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No Jovem Pan Saúde desta semana, a apresentadora Soraya Lauand recebe o pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria, doutor Paulo Telles, e a endocrinologista pediátrica pelo Hospital das Clínicas FMUSP, Carolina Ramos, para explicar tudo sobre os hormônios do crescimento. Entenda como funciona o hormônio que ajuda no crescimento das crianças, os limites entre cuidado e exagero, além da pressão estética para atingir a altura ideal.

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Transcrição
00:00Jovem Pan Saúde
00:05Uso do hormônio do crescimento, o GH, tem acendido um alerta entre especialistas.
00:12Alguns pais têm procurado tratamento mesmo em crianças saudáveis,
00:17movidos por pressão estética e pela ideia de uma altura ideal.
00:21Mas quando isso é realmente necessário?
00:24Qual o limite entre cuidado e exagero?
00:26E quais os riscos físicos e emocionais de usar um hormônio tão potente sem indicação médica?
00:33Para conversar sobre esse fenômeno e esclarecer nossas dúvidas,
00:37o Jovem Pan Saúde recebe hoje o doutor Paulo Telles,
00:40membro da Sociedade Brasileira de Pediatria,
00:43e também a doutora Carolina de Oliveira Ramos, também pediatra,
00:47endocrinologista pediátrica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.
00:52Sejam muito bem-vindos.
00:53Obrigado.
00:54Eu quero começar essa nossa conversa até ouvindo a visão dos dois,
00:57para entender o ponto de vista de vocês sobre esse fenômeno
01:00e o que vocês têm escutado, né?
01:02A prática clínica mesmo, os pais têm pedido para os filhos ficarem mais altos?
01:08O que que...
01:09Eu vou começar aqui, é interessante que a gente tem duas visões, né, Carol?
01:12E a gente trabalha junto.
01:14Eu sou pediatra de consultório, então a gente faz o atendimento diário
01:17e tem a queixa inicial dos pais.
01:19E aí a gente encaminha para o especialista, que é a doutora Carol,
01:22que é a endócrino especialista, então o tratamento é feito sempre pelo especialista.
01:26Mas é exatamente isso que você colocou na abertura.
01:28A gente tem visto cada vez mais os pais querendo uma altura acima do esperado.
01:33Então a gente pensar num tratamento, que é um tratamento que é custoso,
01:39a parte emocional, como você falou, são injeções diárias.
01:41Mas para uma criança que não tem necessidade, né, a gente tem que sempre pesar nos riscos e benefícios.
01:48Então acho que a gente está, hoje em dia, falhando um pouco nisso.
01:51Como pediatra, eu tenho visto essa demanda mais do que o necessário.
01:54E acho que a Carol tem sofrido isso no consultório, muitas vezes,
01:58com uma demanda, você quer tratar um paciente saudável, né?
02:01É muito difícil a gente falar sobre isso.
02:02Pois é. Carol, existe de fato um aumento comprovado?
02:06Ou é uma percepção de vocês mesmo, de sentir um aumento que os pais,
02:10até conversando entre eles, né?
02:12Falaram, ah, o meu filho começou um tratamento com hormônio, ele cresceu.
02:15Por que você não vai lá e procura e vê se não dá certo?
02:18É. Não, é muito interessante.
02:20Não é uma percepção só nossa.
02:22A gente tem dados, por exemplo, dos Estados Unidos,
02:24que triplicou isso até 2016.
02:26Então, pegando de 2001 a 2016, seguro de saúde colocando até três vezes maior,
02:32três vezes mais a demanda, né?
02:34De procura por tratamento com hormônio e crescimento.
02:36E aí é interessante a gente falar de situações diferentes.
02:39Existe, sim, o paciente com baixa estatura
02:42e com doenças associadas à baixa estatura,
02:46com indicação formal de tratamento e inquestionável.
02:49Entretanto, a maior parte das crianças que têm baixa estatura
02:52não tem nenhum problema de saúde.
02:53E, ainda assim, se faz necessária a discussão de tratar ou não tratar essa criança.
02:59O que a gente está trazendo aqui hoje, né?
03:01Que a gente veio falar, são crianças que não têm baixa estatura
03:04e que procuram uma avaliação e um tratamento
03:08sobre um ideal de uma altura maior do que aquela criança tem
03:15e que está tudo bem, né?
03:17Então, é uma pressão social muito grande,
03:20uma criança que está sem nenhum problema de saúde,
03:22sem baixa estatura e com a cobrança que não está na mão dela
03:25de ser mais alta.
03:27E tem, de fato, uma estatura ideal?
03:29Qual é a estatura, enfim, 1,60, 1,70?
03:35Tem uma média?
03:36Ou foi, de fato, alguma coisa que criou-se na cabeça dos pais?
03:39Enfim...
03:40Eu acho que a estética é algo que criou-se na cabeça dos pais, né?
03:43Mas a gente tem que pensar em um individual mesmo, né?
03:47Cada caso é um caso.
03:48Então, o pediatra, que é o meu caso do consultório,
03:50a gente tem que avaliar em todas as consultas,
03:52o peso e o crescimento, a estatura dessa criança.
03:55E aí, a gente tem que lembrar que existe um fator genético associado.
03:58Então, uma coisa é o que é normal.
