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  • há 6 meses

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00:00Olá, bem-vindas e bem-vindos a mais um Ponto de Vista.
00:12Hoje estamos recebendo aqui no estúdio a secretária da Mulher de Pernambuco, Juliana Gouveia.
00:18Vamos falar sobre as ações da secretaria voltadas para as mulheres, como o enfrentamento
00:24à violência de gênero e o cuidado com mulheres em situação de vulnerabilidade.
00:29A secretária Juliana Gouveia, seja muito bem-vinda e muito obrigado por ter aceitado o nosso convite.
00:35Nós que agradecemos a oportunidade de estarmos aqui divulgando os trabalhos da secretaria da Mulher.
00:40Queria começar com a questão da violência contra a mulher, né?
00:43Como é que na sua secretaria a senhora está lidando com essa questão do enfrentamento
00:48à violência contra a mulher, juntamente com a secretaria de defesa social?
00:53O que está sendo feito para que a gente consiga diminuir essa violência contra as mulheres aqui em Pernambuco?
00:59Nós estruturamos as campanhas de prevenção à violência contra a mulher.
01:03Além de fazer formação continuada com os organismos de política para as mulheres,
01:07nós também fizemos campanhas na ponta.
01:10Então, nós realizamos campanha nos 184 municípios, chegando junto da comunidade,
01:14fortalecendo esse organismo de política para a mulher.
01:16Ampliamos a quantidade de material que é ofertado aos municípios para garantir que essa informação
01:21dos serviços da rede chegue às mulheres pernambucanas.
01:24Também atuamos junto com a SDS nos abrigamentos das mulheres,
01:28chegando mais rapidamente para essa mulher que está em risco de morte.
01:32E aí a gente acolhe essas mulheres nas casas-abrigo.
01:34Então, estruturamos também essa rede, reestruturamos essa rede das casas-abrigo
01:38para que as mulheres sejam melhor acolhidas nesse espaço,
01:42para que ela possa sair também desse espaço mais fortalecida
01:45para romper com o ciclo da violência doméstica e familiar.
01:47Também estamos fortalecendo a entrega das unidades portáteis de rastreamento,
01:52que é um aparelhinho pequeno, parece uma bateria de telefone,
01:54que as mulheres podem andar com ela na bolsa.
01:57Então, essas unidades portáteis de rastreamento são concedidas através do judiciário.
02:02Quando eles informam a medida protetiva, eles também indicam a possibilidade desse monitoramento.
02:06E a gente, enquanto Secretaria da Mulher, está entregando essas unidades portáteis.
02:10Como é que funciona essa unidade portáteis, Secretaria?
02:13A senhora disse que é um aparelhinho, parece uma bateria de celular.
02:16A mulher fica com esse aparelho e ele serve para quê?
02:20Ela usa esse aparelho em que situação?
02:22O autor de agressão, ele usa uma tornozeleira e ela usa o que a gente chama de UPR.
02:27E no caso que esse autor de agressão se aproxime dela,
02:30essa UPR vibra e aciona também a polícia ou o CEMEP,
02:33que é o Centro de Manteinamento de Pessoas.
02:35Então, se por acaso ela achar, por exemplo, digamos que o juiz deu 5 quilômetros de distância
02:41para esse autor de agressão, mas ela sabe que ele está perto ali,
02:46alguém informou ela que ele está rondando a área,
02:47ela também pode apertar um botão que tem nesse aparelho
02:50e assim ela aciona o sistema e a polícia também chega para acompanhar e acolher.
02:55É um número extremamente importante o dessa UPR,
02:58porque durante o tempo dessa política, que já tem mais de 10 anos,
03:01nenhuma mulher sofreu feminicídio.
03:02Então, a gente vem fortalecendo também, junto com o TJ,
03:05a necessidade que os juízes indiquem mais o uso da UPR
03:08e também fortalecendo campanhas para explicar o que é e a importância desse aparelho
03:13no enfrentamento à violência contra a mulher.
03:16Secretária, infelizmente, a gente tem visto que o feminicídio aqui no Estado continua muito alto, né?
03:21Quase toda semana aqui na TV Tribuna, a gente dá a notícia de alguma mulher que foi assassinada,
03:27muitas das vítimas assassinadas pelos próprios companheiros.
03:31Como mudar isso?
03:32A gente precisa entender que a violência contra a mulher é um problema social
03:36e que a gente tem que estar envolvido nesse processo.
