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  • há 6 meses

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00:00Seja bem-vindo, seja bem-vindo ao Números Falam, uma produção original Nelfeed.
00:13Eu sou o Márcio Kroen e no programa de hoje eu converso com José Azevedo,
00:17CFO da AERES, uma empresa brasileira fabricante de pás eólicas.
00:21Azevedo, tudo bem? Seja bem-vindo.
00:23Márcio, muito obrigado.
00:25A dinâmica do programa é bem simples.
00:26Eu trouxe cinco números do último balanço publicado pela AERES para você me ajudar a entender cada um deles.
00:33No final a gente inverte. Eu faço a pergunta e você me traz o número. Vamos nessa?
00:36Vamos nessa.
00:37E para você que nos ouve ou nos assiste, todas as informações que a gente traz aqui são públicas
00:43e estão disponíveis no site de relações com investidores da AERES.
00:47Azevedo, meu primeiro número para você é o seguinte.
00:4963% foi a queda do custo nivelado de energia ou LCOE, na sigla em inglês, desde 2009.
00:59A fonte eólica é protagonista dessa transformação energética com uma capacidade instalada que pode triplicar até 2030.
01:06Como a AERES pode aproveitar esse boom de mercado?
01:09Bom, a AERES hoje está preparada, tem capacidade ociosa.
01:14Então, nós hoje estamos trabalhando ali com um terço da capacidade, mas estamos preparados para uma eventual retomada.
01:23A questão que se põe nesse tema é se realmente as condições financeiras que o Brasil tem hoje,
01:29e estamos falando de SELIC, vão ajudar nesse sentido.
01:34Porque hoje o grande problema no Brasil, para a retomada do mercado, é realmente o custo do dinheiro.
01:41Então, esse é um dos pontos.
01:43E o outro ponto é o PLD, que está abaixo de um valor que possa dar um break-even razoável
01:49para novos investimentos de parques eólicos.
01:52Então, essa é a nossa única dúvida.
01:54O resto, estamos preparados.
01:57Quando você fala em PLD, as pessoas que não sabem, o que é isso?
02:00É o preço de energia livre.
02:02Perfeito.
02:02E está mais baixo do que aquilo que compensaria para fazer um novo projeto.
02:06Exatamente.
02:07Nós estamos falando aqui, para fazer um parque eólico, para gerar aí um resultado,
02:14a gente fala de um PLD em torno de 180, 170.
02:17Hoje, por exemplo, no Ceará está à volta de 70.
02:23Então, tem essa diferença ainda grande.
02:26E a razão é simples.
02:28Temos falta de escoamento de energia, tem falta de linhas de transmissão,
02:33porque se olhar o PLD em São Paulo, ele é mais caro.
02:37Então, existe essa descompensação ainda de distribuição energética.
02:40E qualquer projeto de energia exige capital intensivo.
02:44Na gravação, hoje, a Selic está 14,75% ao ano.
02:49Qual é o valor de Selic que seria viável para um projeto,
02:53para um capital tão intensivo como os projetos precisam?
02:56Olha, o que nós vimos entre 8 e 10 se sustenta.
03:04Quando passa isso, tem algumas ressalvas e tem algumas empresas que preferem não investir.
03:13Então, existe esse ponto.
03:16Mas o ideal é entre 8 e 10.
03:18E, a Zé Verde, como é que fica a competição com outras empresas?
03:21A maioria é internacional, não são nem brasileiras.
03:23Sim. O nosso caso é assim.
03:26Nós competimos assim.
03:28Competidor direto, hoje, falamos de empresa americana.
03:33Existe uma empresa americana que pode ser o nosso competidor.
03:37De resto, a única coisa que pode acontecer é se os chineses vierem.
03:43Enfim, fala-se muito que podem vir empresas chinesas, importação.
03:48Enfim, que é isso até que a gente tenta trabalhar junto ao nosso governo.
03:53Que é exatamente para não permitir importações.
03:58Então, terão que ser fábricas locais a fabricar, no nosso caso, as Paz.
