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  • há 4 semanas
Evento com programação robusta e diversas oportunidades de modernização do agronegócio

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Transcrição
00:00:00Produtores produzindo chocolate, alguns produtos à base de cacau,
00:00:05mas não havia aquela consciência de abrir mais e melhor o mercado
00:00:10para os produtos, tanto a amêndoa até a barra do chocolate.
00:00:17Então, identificou-se essa necessidade, mas vamos chegar lá.
00:00:22Para quem não conhece a Cal, tem o interesse de conhecer melhor,
00:00:26os contatos estão aí, a Cal tem perfil no Instagram,
00:00:30sigam o perfil do Instagram da Cal, acessem nosso site,
00:00:34tem lá vídeos institucionais, tem uma dúvida, gostaria de perguntar alguma coisa,
00:00:39pode nos mandar um e-mail, a Cal está aberta e à disposição para recebê-los.
00:00:46Bom, então, como eu falei em alguns instantes,
00:00:49a Cal é responsável pelo controle, gerência e administração
00:00:53da indicação geográfica Cacau-Linhares,
00:00:57que é a indicação geográfica das amêndoas de cacau produzidas em Linhares.
00:01:01O que significa isso? O que é uma IG?
00:01:04Indicação geográfica.
00:01:06A indicação geográfica é o seguinte,
00:01:08é o certificado de qualidade do seu cacau perante o mercado.
00:01:15Mas que mercado é esse?
00:01:19Tanto o mercado nacional, como principalmente o mercado internacional.
00:01:25Então, a indicação geográfica é a forma do mundo saber
00:01:28que o seu produto tem características especiais,
00:01:32tem características exclusivas,
00:01:34que o tornam diferente do produto concorrente de outro local do mundo.
00:01:41Então, o cacau, hoje em dia, ele é produzido em várias partes do Brasil,
00:01:44Bahia, Pará, Rondônia, Ceará está entrando.
00:01:49Mas também ele é produzido em Guatemala,
00:01:52ele é produzido em São Tomé e Príncipe,
00:01:55ele é produzido no Equador.
00:01:57O que difere o cacau de Linhares dessas outras regiões?
00:02:02É justamente a IG que indica ao mundo
00:02:06que o cacau de Linhares é diferente.
00:02:08tem uma qualidade própria.
00:02:12Então, indicação geográfica é isso, só para vocês entenderem.
00:02:15É a forma de você dizer para o mundo
00:02:18que o seu cacau é diferente,
00:02:23que o seu produto é diferente do de outras pessoas,
00:02:26tem características próprias.
00:02:30E o que torna o cacau de Linhares diferente?
00:02:33É uma característica chamada terroir.
00:02:35Terroir é uma palavra francesa, não tem tradução,
00:02:39mas se refere à questão de podologia, que é condição de solo,
00:02:44topologia, geografia, geologia, clima, microclima,
00:02:50pluviosidade, drenagem,
00:02:52até mesmo questões culturais, históricas, tradicionais de cultivo
00:02:57fazem com que o produto de Linhares,
00:03:02o cacau de Linhares tenha características que o diferem da Bahia,
00:03:07que o diferem do Pará,
00:03:09que o diferem do Equador, Guatemala e outros tantos lugares.
00:03:15Então, identificou-se que o terroir em Linhares,
00:03:19o terroir das propriedades que margeiam o Rio Doce,
00:03:24dá características específicas à amêndoa de cacau de Linhares.
00:03:28A amêndoa de cacau tem maior teor de gordura,
00:03:31maior teor de manteiga, é mais frutada,
00:03:34é mais aromático, é menos ácido.
00:03:37Então, por exemplo, a Bahia compra as nossas amêndoas
00:03:40para fazer blend com as amêndoas deles,
00:03:42porque a amêndoa da Bahia é mais ácida.
00:03:45Então, o nosso cacau tem características diferentes,
00:03:48que o tornam especial,
00:03:51que lhe dão notas ou características sensoriais especiais.
00:03:55E isso é valor.
00:03:57Isso faz com que o nosso cacau tenha valor.
00:04:02Então, com isso, chegou-se a indicação geográfica cacau Linhares.
00:04:09Olha ali o selo, cacau Linhares,
00:04:11uma indicação de procedência, ou uma IP,
00:04:13que atesta para o mundo.
00:04:15Olha, o cacau produzido aqui é diferente.
00:04:18É uma qualidade diferente.
00:04:20Aqui você vai encontrar características diferentes.
00:04:26Indicação geográfica é um recurso de mercado
00:04:31muito utilizado no mundo inteiro.
00:04:34Indicação geográfica tem em vários lugares do mundo.
00:04:36Então, por exemplo, você tem os vinhos do Vale do Napa,
00:04:40nos Estados Unidos.
00:04:41É uma IG.
00:04:42Vinho de onde?
00:04:44Do Vale do Napa.
00:04:46Você tem a tequila.
00:04:47De onde?
00:04:48Do México.
00:04:50Você tem o uísque.
00:04:51De onde?
00:04:52Da Escócia.
00:04:54Você tem o champanhe.
00:04:55De onde?
00:04:56Da região de champanhe na França.
00:04:59Você tem os queijos,
00:05:01tem o protiúto,
00:05:02Parma.
00:05:03De onde?
00:05:04Da Itália.
00:05:05Isso tudo são indicações geográficas.
00:05:07Aqui são apenas alguns exemplos.
00:05:09Existem muitas indicações geográficas.
00:05:12Mas o que eu mais quero chamar a atenção
00:05:14é com relação à Índia.
00:05:15A Índia tem mais de 2 mil indicações geográficas.
00:05:21Os indianos criam indicação geográfica para tudo.
00:05:24Para padronagem de tecido,
00:05:27para vidro,
00:05:28para tipo de roupa,
00:05:30para o sarongue.
00:05:31O sarongue é a roupa típica indiana.
00:05:33Então, se tem um sarongue que é feito de uma maneira diferente,
00:05:35uma região é diferente das outras regiões,
00:05:38eles criam uma IG para isso.
00:05:40Eles têm indicação geográfica para tudo.
00:05:42Porque eles entendem o valor mercadológico
00:05:46do produto perante o mundo.
00:05:50Então, muitos de nós já tomamos vinho do porto.
00:05:54Ou vinho de Bordeaux,
00:05:56ou vinho de regiões específicas da França.
00:06:01Enfim.
00:06:02Então, isso tudo são indicações geográficas.
00:06:05Então, da mesma forma,
00:06:06Linhares está buscando esse reconhecimento.
00:06:11Cacau, Linhares.
00:06:13Onde você vai ter características
00:06:15que você só encontra em Linhares.
00:06:20E para que você faz uma IG?
00:06:24Eu costumo dizer o seguinte,
00:06:26uma indicação geográfica,
00:06:28se você criou uma indicação geográfica
00:06:30para vender para a mercearia da esquina,
00:06:32não precisa.
00:06:34Não precisa criar uma indicação geográfica
00:06:36para você vender para a mercearia da esquina,
00:06:38para o amigo que tem uma mercearia,
00:06:41que tem um armazém na saída da cidade.
00:06:43Indicação geográfica não é para isso.
00:06:45Indicação geográfica é para você
00:06:47se apresentar perante o mundo.
00:06:50É para a pessoa do outro lado do planeta
00:06:53entender que você tem uma qualidade
00:06:55que o torna diferente dos demais,
00:06:58mesmo que os demais façam o mesmo produto que você.
00:07:01Amêndoa de cacau tem na costa do marfim,
00:07:04amêndoa de cacau tem em gana,
00:07:06mas você está dizendo,
00:07:07o meu é diferente de todos eles.
00:07:11Então, uma indicação geográfica
00:07:13é criada com o intuito de você abrir mercado,
00:07:16mas principalmente mercado externo.
00:07:18E Linhares fez isso.
00:07:21Linhares se tornou a primeira indicação geográfica
00:07:25para amêndoas de cacau do Brasil.
00:07:28Hoje estão surgindo outras,
00:07:30já existem outras IGs de cacau,
00:07:32de amêndoas de cacau no Brasil,
00:07:34mas Linhares foi o primeiro local no Brasil
00:07:37que conseguiu essa IG.
00:07:39Ok, conseguimos a IG.
00:07:42E agora?
00:07:43Agora, temos que abrir mercado.
00:07:47Agora, temos que mostrar para o mundo
00:07:49que a nossa amêndoa é diferente.
00:07:50Não apenas com o intuito de vender amêndoas,
00:07:54não apenas com o intuito de vender a commodity,
00:07:56mas com o intuito de vender também
00:07:58todos os produtos feitos à base do cacau Linhares.
00:08:05Então, chocolate, pasta de cacau,
00:08:09cocada de cacau,
00:08:11no meu caso, eu fabrico uma água ardente de cacau,
00:08:14produtos derivados do cacau,
00:08:17feito com cacau Linhares.
00:08:19Abrir esse mercado.
