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O diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), Rodolpho Ramazzini, concedeu entrevista ao Morning Show para falar sobre o trabalho da entidade frente à crise das bebidas adulteradas que têm causado intoxicações por metanol em São Paulo e outros estados.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/A3dffi1Uy1E

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Transcrição
00:00Esse primeiro realmente tem pegado bastante porque pessoas estão morrendo, estão sofrendo com os efeitos e a falsificação realmente não para.
00:08E tem críticas relacionadas também ao governo federal quanto a isso que a gente vai estar repercutindo,
00:14trazendo uma entrevista exclusiva também com um representante de peso aqui no Morning Show.
00:18Começo com o João Bellucci, que tem acompanhado também toda essa crise, né, João?
00:21Em relação aí a esses casos de intoxicação por metanol, realmente são preocupantes e as críticas relacionadas ao governo,
00:28que a gente vai estar trazendo mais a fundo, mas eu já gostaria da sua análise preliminar.
00:33Bom dia, David e todos os amigos aqui do Morning Show e toda a audiência.
00:37Realmente o que causa muito estranhamento nesse caso é que a gente estava até conversando aqui nos bastidores que não há uma clareza efetiva.
00:42Como se deu essa contaminação pode ter sido até de forma rudimentar, né, entre aspas, sem querer.
00:49O que a gente estranha agora é essa questão da política, né, fica o governo federal lhe dá suas coletivas, o governo estadual dá suas coletivas.
00:55Quando o caso repercute muito, vira uma espécie de trending topic, todo mundo quer falar em cima, fazer coletivas,
01:01e fica aquelas coletivas dos governos que já é um clássico, né, ficam seis, sete pessoas ali.
01:07Potencialmente muitos deles serão candidatos, o que é legítimo também, faz parte do jogo.
01:11Agora o que a gente precisa é de uma resposta, não é, David?
01:13Porque falou-se, é o crime organizado, o Tarcísio inicialmente descartou, agora parece que são grupos menores.
01:18E de alguma forma esse crime organizado, pelo menos no estado de São Paulo, me parece que todos em último grau tem alguma ligação ali com o primeiro comando da capital, né, o famoso PCC.
01:28Então a gente precisa dessa resposta, até porque são muitas mortes, né, o próprio governador deu a declaração, que certamente falaremos logo mais,
01:35que ele deu uma declaração infeliz, fica todo mundo querendo falar sobre o tema, mas muitas vezes não tem uma clareza do que é, né.
01:41Então a gente aguarda as investigações, esperamos que os culpados sejam presos, né, e punidos, mas por homicídio, né, porque isso é homicídio, né,
01:48que você cometeu um crime contra a economia popular, esses crimes menores, o crime de fato é homicídio, porque é sabido que essa substância causa o óbito.
01:55Bom, a doutora Liliane Doreto foi convidada, não foi à toa, delegada ainda em efetividade aqui no estado de São Paulo, né,
02:01tá acompanhando também essas investigações.
02:04Acredita mesmo ligação com o crime organizado?
02:06Gente, primeiramente, bom dia, é um prazer estar aqui, mas assim, vamos deixar bem claro, o crime organizado,
02:14ele não gastaria o tempo dele pra falsificar a bebida alcoólica, que tem uma pena muito maior,
02:21diferentemente do que se pensa, nós temos o artigo 272, que quando causa morte ou grave lesão, no caso da pessoa ficar cega,
02:29é um crime também equiparado e de onda, e a pena é muito maior, ela vai até 38 anos,
02:35quando o acúmulo material.
02:38Então, necessariamente, de uma medida legal, é muito melhor você tipificar com essa qualificadora do 272,
02:46do que você colocar em crime de onda, do homicídio, praticamente.
02:50O crime organizado, ele ganha muito mais dinheiro, é muito menos exposto,
02:54do que ficar em fundo de quintal fabricando bebida adulterada.
02:58Então, essa participação com o PCC não faz sentido, nem econômico.
03:04Bom, a gente ainda vai repercutir bastante, mas vamos ao vivo com a Danúbia Braga,
03:07que já está posicionada, esperando a gente chamá-la, justamente sobre as investigações,
03:12porque houve, então, um trabalho da Polícia Técnico-Científica também,
03:17na perícia dessas garrafas, né, Danúbia?
