00:00Laura tem um limite diário estabelecido pela mãe para jogar online.
00:04Os dias que ela tem liberado, ela tem uma hora, uma hora e meia para ficar com os amigos,
00:10e são só os amigos da sala dela, ela tem um grupinho que a gente monitora também,
00:14os pais de lá também monitoram, para ficarem jogando e se divertirem um pouco
00:18nesse mundo deles aí que eles já nasceram inseridos.
00:22Raquel também incentiva a filha a participar de atividades ao ar livre.
00:26Acaba que vai para o clube e tenta tirar ela um pouco mais da tela,
00:28porque querendo ou não, com 13 anos, essa tela ainda pode trazer alguns malefícios e a gente sabe.
00:3418 jogos foram analisados pelo PROCON de Juiz de Fora.
00:38O estudo avaliou os pontos positivos e negativos.
00:42Entre os negativos, o anúncio entre partidas e também premiação mediante a visualização de propagandas.
00:49É proibido, terminantemente proibido, os anúncios que sejam direcionados para crianças.
00:54E crianças, nós estamos dizendo, até 12 anos, né?
00:59E a publicidade abusiva, ela é abusiva quando ela explora a deficiência de julgamento.
01:07Segundo a psicologia, crianças não têm maturidade para perceber o caráter persuasivo dos anúncios que aparecem nos jogos.
01:15Porque o cérebro dela está sendo construído, é como se a criança ou a adolescente estivessem gestando o próprio cérebro.
01:22Até 21, 24 anos, ela compreende, ela desenvolve essa noção do que é certo, do que é errado, como controlar o impulso.
01:29Não é só um simples jogo, né?
01:32Aquele jogo ali, ele tem inúmeros problemas, desde os anúncios até a venda de produtos ali no próprio jogo, né?
01:43Vidas, diamantes, skins e também o perfilamento de dados.
01:50As crianças têm os dados aí coletados, compartilhados e às vezes não há como excluir.
01:57Então a família tem que buscar um interesse genuíno, conhecer os jogos daquela criança, saber o que é interesse
02:03e colocar outras atividades prazerosas na vida dela, além do ajuste de rotina.
Comentários