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  • 20/06/2025
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00:00Doutor, é o senhor Orlando Santos Geniz, nós estamos prosseguindo os seus depoimentos em sede de colaboração premiada.
00:12Hoje, dia 9 de junho de 2020, são 18 horas e 33 minutos, os presentes aqui nessa reunião por videoconferência,
00:22que é realizada assim por conta do isolamento social pela pandemia,
00:27presentes eu, José Augusto Vagos, e a doutora Renata Batista, pelo Ministério Público Federal,
00:33e presentes as suas advogadas, doutora Juliana Berimbach e doutora Ana Raima Arrute.
00:42As senhoras confirmam a presença?
00:45Confirmo, doutor Vagos.
00:47Oi, doutor, confirmo minha presença.
00:50Sra. Orlando, o senhor na qualidade de colaborador renuncia na presença do seu defensor ao diretor silêncio,
00:55reafirmo o compromisso de dizer a verdade e tem ciência de que esse depoimento está sendo gravado?
01:01Sim, senhor.
01:02Tá certo. Então, a gente vai agora falar sobre o Anexo 30, cujo tema é o Escritório Espíndola Palmeira e Advogados.
01:13Por favor, o senhor pode iniciar.
01:16Sim, senhor.
01:17Esse escritório, ele foi indicado por Roberto Teixeira e por Cristiano Zanin.
01:25Eu aproveito para dizer que, com todas essas contratações, a partir da indicação do escritório de Roberto Teixeira e Cristiano Zanin,
01:36o escritório de Teixeira Martins, tratado em anexo e todas as outras indicações desse escritório,
01:44posteriormente de Ana Basílio, enfim.
01:48Eu achei que eu era esperto, mas eu encontrei um grupo mais esperto cair nessa trama.
01:57Não estou aqui me eximindo dos meus erros, mas para mim era impossível conquistar os meus objetivos
02:08sem ceder a essas pressões infinitas desse grupo de advogados.
02:15Em relação a esse escritório do Espíndola e Palmeira, um escritório com sede em Brasília, no Lago Sul, não me lembro.
02:23Senhor Anderson, só para a gente contextualizar, o senhor confirma, por favor, se isso que eu vou dizer está correto,
02:30que o senhor já narrou em outros anexos, é importante ficar consignado aqui.
02:35O senhor passou a ser investigado pelo Conselho Fiscal do Sérgio Nacional, pelo Gabos.
02:47Deu uma cortada no seu áudio.
02:51O áudio está cortando, desculpa.
02:53Eu estou pedindo para ele confirmar algumas coisas que ele já disse.
02:58Está ouvindo agora, Renata?
03:01Sim, está melhor.
03:02Estou, estou te ouvindo.
03:03Para ele confirmar algumas coisas que ele disse em outros anexos,
03:06para a gente contextualizar essa parte do Espíndola.
03:09Então, eu dizia que, e ele já disse,
03:12que essa chamada briga política começou com uma investigação do Conselho Fiscal do Sérgio Nacional,
03:22que era conduzida pelo Gabas.
03:25Correto, senhor Orlando?
03:26Em 2012.
03:27Correto, doutor.
03:28E aí o senhor passou a temer que isso fosse uma investigação que pudesse ser usada para prejudicar o senhor
03:36por interesses políticos e tal, embora o objeto dessa investigação tratasse de desvios no âmbito do SESC,
03:46que efetivamente o senhor fez, correto?
03:49Correto, doutor.
03:49Desvio de valores.
03:52Correto.
03:53Então, num determinado momento, em 2012, um advogado chamado Fernando Hargreeves,
04:01que era, através da sua então esposa, Daniela Paraíso,
04:07disse que seria para o senhor se livrar dessa, se blindar dessa briga política,
04:12ele não ser prejudicado pelo Gabas, pelo Conselho Fiscal.
04:15Então, seria bom o senhor contratar o escritório do Roberto Teixeira e Cristiano Zanino, correto?
04:21Correto.
04:22E, além da minha esposa, Daniela Paraíso, era diretora jurídica.
04:27Sim.
