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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revelou que a reunião com o governador Cláudio Castro (PL) sobre a megaoperação no Rio de Janeiro e no âmbito da ADPF das Favelas"terminou bem", segundo fontes próximas. O governador, por sua vez, afirmou que a ação respeitou todas as regras do STF. Reportagem: Janaína Camelo.

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Transcrição
00:00Agora, retomando a nossa conversa sobre a situação da segurança pública do estado do Rio de Janeiro,
00:04o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, se encontrou com o governador Cláudio Castro.
00:11E eu quero chamar a Janaína Camilo agora, que vai destacar o que saiu, o que rolou nessa conversa
00:16a partir de interlocutores, ou do que foi divulgado, então, depois dessa reunião a portas fechadas.
00:23Conta pra gente, Janaína, bem-vinda mais uma vez.
00:25Pois é, Evandro, olha só, quem acompanhou o ministro Alexandre de Moraes nessa reunião ontem no Rio de Janeiro,
00:34ele passou o dia em várias reuniões no Rio de Janeiro ontem, mas com relação especificamente a essa,
00:39com o governador Cláudio Castro, quem acompanhou disse que tudo aconteceu no clima tranquilo
00:45e de acordo com o que estava sendo esperado, nada além disso.
00:50Só relembrando que essa reunião, ela aconteceu realmente a portas fechadas, poucas pessoas ali,
00:54puderam entrar nesse encontro, foi só com o ministro Alexandre de Moraes, Cláudio Castro
01:01e toda a cúpula ali de segurança do Rio de Janeiro, aconteceu no Centro Integrado de Comando e Controle
01:08e não no Palácio da Guanabara, isso por decisão do governador Cláudio Castro,
01:12que ele quis ali mostrar a transparência do Comando de Segurança Pública do Rio de Janeiro
01:18ao ministro Alexandre de Moraes. Depois dessa reunião, eles fizeram uma visita técnica,
01:25ali o governador e o secretário de segurança do Rio e os demais secretários levaram o ministro Alexandre de Moraes
01:32para fazer uma visita ali nas instalações de monitoramento, de acompanhamento ali do Centro Integrado de Comando e Controle.
01:40E aí depois, em seguida, os dois foram almoçar, os dois governadores e o ministro da STF foram almoçar no Palácio da Guanabara
01:49e segundo ali, quem acompanhou, tudo aconteceu ali conforme já estava sendo previsto.
01:55Nenhum alarde e tudo, num clima bem tranquilo, segundo quem acompanhou ali o ministro Alexandre de Moraes nessa visita ontem.
02:03Agora, Evandro, só relembrando que à noite, dentro desse processo da DPF das favelas,
02:10ali o governo oficiou as respostas que tinham sido pedidas, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes
02:17sobre a mega-operação no Rio e nessas respostas ali, se o Rio de Janeiro realmente cumpriu as medidas
02:24conforme o que foi já determinado ali pela DPF das favelas para garantir uma menor letalidade nas operações do Rio,
02:31o governador Cláudio Castro respondeu que sim, que cumpriu todas essas medidas que foram estabelecidas
02:37incluindo o uso da força que teria sido ali segundo o governo proporcional, né?
02:43O que foi recebido ali por parte dos traficantes ali do Comando Vermelho
02:48foi essa resposta ali oficial do governo do Rio de Janeiro.
02:52Agora, aproveitando, Evandro, o ministro Alexandre de Moraes, hoje ele esteve no Senado, viu?
02:56Ele foi recebido numa agenda bem atípica, né? É muito difícil ali.
03:01O ministro, acho que foi a primeira vez, na verdade, na gestão de Davi Alcolumbre,
03:06na presidência do Senado, que ele visitou ali o presidente Davi Alcolumbre
03:10para falar sobre crime organizado, exatamente no dia em que foi instalada a CPI do crime organizado.
03:17E Davi Alcolumbre, inclusive, soltou uma nota dizendo o seguinte,
03:20que discutiu ali com a Alexandra de Moraes ações para o combate ao crime organizado,
03:25além do uso de tecnologias para o enfrentamento à criminalidade no Brasil.
