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Em entrevista a Os Pingos nos Is, o coronel da reserva Paulo Filho avalia o vasto poderio militar dos EUA, afirmando que "ninguém consegue enfrentar os americanos" frente ao Irã. Ele destaca que os Estados Unidos são a "maior máquina de guerra" global, analisando as implicações desse poder no conflito do Oriente Médio.

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Transcrição
00:00Eu queria também chamar um analista do Centro de Estudos Estratégicos,
00:05que vai nos ajudar a entender mais detalhes sobre esse conflito
00:10e o possível avanço, participação de outros players.
00:14Ele, inclusive, faz parte do Centro de Estudos Estratégicos do Exército Brasileiro,
00:18coronel da Reserva e também mestre em Ciências Militares, o Paulo Filho.
00:23Agradeço demais pela participação.
00:25Paulo, seja muito bem-vindo mais uma vez aqui à programação da Jovem Pan.
00:27Boa noite, Caniato. Boa noite, Dávila, Krigner.
00:32Boa noite a todos que nos acompanham.
00:33É um prazer estar com vocês aqui nos Kings do Ziz.
00:35Excelente, Paulo.
00:36Claro, para começar, eu queria pedir brevemente uma análise
00:39sobre as consequências mais prováveis do ataque realizado pelas forças norte-americanas
00:45no fim de semana, no sábado, às bases iranianas,
00:49mas também uma sinalização, uma mensagem de Donald Trump no dia de hoje
00:54que chamou a atenção.
00:55Ele agradecendo os iranianos por terem avisado o ataque realizado hoje no Catar.
01:02E aí eu pude acompanhar algumas reflexões de analistas internacionais
01:06que tudo isso pareceria um grande teatro, apenas uma sinalização do Irã
01:11a alguém, a sua base ou não.
01:14Enfim, queria que você contemplasse essas demandas na sua resposta, querido.
01:18Obrigado mais uma vez.
01:18A situação do Irã é uma situação muitíssimo difícil.
01:23Enfrentar o poderio militar norte-americano, nenhum país hoje no mundo consegue.
01:29A operação que os Estados Unidos fizeram de bombardeamento de fordo,
01:35das instalações nucleares de fordo, somente os Estados Unidos poderiam ter feito daquela forma,
01:41fizeram, foi uma excelente demonstração de força.
01:44Então, se o Irã causasse baixas, tem milhares de militares americanos nessa base em Doha, no Catar.
01:53Se causasse ali um míssil desse, caísse em cima de um aquartelamento, matasse dezenas, centenas de soldados americanos,
02:02muito dificilmente o Irã escaparia de uma ação militar fortíssima dos Estados Unidos,
02:09até com, possivelmente, desembarque de militares no Irã.
02:13Uma guerra, realmente, né?
02:15E o regime iraniano sabe que uma guerra com os Estados Unidos, ele certamente, lá no final, o regime cairia, né?
02:23Mas, por outro lado, o regime precisava dar uma resposta, uma resposta para as suas bases, né?
02:28Para a sua população interna, para o público interno também, para o público externo, para os seus proxys, né?
02:35E vejam, o Irã lançou 14 mísseis em redireção à base americana.
02:41Exatamente o número de bombas que os Estados Unidos utilizaram sobre a instalação de fordo.
02:48Então, é para caracterizar exatamente que foi uma resposta a esse ato e que dali não querem passar.
02:57O aviso prévio ao Catar também foi nesse sentido, tentando evitar ao máximo que houvesse alguma baixa, né?
03:05Justamente para não haver um enfrentamento aos Estados Unidos.
03:09Os Estados Unidos, por outro lado, também não querem essa guerra.
03:11O presidente Trump já deu repetidas declarações, né?
03:15Que era uma ação pontual contra as instalações nucleares de produção, né?
03:21De instalações nucleares do Irã, para evitar ou retardar ou destruir o programa nuclear iraniano.
03:28E por ali ficavam os Estados Unidos.
03:30E essa própria mensagem que foi citada aqui por vocês, já hoje, da guarda revolucionária iraniana,
03:37dizendo agora para Israel, né?
03:40Agora dizendo somos nós dois, é uma mensagem também para os Estados Unidos.
03:44Para que os Estados Unidos entendam que não vai haver mais reação contra interesses americanos.
03:49E que a reação do Irã se concentrará apenas nos israelenses.
03:53Então são os iranianos fazendo uma manobra estratégica, né?
04:00Para tentar evitar o confronto com os Estados Unidos e manter o confronto apenas com Israel.
04:08De qualquer maneira, nós caminhamos numa linha muito tênue, né?
04:11Porque se por acaso um desses mísseis caísse sobre objetivos americanos,
04:16ou alguma falha, os Estados Unidos ou o Qatar não tivessem conseguido destruir esse míssel no caminho,
04:24interceptar esse míssel, nós poderíamos ter sim um incidente grave que poderia levar à escalada da guerra,
04:31à escalada dos acontecimentos.
04:32Então há uma série de cuidados, tanto dos Estados Unidos quanto do Irã, para não escalarem a guerra.
04:39Mas a guerra entre Israel e Irã vai prosseguir enquanto o Irã tiver condições de combate.