03:39Enquanto o Estado de Pernambuco, a gente vem fortalecendo essa política
03:41e fortalecendo também o trabalho da SDS.
03:44Hoje, o Estado conta com 40 patrulhas Maria da Penha fazendo esse trabalho na ponta,
03:49acompanhando as mulheres vítimas de violência.
03:51Também fortalecer a SDS, a segurança pública,
03:54é fortalecer esse enfrentamento na medida que os policiais vão estar preparados para chegar junto.
03:59Só que a gente tem que entender que esse problema do feminicídio, da violência contra a mulher,
04:03não é um problema só de segurança pública, é um problema que é de todos nós.
04:07Porque pode ser que eu, enquanto Estado, que a SDS, enquanto Estado,
04:11não saiba que tem uma mulher sofrendo violência.
04:13Mas a gente, vizinhos e vizinhas, nós sabemos que as mulheres estão sofrendo violência.
04:19A gente precisa também denunciar para que a segurança chegue até essa mulher.
04:24Dos números de feminicídio, 85% das mulheres não entraram na rede de enfrentamento à violência de nenhuma forma.
04:33Então, em geral, a mulher que chega na rede, ela não morre.
04:37Acontece alguns casos, acontece.
04:38Mas a grande maioria das mulheres que chega na rede, inclusive por tentativa de feminicídio,
04:42ela não morre. Por quê? Porque a rede é eficiente.
04:45O que precisa é que as mulheres conheçam mais essa rede e acionem mais.
04:50A partir do momento que ela se sinta ameaçada pelo companheiro ou pelo ex-companheiro,
04:55ela já procure essa rede.
04:58Isso. Por isso que é tão importante estarmos aqui na tribuna hoje,
05:00conversando com todo mundo que está nos assistindo.
05:03Mas a gente precisa entender que não cabe só essa mulher denunciar.
05:06Porque essa mulher que está sofrendo violência, Fernando, ela está fragilizada.
05:10E, em geral, ela conseguiu, a forma que foi feita a violência psicológica, a violência moral,
05:15conseguiu afastar essa mulher da rede de proteção.
05:18Então, a gente precisa denunciar.
05:20Se você sabe que tem uma mulher sofrendo violência, sua vizinha,
05:23às vezes você mora num apartamento e a gente escuta os gritos.
05:26A gente precisa denunciar.
05:28E essa denúncia é anônima.
05:30Então, quando você denuncia, você não precisa ser identificado quando você liga para o 190.
05:34Se vocês quiserem, por exemplo, a gente tem a ouvidoria da Secretaria da Mulher,
05:37que tem o 0800-281-8187.
05:41E esse número também é importante porque a gente consegue acionar a rede
05:44para chegar junto para essa mulher, para ofertar esse serviço.
05:47Muitas mulheres não sabem, por exemplo, que em caso de risco de morte,
05:51ela tem acesso às casas-abrigo.
05:53E que nessa casa-abrigo, ela vai com seus filhos.
05:55Se, por acaso, sua mãe tiver ameaçada de morte, ela também pode ir com sua mãe.
06:00E que a gente faz todo o processo para desabrigá-la,
06:03inclusive com o município que ela vai voltar,
06:05que não necessariamente é o mesmo que ela partiu.
06:07Então, existe uma rede estruturada.
06:09Inclusive, alguns municípios têm, contam com o CRM,
06:12que é o Centro de Referência da Mulher, que acolhe as mulheres vítimas de violência.
06:15Mas caso o município não tenha o CRM, o CRES também atende as mulheres vítimas de violência.
06:20A gente precisa desmistificar essa ideia de que em briga de marido e da mulher não se mete a colher.
06:26Hoje a gente sabe que em briga de marido e da mulher se mete a colher.
06:29Mas a gente também tem que trazer para a gente esse problema.
06:32Porque a mulher não sofre violência porque ela quer.
06:34Ela está abalada, ela está fragilizada, ela precisa ser acolhida.
06:39E para isso ela precisa da rede.
06:40Às vezes, uma ligação sua pode salvar uma vida.
06:44Às vezes...
06:44A sociedade, desculpe interromper a secretária, a sociedade precisa entender isso, entender que precisa participar mais se quer ver diminuir a violência contra a mulher, inclusive os feminicídios.
06:57Ela tem que atuar mais a partir do momento que ela percebe que está havendo uma violência ali.
