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00:00Na Cozinha com Cecília Chaves.
00:04Oferecimento Senac.
00:06Você pronto para o mercado do presente e do futuro.
00:22Bom dia, gente!
00:24Está começando mais um Na Cozinha com Cecília Chaves.
00:28Quem viveu Recife nos anos 80, 90, 2000,
00:32provavelmente se lembra da lanchonete que marcou gerações,
00:36virou ponto de encontro e deixou saudade quando fechou as portas.
00:40A Come Come.
00:42Foram quase três décadas fazendo parte da história da cidade
00:46e criando sabores que ficaram na lembrança de muita gente.
00:50Dentre eles, o famoso Come Milho.
00:53Depois de anos fora do mercado, a marca está de volta.
00:57E hoje eu recebo Bruno Fernandes, empresário que assumiu o desafio de resgatar essa história
01:03e apresentar a Come Come também para uma nova geração.
01:07A gente vai conversar sobre memória afetiva, empreendedorismo,
01:12os desafios de trazer de volta uma marca tão querida
01:16e entender como preservar a essência do passado sem deixar de olhar para o futuro.
01:21E claro que tem receita também.
01:24Então fica comigo porque o programa de hoje promete despertar muitas lembranças
01:30e também abrir o apetite.
01:32A gente se encontra lá na sala, mas antes eu já tenho uma dica para você.
01:37Tem sabor que vira memória e tem memória que vira tradição.
01:41O bolo de noiva Cecília Chaves carrega o sabor das nossas festas,
01:46das casas cheias e das histórias que passam de geração em geração.
01:52É receita com afeto, feita no tempo certo,
01:55com o cuidado de quem acredita que cozinhar é cuidar.
02:00A nova embalagem chega com elementos da bandeira de Pernambuco,
02:03porque esse bolo tem identidade, tem orgulho e tem a cara do nosso estado.
02:09É o presente que emociona antes mesmo da primeira mordida.
02:14É Pernambuco em forma de bolo.
02:17Bolo de noiva Cecília Chaves.
02:19O sabor que é tradição, afeto e celebração.
02:23Disponível nos principais cafés, padarias e delicatesses.
02:28Adquira já o seu.
02:29Gente, já estou aqui com o Bruno.
02:32Um prazer, bom dia.
02:33Bom dia, prazer meu.
02:35Prazer em receber você.
02:36Pra contar a história aí desse ícone que é a Come Come aqui pro Recifense, né?
02:41Pra tanta gente que viveu aí a Come Come.
02:4541 anos de história, né?
02:4641 anos de história.
02:48Gente, eu tenho 47 e vivi muito a Come Come.
02:51Tava aqui conversando com o Bruno, falando exatamente que lembro muito do trailer.
02:55Lembro depois da parte da Come Come já construída, né?
02:59Já com um prédio, uma loja.
03:01E acompanhei muito aí essa trajetória e hoje a gente revive a Come Come.
03:06Eu queria que você começasse contando pro público como foi essa tua relação.
03:11Como começou a tua junção aí com a Come Come, tua história.
03:16Então, na verdade, eu cresci na Zona Sul, né?
03:20Ali perto de Setúbal.
03:22Mas eu morei um ano em Casa Forte, em 1996.
03:25Morei aqui pertinho da 17.
03:28E todo domingo meu pai levava a gente na Come Come.
03:31E aí, enfim, eu criei afeto pela marca.
03:35Tipo, eu gostava muito da comida.
03:36Eu gostava muito de comida também, né?
03:38É o que quase todo mundo pede.
03:41E, enfim, ela nunca saiu da minha cabeça, assim.
03:43Tipo, eu depois...
03:45Eu fui trabalhar na área de alimentos e bebidas, enfim.
03:48E quando voltei pra Recife, fui atrás da Come Come.
03:51E a Come Come não existia mais.
03:52Porque eu morei...
03:53Enfim, falei, voltei pra Recife, mas eu morei 10 anos em São Paulo e 4 em Minas.
03:57E aí, quando voltei pra morar aqui em 2022, a Come Come não existia mais.
04:01Aí eu falei, não, peraí.
04:03Vou atrás da Come Come.
04:04E aí fui atrás.
04:08Procurei.
04:08A marca já estava com o pessoal de Minas Gerais.
04:11Os fundadores, eles já estão em outro momento da vida, em outra fase.
