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00:10No sertão nascido,
00:12Real Bar tenta de viver na duvidação de ser ou não
00:16homem de matar e morrer.
00:18Mas quando seus caminhos se reclusam
00:20aos caminhar de Reinaldo, o de ador em incêndio,
00:24eles passam a viver escondendo o verdadeiro no farsa.
00:27Amor transmudado em sentimentos outros
00:30que leva os amigos de destino fiel a fazer um pacto
00:33de não tocar em mulher enquanto tivessem ofício de bando.
00:38Mas carne de jagunça também enfraquece.
00:42E Real Bar o descumpre o prometido
00:44indo passar umas horinhas safadas com uma gança de luxo.
00:47E como se não bastasse a impressionação de Real Bar com o demo,
00:51chega ao acampamento um jagunça do bando, Aristide chamado,
00:55que sabe determinar quando uma qualquer pessoa
00:58está do lado de Deus ou do demo.
01:02Reobardo, o demo e os ocultos do caminho da vida.
01:33A CIDADE NO BRASIL
02:03A CIDADE NO BRASIL
02:08A CIDADE NO BRASIL
02:16A CIDADE NO BRASIL
02:23Eita.
02:30Eita.
02:47Oboe.
02:48Volte!
02:51Você parece serenho.
02:54Diferente em quê? Não tem parte com o cão?
02:59Se você não tá do lado do demo,
03:01o demo quer te arrastar pro lado dele.
03:07Você não esperou até o fim. Saiu antes.
03:12Sei que tem quem goze matar o seu miúdo Rigujijo.
03:18Mas eu já te disse, ou não soa mal,
03:23e desaprove que ela ardeia valentia.
03:26Você não acredita?
03:29O senhor falando comigo não é assim.
03:31Eu quero te fazer uma surpresa.
03:36Isso é pra você.
03:40Toma.
03:44Abra.
03:49Vixe.
03:50Não devo, não.
03:52Não careço.
03:53Já tem minhas armas.
03:55Mas nenhum me iguarece.
03:57E aí?
04:04É um presente meu.
04:12Não vou levar.
04:17Vou sim, senhor.
04:19Não esqueça a caixa de bala.
04:23Muito agradeço, senhor.
04:24A ara.
04:27Sua amizade só.
04:30Enriquece-mo o estatuto.
04:33Tatarana.
04:37Bem diz que o demônio não é tão feio como se pinta.
04:41Eu sei nem ninguém mais na pódio que o cinto é de nojo.
04:46Vontade que me venha de destruir.
04:49Atirar na aranha dentro da teia.
04:52É.
04:53Só porque ele não tem disfarce?
04:55Tente com o fio da borda, da água e do copo.
04:59Oxeima, o que foi que esse homem te fez, sou eu?
05:01Mas ele não fez nada.
05:03Ele até me fez sagrado, gritando essa lembrança de maçã.
05:07Mas tem medo de ficar perto dele.
05:10O medo dele sentir até a minha respiração.
05:14E ver a minha aversão.
05:16A aversão que eu tenho por ele.
05:20Tá boa, mãe?
05:22Beleu.
05:24Legitima boca de fogo.
05:33Senhor Fonfredo, eu quero pedir ao senhor um particular.
05:43Senhor Fonfredo, o senhor que é homem do religioso romano, pode me confirmar.
05:51Insisto, diabo.
05:52Vai olhar a balança de uma venda.
05:55Cê pode imaginar alguma com um prato só?
05:59E se o outro tá ali?
06:02Quer dizer...
06:03Insiste.
06:05Pros outros sei não.
06:07Pra mim existe.
06:09Senão não posso ser religioso.
06:13E essa prosa do Aristide?
06:15A tarvós que avisa quem tá de uma parte já passou pro outro.
06:19Quem muito se esforça...
06:22Vontade, jejum, provação...
06:24Pode ouvir alguma voz.
06:28Quer dizer, então, pode ser verdade.
06:31O que eu não confio...
06:33É na separação com Aristide faz.
