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Moradores das regiões atingidas pela megaoperação do Rio de Janeiro, como o Complexo da Penha e do Alemão, fizeram uma manifestação pacífica de motociclistas. O protesto ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, e os funcionários do prédio foram liberados por prevenção. Reportagem: Rodrigo Viga.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/6W5nwZYogtY

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Transcrição
00:00No dia seguinte, inclusive, tem também manifestação em frente ao Palácio do Gunabara.
00:04Vamos conversar com o nosso Rodrigo Viga, que está lá e vai trazer mais detalhes pra gente agora.
00:08Os servidores públicos tiveram de ser dispensados?
00:12Rodrigo Viga.
00:14É isso, filho. Vamos com o pessoal agora, né, porque a gente está aqui em frente ao Palácio do Gunabara
00:18e está tendo uma interdição parcial aqui por conta de uma manifestação liderada por mototaxistas
00:24que em tese vieram do Complexo da Penha e também do Alemão na Zona Norte do Rio de Janeiro
00:30e passaram aqui em frente com uma manifestação pacífica por parte desses motociclistas, mototaxistas
00:36e reclamando das mortes, que chamam de um verdadeiro banho de sangue, segundo eles,
00:42aquilo que aconteceu na Penha e no Alemão ao longo desses últimos dois dias, terça e também quarta-feira.
00:50Os funcionários aqui do Palácio do Gunabara, que é a sede do bem do estado do Rio de Janeiro,
00:53foram liberados, foram dispensados por conta de toda essa movimentação.
00:57E aqui, aos poucos, o trânsito começa a ser liberado.
01:00Mas eu vou até dar um giro aqui, quebrar um pouco o protocolo, viu, meu cara,
01:03para mostrar como é que está aqui a porta do Palácio do Gunabara.
01:07Nós temos, ó, muita gente do lado de fora.
01:10Vou mexer mais um pouquinho aqui, viu, sim.
01:12E aí mostrar o que mais passou agora uma ambulância.
01:16Lá atrás, nós temos policiais militares, evidentemente...
01:21Temos ali a comunicação com o Rodrigo Viga.
01:25Daqui a pouco a gente vai tentar reconectar.
01:26Mas o que o Rodrigo Viga está contando para a gente, temos imagens aí para mostrar para vocês.
01:30E essas são imagens ao vivo, que mostram uma manifestação de motociclistas
01:35que, segundo o Rodrigo Viga, as informações até agora são de que eles vêm dessas regiões
01:40que foram atingidas pela operação, a mega-operação da polícia nesta terça-feira
01:45e que acaba, então, impedindo agora também o trabalho ali no Palácio do Gunabara,
01:50que faz com que os servidores tenham de ser dispensados
01:55e o serviço público fica interrompido.
01:58Há exemplos de várias outras situações que também acompanhamos no Rio de Janeiro,
02:01sobre interdições de ruas, sobre a dispensa também no próprio trabalho,
02:07trabalho, pessoas que não foram trabalhar nesta quarta-feira,
02:11porque houve uma dificuldade grande no deslocamento, principalmente em regiões mais próximas,
02:17onde houve a mega-operação da polícia, mas também por conta do medo de novos desdobramentos
02:24e de haver, digamos, um revide dos criminosos ou do grupo criminoso do Comando Vermelho
02:30diante de muitos de seus integrantes que acabaram morrendo nesta terça-feira
02:35depois que a Polícia Federal entrou para cumprir esses mandados de prisão
02:39ali naquela região, Alangane.
02:41Olha só, Evandro, a gente vê, na verdade, os direitos fundamentais do cidadão do Rio de Janeiro
02:46sendo diluídos, né?
02:49Porque é o direito de ir e vir, o direito ao trabalho, o direito à segurança pública.
02:56Então, veja, o que aconteceu no Rio de Janeiro tem efeitos posteriores, né?
03:03E, infelizmente, no Brasil, muitas vezes a gente, aqui no calor da emoção,
03:08isso vira relevante, a gente discute, não, agora vai, vamos tomar uma solução,
03:13uma solução de médio e longo prazo.
03:15E, de repente, já vem uma outra notícia, semana que vem, já vem lá o caso do Vinícius Júnior
03:20com não sei quem, com a Virgínia, e todo mundo esqueceu e fica por isso mesmo.
03:24Isso não pode ser esquecido, né?
03:27Isso tem que ser a prioridade nacional.
03:29Isso trouxe, além de prejuízos de vida, Evandro, trouxe também e traz prejuízos econômicos.
03:36Quantos comércios não foram fechados?
03:38Quando o crime organizado toma conta de uma determinada região, o comércio não abre,
03:43todo mundo fica com medo.
03:45A cidade fica sitiada.
03:47Então, a gente não pode esquecer, a gente tem que martelar neste tema,
03:52porque isso acontece hoje no Rio de Janeiro.
03:54Daqui a pouco vai ser exportado, assim como o PCC também foi exportado para outras capitais,
04:00esse tipo de ação dos criminosos vai ser exportado para as demais capitais brasileiras.
04:06José Maria Trindade, é muito difícil você pensar também numa volta à rotina
04:10depois de uma situação como essa.
04:11Vocês querem que chame alguém?
04:12Alguém está disposto?
04:13Ah, é?
04:15Tá, tá.
04:16Eu só vou passar aqui para o José Maria Trindade para a gente arrematar essa parte
04:19e para falar da DPF e das favelas também.
04:20Né, Zé?
04:21Você pensar num retorno à normalidade numa semana em que há uma operação tão contundente
04:28naquela região do Rio de Janeiro.
04:32Muito.
04:32Eu temo que isso seja rotina, né?
04:35De tempo sem tempos.
04:36Não dessa natureza, não dessa monta, vamos dizer, dessa proporção, mas isso já é natural.
04:44Existem as incursões, aí a polícia sai e a vida volta ao normal lá.
04:49O que eu chamo a atenção é que tem muita gente de bem morando em comunidades, né?
04:55Que a gente chama comunidade no Rio, mas aqui em Brasília chama-se invasão e em outros
05:01lugares favela.
05:03Então, essas pessoas sofrem muito com isso, porque desarruma ali uma situação que já
05:11estava mais ou menos ajeitada, né?
05:13E aí desarruma.
05:15E essa volta à normalidade, isso pressupõe, por exemplo, explicar por que faltou três
05:22dias ao trabalho, é a faculdade que não foi e assim por diante.
05:28Quer dizer, é um desacerto.
05:29As pessoas não moram em favelas, comunidades ou invasões porque querem.
05:35Moram porque não têm nenhuma outra opção.
05:38Eu quero insistir que o caminho é acabar com o domínio territorial.
05:45Isso parece tão óbvio.
05:46Quando eu vejo uma coisa óbvia demais, eu até desconfio das minhas ideias.
05:50Porque, veja bem, ter parte do território brasileiro, são partes, né?
05:55Que o poder público não entra e que as pessoas não têm acesso e que têm normas.
06:01E como o Rodrigo Viga falou, é verdade.
06:02Lá existem as leis, as leis próprias do local, como se fosse uma constituição deles, né?
06:09Então é preciso acabar com esse domínio territorial e isso seria voltar ao normal.
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