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O ministro Alexandre de Moraes conduziu uma reunião no Supremo Tribunal Federal para debater ações integradas de combate ao crime organizado. Participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e procuradores-gerais de todos os estados, em busca de um plano conjunto de enfrentamento às facções criminosas. Cristiano Beraldo e José Maria Trindade comentaram.
Reportagem: Rodrigo Viga
Comentaristas: Cristiano Beraldo e José Maria Trindade

Confira na íntegra: https://youtube.com/live/5AFxTOg7N2w

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Transcrição
00:00Vamos até o Rio de Janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes,
00:05convocou uma reunião em Brasília com o Procurador-Geral da República, Paulo Gonê,
00:10e os Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal
00:14para debater os limites das ações policiais em comunidades.
00:18Rodrigo Viga chega ao vivo trazendo os detalhes para a gente desse encontro.
00:22Oi Viga, bom dia para você.
00:24Bom dia Soraya, mais uma vez para o Nonato, para o nosso ouvinte, espectador e internauta da Jovem Pan,
00:31o Moraes agora é o relator da chamada DPF das Favelas,
00:34após o anúncio da aposentadoria do também ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso.
00:41E aí está, de certa forma, atuando nessa que é uma necessidade, uma demanda nacional
00:47de enfrentamento ao crime organizado.
00:51Há vários movimentos, há também projetos tramitando e caminhando no Congresso Nacional,
00:56mas o Poder Judiciário está sendo em estado convocado para essa entifada contra o crime organizado.
01:03Daí, esse encontro entre o Alexandre Moraes, o PRGR, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonê,
01:09e os 27 procuradores de estados de todo o país.
01:13Nessa reunião que aconteceu a Portas Fechadas, Moraes defendeu uma ampliação da atuação dos Ministérios Públicos,
01:22das Procuradorias, justamente no combate ao crime organizado.
01:27E essa posição foi reconhecida também, essa necessidade foi reconhecida pelo PGR, Paulo Gonê.
01:33Segundo o ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal,
01:38o combate ao crime organizado não deve ser uma atribuição apenas das forças de segurança,
01:43mas deve envolver todos aqueles que estão diretamente ligados à investigação e também à repressão.
01:50Ou seja, isso engloba as Procuradorias e os Ministérios Públicos.
01:55Paulo Gonê teria dito nesse encontro a Portas Fechadas que é preciso mais integração,
02:01mais estratégia para avançar nesse enfrentamento aos grupos organizados,
02:08que agora têm uma atuação, como se diz, transnacional, ou seja, internacional.
02:13Em nota, após o encontro, o STF informou que o ministro Alexandre Moraes
02:18destacou que o combate ao crime organizado exige um grande esforço,
02:23planejamento, integração, uso de inteligência e maior eficiência da justiça criminal.
02:30De acordo com o ministro, segundo esse documento,
02:35essa nota divulgada após o encontro, é necessário adotar medidas,
02:39além do aumento de penas, como o fortalecimento do controle do Estado
02:43sobre o sistema penitenciário e o combate às fontes financeiras dessas organizações criminosas.
02:50A gente tem dito aqui, desde aquela mega-operação, há duas semanas,
02:54exatamente, na penha no Alemão, que é preciso um grande esforço,
02:59uma força-tarefa, uma união de todas as esferas de governo,
03:03se quiserem, pelo menos, minimizar o impacto sobre a sociedade
03:07dessas organizações criminosas, que, segundo a inteligência aqui do Rio de Janeiro,
03:12tem uma atuação não só mais local, mas também em nível internacional
03:18e conexões com grupos dos Estados Unidos, com a máfia italiana,
03:22com grupos terroristas do Oriente Médio,
03:24só para citar algumas regiões do planeta.
03:28Minha cara, Soraya.
03:29É isso.
03:30Obrigada, Viga, pelas suas informações.
03:32Assunto para a gente trazer aqui a análise dos nossos comentaristas,
03:35José Maria Trindade e também Cristiano Beraldo, que estão conosco nessa manhã.
03:39Beraldo, na prática, o que a reunião de hoje pode trazer para uma próxima operação policial?
03:47Professor Araia, o problema que a gente percebe nesses eventos pós-operação do Rio de Janeiro
03:55é que vai se desenhando um ambiente em que existe medo na execução dessas operações
04:03porque as consequências podem ser negativas para a polícia e para o governo do Estado,
04:08que é absolutamente assustador.