04:28Então, nesse âmbito é que, uma vez essa contratação tendo sido formalizada daquela forma que o Sonarra
04:35por 10 milhões, 1 milhão pago por fora, 9 milhões pela FEComércia,
04:41embora não fosse para defender interesses da própria FEComércia,
04:46foi nesse contexto que o escritório do Zanin e do Roberto Teixeira
04:53indicaram que o senhor deveria contratar também o Espíndola Palmeira Advogados, correto?
04:59Correto.
05:00Então, por favor, aí o senhor estava dizendo que esse escritório tem sede em Brasília.
05:05Eu perguntaria se esse escritório teria como objetivo atuar junto a algum tribunal ou ao TCU.
05:17Sim.
05:18Eles atuaram junto ao TCU e indicaram alguns profissionais durante esse relacionamento que eu tive com eles.
05:28Me lembro do escritório de Álvaro Mendonça, A.F. Mendonça, que atuou junto ao TCU.
05:35Me lembro de Proença e Fernandes, que atuou fazendo um operacional numa contratação conjunta com o escritório Espíndola Palmeira.
05:46Indicou para atuação junto ao TCU o escritório de Edgar Leite Advogados Associados
05:52e fez indicações em outras áreas, como, por exemplo, na área de relações institucionais.
05:58Indicou a empresa Flecha de Lima Relações Institucionais.
06:06Então, vamos lá.
06:07Antes, só para...
06:08O senhor citou a A.F. Maia Mendonça.
06:10É do Álvaro Mendonça essa empresa?
06:13Do Álvaro Mendonça, que eu acredito que chegou a trabalhar na Caixa Econômica.
06:18Eu não me lembro o cargo que ele ocupou na Caixa Econômica.
06:21O senhor sabe se o Álvaro Mendonça...
06:26Que tipo de serviço ele prestava lá?
06:29Para onde?
06:30Que tipo de serviço ele prestou no TCU para...
06:34Era para atuação nos processos junto ao TCU.
06:37Mas ele era advogado, o senhor sabe?
06:41Não me recordo.
06:42Essas contratações e essas indicações,
06:45à exceção da Flecha de Lima,
06:48ficavam sobre a coordenação do Gladio Espíndola direto,
06:53sobre a supervisão de Cristiano Zanin e de Roberto Teixeira.
06:57Eu, algumas vezes, fui em Brasília fazer reuniões,
06:59mas o dia a dia era com eles e entre eles.
07:06Foi nesse contexto essa indicação.
07:09O Roberto Teixeira e o Cristiano Zanin foram contratados
07:13e assumiram logo a coordenação geral da chamada briga política
07:18e fizeram essa indicação de Vladimir Espíndola,
07:22através do escritório Espíndola Palmeiro,
07:25para ser o coordenador em Brasília das ações da briga.
07:29Mas logo ficou claro para mim que essa atuação seria basicamente de lobby.
07:33E isso se explica no contrato para atuação em conjunto com Proença Fernandes,
07:38onde todo o trabalho braçal operacional foi feito pelo Proença Fernandes,
07:42que recebeu uma parte muito pequena dos honorários daquela contratação.
07:50O Proença era quem efetivamente prestou os serviços jurídicos, então, pelo senhor...
07:54O senhor tem o Marcelo Proença do escritório Proença Fernandes.
08:00E aí, ao longo do meu anexo, doutor, eu te escrevo ali as contratações,
08:05os escritórios que foram contratados, os objetivos das contratações.
08:14Não sei se preciso esclarecer algum desses contratos.
08:16O senhor sabe quanto o senhor pagou ao todo para Espíndola Advogados nesse período?
08:30E de quando a quando?
08:33É assim, teve um contrato junto com o Marcelo Espíndola,
08:38que foram R$ 70 mil de plurabore, que eu relato no anexo.
08:43Depois, os pagamentos mensais, o êxito com o trânsito em julgado, previsão.
08:51Um outro pagamento previsto de R$ 700 mil também em trânsito em julgado.
08:56Mas não necessariamente essas pláusulas foram levadas a efeito com essas vitórias
09:01e se houve pagamentos.
09:02Eu relato no anexo as previsões contratuais.