00:08:22E a ACAO está com planos,
00:08:24já estou adiantando aqui para vocês,
00:08:26óbvio que isso não é rápido,
00:08:27leva tempo, planejamento,
00:08:29muita pesquisa,
00:08:31de abrir essa indicação geográfica
00:08:34para o restante do Estado,
00:08:36para que produtores de cacau de outros municípios,
00:08:38produtores de cacau que não estão em Linhares,
00:08:40Rio Bananal, Soretama, Jaguaré, Colatina,
00:08:44também possam ter o selo cacau Linhares,
00:08:47dizendo que o meu cacau é diferente.
00:08:49O chocolate feito com o meu cacau é diferente.
00:08:54A pasta de cacau feita com o meu cacau é diferente,
00:08:57tem melhor qualidade.
00:08:59Para que possa abrir as portas do mundo
00:09:03para esses produtos.
00:09:05De novo, não somente para a commodity,
00:09:08mas também para o produto acabado,
00:09:11beneficiado, com alto valor agregado,
00:09:14feito à base de cacau.
00:09:16Eu citei alguns poucos exemplos aqui
00:09:19que mostram que cacau é mais do que simplesmente
00:09:22barra de chocolate.
00:09:23Geralmente, o pessoal, quando pensa em cacau,
00:09:26eles já pensam imediatamente em chocolate.
00:09:28Mas você vê, eu crio uma água ardente de cacau,
00:09:31é uma bebida destilada alcoólica à base de cacau.
00:09:33Tem licor de cacau, tem creme de cacau,
00:09:38tem doces feitos com cacau,
00:09:40tem amêndoa de cacau cristalizada,
00:09:42amêndoa dragiada,
00:09:43tem muitas maneiras de você trabalhar o cacau.
00:09:46Muitos produtos que podem surgir a partir do cacau,
00:09:50que não são apenas o chocolate.
00:09:53E esses produtos têm alto valor agregado.
00:09:57Então você tem opções.
00:09:59Ou você vende a saca do cacau pelo preço do dia,
00:10:05e você precisa que alguém lá em Nova Iorque,
00:10:08olhando para uma tela com gráficos,
00:10:12decida qual é o preço do seu produto na roça.
00:10:16O cara está lá em Nova Iorque.
00:10:18Ele nunca viu um pé de cacau na vida.
00:10:21Mas ele está decidindo o preço do teu produto.
00:10:25Ele não sabe qual é o custo do fertilizante,
00:10:28ele não sabe qual é o custo do agroquímico,
00:10:30ele não sabe qual é o custo de homem-hora
00:10:33para fazer poda, para fazer roça.
00:10:37Mas ele está decidindo o preço do seu cacau lá em Nova Iorque.
00:10:41Então você vende a amêndoa pelo preço do dia
00:10:44que alguém lá em Nova Iorque decidiu,
00:10:47ou você beneficia,
00:10:50aumenta o valor do teu produto
00:10:53e abre ele para o restante do mercado.
00:10:56E o mercado internacional está procurando,
00:11:00por produtos novos, alternativos,
00:11:03mas com alta qualidade.
00:11:08Então vamos falar um pouco de números do cacau,
00:11:13e depois vamos falar de números do chocolate.
00:11:19Em 2022, foram negociados 21 bilhões de dólares
00:11:26em amêndoas de cacau no mundo.
00:11:31E a expectativa é para que em 2027
00:11:34haja um aumento de 25%
00:11:37nessa negociação,
00:11:40passando para 26,3 bilhões de dólares
00:11:43a serem negociados em cacau, amêndoas,
00:11:47no mundo inteiro.
00:11:48O que está motivando esse aumento na procura,
00:11:55na demanda do cacau?
00:11:57Crescimento no consumo mundial de chocolate.
00:12:00Mais e mais países,
00:12:02mais e mais pessoas no mundo
00:12:03estão começando a consumir cacau.
00:12:08Chocolate, os derivados do cacau.
00:12:11Demanda por cacau de única origem,
00:12:13devido a preocupações ambientais.
00:12:16O que muitos fabricantes,
00:12:18muitas indústrias fazem hoje
00:12:20é misturar cacau.
00:12:21Então pega cacau de um país,
00:12:23mistura com cacau de outro país,
00:12:24pega cacau de um estado,
00:12:26mistura com cacau de outro estado,
00:12:29vai lá um blend
00:12:30e vende para a indústria,
00:12:32para ela beneficiar,
00:12:33fazer o chocolate dela.
00:12:35Agora está havendo um aumento na pressão
00:12:40por cacau de uma só origem.
00:12:42Eu não quero mais um cacau misturado A, B, C, D.
00:12:46Eu quero cacau de um local,
00:12:48de uma região,
00:12:49com rastreabilidade.
00:12:53Porque eu quero saber como é que foi produzido,
00:12:55como é que foi cultivado,
00:12:57como é que foi tratado,
00:12:58como é que foi processado.
00:13:00Eu quero conhecer
00:13:02toda a cadeia de processamento
00:13:04desse cacau,
00:13:05desde a mudinha
00:13:07até a amêndoa
00:13:08que chegou aqui na minha fábrica
00:13:10para eu transformar em chocolate.
00:13:11Eu quero conhecer todo esse processo.
00:13:14Então isso é feito
00:13:15quando você conhece a origem do cacau.
00:13:19Investimentos em pesquisa e cultivo,
00:13:22especialmente na Ásia.
00:13:26O brasileiro fala muito de
00:13:29comércio exterior
00:13:31com a Europa,
00:13:33com os Estados Unidos.
00:13:35Fala-se muito
00:13:36das exigências
00:13:37do mercado europeu,
00:13:38do mercado americano,
00:13:40exigências ambientais,
00:13:42preservacionistas e tudo mais.
00:13:44Mas todo mundo esquece
00:13:45que 60%
00:13:47da população mundial,
00:13:494 bilhões de pessoas
00:13:51estão na Ásia.
00:13:52E essas pessoas
00:13:54precisam comer.
00:13:58Mas precisamos atender
00:13:59esse mercado também.
00:14:02vamos falar agora
00:14:03do consumo de chocolate.
00:14:06O slide anterior
00:14:07era consumo de amêndoa de cacau.
00:14:09Agora vamos falar
00:14:10do consumo de chocolate.
00:14:11Por que o consumo
00:14:13de amêndoa
00:14:14de cacau
00:14:15está aumentando?
00:14:16Porque também estima-se
00:14:17que o consumo
00:14:18de chocolate
00:14:19vai aumentar
00:14:20os mesmos 25%.
00:14:23Aumenta o consumo
00:14:24de chocolate
00:14:24e aumenta o consumo
00:14:25do cacau.
00:14:26É simples assim.
00:14:27Então, em 2022,
00:14:29foram 127 bilhões
00:14:31e 900 milhões
00:14:32de dólares
00:14:33negociados
00:14:33em chocolate
00:14:34no mundo.
00:14:36E para 2027,
00:14:37a expectativa
00:14:38é de 160 bilhões
00:14:40de dólares.
00:14:42Por que?
00:14:44Crescimento
00:14:45no consumo
00:14:45per capita
00:14:46mundial
00:14:47do chocolate.
00:14:49Existem países,
00:14:50por incrível que pareça,
00:14:51que não têm
00:14:51o hábito
00:14:52de comer chocolate.
00:14:53Para nós brasileiros
00:14:54pode parecer
00:14:54um pouco estranho
00:14:55a gente cresceu
00:14:56comendo chocolate,
00:14:58a gente acha
00:14:58que todo mundo
00:14:59come chocolate.
00:15:01Só que existem países
00:15:02que não têm paladar
00:15:03para chocolate,
00:15:04mas estão adquirindo.
00:15:05Países estão começando
00:15:07a comer chocolate.
00:15:10A demanda crescente
00:15:11nos mercados emergentes,
00:15:13principalmente Índia,
00:15:14China e outros países
00:15:15asiáticos.
00:15:16Perceberam?
00:15:17Falei da Ásia de novo.
00:15:21Falei de novo
00:15:22na Ásia.
00:15:25Estratégias adotadas
00:15:26da Ásia.
00:15:27A Cargill,
00:15:29que é uma moageira
00:15:31que está presente
00:15:32no mercado brasileiro
00:15:33e tem lá na Bahia,
00:15:35adquiriu um fabricante
00:15:36de chocolate
00:15:37de Singapura,
00:15:39a Austro Chocolate,
00:15:41em agosto de 2021.
00:15:43Está completando
00:15:43dois anos agora
00:15:45que a Cargill
00:15:46botou os pés
00:15:46em Singapura.
00:15:49Singapura?
00:15:49Que país é esse?
00:15:51Não conheço Singapura.
00:15:54Singapura é uma ilha.
00:15:56É uma ilha-estado.
00:15:58É um país
00:15:59tão pequeno
00:16:00do tamanho de uma ilha,
00:16:01só que é um dos tigres asiáticos.
00:16:05O PIB per capita
00:16:07de Singapura
00:16:08é 68 mil dólares anuais.
00:16:11Ou seja,
00:16:11cada pessoa em Singapura
00:16:14produz por ano
00:16:1568 mil dólares
00:16:17em riquezas
00:16:17para aquele pequeno país.
