No Check Up desta semana, o doutor e apresentador, Claudio Lottenberg, recebe o mastologista e oncologista Antônio Frasson. Entenda a importância da campanha Outubro Rosa, que visa a realização do exame diagnóstico do câncer de mama, além dos cuidados e prevenções necessárias com a doença.
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NotíciasTranscrição
00:00Outubro Rosa, câncer de mama. Você deve estar, assim como todas, preocupada no sentido de poder entender um pouco melhor a respeito de tudo isso.
00:12O câncer de mama é o tipo de câncer que mais atinge mulheres em todo o país.
00:18Atrás apenas de câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o INCA.
00:24A campanha Outubro Rosa acende um alerta para os cuidados e prevenções, além de promover a realização do exame diagnóstico mamografia, que ajuda na descoberta precoce.
00:35Para uma conversa sobre câncer de mama, o doutor Cláudio Lutenberg conversa com mastologista e oncologista Antônio Frasson.
00:43Entenda o que é o câncer de mama, quais os tratamentos e prevenções.
00:48Fique ligado, o CheckUp está no ar.
00:54Seja muito bem-vindo, doutor Frasson.
01:03Obrigado, Cláudio. É um prazer estar aqui.
01:04O câncer de mama, ele é o principal e mais frequente câncer na mulher?
01:09Sim, câncer de mama é a patologia oncológica mais frequente na mulher.
01:15Em muitos países, em alguns países, câncer de coluterino é mais prevalente, mas não é a realidade do Brasil.
01:21Aqui, nas mulheres, carcinoma de mama é mais frequente.
01:24E qual é o rastreamento que todas as pacientes devem fazer a partir de um certo momento de vida, para que possa ser detectado mais precocemente?
01:34Normalmente, o que nós procuramos, em primeiro lugar, Cláudio, identificar se a pessoa tem um risco familiar ou não.
01:42E aí nós dividimos o rastreamento de acordo com o risco.
01:45Por exemplo, quem tem mutação em BRCA1 tem uma chance de desenvolver câncer de mama até os 50 anos de 50%.
01:53Então, não adianta começar o rastreamento aos 40, como se faz normalmente.
01:59Depois de passar essa etapa de avaliação de risco, para pessoas sem risco familiar ou genético,
02:06o começo do rastreamento deve ser feito a partir dos 40 anos com mamografia,
02:11mas qualquer queixa mamária deve ser considerada independente da idade.
02:16Então, pessoas que têm, por exemplo, 30 anos e têm uma queixa mamária,
02:21isso não deve ser subestimado, porque o rastreamento começa aos 40.
02:25O que você chama de uma queixa mamária e o que falar sobre o autoexame?
02:30Dores, desconforto, observação de uma área nodular, abaulamento, alteração da forma, presença de secreção.
02:39São as queixas mamárias mais comuns.
02:42Então, se uma pessoa com 25 anos, por exemplo, refere que apareceu um nódulo de mama, ele tem que ser investigado.
02:48Nós observamos um aumento de incidência em mulheres mais jovens, especialmente em países em desenvolvimento.
02:56Então, aquela coisa da idade, a partir de 50 anos, câncer de mama é mais comum depois de 50.
03:02Nos países em desenvolvimento, e o Brasil é um deles,
03:05A incidência de câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos vem aumentando progressivamente.
03:12Então, qualquer queixa mamária, a partir de qualquer idade, a princípio, deve ser respeitada, deve ser considerada e deve ser investigada.
03:20Quando a gente fala de endometriose, nós sabemos que as questões de uma gravidez mais tardia,
03:25o uso mesmo de pílula anticoncepcional, isso tem uma interferência.
03:29Ao que você pode atribuir essa questão de observar, justamente no Brasil, uma incidência de câncer de mama mais precoce?
03:37Acho que houve uma série de mudanças comportamentais que influenciaram neste aumento de incidência em pessoas mais jovens.
03:43As pessoas, naturalmente, passaram a se alimentar muito mal.
03:48As pessoas estão ficando mais obesas.
03:51Há um aumento de incidência de pessoas mais obesas, alimentação super inadequada.
03:55O estilo de vida mudou muito em relação aos fatores de risco, especialmente aos fatores hormonais.
04:01As pessoas estão tendo filhos mais tarde, estão amamentando menos, estão tendo menos filhos.
04:07Fatores que eram considerados protetores em relação ao risco hormonal também modificaram muito.
04:14Não se sabe exatamente o que aconteceu, né, Cláudio, em relação a por que este aumento de incidência.
04:19Mas é uma soma de fatores comportamentais que provavelmente fez com que a incidência em mulheres mais jovens aumentasse.