09:07Também teve uma contratação para uma ação judicial
09:12para a declaração de inexistência de relação tributária,
09:16que eu também relato no anexo, com valor de R$ 4.706 mil.
09:22Uma ampliação do contrato assinado em 2013,
09:27essa ampliação de objeto que foi assinada em 2014.
09:33E também no anexo eu falo do valor dessa contratação
09:38e dos aditivos que foram feitos em sequência,
09:43e um deles inclusive incluindo um novo objeto.
09:48Mas não, pode prosseguir.
09:49O fato é que era para a lobby e os instrumentos,
09:52de uma forma geral, era para justificar essa atuação.
09:56E como um todo também,
09:57sem nenhum cuidado maior desse escritório
10:00ou de todos os outros,
10:01que eu relato ao longo dos anexos.
10:04Foi feito um contrato também.
10:07Vou contextualizar ainda aqui.
10:09Esses contratos eram para justificar formalmente
10:15repasses de valores,
10:16mas, na verdade,
10:17eles não traduziam o trabalho
10:19que efetivamente o Espíndola tinha como atribuição.
10:24O trabalho deles era mais político.
10:28Era mais político
10:29e nesse, como nos outros contratos
10:33que eu relatei até esse momento
10:35em outros anexos,
10:36sobre preço.
10:41O senhor...
10:43Teve um contrato
10:45que era do meu interesse,
10:48que era o de consultoria
10:49na área de relações institucionais
10:52com a empresa deles,
10:53a Green Center de consultoria.
10:57E naquela empresa,
10:59quem representou formalmente a empresa
11:03foi o Carlos Palmeira,
11:04sócio do escritório Espíndola Palmeira
11:08e também sócio nessa empresa.
11:10Com ele eu fiz reuniões técnicas,
11:12com ele eu fui até o Congresso Nacional.
11:14nós tínhamos interesse
11:15em produzir um trabalho
11:17de representação e de atuação
11:19em Brasília com essa empresa,
11:21mas que depois foi substituída
11:23por outras empresas
11:24e apresentou, como mencionei,
11:27a Flecha de Lima,
11:27relações sonais
11:28e mais à frente,
11:30depois da Flecha de Lima,
11:31nós contratamos a PAC.
11:33só um parênteses aqui.
11:38O senhor disse que o Espíndola
11:40foi indicado pela Usani Teixeira
11:44para atuar junto ao TCU.
11:49Consta aqui um depoimento
11:50da ex-diretora jurídica,
11:53que o senhor citou,
11:54Daniela Paraíso,
11:55que ela diz que o Espíndola
11:58efetivamente foi contratado
12:01para atuar no TCU
12:02em substituição
12:03ao escritório Everardo Gueiros.
12:05Isso daí confere?
12:06O senhor lembra disso?
12:08Nós assinamos um contrato
12:10inicialmente
12:12com o escritório Espíndola Palmeira
12:15em 2013.
12:17Eu não me recordo,
12:18nesse momento,
12:19se o escritório de Everardo Gueiros
12:22já estava contratado.
12:25Diz ela ainda
12:28que o Vladimir Espíndola
12:29tinha ligação com o PT,
12:30que, salvo engano,
12:31sua mãe era chefe
12:32do gabinete de Antônio Palocci.
12:34Eu conheci,
12:35eu encontrei
12:36a mãe de Vladimir Espíndola
12:39numa oportunidade
12:40que eu fui ao escritório
12:42para uma reunião,
12:42a mãe dele chegou lá
12:43e ele me apresentou.
12:45Esse foi o único momento
12:48que eu soube alguma notícia
12:49da mãe dele.
12:51Os contratos
12:53do Vladimir Espíndola
12:56de honorários
12:58eram apresentados
12:59por ele,
13:01por o senhor,
13:02ou apresentados
13:02através do Zanin?
13:05Eu não me recordo
13:06nesse momento, doutor,
13:07mas a lógica
13:08era sempre a mesma.
13:10Quando vinha
13:10minhas mãos
13:11ou pela mão
13:13do proponente
13:15ou pela mão
13:16de Cristiano Zanin
13:18e Roberto Teixeira,
13:19tudo já havia se discutido.