00:16:20é um país
00:16:21onde há
00:16:21o maior número
00:16:22de Lamborghinis
00:16:23per capita
00:16:24do mundo.
00:16:25Nem nos Estados Unidos
00:16:26tem tanta Lamborghini.
00:16:28E, por acaso,
00:16:30Singapura,
00:16:30essa ilhota
00:16:32é o entreposto
00:16:34da Ásia.
00:16:35Ali é o centro
00:16:36de distribuição.
00:16:37Ali chegam os produtos,
00:16:39ali distribuem
00:16:40para a Ásia.
00:16:41É por isso
00:16:41que a Cargill
00:16:42comprou uma fábrica
00:16:43de chocolate lá.
00:16:44Ela botou os pés
00:16:46dentro
00:16:47de um centro
00:16:49de distribuição
00:16:50para o Sudeste Asiático.
00:16:53Ela está de olho
00:16:54no mercado asiático.
00:16:56Então,
00:16:57enquanto o pessoal
00:16:57fica falando
00:16:58em Europa,
00:16:58Estados Unidos,
00:16:59Europa,
00:16:59Estados Unidos,
00:17:00Europa,
00:17:00Estados Unidos,
00:17:01tem gente que está
00:17:01olhando para o outro lado
00:17:03do mapa.
00:17:06Pois bem,
00:17:09no ano passado,
00:17:10em setembro,
00:17:11no ano passado,
00:17:12eu estive em Singapura.
00:17:14Eu fui lá.
00:17:15E aí eu fiquei curioso.
00:17:17Tem chocolate aqui?
00:17:18Tem.
00:17:19E como tem?
00:17:20E vende, hein?
00:17:22Vende.
00:17:24E aí eu vi isso aqui,
00:17:27made in Singapore,
00:17:29feito em Singapura.
00:17:31Chocolate feito em Singapura.
00:17:33Caro.
00:17:34Bem caro.
00:17:36Mas Singapura
00:17:37produz cacau?
00:17:39Não.
00:17:39Nenhuma árvore.
00:17:41Nada.
00:17:41Zero.
00:17:42Eles compram a amêndoa,
00:17:44compram o líquua,
00:17:45fazem o chocolate lá
00:17:46e vendem.
00:17:48Caro.
00:17:50Então,
00:17:51enquanto você está vendendo
00:17:52a amêndoa
00:17:53a preço de saca
00:17:55do dia,
00:17:57alguém está produzindo
00:17:58o chocolate
00:17:59e vendendo pelo preço
00:18:00que ele acha
00:18:01que a barra dele vale.
00:18:02E tem gente pagando.
00:18:06Mas só que,
00:18:07além disso,
00:18:08você também vê,
00:18:09eles também fazem
00:18:10uma coisa chamada
00:18:11repack,
00:18:11o que é repack?
00:18:13É pegar a barra
00:18:14de chocolate
00:18:15produzida em outro país,
00:18:17botar a embalagem
00:18:18e só vender.
00:18:19Eles dão o crédito,
00:18:21eles botam o nome.
00:18:22Chocolate da Tanzânia,
00:18:24chocolate de São Tomé,
00:18:27chocolate do Equador,
00:18:29chocolate da República Dominicana.
00:18:37e aí eu me perguntei,
00:18:39procurei, procurei, procurei,
00:18:42cadê o chocolate do Brasil?
00:18:46O Brasil hoje
00:18:48é o sétimo maior exportador
00:18:50de cacau do mundo.
00:18:51Sétimo.
00:18:53Então, deixa eu contar
00:18:54uma história para vocês.
00:18:55No início do século XX,
00:18:56o Brasil era o maior produtor
00:18:59exportador de cacau
00:19:01do mundo.
00:19:03Maior produtor e exportador.
00:19:06Chegou no final dos anos 80,
00:19:10o Brasil já não era mais o maior produtor,
00:19:13já tinha sido passado
00:19:14por costa do Marfim.
00:19:16O Brasil era o segundo maior
00:19:20produtor do mundo,
00:19:21mas ainda era o maior...
00:19:22Aliás, desculpa,
00:19:24o Brasil era o segundo maior
00:19:26exportador do mundo,
00:19:27já tinha sido passado
00:19:28por costa do Marfim,
00:19:30mas ainda era o maior produtor.
00:19:32Ainda era o maior produtor.
00:19:36E aí, em 1989,
00:19:38entrou a vassoura de bruxa,
00:19:39eu não preciso contar a história,
00:19:42quem é produtor de cacau
00:19:43sabe muito bem o que aconteceu.
00:19:46E aí o Brasil foi ladeira abaixo
00:19:50na produção e na exportação
00:19:52de cacau perante o mundo.
00:19:55Nós estamos lentamente
00:19:57recuperando esses números,
00:19:58nós estamos lentamente
00:20:00voltando às primeiras posições.
00:20:04A luta é dura,
00:20:05todos vocês sabem,
00:20:06quem lida com roça de cacau,
00:20:08quem lida com vassoura de bruxa
00:20:09sabe como é difícil,
00:20:11mas a gente está conseguindo.
00:20:13O brasileiro é lutador,
00:20:15ele é batalhador.
00:20:16Como diz aquele slogan,
00:20:18sou brasileiro,
00:20:19não desisto nunca.
00:20:21Mas o que ocorre
00:20:22é que o mundo
00:20:23está consumindo cada vez
00:20:25mais chocolate.
00:20:27E nós precisamos abrir
00:20:29o mercado,
00:20:30o nosso mercado,
00:20:32para isso,
00:20:32para esse mundo.
00:20:34As grandes indústrias
00:20:35já têm o mercado delas,
00:20:37mas agora falta nós,
00:20:38os pequenos,
00:20:40os médios,
00:20:41os associados,
00:20:43das pequenas entidades.
00:20:46nós podemos
00:20:47e devemos
00:20:48nos abrir
00:20:49para esse mercado.
00:20:50Esse mercado
00:20:51quer o nosso produto,
00:20:53só precisamos
00:20:54atender com qualidade,
00:20:56mas ele tem interesse,
00:20:57ele está consumindo.
00:21:02Então,
00:21:03o caminho
00:21:03é a exportação.
00:21:06Há mercado,
00:21:08há demanda,
00:21:09há procura,
00:21:11só falta nós
00:21:12irmos.
00:21:13Nós precisamos
00:21:14ir a esses mercados,
00:21:16eles não vão vir a nós.
00:21:18Nós é que temos
00:21:19que ir até eles.
00:21:21IG,
00:21:22nós temos.
00:21:24Qualidade,
00:21:25nós temos.
00:21:25Terroir,
00:21:26nós temos.
00:21:28Está faltando o quê?
00:21:29Está faltando
00:21:30começar a negociar.
00:21:32Então,
00:21:32quem assistiu
00:21:33a palestra anterior,
00:21:34viu aqui os palestrantes
00:21:35falando,
00:21:36precisamos internacionalizar,
00:21:38precisamos nos abrir
00:21:39no mercado internacional.
00:21:42Não é isso?
00:21:43Precisamos investir
00:21:44em qualidade,
00:21:45precisamos fazer isso,
00:21:47precisamos fazer aquilo.
00:21:48É possível fazer,
00:21:50não é tão complicado,
00:21:52mas vai exigir
00:21:54uma metodologia
00:21:57nova de trabalho.
00:21:59Quebrar alguns paradigmas,
00:22:01algumas rotinas de trabalho.
00:22:04Ah, eu aprendi a fazer isso
00:22:05com o meu pai,
00:22:06que aprendeu com o meu avô,
00:22:07que aprendeu com o meu bisavô.
00:22:09Ótimo, parabéns,
00:22:11eles tinham o valor deles.
00:22:12Mas o mundo muda.
00:22:14A terra gira,
00:22:16a gente precisa melhorar
00:22:17a qualidade do produto.
00:22:19A época do seu avô,
00:22:22a época do seu pai,
00:22:23era uma,
00:22:24com um tipo de exigência.
00:22:26Agora, a época é outra,
00:22:29com outro tipo de exigência.
00:22:33Então, o que eu quero,
00:22:34a mensagem que eu quero
00:22:36deixar aqui para vocês,
00:22:39eu não fiz uma palestra
00:22:40muito longa,
00:22:41para não cansá-los,
00:22:43mas a mensagem que eu quero
00:22:45deixar para vocês é o seguinte,
00:22:46o mundo está cada vez mais
00:22:48com fome
00:22:49de produtos de cacau.
00:22:52Está com fome
00:22:53de amêndoas de cacau de qualidade,
00:22:56de derivados de cacau
00:22:58com qualidade,
00:22:58produtos inovadores
00:23:01de cacau com qualidade.
00:23:03E eu sei que vocês
00:23:05podem atender,
00:23:06os produtores.
00:23:08Eu sei que alguns de vocês
00:23:10têm o sonho
00:23:11de ter uma fabriquinha
00:23:12de chocolate,
00:23:13de produzir um chocolate
00:23:15de alta qualidade,
00:23:17que seja apreciado,
00:23:18ou talvez um doce
00:23:20à base de cacau,
00:23:22ou uma bebida
00:23:23à base de cacau.