07:02Em julho do ano passado, nós perdemos uma pernambucana, onde os vizinhos escutaram ela pedir ajuda e não chamaram a polícia.
07:10Ela só chamaram a polícia quando ela parou de gritar.
07:12Quando a polícia chegou, ela já estava morta.
07:15Então, se ela está sofrendo violência, a gente precisa acolhê-la.
07:18E existe uma rede para ajudar.
07:20Existe uma rede municipal, uma rede estadual.
07:23Então, existe a possibilidade.
07:24A gente precisa acreditar que existe vida pós-violência e que é possível e necessário recomeçar.
07:29E para isso, acionar os serviços de proteção.
07:32Secretária, agora no mês de agosto, a gente tem o Agosto Lilás, que é uma campanha nacional exatamente de enfrentamento à violência contra as mulheres.
07:41O que está sendo feito para marcar o Agosto Lilás aqui no Estado?
07:45O ano passado, nós lançamos seis bancos vermelhos itinerantes que estavam em algumas regiões do Estado.
07:51Esse ano, nós lançamos mais seis.
07:52Então, a gente vai ter um banco vermelho em cada região do Estado para fortalecer esse enfrentamento à violência.
07:58Nós também fazemos formações, campanhas de prevenção com todos os municípios.
08:03Existem também seminários que a gente tem feito para discutir o tema, fortalecendo parcerias com o TJ, com o Ministério Público,
08:10inclusive no caso de contratação de mulheres vítimas de violência nesses órgãos.
08:14Então, a gente tem uma parceria importante também com esses órgãos.
08:16Então, é um trabalho que a gente vem fazendo com os municípios.
08:19Também tivemos o lançamento do edital para a criação de mais 30 novos CRMs.
08:24Essa é uma iniciativa, né?
08:26O CRM é?
08:27O Centro de Referência da Mulher.
08:28É o centro que acolhe as mulheres vítimas de violência.
08:31E a gente tinha no Estado de Pernambuco 30 municipais e agora o Estado lança esse edital com um orçamento de quase 10 milhões
08:37para a criação de mais 30 CRMs em todo o Estado de Pernambuco.
08:42Então, a gente também faz formação com as gesturas.
08:44Nós lançamos uma parceria com o PE para que essas gesturas tenham uma formação específica para falar sobre a política pública,
08:50sobre como é esse enfrentamento à violência, como fazer edital também para trazer recursos para os municípios.
08:55A gente tem feito um diálogo também para que a gente tenha a tipificação do serviço da Secretaria da Mulher
09:01e a criação do sistema de políticas para mulheres que nós não temos.
09:05Então, o ideal é que a gente tenha um sistema do mesmo jeito que a assistência tem,
09:09com orçamento garantido que possa implementar.
09:11Porque hoje, qual é o grande impasse das políticas para mulheres, principalmente nos municípios?
09:15É que os municípios não têm recurso, não recebem nenhum repasse orçamentário do governo federal para a implementação dessa política.
09:21Então, muitos municípios, a gente sabe que tem pouco recurso.
09:24Então, a ideia é que a gente possa fortalecer a estruturação dessa política
09:27e assim a gente chegar mais rápido e mais forte às mulheres pernambucanas.
09:32A senhora falou rapidamente aí do Banco Vermelho, que é uma iniciativa muito bonita, né?
09:36São bancos mesmo, bancos de sentar, vermelhos, que ficam localizados em praças, em pontos de alta circulação na cidade, né?
09:47Para que as pessoas...
09:49Reflitam.
09:50Reflitam.
09:50O que é aquele banco que está fazendo ali?
09:54Um banco, geralmente, eles são de dimensões maiores, né?
09:57De quatro metros.
09:57Pois é.
09:58Por que aquele banco foi colocado ali e o que é que ele...
10:01Significa.
10:02É uma ideia nacional, né?
10:04Assim, tem no Brasil todo os bancos vermelhos, né?
10:07Isso.
10:08São de duas pernambucanas, né?
10:09André e Paula, que fizeram o luto em luta e que criaram o Instituto Banco Vermelho
10:14e estão aí levando essa ideia para todo o Brasil.
10:17Aqui em Pernambuco tem outros municípios que tem, mas nós, enquanto Secretaria da Mulher,
10:22estamos com esses 12 bancos.
10:23Seis já foram instalados, agora, recentemente, no dia 6 de agosto, a gente lançou mais um
10:28em Paulista e agora, até o final do mês, a gente vai estar instalando os outros cinco
10:33para fazer 12 em cada região.