03:19Quais as atualizações você traz pra gente, ao vivo, aqui no Morning Show?
03:22Bom dia.
03:22Oi, David, bom dia pra você, bom dia a todos.
03:28Pois é, foi realizada uma perícia, então, no Instituto de Perícia Criminalística
03:35da Polícia Científica de São Paulo, e aí o que apontou é que dos dois grupos
03:40de bebidas alcoólicas que foram apreendidos, foram feitas algumas análises,
03:45e foi visto, então, que o metanol teria sido adicionado à bebida e não seria fruto
03:52de um processo natural de destilação, como estava sendo cogitado até então.
03:58O que a polícia ainda não descarta são as linhas de investigação de como o metanol
04:03teria parado nas bebidas alcoólicas.
04:05Se foi, justamente, naquela primeira linha de investigação que surgiu, que o metanol
04:10teria sido usado ali pra desinfetar as garrafas que são reaproveitadas em processos de falsificação
04:16de bebida alcoólica, ou se o metanol teria sido adicionado ali pra dar mais volume à
04:22bebida alcoólica.
04:23Então, a polícia ainda tem essas duas linhas de investigação.
04:26Mas o resultado dessa perícia é de que não foi, então, o metanol, ele não é resultado
04:33de um processo natural de destilação, e sim que ele foi adicionado.
04:38Agora, a gente precisa ainda entender como ele foi adicionado, como ele foi parar nas
04:44bebidas alcoólicas.
04:46Além disso, o Instituto não divulgou, então, quantas garrafas, qual a quantidade de bebida
04:52alcoólica que foi periciada, mas diz que foram dois grupos desses que foram ali apreendidos,
04:59pra gente ter uma ideia, desde o dia 29 de setembro, pelo menos 16 mil garrafas de bebida
05:03alcoólica foram apreendidas nas fiscalizações realizadas pela Polícia Civil, em conjunto
05:08com a Vigilância Sanitária, Secretaria da Fazenda e Planejamento.
05:12Toda uma força-tarefa empenhada, então, nesse momento, em tentar descobrir de que forma o
05:18metanol teria parado, então, nessas bebidas alcoólicas.
05:20Além disso, a gente traz um balanço também de prisões.
05:23Pelo menos 21 pessoas já foram presas nas últimas semanas com envolvimento em falsificação
05:29e adulteração de bebida alcoólica, principalmente quando a gente pensa em gin, vodka e whisky,
05:35que até o momento são, aliás, principais bebidas que estão causando intoxicação por
05:39metanol.
05:40Então, essa é uma informação importante, uma informação nova de que, de acordo com
05:45essa perícia realizada nesses dois grupos de bebidas alcoólicas que foram apreendidas
05:49nos últimos dias, foi constatado que o metanol presente, ele não é resultado da
05:55destilação natural, que acaba tendo um pouco de metanol.
05:59Na verdade, ele foi adicionado.
06:01Agora, a polícia segue com as investigações para saber se foi, nesse momento ali de desinfecção
06:07dessas garrafas, né, no momento que eles vão fazer a limpeza para reutilizar mais uma
06:11vez, falsificando essas bebidas, ou se foi adicionado para dar mais volume à bebida
06:16alcoólica.
06:17Volto com vocês no estúdio.
06:18Tá certo, Danúbia Braga, ao vivo, direto, no centro das investigações, no Palácio
06:23da Polícia.
06:23Muito obrigado pelas suas informações aqui no Morning Show, que reforça, basicamente,
06:27a tese da doutora Liliane Doreto, né, que realmente traz essa evidência de que o produto,
06:33ele não foi, ali, uma composição na bebida, e, às vezes, foi utilizado para lavagem.
06:38Só que quem está fornecendo, também, esse metanol para esses grupos?
06:42É, se você me permite, são várias questões.
06:44Primeiro que a gente precisa entender é o seguinte.
06:46O metanol e o etinol são substâncias muito similares.
06:51Ambos vêm de processo de fermentação de cereais, de frutas, etc.
06:56O metanol, ele vem da madeira.
07:00O etanol, desse processo de fermentação.
07:02Eles são muito semelhantes.
