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Em entrevista exclusiva à Jovem Pan neste sábado (7), o professor de Relações Internacionais Marcus Vinicius de Freitas alertou para os riscos globais após o colapso definitivo dos tratados de controle de armas nucleares entre Washington e Moscou.

De acordo com o especialista, o fim do diálogo sobre a limitação de ogivas poderia marcar o início de uma "nova corrida atômica", onde a imprevisibilidade supera a dissuasão da era da Guerra Fria.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/nj93Pa8Yz7o

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Transcrição
00:00E olha só, chegou ao fim o Tratado New Start, que restringia a produção de armas nucleares por Estados Unidos e Rússia.
00:07Agora o mundo pode caminhar para uma nova corrida atômica.
00:11Sobre esse cenário, nós vamos conversar agora com o professor de Relações Internacionais,
00:15sempre conosco aqui na Jovem Pan, Marcos Vinícius de Freitas.
00:19Professor, bem-vindo. É um prazer te receber mais uma vez.
00:24Gostaria que você desse um panorama geral, uma explicação geral sobre o que se trata esse tratado
00:29e qual é a relevância disso para os próximos passos aí no cenário internacional. Bem-vindo.
00:36Prazer em conversar com você sempre, Tobácio.
00:38A questão é muito interessante, porque desde o período da Guerra Fria,
00:44se entendeu que Estados Unidos e Rússia, na ocasião União Soviética,
00:49deveriam estabelecer alguns limites nos seus adicionais nucleares,
00:54justamente para impedir que houvesse uma corrida armamentista,
00:57porque o grande problema de uma corrida armamentista é que é o incentivo
01:02a que os países utilizem essas armas, seja para testes ou seja para utilização efetiva no caso de guerra.
01:11Então, por temor a um sistema internacional cada vez mais armado,
01:17se criaram várias tentativas de reduzir a quantidade de armamentos produzidos,
01:24a letalidade de muitos limites e também o alcance de muitos desses equipamentos.
01:30E durante tempo se teve aí o status, que foi importante nesse processo todo,
01:35houve uma última renovação quando o presidente Barato Urbano estava na Casa Branca
01:40e se pressupunga que deveria acontecer aí uma inovação deste tratado,
01:47ou uma criação, ou uma continuidade nesse processo todo.
01:51O que nós observamos é que os russos ficaram aí esperando que os norte-americanos
01:55tomassem alguma posição, o que não ocorreu.
01:58Porque o presidente Trump entende que precisa criar agora uma nova ordem internacional
02:06no sentido de que os Estados Unidos não tenham a sua liderança,
02:10essa ideia ali, por exemplo, daquela junta de paz que ele criou.
02:14Mas ele entende também se é necessário que em qualquer negociação de armamento de militares,
02:19a China também esteja incluída.
02:21Então, é por essa razão que o acordo não vai para frente,
02:24porque os chineses não querem participar,
02:27porque entendem que isso também serviria como uma forma dos Estados Unidos
02:32impedirem e controlarem o sistema de defesa chinês
02:36que vem aí, de alguma forma, sendo constantemente ameaçado pelos Estados Unidos,
02:42na questão de Taiwan.
02:43Então, você entende que é perigoso nós não termos mais este tipo de situação,
02:50este tipo de controle,
02:51porque tem até um relógio que se aproxima aí da meia-deite nuclear,
02:56e esse tipo de situação nos leva aí
02:58a uma aproximação de um possível conflito nuclear
03:03que seria extremamente perigoso para todo mundo.
03:06E você acredita, professor,
03:09num possível conflito nuclear diante disso?
03:12Veja, nós temos que relembrar que, durante o início da guerra na Ucrânia,
03:23muito se temia que Vladimir Putin utilizasse armas nucleares,
03:28tanto de curto alcance como aquelas mais pesadas,
03:33o que ele não fez.
03:35Até por uma insistência da China, que disse aqui,
03:38isso, está registrado,
03:40que a Pequim apoiaria, a BG apoiaria,
03:44Moscou, desde que Moscou não usasse,
03:47não utilizasse armas nucleares,
03:49porque seria um problema de impacto global.
03:55Mas, como você observa,
03:58a participação da Ucrânia,
04:01no caso da guerra na Ucrânia,
04:03com o fornecimento do equipamento,
04:04de tudo isso,
04:05nós podemos dizer, efetivamente,
04:07que você tem, hoje em dia,
04:09uma guerra da Rússia contra o Tânio,
04:14embora o Tânio esteja diretamente invalida.
04:17E o meu grande medo,
04:18nesse processo,
04:20e sempre na preocupação,
04:22é de que alguns fatores,
04:24às vezes aísmo,
04:25às vezes inesperado,
04:27às vezes involuntário,
04:29podem gerar aí
04:30uma rápida reação
04:33e acender este pavio
04:35e acender este tonel de pólvora
04:37muito rapidamente.
04:39Eu sempre gosto de recordar
04:41que a Primeira Guerra Mundial
04:42foi causada por um acidente
04:44quase inesperado
04:47e não justificava
04:49que houvesse uma guerra como aconteceu.