06:37Um ele pode saber que uma voz avisa o outro...
06:40Ou ele mesmo.
06:43E Hermoz?
06:45Ah, pois?
06:47É.
06:48O senhor sabe.
06:49Diz tem ligação com o invisível.
06:52Mas é segredo as sete chaves.
06:55Diz não posso falar.
06:57Ué?
06:58E por que não?
06:59Porque é assunto dos outros.
07:02Agora...
07:02Que Hermoz provou que pode, que ninguém pode...
07:06Carquer um tá aí pra testemunhar.
07:09Afinal, eu te encontro, Tatará.
07:12Antenor só de chefe de Hermoz, tá à sua procura.
07:21Conspiração.
07:22Antenor tentou me aliciar.
07:24No disfarce de Viva e Louvá, Joca Ramiro...
07:27Ele disse que considera a ausência dele um fato grave.
07:31Tá abandonando as pessoas em horas de pressão de guerra.
07:35E ainda resbalou uma conversa de Hermoz, do Sepia e Gerardo e nós todos.
07:40Doidice.
07:42Hermoz não é fiel, Joca Ramiro.
07:44Já vou falar.
07:44O bagunço bom é uma desmerecida situação política.
07:48Sem Joca Ramiro, se desapruma num instante.
07:51O diabo.
07:53Então, você acha que eu tô inventando esse enredo de desconfiança?
07:56Não, meu bá.
07:58Não cabe na minha cabeça que possa alguém duvidar de Joca Ramiro.
08:02Do proceder dele.
08:04Poxa, tu tá sempre com esse homem.
08:06Como se fosse esse homem não me sai da cabeça sua?
08:09É como se fosse acima de todos?
08:11Eu tomo das glórias?
08:13Se for pra me dizer isso, que vem me abortar.
08:16Não adianta mesmo.
08:18É Deus, Nosso Senhor no céu e Joca Ramiro aqui na terra.
08:22Acho que... acho que é só o mesmo diabo pra apartar vocês dois.
08:37Eita!
08:38Você tá me perseguindo, senhor?
08:42Tô indo-me embora.
08:45Deixa o bando?
08:48Deixa o campo de Hermosa.
08:50Vou atrás de Joca Ramiro onde ele estiver.
08:53Encontro antes de meia-noite.
08:56Joca Ramiro tá sempre longe.
08:59Sempre no oco do sertão.
09:02Mas é um encontro.
09:05Nem que tenha de montar na carcunda do denho.
09:09Nem é que tem parte que o denho.
09:12Ei, lógico.
09:13Você.
09:15Você.
09:16Eita!
09:18Você é muito fantasioso.
09:21Nem forçando, acredito na sua língua.
09:25Papua.
09:26Aqui estamos só nós dois.
09:28Estou escutando pior.
09:29Avalendo.
09:31Você fez as três contra-oração?
09:35Avalendo.
09:39Avalendo.
09:40Quem é que vem visitar?
09:44A visita do denho já houve.
09:48Agora quem vem fazer a sala por você...
09:51é a morte.
10:07Eita garanço.
10:11Já matou seus muito homens?
10:15E nós?
10:17Não joga um medroso?
10:20Pra que que nós tem o rifle na mão, mano velho?
10:24Muito assim.
10:28É verdade.
10:30Por que que nós tem o rifle nas mãos?
10:35Sabe uma coisa garanço?
10:37Estou pensando em ter em mim embora.
10:43Fugir do bando.
10:45Cortar pras vilas do tamanho que a gente chama cidade.
10:52Não sei o caminho, mas...
10:55É.
10:56Esse eu desenho.
10:58Pode deixar comigo.
11:00Você vai também?
11:02Ué?
11:03Por que não?
11:05Meu amigo vai, que que eu vou ficar fazendo aqui?
11:10Ah, depois...
11:11Eu já fui a Mocrev no Seren.
11:15Tive três fios.
11:18E o Reynardo vai também?
11:20A gente?
11:28Seis são dois, né?
