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Uma pesquisa segundo AtlasIntel revela que 55,2% da população aprova a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortos. Além disso, 55,9% dos entrevistados são a favor de que mais ações como essa sejam realizadas. Os comentaristas analisaram vários índices divulgados no levantamento.

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Transcrição
00:00Eu quero até trazer para vocês também, para a gente incrementar o nosso debate, um pouco do que pensa a população brasileira em relação a essa mega-operação.
00:07O Instituto Atlas Intel fez uma pesquisa e aqui a gente tem um resultado da aprovação da mega-operação.
00:1355% das pessoas ouvidas por essa pesquisa disseram que aprovam sim a maneira como a polícia e também o governo do estado do Rio de Janeiro atuaram ali nos complexos do Alemão e da Penha.
00:2642,3% desaprovam e aqueles que não sabem são 2,5%.
00:34Bruno Musa, o que esse resultado indica para você sobre a opinião pública?
00:40Vai ficar bastante claro que eu estava lendo aqui a pesquisa inteira, inclusive ela é bem detalhada, tem perguntas extremamente interessantes.
00:48O resultado é muito legal de ser analisado como um todo, porque grande parte da pesquisa ele vai dividindo entre moradores do Rio de Janeiro,
00:55restante do Brasil e dentre moradores do Rio de Janeiro e do Brasil, quem são moradores de favela e moradores fora da favela.
01:03Então quando a pergunta é o que vocês acharam dessa operação, os moradores de favela aprovam com 80%.
01:11Moradores de favela fora do Rio de Janeiro também, 77, 78, alguma coisa assim.
01:15Quem é fora da favela, o que a gente comenta aqui, que não conhece aquele dia a dia, não vive o dia a dia que o Viga comentou agora aqui há pouco,
01:23de bater na porta e falar, amigão, sai que agora a casa é tua, não pagou a mensalidade ou a semanada aqui do teu comércio?
01:30Tchau, tchau, pode sair fora que agora o comércio é meu.
01:33As pessoas, nós de fora da favela, realmente opinamos, bom, de uma outra maneira,
01:39mas esse percentual foi muito pequeno da diferença entre eles, ou seja, moradores de favela,
01:44seja no Brasil ou no Rio de Janeiro, apoiando amplamente, 80% não é brincadeira, hein?
01:49Apoiando amplamente a operação e os de fora já não.
01:53Quando a gente vai fazendo mais a fundo nessa pesquisa, em tudo que foi perguntado,
01:59a gente vê dados interessantes.
02:01Por exemplo, brasileiros que têm mudado os hábitos diariamente por conta do medo.
02:06grande parte diz que mudou de alguma forma.
02:09Brasileiros que visualizaram, perceberam, vivenciaram algum tipo de roubo nos últimos três meses.
02:15A ampla maioria também diz que sim.
02:17Então são dados importantes e termina em uma delas falando,
02:21você acha que esse tipo de operação está sendo conduzida de maneira correta
02:26ou deve se repetir por outros locais?
02:28Também a ampla maioria de moradores de favela dizem que sim.
02:32Então acho que a gente precisa ouvir quem vive isso no dia a dia também.
02:35Inclusive eu quero trazer um pouco também da repercussão em relação à atuação política
02:41do governo federal depois dessa operação.
02:43Atlas Intel também ouviu.
02:44A aprovação, avaliação do nível de violência na operação.
02:48Ah, tem essa aqui também, além da questão relacionada ao governo federal.
02:51E aí a pessoa respondesse se ela acha que foi adequado ou excessivo.
02:55E aqui mais uma vez, mais de 50% dos ouvidos disseram que o nível de violência na operação
03:01foi adequado.
03:03O 45,8% e é um número bastante parecido com a tabela anterior,
03:09diz que foi excessivo.
03:10E 1,6% dizem que não sabem.
03:13Ô Fábio Piperno, como é que você olha para esses dados e entende a maneira como as pessoas
03:19compreendem então a atuação da polícia no caso das comunidades?
03:23Não, aí tem uma questão que o Bruno acho que abordou muito bem, que a percepção de
03:28quem está lá, de quem está no centro, enfim, dessas ações, ela é obviamente diferente
03:35da percepção da maior parte do público que obviamente está muito distante disso.