04:45E acho que essa é uma primeira visão geral sobre o que está acontecendo.
04:51Paulo Filho, mestre em ciências militares, entrevista ao vivo aqui com a gente na Jovem Pan.
04:56Paulo, peço licença. O Roberto Mota está com a gente.
04:59Mota, seja bem-vindo. Ótima noite a você.
05:01Só pergunta ao nosso convidado. Por favor, Mota.
05:05Coronel, qual é a qualidade das forças armadas iranianas?
05:10Que chance elas têm em um enfrentamento, por exemplo, contra tropas americanas
05:16ou, num cenário muito difícil de imaginar, mas possível, o exército israelense?
05:24Mota, independente da qualidade ou não dos soldados do exército iraniano,
05:30enfrentar os Estados Unidos é uma tarefa que nenhum outro exército do mundo hoje tem condições de enfrentar.
05:36Os Estados Unidos é a maior máquina de guerra que a humanidade foi capaz de criar e isso é inegável.
05:43Algumas pessoas falam numa decadência do exército americano, mas isso é, na minha opinião, uma bobagem.
05:50O exército americano continua sendo a mais poderosa máquina de guerra da história.
05:55O Irã é um país que a sua geografia, Mota, favorece a defesa.
06:03O Irã tem três quartos da sua geografia, são cercados por montanhas, que dificultam muito invasões.
06:14Então, os persas, uma civilização milenar, se orgulham de nunca terem sido derrotados em seu próprio território,
06:21muito em razão da sua geografia.
06:24É um exército bastante grande, é um exército que tem uma força, tem um poderio convencional,
06:30mas certamente não seria páreo para um enfrentamento com o exército americano.
06:35Ah, Paulo Filho, mas o Talibã também não era páreo, os americanos tiraram o governo Talibã
06:41e 15 anos depois os Talibãs voltaram ao poder.
06:45Os americanos não foram derrotados militarmente, os americanos foram derrotados politicamente,
06:51assim como aconteceu também no Vietnã, são duas coisas diferentes.
06:54Como você pergunta vis-à-vis, exército do Irã contra o exército americano,
07:00a minha resposta é que o exército iraniano, não só o exército iraniano,
07:03nenhum exército do mundo é páreo para o exército americano nos dias de hoje.
07:08Paulo Filho, entrevista ao vivo aqui com a gente na Jovem Pan News.
07:11Paulo, o próximo a perguntar é o Luiz Felipe Dávila.
07:15Professor Paulo Filho, boa noite.
07:17Eu há pouco comentava justamente isso que o senhor acabou de tocar.
07:21O grande problema não é o êxito militar americano, é a consequência política da guerra.
07:27Principalmente se há uma mudança de regime no Irã
07:30e nós passamos a ter uma ala mais radical controlando as forças armadas
07:35e aí afetando alvos americanos, inclusive ataques terroristas via UTIs
07:41e outras organizações não governamentais e paramilitares.
07:46O problema não é um conflito.
07:48Por enquanto, enquanto está no nível militar, está tudo bem.
07:51Os Estados Unidos têm essa preponderância.
07:52O problema é se escapar o controle político.
07:55E neste fim de semana, tanto Israel quanto os Estados Unidos
08:01tocaram na questão de mudança de regime.
08:04Isso não parece, na verdade, uma roleta russa?
08:08Ou seja, apostar numa eventual mudança que, ao invés de trazer a estabilidade desejada
08:14para se encerrar a guerra, pode acirrar o conflito e escalá-lo?
08:18Você tem razão, Dávila.
08:22Enquanto o combate, o confronto é vis-à-vis, exército contra exército,
08:26que foi a pergunta do Mota, não há o que se discutir sobre a preponderância americana.
08:31Mas o Irã pode, historicamente, estimular a ação dos seus próprios,
08:37a ação do Hamas, a ação do Hezbollah, a ação dos Houthis,
08:42a ação das milícias chiitas que existem no Iraque, na Síria,
08:45outros grupos que existem espalhados pelo mundo.
08:48E essa ação pode ser negada pelo governo iraniano.
08:54Pode acontecer um atentado terrorista contra o interesse americano em qualquer parte do mundo,
08:59e eu digo qualquer parte do mundo mesmo, em qualquer lugar do mundo,
09:02e o governo iraniano pode negar.
09:04Falar, olha, não tem nada a ver com isso.
09:06Isso aí foi uma ação isolada de um grupo e eu não tenho culpa nenhuma.
09:10Então, esse tipo de ação terrorista, ela pode, sim, é provável que ela aconteça a partir de agora
09:18com uma muito maior intensidade, em razão desse conflito deflagrado,
09:24em razão de todo o conflito do Oriente Médio.
09:27Nós temos que lembrar que isso não foi deflagrado agora.
09:29Quem disparou esse gatilho foi o Hamas, no dia 7 de outubro de 2023,
09:34com os atentados terroristas contra Israel.
09:37Foi lá, em 7 de outubro, que todo esse conflito no Oriente Médio começou,
09:45e esse conflito entre Israel e Irã é um desdobramento disso tudo.
09:50Muito bem, a queda do regime, Dávila, que você questiona, é muito perigoso, é muito arriscado.