00:23:25E eu digo para vocês
00:23:27que esse mercado
00:23:28quer isso.
00:23:30Eu fui a esses eventos,
00:23:32eu tenho contato
00:23:33com pessoas
00:23:34de outros países,
00:23:35e eles me mostram,
00:23:37às vezes me mandam fotos
00:23:38perguntando,
00:23:39você faz isso?
00:23:41Você tem chá de cacau?
00:23:43Você tem esse tipo de doce?
00:23:45Você faz um chocolate assim?
00:23:48Você faz desse jeito?
00:23:49E eu digo,
00:23:50temos tudo isso.
00:23:52Tem gente que produz isso aqui.
00:23:55E eles querem conhecer isso.
00:23:58Eu levei uma barra de chocolate
00:24:00na viagem,
00:24:02e eu entreguei,
00:24:03feita aqui em Linhares,
00:24:05e eu entreguei a uma pessoa,
00:24:07a pessoa provou,
00:24:10e disse assim,
00:24:12muito bom esse chocolate,
00:24:14parece até um chocolate suíço.
00:24:18E aí eu virei e disse,
00:24:19não, não, não, não, não, não, não.
00:24:21Não parece um chocolate suíço, não.
00:24:25É o chocolate suíço
00:24:27que parece com esse aí.
00:24:30porque quem fez essa barra
00:24:34conhece da muda
00:24:36até a própria barra.
00:24:38Sabe até como é que foi embalado.
00:24:41Ele conhece toda a história
00:24:42disso aí que você está provando.
00:24:45E é como eu disse,
00:24:47se você pegar um chocolateiro europeu,
00:24:49lá na Bélgica,
00:24:50todo mundo já ouviu falar
00:24:51do chocolate belga,
00:24:53lá não tem um pé de cacau na Bélgica.
00:24:55Não tem um pé de cacau na Suíça,
00:24:57até porque lá é frio demais,
00:24:58o cacau não cresce lá.
00:25:01Então se você pegar um chocolateiro desse
00:25:03e soltar numa cabruca,
00:25:06me aponta o pé de cacau aí,
00:25:08ele não vai saber.
00:25:10Ele nunca viu.
00:25:13Se você virar para ele assim,
00:25:15você já chupou o cacau,
00:25:17ele vai dizer nunca.
00:25:19Ele não conhece a fruta.
00:25:22Então não é justo
00:25:23realmente chegar e dizer,
00:25:24nossa, esse chocolate parece com o suíço.
00:25:26Não, não, não.
00:25:27É o contrário, amigo.
00:25:28Você se confundiu.
00:25:29É o chocolate suíço que parece com o nosso.
00:25:33Então nós estamos produzindo
00:25:36chocolates e produtos de cacau
00:25:39de alta qualidade.
00:25:40Eu já provei chocolate
00:25:4270%, 60%, 40% de outros países.
00:25:45O nosso não fica nada a dever.
00:25:50Temos que fazer produção de boa qualidade,
00:25:52existem umas questões técnicas envolvidas,
00:25:55a granulometria do chocolate.
00:25:59São questões técnicas da fabricação,
00:26:02mas nós somos capazes de produzir um chocolate tão bom quanto
00:26:06pelo simples fato de que nós produzimos um cacau tão bom quanto.
00:26:12A Acau, e eu, através de mim, eu estou fazendo essa comunicação com esses países,
00:26:20está buscando esses mercados externos.
00:26:24Está buscando exportar.
00:26:26Exportar o quê?
00:26:27Tudo.
00:26:29Da amêndoa até a barra de chocolate.
00:26:32E tem gente interessada.
00:26:35Tem gente interessada.
00:26:38Porque eles estão procurando, como eu botei nos slides ali anteriores,
00:26:42produtos de única origem,
00:26:45produtos rastreáveis,
00:26:46produtos de qualidade,
00:26:49novidades,
00:26:50produtos que não existam na praça deles,
00:26:53como, por exemplo,
00:26:54a aguardente de cacau que eu produzo.
00:26:56Para eles foi uma novidade.
00:26:57Eles ficam assombrados quando eles experimentam.
00:27:01Eles nunca tomaram nada parecido na vida.
00:27:03Eles não sabem nem definir direito o sabor.
00:27:05Mas é isso que eles estão procurando.
00:27:08E nós podemos atendê-los dessa maneira.
00:27:12Então, o que a gente tem que fazer é se mostrar.
00:27:16Hoje, o que acontece é que a grande indústria compra o nosso cacau,
00:27:21processa o nosso cacau,
00:27:23vende e eles ficam à fama.
00:27:25Eu tive uma negociação
00:27:29com um importador
00:27:33da Ásia
00:27:35e ele disse assim,
00:27:38eu estou querendo comprar amêndoa do Brasil
00:27:41para fazer o chocolate em Portugal
00:27:45para vender no meu país.
00:27:49Não entendi.
00:27:52Fazer o chocolate em Portugal?
00:27:55Você vai comprar da gente
00:27:57para fazer?
00:27:58Mas por que em Portugal?
00:27:59Por que não conosco?
00:28:02A gente vende a commodity,
00:28:05Portugal processa,
00:28:06vende a barra de chocolate mais caro.
00:28:09Daqui a pouco aparece uma embalagem
00:28:11dizendo, feito em Portugal.
00:28:14Então, vamos fazer o seguinte?
00:28:16Faz direto com a gente.
00:28:18A gente tem chocolateira aqui.
00:28:20Pode mandar para cá.
00:28:22Pode mandar para cá que a gente dá conta.
00:28:25É isso que a gente precisa.
00:28:29Então, estamos fazendo esse trabalho
00:28:31que aos poucos está começando a dar os seus frutos.
00:28:35E o meu termômetro,
00:28:37eu já falei dentro da cálculo,
00:28:38o meu termômetro,
00:28:39eu vou saber que meu trabalho vingou
00:28:43no dia que eu chegar em uma reunião sobre cacau
00:28:45e um dos temas foi a verticalização.
00:28:48Falar mais sobre comercialização do que sobre muda,
00:28:51do que sobre cultivo.
00:28:54Quando verticalização,
00:28:55quando comercialização for o tema principal da reunião,
00:28:59eu disse, ok, agora o meu trabalho vingou.
00:29:01Lembra quando eu falei?
00:29:02Quando eu cheguei, só se falava sobre cultivo,
00:29:04ninguém falava sobre comércio.
00:29:06A gente tem que começar a falar sobre comércio.
00:29:09O produtor tem que começar a ver o mundo
00:29:11além da porteira da propriedade dele,
00:29:14do sítio dele, da chácara dele.
00:29:18Mesmo que seja uma produção pequena,
00:29:20mas se você fizer com paixão,
00:29:21se você fizer com qualidade,
00:29:23se você entregar uma amêndoa,
00:29:25ou um chocolate,
00:29:26ou uma pasta de cacau,
00:29:27ou uma cocada de cacau,
00:29:28ou um licor de cacau,
00:29:30se você entregar alguma coisa com alta qualidade,
00:29:33vai ter mercado.
00:29:36As pessoas vão querer comprar de você.
00:29:38E isso é renda maior.
00:29:42Não é para isso que a gente produz cacau?
00:29:44Outro dia eu fui em uma palestra e perguntei,
00:29:45para que vocês produzem cacau?
00:29:48É por esporte?
00:29:50Por hobby?
00:29:53Porque não tem nada melhor para fazer?
00:29:55Para que vocês produzem cacau?
00:29:58Para ganhar dinheiro.
00:30:01Então a gente tem que buscar produtos
00:30:03que dêem renda melhor para a gente
00:30:06e abram novas oportunidades de negócios.
00:30:11É só isso. Obrigado.
00:30:28Parabéns, obrigado.
00:30:58Acho que sim.
00:31:00Está ligado.
00:31:00Agora a gente tem a assinatura
00:31:03simbólica da criação
00:31:04da Associação das Mulheres do Cacau.
00:31:07Olha que legal.
00:31:07É, a assinatura...
00:31:09Olha, gostei de ver.
00:31:10Não, tem que ser mais forte.
00:31:12A Associação das Mulheres do Cacau.
00:31:16Agora sim, agora sim.
00:31:18Primeiro, Alessandra Maria da Silva,
00:31:20doutora em produção vegetal,
00:31:22extensionista do Incapé
00:31:23e coordenadora do projeto Mulheres do Cacau,
00:31:26fará uma palestra.
00:31:28E em seguida, então, a assinatura.
00:31:29Não é isso? Simbólica?
00:31:31Seja muito bem-vinda.
00:31:32Muito obrigada.
00:31:34Boa tarde, pessoal.
00:31:37Cadê as outras mulheres do Cacau
00:31:39que estão lá atrás e não vieram ainda?
00:31:42Começou a hora da palestra, gente.
00:31:45Olha, nós aqui de novo,
00:31:48no palco central da Tecnoagro,
00:31:51que o ano passado a gente foi convidado
00:31:53a estar palestrando aqui também,
00:31:55mostrando o projeto,
00:31:56apresentando o projeto para o Tecnoagro.