10:35Esses bancos, eles ficam fixos lá e depois são trocados para outros locais ou eles ficam
10:40sempre ali naquele local?
10:42O estado de Pernambuco tem alguns bancos.
10:44Com a Secretaria da Mulher, nós temos 12.
10:46Os 12 da Secretaria da Mulher são itinerantes.
10:48A proposta é que a gente passe em todos os municípios, os bancos ficam 30 dias e aí
10:54a gente faz movimento, a gente faz palestra, faz ação de panfletagem, traz as escolas para
10:58o banco para fazer esse movimento.
11:00A Secretaria de Turismo também lançou mais cinco e que vai estar nas cidades, nas principais
11:05turísticas do estado e a Copergás também lançou um que está na Praça da República
11:09em frente ao Palácio do Campo das Princesas.
11:12Queria falar um pouquinho mais, secretária, sobre as ações para mulheres em situação
11:16de vulnerabilidade.
11:19Quais são essas ações?
11:21A senhora falou rapidamente aí das casas-abrigo, né?
11:24Como é que elas funcionam para que essas mulheres que estão se sentindo ameaçadas possam
11:29se sentir mais protegidas?
11:31As casas-abrigo são para mulheres em risco de morte.
11:34Então, elas vão na delegacia, fazem um boletim de ocorrência e a nossa equipe de apregamento
11:38vai até o espaço e traz essa mulher para casa.
11:40Na medida que ela entra na casa, ela está sob os cuidados do estado.
11:44Então, alimentação, medicamento, médico às vezes ela precisa da saúde, todo esse
11:51serviço ela é acolhida por a gente e a gente faz esse acompanhamento com ela.
11:54Também é discutido a questão do desabrigamento, para onde ela quer ir, qual é a forma.
11:59Se ela tiver direito a algum benefício e não tem acesso, a gente faz a articulação
12:04para que ela receba.
12:06E essa mulher recebe um benefício de R$ 450,00 saindo da casa.
12:11Então, quando ela sai da casa, ela recebe esse recurso para que ela possa garantir ali
12:15a alimentação do mês.
12:16E então, é mais ou menos o trabalho que a gente faz com essa mulher estar na casa-abrigo.
12:20Também é feita oficina de qualificação profissional.
12:23A senhora sabe quantas casas-abrigos hoje em Pernambuco tem?
12:26Nós temos quatro em todo o estado.
12:29É muito pouco, né, ainda?
12:31A gente está trabalhando com ampliação, até por conta da questão da localização
12:36das casas e o tempo para chegar até o abrigamento.
12:39Mas a gente tem feito toda uma reestruturação desse serviço de enfrentamento à violência
12:43dentro da secretaria.
12:45Também a gente trabalha de forma integrada.
12:47Então, por exemplo, quando você olha o Mães de Pernambuco, o Mães de Pernambuco
12:50trabalha com as mulheres de vulnerabilidade.
12:51Quando você vê o programa Morar Bem, as mulheres também são beneficiadas.
12:55Agora, por exemplo, tem as carretas da saúde, que está percorrendo todo o estado.
12:59Já fez mais de 10 mil atendimentos para as mulheres.
13:02E nesses trabalhos a gente também está junto.
13:05Então, por exemplo, nas carretas da saúde, a gente vai fazendo as campanhas de prevenção
13:07junto com a saúde.
13:09A saúde chega e a gente chega junto com ela para acolher, para estar perto dessas mulheres.
13:13A secretaria da mulher também está na nova sede.
13:15Está na Rua do Bom Jesus, número 9.
13:17Então, a gente diz assim, está no Marco Zero de Recife,
13:20de Costas para o Mar, o Prédio Lilás, somos nós.
13:22E a ideia dessa nova sede é justamente estar mais próximo das pernambucanas.
13:27Então, muitas vezes a mulher está aqui em Recife, mas essa mulher não é daqui de Recife.
13:31Talvez ela tenha vergonha de procurar a rede e não sabe como é.
13:34Então, a gente está ali para acolher essa mulher.
13:36A gente tem uma equipe treinada, capacitada para isso, com formações continuadas.
13:41Na sede, inclusive, a gente garantiu quatro salas de atendimento individual,
13:44justamente para que essa mulher tenha um espaço para ela ser acolhida individualmente,
13:50sem mostrar as suas necessidades ali.
