- há 2 meses
Categoria
📺
TVTranscrição
00:00Continenta 1-404, aeroporto de Denver, confirma?
00:04Um avião de passageiros está em chamas ao lado da pista de decolagem em um dos aeroportos mais movimentados do mundo.
00:11Vamos sair daqui antes que pegue fogo, André.
00:14Os bombeiros estavam preparados para ver os cadáveres lá dentro, mas os passageiros usaram as saídas para escapar.
00:20Ei, vem cá, dê uma olhada nisso.
00:22Enquanto os investigadores vasculham as evidências.
00:26Tudo bem, o avião sai da pista para a esquerda.
00:28Ali tínhamos uma aeronave que ficou significativamente com o nariz à esquerda para onde não deveria ter ido.
00:33Eu aposto que foi o leme.
00:35Não estava funcionando.
00:37As pistas apontam para um problema mecânico notório.
00:41Vamos ver o que temos aqui.
00:43Que derrubou outros 3737 no passado.
00:47Será que aquela situação voltou para nos assombrar?
00:50Abortar, abortar!
00:51Alerta geral.
00:58Mayday, desastres aéreos.
01:13Esta é uma história real baseada em relatórios oficiais e relatos de testemunhas.
01:18O verdadeiro culpado.
01:21O voo 1404 da Continental Airlines está sendo preparado para partir de Denver, Colorado.
01:2720 de dezembro de 2008.
01:29O comandante David Butler e o copiloto Chad LeVang vão pilotar o voo para Houston.
01:34Vamos ouvir o EITES.
01:40Os pilotos verificam as condições climáticas atuais.
01:44Pista de decolagem principal 3-4 à direita.
01:47Ventos de 280 graus.
01:4820 km por hora.
01:50Estativa 3-4 à direita.
01:53O vento era uma brisa moderada de 20 km por hora que vinha do oeste.
01:57O avião é um Boeing 737.
02:02Um bimotor de curto a médio alcance e se tornou o jato comercial mais vendido da história.
02:11Há 110 passageiros a bordo do voo desta noite.
02:15Entre eles está Mike Wilson.
02:18Eu estava liderando o desenvolvimento de um software para uma pequena startup de Boulder.
02:22Eu estava voltando para Houston para visitar a minha família no Natal.
02:27O voo 1404 decolará do aeroporto internacional de Denver.
02:34E voará por duas horas até o aeroporto intercontinental George Bush em Houston, Texas.
02:44Fiz a checklist pré-voo da aeronave.
02:47Quer que eu ligue a APU?
02:49Sim.
02:49O comandante Butler tem 50 anos e começou a trabalhar na continenta há 11 anos.
02:54Ele vai pilotar até Houston.
02:55O copiloto LeVang tem 34.
02:59Começou a trabalhar na companhia aérea há um ano.
03:02Ele ficará monitorando os instrumentos e será o responsável pelas comunicações de rádio.
03:073-4 à direita.
03:083-4 à direita.
03:10É essa que queremos?
03:11É.
03:12Boa noite, pessoal da cabine.
03:14Aqui é o comandante Butler junto ao copiloto LeVang.
03:17A previsão de voo é de uma hora e 52 minutos na rota e não prevemos nenhum atraso para sair de Denver.
03:23O trajeto deverá ser muito bom até Houston.
03:26Nós agradecemos a preferência.
03:28Bem-vindos a bordo.
03:29Solo para a cabine.
03:36Boa noite.
03:37Boa noite, cara.
03:39Cara.
03:42A inspeção foi concluída.
03:44Todas as portas e tanques de combustível estão fechados e a rampa foi retirada.
03:48Deixa eu fazer um checklist e já volto a falar com você.
03:52Cara.
03:54Está bem.
03:55Antes de começar o checklist.
03:56Antes de começar, o sinal do cinto de segurança.
04:05Enquanto os pilotos fazem a checklist, os passageiros se acomodam.
04:10Mas Mike Wilson só consegue pensar em um voo anterior a quatro anos.
04:18O meu pai comprou uma aeronave nova.
04:23E ele me convidou para voar com ele.
04:26Nós tínhamos decolado de um pequeno aeródromo perto de Galveston Bay, em Houston.
04:30E assim que nós levantamos voos sobre a baía, começamos a perder altitude.
04:35Assim que atingimos a água, o avião afundou igual a uma pedra.
04:40Então eu demorei um pouco para me sentir à vontade de novo, eu acho.
04:44Quais são as chances de sofrer dois acidentes de avião?
04:50O voo 1404 é liberado para ser manobrado do portão.
04:55Oi cara, freio solto.
04:56Se você está liberado para empurrar a cauda para leste.
05:00Está bem senhor, liberado para começar.
05:05Entendido.
05:05Eu só espero que não tenha gelo na pista.
05:16O inverno é maravilhoso.
05:20Lápis.
05:22Vamos para cinco.
05:25Controles.
05:28Checado.
05:29Checklist feito após o acionamento.
