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Alexandre Pires, professor de relações internacionais e economia do Ibmec-SP, analisou as chances de avanço nas negociações entre Lula e Trump. Segundo ele, sem uma pauta bilateral definida, o Brasil chega fragilizado à mesa e o encontro pode ser breve e sem resultados concretos.

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Transcrição
00:00A gente conversa agora com Alexandre Pires, que é professor de Relações Internacionais e de Economia do IBMEC de São Paulo.
00:08Professor, boa noite. Seja muito bem-vindo ao Real Time.
00:11Desculpe.
00:12Boa noite, Marcelo.
00:13Confundi com o nome do jornal que eu apresento durante a semana.
00:16É o Plantão Times Brasil, que a gente está fazendo especialmente à noite, nesse sábado,
00:20para acompanhar o que está acontecendo lá na Ásia.
00:22Professor, primeira pergunta, qual é a sua expectativa caso aconteça de fato esse encontro entre Lula e Trump?
00:30A expectativa é que seja uma conversa mais amigável do que, de fato, um, digamos, um encontro bilateral à parte ali do encontro da Ásia.
00:42Por quê? Como está acontecendo no caso do encontro do Xi Jinping e do Trump na PEC ali na Coreia do Sul,
00:50que vai acontecer no final do mês.
00:53Ou seja, o Trump sai da Malásia, vai para o Japão e depois para a Coreia do Sul para encontrar o Xi Jinping.
01:01Antes de ontem, a diplomacia e os técnicos americanos e chineses estavam reunidos,
01:08costurando ali o que pode vir a ser tratado entre os dois.
01:11No caso do Brasil, nós não tivemos esse momento ainda, Marcelo.
01:15Ou seja, os nossos técnicos começaram algumas conversações,
01:19mas não estabeleceram aquilo que nós chamamos de mecanismo bilateral.
01:23Então, não há nada a ser assinado.
01:27É claro que pode ter algo surpreendente, como foi a escadaria das Nações Unidas,
01:32onde o Trump resolveu ali cumprimentar o presidente Lula.
01:37Pode ser que algo nos surpreenda, mas a grande surpresa seria conseguir algo claro
01:45com relação a essas tarifas de 40% que foram colocadas em julho.
01:50Mas isso você não consegue improvisar.
01:53É claro que talvez tivesse um milagre e houvesse uma suspensão do tarifácio,
01:58mas isso não vai ocorrer.
01:59Existem algumas etapas a serem cumpridas.
02:02Mas a minha dúvida maior não é nem o encontro do Trump e do Lula.
02:07A minha dúvida é a seguinte, as duas diplomacias vão, de fato, se encontrar?
02:12Ou seja, o Mauro Vieira, o Marco Rubio, os técnicos,
02:17eles vão se reunir na Malásia e tentar costurar algum tipo de termos de compromisso,
02:24de negociação e pauta?
02:25Nós temos que lembrar que não existe uma pauta ainda do governo brasileiro.
02:29O que existe é a pauta do presidente Trump, que foi endereçada ao presidente Lula na carta de julho.
02:36Ali tem os termos de negociação do Trump, os pontos que ele gostaria que o Brasil endereçasse e resolvesse.
02:42Agora nós temos que ver o lado brasileiro e parece que tudo isso está gatinhando
02:46e gatinhando a gente sabe que a tarifa já está aí funcionando e isso nos preocupa,
02:53ou seja, não tem suspensão.
02:54Então, no caso da China, ela conseguiu suspender a tarifa que pode voltar agora em 1º de novembro.
03:02Professor, tem um outro assunto espinhoso aí que pode estar na mesa entre Lula e Trump,
03:07que é a questão do poderio militar americano aqui já chegando bem próximo da América do Sul,
03:13com bastante tropas americanas aí na região do Caribe.
03:17Isso, claro, que incomoda o Brasil. O Brasil, historicamente, não gosta de ter uma presença militar forte americana na América do Sul,
03:25não gosta de ver isso, né?
03:26Porque também corre o risco de desestabilizar a região, de gerar um grande número de refugiados.
03:32Então, a gente imagina que o presidente Lula tem interesse em falar disso com o presidente Trump.
03:37A pergunta que fica é, será que o Trump está disposto a ouvir o que o presidente Lula tem a dizer sobre isso?
03:42É, nesse momento, eu acredito que não, né?
03:46Se colocar essa questão, provavelmente só vai encurtar a conversa.
03:52Ou seja, é a maior mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe.
03:57É uma decisão já tomada, calculada, de difícil reversão,
04:02sobretudo com um parceiro menor, que seria o Brasil.
04:05É claro que, como tudo pode ser conversado e falado, o presidente Lula pode colocar a sua preocupação.
04:13Mas eu acho que o foco principal do Brasil é entrar mesmo no radar das negociações bilaterais americanas
04:20e tentar equacionar o nosso problema.
04:22O Brasil está numa situação muito frágil nessa negociação.
04:26E quanto mais a pauta brasileira cresce, mais difícil fica chegar em qualquer coisa concreta, né, Marcelo?
04:34Nós não temos ali um pragmatismo.
04:38Claro que o presidente Lula, ele sempre joga para dois públicos, né?
04:43Esse público externo que ele pretende se colocar como um grande mediador internacional
04:47e o público interno.
04:49Então, nós não sabemos ali se vai ser feito isso.
04:52E um detalhe importante, caso o encontro aconteça, ele pode ser muito curto,
04:58frustrando todas as nossas expectativas.
05:01Tá certo.
05:02Professor Alexandre Pires, do IBMEC de São Paulo, muito obrigado pela sua participação e boa noite.
05:08Boa noite, Marcelo. Obrigado pelo convite.
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