13:55Então, ela tem esse espaço privativo para ser acolhida.
13:58E a ideia é estar junto dessas demandas.
14:00Então, a gente vem fazendo um diálogo também com a Secretaria da Assistência,
14:03com a Secretaria da Educação.
14:04A gente tem que fazer um trabalho muito próximo para fortalecer e chegar junto
14:07dessas mulheres que estão em vulnerabilidade.
14:09Com os municípios, a gente vem fazendo também um diálogo sobre essas vulnerabilidades.
14:14Por exemplo, as mulheres que estão desempregadas,
14:16inclusive com essa possibilidade de ser contratadas pelo TJ, pelo Ministério Público,
14:21pelo Tribunal Regional do Trabalho.
14:22Então, são órgãos que têm se aberto também para esse enfrentamento à violência
14:26e essa prioridade que essa mulher está em vulnerabilidade.
14:29Então, é um pouco do que a gente faz para chegar mais próximo dessa pernambucana
14:33que está precisando de políticas públicas mais efetivas.
14:36Secretária, a gente vai fazer um rápido intervalo.
14:38Você que está aí, fique conosco.
14:40A gente volta já, já.
14:56Estamos de volta.
14:57Hoje, o Ponto de Vista recebe a secretária da Mulher de Pernambuco, Juliana Gouveia.
15:03Secretária, uma das metas da secretaria é a interiorização das políticas públicas voltadas para as mulheres.
15:11Como é que elas são?
15:12Elas chegam, vocês conseguem hoje chegar a todo o Estado com essas políticas?
15:17Nós estamos fazendo todo um esforço e um planejamento para chegar com mais força em todo o Estado.
15:23Mas nós temos 12 coordenadoras regionais que atuam uma em cada região de desenvolvimento do Estado de Pernambuco,
15:28fazendo com que a gente tenha um diálogo muito mais próximo dos organismos de políticas para as mulheres.
15:33E pensando nisso, boa parte das nossas ações é feita em ações descentralizadas ao longo de todo o Estado.
15:39Então, a gente consegue fazer, por exemplo, 12 seminários de empreendedorismo feminino, como nós fizemos.
15:4312 seminários de outubro rosa, como nós fizemos.
15:46Fazer o diálogo com os municípios para fazer as campanhas de prevenção em cada município do Estado de Pernambuco.
15:51A gente teve um movimento muito importante também, que está terminando agora, no dia 11 de outubro, com as conferências municipais,
15:57onde nós atuamos muito próximos e chegamos na maior parte das conferências, seja com as regionais, seja com as palestrantes.
16:04Então, existe sim esse empenho, esse esforço.
16:06Hoje, a gente já conseguiu diminuir o tempo de abrigamento, o tempo para abrigar uma mulher vítima de violência, por exemplo,
16:12justamente com as regionais atuando junto dos organismos e de toda a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
16:18Outra coisa que a gente também tem fortalecido é a interiorização da entrega da UPR,
16:23que mesmo hoje ainda sendo muito na região metropolitana, onde os juízes indicam mais, através de a vida protetiva,
16:29mas a gente também tem feito esse diálogo no interior, com o Estado, com as regionais,
16:35para que as unidades portátil também possam ser entregues a essas mulheres que estão precisando dessa política.
16:40UPR é unidade portátil...
16:43De rastreamento.
16:44Ah, UPR.
16:45UPR.
16:45Unidade portátil de rastreamento.
16:47Isso, isso que eu estava explicando, que o autor de agressão usa uma tornozeleira
16:51e a mulher usa essa unidade portátil de rastreamento.
16:54Infelizmente, eu não trouxe hoje uma para mostrar, mas eu acho que a gente pode marcar um outro momento
16:58e eu trago, inclusive, para mostrar aqui para todas as pessoas como funciona, né?
17:02Que é esse aparelhinho que eu falei, que parece uma bateria de celular.
17:05De celular.
17:06Secretária, existem os cursos também de formação de gestores municipais.
17:11Sim.
17:11Mulheres, né?
17:12Que lidam diretamente com as mulheres que sofrem violência, que precisam dessa ajuda,
17:16criando assim uma rede de proteção mais eficiente.
17:19Sim.
17:20Isso está sendo feito de que forma?
17:23Vocês conseguem formar muita gente para trabalhar com essas mulheres?
17:27Como é que...
17:28Ao longo do Estado todo, né?
17:30Porque Pernambuco, a gente sabe que é um Estado cumprido, né?