11:32Indo mais eu, ficamos três.
11:37Mas é segredo, garanço.
11:43Segredo.
11:47Ô, Rebo.
11:49Eu sei que uns dias aqui pode não ser bom.
11:52Mas depois tem outros melhor.
11:55Pra mim não.
11:56Por isso mesmo que estou indo embora.
11:57E você vai comigo.
12:01Há como?
12:02Não é meu companheiro Lear?
12:04Então vai comigo.
12:05Arruma suas coisas.
12:09Embora com você.
12:11Mas por que me pede isso?
12:14Peço não.
12:15Exijo.
12:17Nem posso pensar em largar você aqui.
12:20Amigo não é só isso, não.
12:22Companheiro no ferro e no aço.
12:25Amigo é um também que a gente gosta de estar por perto.
12:28Esse que a gente gosta de conversar.
12:31Vamos embora, Deaduinho.
12:33Vamos às suas coisas.
12:34Vamos pra outra parte.
12:36Vamos pro Porto de Janeiro.
12:37Pra um lugar chamado Os Porcos.
12:39Vamos pra lá, pra qualquer lugar do sertão.
12:42Onde a gente pode estar junto.
12:47A gente pode estar junto.
12:48A gente pode estar junto.
12:51Seja gente com...
13:00Seja gente com preocupado.
13:02A gente pode estar junto.
13:06Me dá pra eles uma aventura.
13:12Onde a gente pode estar junto com os casos de Nazismos.
13:14Ah, sou crepa, rara viva, sou tão pássaro chegando.
13:22Vem trazer notícias, Joca Ramiro.
13:27Eu não disse a você que o tempo melhor vinha aí?
13:31É, espero que não seja anúncio de morte.
13:35Vambora, vamo! Vem, vem!
13:44Vem, vamo! Vamo!
13:46Vamo! Vamo! Vamo! Vamo! Vamo! Vamo! Vamo! Vamo!
13:53Arre, o senhor se tão pássaro. Infim...
13:55A ave sabe viva.
13:57E, então, onde vive o nosso grande chefe? Traz notícias?
14:00É, certo. É verdade. Joca Ramiro já deixou o pau.
14:05Agora, governa na fazenda do seu sul de Oliveira.
14:09Ainda poderá ir na de Cornel Caetano Cordeiro.
14:12E ainda poderá ir ou não na fazenda maior do seu miravô de Mello.
14:18Quer dizer, enfim, que não está precisando de ajuda?
14:21Não, não. Agora não está precisando, não.
14:24No convívio desses todos amigos está em paz e em boa saúde, graças a Deus.
14:29Mandou, então, um mensageiro dizendo que mês, mês e pouco está por aqui.
14:34Tempo vago.
14:38É pouco e é muito.
14:42É pouco premelecido o descanso do maior entre os guerreiros.
14:47E é muito.
14:49Pelo que a sentido e a ausência do Sr. Jóca Ramiro pesa por aqui.
14:54Mas valeu a sua informação, Sr. Tomás.
14:56É do que estamos precisando.
14:58O Sr. pode dar comando e descanso para os seus homens e a sua própria persimosa pessoa.
15:02Ah, obrigado.
15:03Vamos, gente.
15:05E você, tatarante?
15:07Um dia desse, quero ver se o fogo certeiro da tua pontaria vai ainda mais longe com as armas novas.
15:34Já desenhei o caminho.
15:37Está falando?
15:40A folga, fugida, a tria.
15:45Ah.
15:48Escapulino calado no estado da noite.
15:52Vamos.
15:54Vamos.
16:05Vamos.
16:06Vamos se esconder no Lago do Sol.
16:10Depois as serras.
16:14Depois as 21 Lagoas.
16:17Encostamos no São Francisco.
16:20Vamos.
16:21Vamos parar bem em frente da januária.
16:24Eu sei.
16:25Que bonito desenho.
16:27Você é amigo, garante.
16:29Mas agora vai.
16:31Vai porque eu tenho que falar com o Reinaldo.