03:29E disse que reafirmou ao ministro Alexandre de Moraes o compromisso do Congresso
03:33de contribuir de forma responsável e democrática com soluções legislativas
03:39para fortalecer a segurança pública e proteger a vida dos brasileiros.
03:43É o que foi dito ali em nota pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
03:47logo depois dessa visita.
03:49O ministro Alexandre de Moraes não conversou com jornalistas,
03:51e a gente conseguiu fazer algumas imagens ali, ele saiu bem rapidinho do gabinete de Davi Alcolumbre,
03:56mas saiu essa nota, então, do presidente do Senado,
03:59dizendo que os dois conversaram sobre crime organizado
04:02e em meio também à CPI que foi instalada hoje.
04:05Ivana.
04:06Muito obrigado, Janaína Camelo. Um abraço para você.
04:08O Fábio Piperno, você acha que esse é um momento, então,
04:11para o Supremo Tribunal Federal já participar também dessas discussões
04:14e, inclusive, garantir essa interlocução com os presidentes do Congresso Nacional,
04:19presidente do Senado, presidente da Câmara,
04:23para chegar a um caminho que traga uma proposta crível de segurança pública para o país?
04:30Não vejo sentido nesse tipo de conversa para se discutir,
04:35para se debater esse tipo de operação, por exemplo,
04:38e o que vai ser feito daqui para frente.
04:40Veja, eu acho que o governador, ele tem uma série de prerrogativas,
04:45os parlamentares também.
04:47Veja, Ivana, primeiro, em relação ao que aconteceu no Rio de Janeiro,
04:51a gente pode discutir até o fim da vida se a operação foi ou não bem executada,
04:55mas o fato é o seguinte, como é que vai ser a ocupação dessas regiões?
05:01Então, agora a gente sabe que há 120 e poucos criminosos a menos,
05:06mas como é que as autoridades vão ocupar essa região?
05:11Eu não vi nada em relação a isso ainda, ao dia seguinte.
05:15Outra coisa, há uma série de projetos, a gente falou disso há pouco,
05:20e eu quero saber se os deputados, se os parlamentares estão discutindo seriamente
05:25e de forma a acelere todos os projetos que já estão na Câmara,
05:30porque não adianta discutir, porque qual a relevância agora de,
05:35ah, vamos mudar o status dessa organização criminosa lá para o terrorista?
05:41Veja, o importante é aquela coisa lá do Deng Xiaoping,
05:46o importante não é a cor dos ratos, é que o gato caça os ratos,
05:51do gato, é que o gato caça os ratos.
05:54Então, o crime tem que ser asfixiado e caçado,
05:59e esses criminosos, eles têm que ser tirados de circulação.
06:04É isso que tem que ser feito, e tem um monte de projetos,
06:07e esses projetos estão tramitando de forma muito lenta.
06:11Fala, Gani.
06:12Olha só, Evandro, não é da esfera da Suprema Corte
06:17avaliar se a operação foi bem sucedida ou não,
06:21principalmente do ponto de vista operacional.
06:23Como é que a Suprema Corte poderia contribuir?
06:27E aí eu vou pegar uma carona aqui no comentário do Piperdo.
06:31Há uma percepção geral da população da esquerda à direita
06:35que as leis no Brasil são muito frágeis
06:38quando se trata de criminalidade,
06:41e a aplicação das leis também.
06:43Portanto, tem uma série de bandidos
06:47que chegam lá na audiência de custódia,
06:50há um entendimento,
06:51Ah, você é reincidente, não faça mais,
06:53aí ele vai lá e comete o crime novamente.
06:55Portanto, Evandro,
06:57como é que o Supremo poderia contribuir?
06:59Fazendo a jurisprudência.
07:02Ou seja, súmula vinculante,
07:03porque as decisões são de cima para baixo.
07:06O Supremo, ele influencia as demais esferas da justiça.
07:11Portanto, se ele mesmo aumentar o rigor
07:14no entendimento e da aplicação da lei,
07:17que isso vá sendo influenciado nas demais esferas da justiça.
07:21Como a gente viu numa decisão correta,
07:24diga-se de passagem,
07:25do ministro Gilmar Mendes,
07:26em relação à pejotização.
