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O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte aversão ao risco, com o Ibovespa B3 recuando 2,41%, encerrando o pregão na mínima do dia, a 158.568 pontos.

Para analisar esse cenário de “Superquarta” e aprofundamento das quedas, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC reuniu as perspectivas de Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos, Nelson Marconi, economista e professor da FGV, e Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth e comentarista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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Transcrição
00:00São vários assuntos também para a nossa conversa com o Nelson Marconi, ele é economista e professor da Fundação Getúlio Vargas.
00:07Marconi, boa noite, obrigada por ter aceitado o nosso convite, estar aqui com a gente mais uma vez.
00:12Bom, quero começar falando exatamente das nossas questões, das questões brasileiras.
00:18Queria te ouvir, a leitura que você fez dessa ata do Copom, ficou realmente mais difícil imaginar uma queda da Selic já em janeiro, né?
00:25Exato. Boa noite, Cristiane, boa noite para todo mundo que está nos assistindo.
00:31A ata deixou claro que vai ser difícil a gente ter uma queda da taxa de juros rápida.
00:38A inflação está caindo, mas ela está caindo na parte dos produtos que a gente chama comercializáveis, industrializados,
00:46em função até do impacto da taxa de juros sobre o câmbio, mas na parcela do que seriam os não comercializáveis,
00:55ou serviços, ela está ainda se mostrando muito resiliente, a inflação.
01:00Então, o Copom está olhando para isso e deve manter a taxa de juros ainda no patamar elevado.
01:04E nós estamos, vamos, venhamos e convenhamos, muito longe da meta de 3%.
01:09O Banco Central está muito conservador ou ele está fazendo o que se espera dele, Marconi?
01:16É, essa é uma pergunta que, se você falar do meu ponto de vista, do ponto de vista do Banco Central,
01:24eu entendo a postura dele, né?
01:25A gente tem uma meta muito baixa e ele está perseguindo essa meta.
01:30Olhando assim, do ponto de vista da política econômica como um todo, o governo daria para pensar em outras medidas
01:35que ajudariam no controle da inflação, que não seriam só adotadas pelo Banco Central,
01:40mas a gente teria que falar do governo como um todo, não só da atuação do Banco Central.
01:46O Banco Central, ele está olhando para a meta de inflação, que é uma meta muito baixa,
01:50dizendo, olhando para alguns componentes da inflação, falando que a inflação está muito alta,
01:54eu vou manter a taxa de juros em um patamar muito alto.
01:56É isso.
01:57Hoje a gente viu que o cenário eleitoral teve um forte impacto no mercado financeiro.
02:04O cenário político pode ter impacto no mercado financeiro e na tomada de decisão do Copom no ano que vem também?
02:12Olha, se o cenário político for um cenário de instabilidade, não diria de instabilidade,
02:20mas de insegurança em relação aos rumos da economia, e eu acho que vai ser uma eleição apertada,
02:26eu acho que os indicadores das pesquisas não estão mostrando ainda a real característica dessa eleição,
02:32vai ser uma eleição muito apertada, eu acho que a gente vai ver muito sobe e desce e tal,
02:36e vai ter uma situação de instabilidade.
02:37Se a gente tiver uma situação de instabilidade, isso tende a pressionar a taxa de câmbio.
02:42Pressionando a taxa de câmbio, o Banco Central vai querer manter uma taxa de juros em um patamar
02:47que se contrapõe a algum movimento especulativo.
02:51Então, é bem capaz, sim, do Copom reagir nesse sentido, nessa direção.
02:57Aí é o cenário eleitoral, vai depender muito de como ele tiver desenhado esse cenário lá no começo do ano que vem.
03:04Vou passar para a pergunta do Vinícius Torres Freire.
03:06Vinícius.
03:08Nelson, boa noite.
03:09Vou fazer para você uma pergunta que está virando aqui uma enquete.
03:11A gente tinha essa discussão, Flamengo e Palmeiras, entre janeiro e corte em janeiro, corte em março,
03:19e agora essa discussão parece que está morrendo e tem gente já falando que o corte pode ficar para depois.
03:27Pouca gente, mas tem gente falando que pode ficar para depois de março.
03:30Além disso, a gente tem um problema aí que é o seguinte.
03:33O próprio mercado diz que o corte da Selic no ano que vem seria dos atuais 15% para 12%, 300 pontos, 3 pontos percentuais.
03:44Para fazer isso, tem que correr.
03:45E para fazer isso antes da eleição, que vai ter reunião em setembro e novembro, tem que correr muito mais.
03:51Teria que fazer corte de até 0,75%.
03:54Tendo em vista isso, volatilidade que a gente está vendo.
03:58A eleição está mais no preço que a gente imaginava e com muito mais força.
04:02Você acha que dá tempo para chegar a 12%?
04:06Eu acho difícil.
04:09Acho pouco provável, na verdade, acho pouco provável, pelo que você está descrevendo.
04:14Mas até porque, como por ser um ano de eleição, justamente, tem uma volatilidade maior,
04:20o governo provavelmente vai continuar tentando estimular a economia via gastos,
04:26ou o que a gente chama fiscais e parafiscais.
04:28Mas eu acho que vai ser difícil a gente ter um corte muito significativo da taxa de juros.
04:33Mesmo porque se o governo ou o Banco Central, vamos dizer, o governo, está certo, como um todo,
04:39tivesse essa intenção de que os juros ajudassem o nível de atividade,
04:42ele teria que ter uma redução já e uma redução no máximo até março.