03:41Então o dia a dia dessas pessoas é muito atormentado por esse ambiente violento.
03:47Imagina, por exemplo, o cidadão está chegando em casa, trabalhando, enfim, não vai longe.
03:53De pelo menos de um mês para cá, de menos de um mês para cá, eu, o Bruno, a esposa
04:00do Bruno e a Márcia Dantas, fomos alvos ou vítimas de ações violentas.
04:07O meu foi, enfim, uma tentativa de roubo lá por meio do cartão, um golpe.
04:14Então, vejam só, se aqui, aqui em São Paulo, né, está aqui na Avenida Paulista e tal,
04:22enfim, circulando por bairros bacanas e tal, já acontece isso.
04:27Imagina, por exemplo, a menina que está toda noite, estuda à noite, voltando para casa
04:33e subindo o morro lá.
04:35Com certeza.
04:36Então, a percepção dessas pessoas claramente é diferente.
04:40Eu quero contar também aqui, ó, que teve uma avaliação sobre a favorabilidade de mais
04:45operações.
04:46Quem apoia mais ações como as que aconteceram no Rio?
04:49E aqui já há um distanciamento entre os que são favoráveis e aqueles que não concordam.
04:54A favor, 55,9% contra 35,3% e os que não sabem, 8,8%.
04:59Alangani?
05:00Pois é, é a presença da polícia, é isso que a população está pedindo, né?
05:04E provavelmente, nesses a favor, tem gente aí de esquerda, né, porque quando deu ali
05:10os outros gráficos, era muito equilibrado, né, 55, 45, né, indicando até a polarização
05:15que a gente tem na sociedade, mas aí sobe bastante a favor.
05:18Ou seja, mesmo pessoas de outro espectro ideológico querem a presença da polícia.
05:23Eu vou pegar uma carona aqui no bom comentário que o Moza fez e eu concordo absolutamente com
05:28ele, né, se a gente fizer essa mesma pergunta para as pessoas que vivem o dia a dia, né,
05:36ali da favela, da violência e com riscos muito elevados, com certeza, né, não sei se tem
05:41o Evandro, o a favor e contra das pessoas que vivem na favela, fatalmente esses números
05:47sobem exponencialmente assim como nas outras perguntas.
05:52Então isso mostra que muitas vezes essas pessoas que estão ali em contato com a violência
05:57diária, não adianta muito esse discurso aí de direitos humanos da Suécia quando elas
06:03estão vivendo numa verdadeira faixa de gás.
06:06Vamos dar uma olhada agora na avaliação sobre a atuação das autoridades.
06:10E aí, ó, avaliação dos líderes de governo na segurança pública.
06:14Presidente Lula, governadores e prefeitos.
06:16No caso do presidente Lula, a maioria, 50%, avaliou a atuação nesse caso da segurança
06:22pública como ruim ou péssima, enquanto 19% entendem como regular e 31% como ótima ou boa.
06:31No caso do governador do estado, aí já fica um pouco mais equiparado, ó.
06:3735% entendem como ruim ou péssima, regular para 36% e ótima ou boa para 28%.
06:44E no caso do prefeito da cidade, 51% vem como regular, 24% como ruim ou péssima e ótima
06:53ou bom, 23%.
06:54Zé Maria Trindade, o que a gente percebe aqui é que a avaliação negativa, a maior avaliação
07:00negativa recaiu sobre o presidente da república.
07:04É, isso já era previsto, né, o governo está perdendo esse discurso, essa união de governadores
07:13aí deu um tom muito, assim, forte no sentido de que há mesmo uma missão do governo federal.
07:20Sempre há esse debate.
07:22E o governo federal sempre mostrou a constituição, dizendo, olha, essa questão da segurança pública
07:28é do governo.
07:30O que nós podemos fazer é dar recursos, né, oferecer meios e a polícia federal, que
07:37não atua no dia a dia.
07:39Mas isso nunca adiantou.
07:41Agora o governo apresentou uma PEC para assumir uma parte importante da segurança pública
07:47e aí os governadores não, há uma centralização e tal.