16:33Vai.
16:33Já estamos no fim que enterra a cidadã.
16:52Você sentiu agora?
16:55Viu no seu próprio perceber?
16:58Reparou na malícia no tenor?
17:00A má alegria brilhando nos olhos de mojo?
17:03Em parte certo você está.
17:05Um mês é tempo demais.
17:08Em parte?
17:09Puxa, já viu lugar onde alguma jaratataca fica coada pelos latidos de cachorro?
17:15Sabe o que acontece?
17:16Fica um mau cheiro, uai.
17:18Pois é isso mesmo que estou sentindo por aqui.
17:20Um fedido se desprende dentro de mojo.
17:23Mas tão fedido como um aviso.
17:26É fedido demais que eu mesmo estou precisando me lavar.
17:36Então, vamos lá.
17:39Vamos lá.
17:40Vamos lá.
17:51Vamos lá.
17:53Vamos lá.
17:55Vamos lá.
18:18Bên.
18:20Pela última vez, vambora Reynardo!
18:28Vamos!
18:30Não posso não!
18:32Não posso não, Reynardo!
18:34Acompo!
18:35Embora você, não posso!
18:39Ô Reynardo, vamo!
18:43Não posso, me pergunta por quê!
18:47Mas leal de todo o coração eu peço, acredita em mim!
18:51Não posso!
18:52Eia!
18:53Eia!
18:54Eia!
18:55Eia!
18:55E não é por motivo incorreto nenhum!
19:02E eu?
19:04A avó e eu aqui, o que vai ser?
19:07Eu sinto que vai cair de escraça em cima da cabeça!
19:11Só que Aristide pode ver!
19:16Puxa!
19:17O que você quer que eu faça, Reynardo?
19:22Não tem direito!
19:25Você faz pra você achar melhor!
19:28Não tem direito!
19:30Não tem direito!
19:32Não tem direito!
19:34Não tem direito!
19:36Não tem direito!
19:37É que...
19:47É que...
20:01Mostra a cabeça dele para todos.
20:26Não falei que não era fácil cifrar o que seria para o outro e o que veio para ele mesmo.
20:40Esse alicite sempre soube se divertir.
20:44E até para morrer encontrou jeito de mandar a má notícia.
20:48Só azar.
20:49Porque atrás do cavalo dele deve estar vindo os rastreadores dos assassinos rebelentes.
20:56Só joga ramira e errou nos calcos.
20:59Vamos ter guerra muito antes.
21:01Porque os rebelentes já deve estar vindo por aí.
21:04E o meu comando é que todo mundo se preparar.
21:09Porque combate é o que não vai faltar.
21:13Deus faz a mira e o diabo aperta o gatinho.
21:37Jesus!
21:42Jesus!
21:43O que você resolveu?
21:44Vai embora mesmo?
21:47Vou não.
21:50Fico.
21:53Acho que nem não sei fazer sozinho minha travessia.
22:06Uma légua daqui.
22:08Oxe.
22:09Três léguas.
22:10João Vaqueiro me releve.
22:12Para encontrar água não tem outro como você.
22:14Mas para rastrear inimigos...
22:15Uma légua ou três.
22:17O fato é que esse lébebelo está fungando o meu cangote.
22:19Quanto a isso não sobra dúvida já.
22:21Ele está no piso da gente.
22:24Uma serpiente que vai me pegar em festa surpresa...
22:27Está enganada.
22:30Antenor.
22:30Sim, senhor.
22:31Mande o Capchum fazer a contraprova.
22:33Se os rebelentes estão a três ou a légua daqui.
22:36Enquanto isso eu preparo o meu plano.
22:43É, estou aqui. Estou preocupado.
22:46Claro.
22:46O que é?
22:47O lébebelo é arisco de aviso de aduí.
22:50Ele joga seguro.
22:54Não sei não.
22:55Por aí escondido deve ter outra tropa de guerra com arqueia...
22:58prontinha para atacar na retaguarda.
23:01Ou sei.