04:15Enfim, um deles está aposentado, o outro trabalha com...
04:19Tem três empresas de distribuição de alimentos.
04:22E, enfim, já tinham...
04:23Não aguentavam mais, não queriam mais o ritmo de lanchonete.
04:27E aí, um pessoal de Minas Gerais, acho que meio perdido, registrou a marca.
04:31E eu fui atrás desse pessoal.
04:33Enfim, eles não estavam usando.
04:35E acabei comprando a marca deles pra resgatar a Come Come.
04:37E aí, nesse resgate da vivência aí da Come Come, até pra você entender um pouco
04:44e reiniciar, né, um negócio praticamente do zero, vamos dizer assim.
04:49Foram quantos anos a Come Come sem funcionar?
04:52Treze.
04:52Fechou em 2013 e a gente está reinaugurando agora em 2026.
04:56Como foi, assim, o contato com os primeiros donos, assim, as histórias que eles trouxeram?
05:02Eu fui atrás da marca, fui atrás deles.
05:05Aí, inicialmente, não consegui o contato, mas achei o contato do pessoal de Minas, como eu falei.
05:10Entrei em contato com o pessoal lá e fiz a negociação e comprei a marca.
05:15E aí, depois de um tempo, continuei insistindo atrás do contato dos fundadores, né?
05:21E aí, consegui de um deles, falei com ele, ele foi super solícito, mas ele falou
05:24eu não lembro mais das receitas, eu não lembro mais faz muito tempo, enfim.
05:28Eu não tenho nada anotado, eu posso te ajudar, assim, dando as sugestões, enfim.
05:31Mas eu não tenho, tipo, ficha técnica, eu não tenho as coisas anotadas.
05:35E aí, e depois de...
05:38Isso foi em 2022, final de 2022, começo de 2023.
05:42E aí, eu falei, não, eu só posso voltar com a Come Come quando eu tiver as receitas.
05:47Não adianta eu fazer, só usar o nome e fazer umas coisas diferentes.
05:51E aí, eu continuei insistindo, tentando o contato do outro fundador.
05:56E eu perguntava um, perguntava outro de vez em quando, enfim.
05:58E aí, foi quando, no meio de 2025, eu consegui.
06:03Eu faço parte da Brasel, sou associado da Brasel.
06:05E aí, uma pessoa lá na Brasel, disse, peraí que eu acho que um amigo meu tem o contato.
06:10E aí, conseguiu.
06:11E aí, esse outro fundador lembrava mais.
06:12E aí, me passou.
06:14As receitas, foi me passando tudo, enfim.
06:17Pra chegar na receita do creme de milho mesmo, eu acho que eu fiz umas 40 receitas diferentes, testando.
06:22E aí, ou era consistência, ou sabor, não sei o quê.
06:24Enfim, aí vai, vai.
06:25Até que ele provou um e disse, não, agora tá bom.
06:28E eu também tive a ajuda de duas amigas, que foram clientes da Come Come a minha vida inteira.
06:33E elas juravam que lembravam do sabor exatamente igual até hoje.
06:36Elas tinham uma memória.
06:37Então, elas experimentaram as 40.
06:39E ele experimentou, acho que sete ali, as últimas, que já estavam mais próximas.
06:43Aí, eu mandei, ó, experimenta aqui, não sei o quê.
06:45Ele falou, essa daqui tá igual, enfim, pode seguir.
06:48E aí, foi assim.
06:49E, tipo, com a ajuda dos dois.
06:51E apareceu também muito ex-funcionário, muito ex-funcionário.
06:54Semana passada, tinha um ex-funcionário lá, ensinando alguns dos sanduíches que nem entraram nesse cardápio inicial,
07:00mas vão entrar, que é Beirute, Mion Especial, enfim.
07:02Ele foi lá, enfim.
07:04Apareceu muita história de muita gente ajudando.
07:06As pessoas tiveram muita boa vontade e tem muito amor pela marca.
07:10É isso.
07:11A gente, é muito massa isso.
07:13Porque, realmente, a gente viveu uma época muito áurea, não só da Come Come, mas de outras marcas, né?
07:19Como a gente tava falando aqui, que tinha o self-service de sorvete aí em casa.
07:23Planeta Jones, né?
07:24A Planeta Jones.
07:25E como outras marcas, né?
07:27Que a gente teve aí a Surquita, Fratelli Vita.
