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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o governador Cláudio Castro (PL) se reúnem no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (03). A audiência, realizada no âmbito da ADPF das Favelas, serve para o governador prestar esclarecimentos sobre a megaoperação que resultou em 121 mortos. Reportagem: Janaína Camelo.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/0-bHJYFhm0Y

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Transcrição
00:00Quero começar contando pra vocês que o ministro Alexandre de Moraes e o governador Cláudio Castro se reuniram hoje no Rio de Janeiro.
00:06A audiência ocorre no âmbito da ADPF das favelas que monitora a letalidade policial ali no estado.
00:13Vamos então conversar com a Janaína Camelo pra saber se já há informações do que ficou acertado nesse encontro, se alguma coisa pode mudar.
00:21Bem-vinda, Jana. Boa tarde.
00:25Muito boa tarde pra você, viu, Evandro? Boa tarde pra todo mundo.
00:29Olha só, uma reunião que aconteceu...
00:31Bom, a gente tá sem o áudio aqui da Janaína Camelo, daqui a pouco a gente vai retomar e assim começamos a nossa segunda-feira no 3 em 1 com louvores e bênçãos pro negócio fluir.
00:40Mas vamos lá, eu quero saber de vocês sobre esse encontro.
00:43Houve ali uma, digamos, provocação da Procuradoria-Geral da República junto ao ministro Alexandre de Moraes pra entender se houve algum tipo de descumprimento do governador Cláudio Castro naquela operação nos complexos da Penha e do Alemão.
00:55Você entende que é papel do Supremo agora ficar de olho nesse caso, na operação promovida por um governador de estado, Alangani?
01:04Não, não é papel do Supremo, Evandro, a não ser que o Supremo tenha sido também escolhido como um órgão de segurança pública.
01:11Não é, na verdade é uma corte constitucional, aqui no Brasil é uma corte também criminal, mas não tem a competência necessária para julgar casos de segurança pública.
01:25Então eu vejo que não é da esfera da Suprema Corte.
01:29Fala, Bruno Mousa.
01:30Não tem mais muito o que falar, né? Ele foi muito claro e muito objetivo.
01:34Não é competência simples assim.
01:36Eles estão lá para supostamente serem aqueles que vão olhar pela Constituição, julgar aqueles casos que seriam pertinentes a ele,
01:45que hoje já não sabemos mais o que é do STF, afinal de contas ele absorve absolutamente tudo,
01:50mas segurança pública definitivamente não é o caso. Portanto, não.
01:54Vamos voltar agora a falar então com a Janaína Camelo, que está com o áudio já restabelecido e vai trazer os detalhes pra gente.
01:59Conta aí, minha amiga, pra depois eu seguir aqui com o nosso debate.
02:04Vamos lá, Evandro.
02:05Pois é, foi uma reunião que durou mais ou menos duas horas, tá?
02:09Lá no Centro Integrado de Segurança do Rio de Janeiro, junto com toda a cúpula de segurança do Rio,
02:14inclusive o nosso repórter do Rio de Janeiro, Rodrigo Viga, estava por lá,
02:19descreveu que nem assessores puderam entrar nessa reunião, realmente foi completamente a portas fechadas,
02:26mas durou mais ou menos ali por volta de duas horas.
02:28Então, segundo ali o nosso repórter Rodrigo Viga, foram feitas várias perguntas por parte do ministro Alexandre de Moraes
02:35ao governador Cláudio Castro, ao secretário de Segurança também do Rio de Janeiro, Vitor Santos,
02:41e aí depois, inclusive, o governador e o ministro Alexandre de Moraes foram almoçar no Palácio da Guanabara.
02:49Então, só relembrando que é uma decisão do ministro Alexandre de Moraes,
02:53essa audiência com o governador, no âmbito da DPF das favelas, né?
02:56Como você disse, que estabeleceu várias regras ali para diminuir a letalidade nas operações policiais do Rio de Janeiro.
03:04E essa determinação atendeu especialmente a um pedido que foi acionado aqui ao STF,
03:09dentro desse processo da DPF 635, pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos.
03:14Então, o ministro, ele primeiro enviou um ofício ao governo do Rio de Janeiro com várias perguntas, né?
03:21Se, para saber se o governo nessa mega operação que deixou dezenas de mortos,
03:27aí atendeu a esses critérios da DPF.
03:29Então, ele pediu, por exemplo, que o governo do Rio apresente um relatório circunstanciado dessa operação,
03:35se teve ali o uso adequado da força, se foi definido previamente,
03:39se teve assistência às famílias também, das vítimas,
03:42também se houve preservação do local, que a gente já sabe que tem uma questão aí dentro dessa...
03:48Porque muitos dos corpos que foram encontrados ali na área de mata
03:52foram retirados pelos moradores ali do local, por familiares.
03:56Então, não houve, pelo menos ali, a preservação do local onde houve as mortes.
04:00Se houve uma comunicação imediata ali ao Ministério Público,
04:03se teve também a presença de corrigedoria das polícias,
04:07se teve o uso de câmaras de segurança nos uniformes dos policiais, nas viaturas.