04:05Olhando o Brasil como um todo, nós detemos mais ou menos 85% do mercado.
04:12Então, é uma grande parte.
04:14O outro percentual que é menor é a importação.
04:18E é isso hoje.
04:19Então, a gente não tem competição direta aqui no Brasil.
04:23Quando a gente fala de exportação, aí sim, é o competidor americano que eu referi anteriormente.
04:29E nós somos competitivos.
04:31Nós temos preço para competir com ele.
04:32Porque, por interessante que seja, ele é americano, mas as fábricas dele estão tudo no México.
04:38A maior parte das fábricas estão no México.
04:40Porque, para nós, a competitividade é Américas.
04:43A gente fala em Américas sempre.
04:45Então, eles abastecem Américas usando as fábricas do México.
04:51Então, nós somos competitivos.
04:54Tanto preço de mão de obra, mesmo tendo frete, acaba compensando.
05:00Para fabricar uma pá eólica, quanto tempo você precisa entre a encomenda e a entrega?
05:06Olha, assim, nós quando estamos em produção full, normalmente uma semana sai.
05:16Super rápido.
05:17É, super rápido.
05:18Acho que o mais complicado é instalar, né?
05:20O resto é ligar na linha de transmissão hoje em dia.
05:23É, é assim.
05:24O fabricar a pá parece simples.
05:27Não é tão simples, tá?
05:28Tem tecnologia.
05:30E é assim, uma vez que a gente faz o ramp-up, depois a produção é em série.
05:35E aí, realmente, é um pouco mais fácil.
05:39Mais fácil fazer.
05:40Mas, os primeiros seis meses, a gente sofre um pouquinho.
05:44Muito bem.
05:44Segundo número para você.
05:466,2 pontos percentuais foi o crescimento da margem EBITDA da AERIS do quarto trimestre para o primeiro trimestre deste ano.
05:54Quais fatores contribuíram para a empresa conseguir essa evolução tão grande?
05:59Vamos lá.
06:00Tem um ponto importante aí.
06:02Nós temos um ramp-up de duas linhas, tá?
06:06Que é uma produção de uma pá nova, tá?
06:09Digamos assim.
06:10E nessa fase de ramp-up, nós recebemos um aporte, digamos assim, da empresa que encomenda essa pá.
06:19Então, teve um efeito one-off aí, tá?
06:22Um percentual.
06:25Não é contínuo, tá?
06:27E sendo transparente, o que é que acontece?
06:31Nós hoje, com duas linhas, nós temos alguma dificuldade em diluir custos, né?
06:35Como toda a gente sabe, tá?
06:37Então, assim, tem custos fixos desse DNA que a gente não consegue tirar porque é do fácil.
06:43Um exemplo, o facto de ser listado na bolsa, né?
06:45Então, é um custo que realmente, para nós, vou escutar aqui um número, mas se custa mil com um bi de receita, custa mil com quatro bi de receita.
06:55Então, realmente hoje a gente suporta isso.
06:57Então, a gente olhando este ano como um todo, a gente chegou numa fase realmente de reestruturação total da empresa, né?
07:06Então, estamos falando até a nível de redução de funcionários, que saiu publicamente.
07:11Nós reduzimos quase quatro mil funcionários, não é?
07:13Então, assim, é bastante.
07:15Ainda estamos nos ajustes finais.
07:18Não tem mais ninguém para desligar, isso é importante falar.
07:21Mas, tem os custos ainda correndo, não é?
07:24Porque teve demissões, teve indenizações, teve, enfim, teve um pouco de processo normal, não é?
07:29Então, é um processo normal que acaba realmente nos afetando aí nessa diluição dos custos.
07:36Olhando para a frente, tá?
07:38É olhar para cima, tá?
07:39Então, tudo o que vier vem para melhor, não é?
07:42Então, este ano teremos uma margem um pouco mais baixa.
07:45Nós estamos olhando ali entre 2% e 5%, mais ou menos, é isso que nós estamos apontando para este ano.