04:26Agora, a gente tradicionalmente observa, você falou há pouco, da marca dos 40 anos.
04:33Paciente assintomática, sem queixa nenhuma, autoexame praticamente inocente e detectou uma imagem.
04:40Quais são os passos subsequentes no sentido de explorar isso?
04:43Então, a recomendação formal para quem é assintomático é começar com exames de imagem aos 40 com mamografia.
04:49Porque a mamografia é o único método capaz de fazer prevenção de câncer,
04:54porque identifica sinais antes que tenha um carcinoma de mama invasivo.
04:59Existem uma série de achados da mamografia, basicamente microcalcificações,
05:05deposições de sais de cálcio que só a mamografia é capaz de ver.
05:08A ressonância e o ultrassom só vêm numa fase mais avançada.
05:12E que muitas vezes são lesões precursoras, que antecipam o diagnóstico de um tumor.
05:17Então, aos 40 anos, começar com mamografia e, se precisar, complementar com ultrassom e com ressonância.
05:24Quando a gente olha uma mamografia, a gente procura basicamente quatro coisas.
05:29Se tem microcalcificações, se tem nódulos, distorções de parênquima, densidades assimétricas.
05:35E a partir daí começa a investigação.
05:37A investigação, além dos recursos de imagem, quando está indicado fazer uma biópsia?
05:43Toda vez que existir uma imagem que não é característicamente benigna.
05:48O que significa isso?
05:50Microcalcificações agrupadas, nódulos irregulares, densidades assimétricas.
05:56Você tem uma densidade numa mama e não tem na outra.
05:59Ou áreas de distorção de parênquima.
06:02E, nestes casos, está recomendado biopsiar.
06:06Porque nem toda alteração que aparece na mamografia é um tumor de mama.
06:10Muitas alterações são benignas, outras alterações são pré-malignas.
06:16E hoje não se opera absolutamente ninguém sem que a gente tenha um diagnóstico antes da cirurgia.
06:21Já acordo com o Instituto Nacional de Câncer, para cada ano do triênio de 2023 a 2025,
06:30a estimativa é de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil.
06:36Em 2024, mais de 4 milhões de mamografias foram realizadas.
06:41Ainda para cada ano deste triênio, a região sudeste possui o maior número de casos,
06:47registrando quase 40 mil e, em 2022, foi considerada a região com o maior número de mortes por câncer de mama.
06:57Por aquilo que eu acompanho, hoje, trabalhar com câncer de mama é uma coisa que exige uma sofisticação técnica por parte do profissional.
07:07Quando você olha para o Brasil, como está a capacidade de resolver a questão do câncer de mama?
07:13Eu acho que existe uma distribuição adequada de mamógrafos, acho que existe uma distribuição adequada de estruturas.
07:21É claro que a qualidade é muito importante e o quanto as equipes levam a sério também as queixas das mulheres e os achados é extremamente importante.
07:32Acho que a gente pode melhorar um pouquinho a questão da qualidade.
07:37Não é o número de mamógrafos que falta.
07:39O que falta muito é que as mulheres se disponham a procurar algo antes que apareça clinicamente.
07:47Se a gente fizer um levantamento sobre quantas mulheres no Brasil
07:50e que estaria recomendado fazer mamografia para diagnóstico precoce ou para rastreamento
07:55realmente fazem, este número é em torno de 12% das candidatas a fazer exame.
08:02Então existe ainda uma falta de conscientização muito grande por parte da maioria das mulheres
08:08em realmente buscar um diagnóstico precoce.
08:11A maioria das pessoas espera que apareça alguma coisa e se aparece nega,
08:17porque ainda existe um grande temor em relação ao câncer.
08:21As pessoas ainda não entenderam que fazer um diagnóstico precoce realmente é capaz de salvar a vida da pessoa.
08:27Não existe nenhuma tecnologia, não existe nenhum recurso técnico que seja mais eficaz do que um diagnóstico precoce.
08:37Certo. Agora, quando você hoje discute, você falou muito sobre genética,
08:42falou de exames de imagem, tudo isso gera dados.
08:47E aí a pergunta é que não pode deixar de existir.
08:50Juntando tudo isso, inteligência artificial, a gente conseguiria fazer screenings populacionais mais aperfeiçoados?
08:58Acho que a inteligência artificial veio para ficar em imagem da mama.
09:02É um recurso espetacular, fantástico.
09:05Ela ajuda a selecionar quem precisa investigar melhor.
09:09No Einstein, nós usamos inteligência artificial na radiologia, na mamografia, no ultrassom.
