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A Argentina anunciou que ativará um alerta em sua fronteira com o Brasil, em reação à megaoperação no Rio de Janeiro, que já soma mais de 120 mortos. Em Brasília, o presidente Lula (PT) reuniu ministros no Palácio do Planalto para discutir medidas e a repercussão da segurança no estado. Reportagem: André Anelli.

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Transcrição
00:00Inclusive falando sobre essa atuação que mexe com fronteiras e sobre o controle da Polícia Federal,
00:05quero trazer uma informação para vocês relacionada às autoridades argentinas,
00:08porque a ministra da Justiça argentina, Patrícia Burri, colocou e declarou hoje
00:13as facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas
00:20para que haja um controle maior das fronteiras entre Brasil e Argentina
00:26para que esses criminosos não tentem ultrapassar essa fronteira em busca de algum tipo de abrigo no território argentino.
00:33Fábio Piperno, como é que você avalia essa decisão, então, do governo argentino
00:38de declarar como, digamos, organização terrorista e aumentar o controle nessa área?
00:46Dizendo, inclusive, que já há homens, pessoas do Comando Vermelho e do PCC presas hoje no território argentino.
00:56Bom, que existam criminosos dessas organizações presas, eu não duvido até porque eles se espalham
01:01por quase toda a América do Sul, como criminosos também de outras organizações,
01:08vêm muitas vezes se afugentar aqui no Brasil.
01:13Os políticos, eles adoram, nesses momentos, fazer qualquer coisa para ganharem manchetes.
01:21O fundamental é o combate.
01:23O fundamental é golpear o crime e não exatamente fazer barulho, mudar a lei, dizer que vai fazer isso, que vai fazer aquilo.
01:34Por exemplo, aqui no Brasil, quando se fala em criar CPI para tratar de criminalidade, me dá calafrio.
01:40Porque eu posso, eu tenho como, enfim, passaria boa parte desse programa para falar de várias CPIs lá em Brasília e também no Rio de Janeiro,
01:52algumas aqui em São Paulo, que já trataram de criminalidade.
01:55Lá em Brasília, por exemplo, já houve uma CPI das milícias.
02:00E aliás, teve gente defendendo a atuação de miliciano naquele momento.
02:05Eu acho que a sociedade, ela tem que se mobilizar, mas ela também tem que tomar vergonha na cara.
02:12Agora é o momento também da gente mostrar para as pessoas que o assunto é muito sério.
02:20Porque eu me lembro aqui nesse programa, mais de uma vez lá atrás, foi no carnaval do ano passado,
02:27muita gente achou engraçado, por exemplo, o então presidente da Câmara,
02:31pegando um avião da presidência para desembarcar no Rio de Janeiro,
02:37para participar de um desfile de escola de samba ao lado de Anísio Abrão.
02:42Anísio Abrão quem é?
02:44Anísio Abrão é um notório contraventor que já foi preso várias vezes,
02:48acusado de muitos crimes, de conexões com milícias,
02:52mas, enfim, o poder aplaudiu.
02:54Políticos e pessoas da sociedade acharam normal aquilo.
02:58Como é que você vai normalizar um presidente de um dos poderes desse país
03:05sair do seu estado para brincá-la na avenida ao lado de um notório contraventor?
03:15Então, a sociedade tem que tomar vergonha na cara e ficar mais atenta em relação a isso também.
03:20Esse tipo de coisa é inadmissível.
03:21E se a gente continuar normalizando esse tipo de coisa,
03:27vai dar esse tipo de operação de ontem,
03:29porque é óbvio que o crime vai se robustecendo.
03:32Eu quero trazer mais uma informação,
03:34porque depois dessa onda, dessa mega operação no Rio de Janeiro,
03:37o governo se reuniu.
03:40O presidente Lula chegou da viagem à Malásia.
03:42Ele estava em viagem ontem, ficou incomunicável.
03:44A gente trouxe essa informação para vocês aqui.
03:46Depois, quando chegou, então se reuniu.
03:48Já houve uma reunião também iniciada ali pela própria ministra Gleisi Hoffman
03:52para tentar conter, digamos assim, as crises que foram instaladas
03:56após essa guerra de narrativas relacionadas à mega operação.