07:04Tanto que o metanol, ele tem sabor adocicado, ele tem odor de álcool, e ele é facilmente
07:09misturado, porque ele dá volume.
07:12Ele é muito utilizado nas indústrias de desinfetantes.
07:19Então, ele, efetivamente, é necessário e é produzido em larga escala.
07:24O etinol, nós temos dois.
07:26O etinol, quando ele é tratado e quando ele é diluído, não, é feita uma limpeza nele,
07:36ele pode ser, e ele é até um resultado da bebida alcoólica, e ele pode ser consumido.
07:45Agora, quando o etanol, ele tem purezas, e ele é composto com água que não é potável,
07:54etc., por cautela, se adiciona nele uma substância amarga e até cheiro, porque ele vai ser usado
08:02como combustível.
08:03Então, nós temos essa cautela, já se tem essa cautela.
08:06O problema é que o metanol, por ele ser facilmente manipulado e colocado dentro da bebida
08:12alcoólica, ele vai dar volume, ele é barato, ele pode ser colocado, ele pode ser saborizado,
08:18ficar colorido, você pode produzir uísque, você pode produzir vinho, outros tipos de
08:25bebidas alcoólicas, ele geralmente é feito em fundo de quintal.
08:29E aí, se falsifica o rótulo e se vende para vários lugares.
08:33O que está mais causando essa repercussão é que isso não está acontecendo somente nos
08:38bairros periféricos, onde as pessoas pagam barato para tomar um uísque.
08:42Esses fatos das contaminações foram, aqui em São Paulo, nos lugares mais badalados,
08:51nos lugares caros.
08:52É, em lugares nobres, né?
08:53Em lugares nobres.
08:54Então, isso também leva a população a ficar num estado de caos, porque está muito próximo
09:02de todo mundo, né?
09:04Então, assim, sempre houve fiscalização, Polícia Civil, a Secretaria Anvisa, a INP,
09:13sempre fizemos fiscalizações, sempre.
09:15Só que agora demanda que se faça uma força tarefa, como foi feita, está sendo feita,
09:21porque a população precisa se conscientizar, até para saber como identificar quais são
09:29os métodos, os antídodos usados e para que isso se aperfeiçoe, porque precisa de uma
09:35força tarefa, quem é o fabricante, até chegar no destinatário final, seja lá qual seja
09:44a finalidade.
09:45Bom, a gente já vai com a Juliana Natriele e também o Mano Ferreira, mas antes eu vou
09:49chamar o Rodolfo Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação,
09:54que inclusive está em Brasília e tem críticas relacionadas ao governo, porque o governo
09:59não consegue controlar, segundo a associação, a entidade, o volume das indústrias que são
10:05legalizadas, né, Rodolfo?
10:07Você até enfatizou isso por diversas vezes, eu gostaria que você destacasse esse ponto
10:12e também depois a gente vai trazer o contexto das apreensões que foram feitas no Nordeste,
10:15que também contou com o apoio tanto da Polícia Civil como também da entidade.
10:20Então, é com você, eu gostaria que você falasse sobre como que funciona o Cicobi.
10:26Bom dia, é um prazer estar com vocês aqui no Morning Show de novo.
10:30Como você sabe, porque você mesmo já fez várias matérias a respeito, a BCF vem alertando
10:35para esse crescimento do volume de bebidas ilegais no mercado brasileiro, bem como para
10:39a entrada do crime organizado nesse setor já há dois, três anos, e tudo isso se
10:44deve ao desligamento do Cicobi, que é o sistema de controle de produção de bebidas da
10:49Receita Federal e da Casa da Moeda do Brasil.
10:51Nós temos dados científicos, pesquisas feitas por consultorias internacionais, temos estudos
10:59feitos pela Universidade de São Paulo e comprovam que após o desligamento do Cicobi por um
11:05ato declaratório de um funcionário de terceiro calo da Receita no dezembro de 2016, o mercado
11:11de bebidas ilegais no Brasil explodiu.