09:58Ruim com o regime teocrático iraniano, alguns podem achar ruim,
10:03pode ser muito pior com o outro.
10:05Nós temos exemplos históricos, na Síria, agora, ninguém sabe o que vai acontecer
10:11com a queda do Bashar al-Assad, mas na Líbia, no Iraque,
10:15os países que houve os movimentos da primavera árabe,
10:19a gente não sabe o que vem pela frente.
10:21Então, é sempre uma instabilidade.
10:24E eu acho que é por isso que a gente observa, nas entrelinhas,
10:28o próprio presidente Trump disse, no primeiro post dele,
10:32que não queria uma mudança de regime.
10:34Isso foi dito pelo vice-presidente, foi dito pelo secretário de Estado.
10:40Depois, o presidente Trump fez uma outra postagem,
10:44dizendo que talvez fosse o caso de mudança de regime,
10:47mas apenas uma ameaça, eu imagino, para que o regime se comportasse, entre aspas.
10:51Então, não acredito que nem Israel, nem Estados Unidos, nesse momento,
10:56queiram uma mudança de regime.
10:59O que eles querem é destruir, ou, se possível, atrasar ao máximo,
11:05o programa nuclear.
11:06Porque nem Israel, nem Estados Unidos admitem um Irã que seja detentor da bomba atômica.
11:12Não sei se respondi, Dávila, mas é o que eu tenho a lhe dizer nesse momento.
11:16É, daqui a pouco a gente vai trazer também as atualizações e as manifestações das lideranças
11:21a respeito desse momento do conflito no Oriente Médio.
11:25Paulo, peço licença, o próximo a perguntar é o Henrique Krigner aqui com a gente.
11:29Vai lá, Krigner.
11:30Coronel, boa noite. Obrigado pela sua presença aqui junto conosco no Pingo nos diz.
11:34Coronel, minha dúvida é trazendo aqui a Rússia para esse cenário.
11:39Numa possibilidade de uma escalada, alguns consideram mais remota,
11:42outros talvez até mais eminente, vamos dizer assim.
11:47A Rússia teria condições militares de arcar com dois conflitos ao mesmo tempo?
11:53E não tendo condições militares de fazer isso,
11:57que tipo de outros insumos ou estratégias, canais,
12:01a Rússia poderia, de forma indireta, contribuir com o Irã
12:05numa potencial escalada do conflito?
12:07Me parece que a reunião que foi feita hoje
12:12entre o presidente Putin e o chanceler iraniano
12:15não redundou em nenhum apoio significativo,
12:19pelo menos ostensivo, da Rússia para o Irã,
12:23a não ser palavras de apoio
12:25e manifestações contrárias ao ataque americano
12:29às instalações nucleares iranianas.
12:32A Rússia já está envolvida em um conflito de alta intensidade com a Ucrânia,
12:37como todos nós sabemos, há três anos e meio.
12:40Esse conflito tem exigido um enorme esforço de guerra da Rússia.
12:45As coisas não caminharam como o presidente Putin previa lá no começo.
12:50Ele previa uma vitória relativamente fácil em poucas semanas
12:54e a resistência ucraniana, evidentemente apoiada pelo Ocidente,
12:59foi muito maior do que ele esperava.
13:01Então abrir um segundo esforço de guerra em apoio ao Irã
13:06é pouquíssimo provável, eu diria que está na estabeira aí a impossibilidade.
13:12É lógico que pode sim haver um apoio secreto,
13:17um apoio em equipamentos, materiais, combustível,
13:21mas o próprio presidente Putin citou
13:24que muitos israelenses falavam russo
13:28e as relações entre Israel e a Rússia não são ruins.
13:33Então eu acho que a Rússia vai acabar adotando uma posição,
13:37pelo menos de forma ostensiva,
13:39mais neutra em relação ao conflito entre Israel e o Irã.
13:44E se fizer algum apoio, será um apoio muito velado,
13:48que nós não saberemos o que aconteceu,
13:51porque será de forma secreta.
13:53Mas se houver também, acredito que seja muito pontual
13:56e sem muita intensidade.
13:59Diferentemente do que acontece na ultramão.
14:02Os iranianos ofereceram grande apoio aos russos
14:05com os drones Shahed, especialmente,
14:09forneceram muito equipamento e continuam fornecendo
14:11muito equipamento para a Rússia.
14:13É um comportamento semelhante ao que os russos adotaram
14:17em relação à Armênia.
14:18Nós temos que lembrar que a Armênia,
14:20uma aliada da Rússia na guerra contra o Azerbaijão,
14:23e na hora H, os russos faltaram com o apoio
14:26que os armênios esperavam que viesse.
14:30As últimas informações, as atualizações do conflito
14:33no Oriente Médio e também as análises dos nossos comentaristas
14:36e aqui convidados especiais para a gente entender
14:39exatamente quais são os caminhos possíveis para esse conflito.
14:42Paulo, peço licença, o Roberto Mota vai chegar também
14:46com a sua reflexão, sua análise sobre esse momento do conflito.