04:00E eu quero chamar agora o André Anelli
04:01para saber se foi tratada a possibilidade de implantar uma GLO no Rio.
04:07Anelli, conta aí, bem-vindo.
04:08Pelo menos por enquanto não, viu, Evandro?
04:13Muito boa tarde a você, boa tarde a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
04:17O presidente Lula, até o momento,
04:19vem resistindo à implantação de uma garantia da lei da ordem, GLO,
04:23porque continua achando não ser razoável, então,
04:26qualquer tipo de incursão, de subida das forças armadas
04:30em relação às comunidades ali do Rio de Janeiro,
04:33uma vez que aquelas localidades são muitas vezes ocupadas por pessoas honestas,
04:40trabalhadoras e que, infelizmente, acabam dividindo o cenário ali
04:44juntamente com traficantes de drogas, de armas e criminosos da mais alta periculosidade.
04:51Porém, esse posicionamento do presidente Lula pode mudar,
04:54porque, na manhã desta quarta-feira, o presidente Lula teve uma reunião
04:59com diversos membros do primeiro escalão do governo federal,
05:03a exemplo de Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça,
05:06também o vice-presidente-geral do Alckmin,
05:08ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, o MDIC,
05:12além dos ministros palacianos, como a gente costuma chamar,
05:16no caso, Glaze Hoffman, ministro das Relações Institucionais,
05:19Rui Costa, ministro da Casa Civil,
05:22e também Sidonio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social.
05:27Nessas reuniões, então, essa primeira, com a participação do presidente Lula
05:32depois que ele desembarcou da Ásia, chegou aqui ao Brasil por volta de nove da noite do dia de ontem,
05:39essa foi a primeira reunião que o presidente Lula participou,
05:41uma vez que ele, ao longo do dia de ontem, não conseguiu se reunir
05:47e nem mesmo participar de tudo aquilo que foi decidido pelo primeiro escalão,
05:51porque ele estava em deslocamento e o voo não tinha conexão de internet.
05:56A partir de agora, então, o governo federal vai avaliando algumas medidas que já foram anunciadas,
06:02como, por exemplo, a transferência de presos para presídios federais de segurança máxima
06:08e uma reunião que acontece ainda nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro,
06:13com a presença de Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça,
06:16e também de Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil.
06:20Por enquanto, governo monitorando toda essa questão que envolve principalmente a repercussão do dia de ontem,
06:27mais de 130 mortos no Rio de Janeiro.
06:30Evandro.
06:31Muito obrigado pelas informações, viu, André Anelli. Um abraço para você.
06:34Bruno Musa, relacionado à GLO, um dos argumentos do governo federal é de que,
06:39para que isso acontecesse, seria necessário um pedido do governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro.
06:45Embora, segundo a Constituição, não necessariamente o governo precise de um pedido,
06:51mas ele tem as duas opções.
06:52Acata um pedido feito pelo governador do estado do Rio de Janeiro,
06:55ou ele mesmo determina que haja a implementação de uma garantia de lei e ordem no estado do Rio
07:01diante do problema criado em torno da segurança pública naquele estado.
07:07Eu quero saber de você, Bruno Musa, se você concorda que deveria haver uma operação mais robusta do governo federal
07:14e se, de certa forma, ele ainda se mantém distante do que, de fato, aflige o estado do Rio de Janeiro
07:22quando olhamos para a atuação das facções criminosas?
07:25Sim, Evandro, completamente distante, no meu entender.
07:30A gente viu há poucos dias uma fala completamente inadequada,
07:34por minimamente dizer isso, do presidente Lula, falando que os usuários, os traficantes, são vítimas dos usuários.
07:40A gente, depois ele tentou se desculpar, mas, enfim, a gente sabe como é que isso acontece.
07:46Basta você olhar ali uma série de deputados do PT ou do PSOL,
07:50como eles se posicionaram nas suas redes sociais a respeito do que aconteceu ontem,
07:55falando que é uma chacina do estado da polícia contra...
07:59Teve uma que colocou, Marina do MST, se não me engano,
08:03que é uma força contra pretos e pobres, palavras dela.
08:07Ou seja, é uma completa inversão de valores e esses são eles.
