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Bruno Cordeiro, da Stonex, analisou o impacto da tensão entre Irã, EUA e Israel no mercado global de petróleo. Em entrevista ao Real Time, ele destacou riscos no Estreito de Ormuz, possíveis impactos no preço do petróleo e oportunidades para o Brasil nas exportações. 

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Transcrição
00:00E agora a gente fala de Irã e também de outros assuntos econômicos com o Bruno Cordeiro,
00:05que é analista de inteligência de mercado da Stonex.
00:07Bruno, bom dia para você e seja bem-vindo ao Real Time.
00:11Bom dia, Marcelo, e a todos que nos escutam. Eu agradeço pelo convite.
00:16Bom, as Bolsas Mundiais até esse momento estão operando meio que sem direção,
00:20um tanto contidas à espera da reação do Irã.
00:23Como é que você espera que vai ser o dia no mercado hoje?
00:26Exato. A gente chegou a observar uma abertura com o petróleo em alta.
00:32Os preços do petróleo chegaram a subir ali cerca de 4%.
00:36A gente começou a observar gradualmente um recuo dos ganhos ao longo do dia.
00:42E hoje, agora mesmo, o petróleo opera em território baixista.
00:47Isso ocorre exatamente por conta do entendimento e até um certo esteticismo do mercado
00:53em relação à possibilidade real de um fechamento do Estreito de Hormuz.
00:59Essa é uma possibilidade que o mercado vinha precificando,
01:04mas hoje a gente vê que o mercado já não trabalha tanto com essa possibilidade.
01:09Exatamente por esse ceticismo ao redor da capacidade militar do Irã
01:14de promover um fechamento e um bloqueio do Estreito,
01:17como também o fato de que esse fechamento seria prejudicial para o próprio Irã.
01:23Exatamente porque grande parte das exportações do país
01:26são escoadas pelo Estreito de Hormuz.
01:29Então, o que a gente vem observando agora é o mercado
01:31que aguarda as próximas movimentações iranianas
01:35após os ataques promovidos pelos Estados Unidos.
01:38A intensidade e o nível desse ataque
01:41é algo que vai ser precificado pelo mercado ao longo dos próximos dias.
01:44Então, o que a gente observa agora é um mercado que segue mais cauteloso
01:48e atenta às próximas movimentações de parte do Irã.
01:52Agora, pensando no pior cenário,
01:54se o Irã, de fato, fechar o Estreito de Hormuz,
01:57quanto você acha que é o teto para o dólar,
02:00dólar não, para o petróleo, desculpe,
02:02até quando você acha que o petróleo pode subir?
02:05Olha, Marcelo, é até um pouco complicado
02:07da gente conseguir precificar isso,
02:09porque quando a gente olha o Estreito de Hormuz,
02:11ele escoa ali cerca de 20% de todo o petróleo escoado ao redor do mundo.
02:16A gente tem importantes produtores ali na região,
02:19como já foi falado, a gente tem a Arábia Saudita,
02:21Kuwait, Iraque, Emirados Árabes Unidos,
02:25entre outros países que são grandes produtores
02:27e que uma grande parte desses países compõem ali
02:30a OPEP+, que acaba sendo o principal produtor de petróleo do mundo.
02:33A gente vê que existe uma possibilidade de escoamento desse produto
02:38por outras vias, principalmente pela via do Mar Vermelho,
02:43mas essa via acaba sendo restrita apenas a alguns países,
02:47com foco principalmente na Arábia Saudita.
02:49Então, parte do produto pode ser escoado por essa ponta,
02:53mas há também um receio de que o Mar Vermelho
02:56possa presenciar também novos ataques contra embarcações,
03:00assim como a gente observou alguns anos atrás
03:02com o Grupo Rudi, promovendo ali ofensivas
03:05contra embarcações que escoavam produtos agrícolas
03:08e energéticos para Israel.
03:11Então, quando a gente observa a situação como um todo,
03:14é um pouco difícil da gente entender
03:16qual que é o nível real de impacto sobre o balanço global.
03:22Exatamente porque a gente tem uma outra via
03:24que a gente pode escoar uma pequena parte do produto
03:27que é escoado ali pela via do Estreito de Hormuz,
03:30que se dá no Mar Vermelho, como eu comentei,
03:32mas é importante citar que o volume
03:35que é escoado pelo Estreito de Hormuz
03:38não chegaria nem próximo ao que a gente tem de possibilidade
03:41para escoar pelo Mar Vermelho.
03:43Então, caso a gente veja um cenário real
03:47de fechamento ou bloqueio no Estreito de Hormuz,
03:52a gente pode ver os preços com certeza acelerando a passos,
03:55inclusive talvez até parecidos com o que a gente observou
03:58com o início dos conflitos no Neste Europeu, por exemplo.
04:00Bruno, com tudo isso que está acontecendo,
04:03que desafios e que oportunidades que você vê para a Petrobras?
04:09Olha, o que a gente vem observando em relação ao Brasil especificamente,
04:14o país vem ampliando ao longo dos últimos anos
04:17de maneira acelerada a sua produção de petróleo
04:20e, ao mesmo tempo, a gente vê que o setor de refino
04:24segue relativamente estagnado.
04:26Então, a gente tem uma capacidade de refino estável
04:28enquanto a nossa produção cresce.
04:30Isso gerou, ao longo dos últimos anos,
04:32um aumento do excedente exportável brasileiro.
04:34O Brasil vem ampliando as suas exportações de petróleo
04:37a diversas regiões do mundo,
04:39tanto na Ásia, União Europeia e Estados Unidos.
04:42Hoje, o principal mercado do Oriente Médio
04:45é o continente asiático.
04:48Uma boa parcela do produto que é escoado ali
04:50por esses países que eu comentei
04:52acabam chegando principalmente na China,
04:54na Índia, Japão e Coreia do Sul.
04:57O Brasil hoje,
04:58quando a gente fala das exportações brasileiras,
05:00cerca de 50% a 60% do que a gente exporta
05:03vai também para o mercado asiático.
05:05A gente tem uma boa relação com eles,
05:07uma ótima parceria econômica.
05:08A tendência é que isso também cresça
05:10e a gente continue tendo uma participação
05:12ainda mais significativa desse mercado
05:14no que tange as nossas exportações da comode.
05:17Como eventual redução dos fluxos
05:20do Oriente Médio para o continente asiático,
05:24é possível que o Brasil amplie cada vez mais
05:26a sua participação no que tange as vendas
05:30para a Ásia, principalmente para a China.
05:33Então, esse pode ser um cenário até que plausível.
05:37O Brasil ampliando suas exportações
05:39para a região da Ásia
05:42como forma de reduzir os impactos
05:44de uma eventual redução dos fluxos
05:45pelo Estreito de Hormuz.
05:47Isso é algo que o mercado também olha com atenção.
05:50O Brasil acaba sendo um produtor estratégico
05:53no mercado global.
05:55É um dos principais,
05:56um dos dez principais produtores de petróleo do mundo
05:58e é o maior ofertante da comode na América Latina.
06:02Então, para o Brasil,
06:03esse cenário acaba sendo um cenário
06:05de possibilidades para ampliar o escoamento
06:07do produto para o mercado asiático.
06:09Está certo.
06:10Bruno Cordeiro,
06:11analista de inteligência de mercado da Stonex.
06:13Muito obrigado pela sua participação
06:15hoje aqui no Real Time.
06:16Bom dia.
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