00:31:59E agora nós fomos convidados novamente
00:32:01para mostrar o projeto,
00:32:03o projeto se encerrando,
00:32:05mas deixando um legado maravilhoso,
00:32:07que é a Associação das Mulheres do Cacau.
00:32:09Não é isso?
00:32:10Então, é um prazer enorme estar aqui novamente.
00:32:13Para quem não me conhece,
00:32:14o meu nome é Alessandra.
00:32:16Minha palestra daqui a pouco vai aparecer ali.
00:32:18Meu nome é Alessandra Maria da Silva.
00:32:20Eu sou extensionista rural,
00:32:22agente de extensão e desenvolvimento rural
00:32:25do Instituto Capixaba de Pesquisa,
00:32:28Assistência Técnica e Extensão Rural,
00:32:29INCAPER.
00:32:30Então, sou aquela extensionista
00:32:32que está no campo,
00:32:33lidando com os agricultores e agricultoras
00:32:35todos os dias,
00:32:36assim como vários outros colegas,
00:32:39que estamos o tempo todo
00:32:41trabalhando em prol do desenvolvimento rural sustentável
00:32:44e fazendo um trabalho muito forte,
00:32:51envolvendo muitos parceiros
00:32:53e fazendo um trabalho de desenvolvimento mesmo.
00:32:55Então, o INCAPER merece toda a valorização
00:32:58aqui no Estado do Espírito Santo.
00:33:00E eu peço um salvo de palmas
00:33:01para o Instituto Capixaba de Pesquisa,
00:33:03Assistência Técnica e Extensão Rural.
00:33:06Obrigada.
00:33:07Olha só, gente,
00:33:09como eu disse para vocês,
00:33:11a nossa vinda aqui hoje
00:33:13foi falar sobre a trajetória
00:33:14das Mulheres do Cacau.
00:33:16O nome Trajetória das Mulheres do Cacau,
00:33:19Tecnologia, Qualidade e Sustentabilidade.
00:33:21Essa trajetória já não é mais do projeto,
00:33:24é a trajetória das Mulheres do Cacau.
00:33:26E nós precisamos falar um pouco mais
00:33:28sobre a questão de tecnologia.
00:33:30E eu vou trazer uma visão de tecnologia
00:33:33para muitos que estão aqui,
00:33:35obviamente que desde ontem
00:33:37a gente está se falando sobre tecnologias,
00:33:39tecnologias digitais,
00:33:41agricultura 4.0,
00:33:43mas eu vou trazer também
00:33:44outras noções de tecnologia
00:33:47que muitas vezes passam despercebidas
00:33:49quando a gente fala de assuntos
00:33:50relacionados a questões sociais.
00:33:58Então, gente,
00:34:00o assunto da moda agora
00:34:02é a Agenda ESG.
00:34:05E desde ontem
00:34:06está se falando sobre a Agenda ESG.
00:34:09Mas eu sei que tem pessoas aqui
00:34:11que ainda não teve a oportunidade
00:34:13de conhecer sobre esse termo,
00:34:15Agenda ESG.
00:34:17A Agenda ESG nada mais é
00:34:19do que quando as empresas,
00:34:21no caso, o agronegócio também está envolvido,
00:34:24empresas de forma geral,
00:34:25elas não podem apenas pensar
00:34:27na questão do lucro.
00:34:29Existem questões ambientais,
00:34:31sociais e éticas
00:34:33que estão em jogo,
00:34:34que têm a ver com a sustentabilidade,
00:34:37a sobrevivência dos seres humanos,
00:34:39sobrevivência, inclusive,
00:34:40da própria empresa.
00:34:41E o agronegócio não está
00:34:45afastado disso,
00:34:45pelo contrário,
00:34:46nós estamos totalmente vinculados
00:34:48a essa necessidade de adotar
00:34:50a Agenda ESG.
00:34:52E nada melhor do que envolver
00:34:54mulheres nesse processo ESG.
00:34:57O E seria a questão ambiental,
00:34:59porque é o termo em inglês,
00:35:00environmental.
00:35:01Então, a questão ambiental,
00:35:03que está se pensando em sustentabilidade ambiental,
00:35:07está se pensando...
00:35:09Aqui é a ponta.
00:35:11É na sustentabilidade social
00:35:13e o G de governança.
00:35:15E essa questão da governança
00:35:17está diretamente relacionada
00:35:18a questões de justiça social,
00:35:21de ética,
00:35:23de anticorrupção.
00:35:27Então, todo esse processo,
00:35:28as empresas mostrando um trabalho ético,
00:35:31um trabalho que pensa
00:35:32na sustentabilidade do seu servidor,
00:35:35do seu trabalhador.
00:35:37E, no caso da agricultura familiar,
00:35:39a própria organização da agricultura familiar,
00:35:42fazendo parte da economia solidária,
00:35:45fazendo parte de relações sociais saudáveis,
00:35:49circuitos curtos de comercialização,
00:35:51de formação de associações
00:35:53que vão ter uma participação no mercado,
00:35:57que vão ter direitos alcançados,
00:36:00participando de políticas públicas.
00:36:02Então, tudo isso faz parte da Agenda SG
00:36:05e que, muitas vezes,
00:36:07as pessoas deixam isso passar despercebido
00:36:09porque estão pensando mais na tecnologia de ponta,
00:36:13do agronegócio de grandes produtores,
00:36:17de grandes empresas.
00:36:18Mas na agricultura familiar também.
00:36:20E a agricultura familiar trabalha de forma maravilhosa
00:36:23essa Agenda SG,
00:36:24porque está justamente buscando
00:36:26a sustentabilidade ambiental, social
00:36:29e a organização social de forma ética e justa.
00:36:32Bom, então, é isso que a gente está fazendo
00:36:34com as mulheres do cacau também.
00:36:36São todas as mulheres unidas,
00:36:38buscando a sustentabilidade,
00:36:40a participação delas em todos os elos
00:36:43relacionados à produção.
00:36:45Bom, então, voltando aqui para o assunto
00:36:48das mulheres do cacau,
00:36:49essa foto linda aqui é uma das mulheres do cacau
00:36:51de Rio Bananal, Zuzinete.
00:36:54Bom, a história toda começou da seguinte forma.
00:36:56Em 2019, a vice-governadora Jaqueline Moraes
00:37:03abriu o espaço para que todas as secretarias
00:37:06desenvolvessem algum tipo de projeto
00:37:09que atendesse às necessidades das mulheres.
00:37:11Então, era o Agenda Mulher que aconteceu em 2019.
00:37:16Dentro do Agenda Mulher,
00:37:18nós tivemos, na Secretaria de Estado de Agricultura,
00:37:22SEAG, na coordenação de Patrícia Ferraz,
00:37:25que está aí também no PDAG de Agroindústria,
00:37:28daqui a pouco ela vai estar com a gente,
00:37:30nós trabalhamos o projeto
00:37:31Elas no Campo e na Pesca,
00:37:33Empreendedorismo, Liderança e Autonomia.
00:37:36Então, nesse projeto,
00:37:38o principal foco do projeto
00:37:40era trazer para a visibilidade
00:37:43o trabalho da mulher,
00:37:44que muitas vezes é considerado
00:37:46apenas como uma ajuda
00:37:47ao que o marido faz,
00:37:49sendo que, na maior parte das vezes,
00:37:51as mulheres fazem exatamente
00:37:53o que os maridos fazem.
00:37:56Só que, na hora de comercializar,
00:37:57é o marido que está lá na frente comercializando.
00:38:00Na hora de tomar as decisões,
00:38:02é o marido que está tomando as decisões.
00:38:04Então, a mulher fica, muitas vezes,
00:38:07escondida.
00:38:08E vocês acham que as mulheres
00:38:09estão se satisfeitas com isso?
00:38:11Não.
00:38:11Elas querem ser reconhecidas
00:38:13como elas são,
00:38:14agricultoras ou pescadoras.
00:38:18Então, no Elas no Campo e na Pesca,
00:38:20a gente buscou isso,
00:38:21dar essa visibilidade
00:38:22àquelas mulheres que estão lá
00:38:24na luta do dia a dia
00:38:25e valorizar esse trabalho delas.
00:38:28Então, muitas vezes,
00:38:29a gente chega...
00:38:30Recentemente, eu fiz uma palestra
00:38:31e perguntei,
00:38:33comentando sobre um dado do IBGE,
00:38:35que lá no IBGE diz
00:38:37que somente 14% das propriedades rurais
00:38:39no Espírito Santo
00:38:40são lideradas por mulheres.
00:38:43Só que a gente tem que questionar o seguinte,
00:38:44qual é a pergunta que o IBGE faz
00:38:46e de que forma que é respondido?
00:38:49Então, eu fiz um teste
00:38:50numa palestra que eu estava dando
00:38:52em Aracruz
00:38:53e perguntei para uma jovem lá,
00:38:56uma mulher jovem lá,
00:38:57e perguntei assim,
00:38:58quem é o gestor na sua propriedade?