05:31Rampa Continental 1404 pronto para taxiar.
05:351-404 você vai seguir.
05:371-1900 que está na ponta da sua asa direita para A-3-Oeste.
05:41Tenha um bom voo.
05:42A controladora diz a tripulação para seguir um turbo-hélice Pitch 1-900 muito menor para a pista 3-4 direita.
05:55Como o quinto aeroporto mais movimentado do mundo,
05:58a Torre de Controle de Tráfego Aéreo de Denver é responsável por coordenar a chegada e partida de cerca de 1.700 voos por dia.
06:05Continental 1-404.
06:09Torre de Denver.
06:11Pista 3-4 à direita.
06:13Se posicione e aguarde.
06:15Posicionado e aguardando na 3-4 à direita, Continental 1-404.
06:20A pista 3-4 à direita é uma das seis pistas do aeroporto de Denver.
06:24Eles controlam quatro pistas paralelas que vão de norte a sul e há duas pistas paralelas que vão de leste a oeste.
06:34Tendo no fundo as montanhas rochosas, é o maior aeroporto por área total de terra nos Estados Unidos.
06:39São 137 quilômetros quadrados, mas essa medida não é tão correta, porque quando estamos lá parece que é bem maior.
06:49Quer a proteção contra gelo para a decolagem?
06:51Não, vamos desligar.
06:52Comissários de voo, por favor, fiquem sentados para a partida.
07:05Continental 1-404.
07:07Vento a 50 quilômetros por hora a 50.
07:11Vire à direita.
07:13Indo para 0-2-0.
07:14A pista 3-4 à direita está liberada para a decolagem.
07:19O controlador informa aos pilotos que o vento na pista está a 50 quilômetros por hora e os libera para a decolagem.
07:27Indo a 0-2-0 liberado para decolar na pista 3-4 à direita, Continental 1-404.
07:32Nós aceleramos até a velocidade da decolagem e estava parecendo que tudo ia muito bem.
07:53De repente, o avião se inclina para a esquerda.
07:59Eu senti uma jogada brusca para a esquerda.
08:01E foi naquela hora que as coisas estavam com certeza erradas ali.
08:05Droga!
08:07O avião sai da pista a uma velocidade de mais de 160 quilômetros por hora.
08:12Ele está completamente fora de controle.
08:15Abortar! Abortar!
08:18Alerta geral.
08:19O primeiro pensamento que me veio foi, não tem como estar acontecendo isso de novo.
08:23O avião bate em uma encosta.
08:26E salta para o ar.
08:27Parecia que tínhamos acabado de cair, não tem mais.
08:35Nós caímos 15 metros ou mais.
08:37Quando batemos no chão, foi quando as coisas ficaram muito piores.
08:41Eu só estava vendo as chamas vindo do motor do lado direito.
08:44Isso não pode estar acontecendo.
08:50Nós não parávamos de deslizar.
08:54O voo 1404 finalmente para...
08:57A 213 metros da pista.
09:04Mas com o fogo destruindo o motor direito do avião.
09:10Todos a bordo estão em risco de vida.
09:12É uma repetição assustadora do voo 28 da British Air Tours.
09:22Que abortou a decolagem por causa de um incêndio no motor.
09:25E teve que ser evacuado.
09:2853 passageiros e dois tripulantes morreram.
09:31Porque não conseguiram sair do avião a tempo.
09:33Torre, parece que um avião perdeu o controle na 34 à direita do lado esquerdo.
09:42Repita, por favor.
09:43Quando o controlador recebeu a notícia.
09:45Torre, parece que um avião...
09:46Ele não conseguiu encontrar um dos seus voos.
09:49Continental 11404, Torre de Denver.
09:52Continental 1404, Torre de Denver me ouviu?
09:55Alerta de acidente.
10:04Todas as unidades de emergência aqui é da torre.
10:07Tivemos um acidente.
10:08Veículos de emergência correm para o local.
10:12Enquanto as chamas consomem o avião.
10:16A cabine estava começando a encher de fumança.
10:18Eu olhei para a saída em cima da asa esquerda e ela já estava aberta.
10:22Vamos sair daqui antes que pegue fogo, Ander.
10:24Mas no meio do avião não havia comissários de voo.
10:28Não tinha ninguém lá para ajudar.
10:29Parecia o romance o senhor das moscas.
10:31Tudo bem, não entre em pânico e não empurra.
10:36O voo 1404 da Continental está em chamas.
10:41Uma fumaça densa está invadindo o avião.
10:44Os passageiros têm apenas alguns segundos para escapar.
10:47E se as pessoas não se entenderem nessa hora, a situação pode piorar.
10:51Vamos lá.
10:53Ei, não!
10:54E eu cuidadosamente consegui descer pela asa, pulei para o chão, então me virei e comecei a subir a colina.
11:04Olhei para trás e foi a primeira vez que vi o avião.
11:11Deu para ver o avião todo meio que emoldurado pelas chamas atrás dele.