17:32No mapa, né?
17:33Exatamente.
17:33Então, do Recife até Petrolina, como é que vocês conseguem fazer, treinar essas pessoas
17:41para trabalharem com essas mulheres que estão sofrendo algum tipo de violência,
17:45que estão em situação de vulnerabilidade?
17:48A gente tem feito essa formação continuada e as gestoras nos acolhem muito bem.
17:53Então, geralmente, antes de lançar a programação da Secretaria da Mulher,
17:56a gente faz um seminário com as gestoras para discutir o tema, o que a gente está fazendo,
18:01apresentar a programação, ver se tem algo também que elas queiram fazer junto com a gente.
18:06Quando a gente faz... Estava falando dessa ação de interiorização,
18:09os municípios que querem sediar algumas ações que a gente vai fazer.
18:12Então, a gente chama, por exemplo, a gente teve o Júlio das Pretas agora,
18:15antes de lançar a programação oficial, a gente chamou as coordenadoras e secretárias municipais,
18:20falamos com elas sobre o racismo, sobre o que a gente ia fazer sobre a pauta.
18:24Está importante delas... A importância delas desenvolverem também essa ação nos municípios.
18:29Então, isso é uma prática nossa.
18:31Antes de lançar uma programação, a gente chama as gestoras aqui
18:34para que elas tenham uma formação e possam também fazer nos municípios.
18:38Então, é um diálogo muito importante que a gente vem fazendo.
18:41A gente aproveita para agradecer a todas as gestoras municipais que estão trabalhando com a gente
18:46e que são muito parceiras nossas nessa efetivação dessa política.
18:49A Secretaria também distribui os kits, kits mobília, que vocês chamam, para os municípios do Estado.
18:57O que é que esses kits têm?
18:59Vocês distribuem para todos os municípios, inclusive para Fernando de Noronha,
19:03mas esses kits são necessários por quê?
19:06Porque não existe repasse orçamentário.
19:08Então, os municípios não têm orçamento para fazer a política.
19:11Então, a gente sabe que tem município que não tem condições.
19:13Então, a ideia é incentivar também os municípios a fazerem e poder contribuir para a estruturação
19:18de um melhor acolhimento para essas mulheres.
19:21Então, a gente entregou mesas, cadeiras, armário e computador para 182 municípios do Estado.
19:26A gente está mostrando aí algumas imagens dessa entrega, né?
19:29Excelente. Foi muito bacana.
19:31Essa entrega, vocês chegaram a todos os municípios, então, quase todos, né?
19:35Quase todos.
19:36Menos dois.
19:36Menos dois.
19:37Dois municípios não têm nenhuma política ainda, né?
19:40Que a gente está dialogando para a possibilidade de poder estar lá.
19:43E o município não precisava do material, então a gente entregou para 182 municípios,
19:49inclusive Fernando de Noronha.
19:50Aí esse kit mobília inclui o quê? Mesa?
19:52Isso. Foram três cadeiras, mesa, armário e computador.
19:56E a gente ainda vai entregar até o final do ano impressora e telefone celular.
20:00E o objetivo é que com esse kit mobília, eles funcionem onde?
20:05É uma sala, né?
20:08Uma sala, né?
20:08De um organismo público para a mulher.
20:10Porque às vezes essa pessoa não tem espaço para atender,
20:13às vezes fica dividindo a mesa, divide o horário de trabalho.
20:17Então a ideia é que tenha um ambiente acolhedor para que essa mulher que procure o serviço
20:21também tenha uma estrutura adequada, né?
20:22Para as pessoas conversarem com ela.
20:24Então o município deixava uma sala e a gente entregava os kits para fortalecer esse trabalho.
20:29Às vezes as pessoas, Fernando, não têm um computador para fazer um ofício,
20:33para redigir um projeto, para fazer um relatório.
20:36Então a ideia é contribuir mesmo com esse organismo público para a mulher
20:39para a gente poder acolher melhor as mulheres que precisam do serviço.
20:42Agora, secretária, eu sei que a secretaria também tem um projeto, né?
20:47Ela organiza seminários de empreendedorismo para as mulheres.
20:52Por que vocês sentiram essa necessidade de fazer esse tipo de seminário
20:56para qualificar melhor essas mulheres?
20:58Como é que ele está funcionando? Qual tem sido a receptividade a esse programa?
21:03A autonomia econômica é uma pauta muito importante para a governadora Raquel Lira.