07:29Eu lembro demais, assim, muitas marcas.
07:31Eu acho que essas marcas pegaram uma época que ainda não tinha a globalização do jeito que é.
07:37Então, tinham muitas marcas locais.
07:39E, enfim, quem é um pouco mais velho criou história com essas marcas.
07:43Hoje em dia, as coisas são mais globalizadas.
07:45E a marca tem aqui, tem na Europa, tem na China, tem nos Estados Unidos, enfim.
07:49E aí, diminuiu um pouco o espaço para essas marcas locais.
07:53Só que, boa parte delas estão na memória das pessoas, estão nos...
07:57Todo mundo tem história com essas marcas, né?
07:59Tipo, seja Sloper no centro da cidade, seja Fratelli Vita, para quem é um pouco mais velho.
08:05É.
08:05Eu lembro bastante de comprar CD na Mesbla, fita cassete.
08:09Tipo, era a minha diversão também.
08:12Pois é.
08:12A gente tem muito isso.
08:14E muito engraçado, porque também a gente é um bocadinho barrista, né?
08:18Sim, demais.
08:19É, pernambucano, né?
08:21Se não for bairro, você não é pernambucano.
08:24Então, a gente também tende a valorizar muito o que é nosso e o que é muito bacana, né?
08:29Sim.
08:29Porque a gente realmente viveu aí uma época de muita transformação.
08:34Eu lembro que a primeira vez que eu fui comer, assim, o fast food internacional, que foi a McDonald's,
08:39eu comi, acho que no Rio de Janeiro.
08:41E eu devia ter, sei lá, meus 12 anos.
08:44Eu não lembro.
08:44O McDonald's chegou em Recife, se eu não estou enganado, em 92.
08:48Olha isso.
08:49Pronto.
08:5092 ou 93, foi por aí.
08:51E aí, tipo, já existia come-come, já existiam outras lanchonais tradicionais aqui, enfim.
08:59Então, é isso.
09:00Uma coisa que eu percebi muito, que eu estava com medo no início, né?
09:05Lá atrás a gente voltou, na verdade, o primeiro evento de tudo foi no Plaza Shopping, ali em março.
09:09Eu estava com medo que as pessoas achassem que, tipo, ah, não, ele está como se fosse roubando
09:15a marca, enfim.
09:16Apesar dos fundadores terem sido super solitos e ajudado muito, muito.
09:23Um deles, eu tenho contato quase semanalmente ainda.
09:27Mas as pessoas agradeceram muito por estar voltando com um pedaço da história da cidade, um pedaço da história delas,
09:33enfim.
09:34Então, eu estava com receio no começo, estava preocupado.
09:36Será que as pessoas vão achar que, tipo, que devia ter ficado no passado, que não devia voltar?
09:40Mas, pelo contrário, foi muito bom, foi muito legal.
09:43Eu digo, assim, até que o hambúrguer em si, ele sofreu uma transformação, né?
09:47Porque a gente gourmetizou muito, assim, os alimentos.
09:52E, realmente, hoje em dia, a gente encontra aquele hambúrguer alto.
09:54É um padrão totalmente diferente do que a Come, Come traz.
09:58Mas é muito massa também essa ideia do resgate, né?
10:01E eu vivenciei lá o festival do hambúrguer do Plaza.
10:06Eu tive a oportunidade de ir, acho que eu fui até dois dias.
10:08Porque foi no primeiro dia que a minha pequena, que, assim, ama comer e adora as histórias.
10:14Meu pai trazia muito aí as histórias também da Come, Come.
10:17E ela estava, assim, louca para ir comer.
10:19Mas eu cheguei e a fila era tão grande que eu desisti.
10:24No Plaza, nesse festival, acho que não teve momento que ficou menos do que 100 pessoas na fila ao mesmo
10:28tempo.
10:29E eu até quando cheguei, assim, falaram, ó, eles disseram lá que só tem mais tantos hambúrgueres.
10:34É, porque foram dois finais de semana.
10:37No segundo, a gente estava mais preparado.
10:39Mas no primeiro, eu sabia que as pessoas iam, mas eu não sabia que ia ser tanto.
10:43Isso.
10:43Saiu gente e chegava gente falando, ah, eu vim do Cabo, eu vim de Ipojuca, eu vim de não sei
10:47onde, eu vim de, não lembro se foi, Gravatá, Caruaru.