07:58E, a partir do ano que vem, a gente volta, com a demanda que temos, voltamos a melhorar aos poucos.
08:06Se me perguntares o que é que seria a margem ideal para a AERIS,
08:10nós já falámos isso até algumas vezes, aí, em algumas divulgações de resultados,
08:16seria em torno de 10%, 10% ou 11%, é uma margem boa para operar a companhia.
08:23É isso que a empresa busca, então, a partir de 2026, né?
08:26É, final de 2026.
08:27Final de 2026, vai chegar a isso aí.
08:29É, porque a demanda que nós temos garantida hoje, tá?
08:33Ela ainda não consegue levar a uma diluição tão grande do custo, tá?
08:38Para chegar a uma margem de 10%.
08:39Então, a gente vai ter uma fase de rampa, né?
08:43Assim, os números, os 10%, a gente está falando aqui, lá para a final de 27%, acho que é factível, tá?
08:51Óbvio que temos que trabalhar nisso, não é?
08:52Claro.
08:53Temos lá uma eficiência operacional, para assegurar, enfim, tem uma série de trabalho, mas é factível.
08:59Muito bem.
09:00Terceiro número para você.
09:022030 é o novo prazo de vencimento após a repactuação dos termos e condições com os debenturistas.
09:08O que esse novo cronograma traz para a empresa?
09:12Bom, número um, liquidez.
09:14Então, assim, foi o nosso objetivo, foi exatamente esse, era garantir a liquidez da companhia durante 2526,
09:22que são anos de menor demanda, tá?
09:24Para voltarmos a crescer em 27% de uma forma mais acelerada, tá?
09:30Então, esse foi o que nós realmente buscamos e também para nos dar tempo de fazer o right sizing da companhia, né?
09:38Que é realmente ajustar o tamanho da companhia para a realidade dela, tá?
09:43Foi isso.
09:43E os debenturistas foram aderentes?
09:45Foi interessante a conversa que vocês tiveram com eles?
09:48Olha, eu quero até aproveitar para agradecer a todos os envolvidos, tá?
09:52Porque realmente foram muito colaborativos, tá?
09:55Conosco e entenderam realmente que a nossa situação é uma situação de demanda de mercado,
10:01não tem nada a ver com gestão, tá?
10:03Então, temos esse ponto, tá?
10:06Que é importante e eles realmente colaboraram muito conosco e estão ajudando a companhia.
10:11E quando você faz um reajuste, muda a alavancagem da empresa, né?
10:17Você não reporta mais isso, né?
10:19Até antes da repactuação, você reporta uma alavancagem e depois você não reporta mais, né?
10:24Sim.
10:25Porque é que, basicamente, nós tínhamos um covenant, né?
10:29De 3,5%.
10:30Tá.
10:31Três vezes, desculpa.
10:32Três vezes dívida líquida.
10:35Ebitda, né?
10:35Ebitda.
10:37E com a repactuação, nós deixamos de ter, tá?
10:40Então, nós não vamos medir os covenants durante este período.
10:46E a razão é simples, né?
10:48Como a empresa caiu muito a demanda, cai a receita muito, não tem como medir a alavancagem
10:55porque fica uma coisa esdrúxula, não é assim?
10:57Não tem lógica.
10:59Não é um indicador para o investidor olhar nesse momento, né?
11:02Obviamente que para garantir também a liquidez da companhia e tudo, tem alguns outros covenants,
11:12digamos assim, que asseguram, tá?
11:14Então, vou-te dar um exemplo.
11:17Ah, a companhia não pode tomar dívida nova, por exemplo.
11:20Tá.
11:21Então, essa é uma das condições que está lá, tá?
11:25Por exemplo.
11:25Mas é público até, tá?
11:26Sim, sim.
11:27Quando há escritura, então tem mais detalhes lá, mas é isso.
11:30Só como exemplo.
11:31E tem alguma dívida vencendo esse ano e nos próximos, além de debêntures?
11:34Nós temos uma dívida vencendo em agosto de 26, com o BNDES, que estamos agora também
11:42em fase de renegociação, tá?