11:15E os outros passageiros estavam dispersos subindo a colina.
11:20E eu percebi...
11:22Ah, eu vou sobreviver a isso.
11:27Equipes de resgate procuram pelo avião acidentado, incluindo o bombeiro Randall Camp.
11:32O sol já tinha ido embora fazia quase duas horas, então estava tudo umbreu, não dava para ver nada.
11:39O aeroporto de Denver é desafiador porque o terreno dele é muito grande.
11:42Os bombeiros, enfim, localizam o avião que estava fora da pista e começam a combater o incêndio.
11:51Muitas pessoas acham que lá é plano como uma mesa de bilhar, mas eu posso garantir que lá não é assim.
11:56Tem alguns buracos em certas áreas que chegam a ter centenas de metros, muito perto de onde o 1404 decolou na pista.
12:03O voo 1404 da continental que ia para Houston saiu fora da pista durante a decolagem, explodiu em chamas e quase quebrou ao meio.
12:13Quando as equipes de resgate chegaram, eles descreveram a cena como surreal, como se parecesse um filme.
12:18Os bombeiros estavam preparados para ver cadáveres lá dentro.
12:23Nós tivemos sorte com aquele terreno.
12:26O local onde a aeronave acabou parando era um declive.
12:29Felizmente, o combustível vazou pela encosta, para longe da fuselagem em chamas e dos passageiros que fugiam.
12:39Todos os 110 passageiros e 5 tripulantes escaparam por um triz da morte.
12:46O comandante está seriamente ferido.
12:49E o copiloto sofre ferimentos leves.
12:53A questão agora é, como esse desastre pode ter acontecido?
12:59A luz do dia, o lado direito carbonizado do avião era visível do ar.
13:08No dia seguinte, é visível o verdadeiro alcance do acidente.
13:13Os passageiros e tripulantes tiveram sorte por estarem vivos.
13:17Os investigadores da NTSB, a agência americana de segurança no transporte, chegam ao local do acidente.
13:27Eles precisam descobrir o que poderia ter levado o voo 1404 para fora da pista.
13:34Eles coletam evidências do local do acidente para análise.
13:37Podemos colocar a A-35 aqui?
13:42Bill English é o investigador-chefe.
13:44Andou bastante.
13:48A aeronave estava bem longe da pista.
13:51Ela já estava em uma velocidade bem alta.
13:54Tinha passado por algumas pistas.
13:56Ela ficou intacta.
13:57A fuselagem foi queimada na maior parte do lado direito.
14:02E tiveram alguns danos do impacto bastante significativos conforme ela atravessou o campo.
14:06Tudo bem? Vamos ver o que essas pistas dizem.
14:12Uma das primeiras coisas que começamos a ver foi que as marcas dos pneus começaram a divergir da linha central em um ângulo bem significativo para a esquerda.
14:19Legal, legal. Para aí.
14:21Tudo bem. O avião sai da pista para a esquerda.
14:24Atravessa a pista de taxiamento e a estrada de acesso quase acertando o corpo de bombeiros.
14:31Isso antes de pousar na encosta do terreno.
14:36O que você acha disso?
14:39Será que foi uma falha mecânica?
14:42Eu aposto que foi o leme.
14:44Por enquanto.
14:46O leme é a superfície de controle na parte de trás da aeronave usada para o avião fazer curvas
14:51e para balancear os movimentos dos dois lados causados por ventos de travessa.
14:57Por meio de um sistema de controle por cabo, os pilotos movem o leme pressionando pedais.
15:01O atuador é um mecanismo crucial que converte a pressão hidráulica gerada quando o piloto aperta o pedal em uma ação mecânica que move o leme.
15:15Será que nessa situação voltou para nos assombrar em outro 737?
15:19Se esses problemas de leme tiverem ressurgido, milhares de vidas a bordo do 737 em todo o mundo podem estar em perigo.
15:30Os investigadores examinam o atuador do leme do avião.
15:34A inspeção do atuador está completa.
15:41Estava funcionando.
15:42Está bem.
15:44O leme não travou e, portanto, não fez com que o avião saísse da pista.
15:50Pode me mostrar a visão de cima, por favor?
15:53Bill English se pergunta o que mais poderia ter causado o acidente.
15:58Ele agora se concentra no local onde o avião começou a virar à esquerda.
16:03Próximo.
16:04Não parece que a roda dianteira estava em atrito?
16:09Parece.
16:10A marca escura e grossa veio da roda dianteira.
16:13Os investigadores veem evidências do que é conhecido como atrito.
16:20O atrito ocorre quando um movimento lateral extremo empurra um pneu para o lado da superfície, esfregando o pneu no chão.
16:28Será que o sistema de direção travou, fazendo a roda dianteira sofrer o atrito?
16:34Será que foi alguma coisa como um travamento nas rodas dianteiras?
16:37Os investigadores dão sorte quando um cabo que controla o sistema de direção é encontrado no local do acidente.
16:48O que temos aqui?