04:00Eu tenho 1,91m.
04:02E eu brinquei com a Carol que eu não tenho muito lugar de fala nessa história
04:04porque eu sou muito alto.
04:06Às vezes, os pacientes até colocam isso pra mim.
04:07Ah, mas pra você é fácil, né, doutor Paulo?
04:08Porque você é alto.
04:09Mas é interessante a gente pensar que eu tenho 1,91m e o meu esposo 1,73m.
04:15Não dá pra comparar com os filhos da Carol, né?
04:19E com o esposo dela, que são mais baixos do que a gente.
04:22Estão absolutamente dentro do esperado.
04:24Então, cada criança tem um alvo genético que a gente fala.
04:27Então, a gente tem que ter a altura do pai, a altura da mãe,
04:30e aí em centímetros somadas.
04:32E aí, pras meninas, menos 13 centímetros dividido por 2.
04:36E pros meninos, mais 13 centímetros.
04:38Isso é o alvo genético.
04:39Então, quando essa criança está a dois desvios padrões,
04:42ou seja, a gente usa aquele gráfico, né,
04:44o percentil ou o score que a gente usa,
04:46se tiver dois desvios padrões abaixo desse alvo genético,
04:49essa criança, né, a gente encaminha pro endócrino,
04:52pra doutora Carol fazer uma avaliação e dizer se isso tem.
04:55Então, existe um alvo pra cada criança.
04:57E a gente compara muito, né?
04:59A escola tem um outro problema importante,
05:00que as crianças têm uma idade diferente.
05:02Então, às vezes, um aluno que está comparando com o outro na foto,
05:05que é o pai, mas olha essa foto, doutor, como está diferente.
05:07Está numa idade mais avançada.
05:08Até um ano de diferença dentro da mesma classe.
05:11Isso faz uma diferença grande pras crianças, né?
05:13Mas existem outros fatores que podem também influenciar nesse crescimento?
05:18Sim.
05:19A gente tem que sempre excluir problemas de saúde associados à baixa estatura.
05:23Mas quando você tem uma baixa estatura,
05:27em torno de 60% ou 80% dessas crianças não tem nenhum problema de saúde identificado
05:31porque a gente conhece hoje.
05:33Então, a gente chama isso de uma baixa estatura sem causa,
05:35uma baixa estatura idiopática.
05:37E mesmo quando você vai fazer uma avaliação genética mais aprofundada,
05:41ainda assim, é só 10% a 15% das crianças que você vai ter um único gene responsável, né,
05:47por aquele impacto na estatura.
05:49Só que você tem que eliminar os problemas de saúde.
05:51Eu falo que o mais importante é ter saúde, né?
05:53Então, a gente quer garantir que não tenha nada atrapalhando o crescimento e desenvolvimento
05:58daquela criança.
05:59E não tendo nenhum problema de saúde,
06:01o patamar de conversa já muda, né?
06:03A gente está falando de uma questão que é estatura.
06:06E aí muda a conversa.
06:08A gente está falando aqui, mas se você for de fatores,
06:10a nutrição é muito importante.
06:12Então, a gente tem que avaliar...
06:13Então, uma criança que tem alguma desnutrição,
06:15você vai ter, obviamente, a longo prazo, mais crônico,
06:18uma alteração da parte do crescimento,
06:20problemas renais, síndromes genéticas,
06:23isso tudo vai influenciar.
06:24Então, são vários fatores.
06:25Atividade física...
06:27Se nasceu muito pequeno para a idade gestacional,
06:30que é uma coisa que tem acontecido.
06:31A gente falou da curva, né?
06:32Já pode nascer abaixo da média, é isso?
06:36Abaixo da curva já pode nascer.
06:37A gente falou da curva,
06:39mas a gente começa a fazer essa avaliação da criança,
06:41já entra útero.
06:42Então, quando você faz o ultrassom...
06:44Você já consegue prever.
06:45A gente fala de percentil, exatamente.
06:47Então, a Carol falou muito bem em relação ao percentil 3.
06:49Então, uma criança que está abaixo do percentil,
06:51desse percentil mínimo,
06:53a gente considera que é uma restrição de crescimento.
06:55Essa criança pode ter uma indicação, né?
06:57Precisa de tratamento, a longo prazo do caso,
06:59ela não recupere o crescimento nos primeiros anos de vida.
07:03Só antes da gente avançar nessa conversa,
07:05o que é de fato o GH, né?
07:07Esse hormônio.
07:09A gente tem uma glândula, né?
07:11Que é o hipotálamo,
07:12que estimula a hipófise a produzir o hormônio de crescimento.
07:16E é engraçado que o nome tem hormônio de crescimento
07:19como se ele tivesse como única função de fazer crescer.
07:22Mas ele também tem uma função metabólica importante,
07:24tem outras funções.
07:26E aí, quando você tem o hormônio de crescimento
07:28que é liberado, né?
07:30Ao longo do dia,
07:31mas mais ou menos umas quatro vezes por dia,
07:33ele vai no fio,
07:34ele vai na placa de crescimento
07:36e vai ser transformado em outros dois hormônios
07:38que vão agir para que essa placa cresça, né?
07:41A questão é que antigamente
07:43a gente não tinha o hormônio do crescimento sintético,
07:46a gente só tinha extraído o de hipófise de cadáver.