11:46Que nós deixamos à parte, porque uma das estratégias foi renegociarmos com os debenturistas,
11:53que era a maior dívida, depois os bancos, bancos comerciais e o Banco de Fomento deixamos
12:00para o final, tá?
12:01Mas está endereçado, está muito bem endereçado.
12:04Agosto de 2026.
12:05E não vai ser agosto de 2026.
12:07Vai conciliando esses pares.
12:09Ainda não tenho o prazo definido, tá?
12:10Mas vamos conseguir alongar também.
12:14Muito bom.
12:15Quarto número para você, Azevedo.
12:1764,2% foi o crescimento da receita do mercado interno no primeiro trimestre deste ano.
12:23Por que o mercado local está acelerando novamente?
12:26O mercado local não está acelerando.
12:28Não está acelerando.
12:29Não está acelerando.
12:30É precisamente o contrário.
12:32Estamos, este ano, acho que vai ser um dos anos com menor demanda este ano e o próximo
12:37para depois retomar.
12:40O que é que acontece nesse mix de receita?
12:42Nós temos o contrato com o cliente.
12:46Ele não especifica o que é que vai para exportação ou o que é que vai para doméstico.
12:53Então, ele pode demandar mais exportação ou pode demandar mais doméstico.
12:57É por isso que nós temos essas variações.
13:00Um sinal que nós temos realmente é que a exportação está voltando aos poucos.
13:07Então, no futuro, a gente está olhando a exportação como realmente uma opção para
13:14retomar a demanda.
13:17Este ano, se eu te puder falar um número que não é exato, mas aproximado, a gente está
13:23falando ali entre 25% a 30% será a exportação.
13:28Olha só, seria o maior também da história, se não me engano, pelo histórico.
13:33Não, nós já tivemos anos bons lá atrás.
13:36Já tivemos já.
13:37Se você tem uma ideia de praticamente 16 mil pás produzidas, nós deveremos ter ali
13:43a volta de 40, 45% de exportação.
13:46É bastante também.
13:48Além de exportação e mercado local, serviço também é algo que está começando a aparecer
13:54um pouquinho no balanço, nesse mix aí.
13:56Como é que funciona isso?
13:57Sim.
13:58Nós criamos uma unidade, já faz uns cinco anos.
14:01Começámos, inclusive, nos Estados Unidos.
14:04E a razão é simples, porque manutenção de pá, ela tem no parque que já tem mais
14:09idade.
14:10Mais estados, né?
14:10Então, isso é o que acontece.
14:12Então, começámos lá e realmente vem crescendo com um ritmo bastante acelerado.
14:16Se vocês fizerem a conta, a gente tem um CAGR aí de 48%, mais ou menos.
14:22Então, é algo realmente que vai, no futuro, ajudar realmente tanto no volume de receita
14:30quanto na margem da vida.
14:32Isso é uma coisa que está super claro.
14:34Desafios para aumentar esse crescimento é, Estados Unidos, você tem um problema de
14:42mão de obra, que a gente não consegue importar na velocidade que queremos e localmente não
14:49existe, porque ninguém quer subir a torre.
14:52A torre, né?
14:52Isso é um problema que temos.
14:55Mas, enfim, a gente tem dado um jeito e, aos poucos, tem conseguido realmente aumentar
14:59o quadro, porque serviço é o seguinte, são o que nós lá chamamos de contractors, né?
15:04Então, toda essa mão de obra terceirizada que faz esse tipo de serviço é o que gera
15:09a receita.
15:09Então, quanto mais tiveres, obviamente, mais receita você vai ter.
15:13Onde nós demos início também, este ano, de uma forma mais assertiva, né?
15:19E eu digo assertiva porquê?
15:21Porque nós criamos toda uma estrutura nova de gestão da service, né?
15:28Inclusive, um dos sócios fundadores foi assumir a service, está baseado nos Estados Unidos,
15:34porque a operação lá é maior, mas demos início também à Latam, como um todo.
15:39Então, aos poucos, aqui vamos começar a crescer também.