00:39:01Aí ela falou,
00:39:02meu marido.
00:39:05Aí eu falei...
00:39:06Aliás, não.
00:39:06Ela falou assim,
00:39:06meu sogro.
00:39:08Aí eu falei,
00:39:08seu sogro e sua sogra
00:39:11não ajudam em nada?
00:39:11Ela falou,
00:39:12na verdade,
00:39:12é minha sogra que faz tudo.
00:39:15Mas, na hora de responder,
00:39:17ela imediatamente respondeu
00:39:19que foi o sogro,
00:39:20porque nós estamos habituados
00:39:22a dizer que é o homem
00:39:23que é o gestor da propriedade,
00:39:25mesmo quando a mulher,
00:39:27muitas vezes,
00:39:28é mais gestora do que ele.
00:39:29Ou quando a mulher
00:39:31participa de todo o processo de gestão
00:39:33junto com ele.
00:39:34Então, essa invisibilidade
00:39:36acaba sendo certificada
00:39:38por um órgão público,
00:39:39como o IBGE,
00:39:40porque a própria mulher
00:39:41responde que é o homem
00:39:42que é o gestor.
00:39:44Então, acaba ficando
00:39:45na invisibilidade.
00:39:46A mulher não é gestora.
00:39:48Então, elas no Campo e na Pesca
00:39:50teve esse propósito
00:39:51de trazer essa visibilidade
00:39:52e valorizar o trabalho da mulher.
00:39:54E aí nós chegamos em Linhares
00:39:55e fomos fazer uma pesquisa
00:39:57com as mulheres,
00:39:57porque a extensão rural
00:39:58trabalha de forma participativa.
00:40:01Não sou eu que decido
00:40:02que eu quero fazer
00:40:02um projeto de cacau.
00:40:04Eu perguntei para as mulheres.
00:40:05Nós fizemos um diagnóstico participativo
00:40:07e elas disseram
00:40:08que queriam trabalhar com cacau.
00:40:10Especialmente Maria Losses,
00:40:11que está aqui na frente,
00:40:13e falou,
00:40:14Alessandra, eu quero trabalhar mais com cacau.
00:40:16A gente quer aprender um pouco mais
00:40:17sobre como cultivar o cacau,
00:40:19como podar,
00:40:20como fazer enxertia,
00:40:22como fazer o beneficiamento
00:40:23para ter uma amêndoa
00:40:24de melhor qualidade,
00:40:25que a gente tem aqui hoje também,
00:40:27a premiada do ano passado
00:40:28como melhor amêndoa,
00:40:29que é a Aricelda.
00:40:31Cadê a Aricelda?
00:40:32Olha ela ali.
00:40:33Está tudo mulher do cacau, gente.
00:40:34Então, elas queriam aprender
00:40:37a produzir a amêndoa
00:40:38de melhor qualidade
00:40:39e, assim como disse
00:40:40o palestrante anterior,
00:40:42não adianta produzir
00:40:43uma amêndoa de qualidade
00:40:44sem ter onde vender.
00:40:45Não é isso, Kellen?
00:40:46Então, a gente tem que pensar
00:40:48também nas questões de mercado
00:40:50ou verticalizar
00:40:52produzindo um derivado do cacau,
00:40:54um chocolate.
00:40:56Então, está bom.
00:40:57Vamos pensar num projeto
00:40:58que seja para elas.
00:40:59Nisso, a gente idealizou
00:41:00o projeto Mulheres do Cacau.
00:41:02Nesse projeto Mulheres do Cacau,
00:41:03a gente estabeleceu
00:41:04diversas parcerias
00:41:05e a gente buscou fazer o seguinte.
00:41:07É toda cadeia produtiva.
00:41:09Então, as mulheres aprenderam
00:41:10a plantar,
00:41:11aprenderam o seguinte, gente.
00:41:12Aprenderam as técnicas recomendadas,
00:41:14as tecnologias mais atuais
00:41:16de como plantar,
00:41:17porque saber plantar,
00:41:18elas já sabem.
00:41:19Então, como plantar,
00:41:21como fazer os tratos culturais,
00:41:22como fazer a condução da lavoura,
00:41:25como fazer a enxertia.
00:41:26Eu vou mostrar um pouquinho
00:41:27sobre isso para vocês.
00:41:29Então, tudo isso
00:41:30que elas estavam pensando
00:41:31era, então,
00:41:31trabalhar a questão da produção,
00:41:34do beneficiamento,
00:41:35do processamento,
00:41:37buscando a qualidade.
00:41:39E essa qualidade
00:41:40seria tanto para vender
00:41:42amêndoa de qualidade,
00:41:43quanto também
00:41:44para poder processar,
00:41:45para quem tiver vontade
00:41:46de produzir o chocolate.
00:41:48Nem todo mundo
00:41:49quer fazer chocolate.
00:41:50Tem gente que só quer
00:41:50produzir amêndoa.
00:41:51E que bom que é assim,
00:41:53porque senão
00:41:54seria um monte de fábrica
00:41:55de chocolate
00:41:56concorrendo entre si,
00:41:57sendo que tem pessoas
00:41:59que querem realmente
00:41:59produzir amêndoa de qualidade.
00:42:01Mas, então,
00:42:01o foco era qualidade.
00:42:03Olha que coisa linda.
00:42:04A mulher chega e fala assim,
00:42:06eu quero aprender
00:42:06a fazer com qualidade.
00:42:09Nenhuma delas
00:42:10chegou para mim
00:42:11e falou assim,
00:42:11eu quero produzir
00:42:12o máximo possível
00:42:13para ter o maior número
00:42:14de sacos por hectare possível,
00:42:17porque eu quero ficar rica
00:42:18em cima disso,
00:42:19só ganhando em cima
00:42:19de produtividade,
00:42:20independentemente
00:42:21de ter qualidade ou não.
00:42:23elas procuraram
00:42:24para produzir
00:42:25com qualidade
00:42:26e ser o diferencial
00:42:29das mulheres do cacau.
00:42:31A qualidade.
00:42:32E isso é fantástico.
00:42:33Então, nós fomos buscar isso.
00:42:35Buscamos os parceiros,
00:42:36que mais tarde
00:42:36eu vou mostrar para vocês
00:42:37esses parceiros.
00:42:42Estão querem passar?
00:42:43Não.
00:42:45Não está passando.
00:42:46Alguém passa para mim?
00:42:48Pode ser a pilha, não é?
00:42:49Não.
00:42:56Eu acho que é a pilha.
00:42:58Bom.
00:42:59Então, nós fomos começar
00:43:00esse processo
00:43:01e nós buscamos
00:43:04as parcerias
00:43:05para que a gente pudesse
00:43:07dar continuidade.
00:43:08Então, a gente pensou
00:43:10o seguinte,
00:43:11para produzir com qualidade,
00:43:12elas precisariam
00:43:13de ter as capacitações
00:43:14e, dentre essas capacitações,
00:43:17algumas o Senar
00:43:17podia oferecer,
00:43:18outras era a CEPLAC
00:43:19que poderia oferecer.
00:43:20Então, a gente foi fazendo
00:43:21essas parcerias
00:43:22e as mulheres foram,
00:43:24nos primeiros momentos,
00:43:26elas começaram
00:43:27a se reunir
00:43:29nos primeiros encontros,
00:43:31nos primeiros cursos.
00:43:33E ali, gente,
00:43:34as mulheres
00:43:34que não se conheciam,
00:43:36que estavam
00:43:37em várias regiões
00:43:39do município de Linhares,
00:43:40aliás,
00:43:41o projeto não foi
00:43:42só em Linhares,
00:43:43nós expandimos
00:43:44esse projeto também
00:43:45para Rio Bananal,
00:43:46Colatina,
00:43:48Santa Tereza,
00:43:49São Roque do Canaã.
00:43:51e, obviamente,
00:43:52para fazer um projeto
00:43:53em cinco municípios
00:43:54para uma pessoa como eu,
00:43:55que, apesar de ter doutorado
00:43:56em produção vegetal,
00:43:58eu sou médica veterinária,
00:44:00e, na produção vegetal,
00:44:02eu me especializei
00:44:03na parte de economia,
00:44:04na agricultura,
00:44:04e não na cultura do cacau.
00:44:07Então, a gente precisava
00:44:07de uma equipe.
00:44:08Aí, essa equipe
00:44:11do Incapé
00:44:13abraçou a causa
00:44:14e falou,
00:44:15vamos fazer
00:44:16de forma diferenciada isso,
00:44:18esse projeto vai dar certo.
00:44:20E nós temos o privilégio
00:44:22de ter alguns colegas
00:44:23aqui hoje.
00:44:23A Edna,
00:44:24que é economista doméstica,
00:44:25está ali atrás.
00:44:25Levanta, Edna,
00:44:26por favor,
00:44:26o pessoal te vê,
00:44:28que é um grande apoio
00:44:29lá em Colatina.
00:44:30Nós temos...
00:44:31Geraldo está por aqui, gente?
00:44:32Eu vi Geraldo por aí.