14:49Mota, segunda-feira, marcada por essa resposta do Irã,
14:55o ataque a instalações americanas no Catar,
14:58sem vítimas, embora muita gente tenha dito que
15:01o ataque norte-americano do fim de semana
15:05poderia representar uma escalada do conflito,
15:08há quem entenda que, na verdade, foi muito mais uma sinalização,
15:12demarcação de território, uma sinalização.
15:15Enfim, queria pedir exatamente sua leitura
15:17sobre o ataque norte-americano do fim de semana
15:20e essa retaliação à resposta iraniana no dia de hoje.
15:24Essa é uma situação muito complexa,
15:28com inúmeros elementos que, para serem compreendidos,
15:33é preciso conhecer muito mais de história,
15:37entender toda a dinâmica da região.
15:38O que nós soubemos é que aconteceu, no final de semana,
15:44um movimento, um ataque militar,
15:48do ponto de vista militar, impressionante.
15:51Um grupo de bombardeiros, B2,
15:55partiu numa base do Missouri,
15:57o coração dos Estados Unidos,
16:00carregando bombas,
16:01provavelmente a bomba mais poderosa
16:04que não é nuclear
16:06que existe no arsenal dos Estados Unidos.
16:09Eles voaram durante 17 ou 18 horas,
16:13mantendo as comunicações no mínimo,
16:16para não chamar atenção.
16:18Foram reabastecidas em pleno voo,
16:22chegaram no leste do Mediterrâneo
16:24e iniciaram um ataque.
16:27Esse ataque teve a participação de caças,
16:31teve a participação de submarinos,
16:33também que lançaram mísseis Tomahawk,
16:36contra alvos importantes no Irã.
16:39Nenhum caça iraniano,
16:42até onde se sabe,
16:43entrou em operação.
16:45Nenhum míssel terra-ar iraniano
16:48entrou em operação.
16:51As aeronaves americanas
16:52não sofreram nenhum tipo de fogo
16:54ou de baixa.
16:56Às duas horas da manhã,
16:58horário de Teherã,
17:00os bombardeiros lançaram as bombas,
17:02aquela bomba especial,
17:04na usina de enriquecimento de urânio
17:06de Fordow,
17:08e algumas bombas também foram usadas
17:10na usina de Natanz.
17:13Os bombardeiros retornaram
17:16aos Estados Unidos
17:17sem nenhuma perda
17:19e sem nenhum problema.
17:21É muito bom
17:22essas ocasiões
17:24em que a supremacia militar
17:26está do lado certo da história.
17:30Quer dizer,
17:30quero retomar com o nosso convidado,
17:32o Paulo Filho.
17:33Paulo, tem uma questão
17:34que envolve o poderio bélico militar
17:37de Israel e do Irã.
17:40Eu tenho observado
17:41muitas projeções de analistas
17:43a respeito dessa guerra,
17:47caso ela se prolongue.
17:48e é preciso olhar exatamente
17:50para o fôlego bélico militar
17:53de Israel e do Irã.
17:55Queria que você fizesse
17:56uma ponderação,
17:57uma análise
17:58a respeito de Israel,
18:00poderia o militar
18:01de Israel e do Irã,
18:03e caso essa guerra
18:04se estenda
18:05mais do que as forças
18:08dos dois países imaginem,
18:10quais seriam os players aí?
18:12Eu conecto essa pergunta
18:13ao que disse o Kriegner,
18:14que pediu que você trouxesse
18:17as suas percepções
18:18a respeito da Rússia.
18:20Quais são os players
18:22que poderiam ajudar
18:23essas duas nações
18:24caso haja um prolongamento
18:26dessa guerra?
18:27Do lado de Israel,
18:28é sabido que os Estados Unidos
18:29sempre estenderão as mãos
18:31em um eventual prolongamento
18:33desse conflito.
18:34E do lado do Irã?
18:35Essa é uma excelente pergunta
18:39que eu acho que os iranianos
18:41também estão se fazendo.
18:43Quem, na verdade,
18:44poderia auxiliá-los
18:46nesse momento?
18:48Não vejo muitas possibilidades, não.
18:51Acontece que Israel
18:52estabeleceu um aspecto
18:55importantíssimo
18:56do ponto de vista militar
18:57desde o início dessa guerra.
18:59Os dois países estão separados,
19:00como todos nós sabemos,
19:01por mais de mil quilômetros
19:02de distância entre um e outro.
19:04a três países interpostos,
19:06Jordânia, Síria e Iraque.
19:08Então, não haverá tropas,
19:10não haverá boots on the ground,
19:12não haverá combate
19:13de alta intensidade,
19:15combate de atrito,
19:16a guerra que nós estamos
19:16acostumados a ver
19:17lá na Ucrânia, por exemplo,
19:19drones, enfrentamentos
19:21de soldados de fantaria,
19:23prisioneiros de guerra.
19:23Isso não vai acontecer.
19:25Então, será uma guerra
19:26de troca de mísseis de um lado.
19:28Então, os iranianos
19:29utilizando mísseis balísticos,
19:31os mísseis que decolam
19:33quase verticalmente,
19:34chegam a quase 100 quilômetros
19:35de altura,
19:36lá no espaço suborbital,
19:39e caem por gravidade
19:40em direção a seus alvos
19:41em Israel.
