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A trégua nas tensões entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte queda nas cotações do petróleo, com recuo de quase 5%, a maior baixa em cerca de seis meses. Em entrevista ao Real Time, o economista e professor do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistieiro, falou sobre os impactos geopolíticos, o papel da Opep, a oferta global de petróleo e as perspectivas para os preços ao longo de 2026.

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Transcrição
00:00De volta com o Real Time ao vivo e a gente fala agora da trégua entre as tensões, nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que fizeram as cotações do petróleo despencar em ladeira abaixo.
00:12Ontem a queda de quase 5% foi a maior em cerca de seis meses. Hoje, no início dos negócios, a cotação também estava negativa.
00:20E eu vou ter uma conversa agora sobre as perspectivas, o futuro do mercado de petróleo. É com o Ricardo Balicheiro, que é economista e professor do Instituto Mauá de Tecnologia.
00:30Tudo bem, professor? Bom dia e bem-vindo mais uma vez aqui ao Real Time.
00:35Bom dia, Natália. Prazer em conversar com vocês mais uma vez.
00:38Professor, eu estava aqui pensando, no ano passado, se eu tivesse que escolher a palavra do ano, a que a gente mais falou aqui no nosso noticiário, eu escolheria tarifas.
00:47Esse ano, até agora, parece que é petróleo. Também tem essa sensação?
00:52As tensões lá no Oriente Médio, assim também como as questões se envolvendo a Venezuela, de alguma maneira, têm impacto muito forte,
01:00porque são países com grande reserva de petróleo e países que produzem bastante petróleo.
01:07Irã, bem mais do que a Venezuela.
01:09Então, eu diria que, por trás do petróleo, há essas questões políticas.
01:14O Trump tem, nesse segundo mandato, buscado um protagonismo internacional que ele não teve no primeiro mandato.
01:28E ele está fazendo isso, entre outras coisas, porque não tem freios, pelo menos nesses dois primeiros anos de mandato.
01:37Nem do ponto de vista do judiciário norte-americano, uma vez que o Supremo tem hoje uma maioria favorável ao Trump,
01:46bem como as duas casas, tanto a Câmara quanto o Senado.
01:50Então, o Trump tem investido fortemente nessas questões mais geopolíticas,
01:58e não, por acaso, em países que são grandes produtores de petróleo.
02:04Porque isso tem um componente político que interessa ao governo Trump,
02:08mas tem também um interesse de médio e longo prazo,
02:11que é exatamente poder, de alguma maneira, principalmente no caso da Venezuela,
02:16assumir o controle de um país que tem grandes reservas de petróleo,
02:21mas uma capacidade de produção muito baixa.
02:24Professora, a gente fala de petróleo como se fosse uma só coisa,
02:30um só produto, uma só commodity, mas tem petróleos e petróleos.
02:34Então, ajuda a gente a entender o petróleo da Venezuela.
02:39Claro, tem uma reserva potencial absurda, mas é um tipo de petróleo,
02:44diferente do que a gente tem na produção de outros países também.
02:48Qual que é o tempo necessário, o prazo, o que precisa acontecer para esse petróleo
02:54mexer com o mercado, com a produção mundial de petróleo, e a oferta, e o preço?
03:00O petróleo sozinho, ele não significa muita coisa,
03:04e realmente, você falou muito bem, existem diversos tipos de petróleo.
03:09Uns que são mais leves, outros que são mais pesados.
03:12Depende muito da capacidade de refino desses países.
03:15Então, por exemplo, pega o caso do Brasil, o Brasil tem grandes reservas de petróleo,
03:19mas tem uma capacidade de refino pequena.
03:22A Venezuela tem grandes reservas de petróleo, mas uma capacidade de refino também pequena.
03:27Por quê?
03:28Porque o refino, que é quando se transforma o petróleo em produtos
03:35que são utilizados mais fortemente em bens duráveis ou mesmo na indústria.