07:48E aí você tinha o uso muito restrito
07:50para o uso somente em pessoas
07:52que têm deficiência de hormônio de crescimento grave.
07:56A partir do momento em que foi proibido
07:57esse uso por um problema de saúde
07:59em relação aos pacientes que usaram,
08:02a gente já tinha disponível pela indústria
08:04o biosintético
08:05e aí ampliou o uso para outras causas, né?
08:07Então a gente tem diversas causas
08:09de indicação formal do hormônio de crescimento, né?
08:14E aí entra a grande discussão
08:16em toda a sociedade científica
08:18de tratar ou não tratar
08:20a baixa estatura sem causa.
08:22E essa indicação,
08:23ela muda até de país para país, né?
08:25Então o FDA liberou isso em 2003,
08:28a maior parte dos países na Europa
08:30pelo EMA não tem essa liberação, né?
08:33Acho super importante isso que você falou,
08:35a gente estava conversando antes,
08:36na Europa a gente não tem esse problema,
08:37ela trouxe isso para a gente
08:38porque a gente não tem...
08:40Não se trata baixa...
08:42Não, a gente está falando
08:42de baixa estatura sem causa.
08:44Imagina quando você traz
08:45uma estatura normal, né?
08:48Com a demanda.
08:49E aí os estudos em relação
08:51aos benefícios do tratamento
08:52com hormônio de crescimento
08:53mostram que a depender
08:55da patologia de base,
08:57você tem uma perspectiva de ganho maior
08:59ou menor com o tratamento.
09:01E quando você tem um grupo de pacientes
09:03que não tem nenhum problema de saúde,
09:05são crianças aparentemente saudáveis
09:07e que só tem a questão estatural
09:09fora do esperado
09:11para aquele canal familiar
09:12ou para a população
09:12do mesmo sexo e idade,
09:14quando você compara
09:15um grupo tratado com o outro,
09:17você não sabe quem vai ser
09:18o melhor respondedor
09:19e você não sabe
09:20quem vai ser o pior respondedor.
09:21Não tem nenhum fator
09:22que me diga isso.
09:23Até porque o organismo é diferente, né?
09:25Exatamente.
09:25A resposta é muito individual,
09:27mas em termos de grupo,
09:29quando você compara
09:30um grupo com o outro,
09:31não é uma grande resposta,
09:33é uma resposta modesta
09:34que gira ali em torno
09:35de 4 a 5 centímetros
09:37e que os pais, o paciente,
09:40tem que estar ciente
09:41dessa expectativa de ganho
09:44que pode ser um pouco maior,
09:46pode ser menor
09:47e pode ser nula, né?
09:50Então, é uma questão
09:51que tem que ser bem individualizada.
09:53E existe algum tipo de exame
09:56ou algum sinal
09:57que indica que esse crescimento
09:59está fora do esperado
10:00e que, de fato,
10:01esse pai precisa procurar
10:02a ajuda de um especialista?
10:04Sim.
10:04Um desses que a gente falou agora
10:06em relação ao hormônio de crescimento,
10:07então, nesses casos específicos, né,
10:09Carol, você pode ter uma alteração
10:10da produção do hormônio de crescimento
10:11ou do receptor.
10:12Então, a gente faz esse exame de sangue
10:14para detectar
10:14e uma deficiência nisso
10:15indica de forma absoluta
10:17como a gente está falando
10:18que é diferente desses casos
10:19que a gente tem questionado aqui
10:20o uso.
10:21Então, esse é um dos exames de sangue
10:22que a gente consegue fazer.
10:23Mas tem um exame super importante também
10:25que é o raio-x
10:26de idade óssea, né,
10:27que a Carol é especialista
10:28no raio-x.
10:29Vem até um laudo
10:30e ela tem uma avaliação diferente,
10:32mas isso é super importante.
10:33Por quê?
10:34Porque se o seu filho tiver
10:35uma idade óssea
10:36mais baixa
10:37do que o que a gente considera
10:38como esperado,
10:39ele vai ser um maturador tardio
10:41muitas vezes.
10:41O que é isso?
10:42Ele entra na puberdade depois
10:44e ele pode ter um ganho
10:45nesse final da puberdade
10:48ou antes de entrar na puberdade
10:49a mais.
10:50Então, ele vai crescer
10:50um pouco a mais.
10:51Então, nesse momento,
10:52a curva dele está
10:53um pouco abaixa,
10:54mas ele ainda vai ter
10:55um ou dois anos
10:56de crescimento.
10:57E aí, dependendo da idade
10:58que a gente está falando,
10:58a gente está falando
10:59de cinco centímetros,
11:00às vezes até mais disso
11:01na altura final.
11:02Então, tantos exames de sangue
11:04são importantes.
11:05O raio-x é super importante
11:06para a gente fazer
11:07essa avaliação, né?
11:08A história familiar
11:09de maturador tardio
11:10também é um dado importante.
11:12Então, a gente sempre pergunta
11:13como que foi o crescimento
11:14dos pais, né?
11:16Não é definido
11:17só pela genética,
11:18mas tem um fator genético
11:19importante.
11:20Mas, assim,
11:20a primeira coisa é
11:21quando começar a investigar.