00:44:34Geraldo também,
00:44:34um grande parceiro
00:44:35aqui em Linhares.
00:44:36Nós temos o coordenador
00:44:37de cacau, Lucas.
00:44:38Levanta aí também, Lucas.
00:44:39Muito obrigada.
00:44:40Que também é colega do Incapé.
00:44:42Então, nós tivemos aqui em Linhares
00:44:44o Geraldo e a Flávia.
00:44:46Em Rio Bananal, nós tivemos
00:44:48o nosso colega Bruno,
00:44:50com a bolsista Senari,
00:44:51a pessoa maravilhosa também.
00:44:53Lá em São Roque do Canaã,
00:44:55a gente teve Erestides
00:44:55e a bolsista Caciele.
00:44:57E em Colatina,
00:44:58nós tivemos especialmente Edna
00:44:59e o colega Oswaldino.
00:45:01Então, todo mundo trabalhando
00:45:02em prol do projeto.
00:45:04E aí, nós começamos a realizar
00:45:05os cursos em cada município.
00:45:07Em cada município,
00:45:08as mulheres que estavam isoladas
00:45:10em suas comunidades
00:45:11passaram a se reunir
00:45:12para conhecer a cultura do cacau.
00:45:16a forma de produzir
00:45:17as melhores técnicas de produção
00:45:20e de condução da lavoura.
00:45:22Aí, depois, nós passamos
00:45:24para outras atividades.
00:45:25Como, por exemplo,
00:45:26nós montamos unidades demonstrativas,
00:45:29oito unidades demonstrativas
00:45:30nos cinco municípios.
00:45:32Nós fizemos intercâmbios.
00:45:33Então, as mulheres começaram
00:45:35a visitar entre si
00:45:38e propriedades consideradas modelo.
00:45:40Nós visitamos a propriedade da Kellen,
00:45:42que é da Acau.
00:45:43Elas visitaram a fábrica de chocolate
00:45:45da Fabiane Heinholz,
00:45:47que também é uma mulher do cacau.
00:45:49Visitaram a fábrica de chocolate
00:45:50lá em São Gabriel da Palha.
00:45:52E isso tudo fez com que as mulheres
00:45:54estivessem nos momentos mais íntimos,
00:45:56que elas pudessem trocar a conversa
00:45:58entre elas,
00:45:58conhecer um pouco mais a vida
00:46:00uma das outras
00:46:01e cada vez se tornarem mais unidas.
00:46:05Além disso,
00:46:06cadê?
00:46:08Além disso, gente,
00:46:09além desse momento
00:46:10que as mulheres tiveram de encontro,
00:46:13de que elas começaram a se relacionar,
00:46:15nós entendemos, nós como equipe,
00:46:18e que utilizamos metodologias participativas.
00:46:25Passam, por favor,
00:46:26quero mostrar as fotos delas,
00:46:27porque o objetivo aqui é mostrar a foto,
00:46:29mostrar as mulheres.
00:46:30Então, nós fizemos,
00:46:31nessa parte de tecnologia de produção,
00:46:33nós fizemos cursos,
00:46:35prestamos assistência técnica continuada
00:46:38para essas mulheres,
00:46:39tanto o INCAPER,
00:46:40quanto também o pessoal do SENAR.
00:46:42Então, trabalhamos com plantios,
00:46:44tratos culturais...
00:46:45Obrigada.
00:46:47Plantios, tratos culturais,
00:46:48condução da lavoura, enxertia,
00:46:50identificação de pragas e doenças,
00:46:52polinização.
00:46:53Aqui nós temos a foto do Leonardo
00:46:57ensinando com as mulheres ali,
00:46:59dando o curso.
00:47:00Ali também o curso de poda.
00:47:03Nós fizemos, como parceria da CEPLAC,
00:47:06o curso de beneficiamento e classificação de amêndoas.
00:47:09Ali nós temos uma foto da dona Domingas,
00:47:12que ela produz cacau agroecológico,
00:47:14com uma estufa de secagem,
00:47:17que nós montamos unidade demonstrativa de beneficiamento,
00:47:20com o coxo de fermentação,
00:47:21em casa de fermentação,
00:47:23e a estufa de secagem com o terreiro suspenso.
00:47:26E aí o que acontece?
00:47:27Nós fizemos também dias de campo,
00:47:29demonstrações de método,
00:47:30e nós entendemos o seguinte,
00:47:32a partir do momento que você capacita,
00:47:34como é que funciona na faculdade?
00:47:35Eu tenho alunos meus aqui,
00:47:36que eu agradeço a presença, inclusive.
00:47:39Na faculdade, a gente vai lá,
00:47:41aprende,
00:47:42e depois a gente vai fazer o quê?
00:47:44Praticar e ensinar.
00:47:47Não é?
00:47:47A gente sai da faculdade,
00:47:49faz um curso, sai e vai ensinar.
00:47:50Então, essas mulheres estavam lá,
00:47:52fazendo todos os cursos,
00:47:54já estavam praticando em casa,
00:47:56e elas poderiam ensinar.
00:48:00Então, foi o momento que a gente começou
00:48:02a envolver essas mulheres
00:48:04num protagonismo e autoconfiança,
00:48:09para poder passar o conhecimento
00:48:11que elas adquiriram para outras mulheres,
00:48:14para outras pessoas.
00:48:16Nós temos exemplo, inclusive, aqui de Matilde,
00:48:18levanta a mão, Matilde,
00:48:19a nossa presidente de associação.
00:48:21A Matilde, quando ela procurou a gente,
00:48:24ela não sabia podar o cacau.
00:48:27Ela não sabia fazer a condução da lavoura.
00:48:29Depois que ela aprendeu,
00:48:30recebeu assistência técnica,
00:48:31fez o curso todo,
00:48:32hoje Matilde é contratada pelos vizinhos.
00:48:36Gente de longe procura Matilde
00:48:38para ela conduzir a lavoura deles,
00:48:39podar a lavoura deles,
00:48:41e cobra por pé podado.
00:48:43Então, aquela pessoa que antes não conhecia,
00:48:46hoje ela domina a técnica de poda.
00:48:48Isso é empoderamento,
00:48:51empoderamento intelectual, inclusive.
00:48:53Então, a Matilde tem autoconfiança
00:48:56de pegar a lavoura de outra pessoa
00:48:57e fazer a condução dessa lavoura.
00:48:59Uma pessoa que antes não sabia,
00:49:01hoje ela sabe.
00:49:03Isso se chama empoderamento individual.
00:49:06O empoderamento não significa
00:49:07que você vai ter poder sobre outra pessoa.
00:49:10É poder sobre si mesmo.
00:49:12É que hoje você não sabe
00:49:14e amanhã você passa a saber.
00:49:16é um poder que você adquire sobre você mesmo.
00:49:19É esse tipo de empoderamento
00:49:21que a gente trabalha
00:49:21nas nossas metodologias de extensão rural com mulheres.
00:49:24O empoderamento individual e também coletivo.
00:49:28Então, nós fizemos dia de campo
00:49:29em que as mulheres organizaram,
00:49:31as mulheres que foram as instrutoras,
00:49:34as mulheres que decoraram,
00:49:36as mulheres que conduziram o evento todo,
00:49:40as que levantaram as bandeirinhas,
00:49:42que pegaram o microfone,
00:49:43foram mestres de cerimônia.
00:49:45Então, são as mulheres que conduzem.
00:49:48Então, também envolveram
00:49:51em tecnologia de processamento.
00:49:52Além da tecnologia de produção,
00:49:54a tecnologia de beneficiamento,
00:49:56também tecnologia de processamento,
00:49:57que nós contamos com as colegas Edna
00:49:59e a colega Josi, lá de Nova Venecia,
00:50:02que deram o curso de processamento
00:50:03de derivados do cacau,
00:50:05incluindo chocolate.
00:50:07E, além dos cursos
00:50:09e dos intercâmbios que elas fizeram
00:50:11nas fábricas de chocolate,
00:50:12elas passaram a ser convidadas
00:50:14para participar de exposições,
00:50:16de feiras, como é o caso aqui,
00:50:18que a gente tem a barraquinha,
00:50:19o stand ali,
00:50:20onde vocês podem passar.
00:50:21Está acabando,
00:50:22saindo daqui, corram lá,
00:50:24porque já está acabando.
00:50:25E aí a gente é convidado, gente.
00:50:28Nós nunca pedimos participar,
00:50:29porque nem precisa.
00:50:30Antes de a gente pensar em pedir participar,
00:50:31já convidaram as mulheres
00:50:33para montar o stand
00:50:34e colocar os produtos delas lá.
00:50:36Então, olha, a sociedade está enxergando,
00:50:39tem mulheres na produção.
00:50:42Mas, aí eu falei aqui para vocês,
00:50:44falei de tecnologia de produção,
00:50:46tecnologia de beneficiamento,
00:50:47tecnologia de processamento.
00:50:49Mas o que vocês acham?
00:50:51Qual tecnologia impactou
00:50:52o projeto Mulheres do Cacau?
00:50:55Pode falar, faz de quando
00:50:56estou na sala de aula.