21:07E incentivar o empreendedorismo feminino sempre foi uma defesa dela.
21:10Então a gente trabalha junto com a AGE, porque tem um projeto Bora Empreender Mulher.
21:15Então a gente faz o seminário, a gente faz formação, explica às mulheres o que é.
21:19O foco são as mulheres que já empreendem ou as que querem empreender.
21:23E a gente faz o encaminhamento também dessas mulheres junto com a AGE
21:26para que elas tenham acesso a esse microcrédito.
21:29Então é a ideia dela ter a formação, saber o que é autonomia econômica,
21:33porque às vezes essa mulher já trabalha e ela não entende a importância da autonomia econômica.
21:36Às vezes essa mulher já empreende, mas ela precisa saber, por exemplo,
21:39precificar o seu produto que ela não sabe.
21:42Então a ideia é essa, que ela consiga ter o lucro do seu empreendedorismo
21:46e assim garanta a sua autonomia econômica.
21:48Então a gente faz as formações com elas, faz o encaminhamento também para a AGE.
21:52A AGE às vezes vem junto para dentro do seminário com a gente,
21:54participando desse processo de agência de empreendedorismo,
21:59que é vinculada à SEDEP.
22:01E aí ela oferta os microcréditos.
22:04E a gente tem esse microcrédito, que é o Bode Empreender Mulher,
22:07que é justamente para fortalecer esse empreendedorismo feminino.
22:10Então a gente chega com esse recurso também.
22:12Então a mulher faz a nossa formação, a gente faz o seminário,
22:15explica para ela o que é, tira algumas dúvidas.
22:17Ela monta ali um plano de trabalho.
22:19Depois do seminário tem algum acompanhamento ou ela faz esse seminário
22:22e já tem que sair sabendo tudo?
22:25Depende.
22:26Porque tem muitas mulheres que fazem e não querem ser acompanhadas.
22:29Mas como a gente tem esse diálogo com a AGE, que a gente caminha,
22:31como a gente tem as Feiras da Mulher Empreendedora,
22:33como a gente também tem a participação na Fenearte,
22:37com o stand feminino, então a ideia é que ela fique com a gente
22:40e a gente poder ofertar para ela outras possibilidades.
22:42Então sempre a gente está organizando Feiras da Mulher Empreendedora,
22:45com as artesãs, sabe? Chegando junto.
22:47Tem as mulheres que fazem nossas formações, que aprendem alguma arte ali,
22:51aprendem a culinária ou aprendem o artesanato e querem empreender.
22:55Então existe a possibilidade, sim, dela participar das nossas feiras,
22:58dela ter acesso ao microcrédito, dela participar da Fenearte junto com a gente.
23:02Então é um incentivo para a autonomia econômica das mulheres.
23:04Secretária, no final de setembro vai acontecer a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres,
23:12lá em Brasília, coordenada pelo Ministério das Mulheres.
23:15Como é que está sendo a preparação para essa Conferência Nacional?
23:18Estão acontecendo conferências municipais, vai acontecer uma conferência estadual?
23:24Qual o preparativo para que Pernambuco seja representado lá em Brasília em setembro?
23:29Eu posso dizer intenso?
23:32Claro.
23:33Então, a gente está participando junto com os municípios, né?
23:36Pernambuco teve mais de 160 conferências municipais.
23:39E a Secretaria da Mulher esteve muito próximo dos municípios, né?
23:42Tanto na organização das conferências.
23:45Então, a gente fez formação com as gestoras do que era conferência,
23:48como organizar, qual a documentação, o relatório.
23:50A gente conseguiu também estar muito próximo delas,
23:53indo pessoalmente, assim, indo presencialmente aos municípios,
23:57com palestras, com as coordenadoras regionais.
23:59Então, nós participamos da maior parte das conferências municipais do Estado.
24:03Inclusive, o governo federal prorrogou o prazo para fazer as conferências municipais,
24:08o que seria até o dia 28 de julho, vai até agora o dia 11 de agosto.
24:14E a gente estava nesse diálogo também para outros municípios fazerem as conferências.
24:18E com todo o suporte que a gente poderia dar de estar junto com esse organismo,
24:22com essa gestora, para articular, ver o espaço, ver os documentos.
24:26Então, a gente fez um movimento bem importante.
24:27Também fizemos um processo licitatório para a nossa conferência,
24:32que vai acontecer de 27 a 29 de agosto.