16:50Está quebrado.
16:51Se o cabo quebrou antes do acidente, isso vai explicar o atrito na roda dianteira.
16:56Mandamos aquilo para o laboratório.
16:58Eles determinaram a pressão e quanto o cabo esticou e o que ocorreu após a aeronave ter saído da pista.
17:02Isso não teve nada a ver com o acidente.
17:13Por que aquele pneu estava com atrito?
17:17Outro fator mecânico potencial que os investigadores precisam considerar é se os freios do voo 1404 travaram durante a decolagem.
17:27Estamos procurando qualquer evidência de travamento.
17:29Se o freio esquerdo travasse, ele poderia ter puxado a aeronave para a esquerda.
17:37Se fosse isso, daria para ver a descoloração nos componentes de metal ao redor dos freios e no eixo da roda.
17:46A inspeção dos freios não mostrou nada disso.
17:51Está claro para Bill English e seus investigadores que o que aconteceu no voo 1404 não foi uma falha mecânica.
17:58Mas uma coisa totalmente diferente.
18:02Então, como é que as coisas ficam?
18:08Checamos a parte mecânica.
18:09Agora temos que checar o clima, as pessoas e os pilotos.
18:12Droga!
18:15E isso é para lá, por favor.
18:16Como a causa da saída da pista do voo 1404 é um mistério para os investigadores,
18:24a agência de segurança no transporte deve considerar fatores fora do avião
18:28que podem ter determinado o destino do Boeing 737.
18:32Falta alguma coisa?
18:35Não?
18:37Não, tenho tudo o que preciso.
18:38O meteorologista sênior da agência de segurança no transporte, Tom Icke,
18:42investigará as condições do tempo no momento do acidente.
18:46Esse acidente ocorreu no dia 20 de dezembro.
18:48Era em pleno inverno.
18:50Nós íamos investigar a pista, o clima, os ventos, se tinha alguma precipitação.
18:57Relatórios do Serviço Nacional de Meteorologia indicam que havia um sistema de baixa pressão
19:01em certas áreas do Colorado, aproximadamente no momento do acidente.
19:05A contaminação das pistas de inverno é sempre uma preocupação
19:08e uma questão que ocorre devido ao vento, à neve, à água.
19:13Mas o clima não influenciou no aeroporto de Denver.
19:16Não havia gelo na pista naquela hora.
19:20A superfície da pista 34 estava limpa e seca.
19:30É, seja o que for, aconteceu muito rápido.
19:35Os investigadores agora se concentram nos ventos cruzados durante a decolagem.
19:41Acho que são ventos de travessa.
19:47O vento de travessa é quando um vento cruzado empurra a cauda de um avião,
19:52fazendo com que o nariz aponte para o vento.
19:55O piloto deve aplicar o leme para neutralizar esse movimento.
19:58O 737-500 pode suportar ventos de travessa de até 61 km por hora.
20:06Mas, se as rajadas forem mais fortes,
20:09pode ter sido suficiente para empurrar o avião para fora da pista.
20:13English precisa confirmar que os pilotos não estavam tentando decolar em ventos de travessa
20:18que excediam os limites de segurança do 737.
20:20Tudo bem, coloco o AITES.
20:26Antes da decolagem, os pilotos teriam recebido as condições climáticas atuais
20:33do Serviço Automático de Informação Terminal, ou AITES.
20:36O AITES relatou ventos de 280 graus a 20 km por hora,
20:42bem abaixo do limite de 61 km por hora.
20:46Mas os pilotos não dependem apenas do AITES.
20:49O controle de tráfego aéreo também fornece ventos de pista específicos,
20:53logo antes da decolagem.
20:54Continental 1404, ventos de 50 km por hora a 50.
21:01Os investigadores falam com o controlador de plantão naquela noite.
21:06Obrigado por ter seu tempo para nós.
21:09Claro.
21:12Está certo.
21:13Então, quais eram as condições na decolagem?
21:20Então, eu verifiquei os ventos um pouco antes.
21:25Continental 1404, ventos de 50 km por hora a 50.
21:30O controlador disse à tripulação que havia ventos de 50 km por hora na pista 34.
21:36Uma velocidade ainda abaixo do limite de vento de através de 61 km por hora.
21:41Mais alguma coisa que possa ajudar a explicar o que aconteceu?
21:44Não.
21:50Eu estou tão confuso quanto vocês.
21:59É outro impasse.
22:00Está bem.
22:06Vamos tentar entender.
22:07Se os ventos estiverem dentro dos limites e o avião mecanicamente bom, só sobrará o erro do piloto.
22:14Está certo.
22:15Próximo.
22:16Ouvindo o gravador de dados do voo, os investigadores recebem um detalhamento momento a momento das ações dos pilotos.
22:22Os pilotos são treinados para voar em ventos de através desde muito cedo no treinamento.
22:27Então, procuramos o momento do vento de através no gravador de dados do voo.
22:31Ah, está aqui.