04:12A gente já sabe também, inclusive, que o governo do Rio de Janeiro já avisou
04:16que nem toda a operação foi filmada por conta da bateria,
04:19por conta da longa duração dessa operação,
04:21e a bateria não foi suficiente ali dessas câmaras
04:24para que fosse registrado tudo até o final.
04:27Relembrando também, Evandro, que teve uma outra decisão do ministro Alexandre de Moraes de ontem,
04:32determinando também, intimando o governo do Rio de Janeiro
04:34para que preserve integralmente todo o material que foi colhido nessa investigação.
04:40Também atendendo ali a um pedido da Defensoria Pública da União,
04:44que disse que não teve, estava tendo dificuldades para ter acesso
04:49ali às perícias dos corpos, para ter acesso a esses materiais,
04:54a todo esse material que foi colhido até o momento dessa operação.
04:58E o ministro também, nessa mesma decisão de ontem, pedindo, determinando aí
05:02que tudo seja preservado, todo o material que foi colhido até o momento seja preservado,
05:07também determinou uma audiência com várias entidades de direitos humanos
05:11que vai acontecer aqui em Brasília, aqui no STF, na próxima quarta-feira.
05:16Agora o ministro Alexandre de Moraes, ele está numa audiência com o presidente do tribunal
05:20do Rio de Janeiro, ele vai passar o dia inteiro no Rio de Janeiro, tá, Evandro?
05:24Depois ele tem reunião com a Procuradoria, com o Ministério Público do Rio,
05:28depois com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro e também com o prefeito
05:32da cidade do Rio, Eduardo Paes, isso já no fim da tarde.
05:37Então ele vai ter uma leva ali de audiências, de reuniões com autoridades do Rio de Janeiro
05:41e essa audiência com Cláudio Castro foi a portas fechadas.
05:44O que deve acontecer?
05:45Deve vir algum andamento no processo da DPF das favelas por parte do Rio de Janeiro
05:51ali com toda a atualização do que foi respondido dentro dessa audiência com o ministro do STF.
05:58Evandro.
05:58Muito obrigado pelas informações, Janaína Camelo.
06:00Um abraço para você, ótimo trabalho por aí.
06:03Fábio Piperno, dentro da DPF das favelas não haveria necessidade do governador Cláudio Castro
06:07comunicar previamente esta operação, mas após a incursão há necessidade de comprovar
06:15vários fatores que são indicados ali pela DPF das favelas, inclusive sobre manutenção
06:22do local onde houve as mortes, a preservação desses espaços, os laudos que foram colhidos
06:28ali no Instituto Médico Legal.
06:30Você entende que esse é um passo importante para se entender como essa operação funcionou?
06:36Inclusive é bom ressaltar também, gente, que dentro dessas explicações há necessidade
06:41também de se colocar o porquê das mortes dos agentes de segurança, dos policiais do
06:49BOPE e também dos policiais civis, né?
06:52Porque que houve também a morte de quatro integrantes dessas forças numa operação, porque
06:59esse número é muito relevante quando falamos sobre operações policiais.
07:06Fala, Piperno.
07:06Claro, morreram quatro agentes de segurança, pessoas que estavam trabalhando em defesa da
07:12sociedade e um deles, inclusive, um rapaz que tinha 40 dias de corporação, de serviço.
07:19Então, há também um questionamento sobre se alguém com apenas 40 dias de atividade,
07:26nessa atividade tão difícil, tão árdua, não seria alguém, digamos, de pouca experiência
07:33para uma operação, para fazer parte de uma operação desse porte.
07:38Então, esse questionamento existe e ele é legítimo.
07:42É importante que se questione isso.
07:44Sobre a conversa entre as duas autoridades, o ministro Moraes e também o governador Cláudio
07:51Castro, veja, eu não acho que tenha que haver uma intervenção direta do STF em medidas
07:58operacionais da polícia, seja ela do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado.
08:03Mas, no caso do Rio de Janeiro, como existe lá a questão da ADPF das favelas e o STF foi
08:11provocado em relação a isso, é também dever do STF fazer os questionamentos.
08:17Agora, isso não significa nenhum tipo de condenação prévia.
08:23Fala, o Zé Maria Trindade já está conosco também?
08:26Ainda não?
08:26Daqui a pouco a gente vai chamar o Zé Maria Trindade.
08:28Mas eu quero só saber de vocês o seguinte, a reunião de Moraes com Cláudio Castro é
08:32positiva para o Rio de Janeiro?
08:34Sim, busca soluções conjuntas.
08:36Não atrapalha o combate ao crime.
08:38Ou não deve ter efeitos práticos.
08:40Participe da nossa enquete lá no YouTube que eu quero também trazer a sua opinião
08:43aqui para o nosso debate.
08:45Há ainda nessa agenda do ministro Alexandre de Moraes um encontro com o prefeito da cidade,
08:49Eduardo Paes, porque houve também um impacto grande ali no Rio de Janeiro.
