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O Brasil se beneficiou da pausa chinesa nas compras de soja dos Estados Unidos, aumentando sua participação no mercado global. Em entrevista ao Real Time, Leandro Gilio, professor do Insper Agro Global, explicou como isso impacta preços internos, investimentos e a expansão do uso de biocombustíveis no país.

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Transcrição
00:00O Brasil pode se beneficiar dessa nova escalada dos Estados Unidos contra a China?
00:10Os mais recentes estudos americanos mostram que os chineses pausaram as compras de soja
00:15dos Estados Unidos, o que beneficia o Brasil, que é o maior exportador mundial do grão.
00:20A gente conversa sobre isso agora com o Leandro Gílio, que é professor do Insper AgroGlobal.
00:25Bom dia para você, professor.
00:26Seja bem-vindo.
00:27Bom dia, obrigado.
00:31Bom, a China tem trocado os Estados Unidos pelo Brasil nas importações de soja.
00:36Na sua opinião, que reflexos que isso pode trazer nos preços internos?
00:41O que pode acontecer se o bloqueio chinês cair?
00:46Olha, desde maio existe essa suspensão das compras da soja norte-americana pelos Estados Unidos.
00:52Isso daí favoreceu tanto as vendas do Brasil quanto da Argentina e outros fornecedores globais.
00:57Então, isso tem favorecido o nosso produto, a entrada do nosso produto para a China.
01:03E a continuidade dessa guerra comercial, que não parece próxima de resolver, fatalmente vai favorecer nós o ano que vem também.
01:12Então, apesar de que nossa produção, a gente tem uma estimativa de alta para o próximo ano,
01:18a demanda deve estar firme também e, com certeza, a gente deve ter preços um pouco melhores.
01:25Ao longo dos últimos dois anos, a gente tem assistido uma queda com relação aos preços de soja.
01:30Tanto porque a gente passou por problemas de guerra, pandemia, etc., que elevaram o preço um pouco além do normal, digamos assim.
01:38O mercado se acomodou um pouco.
01:40Agora, a gente tem esse elemento aí de uma demanda robusta, muito oriunda, como por causa da China,
01:46que absorve mais de 70% da nossa produção em grãos.
01:50Leandro, pelas conversas que você tem com os empresários do agro, você sente que tem segurança no setor
01:56para investir na ampliação da produção?
01:58Obviamente, a demanda está gigante, como a gente está vendo,
02:01mas não tem também um temor de que, da noite para o dia, a China volte a comprar grandes quantidades dos Estados Unidos
02:07e aí, talvez, essa ampliação aqui não seja tão bem sucedida?
02:11Olha, realmente, há uma dificuldade com relação a ter expectativa de longo prazo,
02:18porque a gente está vendo que com relação a essa guerra comercial, essa questão comercial,
02:22isso daí muda de semana para semana.
02:24Até pouco tempo atrás, se tinha uma expectativa que talvez fosse sair algum tipo de acordo,
02:29algum estabelecimento de uma relação um pouco melhor entre os Estados Unidos,
02:34mas essa semana passada, o clima já esquentou um pouco de novo.
02:37A questão é que também não tem como, do nada, essa demanda da China se voltar totalmente para os Estados Unidos,
02:45até porque eles não têm como suprir essa produção tão rapidamente,
02:51essas aí mudarem de rota.
02:53Então, por mais que o Trump tenha dito ali que queria quadruplicar as vendas para a China,
02:57um pouco tempo atrás, de soja, não tem como eles atenderem essa demanda tão rápido assim.
03:03Então, por um período aí, realmente a gente vai se beneficiar.
03:08Então, vemos assim que para o próximo ano, eu creio que o produtor acabou investindo.
03:12Se a gente olha aí o primeiro relatório da Conab com relação à tradução de safra para o próximo ciclo,
03:17a gente vê que existe aí uma expansão diária, uma expansão de produção prevista.
03:21Isso aí justamente vem de um certo investimento, uma expectativa do produtor,
03:26que visita mais demanda externa também.
03:28A gente viu hoje cedo o Trump ameaçar cortar a compra de óleo de soja vindo da China,
03:34se a China não comprar a soja dos Estados Unidos.
03:36Estava até comentando com o Rodrigo aqui no estúdio que,
03:39diante de tantas ameaças piores que o Trump fez,
03:42será que esse mercado de óleo de soja internacional,
03:45ele é tão relevante assim para a China também,
03:48a ponto de ser algo que se possa ameaçar a China a respeito disso?
03:52É, de fato isso aí surpreende um pouco, porque não é um mercado tão relevante assim.
03:59É até meio lógico, se a gente diminuiu as compras de soja,
04:02até porque começa a sobrar soja dentro do mercado americano,
04:05e o que eles têm que fazer é justamente esmagar essa soja e destinar ela para algum tipo de produto.
04:11Então, eu acho que não é nada surpreendente não,
04:14talvez seja uma ameaça ali, dentre outros fatores ali,
04:20eu acho que esse daí não é um produto essencial que vai definir essa guerra comercial,
04:24ou definir qualquer tipo de revertida de mercado.
04:26Então, acho que foi ali mais um comentário relacionado a um produto que eles compram,
04:30tanto óleo de soja como também óleo de soja usado,
04:34que eles usam para fabricação de biocombustíveis,
04:37mas não é algo assim que seja algo que vai definir o mercado
04:41ou ter uma grande transformação por conta disso.
04:43Agora, isso que você citou é importante, né?
04:45A soja está sendo usada cada vez mais para produzir combustíveis.
04:49Você acha que isso, a longo prazo, pode também valorizar muito a produção de óleo
04:52em países como o Brasil, que já produz bastante?
04:56Com certeza, o ano que vem, a gente já tem uma previsão de maior uso de soja para biocombustível,
05:01aqui no Brasil mesmo, porque aumenta o mandato ali da adição de biodiesel para biodiesel condicional,
05:07a gente chega ao patamar ali de 15%,
05:09então já tem uma previsão de demanda um pouco maior,
05:12e a previsão aí para o mundo é que o mercado de biocombustível se expanda,
05:17principalmente para alguns produtos que não há aí uma troca muito fácil para outro tipo de combustível,
05:24como, por exemplo, combustível para aviação, combustível para navegação de navios.
05:29Então, para esses mercados aí se prevê uma expansão de uso de biocombustíveis
05:33e aí, a longo prazo, a gente pode ter aí algum retorno,
05:36até porque nós somos aí o principal produtor de óleo agiloso do mundo,
05:40então, o principal exportador,
05:43então, realmente, a gente pode aí se beneficiar desses mercados,
05:46que tem uma tendência a se expandir, com certeza.
05:49Leandro Gílio, professor e pesquisador do Insper Agro Global,
05:52muito obrigado pela sua participação aqui no Real Time e bom dia.
05:55Bom dia, obrigado.
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