22:34Ei, vem cá, dê uma olhada nisso.
22:37É aqui que ele pisa no leme.
22:39Conforme o avião começou a ganhar velocidade e passou de uns 70 a 90 km, o comandante começou a pisar no leme, sentindo o quanto do leme direito ele precisaria usar para compensar o vento de através da esquerda.
22:55Os dados do gravador mostram que quando o comandante sente os ventos de através empurrando ligeiramente o avião à esquerda, ele pisa no pedal do leme direito e traz o avião de volta ao centro da pista.
23:09Mas quando o avião vira para a esquerda uma segunda vez, o gravador revela que o comandante repentinamente solta os pedais do leme e começa a virar o manche para a direita.
23:21Então, por algum motivo, ele para de usar o leme.
23:24É, mas por quê?
23:33Comandante David Butler, 50.
23:39Esse cara costumava pousar caças em porta-aviões?
23:47Ele entende de vento.
23:49Os investigadores precisam conversar com o próprio comandante para ouvir a versão dele da história.
23:57Certo.
23:58Tem certeza que não tem problema de fazer isso?
24:00Se o piloto tivesse sido morto, não teríamos como saber a razão das ações dele.
24:05Teríamos que deduzir muito mais.
24:06Mas nesse caso, deu para falar com ele e ele pôde nos dizer o que achou que aconteceu e como isso pode ter influenciado as ações dele.
24:14Então, com suas palavras, me fale o que aconteceu.
24:18De repente, foi como se alguém pusesse a mão na cauda do avião e o mantivesse à esquerda.
24:24Então, por que você desistiu do leme?
24:29Não estava funcionando.
24:31Quando conversamos com o piloto, ele percebeu que o leme não estava funcionando.
24:35Mas sabíamos que estava pelo gravador de dados do voo.
24:38O que você fez, então?
24:39Eu usei o chiller.
24:41O chiller?
24:41Em baixa velocidade, os pilotos de aviões maiores manobram a roda dianteira usando um controle do lado esquerdo da cabine.
24:53O piloto mencionou que tentou usar o chiller também, o que parecia ser um último esforço.
25:00Ele tentou o que podia para pelo menos tentar colocar o avião de volta à pista.
25:04Dá para ver que o chiller estava se movendo para a direita, mas a essa velocidade, o chiller já não podia fazer muita coisa.
25:18Sem uma causa clara do acidente, os investigadores se voltam para o gravador de voz da cabine dos pilotos.
25:24Ouvir o gravador de voz da cabine dos pilotos nos dá uma ideia do que estava acontecendo e pode ser diferente do que os pilotos se lembraram.
25:31Manda colocar.
25:33Está certo?
25:34Vamos ouvir.
25:37Continental, 1404, torre de Denver, pista 34 à direita.
25:44Se posicione e espere.
25:46Posicionado e aguardando 34 à direita, Continental, 1404.
25:50A conversa na cabine é totalmente rotineira, enquanto os pilotos fazem os checklists e taxiam para a pista.
25:59Parece que tem um pouco de vento ali.
26:04Parece que tem um pouco de vento ali.
26:09É.
26:10Olha aquelas nuvens se mexendo.
26:11Os pilotos estavam olhando para as nuvens e relatando como aquelas nuvens baixas a 1.200 metros se moviam a 93 km por hora.
26:22Continental, 1404, ventos a 50 km por hora, a A50.
26:29Vire à direita, em direção a 020.
26:33A pista 34 à direita está liberada para a decolagem.
26:36Indo para 020, liberado para a decolagem, pista 34 à direita, Continental, 1404.
26:43Vento de través esquerdo de 50 km por hora.
26:45Então os pilotos estavam cientes dos ventos fortes e estavam questionando o relatório, mostrando ventos de apenas 50 km por hora.
26:54Mas sem relatos de ventos, excedendo o limite do avião de 61 km por hora, usa uma potência de 90.9.
27:01O comandante decide prosseguir, instruindo o copiloto a usar uma potência de 90.9 para a decolagem.
27:08Naquele avião, não, devia aguentar ventos de 50 km por hora.
27:16Talvez houvesse alguns efeitos locais, outra coisa acontecendo, onde essa aeronave experimentou ventos ainda maiores do que os... relatados.
27:25Abortar! Abortar!
27:26O gravador de voz não ajuda a explicar o que o comandante disse a Bill English.
27:42De repente, foi como se alguém pusesse a mão na cauda do avião e o mantivesse à esquerda.
27:49Os investigadores estão em um impasse.
27:52Até agora, nada explica o que aconteceu com o voo 1404.
27:56Relatórios climáticos indicam que o voo 1404 estava decolando com ventos abaixo do limite de 61 km por hora.
28:11Mas as nuvens, que se moviam rapidamente observadas pelos pilotos e o súbito movimento drástico do avião,
28:20levaram os investigadores a questionar a precisão desses relatórios.
28:24A próxima questão lógica foi, será que foi uma rajada forte de vento?