10:51As pessoas saíam do interior para vir para comer o hambúrguer.
10:52Eu falei, meu Deus, tipo...
10:54Então, assim, eu esperava que tivesse esse apelo, mas não do jeito que foi.
10:57E aí, enfim, foi ótimo.
11:00Surgiu muita história, chegou muita gente contando história para a gente.
11:03Imagino.
11:03Teve uma moça que chorou quando comeu, porque ela ia com o avô e o avô já não está mais
11:07aqui.
11:08Enfim, então ela tinha as memórias todas.
11:10Teve uma família que foi inteira que...
11:13Acho que o pai, a mãe e um rapaz, uma moça que devem ter hoje, sei lá, 25 anos, mais
11:19ou menos,
11:20essa parte que o filho é filha.
11:22E ela falou que quando foi nascer o segundo, que agora eu não lembro se foi o menino ou a
11:25menina,
11:26ela falou para o marido, olha, eu só vou para a maternidade e depois comer um comilho.
11:30Então, eles foram, ela em trabalho de parto, foi para a come-come, comer um comilho e depois foi para
11:34a maternidade.
11:35E ela levou a família inteira, ela foi nos dois finais de semana também, enfim.
11:38É muito bacana.
11:40Eu costumo, assim, quase todo programa, eu acho que eu repito a mesma coisa.
11:44que as pessoas, elas criam um laço muito forte, um laço de afeto muito forte com o alimento, né?
11:50Porque a gente tem isso, a gente sente aquele cheiro, a gente sente o sabor daquele alimento
11:55e a gente nos remete, né, a tantas vivências.
11:58E a come-come é isso.
11:59Eu também, assim, lembro muito, eu quando criança, indo com a minha irmã, com as minhas irmãs, com meus pais.
12:05E aí já em uma outra época que foi já a construída, né?
12:09Vamos dizer, primeiro era o trailer, a outra que era a casa.
12:12Eu lembro demais indo com meus amigos de escola, a gente saía, ia na come-come.
12:16Então, assim, foram muitas histórias, muitas vivências, assim.
12:20E não só como eu, tantos outros recipientes, né?
12:24A come-come é uma das marcas, né, que faz parte da história da cidade, né?
12:28E eu até me surpreendi também com outra coisa que eu pensei, não, as pessoas da Zona Norte conhecem a
12:33come-come,
12:33mas a Zona Sul não conhece.
12:35Pior que conhece, né?
12:36Eu imaginava que não conhecia, porque eu tenho ainda amigos da Zona Sul
12:40e muitos deles não conheciam.
12:43E aí, só que, quando a gente começou o delivery em maio,
12:47a gente tava conseguindo atender a Zona Sul, porque a gente tava fazendo um imóvel temporário na Madalena
12:52e chegava em Boa Viagem.
12:53E o segundo maior bairro de pedido era Boa Viagem.
12:55O primeiro era Casar Forte, o segundo era Boa Viagem.
12:57Eu falei, caraca, tem muita gente na Zona Sul.
12:59Porque moravam aqui e foram pra lá.
13:02Ou a come-come também tinha aquela cultura de depois de balada, depois de um bar e madrugada dentro, enfim.
13:08Então, no final das contas, eu achava que era algo mais da Zona Norte, mas se tornou de Recife mesmo.
13:13E você falou isso, assim, pós-balada.
13:16Rolava muito, né?
13:17Tinha a come-come pós-balada.
13:19Eu lembro que também tinha ali, eu acho que era Parque Jato, alguma coisa assim.
13:25Era uma lanchonete pequenininha que tinha próximo ao Parque da Jaqueira,
13:28que a gente ia pra tomar milkshake de madrugada.
13:30Tinha Max Burger, que existe até hoje.
13:32Tinha Max Burger.
13:34E pra Boa Viagem tinha Planeta, aquela Planeta...
13:38Alguma padaria, que era Planeta não sei o que.
13:40Ah, eu sei.
13:41Planetspão.
13:42Planetspão.
13:43Era na...
13:43Eu não lembro se era na Conselheira Guiar.
13:46É, que a galera parava muito assim.
13:47Pra ir à madrugada, a gente tinha o Laça Burger, né?
13:49Tinha o Laça Burger.
13:50Eu fui muito cliente da Laça Burger também, porque, enfim, morei a maior parte da minha vida ali em Boa
13:54Viagem.
