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  • há 2 dias
Além do câncer, diversas outras doenças podem afetar a próstata e comprometer a qualidade de vida masculina. No Check Up desta semana, o Dr. Cláudio Lottenberg recebe o urologista Leonardo Borges para explicar quais são esses problemas, como identificá-los precocemente e quais exames devem ser realizados.
Apresentador: Cláudio Lottenberg
Entrevistado: Leonardo Borges

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Transcrição
00:00A grande preocupação que surge, e se fala muito, é sobre câncer de próstata.
00:05Além do câncer de próstata, o que você chamaria atenção das doenças que acometem a próstata?
00:11Sem dúvida, câncer é a doença que mais traz preocupação da população e da saúde masculina
00:16pelas complicações que podem trazer em casos avançados.
00:20Mas a gente tem que discutir também as doenças benignas da próstata.
00:22Existem dois grupos de doenças principais que eu chamaria aqui de
00:26o crescimento benigno da próstata, a hiperplasia prostática benigna,
00:30que é mais frequente que o câncer, na verdade.
00:31Então, a presença de hiperplasia prostática benigna,
00:34ela acomete em quase sua totalidade dos pacientes na terceira idade.
00:38Então, isso, a HPB, como nós dizemos, deve sempre ser lembrada
00:42e muitas vezes é isso que traz o paciente à consulta,
00:44é o sintoma urinário, é a dificuldade que traz esse paciente.
00:47A prostatite também, uma infecção da próstata, uma inflamação da próstata,
00:50também é uma causa de procura em consultas médicas.
00:53Então, além do câncer, eu destacaria a hiperplasia benigna e a prostatite.
00:58Na verdade, se falava muito do câncer numa época também diferente.
01:02Eu acho que hoje as pessoas falam sobre qualidade de vida, né?
01:05Quando você tem a hiperplasia, existe algo que nós chamamos de prostatismo,
01:10que traz uma dificuldade miccional, as pessoas acordam várias vezes.
01:15Então, hoje é uma percepção de que as pessoas procuram o urologista bastante por isso também.
01:21Sem sombra de dúvidas, né? A hiperplasia sempre é o motivo que acaba trazendo o paciente à consulta.
01:27Ele se queixa pelo crescimento prostático, há um estrangulamento da uretra e uma dificuldade urinária.
01:33Esse paciente vai ter um jato mais fraco, ele vai ter uma dificuldade para urinar,
01:36uma dificuldade para esvaziar a bexiga.
01:38Às vezes, ele tem uma frequência urinária aumentada, ou uma urgência, ou acorda à noite.
01:42Isso traz o paciente ao médico e aqui nessa oportunidade de saúde,
01:45a gente acaba fazendo um screening, um check-up para outras doenças também.
01:49Mas isso sim é uma doença que acaba afligindo a qualidade de vida do paciente.
01:53E é aí que a gente tem que agir.
01:54E os pacientes, muitas vezes, eles têm um certo preconceito em relação ao exame da próstata,
02:00o toque prostático.
02:02Além disso, eu acho que eu queria que você falasse também disso,
02:06mas quais os exames que são necessários para que alguém possa fazer o diagnóstico dessas doenças?
02:11Perfeito, Cláudio.
02:13O exame de próstata ainda é necessário, né?
02:15A gente sempre busca exames cada vez menos invasivos,
02:19exames cada vez com melhor qualidade de informação,
02:22mas uma consulta clínica minuciosa, uma escuta atenta,
02:26um exame físico ainda é necessário para avaliação de próstata.
02:29O exame é um exame em dolor, que dura menos de 5 segundos,
02:32e o urologista experiente vai ter capacidade de avaliar o tamanho da próstata,
02:35a consistência, a presença de nódulos,
02:38e perceber ou não se tem algum indício de tumor prostático.
02:41Para avaliação de sintomas urinários,
02:43sempre a gente utiliza a realização de uma ultrassonografia de bexiga,
02:46de próstata, para ver o bom esvaziamento da bexiga,
02:49uma fluxometria para ver a força do jato urinário,
02:51um exame de urina para descartar a infecção,
02:53e quando a gente pesquisa e tem alguma dúvida em relação ao câncer, ao tumor,
02:57a gente vai fazer uma ressonância.
02:58A ressonância, sim, foi um exame que teve uma mudança de paradigma.
03:01A gente hoje consegue descartar, às vezes, as biópsias necessárias,
03:05ou, eventualmente, fazer uma biópsia de próstata dirigida para a imagem que a ressonância nos mostrou.
03:09Então, esse é um exame que nos ajuda bastante na prática clínica.
03:12E a partir de que idade o paciente deve procurar o urologista,
03:16pensando especificamente na próstata, o paciente assintomático?
03:21Perfeito.
03:22Isso é importante quem está de casa gravar muito bem.
03:24Então, na população geral, tanto a Sociedade Brasileira de Urologia,
03:28quanto a Associação Americana e Europeia,
03:30elas concordam que o paciente, a partir dos 50 anos de idade,
03:33deve procurar rotineiramente o urologista.
03:35E aí, uma decisão compartilhada de qual vai ser a periodicidade dessas consultas,
03:39mas a partir dos 50 sempre.
03:41E esse exame deve envolver a realização do PSA
03:44e a realização também do toque retal, do toque prostático.
03:47Mas existem grupos de risco, e esses grupos de risco devem começar mais cedo.
03:50Aqueles pacientes que são afrodescendentes,
03:54os pacientes negros e os pacientes com história familiar positiva,
03:56ou seja, um parente de primeiro grau, pai ou irmão com câncer de próstata,
04:00eles devem começar 5 anos mais cedo, aos 45 anos de idade.
04:03E tem um subgrupo ainda mais perigoso.
04:05Aqueles pacientes que têm história familiar e indivíduos jovens.
04:09Indivíduos jovens com tumores mais agressivos,
04:12geralmente eles são coincidentes, mais jovens e mais agressivos.
04:14Esses pacientes devem começar aos 40 anos de idade.

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