09:14De um modo geral, a primeira avaliação é por inteligência artificial e depois é que os radiologistas checam aquela imagem
09:23que foi suspeita por inteligência artificial para verificar se realmente tem que dar continuidade.
09:29E a correlação é extremamente grande, é extremamente elevada entre a imagem que a inteligência artificial considera como suspeita
09:38e o achado do radiologista.
09:39Então, eu estou convencido de que para, não só para a patologia, mas para a imagem também,
09:45inteligência artificial vai ser extremamente útil no futuro.
09:48E realmente, ela pode ser usada de uma forma remota.
09:51Não precisa ter uma equipe super especialista em todo lugar.
09:55Se a gente tiver um recurso de inteligência artificial disponível em muitos lugares,
10:00pode selecionar quem realmente precisa investigar.
10:03Falar sobre um caroço na mama, ele é mais simples no sentido de detectar.
10:07Caroço na axila, mal prognóstico, risco maior?
10:11Também é muito importante.
10:12Existe uma situação que a gente chama de carcinoma oculto de mama,
10:16que aparece normalmente com o achado de uma imagem na axila, um linfonodo alterado.
10:23Isso acontece em aproximadamente 3 a 4% dos casos de câncer de mama.
10:28E ele deve ser investigado.
10:30É claro que existem outras alterações que também dão aumento de volume de um linfonodo,
10:36de um gânglio linfático, que deve ser descartado.
10:39Infecções, doenças hematológicas.
10:42Mas câncer de mama é uma das hipóteses diagnósticas.
10:45O termo câncer já passou por inúmeras conotações.
10:48Já foi algo muito mais grave.
10:50Hoje a gente sabe que cada câncer é um tipo de câncer.
10:52O nódulo que você tira e que vem maligno, ele sempre é muito ruim ou tem o que fazer?
10:59E aquilo que você tira e é benigno, você pode simplesmente descartar ou tem que continuar acompanhando a paciente?
11:05Para as lesões tipicamente benignas, é um diagnóstico de benignidade que não vai modificar com o tempo.
11:12Se eu tenho fibroadenoma, 30% das mulheres têm fibroadenomas.
11:16É como você ter um névus cutâneo e é um nódulo de mama, é um tumor de mama, mas absolutamente benigno, risco zero de câncer de mama.
11:25Existem algumas alterações que são pré-malignas ou precursoras, as hiperplasias com atipia.
11:30E aí os tumores de mama, de um modo geral, eles são categorizados em três grandes grupos.
11:36Os tumores hormônio-dependentes, 70% dos tumores de mama, dos quais aproximadamente 70% são pouco agressivos e de evolução lenta.
11:48Os tumores que a gente chama de HER2, um tipo de tumor completamente diferente de câncer de mama,
11:53aproximadamente 20% dos casos e 10% de casos são tumores triplonegativos.
12:01São tumores que não dependem nem de uma proteína chamada HER2, que está na superfície da célula,
12:07estimulando a célula a crescer muito rápido, nem de hormônios.
12:11E esses são os tumores mais agressivos.
12:1410% dos tumores de mama têm um comportamento mais agressivo, independente do tamanho.
12:19Tem pacientes que você opera, você tira o câncer, está resolvido.
12:23Aí tem pacientes que precisam de químio, de radioterapia.
12:27O que é quimioterapia, o que é radioterapia?
12:30E nesses casos, pode haver necessidade ou se aplica imunoterapia?
12:36Vamos explicar o que é cada uma dessas coisas?
12:37Para cada tipo de câncer, existe um tratamento muito personalizado,
12:42que é o que a gente chama de medicina de precisão.
12:44Para pacientes que têm tumores hormônio-dependentes,
12:47a base do tratamento profilático, depois que o tumor é retirado, é a hormonioterapia.
12:53Para pacientes que têm tumores que crescem muito rápido,
12:57é que se usa quimioterapia.
12:59Porque o objetivo da cirurgia é remover a lesão.
13:02O objetivo da medicação é evitar que aquela pessoa tenha
13:06ou uma recorrência, um novo tumor, ou uma metástase.
13:11Quando eu uso remédio, eu quero que o remédio circule em todo o organismo,
13:15porque se alguma célula saiu do nódulo e está circulando por aí,
13:20com a intenção de se fixar em algum outro órgão,
13:24o objetivo da quimioterapia é destruir essas células.
13:27Então, a cirurgia não reduz o risco de metástase.
13:31A cirurgia retira o tumor.