08:12É isso que eles, de fato, acreditam ou querem fazer com que as pessoas acreditem
08:16para eles continuarem o projeto de manipulação através de uma retórica bastante dura.
08:22e, infelizmente, num país onde quase 30% das pessoas, segundo o IBGE,
08:27são analfabetos funcionais, fica claro que muitos compram esse tipo de discurso.
08:32Ao longo das últimas décadas, eles foram mantidos à margem
08:35de poder ter incremento de questionar, conhecimento para questionar.
08:39Tudo isso me parece bastante óbvio no Brasil e entrega esse país hoje
08:43de joelhos às mãos do crime.
08:45Mas começo a ver importantes cenas ali, como disse o próprio Viga.
08:50Coisas diferentes, governadores ali mais à direita se alinhando
08:54e tentando ajudar de alguma maneira.
08:58Vale lembrar um ponto aqui que me veio à cabeça.
09:01O Fundo Eleitoral Brasileiro, Evandro, o fundão, que a gente sempre questiona aqui,
09:06está por volta de 5 bilhões de reais em 2024.
09:09Agora vai ter um incremento e tal.
09:10Vamos fazer uma correlação da ajuda indireta de Trump e a Argentina.
09:1520 bi de dólares dá mais de 100 bilhões de reais.
09:17100 bi de reais da ajuda de Trump versus 5 bi do fundão eleitoral.
09:22Ou seja, é 20 vezes maior.
09:24Onde eu vi, talvez, uma reflexão em cima disso.
09:2870% dos recursos públicos no Brasil estão concentrados em, basicamente, 4 partidos.
09:34Zé Maria pode confirmar aqui se tem algum exagero nesse número.
09:37E, obviamente, a gente sabe que ele faz parte do centrão,
09:42o que está dificultando muitas coisas do próprio PT.
09:45E, para fechar, colocaria a cereja do bolo aqui,
09:4765 do PIB nacional está sob governos estaduais de direita hoje,
09:52alinhados e articulados com as pautas defendidas por Trump,
09:56que injetou mais de 100 bi na Argentina,
09:58que acabou de colocar as guerrilhas aqui, as facções aqui,
10:02como narco-terroristas,
10:03que, infelizmente, cada vez mais a gente tem que depender do exterior
10:06para fazer o óbvio e, aqui dentro, a gente continua tendo complicações.
10:10Me parece que tudo isso pode ser um acelerador
10:13para que os governadores de direita, por fim,
10:16alinhem uma pauta e se unam contra a obviedade e a necessidade urgente
10:22que a economia começa a sufocar
10:24e a população de joelhos que não aguenta mais
10:27esse tipo de ideologia e esse tipo de governo defendendo o óbvio.
10:31Ou seja, que bandidos devem ser retirados do convívio social.
10:35O que o governo tenta fazer agora é uma pressão sobre o Congresso Nacional
10:39para que haja o andamento da PEC da Segurança Pública.
10:43Porém, a gente já mostrou para vocês que há uma divergência grande em relação a isso
10:46e há uma segunda operação do governo para tentar conter também
10:49essa crise provocada pelas narrativas e, principalmente,
10:52pelo fato do governador do Estado do Rio de Janeiro dizer que
10:55necessitou do governo federal e que não foi atendido.
10:59Olha, o pessoal da rádio está conosco agora,
11:01sejam muito bem-vindos, é muito bom ter vocês aqui.
11:03A gente fica unido em todas as plataformas para atualizar tudo que é importante nessa quarta-feira
11:07e a gente faz aqui uma edição bastante concentrada na mega operação realizada no Rio de Janeiro
11:13exatamente por conta das repercussões e consequências que ainda atingem o dia de hoje.
11:18E eu quero saber de você, Alangani, como é que você avalia a maneira como o governo está lidando
11:23com a situação depois que o presidente Lula voltou da Malásia
11:28e se a concentração maior hoje é em relação a um planejamento estratégico e pragmático
11:34ou mais para a contenção do discurso político?
11:37Ah, é muito mais para a contenção do discurso político.
11:40É claro que houve um dano de imagem ao governo federal.
11:44Por quê?
11:44Porque a operação foi bem-sucedida e foi bem-sucedida mérito exclusivamente do governo estadual.