08:53Agora, Alangani, como que você entende que devam ser os passos daqui para frente?
08:59E você também reconhece que houve um cuidado, digamos, do governo do estado do Rio de Janeiro
09:04em oferecer e elencar tudo aquilo que hoje é exigido na ADPF das favelas?
09:10Eu vejo que sim.
09:11Porque, veja, Evandro, o que aconteceu ali foi um confronto.
09:15Eu não consigo enxergar de uma maneira diferente.
09:18Quer dizer, a polícia foi lá, foi cumprir um mandado de segurança, foi atrás de um traficante,
09:24chegou lá, ela foi recebida, não há balas, ela foi recebida a granadas,
09:29ela foi recebida com drones, ela foi recebida, inclusive, pegando pessoas inocentes como escudos humanos
09:35e atirando, né, para a polícia não avançar, uma chantagem, isso é um ato terrorista.
09:41Então, o que a polícia poderia fazer de diferente?
09:46Sacar o direito de propriedade e falar assim, ei, narcoterroristas, vem cá,
09:50vocês não têm o direito de fazer isso com a gente?
09:53É claro que não.
09:54Não tinha outra maneira.
09:56É uma situação de guerra.
09:58Me parece que tecnocratas, burocratas, políticos, eles estão se distanciando da realidade.
10:04Como é que é o dia a dia mesmo de uma operação policial militar?
10:09Não à toa, a população que vive esse drama, majoritariamente, 80%, um pouco mais,
10:15apoiou a iniciativa da polícia.
10:18Pois é, houve um aumento do apoio e, inclusive, do aumento da popularidade da polícia.
10:24Isso foi trazido na pesquisa Quest, já já a gente vai se aprofundar nesses dados,
10:28mas a população passou a reconhecer melhor o trabalho da polícia militar depois desta operação.
10:33Agora, o que há de cobrança em cima do governo do estado do Rio de Janeiro, Bruno Moussa,
10:37é de que essas identificações das 120 pessoas mortas nessa operação
10:43realmente deem conta de que se tratavam de integrantes do crime organizado
10:49e não de possíveis pessoas ou moradores da comunidade
10:52que tenham sido atingidos também por conta da força policial.
10:56Vamos lá, tem uma pergunta que é fácil de serem feitas.
10:59Grande parte delas foram encontradas ali na mato, né?
11:02Algum trabalhador está às quatro da manhã no meio do mato?
11:05Alguém aqui já esteve?
11:07Acho que não, né?
11:08Acho que não tem muito sentido isso.
11:09Às quatro da manhã, no meio da favela, no meio da semana, dentro do mato.
11:14Me parece meio estranho.
11:15Tem um editorial hoje do Estadão, Evandro, que fala muito bem isso,
11:18do distanciamento que o Alan comentou agora,
11:21do que eles consideram, palavras do próprio editorial do Estadão,
11:26vale a pena ler esse distanciamento,
11:28do que eles consideram do progressismo da Zona Sul
11:32ou do progressismo de bairros nobres em capitais do Brasil
11:36versus a realidade de quem sobe o morro dia a dia
11:40e pega ônibus todos os dias.
11:42E esses são as verdadeiras vítimas
11:45de um sequestro territorial que esses narcoterroristas fazem.
11:51Vocês viram as imagens no final de semana agora
11:54no estado do Ceará,
11:55onde eles expulsaram moradores das suas próprias casas
11:59com crianças saindo.
12:00Tem imagens disponíveis que aconteceu nesse final de semana.
12:03Ou mais, um prefeito numa cidade no México
12:06que pediu para a presidente Cláudia Schembaum
12:08trazer as forças de segurança
12:10porque o cartel estava ameaçando
12:12e num evento de Halloween ele foi assassinado em festa
12:15à praça pública.
12:16Ou seja, imagina você ser convidado
12:19para ser um júri popular
12:20de um desses líderes dessas facções.
12:23Alguém teria coragem de ir?
12:25O trabalho que o Castro está fazendo agora no Rio de Janeiro
12:28é um trabalho que ele não tem volta.
12:31Ou seja, ele peitar o crime organizado
12:33para essas 120 pessoas que estavam lá dentro da mata,
12:36repito, trabalhadores não vão às quatro da mata
12:39porque tem que trabalhar no dia seguinte,
12:40o trabalho que ele está fazendo,
12:42quantos de nós teríamos coragem de fazer isso?
12:45Deixando nossos filhos em casa.
12:47Como é que depois você vai sair na rua
12:49se você enfrentou o crime organizado de verdade?
12:51E repito, a gente viu na pesquisa da semana passada,
12:55os moradores de favela, mais de 80% apoiaram.
12:58Ao passo que muitos da mídia
13:00ou muitos ali acadêmicos de dentro de universidades,
13:04dentro do seu ar-condicionado
13:06ou dos seus condomínios blindados,
13:08é contra a operação.
13:09Eu prefiro ouvir quem mora lá dentro.
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