19:42Israel, por outro lado,
19:43usando aeronaves,
19:45com mísseis à terra,
19:47muito mais precisos,
19:49atacando de uma forma
19:50praticamente sem erros,
19:52os alvos que eles escolhem
19:54na estrutura militar iraniana.
19:59Bem, só que esses mísseis
20:01usados pelo Irã
20:03e também os equipamentos,
20:05os mísseis usados por Israel
20:07são finitos.
20:09Eles, uma hora, vão acabar.
20:13Israel, como você citou,
20:14tem a possibilidade de receber
20:16o ressuprimento dos Estados Unidos.
20:18E tem uma base industrial de defesa
20:21muito competente,
20:22capaz de manter a produção
20:24dos principais equipamentos militares,
20:27das principais munições,
20:28que aparentemente
20:29têm sido bem protegidas
20:31pela melhor defesa antiaérea do mundo,
20:33que é a defesa antiaérea israelense.
20:36O Irã, por outro lado,
20:37teve a sua defesa antiaérea
20:39completamente suprimida
20:41logo nos primeiros
20:42dois dias de guerra.
20:43Então, o Israel estabeleceu
20:45o que a gente chama
20:46de uma supremacia aérea.
20:47Israel consegue voar
20:49sobre o território iraniano
20:51com muita facilidade
20:52e aí alvejar as fábricas de munição,
20:55alvejar os lançadores de mísseis.
20:58Então, o Irã está numa situação
21:00bastante complicada,
21:02porque os mísseis vão escassear,
21:04os lançadores de mísseis vão escassear
21:06e vai chegar um momento
21:07em que o Irã não vai ter mais capacidade
21:09para responder
21:11a esses ataques israelenses.
21:14O primeiro-ministro Netanyahu
21:16disse hoje que Israel está bastante próximo
21:18de atingir seus objetivos.
21:20Os objetivos listados
21:21pelo primeiro-ministro Netanyahu
21:22são dois.
21:24Destruir o programa nuclear iraniano,
21:26com esse ataque americano a Fordor,
21:29isso já está praticamente alcançado,
21:31há pouco mais a se fazer nesse sentido.
21:34E o segundo objetivo
21:35é destruir essa infraestrutura militar iraniana,
21:39os lançadores de mísseis,
21:41acabar com a ameaça
21:42que o Irã representa
21:44a Israel
21:45por intermédio dessas armas.
21:47Eu imagino que quando Israel
21:48chegar a esse objetivo,
21:50Israel vai simplesmente dizer
21:51que ganhou a guerra
21:53e vai interromper
21:54os seus ataques.
21:56A partir daí,
21:56o Irã vai ter muito pouco
21:57a fazer, na minha opinião.
22:00Acho de pouco provável
22:01que haja uma mudança de regime,
22:03esse regime vai se manter
22:04e vai começar a se reconstruir.
22:06A partir daí,
22:07surge uma outra coisa
22:09muito perigosa.
22:10Qual que é essa outra coisa
22:11muito perigosa?
22:12O regime pode chegar à conclusão
22:14e provavelmente chegará à conclusão
22:16que a única forma
22:18de se defender
22:19é fazer a mesma coisa
22:21que a Coreia do Norte fez.
22:22É efetivamente ter a bomba
22:24e perseguir com muito mais afim
22:26com ainda
22:26a construção da bomba nuclear.
22:30Não se tem certeza
22:31se o urânio enriquecido
22:33que estava lá em Fordos,
22:34se as centrífugas
22:35foram efetivamente destruídas,
22:37se fala em que
22:38parte desse material
22:40foi retirado antes
22:41do ataque.
22:43Há informações, inclusive,
22:44da inteligência israelense
22:45nesse sentido
22:46que foram divulgadas
22:47pela imprensa internacional.
22:49Então, o risco
22:50que nós temos
22:50é depois da cessação
22:52das hostilidades,
22:54o regime iraniano
22:54se dedicar
22:57com muito mais afínco
22:59à construção da bomba,
23:00o que significa
23:01que nós estamos
23:02só fazendo um parênteses
23:03nesse conflito
23:04e que ele vai recomeçar
23:05lá na frente algum dia.
23:07Muitas facetas
23:08dessa guerra,
23:09entrevista especial
23:10com o Paulo Filho,
23:11ele é coronel da reserva
23:13e também mestre
23:13em ciências militares.
23:15Paulo, mais uma pergunta
23:16agora do Luiz Felipe Dávila.
23:20Professor Paulo,
23:21a pergunta agora
23:23me parece
23:24qual será a reação
23:26dos demais estados
23:28no Oriente Médio?
23:29É interessante
23:29que houve quase
23:31um silêncio sepulcral
23:32nessa história
23:33do Oriente Médio.
23:34As nações do Oriente Médio
23:35não se manifestaram,
23:37parece que até
23:38estavam torcendo
23:39para o que Israel
23:40estava fazendo
23:41ao atacar o Irã
23:43para destruir
23:44uma potência
23:46que poderia se tornar
23:47militar e nuclear
23:50no Oriente Médio
23:51e desestabilizar a região.