23:02Ou conheço essa norma dele.
23:05Ah, pois. E então?
23:07Não é bom prevenir seu tampasso.
23:09João Guainá.
23:11Hermoso.
23:12Ele sabe.
23:13Pois toda guerra não é essa.
23:20Oxê.
23:21Me diga uma coisa.
23:23Só a ideia de relatar isso para o inimigo...
23:27já não é harta traição a Zé Bebelo.
23:35a Zé Bebelo.
23:40A Zé Bebelo.
23:52A Zé Bebelo.
23:55A Zé Bebelo.
24:08Tome-se breve.
24:10Foi minha mãe de criação quem costurou para mim.
24:14Aí eu carrego dois.
24:24O que está?
24:25O que está?
24:26Gostou da ideia do seu João Guainá?
24:28Ele quer apartar o bando em grupo de 15 ou 20.
24:32O que está aí?
24:34E chapar, tá?
24:41Tudo tão fácil.
24:43Um trinta companheiro vai proteger o caminho que traz aqui pro arranque.
24:48Emboscado no Morro das Pedras.
24:51No tombador.
24:55Enquanto isso,
24:58eu e mais três bravos vão aproveitar o escuro e engatinhar a ladeira.
25:04No durado da noite,
25:07dá de chegar lá e antes do inimigo expirar o sono.
25:10Só abrimos fogo lá do bairro.
25:13Na linha do agir.
25:15No playazinho da madrugada.
25:19E nesse ponto,
25:22quiser beber, ele tem de escorrer.
25:26Ou morre lá mesmo, debaixo do nosso bairro.
25:30Ou então,
25:31vai ter que sair pela barranca, pelo outro lado,
25:34que é o mesmo que dizer
25:35que ele vai entrar pela goela dentro do seu tombado.
25:37que ele vai entrar pela barranca.
25:40Quem não assuntou o direito,
25:43não fique nefroso.
25:46E depois vou repetir tudo de novo.
25:50Se for preciso de um em um,
25:54cem vezes.
25:56que ele vai entrar pela barranca.
25:57Mas antes,
25:59quero escolher quem é que vai comigo.
26:08Ver o barro ou o tatarão?
26:10Tu vem.
26:12O lugar nosso vai ser o mais perigoso.
26:15Outros dois ficam por sua conta.
26:19Escolha quem vão se achar melhor.
26:28E você,
26:30e o barro do tatarão?
26:32Já escolheu os outros dois
26:34pra seguir com a gente junto?
26:36O primeiro.
27:01Garans?
27:04O segundo.
27:07Aquele ali.
27:10Ah, o Montes Clarence.
27:14Sim.
27:16E agora vão esperar por mim.
27:20Mais do que os outros, vocês precisam ficar sabendo o que vamos ter pela frente.
27:30Você é bom amigo, tartarão.
27:33Tomei tanta gente a lembrar dele.
27:36Lembrei de sua família.
27:39Berrabode, Rochinor, Tuturum.
27:44É.
27:45A família minha agradece.
27:49E nossa amiga aí? Pensando em quê?
27:55Isso pensa?
28:01Sobra caminhada, nem preciso dizer.
28:05Pra resistir, não chamar atenção de espia nenhum,
28:08carece de respirar só por metade.
28:11Se por má sorte, se topar com algum inimigo,
28:15é fazer o que puder.
28:17Mais com faca.
28:19Poxa, mas e se ele não tiver no arcante do braço?
28:22É, eu não morro.
28:25Atirar com arma não pode.
28:27Só pode depois que eu der o primeiro tiro.
28:30Tão ouvindo bem?
28:31Eu sou o don do primeiro tiro, só eu.
28:34Mas se o inimigo pular do arto, onde só a vorteia do fogo defende,
28:38a gente entrega o pescoço à degola.
28:41E ainda é melhor do que comprometer os companheiros.
28:45Entendi.
28:48Por fim, chegando lá, cada um tem que atirar com sangue frio de matar exato.