11:22Sim.
11:23A gente tem que investigar
11:24toda criança que está
11:25abaixo do percentil 3
11:27ou está fora
11:29do canal familiar
11:29ou vinha crescendo
11:32num ritmo
11:33e, de repente,
11:33desacelerou esse crescimento,
11:35que é um outro sinal
11:36de alerta, né, Paula?
11:37Então, o papel do pediatra
11:38é fundamental
11:39na monitorização
11:41desse crescimento
11:42e desenvolvimento,
11:43porque o crescimento
11:43é um marcador de saúde.
11:45E aí, diante
11:46de um desses três critérios
11:48é que você vai fazer
11:48toda essa investigação.
11:50E eu falo que,
11:51muitas vezes,
11:51uma peça só
11:52no quebra-cabeça,
11:53você não faz ainda
11:53a visualização
11:54do que você tem.
11:55Sim.
11:55Você tem que ter
11:56várias peças
11:57e aí o papel nosso
11:58é tentar identificar
11:59todas as peças
12:01e separar,
12:02se possível,
12:04quem vai ser
12:05esse maturador tardio
12:06que vai crescer
12:07independente do médico
12:08e quem é aquele
12:10que, de repente,
12:10não está caminhando
12:11para isso,
12:12onde você vai propor,
12:13né,
12:14o tratamento
12:14colocando todos os pontos
12:16positivos e negativos.
12:18Vamos entender,
12:19então,
12:19esse tratamento
12:20para quem
12:21o GH é indicado,
12:23como que é feito
12:24o tratamento
12:25e o acompanhamento,
12:26né,
12:27porque eu acredito
12:27que o tratamento
12:28ele é prolongado.
12:30Eu só vou fazendo
12:30essa Carol responder,
12:31mas acho super importante,
12:32a gente muitas vezes
12:33vê como pediatra
12:34que a família
12:35só procura o pediatra
12:36para problemas.
12:39Então,
12:39quando está doente
12:40ou quando tem
12:41algum problema
12:42ou quando precisa
12:43de um atestado
12:43para vacina,
12:44etc.
12:45Esse é um pedido
12:46para os pais,
12:46acompanhe seu filho
12:47de forma correta,
12:48poricultura,
12:49que esse acompanhamento
12:50da saúde é essencial,
12:51porque só assim
12:52eu consigo detectar
12:53esses problemas
12:53que a gente está falando
12:54no momento adequado
12:55e direcionar
12:57para a doutora Carol
12:58fazer toda essa investigação
12:59e aí tratar
13:01de forma adequada,
13:02né?
13:02Eu acabo vendo
13:03muitos pacientes
13:04que chegam
13:05e que quando pequenos
13:06tem muitas infecções,
13:07muitas demandas
13:08e que a partir
13:09de uma determinada idade
13:11ah, ele está tão bem
13:12eu não vou levar
13:12mais um pediatra.
13:14E aí chega já
13:15no final
13:16de crescimento
13:18e percebe
13:19que de repente
13:20não está crescendo mais.
13:22A gente não tem
13:22como voltar para trás,
13:23e a outra coisa
13:25que é importante
13:26e que é uma variável
13:27que faz toda a diferença
13:29a gente falou
13:29do maturador tardio
13:30são crianças
13:31que às vezes
13:31tem um crescimento
13:32mais acelerado
13:34uma puberdade
13:35mais cedo
13:36mais acelerada
13:37e que passa
13:38despercebida
13:38e quando está
13:39muito visível
13:40é que vai procurar
13:42e aí você já teve
13:43uma perda estatural ali.
13:45E aí até tem
13:46uma diferença
13:47entre meninos
13:48e meninas, né?
13:48Porque quando a menina
13:49fica na puberdade
13:51ela para de crescer ali
13:52e o menino
13:54tem chance
13:54de avançar ou não?
13:56Não, os dois crescem, né?
13:57É que a menina
13:58cresce muito
13:59até a menarca
13:59que é a primeira
14:00que é a menstruação
14:02depois o crescimento
14:03ele se reduz bastante
14:04tem esse mito
14:05que a menina
14:06não cresce mais
14:07depois da menarca
14:08mas ela cresce
14:09mas ela desacelera
14:10esse crescimento
14:10e o menino
14:11geralmente não tem
14:12esse marco específico
14:13e cresce
14:14até 18, 21 anos
14:16muitas vezes.
14:17E tem até aquela fase
14:18que chama de estirão, né?
14:19Que é quando exatamente?
14:21Então vamos lá
14:22a gente está aprofundando
14:23Tem muitas perguntas
14:24e muitas dúvidas
14:25É, vamos chegar
14:27nesse ponto importante
14:27Vamos lá
14:28O que que acontece?
14:29Para as meninas
14:30a idade de puberdade
14:31quando começa
14:32antes dos 8 anos
14:33e lembrando que
14:34o início da puberdade
14:35é marcado pelo broto
14:36mamário, né?