23:53Mas agora também
23:54estão muito preocupados
23:55com o comércio
23:56do petróleo
23:56na região
23:57que pode afetar
23:58dramaticamente
23:59a receita
24:00desses países.
24:01qual é o posicionamento
24:03político-militar
24:04desses países
24:06do Oriente Médio
24:07vis-à-vis
24:08a esse conflito
24:10Irã-Estados Unidos-Israel?
24:14Nós temos
24:15uma rivalidade
24:16grande
24:16entre o Irã
24:18e a Arábia Saudita.
24:19A Arábia Saudita
24:21como líder
24:21dos países árabes,
24:23os países do Golfo,
24:24predominantemente
24:25sunitas,
24:26e os xiitas,
24:28liderados,
24:28o Irã
24:29como principal líder
24:30dos xiitas.
24:31O país que era
24:32o aliado
24:33do Irã,
24:35o maior aliado
24:35do Irã
24:36na região
24:36era a Síria
24:38do governo
24:38Bashar al-Assad,
24:39mas que embora
24:40não fosse xiita,
24:41fosse alauita,
24:42era um país
24:43que tinha
24:44uma aliança
24:45com o Irã.
24:47E agora
24:47a milícia
24:48Houth
24:49que conquistou
24:50a parte
24:50principal
24:51do Iêmen,
24:52governa de fato
24:53o Iêmen,
24:54então os Houths
24:55do Iêmen
24:56também são
24:56aliados iranianos.
24:58Os demais países
24:59não,
25:00os demais países
25:00não são aliados
25:01do Irã.
25:03Na verdade
25:04há uma grande
25:05rivalidade
25:05entre sauditas
25:06iranianos
25:06que foi
25:07de certa forma
25:09amainada
25:10com o retorno
25:12das relações
25:12diplomáticas
25:13que aconteceu
25:14recentemente,
25:16se não me engano
25:17em 2023
25:18ou 2022,
25:19intermediada
25:20inclusive
25:20pela China.
25:21A China
25:21fez essa
25:22intermediação
25:23dessa reaproximação
25:24entre sauditas
25:25iranianos.
25:26Dito isso
25:27é claro
25:27que os sauditas
25:28não desejam
25:29e os outros
25:29países do Golfo
25:30os árabes
25:31não desejam
25:32que o Irã
25:32tenha uma bomba
25:33nuclear
25:33porque haveria
25:35uma corrida
25:36armamentista
25:36na região
25:37uma grande
25:37instabilidade
25:38regional.
25:39O príncipe
25:40Mohammed bin Salman
25:41já disse isso
25:42publicamente
25:43que se o Irã
25:44tivesse a bomba
25:45a Arábia Saudita
25:46teria que ter a bomba.
25:47Ora,
25:47se a Arábia Saudita
25:48e o Irã
25:48tivessem a bomba
25:49é lógico que a Turquia
25:50quereria ter a bomba.
25:52Se a Turquia
25:53tivesse a bomba
25:54o seu grande rival
25:55ali europeu
25:55a Grécia
25:56também ia querer
25:57ter a bomba
25:57ou seja
25:57uma corrida
25:58armamentista
25:59que desestabilizaria
26:01ainda mais
26:02uma região
26:03bastante
26:03instável.
26:05Acontece
26:06que a Rua Árabe
26:08se manifesta
26:10a opinião
26:11pública
26:11islâmica
26:12ela se manifesta
26:13especialmente
26:14por causa
26:15da questão
26:16palestina.
26:16essas imagens
26:18das crianças
26:20na fila
26:21da comida
26:22as notícias
26:23de 50 mil
26:24mortos
26:25na faixa
26:27de Gaza
26:27tudo isso
26:29cala
26:30na opinião
26:32pública
26:32árabe
26:33e islâmica
26:35especialmente
26:36então é muito
26:37difícil
26:38para uma liderança
26:39política
26:39de um país
26:40desse
26:40da Arábia Saudita
26:41Catária
26:42Emirados Árabes
26:43se colocar
26:44favoravelmente
26:47a uma ação
26:48americana
26:49ou israelense
26:50que é essa
26:50de eliminar
26:52o
26:53assenal nuclear
26:54iraniano
26:54o programa
26:55nuclear iraniano
26:56por causa
26:57da Rua Árabe
26:58então esse silêncio
26:59meio constrangido
27:00a que você se refere
27:02eu atribuo
27:03a essa questão
27:04que eu acabei de explicar.