28:53Porque nosso prazo é de acabar com todos o mais rápido possível,
28:57antes que chegue qualquer reforço.
29:01Por que não me escolheu?
29:04Não era pra estar junto na hora do pé do fogo?
29:07Na hora o quê?
29:08Foi pego que o supertâneo não lembrou?
29:10Ah, lembrei sim.
29:11Ah, então?
29:12Não, quer ver nós dois pés de morte.
29:13Jesus!
29:14Já te pede a morte quantas vezes?
29:17Oxe, não havia tanto que não gostava.
29:19Havia um tédico que não prestar atenção direito,
29:22não via sentido.
29:23Não, não.
29:25Mesmo que a morte me deixasse levar mais um,
29:27não era o seu excluído.
29:30Eu, Riobardo,
29:32eu...
29:32sou homem de matar e morrer.
29:36Jagunço,
29:38obedeço uma regra harta,
29:39não obedeço aquele emoji.
29:41Acima de mim e dele,
29:42tem Joca Ramiro.
29:44A esse sim,
29:45a esse devo obrigação de chefia.
29:48Joca Ramiro,
29:49Joca Ramiro.
29:56Oh, mano.
29:59Tatarana.
30:01Arruma um jeito de mudar de posição sempre que puder no meio do combate.
30:07Não guarda a posição duvidosa.
30:11Se nanja,
30:13põe cautela.
30:15Que homem vem rastejando no meio das moita
30:18e pula nas costas da gente relampiando faca.
30:53Cobra.
30:56Cobra.
31:06Cobra.
31:08Nem vagalume pode encostar.
31:12Encostoneza é uma fogueira verde.
31:15Nosso trabalho é arte vagarosa.
31:20Adiante.
31:21O inimigo pode estar engatinhando por trás.
31:24Adiante.
31:45É aqui mesmo.
31:47Senhor?
31:49Senhor.
31:54Agora é paciência.
31:58Esperar o seu destampato chegar do outro lado do rio, na barranca,
32:03pra fechar a volta.
32:07E no abril do amanhecer,
32:09manda a bala.
32:25Não dorme.
32:27Pode não acordar.
32:29Tô só pensando.
32:31Pensando.
32:36Pensando e ressonando naquela ideia.
32:42Ou vou pros gerais.
32:46Ou vou pros gerais.
32:49Eu deixei uns alfameus lá.
32:53Tive de matar o pai deles.
32:58Ou não tem casa de morte.
33:01Ou quero cultivar essa amizade.
33:04Plantar minha roça de mil a meio.
33:07Uma pessoa de minha estimação.
33:11É.
33:12E Reinardo?
33:14E garanço?
33:14Olha.
33:17Vão nós tudo junto.
33:20Eu.
33:21Você.
33:23E mais Reinardo.
33:26E mais essa pessoa da minha...
33:29Estimação.
33:31Essa outra pessoa.
33:33Amor deixado na terra.
33:45Essa pessoa é minha neblina.
33:51Já.
33:53Já tui.
33:56Já tui.
33:58Já tui.
34:27Daqui a pouco os bebelos vêm buscar água.
34:30Eles tem que pensar que o ataque é por aqui pra correr por Titão Pássio pro outro lado.
34:37Vi Reinardo sim.
34:39Tomar um balaço e cair ferido.
34:43Ferido?
34:45Uma bala?
34:48Então tem que voltar pro arranjo.
34:50Preciso procurar meu amigo.
34:52Já dizia o nome?
34:54Ia.
34:55Ia dum.
34:57Ia ron rin.
34:59A língua trava no nome.
35:01Se não acordar ninguém dorme, viu?
35:04E Reinardo?
35:05Sabe o que aconteceu com ele?
35:07Esse passou por mim ventando e não sei por donde.
35:12Mas ferido?
35:13Mar ferido?
35:14Em que situação de vida sou?
35:16É isso hoje eu vou destruir.
35:17Isso.alanites
35:35.k
35:45Amém.
36:15Amém.
36:45Amém.
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