14:37Na grande maioria das vezes
14:39é precoce
14:39entre 8 e 9
14:41é cedo
14:42idade média
14:4310 anos
14:44e se depois
14:45dos 13
14:46sem nenhuma apresentação
14:47de caracteres
14:47tem a escola
14:48chama atenção
14:48para ir buscar também
14:49uma investigação
14:50do que está acontecendo
14:51os meninos
14:52fazem isso
14:53um tempo mais longo
14:54e mais para frente
14:56então os meninos
14:56se começam a puberdade
14:57antes dos 9 anos
14:59é precoce
14:59entre 9 e 10
15:01é cedo
15:02idade média
15:0311, 11,5
15:04e se foi depois
15:05dos 14 anos
15:06a gente tem um atraso
15:07que aí também
15:08tem que ser investigado
15:09e aí muitas vezes
15:10e aí muitas vezes
15:10como os meninos
15:11já tomam banho
15:12sozinhos
15:12as meninas
15:13já tomam banho
15:13sozinhos
15:14a menina
15:14ainda é um pouco
15:15mais visível
15:16mas ninguém
15:16está olhando
15:17ali aquele menino
15:18e quando passa
15:19ali que fala
15:20uau
15:20já mudou muito
15:22então passou
15:23passou o tempo
15:24passou o tempo
15:25e tem até a questão
15:27da dor
15:28do crescimento
15:28que tem muitos pais
15:30que também
15:30trazem
15:31essa preocupação
15:33pode ser principalmente
15:34nas pernas
15:35e às vezes
15:36não dá atenção
15:37para essas reclamações
15:39dos filhos
15:40é um mito
15:41na verdade
15:41isso é interessante
15:42o que você falou
15:43porque não existe
15:44nenhuma evidência científica
15:45sobre especificamente
15:46o crescimento
15:47gerando dor
15:48acho importante
15:49deixar um alerta
15:49para os pais
15:50para uma criança
15:50que tem dor em membros
15:51a gente saber os sinais
15:52de alerta para dor
15:53então está falando
15:54de dor do crescimento
15:55eu brinco muitas vezes
15:56que é aquela dor
15:57que não tem justificativa
15:58mas é uma dor do bem
15:58essa criança não tem
16:00nenhum edema
16:00nenhum inchaço
16:02nenhum roxo
16:03na perna
16:03ela não tem dificuldade
16:05durante o dia
16:05então é uma dor
16:06que aparece à noite
16:07a mãe faz uma massagem
16:08um analgésico simples
16:09e ela acorda bem
16:10sem desconforto
16:11não tem emagrecimento
16:12então sem nenhum
16:13desses sinais de alerta
16:14a gente caracteriza
16:14como a dor do crescimento
16:16mas especificamente
16:18a gente não tem
16:19nenhum estudo
16:19mostrando isso
16:20às vezes uma atividade
16:20mais difícil durante o dia
16:21a criança vai ter
16:22esse desconforto à noite
16:23mas acho que é importante
16:24esse alerta também
16:25e não são para todas
16:26as crianças
16:27nem todas vão ter isso
16:28pode ser que tem ou não
16:30exato
16:30agora em relação
16:32às indicações
16:32que eu acho super importante
16:33para a gente estar falando
16:34esse é o nosso foco hoje
16:35ou seja
16:35quem que tem que tomar
16:36então acho que a Carol
16:38pode falar
16:38mas principalmente
16:39a indicação precisa
16:40é a deficiência do GH
16:42as crianças com restrição
16:43de crescimento
16:44e algumas síndromes
16:45genéticas
16:47que a gente tem
16:47já sabendo que o crescimento
16:49vai ser um pouco menor
16:50então acho que essas são
16:51as indicações precisas
16:52para a gente fazer
16:52e aí o que a gente falou
16:53em relação ao desvio
16:55dessa possibilidade genética
16:57da criança
16:58ou abaixo do percentil 3
16:59como ela realmente
16:59e essa indicação
17:00vem através
17:01de um exame
17:02que vai comprovar
17:03que de fato
17:04aquela criança
17:04precisa do hormônio
17:06sim
17:06é isso
17:07você tem a premissa
17:08é ter baixa estatura
17:09uma daquelas definições
17:11daí você vai investigar
17:12e você vai tentar
17:13identificar a causa
17:14da baixa estatura
17:15então a gente tem
17:16indicações inquestionáveis
17:17de tratamento
17:18
17:19deficiência do hormônio
17:20de crescimento
17:21que corresponde
17:21a muito pouco
17:22dos pacientes
17:23que tem baixa estatura
17:24síndrome de Tânia
17:25que é uma questão
17:27genética para meninas
17:28e essas duas indicações
17:30são indicações
17:31onde você consegue
17:32o tratamento
17:32pelo SUS
17:33olha isso
17:33
17:34então o SUS
17:35aqui no Brasil
17:36ele fornece
17:38o tratamento
17:38com hormônio de crescimento
17:39para essas duas indicações
17:40com confirmação
17:41do diagnóstico
17:42e aí você tem
17:43outras indicações
17:45formais
17:45embora não
17:46contemplada pelo SUS
17:47de tratamento
17:49
17:49e
17:50o baixa estatura
17:51idiopática
17:52que entra ali
17:53nessa conversa
17:54mais calorosa
17:55ali de tratar
17:56ou não tratar
17:56como funciona
17:58esse tratamento
17:58é um remédio
