Em coletiva, o porta-voz chinês Guo Jiakun condenou as tarifas unilaterais dos EUA e declarou apoio ao Brasil. Felipe Machado comenta os riscos da dependência comercial e o destaque dado à aviação, setor mais afetado pelas medidas.
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00:00Voltamos ao vivo com o Money Times para falar agora do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.
00:07Em entrevista coletiva que aconteceu na madrugada desta segunda-feira, ele falou sobre tarifas e disse que a China está disposta a trabalhar junto com países da América Latina, incluindo o Brasil.
00:18Vamos assistir a esse trecho.
00:21Anteriormente, a China deixou clara a nossa posição em relação à tarifa dos Estados Unidos sobre o Brasil.
00:27O que eu quero enfatizar é que a tarifa não trará nenhum vencedor. Atos unilaterais não servem aos interesses de ninguém.
00:35A China está pronta para trabalhar com os países da América Latina e do Caribe, os países do BRICS, inclusive o Brasil, para proteger conjuntamente o sistema de comércio multilateral centrado na OMC e defender a equidade e a justiça internacionais.
00:50O Felipe já está aqui com a gente para comentar dessa abertura e dessa possível aproximação ainda.
01:11Já é próximo Brasil e China, mas agora mais espaço e mais motivos para isso. Alguma preocupação também nesse sentido, Felipe?
01:19Sempre tem. A gente pode ficar um pouco refém de ter um grande país, só o negócio com a China.
01:25Mas achei curioso, achei interessante esse representante do governo chinês falando especialmente da área de aviação, que é a área que o Brasil tem o maior problema no caso das tarifas.
01:34Porque a gente sempre comenta por aqui, no caso das commodities, as commodities, elas, claro, tem um tempo para você abrir novos mercados, mas commodities é um produto mundial.
01:44Ele pode ser negociado com um país, pode ser negociado com outro. Agora, no caso de produtos de grande valor agregado, como são os aviões da Embraer, é muito mais difícil, porque você está fazendo o quê?
01:54Você faz contratos com empresas que compram aqueles produtos. Não é que você está fazendo o produto e depois um não comprou, pode vender para o outro.
02:01No caso das commodities, você tem produtos que são vendidos em mercados mundiais, em mercados, embora tenha, claro, toda a sua complexidade, não estamos dizendo que é uma coisa simples.
02:10Mas são produtos que você, se você não vender num lugar, você pode eventualmente vender para outro.
02:15No caso de aeronaves, não. As aeronaves são feitas justamente para cada mercado, para cada empresa, para cada companhia que faz aquela encomenda e tudo mais.
02:22Então, interessante que o representante chinês falou disso, porque o mercado chinês de aviação também, a Embraer, não entrou tanto com a força como ela tem, por exemplo, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, principalmente para a OTAN.
02:35A Embraer já fornece aviões de uso mais adaptados para o uso militar para países da OTAN, por exemplo, Portugal, recentemente também para a Suécia, enfim.
02:44Então, interessante que a China falou isso. E, é claro, tem aquela preocupação. O Brasil já é o maior parceiro comercial. A China já é o maior parceiro comercial do Brasil.
02:54Os Estados Unidos eram o segundo maior parceiro. Agora, a gente perdendo os Estados Unidos, de certa forma, e apostando todas as fichas na China, também é perigoso, porque a gente acaba ficando muito dependente da China.
03:03Se a China tem uma crise, por exemplo, até está passando, de certa forma, por uma crise interna, como é que fica? A China não vai. A China vai querer resolver os seus próprios problemas antes de resolver os do Brasil.
03:13Então, é interessante esse apoio que a China nos dá publicamente, porque deixa o Brasil numa situação um pouco mais, de mais força, um apoio da China aos BRICS, né?
03:23Claro que ela é o grande motor dos BRICS. E isso também, só esperamos que isso não seja visto pelo presidente Donald Trump como uma forma de, até, de aumentar esse atrito com o governo dos Estados Unidos.
03:37Porque a gente sabe que o Donald Trump é muito impulsivo, então ele pode achar isso também uma coisa negativa.
03:42Mas, de qualquer forma, é bom você ter as duas maiores economias do mundo, são China e Estados Unidos.
03:46Se você está brigando com os Estados Unidos, pelo menos você tem uma boa parceria com a China, que pode te ajudar em momentos mais difíceis da economia, né, Nath?
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