11:53E o que ficou ainda pior para o governo federal foram as negativas constantes.
11:59Quer dizer, o governo estadual bateu na porta várias vezes do governo federal
12:03pedindo auxílio, pedindo recursos e teve negativas.
12:07E aí teve que agir sozinho numa operação muito bem-sucedida.
12:12Dependendo do lado que você olhe, no meu entendimento, muito bem-sucedida.
12:18Agora, é claro que o governo federal lida muito mal com a questão da segurança pública
12:23e é o calcanhar de Aquiles desde o início do governo.
12:27A PEC da Segurança, o Evandro, é uma PEC para inglês ver.
12:31Ela resolve problemas secundários.
12:35Ela não vai na raiz do problema.
12:37Ela parece uma discussão jurídica.
12:39Se a Polícia Federal deve atuar no campo estadual ou não, a quem pertence as forças policiais.
12:46Quando, na verdade, a criminalidade no Brasil, ela passa pela entrada ilegais de armas nas fronteiras,
12:53pela impunidade, ou seja, o prêmio para o bandido cometer o crime com baixo risco,
13:00e a corrupção porque entram celulares nos presídios.
13:06Essa é a grande questão brasileira e que em nenhum momento a PEC da Segurança aborda esses três pontos.
13:13Enquanto a gente não atacar os três pontos, fronteiras, corrupção e impunidade, a gente vai enxugar gelo.
13:20Fala, Piperno.
13:21Bom, a PEC da Segurança é muito boa.
13:24Se ela não tivesse sido aprovada, provavelmente o governo do Rio de Janeiro não teria esse discurso de que, puxa vida, ninguém ajudou.
13:32Porque a PEC da Segurança prevê muitos dos itens, muitos dos pontos que são reivindicados pelo governador,
13:39que ontem, aliás, disse que especificamente nessa operação ele não solicitou o apoio de ninguém,
13:48porque, nas outras vezes, outras duas vezes, ele não foi atendido na questão dos blindados.
13:56E eu insisto muito nisso.
13:58Será que as forças federais, elas poderiam ajudar somente na questão de blindados?
14:06Será que o governador só tinha isso para pedir?
14:08Mas é óbvio que isso fica, essa discussão política agora é o menos importante.
14:15Eu disse na intervenção anterior que eu poderia, por exemplo, citar uma série de CPIs e de operações,
14:23de declarações que foram dadas ao longo dos anos e dos tempos por políticos de diversas batizes,
14:30como aconteceu agora com o presidente da República, que deu uma declaração infeliz,
14:34que usou mal as palavras e minutos depois ele escreveu a mensagem reconhecendo o erro.
14:40É muito diferente, por exemplo, de algo que eu li, por exemplo, em um pronunciamento na CPI das milícias,
14:55lá atrás, em 2018, quando, por exemplo, o então deputado federal, Jair Bolsonaro,
15:03eu tenho um texto aqui, que eu já até cheguei a publicar em redes sociais uma vez,
15:07diz textualmente o seguinte, querem simplesmente criminalizar as milícias.
15:14Aí ele vai lá e explica que as milícias são compostas até por bombeiros que recebem R$ 850 por mês,
15:22e aí aborda até a questão de venda de botijões de gás e tal, não sei o quê.
15:28Então, naquele momento, se normalizava esse tipo de coisa, até porque lá atrás houve uma fase na história lá do Rio de Janeiro
15:37que muita gente defendia que milícia fosse uma coisa boa, né?
15:42Houve, por exemplo, a condecoração ao miliciano Adriano da Nóbrega.
15:49Procure aí quem foi que recomendou essa condecoração e quais foram as autoridades que foram visitá-lo num presídio lá do Rio de Janeiro.
15:58Então, a normalização lá de trás, ela também resulta nesse estado de coisa que a gente está vendo agora.
16:05E é fundamental o seguinte, houve uma operação rigorosa, custosa, uma operação que tombou muitas vidas ontem,
16:13mas e o dia seguinte?
16:15As forças de segurança, elas vão ficar lá porque essas comunidades, elas vão continuar morando lá,
16:20e elas vão continuar expostas ao crime ou o estado, seja federal, seja estadual ou municipal,
16:27de alguma forma vai ao amparo delas.
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