28:28Quer dizer, será que foi muito além da capacidade da aeronave se contrapor?
28:32Os investigadores examinam os sistemas que medem e informam os ventos no aeroporto de Denver.
28:39Que informações eles receberam sobre os ventos?
28:42Ahn...
28:43O OITES disse pra eles 20 km por hora.
28:47E de onde tiraram essa velocidade?
28:49Dessa torre do tempo.
28:51Daqui.
28:53Certo.
28:54Ela está a quilômetros da pista.
28:57Não é muito útil.
28:58Na verdade, a fonte da informação do OITES está a mais de 3 km do ponto onde o voo 1404 saiu da pista.
29:14No caso de Denver, com todas as pistas, as residências, temos um pequeno problema de distância.
29:19O relatório do OITES, transmitido aos pilotos, é baseado em um sistema de medição de ventos de través no solo.
29:28Dezenas de sensores de ventos espalhados pelo aeroporto coletam leituras adicionais deles.
29:34Os controladores usam essas leituras para fornecer aos pilotos as informações dos ventos localizados.
29:40Continental 1404, ventos a 50 km por hora, a 50.
29:46O controlador deu a eles uma velocidade de vento de 50 km por hora.
29:50De onde veio essa leitura?
29:52Desse sensor aqui, no final da pista 34 à direita.
29:57Ele calcula a média da velocidade do vento e a envia a cada 10 segundos.
30:00Mas os sensores perto da pista não fornecem a velocidade de cada rajada registrada.
30:06Apenas uma média delas.
30:08Na média era de 50 km por hora.
30:11Não é o suficiente para arrastar um 737 de uma pista.
30:15Eu aposto que teve uma boa rajada de vento ali.
30:17Então os dados do sistema de ventos estavam colhendo informações a cada segundo,
30:23gerando uma leitura média de 10 em 10 segundos.
30:25Esse sistema não foi projetado para fornecer informações de rajadas de vento
30:30ou fenômenos de ventos de través.
30:33Os investigadores agora se perguntam se a proximidade com as montanhas rochosas
30:37que ficam a oeste do aeroporto, teve alguma influência nesse acidente.
30:42Quando há uma bela cordilheira leste-oeste, como as montanhas rochosas,
30:46uma cadeia montanhosa alta com uma inclinação íngreme do lado leste,
30:51isso normalmente faz os ventos descerem,
30:55aquecerem por compressão e depois subirem de novo.
30:58Isso cria um padrão de onda.
31:01E aí começamos a investigar as condições dos ventos
31:04e determinamos em que condições as ondas dos ventos fortes que vinham das montanhas estavam.
31:10Esses padrões de ventos harmônicos saindo das montanhas rochosas
31:13podem criar rajadas fortes,
31:15que podem ser sentidas a centenas de quilômetros das montanhas
31:18e podem criar condições perigosas para os pilotos.
31:21Nós sabíamos que não seria o suficiente só responder
31:26quais eram as condições climáticas ocorrendo no momento do acidente.
31:35Precisamos mais do que as médias.
31:38Os investigadores precisam confirmar se uma rajada de vento da montanha
31:41soprou no voo 1404 enquanto ele decolava na pista.
31:45Só uma análise segundo a segundo dos ventos pode dizer isso a eles.
31:51Centro-Americano de Pesquisa Atmosférica
31:53Então eles recrutam especialistas do Centro-Americano de Pesquisa Atmosférica
31:57para criar um modelo computacional dos ventos no momento exato do acidente,
32:02usando todos os dados de vento que eles têm.
32:06Nós também incluímos os dados dos ventos de través de baixa altitude.
32:10Uma coisa que não tínhamos feito antes.
32:13E usando esse modelo, chegamos a descobertas surpreendentes.
32:18Impressionante.
32:20E o modelo mostrou fortes ventos atingindo a superfície.
32:24Alguns desses ventos tinham mais de 74 quilômetros por hora.
32:29Todos associados às condições dos ventos das montanhas.
32:34As rajadas eram de mais de 74 quilômetros.
32:36Mas nenhum dos sensores do aeroporto relatou essas rajadas.
32:42Apenas a média a cada 10 segundos.
32:46E os pilotos não saberiam.
32:48Os investigadores estão chegando perto de resolver o mistério do voo 1404.
32:53Mas ainda há uma coisa que eles não sabem.
32:55Qual foi a força da rajada que atingiu o avião?
32:57Abortar!
32:59Abortar!
33:03Certo.
33:04O que é preciso para tirar um avião de 53 toneladas daquela pista?
33:08Os investigadores estão determinados a descobrir o que tirou o voo 1404 da pista.
33:15Agora meio que voltamos um pouco e nos perguntamos...
33:17Que tipo de vento estava afetando exatamente aquela aeronave?
33:20A resposta está aqui em algum lugar.
33:23Eles executam centenas de simulações de computador.
33:27Usando várias velocidades de rajadas de vento possíveis...