04:47Isso eu acho muito difícil acontecer.
04:48Então, o que a gente vai esperar é que a taxa de juros continue nesse mesmo ritmo.
04:53Pode cair um pouco, mas eu acho muito difícil cair 3 pontos percentuais no meio do ano.
04:58A não ser que a inflação de serviços cedesse muito rápido.
05:03Não parece que é o que está acontecendo.
05:05Se isso acontecer, pode ser até que o Banco Central acelere um pouco mais a queda da taxa de juros.
05:10Vamos falar de Estados Unidos agora, então, Marconi.
05:13O que os dados de emprego revelam sobre a economia americana?
05:17É possível pensar numa continuação da política de queda dos juros por lá?
05:22Ou, de fato, deve haver uma pausa e só depois deve cair mais para frente uma vez só no ano que vem?
05:27Olha, eu acho que ainda o Federal Reserve, o Banco Central americano,
05:36vai esperar um pouco mais de tempo para ver a tendência real do emprego,
05:40para se confirmar se realmente está acontecendo um certo desaquecimento.
05:46Por enquanto, as cidades, há um mês, vão para um lado, outro mês vão para o outro.
05:52A gente não tem ainda muita informação.
05:53Eles não têm muita informação, realmente, dos dados de emprego americano.
05:58Não é que eles não têm, mas a gente está vendo que o Departamento do Trabalho lá
06:04está tendo um pouco de dificuldade com essa questão junto ao governo Trump.
06:08Então, eu acho que é mais provável eles esperarem uma tendência se confirmar
06:12para ver o que vai acontecer.
06:14Mas o que é muito claro é que não vai ser uma decisão unânime.
06:19Trazeram os diretores lá de um lado, alguns estão defendendo uma alta,
06:22outros estão defendendo uma baixa.
06:23E esse cenário tende a continuar.
06:26E isso, logicamente, vai jogar um pouco de lenha na fogueira,
06:29vamos dizer, no cenário americano, no nível de atividade.
06:33Essa discussão vai se prolongar lá.
06:35Pode respingar um pouco aqui.
06:37Eu não acho que é uma coisa que vai ser decisiva para nós,
06:41mas pode respingar um pouco aqui essa incerteza toda lá
06:44sobre o cenário e sobre o comportamento da taxa de juros.
06:47Vinícius, quer fazer mais uma?
06:49Vamos lá, Nelson.
06:50Tem essa confusão.
06:52Os dados de hoje do mercado de trabalho foram bem confusos.
06:55Tem dúvidas sobre a precisão.
06:56O FED está dizendo que a criação de emprego está superestimada em um montão.
07:00Mas tem uma coisa que está pegando aqui, pelo menos para mim.
07:03O FED, na semana passada, divulgou projeções para 2026.
07:07Aumentou a projeção de crescimento para o PIB para 2,3%.
07:13Reduziu a projeção da inflação preferida deles, do consumidor, para 2,6%.
07:20Queda em relação a esse ano.
07:22E queda de desemprego para 4,4%.
07:24Nessa situação, você não mexeria na taxa de juros.
07:27A economia está se recuperando.
07:29Onde o FED está vendo essa recuperação com inflação controlada?
07:32É, ele...
07:36Boa pergunta.
07:37Ele deve estar vendo essa recuperação muito mais em alguns setores ligados à tecnologia.
07:46Ele se baseia muito nessa evolução toda do mercado de alta tecnologia, big techs, etc.
07:51Para poder ter essa avaliação, digamos.
07:55Porque, realmente, o mercado de trabalho não dá essa clareza ainda de que a economia americana vai crescer muito.
08:01De fato, 2,5% também não é um crescimento absurdo, tá certo?
08:05É um crescimento razoável.
08:07Então, se ele...
08:08A mesma coisa que crescer 2...
08:09A mesma coisa não, né?
08:11Quer dizer, se a gente crescer 2,5% aqui, também não é um crescimento nada tão grande assim e não é uma recessão.
08:18Então, ele está dizendo, olha, eu vou ter um crescimento mais ou menos razoável, tá certo?
08:21Se a inflação ficar controlada, como vocês estavam falando antes, a taxa de juros pode ficar por aí, né?
08:27Eu posso até tentar diminuir um pouco.
08:29Eu acho que vai depender um pouco da pressão do governo sobre o Banco Central lá, né?
08:34Tá certo?
08:35Como é que ele vai responder a isso?
08:37Porque, provavelmente, o Trump, o presidente Trump, gostaria de ver um crescimento maior na economia americana.
08:43Ainda mais se a inflação está controlada.
08:46Então, o que a gente pode ver é que vai ter uma pressão em cima dele.
08:49Agora, de onde ele está vendo esse crescimento?
08:50Só pode ser no serviço do setor de tecnologia, que é o que está crescendo hoje nos Estados Unidos.
08:57E ele está, talvez, vendo alguma recuperação em função das tarifas, tal, etc.
09:03Mas isso não apareceu até agora, né?
09:05Tá certo?
09:06Nesse setor.
09:07Nelson Marconi, muito obrigada.
09:08É sempre bom ter você aqui com a gente, viu?
09:11Boa noite.
09:11Volte mais.
09:12Eu que agradeço.
09:13Muito bom.
09:13Obrigada.
09:14Um abraço.
09:15Tchau, tchau.
09:15Para você também.
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