13:32O que reduz o risco de metástase é o remédio,
13:36que pode ser hormonioterapia, para tumores hormônio-dependentes,
13:41terapia anti-HER2, que é absolutamente curável,
13:45é o maior desenvolvimento da oncologia mamária,
13:47para tumores HER2 superexpressos,
13:50e imunoterapia, associada à quimioterapia,
13:53para tumores triplonegativos.
13:56O papo de hoje é muito especial, porque é com a Ida.
14:00E eu vou perguntar, então, para ela,
14:02a primeira coisa, o que foi para você saber que você justamente tinha algo
14:08em torno de uma luta da sua vida, que sempre foi o câncer de mama?
14:12É, eu descobri o câncer de mama através de um exame de mamografia
14:16que eu fiz de rotina, que você nem sabia que eu fiz,
14:20porque era uma coisa, uma prática minha, natural.
14:23E aí eu tive o diagnóstico.
14:26Num primeiro momento, vem a negação.
14:28Não, isso não me pertence, isso não é comigo,
14:32mas, ao mesmo tempo, você está informando o seu cérebro
14:35que você não aceita que você vai lutar.
14:38Depois vem a aceitação, né?
14:41Você saber que você tem uma chance de cura,
14:47que você tem confiança na ciência, nos médicos, no tratamento.
14:52Então, é um mix feelings, né?
14:55De negar, lógico, é um processo de defesa mesmo que a gente tem,
15:00e depois de aceitar, aí você tem dois caminhos, né?
15:04Ou você luta ou você se entrega.
15:06Eu sou muito positiva e eu resolvi lutar.
15:09Agora, você lutou, superou.
15:11E o que você pode dizer para as pessoas em relação à importância de se prevenir
15:16no que diz respeito ao câncer, tanto para o homem quanto para a mulher?
15:20Faz toda a diferença. No meu caso, significou uma perspectiva de vida,
15:24porque eu fiz a detecção precoce.
15:2740% de alguns tipos de câncer, a maioria deles, eles são preveníveis.
15:32E se detectados precocemente, eles têm altos índices de cura.
15:36O que fez toda a diferença para mim, detectar precocemente e começar o tratamento de forma bem no início.
15:42Eu aconselho homens e mulheres a fazerem os seus...
15:46Primeiro, ter hábitos saudáveis, né?
15:49Que é alimentação saudável, prática de exercícios físicos,
15:53e que a gente nunca está livre de um diagnóstico desse, né?
15:57E depois, fazer os exames de prevenção e ser detectado precocemente,
16:02você tem esses altos índices de cura.
16:05Então, tanto o homem quanto a mulher, no caso do homem, fazer o exame de toque retal,
16:12a mulher a mamografia, porque dessa forma estão se prevenindo e têm uma longevidade maior.
16:17Ida, apesar de você viver perto de mim, você, tantos anos juntos, né?
16:22Você superou isso, eu acho que é algo que é muito mais difícil no sentido humano e da convivência
16:28do que do lado técnico.
16:30O que representou para você ultrapassar este momento?
16:34Bom, eu ainda estou em remissão, mas eu tenho a certeza que eu estou curada.
16:39Eu... Passar por esse processo é você repensar em todas as...
16:44Toda a tua trajetória até hoje, tudo que você fez,
16:48e garantir que você tem um futuro ainda pela frente,
16:54que você deve zelar por ele e lutar por ele,
16:57e ir atrás, realmente, da cura como a única opção,
17:02porque você só descobre que você é forte quando ser forte é a tua única opção.
17:07O apoio da família é fundamental, né?
17:11Porque é uma doença que não precisa ser solitária, ela nem deve ser solitária.
17:16É terapêutico você ter o apoio da família.
17:19Eu tive.
17:19Lógico, todos ficaram assustados, né?
17:23Você principalmente.
17:26Mas você, como médico também, que confia na ciência,
17:31teve um outro olhar para isso,
17:34assim como eu que trabalho, de certa forma, com amigo H.
17:40Somos médicos, mas não somos super-homens.
17:43Eu realmente me tornei uma pessoa mais forte depois do diagnóstico.
17:47Eu acredito na vida, eu quero viver mais,
17:51e eu descobri que eu tenho uma força que vem, lógico, do apoio familiar,
17:56mas muito de mim mesma,
17:58porque é quando você descobre que você é forte, né?
18:03Você não se entrega, você luta, você acredita, e você segue em frente.
18:08Aliás, toda e qualquer doença, quando a gente acredita que vai ficar bom,
18:12não são só os remédios que nos curam, as cirurgias.
18:15É o espírito de estar convencido de que você vai superar.
18:19Isso faz a diferença.
18:21O que você pode dizer que ajudou mais
18:25no sentido de a gente poder hoje ter
18:27um tratamento mais eficiente e precoce?