33:30Em um esforço para replicar o trajeto verdadeiro do 1404.
33:34Essas simulações não são um desenho de um avião em 3D.
33:37São linhas sinuosas e números em um gráfico.
33:42Nossos engenheiros de desempenho tiveram que pegar o modelo aerodinâmico daquele avião.
33:46E tirar o vento dele.
33:48E isso é um processo muito demorado.
33:52Obrigado.
33:57Eles conseguiram.
34:00São 83 quilômetros por hora.
34:03Os cálculos revelam várias rajadas muito mais fortes...
34:06Que os ventos de 50 quilômetros por hora relatados aos pilotos.
34:10Algumas chegavam a 45 nós.
34:13Ou seja, 83 quilômetros por hora.
34:16Estava tudo bem com o vento...
34:18Até eles chegarem aqui...
34:22E daí...
34:23Pá!
34:24Eles são atingidos com uma rajada de 83 quilômetros por hora.
34:28Pode ser que seja isso.
34:30Como podemos concluir que é uma coisa tão simples como uma saída da pista...
34:33Por causa dos ventos de travessa.
34:36Uma rajada de vento.
34:38Só isso?
34:39Um piloto com milhares de horas de experiência...
34:42Ex-aviador naval...
34:43Há muito tempo trabalhando para a companhia aérea...
34:45E o que estava acontecendo ali?
34:47Como aquilo ocorreu?
34:50Agora, Bill English se pergunta...
34:52Um piloto experiente como o comandante Butler...
34:55Teria conseguido manter o avião sob controle?
34:57Até um disso não é uma experiência normal para pilotos de linhas aéreas.
35:02E...
35:03Para responder a essa pergunta...
35:04Tivemos que na verdade obter dados operacionais.
35:08Ô Bill...
35:09Você não vai acreditar nisso.
35:12A agência americana revê os dados de todas as decolagens de 737...
35:16Que eles conseguem encontrar.
35:18É uma coisa só.
35:19Se for...
35:23Eles descobriram que de 250 mil decolagens...
35:27Apenas 4 737...
35:28Passaram por ventos fortes de mais de 55 km por hora.
35:34Isso é muito menos do que a rajada de 83 km por hora...
35:37Que os pilotos do voo 1404 enfrentaram.
35:41As chances de um piloto encontrar esse vento de travessa...
35:45Ainda para garantir que eles vão encontrar com na carreira deles...
35:48Como pilotos comerciais.
35:50Talvez eles encontrem uma vez.
35:52Está certo.
35:54Vamos ver como ele enfrentou isso.
35:56Com essa nova informação sobre a velocidade do vento...
35:59Os investigadores agora dão uma segunda olhada...
36:01Nas ações do comandante.
36:03Ok, então...
36:04Vamos adicionar as rajadas nas vezes que o comandante usou o leme.
36:09Aqui...
36:11Ele é atingido por uma pequena rajada.
36:15Usa o leme direito.
36:16E isso funciona para ele.
36:20Depois vem a rajada forte e o leme direito de novo...
36:23Mas não é o suficiente para estabilizar o avião.
36:27Na segunda vez...
36:28O vento é tão forte...
36:29Que o leme não traz imediatamente o avião de volta ao curso.
36:33O comandante presume que seu leme parou de funcionar.
36:36Droga!
36:37Na segunda vez...
36:38Ele foi atingido por uma rajada de vento de mais de 80 km por hora...
36:41Quase diretamente do lado esquerdo do avião.
36:43E isso efetivamente cancelou o efeito do leme.
36:48O que ele precisava era usar de novo o leme.
36:50Mas ao invés disso...
36:51Ele tirou o pé do pedal...
36:53E o avião começou a se mover na direção errada.
36:58Abortar!
36:59Abortar!
36:59Decolar com ventos de travesso...
37:08Faz parte da rotina que os pilotos passam em simuladores de voo.
37:12Mas acontece que existem limites para esse treinamento.
37:17Descobrimos que o simulador, na verdade...
37:19Só começa a injetar valores de rajadas de vento...
37:23Depois que o avião já está a 15 metros acima do solo.
37:26Eles estavam treinando pilotos, mas os pilotos não estavam tendo a prática de compensar as rajadas no chão.
37:32E no mundo real...
37:33A mãe natureza pode querer pegar a pessoa.
37:36Nesse caso ela empurrou eles para fora da pista.
37:39Então quando o avião começou a virar para o lado errado da pista...
37:42E o comandante começou a entrar em pânico...
37:44Droga!
37:45Ele agiu de um jeito que não fugiu muito do óbvio.
37:50É o que uma pessoa faria se tentasse controlar um carro em uma curva na estrada.
37:54Mas se as condições foram tão severas...
37:58Os investigadores precisam saber como os pilotos do voo 1404...
38:02Acabaram nessa situação inevitável.
38:11Os investigadores da agência americana de segurança no transporte...
38:14Agora sabem que os pilotos do voo 1404...
38:17Estavam decolando em um vento de través...