04:10A polícia precisa ter autonomia e ser incentivada a trabalhar com todos os seus recursos
04:16para conter o crime organizado.
04:19Veja só as determinações que nós estamos observando.
04:23Essa preocupação em se manter as imagens, por exemplo,
04:28é algo que a gente não viu quando houve, no 8 de janeiro de 2023,
04:32aquele quebra-quebra na Praça dos Três Poderes e as imagens do Ministério da Justiça
04:38simplesmente desapareceram porque ninguém lembrou de guardar essas imagens.
04:43E aí você tem essa determinação de que não se pode fazer um inquérito
04:48para apurar a movimentação de corpos que ficaram ali na área de mata depois da operação.
04:55Mas espera lá, quando há algum crime, um homicídio, você não pode alterar a cena do crime?
05:02Como é que agora não se pode fazer um inquérito para investigar isso?
05:05Então você vê que existem várias determinações que contrariam a lógica.
05:10E quando você não trabalha com a lógica, quando você não trabalha no sentido de deixar claro
05:15que a polícia tem o apoio institucional das diversas áreas do governo
05:23para que possa executar o seu trabalho e proteger a sociedade,
05:28tudo fica muito obscuro e a sociedade segue vivendo no medo.
05:33Quando nós observamos o dia a dia das pessoas que vivem nessas áreas,
05:37não é razoável imaginar que se pode aceitar que parte importante da população brasileira
05:44seja submetida a uma conduta, a uma série de regras
05:49que não estão alinhadas com a Constituição brasileira,
05:51porque ali vale e prevalece a lei do crime.
05:54Então, se isso não é o que mais chama a atenção das autoridades brasileiras,
05:59sinceramente, a chance de vencermos o crime no Brasil hoje em dia
06:03com esse tipo de postura é absolutamente zero.
06:06A população que se vire para se proteger,
06:08porque quando a gente olha para cima, não conseguimos enxergar a esperança.
06:14José Maria Trindade, qual é a tua visão desse cenário todo,
06:17à medida em que, claro, todo mundo quer a preservação da vida dos inocentes
06:22e a circulação, como bem destacou o Beraldo ali,
06:25para que eles fiquem livres desse jogo de traficantes milicianos ou algo que o valha.
06:30Como é que a gente pode conciliar isso, hein, Zé?
06:33Pois é, olha, essa operação no Rio de Janeiro não foi bem sucedida porque houve vítimas, né?
06:38Quatro policiais morreram.
06:40Nenhum policial, essa história de eu vou dar a vida pela pátria, isso não existe.
06:44A pátria quer o policial vivo e combatendo o criminoso e, por isso, é treinado
06:49e deve receber toda a instrução e toda a possibilidade de enfrentar o crime, né?
06:55Nenhum policial subiu no morro para pedir propina ou chamar barrigo.
07:00Subiu arriscando a própria vida para defender a sociedade.
07:06E lá encontraram, os policiais encontraram bandidos fortemente armados, com fuzis.
07:13Mais de cem fuzis foram apreendidos.
07:15E veja bem, não foram apreendidos o número de fuzis dos mortos, o mesmo número dos mortos,
07:21porque alguém pegou os fuzis lá no local onde eles foram mortos, lá na mata,
07:26e trouxeram os corpos para a rua para tirar aquela fotografia tenebrosa, horrorosa,
07:32porque qualquer vida que perece, é claro que atinge toda a sociedade.
07:38O bandido bom é o bandido preso e o bandido sendo julgado, essa é a história.
07:42Veja bem, o que está acontecendo agora, não sei por que motivo veio para o Supremo,
07:47não me consta que nenhum deputado, senador tenha sido alvejado ou participado dessa operação,
07:54mas agora é uma nova operação.
07:56É uma operação contra a polícia.
07:59E a polícia está sendo alvo de uma investigação, apesar de ter arriscado a vida.
08:05Quando o policial entra para o serviço público, né, de segurança pública,
08:09ele sabe do risco de vida, mas é que ele não conta, grande novidade,
08:13é o risco jurídico que aumentou muito.
08:18Fez uma grande reflexão policial.
08:20Olha, o bandido tem medo é da polícia.
08:23O bandido não tem medo do promotor, não tem medo do juiz,
08:26não tem medo do ministro do Supremo e nem da justiça.
08:29O bandido tem medo da polícia.
08:31E você sabe de quem a polícia tem medo?
08:33Não é do bandido, mas da justiça.
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