11:13cresceu assustadoramente em volume, em prejuízo causado para o setor, tanto que o setor de
11:19bebidas hoje é o setor mais prejudicado pelo mercado ilegal no Brasil, as perdas são
11:23de 88 bilhões de reais por ano, eram de 16 antes do desligamento do sistema, mas o
11:30principal é que sem o Cicobi fica dificultada a fiscalização e a identificação das bebidas
11:38originais para diferenciá-las das falsas, nos atos de fiscalização das autoridades,
11:44o próprio dono do comércio, do bar, do restaurante, quando recebe o seu produto, para verificar
11:48se esse produto é original ou não.
11:50E o consumidor fica à mercê dessas quadrilhas de falsificadores que hoje estão fazendo o
11:58que, para mim, é a parte mais nefasta do mercado ilegal, que é sem farvidas pela ignação
12:04de uns e a ação dolosa de outros, que é o crime organizado atuando dentro desse setor.
12:10A BCF, desde que estourou esse escândalo do metanol, vem trabalhando em conjunto com as
12:15autoridades a nível federal, a nível estadual, apoiando as polícias, as vigilâncias sanitárias
12:20em diversas operações do território nacional para tentar, com ações de inteligência e
12:26law enforcement, desarticular logo essas fontes clandestinas de bebida cuja contaminação
12:32com o metanol foi comprovada, estamos tentando chegar nelas para fechá-las, ontem foi feita
12:37uma brilhante operação no estado de Pernambuco com diversos órgãos, Polícia Civil, a Pevisa,
12:44Vigiagro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a BCF, Receita, na qual nós
12:50debelamos uma fábrica clandestina, um alambique clandestino e uma gráfica com apreensões
12:55superiores a 50 mil garrafas, foros de insumos, diversos torneis e bombonas.
13:02É, acho que tivemos uma instabilidade na conexão, mas eu conversei com ele fora do
13:09ar também, ele estava criticando o governo sobre essa disputa também em relação ao
13:14protagonismo, porque vai lá, faz uma coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda até se
13:18pronunciou dizendo, olha, nós conseguimos controlar tudo que é fabricado no Brasil, mas de acordo
13:23com o Rodolfo, não, não é isso que acontece de fato.
13:26Até os detalhes, todos os detalhes sobre o Cicobi, como ele funciona, tem até arte no nosso
13:31site, você pode ter acesso na nossa página, www.jp.com.br, lá tem todo o contexto, né,
13:39sobre a importância dessa ferramenta e até de mecanismos também que poderiam ser criados
13:43como uma espécie de selo timbrado para demonstrar que a bebida não é falsificada.
13:48A gente vai tentar restabelecer o contato, mas por enquanto eu vou com o Mano, porque é
13:51muito preocupante isso, e aí tem a inação por parte do governo, né, Mano?
13:55E é impressionante, David, o volume que a falsificação tem atingido dentro do mercado,
14:00né, as estimativas apontam que até 36% do mercado de bebidas está na mão de contrabando
14:09e falsificação.
14:10Então, isso é muito preocupante, quer dizer, um volume muito grande de dinheiro, né, mas
14:15acho que recuperamos a conexão.
14:18Isso, exatamente.
14:19Então, vamos com a Juliana para fazer a próxima pergunta.
14:21Eu queria entender um pouco mais como que esse sistema ou outros sistemas que seriam propostos
14:27para a gente melhorar a qualidade, porque eu vejo que é impossível manter uma intensidade
14:31de fiscalização tão grande por parte do poder público.
14:34Acho que quando teve essa crise faz todo sentido ter essa força-tarefa, mas a gente precisa
14:39evoluir para um sistema que seja eficiente, mas de forma que também não traga mais burocracia,
14:44porque a gente tem que tomar cuidado, porque cada vez que há uma crise, a gente aumenta
14:48sempre essa ideia de que se você controlar mais, tiver mais controle do Estado, maior
14:53burocracia, isso vai resolver.
14:55Isso não necessariamente é verdadeiro, porque quando você tem um custo de produção mais
14:59alto, também você favorece, né, que você tenha mais descaminhos.
15:03A gente tem tantas coisas controladas e mesmo assim você tem mercado ilegal.
15:07Então, como seriam medidas efetivas, mas não que não trouxesse um peso burocrático
15:12que vocês estão estudando ou que têm conversado para resolver essa crise e trazer segurança
15:16para os consumidores.
15:17Inclusive, está em Brasília fazendo essas articulações, né?