13:55Então, realmente, também tinham, assim, esses lugares em colhe.
13:58Que os pós-parra, que o povo ia pra comer, né?
14:02Isso.
14:02É, e aí é como a gente tá ocupando esse espaço aí, dessa memória, desde a infância até a juventude.
14:10E eu digo que é mais do que uma geração, porque, na verdade, foram 28 anos direto, né?
14:1541 desde o início e 28 direto, com a pausa de 13 e agora a gente tá retomando.
14:19Então, assim, abrangeu duas, três gerações ali.
14:22É, e eu acho que ainda passa para a próxima geração.
14:25Por exemplo, meus pais vivenciaram, eu vivenciei, e minha filha já vivencia as histórias.
14:32Então, já ficou assim o desejo, né?
14:34Eu quero provar isso.
14:35E não pegou a primeira fase, né?
14:37Não pegou porque, se você for, ela tem 10 anos, né?
14:39Ela tem 10 anos.
14:40Ela não vivenciou.
14:40Ela nem existia aqui, né?
14:43Na época que a Comic Con fez história, enfim.
14:46Pois é.
14:47E aí, você monta um negócio, claro que também valorizando, pensando no lado comercial,
14:53porque ninguém vai montar o empreendimento pensando só no afetivo.
14:56E quando você se depara, o afetivo, ele tem aí, né?
15:00Tem uma força que eu já tive alguns negócios na vida.
15:05Eu sempre trabalhei com alimentos e bebidas mesmo.
15:07Já tive bar, já tive hamburgueria, já tive restaurante, enfim.
15:09Já tive em São Paulo, em Minas, aqui, mas nunca tinha tido um negócio que tinha esse
15:17apelo afetivo, tipo, já tive uns negócios que foram muito bem também, financeiramente
15:21falando, tipo, deram tudo certo.
15:26Mas, não tinha essa história que a Comic Con me carrega.
15:29E isso é a diferença total da Comic Con, pelo menos pra mim, é a história que ela
15:35traz.
15:35Tanto que, não sei se você percebeu, você foi lá na loja ontem, né?
15:38Isso.
15:39A gente fez no corredor, é uma casa, a gente fez no corredor, a gente fez como se fosse
15:42um pequeno museu contando a história da Comic Con.
15:44Minha filha me chamou pra ver, ela foi pegar o lanche lá atrás e ela falou, mãe, tu
15:48tem que ver que tem umas fotos das antigas.
15:50Tem umas fotos de clientes, aquelas fotos, algumas foi o próprio Fenelon que mandou,
15:54que era um dos fundadores, tem uma foto dele de Cláudio lá, enfim, na frente da
15:57lanchoneta, lá no início.
15:59E tem outras fotos, foram clientes que foram mandando, enfim.
16:02Ah, eu tenho foto na Comic Con, enfim, da infância, juventude, e a gente fez ali um mural contando
16:06um pouco da história.
16:08Que massa.
16:08Pra quem quiser ver.
16:09É, vocês precisam abrir aí um livro lá pra o povo deixar seus relatos, né?
16:13Não, e a gente aceita também, semana passada, não, acho que umas duas semanas atrás,
16:18uma cliente entrou em contato falando, olha, eu tava procurando mexendo nas coisas da minha
16:21mãe e encontrei uma embalagem delivery de 1991.
16:25Olha isso.
16:25Ela guardou uma embalagem delivery de 1991.
16:28Aí eu falei com ela, vamos fazer o seguinte, vamos trocar, eu mando uns comelhos, mando
16:31um sanduíche, você me manda a embalagem, a gente botou ela no atleticozinho e tá lá
16:36na loja.
16:36Eu até preciso dar um lugar de mais destaque, ela tá num lugar, ainda tá um pouquinho
16:39escondidinha, vou deixar ela num lugar mais visível.
16:42Mas a gente tá com, tem que ser um lugar que a gente não vai correr risco de quebrar,
16:46de rasgar, enfim, porque...
16:48Por mais que seja uma embalagem, só são 35 anos que ela guardou aquilo ali, que eu
16:52não sei nem porquê, mas ela disse, a minha mãe gostava tanto da Come Come, que ela guardou
16:55essa embalagem há 35 anos.
16:57Já pensou, então eu já mando um recado aí pro meu pai, que adora também guardar
17:02história, contar história, pai, eu já fico aí a dica, viu, se tiver alguma coisa da
17:06Come Come, resgate.