27:06Paulo Filho
27:07entrevista
27:08especial
27:08aqui no programa
27:09Os Pingos nos Isos
27:10os caminhos possíveis
27:11para esse conflito
27:13no Oriente Médio
27:14mais uma pergunta
27:15do Henrique Krigner
27:16Coronel
27:17eu tenho impressão
27:18que muitas vezes
27:19essa chamada
27:20Rua Árabe
27:21não tem uma mobilização
27:23em questão
27:24de solidariedade
27:26ao povo palestino
27:28por exemplo
27:28no exemplo
27:29que o senhor citou
27:30ou uma mobilização
27:32na autopreservação
27:34desses povos
27:35mas sim
27:36uma mobilização
27:37no ódio
27:39repulsa
27:40ou enfim
27:41como a gente quiser
27:42colocar aqui
27:43a Israel
27:44e ao povo judeu
27:45talvez muito mais
27:46latente do que
27:47até o próprio
27:48solidariedade
27:49ao povo palestino
27:50uma vez que o povo palestino
27:51não consegue nem mesmo
27:53cruzar a fronteira
27:53para a Jordânia
27:54ou para o Egito
27:55são rejeitados ali
27:56também por esses
27:57países árabes
27:58também
27:59nesse sentido
28:00a gente consegue
28:01ter algum tipo
28:02de esperança
28:04de um diálogo
28:06ainda que seja
28:07entre Israel
28:08e Irã
28:08para que haja
28:10uma maior estabilidade
28:12na região
28:12e aí eu termino
28:14com um adendo
28:15nesse sentido
28:15que é
28:16a questão
28:16do armamento
28:17nuclear
28:17nos parece
28:19que a preocupação
28:20de Israel
28:20não é necessariamente
28:22que o Irã
28:24venha desenvolver
28:25energia nuclear
28:26mas que o regime
28:27dos ayatollahs
28:29venha ter
28:29aí acesso
28:30a bombas nucleares
28:32e essa é uma preocupação
28:33compartilhada por outros
28:34países do sistema
28:35internacional também
28:36dá para a gente esperar
28:37que vai haver um diálogo
28:38nesse sentido
28:39ou nós vamos ver aí
28:40o esgotamento
28:41de todos os recursos
28:42militares antes
28:43eu acho muito pouco
28:46provável Henrique
28:46que haja um diálogo
28:47nesse momento
28:48entre iranianos
28:49e israelenses
28:50como você disse
28:51o Israel
28:52tomou essa atitude
28:54aproveitou o mundo
28:56o que aconteceu
28:56como eu disse
28:57tudo começou
28:58em 7 de outubro
28:59de 2023
29:00a reação
29:01ao 7 de outubro
29:02de 2023
29:03ela debilitou
29:05bastante
29:05muito o Hezbollah
29:07a gente vê o Hezbollah
29:08incapaz de fazer
29:09qualquer resposta
29:10isso era impensável
29:12anos atrás
29:12o Hezbollah
29:13era uma enorme
29:14dor de cabeça
29:15para o governo israelense
29:16a gente vê os hutis
29:18também
29:18com uma resposta
29:19muito tênue
29:20a gente vê o Hamas
29:22praticamente destruído
29:24completamente destruído
29:25não há mais a Síria
29:26do Bashar al-Assad
29:28então também
29:28não há mais esse apoio
29:29e essas circunstâncias
29:32colaboraram
29:33para que Israel
29:34encontrasse
29:34neste momento
29:36um momento adequado
29:37para finalmente
29:38tomar a decisão
29:39de destruir
29:40o programa
29:41nuclear iraniano
29:42há também questões
29:43de política interna
29:44em que envolvem
29:46a coligação
29:48que sustenta
29:48o governo
29:49do primeiro-ministro
29:51israelense
29:52do Netanyahu
29:53mas vamos deixar
29:54só esses aspectos
29:55externos
29:55por enquanto
29:55por outro lado
29:58o Irã
29:58não admite
29:59a existência
30:00do Estado
30:01de Israel
30:01nunca admitiu
30:02o governo
30:04iraniano
30:06se refere
30:06a Israel
30:07como o pequeno
30:08satã
30:08e os Estados Unidos
30:09como o grande
30:10satã
30:10o governo
30:11teocrático
30:12iraniano
30:13me parece
30:14muito distante
30:15de qualquer
30:16acordo
30:16diretamente
30:17com Israel
30:19então eu não vejo
30:20Henrique
30:20no curto prazo
30:21uma possibilidade
30:22de paz
30:23entre esses dois
30:24países
30:24que não seja
30:25uma paz armada
30:26que não seja
30:26uma espécie
30:27de cessar fogo
30:29esperando
30:30o início
30:31do próximo
30:32conflito
30:32deixa eu chamar
30:34atenção
30:34para uma
30:35mensagem
30:35que foi
30:36compartilhada
30:36pelas forças
30:37de defesa
30:38de Israel
30:38na rede
30:39social X
30:40mas especialmente
30:41mensagem repercutida
30:43nas televisões
30:46nas emissoras
30:46de TV
30:47do Oriente Médio
30:50e aí a mensagem
30:51diz o seguinte
30:52que o exército
30:53de Israel
30:54emitiu um alerta
30:55de evacuação
30:56de área inteira
30:57o exército
30:58diz que as pessoas
30:59devem deixar
31:00uma área
31:00na capital
31:01que foi identificada
31:02como distrito 7
31:04possivelmente um bairro
31:04uma região
31:05e aí a mensagem
31:06diz
31:07nas próximas horas