15:21Bom, eu peço desculpas aí, a minha conexão caiu porque estão me ligando sem parar aqui,
15:26mas vamos lá.
15:28A questão, em primeiro lugar, o SICOB é zero burocracia.
15:32O SICOB é um sistema completamente automatizado da Casa da Moeda e da Receita Federal, que funciona
15:37com contadores de produção na linha de produção, fazendo marcação de produtos,
15:42com tinta de segurança um a um.
15:44Isso não atrapalha a linha de produção.
15:47É um sistema 100% automatizado, que em tempo real a Receita sabe quanto cada fábrica
15:52está produzindo para poder tributar.
15:55E essa gravação em cada produto, com tinta de segurança similar à usada em dinheiro
16:00e em passos fortes, é a garantia e a maneira certa para que a gente possa identificar a bebida
16:06original diferenciando ela da falsa de maneira mais eficaz nas fiscalizações.
16:11Eu concordo que só fazer ações de inteligência e repressão não funciona.
16:18Exatamente por isso é que a gente defende a retomata do sistema.
16:21A BCF nunca recebeu tantas denúncias através dos canais da entidade sobre bebidas ilegais,
16:27nunca efetuou tantas denúncias ou protocolou tantas petições junto às autoridades,
16:32nunca acompanhamos tantas operações.
16:33Mas enquanto a gente não aliar tecnologia e colocar ela a serviço da população
16:40para garantir a saúde e a segurança de todos, nós vamos continuar tendo esses problemas.
16:45É vital a gente usar um sistema que já se provou eficaz, que é público,
16:52cuja lei que disciplina foi aprovada no Congresso,
16:55sancionado pelo Presidente da República, colocar isso de volta para funcionar,
17:00para garantir a saúde e a segurança dos brasileiros.
17:02Quando a BCF olhou para o mercado e viu essa explosão do mercado ilegal,
17:07após o desligamento do SICOCO,
17:10e que o mercado estava 100% descontrolado,
17:13nós entramos com uma ação junto ao Tribunal de Contas da União,
17:16requisitando que fosse analisada a ilegalidade no desligamento do sistema,
17:21e que ele fosse retomado de imediato.
17:23O TCU entendeu que nós estávamos corretos
17:27e ordenou à Receita que retomasse imediatamente
17:29o controle de produção de bebidas no Brasil,
17:32para garantir exatamente a segurança da população.
17:36Agora, para nossa surpresa, a Receita recorreu ao STF,
17:39é ligado que o sistema tinha um custo de dois centavos por marcação de lata ou garrafo,
17:44e que isso iria impactar em custos, né?
17:47O que é o custo de dois centavos, três centavos por lata,
17:50ou por garrafa,
17:52para você garantir a segurança e a saúde dos consumidores?
17:55É nada.
17:56É absolutamente nada.
17:58Então, a questão, inclusive, desse valor está estipulada na lei.
18:02O mesmo valor que era cobrado em 2008, 2009, é o valor de hoje.
18:06Isso não vai mudar.
18:07Agora, esse sistema precisa ser retomado,
18:09porque a única maneira eficaz
18:11da gente poder garantir que o produto que vai chegar na ponta
18:14é o produto original,
18:15para garantir a segurança e a saúde dos consumidores.
18:18inclusive, na versão atualizada desse sistema,
18:24a tinta que vai gravar as garrafas de bebida destilada, por exemplo,
18:28é uma tinta reflexiva,
18:29que qualquer comerciante ou consumidor,
18:32com uma luz UV, vai poder verificar se é aquele produto original.
18:35A gente precisa colocar essa tecnologia a serviço para o cidadão,
18:39para mitigar a atuação do crime organizado,
18:40e os preços bilionários que o setor vem tendo.
18:43Tá certo, Rodolfo Ramazzini,
18:45ele que é diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação.
18:48Agradeço demais a presença aqui no Morning Show,
18:51e qualquer novidade, qualquer atualização,
18:52e até mesmo as operações,
18:54a gente vai estar trazendo aqui ao longo da nossa programação.
18:56Obrigado.
18:58Obrigado, foi um prazer estar com vocês no Morning Show.
19:00Valeu.
19:01Obrigado.
19:02Obrigado.
19:03Obrigado.
19:04Obrigado.
19:05Obrigado.

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