17:08É, vamos lá, a gente tá...
17:09Porque ele adora guardar as coisas.
17:12É, a gente tá fazendo um memorial.
17:13A gente também tem umas fotos de Recife de Antigamento, né, o memorial é a história
17:17da cidade.
17:18É, muito bacana.
17:19E aí a gente falando um pouco de sabor da Come Come, come.
17:23Come milho é o icônico, né?
17:25É, come milho é o mais famoso, é o que vende disparado, acho que, não fiz essas contas
17:31nos últimos meses, mas talvez o come milho venda mais do que todos os outros juntos.
17:36Tipo, é, todo mundo quer come milho.
17:38Às vezes alguém pede o especial agora, né, que é o come milho com bacon, enfim.
17:43Mas, como em milho é disparado, o que mais vende?
17:45Eu acredito, eu imagino.
17:47Pra mim, assim, eu sou dessa que, eu gosto de experimentar, mas quando eu tenho aquele
17:52preferidozinho, eu vou nele.
17:53Eu acho que o que faz todo mundo é assim.
17:55As pessoas, eu como as mesmas coisas nos mesmos lugares, tá assim.
17:57Eu experimento, de vez em quando, vou em lugares novos, enfim, mas você já joga
18:01na segurança, você sabe que você vai gostar, você já gostou, enfim, você já
18:04vai no certo.
18:05Tanto que, quando, voltando até no assunto que você falou, hoje em dia tem muito esses hambúrgueres
18:12gourmet, que que o povo chama, eu não gosto muito dessa palavra, mas, enfim.
18:16Eu já fiz muito isso na minha vida também, enfim, já tive negócios que vendem isso,
18:20tem um, um, outro negócio eu vendo também.
18:23Mas, eu como cliente, eu só queria comer um hambúrguer com uma maionese gostosa e ovo.
18:29Um hambúrguer com carne, queijo, ovo, maionese gostosa.
18:32E já faz anos que eu só como isso.
18:34Então, eu falava, pô, tem que voltar, tipo.
18:37Então, eu fui cliente da Maxi, nesses quatro anos, direto, porque era onde eu tava encontrando
18:43alguma coisa ali, próxima do que eu tinha de lembrança da Come Come, enfim, era gostoso
18:47também, cada um no seu jeito, mas tão gostoso quanto.
18:51E aí, foi por isso também.
18:53Foi, eu falava, eu e a minha esposa, a gente só queria comer o hambúrguer clássico.
18:58Nada de carne alta, nada de Fifa.
19:00Não é possível, que só a gente quer isso.
19:02Tem mais gente que vai querer também.
19:03Isso.
19:04E aí, a gente aproveitou essa oportunidade pra resgatar a marca.
19:10É, porque hoje em dia a gente tem esse hambúrguer mais alto e tem o Smash, né?
19:14Que é aquele preensadinho.
19:15E são ótimos também.
19:16São ótimos também.
19:16Cada um tem seu momento.
19:17É isso aí.
19:18E tá tudo certo.
19:18Eu também acho, acho que tem espaço pra trás.
19:21As pessoas falam, ah, é com mais concorrência.
19:24Cara, não, a gente tá fomentando o mercado.
19:26Quanto mais gente tiver, e não só de hambúrguer também, de outras coisas, tipo.
19:30Tanto que dá uma dó, né?
19:31Quando você vê um negócio fechar, enfim.
19:33Exato.
19:34Eu quero é que a cidade esteja por diante.
19:37Enfim, quanto mais tiver comércio, mais pessoas na rua vão ter, mais segurança vai
19:40ter na cidade também, enfim.
19:42Exato.
19:42Esse negócio de ocupar as ruas.
19:45Bruno, e aí, hoje as pessoas conseguem pedir pro delivery ou ir na loja?
19:51Isso.
19:51E a gente também faz alguns eventos.
19:54Tanto evento particular, privado, como evento de espaço público.
19:58A gente participou na Fenearte.
20:00A gente faz uns eventos da Prefeitura do Recife, que se chama Maré Cultural.
20:04Já fizemos o São João do Cid da Trindade.
20:08Enfim, a gente tá fazendo alguns eventos também.
20:10Já fizemos evento privado também.
20:13Uma moça tá querendo que a gente faça hambúrguer no casamento dela.