31:08os militares
31:08israelenses
31:09vão operar
31:10na área
31:10para atacar
31:12uma infraestrutura
31:13militar
31:13pertencente
31:14ao regime
31:16quem assina
31:17quem
31:17emite essa mensagem
31:20é o Avishai
31:21Adraí
31:22ele é porta-voz
31:23árabe
31:24do exército
31:25de Israel
31:25publicação feita
31:26no X
31:27e é uma tática
31:28que foi adotada
31:29também pelas forças
31:30de defesa
31:31de Israel
31:32nos conflitos
31:33nas outras frentes
31:35de batalha
31:35especialmente no Líbano
31:37contra o Hezbollah
31:37e também
31:38em Gaza
31:39contra o Hamas
31:41sempre adotando
31:42essa estratégia
31:42de avisar os ataques
31:43com o objetivo
31:44de que os civis
31:45possam de alguma maneira
31:46se proteger
31:47agora eu passo
31:48para o Roberto Mota
31:49fazer mais uma pergunta
31:50para o nosso convidado
31:51com você Mota
31:52Coronel
31:54é realista
31:56tentar impedir
31:58definitivamente
31:59que o regime
32:00dos ayatolais
32:01consiga
32:02uma bomba nuclear
32:03ou
32:04Israel
32:05e os Estados Unidos
32:06vão ter que fazer
32:07uma faxina
32:08periódica
32:09a cada 5 ou 10 anos
32:11para atrasar
32:12o progresso deles
32:13excelente pergunta
32:16né Mota
32:17se eu fosse
32:19um coronel
32:20do exército iraniano
32:21ou Mota
32:22eu ia chegar
32:23à conclusão
32:23que a minha única
32:24alternativa
32:25para me manter
32:26para que o Estado
32:27iraniano
32:27consiga deixar
32:28de ser atacado
32:29é ter a bomba nuclear
32:31é claro que eu estou
32:32afastando aqui
32:33qualquer outra
32:34consideração
32:35de ordem moral
32:36ordem ideológica
32:37eu estou falando
32:37somente do ponto de vista
32:38da autopreservação
32:40do Estado
32:41por que isso?
32:41porque o
32:43o
32:43ayatolá
32:45kamenei
32:48ele olha
32:49para o
32:49Saddam Hussein
32:50e vê que o
32:51Saddam Hussein
32:52que teve o seu
32:53programa nuclear
32:54destruído por Israel
32:55na década de 80
32:56está morto
32:58ele olha
32:59para o
32:59Kadhafi
33:00o Kadhafi
33:01está morto
33:02ele olha
33:02para todos os outros
33:03regimes
33:04que caíram
33:04ao longo do Oriente Médio
33:05nenhum desses regimes
33:06tinha
33:07a bomba atômica
33:08e ele olha
33:09lá para o
33:09Kim Jong-un
33:10presidente da Coreia do Norte
33:12e está lá ele
33:13gordinho
33:13feliz
33:14ninguém faz
33:15com a Coreia do Norte
33:16o que foi feito
33:17com o Irã
33:18veja que eu estou
33:18afastando completamente
33:19qualquer questão moral
33:20qualquer questão ideológica
33:22estou fazendo
33:23uma análise
33:23dura
33:24fria
33:25realista
33:26aliás
33:27quem diz isso
33:27não sou eu
33:28quem diz isso
33:29que os países
33:30vivem
33:31num ambiente
33:32de competição
33:33e essa competição
33:34gera insegurança
33:34e por isso
33:35eles vão buscar
33:36se armar
33:36quem diz isso
33:37é o Mersheimer
33:38é um paradigma
33:40do realismo ofensivo
33:41um pesquisador
33:42norte-americano
33:43então
33:43vão procurar
33:45vai procurar
33:46bomba
33:46a não ser
33:48que haja
33:49uma mudança
33:49de regime
33:50e esse novo regime
33:52seja um regime
33:52alinhado
33:54aos valores
33:55do Ocidente
33:56valores democráticos
33:57e que abra mão
33:59da bomba nuclear
34:00e a escolha
34:02conviver
34:02com Israel
34:04nós temos que lembrar
34:04que antes de 79
34:06o regime
34:07do Shah
34:07Reza Parlevi
34:08foi o primeiro regime
34:10a reconhecer
34:10na região
34:11o Estado de Israel
34:12convivia
34:13era o melhor
34:14amigo de Israel
34:16na região
34:16até a Revolução
34:18Islâmica
34:18de 1979
34:19então se houver
34:19uma mudança
34:20de regime
34:21talvez
34:22mude
34:23essa orientação
34:24mas enquanto
34:25for um regime
34:26inimigo
34:26de Israel
34:27eles vão
34:28procurar bomba
34:29porque é a maneira
34:30deles evitarem
34:31esse tipo
34:31de ataque
34:33que eles sofreram
34:34agora
34:34e essa derrota
34:35militar
34:35que vai acontecer
34:36em questão
34:38de dias
34:38você que acompanha
34:40a Jovem Pan
34:41bem informado
34:42a gente traz aqui
34:42as últimas informações
34:43desse conflito
34:44dessa guerra
34:45no Oriente Médio
34:46os nossos comentaristas
34:47trazem as análises
34:49as percepções
34:50e também recebemos
34:51convidados especiais
34:52para discutir
34:54entender exatamente
34:55esse momento
34:55do conflito
34:56e para onde caminhamos
34:58quando a gente olha
34:59para essa guerra
35:00em aspectos
35:02tão
35:02difusos
35:04e importantes
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