24:35A gente já tem a empresa, só a gente estamos discutindo qual é a cidade
24:39que vai receber a conferência, mas a gente fez uma licitação para até mil mulheres,
24:44e garantindo, inclusive, o transporte de cada região do Estado para o local da conferência.
24:50Então, a gente está aí muito feliz que vai receber as nossas representações,
24:55representações de cada município, inclusive de Fernando de Noronha,
24:58para poder discutir essa política para a mulher.
25:00A gente está muito confiante que vamos levar para a nacional a discussão
25:04sobre a criação do Fundo Nacional de Públicas para Mulheres,
25:06que é uma demanda que está parada desde a década de 80,
25:10e que a gente precisa avançar para garantir esse recurso orçamentário.
25:13E Pernambuco vai para a nacional com uma delegação de 109 mulheres,
25:17vão todas de avião, juntas, para que a gente possa receber lá as nossas delegadas,
25:22as nossas representantes, e fortalecer a discussão por essa implementação
25:25dessa política a nível nacional.
25:28No mês passado, a gente teve o Júlio das Pretas,
25:31que é um movimento nacional de luta das mulheres negras
25:35por mais direitos e por justiça social.
25:38Como é que foi aqui no Estado esse movimento do Júlio das Pretas?
25:42Foi um movimento importante.
25:44A gente fez seminários com as gestoras,
25:46a gente fez ações dentro da secretaria e fora.
25:49Tivemos junto com o FUNASE, com a UFPE, com alguns municípios,
25:52fazendo esse diálogo na ponta,
25:54discutindo a participação da mulher no mercado de trabalho,
25:58discutindo a própria questão do racismo,
26:00a própria questão da afetividade.
26:02Também foi um diálogo dentro da secretaria.
26:05Essa programação que foi montada,
26:06foi montada com todas as mulheres pretas que fazem parte da secretaria da mulher.
26:09E o que a gente também discutiu é que a discussão sobre a importância
26:14da mulher negra na sociedade e também sobre os seus direitos
26:17não ficarão só para o mês de julho.
26:20Então, agora em agosto, a gente está discutindo
26:22as mulheres negras no espaço de poder e decisão.
26:25E outras discussões vão ser feitas ao longo do ano.
26:27A ideia é que a gente discuta sempre,
26:29para além da violência doméstica e familiar,
26:31que também vamos estar discutindo,
26:32que a gente discuta sempre essa garantia de direitos ao longo do ano.
26:35Secretária, para concluir, eu queria que a senhora falasse um pouquinho
26:38das rodas musicadas, né?
26:39Sim.
26:40Eu sei que teve sambadeiras, pérola negra.
26:42Como é que foi essa...
26:45Como é que são essas rodas musicadas?
26:47É a ideia de empoderamento e cultura.
26:49É a ideia da gente apresentar os talentos,
26:51contribuir para a representatividade,
26:53para a valorização dessa mulher artista, né?
26:55Que a gente tem aqui em Pernambuco.
26:57Nós temos muito talento, muitas mulheres talentosas aí,
27:00que estão na luta do dia a dia, desbravando,
27:02mas também discutir esse empoderamento.
27:04Porque esse empoderamento da mulher,
27:06ele não é só para a violência.
27:08Ele é para a cultura, ele é para a economia,
27:10ele é para a participação política.
27:12Então, a ideia é que a gente traga, através da cultura,
27:14essa reflexão também sobre o empoderamento da mulher na sociedade.
27:18E aí tem sido um momento muito bacana,
27:20que acontece mensalmente na secretaria.
27:23Já é um projeto que tem feito a diferença
27:25e a gente tem certeza que vai chegar a mais mulheres
27:27e trazendo também essa importância,
27:29dessa visibilidade na mulher na construção cultural do nosso Estado.
27:33Muito bem, secretária Juliana Gouveia,
27:36muito obrigado por sua participação,
27:38pela sua presença aqui no Ponto de Vista.
27:40Nós que agradecemos.
27:42Como eu falei, a gente sabe da importância
27:43que vocês têm para as mulheres pernambucanas.
27:46Contem com a gente também.
27:48E sempre que quiser chamar,
27:49nós temos pautas e discussões das mulheres aqui em Pernambuco.
27:52Obrigada.
27:53Obrigado, secretária.
27:54Obrigado a você também que nos acompanhou.
27:56Obrigado pela companhia e pela audiência.
27:58A gente volta na semana que vem.

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