07:52Eu entendo que os governadores estão certos.
07:55A política de segurança pública deve ser aplicada pelo governador e pelo prefeito.
08:01Eu entendo que o prefeito tem que assumir uma parte importante na segurança pública
08:06porque ele sabe, conhece a cidade e imagina uma cidade pequena, o prefeito conhece todo mundo,
08:14sabe, exatamente, coordenar ali as forças municipais.
08:18Então essa deve ser a tendência.
08:19A gente vê claramente aí nessas pesquisas a de que há uma certa divisão, né,
08:26mas a maioria quer mesmo a polícia nas ruas, quer mesmo a operação, porque não aguenta mais.
08:33É muito complexo, é muito difícil você analisar a vida de alguém que mora numa área que
08:39é comandada pelo crime, que tem a sua própria constituição.
08:43Existem histórias, assim, de mulheres até que se enfeiam para não parecerem, vamos dizer, bonitas para o tráfico.
08:54Agora se imagina um casal que tem lá uma filha bonitinha e tal e tal e chega o traficante e nela é minha.
09:01Isso acontece e faz de conta que isso não acontece e no mundo deles lá isso é comum.
09:07Outra coisa é a atração que essa vida da Japinha e de outros, né, esse glamour se dá ao bandido,
09:18a atração que isso dá para o adolescente e que os pais tentam controlar.
09:23A maioria dos moradores dessas comunidades não é de bandido, não é de traficante.
09:30São pessoas que não têm onde morar, né, moram ali e ficam entre os dois mundos, né.
09:36De um lado quando vão trabalhar e quando voltam tem que submeter a esse mundo que é dominado pelos traficantes,
09:44aí pagam com silêncio, enfim, é uma vida muito difícil.
09:49E ninguém nesse debate todo está se preocupando com a população, se preocupa com os que morreram,
09:55com não sei o quê, com a polícia, mas é esse pessoal que mais sofre, que mora exatamente nessas áreas.
10:02E os bandidos precisam das famílias de mim que moram lá, porque se transformam em escudos.
10:08É, inclusive eu quero mostrar um pouco do quanto isso mexe com a percepção sobre a segurança pública
10:13e sobre a responsabilidade a respeito da segurança pública.
10:16Mas aqui a percepção é bem interessante e bastante correta também,
10:20porque 46%, mais de 46% entendem sim que é o governo do Estado que é responsável pela segurança pública,
10:26mas veja o quanto a falta de diálogo em relação a essa operação mexeu também com essa percepção aqui,
10:32de que a responsabilidade é igual entre os três governos, 41%.
10:37Na verdade, quando a pessoa diz isso, ela indica uma necessidade, uma vontade que ela tem
10:41de que os governos conversem mais e criem projetos que atendam a segurança pública
10:46e não joguem apenas a responsabilidade para o Estado como prevê a lei.
10:49A prefeitura recebe 10,7% das intenções das pessoas que entendem que ela é a única responsável.
10:56O governo federal, 1,7%, não sei, 0,1%.
11:00Isso aqui, né, Alangani, traz uma ideia muito interessante até, inclusive, do que precisa ser feito.
11:07Por mais que a gestão ou a autonomia seja do governo do Estado,
11:10está faltando uma responsabilidade compartilhada.
11:13Com certeza, né?
11:14E não só quando a gente fala, assim, do governo municipal, do governo estadual e do governo federal,
11:20que é a responsabilidade compartilhada.
11:22Por exemplo, a prefeitura pode melhorar a iluminação, isso tem um efeito,
11:27o guarda municipal, o governo do Estado com as ações policiais,
11:30o governo federal com controle nas fronteiras e também com o combate à lavagem de dinheiro.
11:38E eu colocaria mais elementos aí também, Evandro.
11:42Então, a gente falou dos três entes federativos na ordem do Poder Executivo,
11:47mas o Poder Legislativo, Congresso Nacional com endurecimento penal, aperfeiçoamento das leis
11:53e o Poder Judiciário com aplicação das leis também são fundamentais.
11:59Não é uma solução de governo, é uma solução de Estado que envolve várias instituições.
12:05E aí
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