20:15Ela faça com o casamento dela agora em novembro, a gente tá conversando.
20:20Então, assim, tem a loja na 17 de agosto, ali na 17 de agosto, 14, 9, 5.
20:25Dá pra pedir por iFood, por 99Food.
20:28Em breve a gente vai lançar o site de delivery próprio também.
20:32E é isso.
20:32Tem todas as opções.
20:34E quem for na loja, ontem eu pude ir lá, né?
20:36Minha filha tava no meu pé.
20:38Mãe, vamos na loja.
20:40E a gente conseguiu ver aí um pouco da história.
20:43E é muito bacana, porque realmente a gente vivencia.
20:45A marca, novamente, de chegar.
20:47O papelzinho da Comic Con, o copinho da Comic Con.
20:50É, a gente tá usando tudo personalizado.
20:53A gente fez uns...
20:54Algumas pessoas começaram a pedir, ah, a gente quer boné, quer camiseta.
20:57A gente fez boné pra outras pessoas, fez camiseta, enfim.
21:01Ontem um cliente falou, eu quero que você faça um copo personalizado,
21:04porque eu quero pedir em casa e tomar bebida no copo da Comic Con.
21:07Aí eu falei, tá bom, eu vou atrás, vou estudar a possibilidade, enfim.
21:10Então, dentro da medida do possível, a gente tá tentando atender a vontade das pessoas.
21:16É, muito legal.
21:17Acho muito massa, porque aí vocês não só valorizam o negócio em si,
21:22mas trazem essa retomada aí, né?
21:25Pra o público que tem essa nostalgia, que viveu tantos momentos aí bacanas.
21:30Desde a playlist até a decoração, é tudo anos 80 e 90.
21:34As músicas são anos 80 e 90.
21:37Ontem mesmo eu tava lá e eu vi o cliente, caraca, essas músicas eu nem lembrava mais.
21:41Então é tudo valorizando, relembrando os anos 80 e 90.
21:47Tentando realmente transportar as pessoas pra essa vivência.
21:50Muito bacana.
21:51E, gente, a gente agora vai pra cozinha, porque tem receitinha lá na cozinha.
21:57A gente se encontra na cozinha, Cecília, Bruno e a Come Come.
22:03Isso.
22:05Gente, já estamos aqui na cozinha pra fazer um preparo daqueles...
22:12Bruno, o que é que a gente vai ensinar hoje pro público?
22:14A gente vai ensinar um hambúrguer com maionese coentro, né?
22:17Então vamos começar fazendo a maionese coentro.
22:20Isso. Não pensem em vocês que aquela maionese que a gente compra no pote já pronta, não.
22:26Ele vai ensinar a fazer uma maionese caseira, uma maionese do zero, que fica saborosíssima, né?
22:31Isso.
22:32Simbora.
22:33Vamos lá.
22:35Primeiro eu vou entrar com limão, suco de limão, né?
22:37Certo.
22:40Aqui tem sal.
22:46Um dente de alho.
22:48Ok.
22:50Um pouco de pimenta preta.
22:54Serto.
22:56Mostarda.
23:04Aqui a gente tem mel.
23:11Aqui a albumina.
23:12A albumina é a clara do ovo em pó.
23:15Hoje em restaurante a gente não pode fazer com ovo in natura.
23:20Isso.
23:20Então tem gente que faz com leite, tem gente que faz com ovo em pó.
23:23E tem gente que faz com ovo pasteurizado.
23:26Na Come Come, ovo pasteurizado aqui é ovo em pó.
23:29Isso.
23:30Pronto.
23:30Agora eu vou entrar com coentro.
23:32Certo.
23:32Essa maionese tem bastante gosto de coentro.
23:35E o óleo.
23:37O quanto mais gelado, melhor.
23:40Pra ele poder fazer essa consistência da maionese, né?
23:43Pra ele não se ficar.
23:45Uhum.
23:46Deixa eu bater um pouquinho lá.
23:49E aí vai botando aos pouquinhos pra poder ir dando o ponto, né?
23:53Isso.
23:57Uhum.
24:05É, efeito que lindo, tão duro.
24:07Legal.
24:07Se quiser passar na lateral.
24:08Pra soltar.
24:09Uhum.
24:19Maionese pronta.
24:22Chegou na consistência.
24:23Perfeito.
24:25Perfeito.
24:25Olha aí.
24:28Olha que bonito.