17:59diário
18:00por quanto tempo
18:01então vamos lá
18:02o hormônio de crescimento
18:03ele é uma medicação
18:04injetável
18:05diária
18:06atualmente a gente
18:08tem no mercado
18:09já uma medicação
18:10semanal
18:11e entrando aí
18:11outra medicação
18:12em breve semanal
18:13mas com indicação
18:15em bula
18:15só para quem tem
18:16deficiência
18:17do hormônio de crescimento
18:18e aí a gente tem
18:19também
18:20as outras
18:21indicações
18:22mas aí só
18:22para o diário
18:23então você faz
18:24um uso diário
18:25por
18:26ideal
18:27iniciar o tratamento
18:28antes da puberdade
18:29quando você já tem
18:30o problema
18:31e aí você mantém
18:33esse tratamento
18:34até chegar
18:34à próxima altura final
18:36ou seja
18:36a gente está falando
18:36de um tratamento
18:37que vai ali
18:37quatro
18:38cinco anos
18:40algumas vezes
18:40mais
18:41longo né
18:42muito longo
18:43de um tratamento
18:44que exige
18:45
18:45uma aderência
18:47importante
18:47porque se você
18:48não tem uma aderência
18:49você perde
18:51
18:51o potencial
18:52de resposta
18:53pelo menos ali
18:54então trabalhos
18:55falam que se você
18:56não aplica duas vezes
18:57por semana
18:57consistentemente
18:58você perde até
18:5840% da resposta
19:00então não é algo
19:01simples
19:02e às vezes eu falo assim
19:03o que está pesando
19:04mais
19:05o estresse do tratamento
19:07ou o estresse
19:08da questão estatural
19:09
19:10então a gente tem
19:10que ser muito honesto
19:12trazer os dados
19:13da literatura
19:14para essa família
19:15para que eles estejam
19:16bem entendidos
19:18de todos os pontos
19:19e o paciente
19:20também participa
19:21dessa conversa
19:21porque é ele
19:22que vai fazer o tratamento
19:23é interessante a gente
19:25pensar nisso né
19:25porque a queixa
19:26muitas vezes
19:27é dos pais
19:27e aí quem sofre
19:29no fundo
19:29acaba sendo a criança
19:30
19:31e que é muito mais
19:31difícil do entendimento
19:32e acho importante
19:34para quem está assistindo
19:34a gente
19:35a gente falar
19:35quando tem indicação
19:36né cara
19:37o hormônio é super importante
19:38ele é seguro
19:40mas ele não é inértil
19:42como qualquer medicação
19:43que a gente vai começar
19:44o tratamento
19:45é importante você colocar
19:46para os pais
19:47que existem
19:47efeitos colaterais
19:49e problemas né
19:50então a gente
19:51daria para o senhor
19:51citar quais
19:52é importante a gente
19:53falar em relação
19:54a edema
19:55dor local
19:56quando você vai fazer
19:57a aplicação
19:57esse pode ser
19:58um problema
19:59essa aplicação seria
20:00onde na barriga
20:01na perna
20:01ou
20:02fica à vontade
20:04então assim
20:06a gente separa muito
20:07em problemas
20:09que podem acontecer
20:10durante o tratamento
20:11e todo o nosso cuidado
20:12em relação a visão
20:13a longo prazo também
20:14claro né
20:15então durante o tratamento
20:16a aplicação
20:17ou é no braço
20:18ou é na barriga
20:18na coxa
20:19no bumbum
20:20é subcutâneo
20:21então não é uma
20:21aplicação injetável
20:23com a seringa
20:24muito grande
20:25é uma agulha
20:26pequenininha
20:26faz em casa mesmo
20:27não precisa
20:28faz em casa
20:29a noite
20:30é o tratamento
20:30da diabetes
20:31
20:32é uma agulha
20:34semelhante
20:35ao da insulina
20:36só que aí
20:37você vai fazer
20:37todos os dias
20:38à noite
20:39e de preferência
20:41alternando
20:42locais de aplicação
20:43então durante o uso
20:45pode ter edema
20:46de pé e mão
20:46pode ter dor de cabeça
20:48que é das queixas
20:50possíveis
20:50é a mais comum
20:51pode ter alteração
20:53dos hormônios
20:54tiroidianos
20:54pode ter também
20:56a edema
20:58de pé e mão
20:59um para 200 mil
21:00é pouco
21:01mas é mais
21:01do que a da população
21:02geral
21:03instabilidade
21:04da articulação
21:05coxo femoral
21:06e também pode ter
21:08aumento da glicemia
21:09porque ele é um hormônio
21:09contra regulador
21:10então a gente tem
21:11que monitorar tudo isso
21:12
21:13e a longo prazo
21:14os estudos mostram
21:15que a medicação
21:16é segura
21:17existe muita
21:18preocupação
21:19da medicação
21:20está associada
21:21a um aumento
21:21de incidência
21:22de doenças
21:23oncológicas
21:23a gente sabe
21:24com o que a gente
21:25tem hoje
21:26de informação
21:26da literatura
21:28que isso não está
21:29tão assim
21:30não parece que a medicação
21:31vai fazer
21:32uma mutação
21:33celular
21:34levando aí
21:34as células oncológicas
21:35mas a gente
21:36não sabe
21:37não tem certeza
21:37absoluta
21:38se você tem
21:38algum fator de risco
21:39se aquilo