15:44Essa é a nossa intenção aí para o futuro.
15:45E quanto mais maturidade esses parques de órgãos tiverem, mais manutenção vai exigir
15:50por questões climáticas, questões N, né?
15:53Que envolvem essas pás, né?
15:55Exatamente.
15:56Outra coisa também que surge aí com o desenvolvimento, porque a industriólica é muito nova.
16:01Muito nova.
16:02Então, assim, não é como uma automotiva, né?
16:04É totalmente diferente.
16:06O que nós estamos vendo também é que, fazendo consultoria preditiva, né?
16:11A gente consegue ajudar os donos dos parques a terem mais eficiência de geração.
16:18Então, esse é o trabalho que a gente está, aos poucos, desenvolvendo e no futuro será isso.
16:23Ou seja, não será só a reparação em si, se tiver algum problema na pá, mas sim também...
16:29Antecipar, né?
16:30Antecipar.
16:31É a manutenção preventiva do seu carro, né?
16:32Exatamente.
16:33Tem que fazer, vai fazer também dos seus aerogeradores, né?
16:35Exatamente, é isso aí.
16:37Quinto número para você, Azevedo.
16:418,2 milhões de reais foi um investimento realizado pela AERES no primeiro trimestre deste ano,
16:52um montante 60,4% abaixo do realizado no mesmo período do ano passado.
16:57Por que a redução neste ano?
16:59Bom, é volume.
17:01A gente está falando de dois moldes, duas linhas de produção, contra, salvo erro, 10 no ano passado.
17:07É totalmente diferente.
17:08Não tem como ter a mesma capacidade, né?
17:12Exatamente.
17:12E investimento é só em produção?
17:15É.
17:15Só?
17:15É.
17:16Basicamente?
17:16Basicamente.
17:17Nós temos, é dividido em dois ali.
17:19Desse valor aí, a gente terá ali um, dois, um milhão, um milhão e meio, mais ou menos,
17:24de manutenção, porque são manutenções...
17:27Naturais.
17:28Nós temos pórticos, temos empilhadeiras, temos, enfim, várias coisas que nós temos que fazer
17:31manutenção e o restante é realmente, desse valor aí, é realmente a nova linha, as duas
17:39novas linhas de produção, tá?
17:40Então, tem todo esse investimento, bem menor, porque, exatamente...
17:45Inovação não tem?
17:47Inovação, nós temos inovação, tá?
17:49Mas ela é muito embasada na produção.
17:53Tá bom.
17:54Então, é específica.
17:55Específica, mesmo.
17:56Vem um modelo de pá nova, óbvio que tem inovação, tá?
17:59Então, as pás, como vocês sabem, a Aérea Esconde começou lá atrás, eram pás de 46 metros,
18:0648 metros.
18:06É muito grande.
18:07Nós estamos fazendo agora 82, tá?
18:10Nossa Senhora!
18:11Então, a nova que veio tem quase 82.
18:14Vai fazer ventania para tudo que é lugar, né?
18:17E tem diferença da onshore para a offshore?
18:21Tem, tem diferença.
18:22As pás de onshore tendem a ser bem maiores, tá?
18:26Vi até uma reportagem estes dias que acabaram de fazer uma de 148 metros, tá?
18:33Caramba!
18:34Que desafio, hein?
18:35Mas estão operando, em geral, são 120.
18:38120.
18:39Entre 100 e 120.
18:40Bastante, bem grande mesmo.
18:42Muito bem, Azevedo, vamos virar o jogo agora.
18:43Eu vou fazer a pergunta e você me traz o número.
18:46O melhor número a ser apresentado?
18:49Olha, eu até essa pergunta, eu vou te dar um...
18:53Vou te tentar enganar, não é brincadeira, né?
18:56Não, mas não.
18:57É assim, nós não temos um número mágico, tá?
19:00A Aérea, realmente, nós estamos numa fase que os números...
19:04Tivemos que baixar tudo, não é?
19:05Então, isso, novamente, causado pela demanda, não é?