24:32Perfeito.
24:33E agora a gente vai pro hambúrguer.
24:36Eu vou organizar aqui e a gente já volta com vocês pra finalizar esse hambúrguer delicioso.
24:42Presta atenção nessa dica imperdível.
24:45Se tem uma coisa que a gente sabe é que o futuro começa com uma boa escolha.
24:51E quando o assunto é carreira, o Senac é aquele caminho que vale a pena seguir e indicar.
24:59Há 80 anos, o Senac forma profissionais com qualidade, inovação e conexão com o mercado,
25:07transformando a vida de milhares de pessoas todos os anos.
25:12Porque aprender, se preparar e buscar novas oportunidades também é um jeito de construir o amanhã.
25:20Senac, 80 anos.
25:22A gente se vê amanhã.
25:28Meu pai me ensinou que cada momento é único.
25:31Ainda jovem, conheci o Senac.
25:34Aprendi que desafios são uma chance de crescer.
25:37O tempo passou, mas uma coisa continua.
25:39A presença do Senac em toda a minha trajetória.
25:43Hoje, ao ver meu filho com a mesma curiosidade, meu coração se enche de alegria.
25:48Sei que o Senac estará com ele como esteve comigo.
25:51São várias gerações unidas por um mesmo propósito, por um mesmo Senac.
25:55Senac, 80 anos.
25:57A gente se vê amanhã.
26:02De volta aqui, maionese pronta, churrasqueira já super quente.
26:08Essa churrasqueira que é super prática, elétrica.
26:11Vamos embora, hambúrguer.
26:14E aí agora a gente vai só assar o hambúrguer e montar, finalizar aí.
26:20Colocar sal.
26:28E agora é dar tempo ao tempo, ao fogo.
26:35Agora eu vou colocar o queijo.
26:45Então, sei lá o pão, esquentar o pão um pouco.
26:49A carne.
26:53A maionese.
26:55A maionese de coentro.
26:58Bastante maionese, né?
26:59Vai do gosto de cada um, mas...
27:03E aqui eu tô aqui.
27:04Eita, que delícia, minha gente.
27:06Chegou aquela hora mais esperada desse programa.
27:10Hora de comer.
27:12Eu digo, olha, conversar é uma delícia.
27:14Aprender é maravilhoso, mas comer é incrível.
27:18Olha que delícia.
27:20Já fica aí essa dica pra vocês, pra esse sabadão.
27:23irem visitar a Come Come, fazerem aí essa maionese em casa.
27:33Delícia.
27:36Eu já tô pensando nessa maionese em um churrasquinho.
27:40É, ela pode ser usada pra várias coisas.
27:44Deliciosa.
27:46Bruno, amei demais.
27:49Obrigadíssimo pela sua participação.
27:50Desejo muitíssimo sucesso aí com a Come Come, os seus empreendimentos.
27:56Muito obrigado e apareçam lá, pessoal.
27:59E o programa de hoje fica por aqui.
28:02Foi muito bom.
28:03Relebrar uma história que faz parte da memória de tantos recifenses.
28:07E conhecer também esse novo capítulo da Come Come.
28:10Uma marca que atravessou gerações, deixou saudade.
28:14E agora volta com o desafio de preservar aquilo que sempre fez parte da sua identidade,
28:21mas também de conquistar um novo público.
28:24E talvez seja justamente isso que torna essa história tão especial.
28:29Perceber como alguns sabores conseguem ficar guardados na memória por muitos anos
28:35e, de repente, ganhar vida novamente.
28:38Se você perdeu algum momento ou quiser rever esse bate-papo, receita,
28:44o Na Cozinha com Cecília Chaves vai estar disponível na íntegra lá no Tribuna Online
28:50e também no Instagram do programa.
28:52Já aproveita também pra me seguir nas redes sociais.
28:55O Instagram tá aparecendo aqui na tela.
28:57Lá eu compartilho receitas e muito assunto bacana.
29:01É isso, gente.
29:02Muito obrigada pela companhia.
29:04E mais um sábado.
29:05A gente se encontra no próximo sábado, às 10 da manhã, aqui na TV Tribuna.
29:11Até lá.
29:15Na Cozinha com Cecília Chaves.
29:18Oferecimento Senac.
29:20Você pronto para o mercado do presente e do futuro.
29:35E mais um sábado, às 10 da manhã, aqui na TV Tribuna.

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