21:40estaria associado
21:41a um aumento
21:43da velocidade
21:43de progressão
21:44da doença
21:45
21:45então eu falo
21:47que até remédio
21:47para febre
21:48tem possíveis
21:48efeitos colaterais
21:49e a gente não trata
21:51com remédio para febre
21:52que não é o autismo
21:53que fique bem claro
21:54que não é
21:55aproveitando
21:56a oportunidade
21:57atual
21:58e aí raramente
22:00
22:00que alguma criança
22:00que já tem
22:01por exemplo
22:01uma escoliose
22:02poderia ter
22:03uma piora
22:04desse processo
22:04raro também
22:05uma hipertensão
22:06intracraniana
22:06que é benigna
22:07mas são problemas
22:08que podem acontecer
22:09no uso da medicação
22:10então é muito importante
22:11a gente fazer essa relação
22:12e o uso de forma
22:13adequada e correta
22:14e não um uso estético
22:15que eu costumo falar
22:16
22:16e agora pensando
22:17em crianças saudáveis
22:19que não precisariam
22:20usar esse hormônio
22:21quais os riscos
22:22os efeitos
22:24o que que pode
22:24gerar nessa criança
22:26acho que os efeitos
22:27são esses principais
22:28do ponto de vista físico
22:29que a gente falou
22:30mas tem a parte emocional
22:31também né
22:31então lembrar disso
22:32que a criança vai ser
22:33submetida em gestões
22:34tem todo um processo
22:35de estresse
22:36que a gente tem
22:37que também levar
22:37isso em consideração
22:38quando a gente
22:38tá pensando
22:39numa criança pequena
22:40numa criança
22:41que ainda não tem
22:42a parte toda emocional
22:43e de compreensão
22:45em relação a isso
22:45então acho que tem
22:46esse lado também
22:47importante
22:48e é um risco
22:48pra própria saúde
22:49daquela criança
22:50ou não
22:51a gente não sabe
22:52porque a gente
22:53não trata crianças
22:54que não tem problema
22:55então assim
22:56se você me perguntar
22:57quanto que
22:57uma criança
22:59de altura normal
23:00ganharia com esse tratamento
23:01a gente não tem
23:02nenhum dado
23:02pra poder falar
23:03assim como a gente
23:04também não tem
23:05nenhum dado
23:05de segurança
23:06porque também
23:06não tem os estudos
23:07imagina do ponto de vista ético
23:08como é que a gente
23:09vai colocar um estudo
23:10pra fazer o tratamento
23:11de uma criança
23:11que é saudável
23:12e que não tem indicação
23:13se a gente nem vai conseguir
23:14então isso que a Carol falou
23:14é muito difícil
23:15você avaliar
23:16o que isso pode causar
23:17numa criança saudável
23:18porque a gente não tem
23:18até literatura adequada
23:20sobre isso
23:21e vocês já atenderam
23:22famílias que chegaram
23:24com filhos saudáveis
23:25pedindo por esse tratamento?
23:27quase todos os dias
23:28infelizmente sim
23:30é a principal demanda
23:31do endocrinopediatro
23:32e como que o médico
23:34lida nesse momento
23:35qual a orientação
23:36pros pais?
23:37o que o pediatra
23:38de consultório
23:39que não é endocrinologista
23:40faz é tentar
23:40convencer ao máximo
23:41explica
23:42toda essa nossa conversa
23:43a gente tem no consultório
23:44pra tranquilizar os pais
23:45pra falar sobre
23:46importante essa diferença
23:47a gente valorizar a diferença
23:48tentar trabalhar a autoestima
23:50da criança
23:50e não projetar os problemas
23:52e as dificuldades dos pais
23:53nas crianças
23:53porque a gente vê muito
23:54um pai que queria ser mais alto
23:55e projeta isso na criança
23:57então acho que
23:58o trabalho do pediatra
23:59é tentar mostrar
24:00pros pais
24:00que a criança está saudável
24:02e que ela não precisa
24:02de tratamento
24:03mas chega um ponto
24:04muitas vezes
24:04que pela pressão social
24:05os grupos de whatsapp
24:07como você falou das mães
24:08às vezes já vem com a indicação
24:09vai nesse médico
24:10que é ótimo
24:10ele trata
24:11e aí chega uma hora
24:12que o pediatra
24:13não consegue convencer os pais
24:14aí a gente manda pra endócrina
24:16e fala
24:16olha conversa com a endócrina
24:18ela vai te mostrar
24:18tudo que eu falei
24:19e ela vai te fazer
24:20e aí quando você pega
24:20uma pessoa correta
24:21uma pessoa que do bom de vista ético
24:23tem
24:23ela vai ter a mesma linha
24:25mas infelizmente
24:25não são todos os profissionais
24:27que seguem a mesma linha
24:28então a Carol acaba pegando
24:29muitos casos
24:29que a gente não conseguiu convencer
24:31e manda pra ela
24:31a Carol consegue convencer
24:33todos os pais
24:34nem sempre
24:35nem sempre
24:35mas eu acho que aí
24:36é importante trazer
24:37um ponto
24:38que aquela criança
24:38está nessa consulta
24:39aquela criança
24:40ela está escutando
24:41tudo isso
24:42ela está escutando