03:44Então, a necessidade da capacidade de refino é fundamental
03:48para que o país realmente possa usar suas reservas para isso.
03:53No caso da Venezuela, isso está bem comprometido nos últimos 20 anos.
03:58A Venezuela produz hoje muito menos petróleo do que produzia há 20 anos atrás.
04:04Por todas as questões internas que envolveram a Venezuela.
04:07Mas, do ponto de vista do mercado do petróleo internacional,
04:11se você aumentar muito a produção, Natália,
04:14os países exportadores, nesse momento, vão ter um impacto negativo,
04:18porque está sobrando petróleo no mundo.
04:21Ontem, por exemplo, os países produtores de petróleo, a OPEP,
04:25que já teve mais protagonismo lá nos anos 70 e nos anos 80,
04:29mas ainda, de alguma maneira, ajuda a balizar o preço do mercado,
04:34decidiu manter inalterada a produção.
04:36Exatamente porque está sobrando petróleo no mundo.
04:39O petróleo está gravitando hoje em torno de 66 dólares o barril.
04:44Há dois anos atrás, isso era 80, 85.
04:49E no auge da bonança do petróleo, chegou a 150 dólares.
04:55Então, está muito abaixo ainda.
04:58E por que está abaixo, Natália?
05:01Além de todas as tensões que envolvem países produtores,
05:05vamos lembrar que, nesse mês de fevereiro,
05:07completam quatro anos da guerra Ucrânia-Rússia,
05:11uma região muito produtora de petróleo,
05:14mas a humanidade, finalmente, parece que vai criando juízo
05:17e vai buscando fontes alternativas, Natália.
05:19Então, ainda bem que está sobrando petróleo no mundo,
05:22porque isso é um indício de que, realmente,
05:24nós estamos buscando outras fontes menos poluentes
05:28e, principalmente, renováveis.
05:30É verdade.
05:31É um bom sinal nesse sentido.
05:33E se você fosse fazer uma aposta em relação ao que esperar
05:37do preço da cotação do petróleo ao longo de 2026,
05:41apostaria nessa gangorra, nesse sobe e desce
05:43que a gente tem visto nos últimos dias?
05:46Eu acho que tudo vai depender das questões internas dos Estados Unidos,
05:49que não vão muito bem.
05:50Essa questão...
05:53O Trump tem procurado, do ponto de vista político,
05:56fugir da questão que envolve os escândalos de pedofilia,
06:03que envolvem o nome dele.
06:05Então, nada melhor, do ponto de vista político,
06:07do que você conseguir um conflito internacional,
06:10porque isso mascara um pouco essas questões.
06:13E o conflito internacional, da vez, é exatamente com o Ira.
06:17Então, a depender de para onde vai esse conflito,
06:22certamente nós podemos ter algum impacto nos preços,
06:26mas eu não transformaria isso numa crise.
06:29Eu acho muito pouco provável que isso aconteça.
06:31Vamos lembrar que os Estados Unidos atacou o Irã no ano de 2025
06:36e não aconteceu nada no mercado de petróleo.
06:39Então, não me parece, até porque as relações agora entre Venezuela e Estados Unidos
06:44tendem a se estabilizar com a nova presidência,
06:48eu não acredito que isso gere grandes saltos permanentes no preço do barril do petróleo.
06:55Agora, você bem observou, talvez alguma oscilação possa ocorrer,
06:59a depender realmente dos próximos capítulos aí dessas questões
07:03envolvendo principalmente o Oriente Médio.
07:05Certo, claro que estaremos de olho, trazendo tudo para a nossa audiência.
07:09Eu quero agradecer Ricardo Balicheiro, economista,
07:12professor do Instituto Mauá de Tecnologia, pela participação ao vivo.
07:16Muito obrigada, professor. Ótimo dia por aí.
07:19Sempre um prazer, Natália. Um ótimo dia para todos.
07:21Tchau, tchau.
07:22Tchau.
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