07:29Porque a justiça do trabalho ia numa direção
07:32sempre contrário à pejotização,
07:37a favor do trabalhador,
07:38contrário à pejotização.
07:40E o ministro Gilmar Mendes foi lá e falou,
07:42não, espera aí,
07:43a pejotização está correta.
07:46Então, poderia fazer o mesmo em relação
07:48à questão penal, Evandro.
07:50Bruno Musa,
07:52além da conversa com os presidentes
07:55ou com o presidente do Congresso Nacional,
07:57o ministro Alexandre de Moraes
07:58teve aquela reunião com o governador Cláudio Castro.
08:00E ali, alguns interlocutores disseram
08:03que houve momentos de tensão,
08:05mas que a reunião terminou bem,
08:06até porque o ministro fez questão
08:08de deixar claro que o governador e sua equipe
08:10apresentaram todos os dados
08:12de maneira bastante completa
08:14que foram solicitados pelo ministro Moraes.
08:18Mas você acha que o ministro Moraes
08:19deveria fazer parte desse momento da história,
08:24dessa camada da história
08:25envolvendo a segurança pública e a operação
08:27no Rio de Janeiro?
08:28Ele deveria estar ali?
08:29Veja, Evandro,
08:31independente do que eu acho,
08:33vamos responder primeiro o que eu acho.
08:35O que eu acho é, obviamente, que não,
08:36que ele não deveria fazer,
08:38mas muito mais importante do que eu acho
08:41é o que a Constituição acha.
08:43E o que me gera mais surpresa ainda,
08:46que se tornou normal no Brasil,
08:48é que não é competência do Supremo Tribunal Federal
08:51fazer isso ou do Alexandre de Moraes,
08:54o juiz da Suprema Corte.
08:55E a discussão sequer é
08:58por que ele assumiu a rédea disso.
09:01A discussão deveria ser por que ele?
09:03O que ele está fazendo lá?
09:04Não é competência dele,
09:05não cabe a ele fazer esse trabalho
09:08com relação à segurança pública.
09:10Pegar um avião, seja ele qual for,
09:12e lá presencialmente questionar o ministro,
09:15mandar ele guardar as provas.
09:16Não cabe ao ministro do Supremo Tribunal Federal,
09:20ou sequer ao Supremo Tribunal Federal,
09:22fazer esse tipo de ação.
09:23A discussão aqui não deveria ser
09:25se a reunião foi boa ou foi ruim,
09:26mas que não cabe a ele baseado na Constituição.
09:30E aí, o que me parece,
09:31é que hoje, por exemplo,
09:33foi noticiado que mais de 30 suspeitos
09:35foram presos na Bahia,
09:36Operação Policial contra o Comando Vermelho,
09:38que o suposto líder foi preso,
09:41e ninguém saiu ali machucado,
09:44morto, com um tiro.
09:45A narrativa está pronta.
09:46Ou seja, um Estado governado pelo PT
09:49há 20 anos,
09:50que tem os piores números no Brasil,
09:51a operação supostamente funcionou.
09:54Não saiu ninguém morto.
09:55Agora, um governo de direita,
09:58como é do Rio de Janeiro,
09:59ou a extrema direita,
10:00como adoram colocar,
10:02não.
10:02Ali foi a matança que o Lula tanto fala.
10:05Pronta a narrativa para eles dizerem.
10:07Ora, um governo de esquerda
10:08faz isso aqui muito bem.
10:10Só que, vale dizer,
10:11ali também teve uma atuação
10:12da Polícia Federal,
10:13e a gente sabe o que aconteceu
10:14no governo do Rio de Janeiro,
10:16que ele não teve a ajuda que ele pediu.
10:18A gente já viu,
10:18na entrevista do ministro Lewandowski,
10:20tirando de lado
10:21o chefe da Polícia Federal,
10:23porque ele falou demais ali,
10:24foi uma entrevista ao vivo,
10:26tanto quanto constrangedora,
10:27que vale a pena assistir.
10:30Portanto, não.
10:30Não caberia a ele.
10:32Mas num país onde
10:33nós invertemos por completo
10:35sequer a lógica
10:37do dia a dia da vida,
10:39mas também a Constituição,
10:40talvez isso possa ser normal.
10:41E aí
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