19:09Então, não tem um número mágico.
19:11O que é que nós estamos trabalhando, realmente, para ter um número que eu venho aqui, ano que vem...
19:17Combinado, já está combinado.
19:19Enfim, te trazer aí novidades boas.
19:22Nós estamos focando muito na receita, tá?
19:26Então, estamos fazendo esforços comerciais para, principalmente, exportação, porque aqui o Brasil vai demorar, a gente não pode ter ilusões, tá?
19:35Então, é isso que nós estamos focando.
19:37E geração de caixa operacional para desalavancar a companhia lá na frente, tá?
19:42Porque todo este trabalho que nós fizemos de reestruturação financeira foi exatamente isso que eu expliquei.
19:48Nós estamos ganhando aqui dois anos e meio, mais ou menos, tá?
19:52Para, realmente, arrumar a casa, não é?
19:56Como um todo.
19:57Então, esse, para mim, é um número mágico.
19:59É esse.
20:00É, realmente, a gente conseguir, de uma forma efetiva, melhorar, principalmente, a estrutura de capital, tá?
20:08Que é o que nos afeta mais hoje.
20:10A parte operacional, nós fizemos um trabalho, trouxemos um executivo de fora, de uma empresa grande aí também, enfim, já com muita experiência, para nos ajudar.
20:23E, realmente, ajudou bastante.
20:25Nós, hoje, estamos com uma eficiência muito maior do que tínhamos há cinco anos atrás, tá?
20:32Há cinco anos atrás, o problema da Aéreis era entregar as partes.
20:36Agora?
20:37Hoje, é falta a encomenda das partes.
20:40Estão totalmente diferentes.
20:41Até que nós, internamente, nós até brincamos.
20:44Nós dizemos assim, pô, a gente nunca teve área comercial.
20:47E hoje, não.
20:48Hoje, nós temos uma área comercial efetiva que está desenvolvendo um trabalho, né?
20:53Junto às OEMs, né?
20:55Que são os nossos clientes.
20:56A gente não vende direto para o parque, né?
20:57Então, tem isso.
20:58Então, resumidamente, o número mágico é, realmente, trazer receita para a companhia, geração de caixa, tá?
21:06E o trabalho, depois, é desalavancar a companhia aos poucos, para trazer para um patamar que, realmente, suporte a operação ongoing, tá?
21:16Tudo isso vai demorar um tempo, não é num ano nem em dois, tá?
21:19Até que o projeto de reestruturação, o alongamento da dívida, é por cinco anos, tá?
21:25Então, não é por acaso, não é que estamos com alguma outra intenção, não.
21:30Não é.
21:30É realmente para nos dar tempo de conseguirmos recuperar a companhia como um todo e, obviamente, esperar pelo mercado, né?
21:39Então, em 2026 ou 2027, você volta aqui para a gente bater esse número, para a gente pegar o melhor número a ser apresentado.
21:46Um bom número, né? Um grande número.
21:47Prometido.
21:49O número que melhor representa a AERES?
21:51Olha, o número que melhor representa a AERES é... não é um número, talvez não seja um número, mas toda a dedicação aí da mão de obra que temos, tá?
22:06Que, assim, têm sido pessoas espetaculares, apesar de toda essa redução que tivemos, que é um número, infelizmente, triste, né?
22:17Que é essa redução de quase 4 mil colaboradores, mas o time que tem ficado aqui, a equipe que tem ficado, tem realmente se dedicado bastante para fazer o melhor.
22:31Então, para mim, esse é um número importante, mais importante até do que o número financeiro em si, tá?
22:37Neste momento, não é a hora certa de olhar o número financeiro, tá?
22:42O número importante, mas que ninguém olha para ele?
22:46O número importante que ninguém olha para ele?
22:51A margem operacional, por exemplo, a gente olha de uma forma simplista, né?
22:59E não olha com a dimensão adequada que temos hoje, tá?
23:05Mas se olharmos com muita atenção, dá para ver todo esse trabalho que foi feito nos últimos 2 anos e meio, 3 anos,
23:14em cima, realmente, da eficiência operacional, que melhorou muito, muito.
