:13que teve a sensibilidade de trabalhar na linha e de virarmos essa página.
04:20Não é o que imaginávamos.
04:22Passamos o ano todo tentando pautar a anistia.
04:26Infelizmente, o debate foi interditado na casa.
04:30O projeto foi o projeto possível, dada a circunstância e, eu diria,
04:35o próprio equilíbrio de forças políticas representadas aqui,
04:38tanto na Câmara como no Senado da República.
04:42Hoje foi um dia muito intenso de conversas com os nossos pares,
04:47com senadores de vários partidos, aqui muitos,
04:50e o próprio resultado, tanto na Comissão de Constituição e Justiça,
04:55como agora no plenário do Senado, mostra que majoritariamente
05:00o Senado da República, a exemplo da Câmara Federal,
05:03entende a necessidade de evitarmos injustiças com pessoas que,
05:09na verdade, tiveram penas muito exageradas, exorbitantes,
05:14que é muito além do que pessoas que poderiam ser apenadas
05:20por depredação, por invasão de prédios públicos.
05:25Então, agora é virar essa página, tratarmos de aguardar...
05:29Agora nós temos que aguardar a sanção desse projeto
05:33por parte da presença da República.
05:36Eu acredito que a vontade do povo foi manifestada
05:41através do Congresso Nacional, que representa a população brasileira,
05:44tanto na Câmara como no Senado, aqui a Casa Revisore,
05:48que representa os Estados Federais, por ampla maioria.
05:52E, feito a sanção do projeto, os advogados certamente irão,
05:57à luz dessa nova legislação, buscar a revisão das penas.
06:01E eu espero que centenas de brasileiros possam se reencontrar
06:04com suas famílias, pessoas possam voltar ao Brasil,
06:08que estão exiladas, e vamos continuar a trabalhar
06:11para que haja a anistia dos outros que não foram atingidos
06:16por essa lei nesse momento.
06:18Quem também comentou sobre o caso foi o senador Flávio Bolsonaro.
06:23Bom, pessoal, acaba de ser aprovado também no Senado Federal
06:25esse projeto de lei que promove uma redução das penas
06:30das pessoas, dos perseguidos do 8 de janeiro.
06:34Não era exatamente o que a gente queria,
06:35não era o que a gente estava batalhando, mas é o que era possível
06:39nessa conjuntura de composição do Congresso Nacional,
06:43nessa conjuntura de interferência de forças externas
06:47dentro do poder legislativo.
06:50Então, quero dar os parabéns aos deputados, parabéns aos senadores,
06:54agradecer a todos que nos ajudaram a subir esse primeiro degrau,
06:59porque, como eu disse mais cedo na CCJ,
07:01não era nem para a gente estar discutindo dosimetria,
07:03nem anistia, era para estar discutindo a anulação
07:07dessa farsa que foi, esse processo todo,
07:11lá na primeira turma do Supremo Tribunal Federal,
07:15onde o Bolsonaro e centenas de outras pessoas
07:17foram condenadas pelos seus inimigos,
07:20é como se um grupo, uma turma composta de argentinos
07:23fosse decidir quem foi o melhor jogador do mundo,
07:26se foi Pelé ou se foi Maradona.
07:28Obviamente que os argentinos iam falar que foi o Maradona,
07:31independente do que tivesse naquele processo,
07:34e foi o que aconteceu com o presidente Bolsonaro,
07:36independente das provas que existem de inocência dele,
07:40todos já sabiam o final muito antes do processo começar.
07:45Então a história, com certeza, ainda vai ser revisitada,
07:48para que a gente faça justiça de verdade a essas pessoas,
07:51e vamos continuar lutando aí pela redemocratização do nosso Brasil.
07:56A luta continua, um abraço a todos e fiquem com Deus.
08:00O PL da dosimetria, no entanto,
08:02só passou mediante a um acordo feito entre os bolsonaristas e os petistas.
08:08Quem detalha é o Wilson Lima no quadro Bastidor do Meio Dia.
08:12É, gente, quando a gente fala às vezes que petista e bolsonarista
08:29são os dois lados de uma mesma moeda,
08:31só que com o viés ideológico distinto,
08:34depois as pessoas dizem que a gente está pegando o pé dos caras,
08:38mas não é bem isso.
08:38O que aconteceu ontem?
08:39Aconteceu aquele acordo em que ficou bom para todo mundo,
08:44porque o seguinte,
08:46o PT, ele precisava que fosse aprovado ontem,
08:51no último dia de sessão regular do Congresso,
08:56hoje o que tem basicamente é a votação de orçamento.
08:59Mas na última sessão de regular do Congresso,
09:01precisava de um aporte bilionário para fechar as contas em 2026.
09:07E aí qual foi a solução?
09:08Você colocar a tributação das Betes e regulamentação de jogos.
09:12E você também precisou colocar nesse pacote
09:15alguns aspectos da reforma tributária.
09:17Em resumo, o pacotão econômico do governo,
09:20que precisava de um apoio da bancada bolsonarista,
09:23não para o mérito, mas para que não houvesse obstrução ou algo parecido,
09:27esse pacotão custou R$ 22,5 bilhões.