13:21Com eles anteriormente
13:23já vinha o pacote pronto
13:25com pouca ou nenhuma
13:26margem de discussão
13:28sobre valores
13:28ou forma de pagamento.
13:32Consta que
13:33o Espíndola recebeu
13:35entre 2013 e 2014
13:37cerca de 5 milhões
13:40e 900 mil reais
13:42da Fê Comércio.
13:43Por essas datas aqui
13:45a gente pode concluir
13:47que esses valores
13:48saíram dos cofres
13:49exclusivamente
13:50da Fê Comércio?
13:52Qual a data, doutor?
13:55Entre 2003 e 2014.
13:57Ele recebeu
13:58quase 6 milhões de reais.
13:59Sem os cofres
13:59da Fê Comércio,
14:01o sistema
14:02de rateio
14:03de despesas
14:04foi implementado
14:05a partir da vitória
14:06no STJ
14:07em novembro de 2015.
14:08Até então,
14:10se não a totalidade,
14:11a maioria dos escritórios
14:12foi pago
14:13efetivamente
14:13com o caixa
14:15da Federação do Comércio.
14:16O senhor tinha contato
14:22com os sócios
14:24do escritório Espíndola,
14:25Vladimir,
14:26Carlos?
14:27Sim,
14:29fizemos reuniões,
14:31fui em Brasília
14:31algumas vezes,
14:33por algum motivo,
14:34numa das reuniões,
14:35fizemos até
14:36num domingo,
14:37não me recordo
14:38o motivo,
14:38com a presença
14:39do Roberto Teixeira,
14:41fui a várias reuniões
14:42no escritório deles
14:43em Brasília.
14:45Era uma casa
14:46no Laco Sul,
14:47pelo que eu me recordo.
14:55Tá,
14:55consta
14:56consta
15:01em quebra telemática
15:03que o Vladimir,
15:11em 4 de março de 2013,
15:13ele passa
15:14para o Cristiano Zanin
15:16um e-mail
15:20com anexo
15:25denominado
15:25Defesa em TCE
15:27no TCU.
15:30Aí são postos
15:31valores de honorários
15:32a serem apresentados.
15:37Prolabore,
15:38prolabore.
15:39em 3 dias depois,
15:44o Vladimir encaminha
15:45a mensagem
15:45com a minuta
15:46de proposta,
15:47com a minuta
15:50de proposta
15:51do contrato
15:52que seria assinado
15:53entre o Vladimir
15:53e o senhor.
15:55Então,
15:56aí,
15:57o senhor não está
15:59nesses e-mails,
16:00o senhor não tem
16:00como saber
16:03como esses bastidores
16:05se deram.
16:06mas o senhor,
16:06aí eu refaço a pergunta,
16:07o senhor sabe
16:08se houve participação,
16:11pelo menos que o senhor
16:12fosse inteirado
16:14dessa participação
16:14do Cristiano Zanin
16:18e Roberto Teixeira
16:18no ajuste
16:19desse contrato
16:20de honorários
16:21com o Espíndulo?
16:21Doutor,
16:23todos os contratos,
16:25independente
16:26do escritório,
16:28todas essas indicações
16:29eu já recebia
16:31prontas
16:33com pouca
16:34ou nenhuma margem
16:35de negociação
16:36de valores
16:37ou de forma
16:38de pagamento.
16:40Tudo passava
16:41pela coordenação,
16:42a indicação,
16:44tudo,
16:45tudo,
16:45tudo
16:45por Roberto Teixeira
16:47e Cristiano Zanin.
16:49E mais à frente,
16:50em determinado
16:51momento,
16:52até o advogado
16:54Maués
16:55chegou a enviar
16:56e-mails também
16:57para Fernando Argrives,
16:58quando da contratação dele,
17:00para passar
17:01para Fernando Argrives
17:02a proposta
17:03de honorários.
17:04Isso foi uma
17:05prática comum
17:06durante todo
17:07esse período
17:08de relacionamento
17:09com o escritório
17:11Teixeira Martins,
17:12com o Roberto Teixeira
17:13e Cristiano Zanin.