23:21É isso que no futuro, com toda essa transformação, essa reestruturação, vai conseguir trazer o resultado para a empresa de forma muito mais rápida, né?
23:27Sim, é o que gera Caixa, no final, não é?
23:30Caixa até virou, eu acho engraçado, não é?
23:33Que nas redes sociais, Caixa, acho que nos últimos 8 meses, virou a bola da vez.
23:39Todo mundo só fala nisso, né?
23:41Quem já trabalhou em empresas que vivem de Caixa, no meu caso, um deles, realmente, assim, eu sempre fui um grande fã também de fazer uma gestão sempre focada no Caixa,
23:58e aqui não foi diferente, a gente está trazendo isso, mas não adianta, de forma alguma, querer trazer Caixa, se não tens realmente receita e eficiência operacional.
24:07Claro.
24:08Que é isso que te traz.
24:09Esse DNA é muito fácil de regular, tá?
24:11Isso aí é a coisa mais fácil, né?
24:13A caneta está na nossa mão.
24:15Agora, o resto não, o resto tem um trabalho por trás muito grande.
24:20O número que não sai da sua cabeça?
24:24É, o número que não sai da minha cabeça, eu, o número exato eu não te posso dar, até pela questão de guidance, né?
24:31Mas, olhando de uma forma efetiva, é realmente voltarmos a ter 12 moldes, 12 a 14 moldes, que nos tragam um EBITDA bastante razoável, com a margem de 10%,
24:50que nos permite trabalhar o dia a dia, esse é o número que a gente pensa e foca todos os dias, e novamente tem um caminho, tá?
24:59Nós estamos em 2025, a gente está falando de chegar num nível desses lá para fim de 28, início de 29, tá?
25:08Então, temos um caminho grande aí à frente, mas esse é o número que fica na minha cabeça.
25:13São bater os de 12 a 14 moldes, que são linhas de produção, que aí estamos todos felizes outra vez.
25:22O próximo número vai ser?
25:24Próximo número? Não tenho próximo número, tá?
25:27O próximo número é exatamente o que eu referi anteriormente, tá?
25:32É foco nas linhas de produção.
25:35Vamos focar 12 a 14, esses são os dois números mágicos aqui.
25:39E nesse momento é paciência e trimestre a trimestre, né?
25:42Não dá adianta você querer antecipar qualquer coisa.
25:44Não, e assim, não adianta estar a antecipar, não adianta querer dar só boa notícia, tá?
25:54O que eu quero dizer em relação a isso é, tivemos essa situação,
26:00trabalhamos para resolver, resolvemos grande parte, assim, falo aí da dívida, já está realizado 90% da dívida, está renegociada,
26:10então garantimos a liquidez da companhia nestes anos de baixa demanda, tá?
26:16E daqui para a frente é pouco a pouco, tá?
26:19Nós vamos entregar aquilo que nós nos comprometemos, quando inclusive demos guidance no famoso blowout que saiu aí no mercado,
26:32e a gente vai entregar o que realmente falou, tá?
26:35A expectativa até, para ser sincero, assim, pode ser melhor?
26:39Pode ser melhor.
26:40De momento, o que temos foi aquilo que nós entregamos como blowout.
26:45E é importante isso, a realidade, né?
26:47Sem colocar, né, o onde vai chegar, o que vai ser, a gente persegue isso e a realidade é essa, vamos em frente com isso.
26:53Exatamente.
26:54Zé Vedo, muito obrigado, viu?
26:55Obrigado a você.
26:57E obrigado a você que nos ouviu, nos assistiu.
27:00Aproveite para compartilhar esse conteúdo para mais gente conhecer a AERES.
27:04E se você não segue o Nelfeed nas redes sociais, aproveite, estamos em todas.
27:09Um abraço e até a próxima.
27:15E se você não segue o Nelfeed nas redes sociais, aproveite, e se você não segue o Nelfeed nas redes sociais,
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