09:31Então, o que se viu ontem, ao longo do dia?
09:34Os petistas perceberam que não ia dar como segurar o PL da Anistia.
09:39Só que, se a bancada do PT atuasse para obstruir os trabalhos,
09:43eles tinham como fazer isso,
09:45inclusive via Otto Alencar, via Alessandro Vieira,
09:49via integrantes da CCJ,
09:51que se manifestavam contra essa tal dessa emenda de redação,
09:54que eu vou explicar mais para frente,
09:55vou reforçar essa explicação para vocês,
09:57isso poderia comprometer, lá para frente,
10:00a aprovação desse pacote fiscal.
10:02Por quê?
10:03Porque isso daria munição para que a bancada bolsonarista
10:05também obstruísse o pacote fiscal,
10:07e aí ficaria ruim para todo mundo.
10:08Não sairia nem anistia e nem pacote fiscal complementar
10:11para que o governo conseguisse manter as contas
10:14ali próximo do azul para 2026.
10:18Então, no final das contas,
10:20ninguém atrapalhou ninguém.
10:21Ou seja, o governo Lula não atrapalhou o bolsonarismo
10:24para aprovar o PL da Anistia,
10:27e nem os bolsonaristas atrapalharam o governo
10:29para você ter essa arrecadação a partir da taxação de Betis.
10:33Resumidamente, ficou bem para todo mundo.
10:35Só que, o grande problema,
10:38é que esse projeto da dosimetria,
10:41ele passou mediante um artifício muito polêmico
10:45que foi essa tal dessa emenda de redação.
10:47Como eu expliquei ontem,
10:49e reforço a explicação aqui para vocês,
10:51para quem chega aqui pela primeira vez.
10:53O que acontece?
10:55Quando você estabeleceu a questão dos crimes,
10:58de que os crimes não são cumulativos em si,
11:01dentro de um mesmo contexto,
11:03esse trecho, ele abria margem
11:05para que essa explicação específica,
11:09ela pudesse ser utilizada em contexto de outros crimes,
11:12como estupro, assassinato, por aí vai.
11:15Só que no momento que você inclui uma emenda de redação,
11:18que deixa claro que isso é apenas para os réus do 8 de janeiro,
11:23você tem uma mudança de mérito.
11:24Isso é consenso junto a legisladores.
11:30Só que o Senado fez vista grossa justamente
11:33para que não comprometesse essa aprovação do cocote fiscal.
11:37Então, é isso.
11:37No final das contas, meus caros,
11:39ficou bom para todo mundo.
11:40O bolsonarismo saiu,
11:42termina o ano de 26 com a anistia aprovada,
11:45mas depois vamos falar sobre a questão da sanção.
11:47E também o governo federal terminou o ano
11:48com um aporte fiscal de 22,7 bilhões,
11:51o que não é ruim para absolutamente ninguém.
11:55Rodolfo Borges.
11:57Wilson, é ruim, só é ruim para o Brasil.
11:59Porque você foi muito generoso,
12:01e a imprensa tem sido muito generosa
12:03em usar esse termo de que o governo
12:05fechou o orçamento do próximo ano.
12:08Porque a estimativa é de que o governo Lula,
12:11ao final de 2026,
12:13quando tiver os seus quatro anos completados,
12:16ele vai ter gastado quase 200 bilhões de reais
12:19fora da meta que ele próprio,
12:21o governo Lula,
12:22a meta com a qual ele se comprometeu.
12:26Então, é assim, é um monstringo, né?
12:28É um Frankenstein esse orçamento.
12:31Eles precisavam desses 22 bilhões aí
12:32para fechar uma peça fictícia orçamentária,
12:36que não vão conseguir cumprir mesmo
12:38tirando boa parte dos gastos do governo
12:41desse orçamento,
12:42mas conseguiram.
12:44E aí fica essa ironia, né?
12:45Porque o acordo ali foi feito.
12:48Qual é o acordo?
12:48Vamos votar essas duas questões.
12:51Agora, o PL da dosimetria,
12:53ele nem sequer tem a garantia
12:54de que ele vai vingar, né?
12:57A gente vai falar sobre a perspectiva de veto do Lula,
12:59mas tem também sempre o STF aí na frente.
13:02E aí o governo Lula pode ter conseguido
13:03aquilo de que precisava
13:05para fazer essa peça fictícia orçamentária.
13:08E os bolsonaristas podem não ter conseguido
13:11ou não conseguir, no final das contas,
13:13tudo aquilo que foi aprovado
13:14no Congresso Nacional agora.
13:16porque os próprios governistas
13:17que fizeram um acordo
13:19para que o PL da dosimetria
13:22pudesse ser votado e, portanto,
13:24aprovado, como aconteceu,
13:25já estão dizendo que vão ao STF.
13:27Então, como é que fica esse acordo, né?
13:29No final das contas,
13:30eles podem sair com as mãos abanando,
13:32porque não tem garantia.
13:33Só o governo Lula tem essa garantia
13:35de que conseguiu esses 22 bi
13:37para fechar essa peça orçamentária aí
13:39de mentira.
13:40É isso aí.
13:47Obrigado.
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