A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, lançada pelo governo federal, representa um passo decisivo para posicionar o Brasil no centro das cadeias globais da transição energética, segundo o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).
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00:00O governo federal lançou a política nacional de minerais críticos e estratégicos que organiza e fortalece a produção de minerais importantes para a transição energética.
00:10A medida traz metas e novos mecanismos de apoio para setores como lítio, terras raras, grafite e cobre.
00:17Para falar sobre os impactos dessa política, eu converso agora com o deputado federal pelo Cidadania de São Paulo, Arnaldo Jardim.
00:24Bom dia, deputado. Seja bem-vindo.
00:25Muito obrigado, Marcelo. Para mim, uma oportunidade importante, que é falar desse setor que é importante e será ainda mais estratégico agora.
00:36Você mencionou que esses minerais são necessários à transição energética e à pura verdade.
00:42Nós estamos falando de baterias para carros elétricos.
00:46Nós estamos falando de imãs que movem espas eólicas, que é a energia que vem dos ventos.
00:52Nós estamos falando também, Marcelo e todos os nossos ouvintes, nós estamos falando daquilo que é necessário para digitalização, data center, inteligência artificial.
01:04Portanto, esses minerais, que eram até pouco conhecidos, se tornaram relevantes e são frutos, inclusive, de disputa internacional.
01:13Estão pesando na geopolítica.
01:15São fatores determinantes, por exemplo, nas relações entre Estados Unidos e China.
01:20Ou seja, é um jogo grande e importante que o Brasil precisa participar.
01:26Então, explica para a gente como que essa nova política pode acelerar a produção nacional desses minerais.
01:31Primeiro, há uma escolha e nós as estamos fazendo.
01:34Acho correto que o Brasil não pode ser só exportador dos minerais, dessas commodities.
01:43Nós estamos definindo uma estratégia para que isso seja processado aqui, beneficiado aqui e até possamos chegar a um estágio superior de processamento, que é a chamada transformação.
01:58Por conta disso, Marcelo, na Câmara dos Deputados, sou deputado federal, você mencionou isso, agradeço.
02:05Há vários projetos, nove, tramitando sobre essa questão.
02:10O presidente Hugo Motta submeteu ao Colégio de Líderes, aprovado por unanimidade, foi decretada urgência para esses projetos.
02:18Eu fui designado relator, estou elaborando um parecer que congrega contribuições desses nove projetos, em diálogo com o Executivo, em diálogo com o Setor Produtivo e, inclusive, em diálogo internacional.
02:35Para exemplificar para você, para todos que estão nos assistindo, eu estive a semana passada no Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington,
02:45que designou, já há três meses, a partir do presidente Ilan Goldfarb, um grupo que tem dado subsídios, que são muito importantes.
02:55Ontem eu estive também tratando esse assunto com o vice-presidente, doutor Geraldo Alckmin.
03:01Então, internacionalmente, apoio para a legislação que comparamos para termos o melhor,
03:08para que o Brasil possa explorar esses minerais, terras raras, minerais críticos e estratégicos,
03:15e nós possamos, em cima disso, desencadear toda uma cadeia de produção.
03:20Esse projeto eu estou preparando, está já em reta final.
03:24Na retomada do trabalho legislativo, em fevereiro, ele terá prioridade na Câmara dos Deputados.
03:31E quais são os principais obstáculos que o senhor enxerga aí nessa cadeia de minerais estratégicos
03:35que o Brasil vai enfrentando?
03:36E como é que esses obstáculos podem ser vencidos?
03:40Primeiro obstáculo, nós precisamos conhecer mais o território nacional.
03:46O nosso conhecimento geológico, ou seja, o levantamento do quanto temos de minerais,
03:53ainda é um levantamento insuficiente.
03:56Segundo aquilo que é o desejável, que é a escala 1 para 50 mil de precisão,
04:02nós só temos realmente mapeados 30% do território nacional.
04:07Nós precisamos expandir.
04:08Mas mesmo com esse conhecimento que é limitado, por exemplo, para pegarmos terras raras,
04:14o país que tem maiores reservas de terras raras no mundo é a China.
04:1943% das reservas conhecidas do mundo estão na China.
04:26Segundo o país, o Brasil.
04:28E nós, repito, não conhecemos todo o nosso território.
04:31Nós temos 23% das reservas identificadas.
04:35O terceiro país aparece com 5%.
04:39Ou seja, nós precisamos ampliar nosso conhecimento.
04:42Primeiro obstáculo.
04:43Segundo, nós precisamos de capital.
04:46Por isso que nós vamos nos abrir.
04:48Abrir ao mundo para que investimentos ocorram aqui
04:51e mobilizar investimentos internos para poder fazer isso.
04:55Terceiro, tecnologia.
04:57Temos conhecimento em alguns desses minerais e precisamos de ter parcerias também
05:03para trazer tecnologia, não para recuperar esse material.
05:08Isso até nós seremos bem capazes, mas para depois beneficiá-los, para não mandá-los embora.
05:15Então, nós temos que fazer parcerias.
05:18Por isso que nós estamos abrindo o diálogo.
05:20As regras têm que ser regras.
05:22Que preservem o interesse nacional, abertura para a vinda de capital, parcerias estratégicas,
05:29para que a tecnologia também a gente possa dispor.
05:32E daí, com essas premissas, eu não tenho dúvida de que o Brasil entra de uma forma muito substantiva nessa questão.
05:40Os Estados Unidos não querem ficar dependentes da China, e hoje são.
05:45O Brasil pode ser uma alternativa de fornecimento, não só dos minerais,
05:51mas dos minerais processados, grande oportunidade para o nosso país.
05:56Deputado Arnaldo Jardim, muito obrigado pela sua participação e bom dia.
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