38:19Pelo qual é provável que nunca tenham passado.
38:21Eles precisam saber agora por que ninguém contou a eles...
38:26Sobre as fortes rajadas daquele dia.
38:28Verificamos as leituras do vento no momento do acidente.
38:31Algumas rajadas atingiram mais de 50 km por hora.
38:35Se os controladores emitissem um vento mais forte...
38:38Ou o valor da rajada relatado por outros sensores...
38:40Isso teria feito diferença?
38:41Parece que temos um pouco de vento aí fora.
38:47Olha aquelas nuvens se movendo.
38:50Contineto 1404...
38:52Ventos a 50 km por hora...
38:55Os controladores têm um terminal de exibição digital...
38:58Que mostra até 7 leituras de vento diferentes.
39:02Uma é a velocidade do vento detectada pelo sensor mais ao final da pista.
39:06Essa é a velocidade dada à tripulação.
39:0850 km por hora.
39:09Mas ele também mostra a velocidade do vento detectada pelo sensor...
39:14Na parte próxima ao final da pista.
39:16Pouco antes do acidente...
39:17Ele havia relatado ventos de 65 km por hora...
39:20Com rajadas de 74.
39:22Por que você não relatou as rajadas de 74 km por hora para o piloto?
39:28Nós fornecemos aos pilotos apenas os ventos da pista de decolagem.
39:32Informam só se eles perguntarem?
39:35Isso.
39:35Esse é o procedimento operacional padrão.
39:42Ele estava seguindo a política que eles tinham.
39:45Procedimento operacional padrão?
39:48Mas, sabe...
39:48Parece ser um tipo de problema clássico de transparência de informação...
39:51Onde ela não estava sendo repassada...
39:53Devido à maneira como eles projetaram as coisas...
39:56E processaram o fluxo de informações na torre.
39:59Foi uma combinação de eventos...
40:04Que levou ao acidente do Continental 1404.
40:08Fiz o checklist pré-voo da aeronave.
40:10Quer que eu ligue?
40:10É a APU?
40:11Sim.
40:13Como as rajadas violentas foram tão localizadas...
40:16O avião não teria sido afetado...
40:17Se os pilotos tivessem adiado a decolagem...
40:20Ou solicitado uma pista diferente.
40:243-4 à direita.
40:253-4 à direita.
40:26Essa que queremos, não é?
40:27É.
40:28Eles observaram aquele Pitch 1900 decolar à frente dele sem incidentes.
40:32E isso tem uma grande influência na tomada de decisão do piloto.
40:35É um fenômeno conhecido como prova social.
40:38Se todo mundo está fazendo isso, então deve estar tudo bem.
40:40Continental 1404, ventos a 50 km por hora, a A-50.
40:47Vire à direita, em direção a 0-2-0.
40:50A pista 3-4 à direita, está liberada para decolagem.
40:54Os pilotos são informados de ventos de 50 km por hora.
40:58Bem menos do que eles logo enfrentariam.
41:01Ventos de através da esquerda, 50 km por hora.
41:05Havia informações disponíveis que teriam mudado o resultado...
41:08Se tivessem sido comunicadas à tripulação.
41:10Mas a forma como o sistema foi projetado para disseminar essa informação...
41:14Não permitiu que ela fosse transmitida.
41:20Se os pilotos estivessem cientes das condições dos ventos da montanha...
41:25Eles poderiam estar alertas para possíveis rajadas fortes.
41:31O avião poderia ser controlável mesmo naquela rajada forte.
41:35Isso se o leme fosse usado direito, acionado e não desligado.
41:39O leme poderia manter o avião na pista.
41:42Droga!
41:42Nesse caso, o piloto perdeu a associação entre...
41:46A forma que estava usando o leme e o que a aeronave fazia.
41:56Alerta geral.
41:57O acidente do 1404 da Continental Airlines foi significativo...
42:16Porque não se tratou apenas de um acidente normal de excursão de pista.
42:21Ele ocorreu devido à atividade dos ventos de montanha.
42:24Uma das principais recomendações que apresentamos foi que a agência de aviação estudasse isso.
42:31Os perigos dos ventos da montanha estão por aí.
42:34A mãe natureza está sempre presente e de vez em quando ela pode ser violenta.
42:39Agência Americana de Aviação.
42:41A agência americana de aviação criou um arquivo baseado nos ventos de través enfrentados por essa tripulação.
42:47E agora eles exigem que isso seja incluído nos programas de treinamento.
42:53Os investigadores também recomendam novas diretrizes para a agência americana de aviação.
42:58E exigem que os controladores de tráfego aéreo forneçam múltiplas fontes de informações sobre o vento aos pilotos.
43:07Quando começamos a falar sobre clima severo...
43:11Precisamos lembrar ao público que viaja que os atrasos nos aeroportos podem ser um pouco inconvenientes.
43:19Mas essas mudanças de clima são muito sérias.
43:23E são fatores ambientais que causam acidentes.
Comentários