18:31Qual foi a medida de maior impacto na sua área?
18:33A medida de maior impacto é a que deu origem ao Outubro Rosa,
18:37que é campanhas de prevenção e uso de mamografia.
18:41Nada em oncologia mamária é mais importante do que descobrir algo muito cedo,
18:47porque existe uma relação direta entre tamanho de lesão e risco de metástase.
18:52Ninguém tem problema porque tem um nódulo na mama.
18:55O risco surge quando este nódulo libera células
18:59que dão metástase em outros órgãos,
19:02onde a maneira de controlar é muito mais complexa.
19:06Então, se eu tivesse que elencar uma prioridade,
19:09seria descobrir coisas muito pequenas.
19:12E depois, o desenvolvimento de novas drogas ajudou muito.
19:16Terapia anti-HER não existia até 2006.
19:19Então, quem tinha um tumor HER2 super expresso até 2006,
19:23tinha um prognóstico muito ruim.
19:25Hoje, são pessoas absolutamente curáveis.
19:28Imunoterapia ajudou muito para tumores triplo negativos.
19:32Então, quem tem acesso à imunoterapia,
19:35tem uma patologia absolutamente potencialmente curável.
19:40O importante, eu diria que há duas coisas.
19:43Primeiro, diagnosticar precocemente.
19:45E segundo, ter acesso à medicação.
19:48E isso, agora, no SUS, está se tornando algo muito mais presente.
19:53É um movimento muito forte de que, também, para pacientes do SUS,
19:58exista acesso à terapia anti-HER, à imunoterapia, à quimioterapia,
20:02o que vai ajudar muito a milhares de mulheres.
20:05No Brasil, são 73 mil mulheres por ano
20:08que têm um diagnóstico de câncer de mama.
20:11Isso vai ter um impacto incrível na população em geral.
20:14Câncer de mama no homem.
20:16Conta alguma coisa sobre isso.
20:17Uma excelente pergunta.
20:19A relação entre homens e mulheres é de, mais ou menos, 1 para 150.
20:24Então, para cada 150 casos de câncer de mama em mulheres,
20:28existe um caso em homem.
20:30O comportamento é muito parecido.
20:32No homem, também, os tumores são muito hormônio-dependentes,
20:36na sua maioria.
20:37E no homem, de um modo geral,
20:39ele é detectável mais precocemente, teoricamente.
20:42Então, se não houver negação e se o homem identificar alguma alteração,
20:47atrás do mamílio, atrás da papila, atrás da areola ou na própria região torácica mamária,
20:53o diagnóstico vai ser muito precoce.
20:55E todo ano, a gente opera no Einstein, alguns homens com diagnóstico de câncer de mama.
20:59Mas a incidência é relativamente baixa, mesmo para quem tem mutação genética.
21:06Mitos e verdades.
21:10O câncer de mama definitivamente tem cura?
21:14Absolutamente.
21:1595% dos tumores detectáveis são curáveis.
21:19Hábitos alimentares, eles têm algum impacto em relação ao câncer de mama?
21:24Muitos. Se estima que 40% dos tumores sejam alimento-dependentes.
21:29Atividade física?
21:30Extremamente importante.
21:32Extremamente importante.
21:33A atividade física reduz o risco de recorrência em tumores de mama em aproximadamente 30%.
21:39Utilizar sutiã apertado pode causar câncer de mama?
21:42Não tem nenhuma relação.
21:45Frasson, muito obrigado.
21:47Eu acho que talvez seja até a oportunidade de eu dizer do carinho e respeito que eu tenho por você.
21:52O doutor Antônio Frasson é uma das figuras mais elegantes na área médica que eu conheço.
21:57Então eu tenho por ele respeito, apreço e, digo a você, profunda admiração.
22:02Obrigado por estar aqui comigo.
22:03É recíproco. É muito recíproco, Cláudio.
22:05O Checkup fica por aqui.
22:07Semana que vem estamos de volta.
22:09Se você tem perguntas, quer fazer alguma sugestão, algum comentário, seja lá o que for, por favor, escreva.
22:16doutorcláudio.com.br
22:20Até semana que vem.
22:21No Checkup de hoje você viu
22:24Como a genética pode impactar no desenvolvimento do câncer de mama
22:28Casos de pacientes com câncer de mama e que não têm o sintoma
22:33Diferença entre tumores malignos e benignos
22:37A importância da mamografia
22:39E o uso da inteligência artificial para tratamentos e diagnóstico da doença
22:45A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação
23:07Realização Jovem Pan
23:09Música
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23:17Música
23:18Música
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