24:43o que o pai está falando
24:44e que a mãe está falando
24:45que ela precisa ser mais alta
24:46e eu acho que aí
24:48a gente tem que
24:48trazer pra essa criança
24:50olha só
24:51está tudo certo com você
24:52nós somos diferentes
24:54tem pessoas altas
24:54pessoas baixas
24:55cores de pele diferentes
24:57cabelos diferentes
24:58e estaturas diferentes
24:59você não vai ser nem melhor
25:00e nem pior
25:01por conta disso
25:02então trazer pra essa criança
25:04que está vindo
25:05com uma demanda
25:06seja dos pais
25:07seja da escola
25:08seja dos amigos
25:10que está tudo certo
25:11com ela
25:12que não tem
25:13nenhum problema
25:14eu falo que o mais importante
25:15é ter saúde
25:16ser bom no que faz
25:17e ser uma pessoa do bem
25:18porque a gente está precisando
25:19incentivar os hábitos
25:21saudáveis do dia a dia
25:23praticar exercício físico
25:25comer
25:25alimentação
25:26exatamente
25:27que vai na linha
25:28do saudável
25:29o que a gente está vendo
25:30hoje na alimentação
25:32da população geral
25:33e também
25:33nas nossas crianças
25:34é um absurdo
25:36crianças cada vez mais
25:37atingindo a obesidade
25:38comendo de forma errada
25:40não praticando exercício
25:41exatamente
25:42e é interessante
25:43que às vezes
25:43alguém chega assim
25:45o que o endócrino pediatra
25:46tem no consultório
25:48é muita obesidade
25:49eu falei
25:50apesar de ser a doença
25:51com maior prevalência
25:52não é a principal demanda
25:54e a gente tem que ter
25:55um olhar muito cuidadoso
25:56para essas crianças
25:56que estão se desenvolvendo
25:58nesse mundo
25:59com tantas questões
26:01de alimentação
26:02PC aliás
26:03é muito mais do que altura
26:04exatamente
26:06vamos deixar uma mensagem
26:08final
26:09para os pais
26:10para quem está nos acompanhando
26:11e está enfrentando
26:12de repente
26:12esse turbilhão
26:14de dúvidas
26:16por favor Carol
26:17bom
26:18eu acho que o importante
26:19é como pai
26:20está sempre
26:21fazendo o acompanhamento
26:22adequado
26:23do seu filho
26:23levando um médico
26:25num pediatra
26:26que tenha
26:27boas condutas
26:28e que traga
26:29todo o
26:31arsenal necessário
26:32para que essa criança
26:32se desenvolva bem
26:33detectar
26:35problemas de crescimento
26:36quando ocorre
26:37e daí
26:37procurar o especialista
26:38nesses casos
26:41não negligenciar
26:42também
26:42porque a gente está
26:43falando de um lado
26:44mas a gente tem que ter
26:44cuidado com o outro
26:45e se não há um problema
26:48de saúde
26:48o principal
26:49o pai e a mãe
26:50a família
26:51é uma base
26:52de segurança
26:53para aquela criança
26:53que está em desenvolvimento
26:54se os pais estão seguros
26:56que está tudo certo
26:57essa criança também
26:58vai ficar segura
26:58que ela está bem
26:59e que ela vai ser capaz
27:00de fazer qualquer coisa
27:01sendo mais alta
27:01mais baixa
27:02a gente está vivendo
27:03um momento na medicina
27:04que eu acho
27:05que é muito difícil
27:06em que as pessoas
27:07buscam tratamento
27:08a qualquer custo
27:09então buscam
27:09soroterapia
27:10que não tem nenhuma
27:11evidência de que
27:11tenha benefício
27:12dietas malucas
27:14então a gente está
27:15tratando muita gente
27:16sem necessidade
27:17quando você faz isso
27:18com o seu corpo
27:19eu acho que
27:20é ruim
27:20mas você está
27:21se prejudicando
27:22quando a gente faz isso
27:23com uma criança
27:24acho que aí o prejuízo
27:25é enorme, é maior
27:26e é uma responsabilidade
27:27muito grande
27:27então acompanhar a criança
27:28de forma adequada
27:29o hormônio é seguro
27:30quando bem indicado
27:31quando tem indicação adequada
27:33mas a gente não deve
27:34tratar uma criança
27:35que está saudável
27:36acho que essa é a nossa
27:36mensagem para quem está
27:37em casa
27:38e valorizar as diferenças
27:39e empoderar o seu filho
27:40independente do tamanho
27:41que ele tenha
27:42porque esse alto
27:42também tem problemas
27:43sim
27:44é verdade
27:45quero agradecer
27:47mais uma vez
27:48a participação
27:48da doutora Carolina
27:49também do doutor Paulo
27:50e a você que nos acompanhou
27:52obrigada também
27:53se você tiver
27:54alguma dúvida
27:55ou sugestão de tema
27:56que quiser ver aqui
27:57no programa
27:58mande um e-mail
27:59para nós
27:59é o saúde
28:00arroba jovempan.com.br
28:02para rever essa
28:03e outras entrevistas
28:04é só acessar o canal
28:06Jovem Pan News
28:07ou o aplicativo
28:08da Panflix
28:08para Android
28:09ou IOS
28:10até a próxima semana
28:12Jovem Pan Saúde
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