04:52Então, quanto maior a gente nota,
04:55quanto mais nós notamos
04:57esta aproximação,
04:59este caminhar por um gelo muito fino
05:02sobre aquilo que é uma guerra ou não,
05:06é que nós nos aproximamos
05:08de um cenário muito complexo.
05:10Veja, por exemplo,
05:11quando o caso da Venezuela,
05:13e aqui o mundo é com o Vim Maduro,
05:14e como o ditador é pior,
05:15mas você sequestrar o chefe do Estado
05:18de um país
05:18é um ato de guerra.
05:20Então, nós estamos caminhando
05:22num precipício
05:26muito perigoso
05:27nesses últimos anos
05:28e o medo é de que,
05:30de alguma forma,
05:31alguém possa aí
05:33cair
05:33dentro desta situação
05:35e levar aí o mundo
05:36a um concreto
05:37que não interessa a ninguém.
05:39Professor,
05:40mudando de assunto agora,
05:41um assunto que
05:41será notícia agora
05:43na semana que se inicia,
05:44um encontro entre
05:45o presidente americano,
05:46Donald Trump,
05:47e o líder israelense,
05:49o primeiro-ministro,
05:50Benjamin Netanyahu,
05:51a respeito do Irã.
05:53O que esperar
05:54a partir deste encontro,
05:56desta conversa?
05:58Já há muito tempo
05:59que a política externa
06:01dos Estados Unidos
06:02com relação
06:02ao Eus Médio
06:04é feita
06:05pelo governo Netanyahu,
06:07pelo Netanyahu
06:08e por Israel.
06:10E nós sabemos
06:11que todas as amiguações
06:13que foram utilizadas
06:14de alguma forma
06:16se tornaram
06:17incongruentes
06:19e perderam
06:19a raiva do Cheiro.
06:21Veja,
06:22toda a argumentação
06:23que havia
06:24no início da guerra
06:25era de que se queria
06:27destruir as armas,
06:29a possibilidade
06:30de construção
06:31de armas nucleares.
06:33E aí os Estados Unidos
06:34mandaram aqueles aviões
06:36que disseram,
06:37e Trump anunciou isso
06:39aos quatro ventos,
06:40que ele havia aniquilado
06:41com toda e qualquer
06:42capacidade nuclear
06:44do Irã.
06:46E agora
06:47a alegação
06:48passou a ser
06:49de que
06:50eles estão aí
06:51no início da guerra,
06:53tentaram alegar
06:53que era uma
06:54proteção
06:56aos cidadãos
06:57que estavam sendo ali
06:58perseguidos
06:59pelo regime,
07:00mas não conseguiram
07:02transformar
07:03as sanções econômicas
07:04que pesadamente
07:06têm sido impostas
07:07na Irã
07:07há várias décadas,
07:09mas também
07:10toda a situação
07:11política do Irã
07:12que tem sido
07:13consequência
07:13muito dessas
07:15sanções
07:15e da constante
07:16situação
07:18complexa
07:19que vive
07:20na região
07:20por causa
07:22da postura
07:24dos Ayahuas
07:24e de tudo
07:26aquilo que eles
07:26têm feito
07:27ao longo da história,
07:28mas se pensava
07:30que com as sanções
07:31econômicas
07:32e forças
07:32pelos Estados Unidos
07:34o país
07:34efetivamente
07:35quebraria
07:35e que por isso
07:37a população
07:38se voltaria
07:40completamente
07:40contra o regime
07:41o que não aconteceu
07:43apesar das inúmeras
07:44manifestações
07:45que nós ouvimos.
07:47O fato é
07:48neste que é
07:49o elemento
07:50prejudicante
07:51é que na reunião
07:52de Davos
07:53por exemplo
07:53o secretário
07:55do Tesouro
07:55norte-americano
07:56disse que eles
07:57estavam utilizando
07:58armas de guerra
08:00do área econômica
08:01para prejudicar o Irã.
08:03Então
08:04o que nós vemos aí
08:05é se Trump
08:06vai pedir a Netanyahu
08:07a bênção
08:08ou se efetivamente
08:09vai tomar
08:10alguma ação
08:11que pode
08:12deteriorar
08:13ainda mais
08:13a complexidade
08:15do Oriente Médio
08:16e que nós
08:17não queremos ver
08:18é o Oriente Médio
08:19indivíduo
08:20no processo histórico
08:21que ele tem observado
08:22e ninguém quer ver
08:24ali por exemplo
08:25um Irã se transformando
08:26no estado palido
08:27que seria perigoso
08:28para o mundo inteiro
08:29levando em consideração
08:31até aquela questão
08:32dos centros de ouvir
08:33o Zé Pobaiache
08:34que ali sim
08:35é o sangue
08:35é o petróleo
08:37e o sangue
08:37do mundo setula
08:38Pois é
08:39impactando economicamente
08:40o mundo todo
08:41bom acompanharemos
08:42durante a semana
08:43o que sairá
08:44deste encontro
08:44eu quero agradecer
08:45demais a participação
08:46mais uma vez
08:47aqui conosco
08:47na Jovem Pan
08:48do professor
08:48Marcos Vinícius de Freitas
08:50professor muito obrigado
08:51sempre um prazer
08:52te receber
08:53eu que agradeço
08:54pela oportunidade
08:55até a próxima
08:56e aí
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