17:15Agora,
17:15esses tratos
17:16entre eles
17:17eu não tinha
17:18conhecimento,
17:20mas é óbvio
17:20que o resultado
17:21ou a consequência
17:23deveria ser
17:23esse trato
17:24entre eles,
17:25porque se vinha
17:25tudo pronto
17:26com conhecimento
17:27e consentimento
17:28e a indicação
17:30de Roberto Teixeira
17:31e Cristiano Zanin,
17:32por óbvio
17:33que eles conversavam
17:33antes.
17:34O Álvaro
17:38que o senhor citou,
17:39Álvaro Figueiro
17:40do Maia Mendonça,
17:42da AF,
17:43a AF Maia
17:46de Mendonça Júnior,
17:47ela tem nome
17:47Fantasia,
17:48Logos,
17:48Consultoria e Planejamento.
17:50O senhor conhece
17:50esse nome?
17:51É familiar ao senhor?
17:52Acho que o senhor
17:52já respondeu isso
17:53em outro anexo.
17:54Não,
17:54não me lembro
17:55desse nome não,
17:55doutor,
17:56só me lembro
17:56do nome mesmo
17:57do escritório
17:59que eu relato
18:00no anexo.
18:04Tá.
18:08Pode prosseguir,
18:09por favor,
18:10no seu anexo,
18:12que depois eu vou
18:12fazendo as perguntas.
18:13O senhor há pouco
18:14me perguntou
18:15sobre essas ligações
18:16políticas
18:17de Vladimir Espíndola.
18:20Eu me recordo, sim,
18:21que ele tinha interesse
18:22na área política.
18:25Eu me recordo
18:26que ele me apresentou
18:28a Alessandro Teixeira,
18:31que tinha trabalhado
18:33no Ministério
18:33do Desenvolvimento,
18:34que tinha sido
18:35presidente da ABDI,
18:37Associação Brasileira
18:38do Desenvolvimento
18:39Industrial,
18:41e também tinha,
18:43participou em algum
18:44momento da campanha
18:45da ex-presidente Dilma.
18:47Então, é assim,
18:47o fato é que ele tinha
18:48uma ligação estreita
18:50com a área política, sim.
18:57Tá.
18:57Continuo com a narrativa
19:07do anexo, doutor?
19:14Eu só...
19:15Eu só vou questionando
19:18o senhor aqui,
19:18depois o senhor volta.
19:19Houve um e-mail
19:20do Marcelo Proença,
19:22do Cristiano Zanin,
19:23Daniela e Parísio Ferreira
19:24na Grívia,
19:25Jovem Arteixeira
19:26e Vladimir Espíndola,
19:27em 3 de abril de 2013.
19:32E o Proença diz
19:35que já se cadastrou
19:36como procurador
19:37nos processos do TCU,
19:38ou seja,
19:39ele seria, então,
19:40quem formalmente
19:41apareceria ali
19:42na defesa do senhor
19:43junto ao TCU.
19:44E, pelo que o senhor
19:45já narrou,
19:47quem efetivamente
19:48fazia
19:49serviços
19:51os advocatícios
19:52lícitos,
19:53correto?
19:54Correto.
19:55Ele fazia
19:55toda a parte
19:56operacional.
19:58Ele coloca
19:59assim,
20:00nessa mensagem
20:02para os outros advogados,
20:03como combinar,
20:04doutor Álvaro
20:04fica de fora
20:05por enquanto.
20:06O senhor sabe
20:06por quê
20:07que o doutor Álvaro
20:08ficou de fora?
20:08Não podia aparecer?
20:10Eu não sei, doutor.
20:11o meu papel ali
20:12de presidente
20:13era ter o resultado,
20:15era ter o objetivo
20:16da vitória.
20:19E, como eu relatei
20:20no início
20:20do depoimento
20:23desse anexo,
20:24eu achei
20:25que eu era esperto,
20:26mas encontrei
20:27um grupo
20:27muito mais esperto
20:29do que eu,
20:30caí nessa trama
20:31e, para ter
20:32o resultado
20:32que eu queria,
20:35eu não tive,
20:37era impossível
20:37conquistar
20:38esses objetivos
20:39sem ceder
20:40a essa pressão
20:40infinita.
20:41E, eu acho,

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