00:50:57Qual foi a tecnologia
00:50:58nesse projeto todo
00:51:00que impactou,
00:51:02que teve maior impacto no projeto?
00:51:05que também é tecnologia
00:51:07e ninguém enxerga como tecnologia.
00:51:13De novo, gente.
00:51:14Alguém passe para mim.
00:51:17Eu estou apertando
00:51:18alguma coisa diferente aqui?
00:51:19Acho que não.
00:51:20Obrigada.
00:51:21O que tem de diferente
00:51:23nesse projeto, gente,
00:51:25é que está levando
00:51:26o projeto Mulheres do Cacau
00:51:27a ser conhecido internacionalmente.
00:51:30Que a gente foi convidada
00:51:31em Brasília
00:51:32para apresentar
00:51:33qual é o método
00:51:34que a gente usa
00:51:35com as mulheres.
00:51:36Então, não foi o método
00:51:38de produção,
00:51:39de processamento,
00:51:41não foi o método
00:51:42de beneficiamento
00:51:43que impactou.
00:51:44O que impactou
00:51:45é o resultado
00:51:46que a gente tem hoje
00:51:47com as associações
00:51:48sendo formadas.
00:51:49É o impacto social.
00:51:51E esse impacto social
00:51:52está completamente
00:51:54vinculado
00:51:55à tecnologia
00:51:56que a gente utiliza
00:51:58na extensão rural,
00:51:59que são as metodologias
00:52:02com pedagogia feminista,
00:52:04com propósitos
00:52:05de empoderamento feminino.
00:52:07As pessoas passaram
00:52:09a observar
00:52:10as Mulheres do Cacau,
00:52:12a Universidade de São Paulo,
00:52:14a Universidade Tecnológica Federal
00:52:17do Paraná,
00:52:19a Rede Ater,
00:52:20a Rede Aurora
00:52:21de Ater Digital.
00:52:23Está todo mundo olhando,
00:52:25o pessoal do IWCA,
00:52:27o pessoal do ICA,
00:52:28está olhando
00:52:29para essas mulheres,
00:52:30o que está acontecendo?
00:52:32Porque atrás
00:52:33da produção
00:52:34do cacau com qualidade,
00:52:35tem outras transformações
00:52:38que são muito mais impactantes,
00:52:40que são as transformações sociais.
00:52:43Então,
00:52:44é essa tecnologia
00:52:45que muitas vezes
00:52:46as pessoas desconsideram,
00:52:48e ela está lá na agenda
00:52:51ESG,
00:52:52da sustentabilidade social
00:52:54no processo
00:52:55de empoderamento feminino.
00:52:56Então,
00:52:57nas metodologias
00:52:58que nós utilizamos
00:52:59na extensão rural,
00:53:00a gente busca
00:53:00o protagonismo das mulheres,
00:53:02a participação delas em tudo,
00:53:04e com isso
00:53:05a gente alcança
00:53:06o empoderamento feminino
00:53:08e a sustentabilidade social.
00:53:10E da sustentabilidade
00:53:11vem as demais,
00:53:12a sustentabilidade econômica
00:53:13e a sustentabilidade ambiental também,
00:53:16porque ninguém melhor
00:53:17do que as mulheres
00:53:17para estar preocupado
00:53:19com o meio ambiente
00:53:19e a saúde.
00:53:20Pode passar, por favor.
00:53:24Deixa eu testar isso aqui de novo.
00:53:31Beleza, obrigada.
00:53:33Então, o que nós fizemos?
00:53:34No protagonismo,
00:53:35nós fizemos com que as mulheres
00:53:36se tornassem,
00:53:37nós convidamos,
00:53:38não fizemos,
00:53:39nós convidamos as mulheres
00:53:40para que elas se tornassem
00:53:42multiplicadoras.
00:53:43Aqui tem a Fabiane Highhouse,
00:53:45que também é uma mulher do cacau,
00:53:46lá de Colatina,
00:53:47fazendo uma live,
00:53:49ensinando as mulheres
00:53:50como que devem fazer
00:53:51para ter uma amêndoa de qualidade
00:53:52para fazer parte do concurso
00:53:53que ia ter aqui em Linhares,
00:53:55que teve no ano passado.
00:53:57Ali nós temos a Matilde
00:53:59como representante das demais,
00:54:01sendo instrutora no dia de campo,
00:54:03que teve lá no Farias.
00:54:05Aqui nós temos também...
00:54:06Matilde também, não é?
00:54:08É Matilde ali?
00:54:09O que acontece?
00:54:10Elas vão...
00:54:12Isso aí, o pessoal da Rede Aurora,
00:54:13de Ater Digital, está de olho.
00:54:15Elas vão...
00:54:15A Sandra também fez isso.
00:54:17Elas vão lá, fazem a poda,
00:54:19fazem a quebra do cacau,
00:54:20ou elas fazem a cocade.
00:54:21Elas filmam o que elas estão fazendo,
00:54:24colocando em prática a tecnologia
00:54:25que elas aprenderam
00:54:26e divulgam nas redes sociais delas,
00:54:28compartilham com as outras mulheres.
00:54:30Todo mundo compartilhando conhecimento.
00:54:33Então, isso faz com que as mulheres
00:54:34se tornem multiplicadoras.
00:54:35Próximo, por favor.
00:54:38Além da questão do protagonismo,
00:54:41a questão do empoderamento...
00:54:44Alguém está conseguindo passar?
00:54:47Obrigada.
00:54:48A questão da sustentabilidade...
00:54:49Acho que passou um, hein?
00:54:52Acho que passou...
00:54:53Vê se passou mais um.
00:54:55Esse aqui.
00:54:56No empoderamento,
00:54:58a gente envolve as mulheres o tempo todo
00:54:59com a participação e empreendedorismo,
00:55:01as mulheres sendo convidadas
00:55:03a poder participar de todos os eventos,
00:55:05de todas as feiras.
00:55:06E, nesse processo do empoderamento,
00:55:09o empoderamento individual e coletivo,
00:55:11as mulheres resolveram que elas precisam cuidar
00:55:14umas das outras.
00:55:15Essa é uma transformação maravilhosa.
00:55:17Então, nenhuma mulher se empoderou sozinha.
00:55:19Ela se empoderou e empoderou outra.
00:55:21Quando uma mulher se empodera,
00:55:23ela empodera o mundo.
00:55:25Então, o que acontece?
00:55:26Quando uma está com depressão,
00:55:28não conduziu a lavoura direito,
00:55:29elas fazem mutirão e vão lá.
00:55:32Fazer a poda na lavoura da outra,
00:55:34que teve um problema na família,
00:55:36ou teve algum problema assim.
00:55:37Aí, uma outra estava se sentindo deprimida
00:55:40dentro de um relacionamento que estava abusivo,
00:55:43aí as outras acolheram,
00:55:44ela vem e aí se libertou.
00:55:47Então, é muito maior do que simplesmente
00:55:50a qualidade do cacau.
00:55:52O que está por trás do projeto Mulheres do Cacau,
00:55:55que tem esse impacto social tão importante,
00:55:57é porque as mulheres se reconheceram
00:55:59como sujeitos de direito,
00:56:00se reconheceram como importantes na vida uma da outra,
00:56:03e resolveram se unir.
00:56:05Próximo, por favor.
00:56:07E aí, a sustentabilidade ambiental e social.
00:56:11Essa foto é de hoje de manhã,
00:56:12quando as mulheres se reuniram
00:56:14para fundar a Associação das Mulheres do Cacau de Linhares.
00:56:18Inclusive, hoje, daqui a pouco,
00:56:20eu estou terminando a minha palestra,
00:56:21não vou me delongar mais.
00:56:22Hoje, a gente vai fazer uma assinatura simbólica aqui.
00:56:25Por quê?
00:56:26Em Rio Bananal estão mobilizando,
00:56:28vai fundar no mês que vem
00:56:29a Associação das Mulheres do Cacau de Rio Bananal.
00:56:33Santa Tereza e São Roque já fundou a associação delas.
00:56:36Aqui, fundou hoje de manhã
00:56:37a Associação das Mulheres do Cacau de Linhares.
00:56:40Colatina também está no processo de articulação.
00:56:43Essa associação não estava prevista no projeto,
00:56:46porque o associativismo tem que ser espontâneo.
00:56:49Então, a partir do empoderamento das mulheres,
00:56:51elas resolveram formar uma associação
00:56:55dentro de outro diagnóstico participativo que a gente fez.
00:56:58Elas identificaram essa necessidade.
00:57:00estão, desde o ano passado, discutindo estatuto,
00:57:03fazendo curso de associativismo.
00:57:05Elas decidiram que, para fazer parte,
00:57:07precisa primeiro entender o que é associativismo.
00:57:10Então, todas elas são formadas em associativismo.
00:57:13E aí, quando for fundar a associação,
00:57:16já passou por advogados, já passou por tudo,
00:57:18já entendeu todo o processo, pé no chão.
00:57:23Então, elas decidiram que cada município
00:57:26vai ter sua própria associação,
00:57:27para que possam acessar políticas públicas de nível municipal.
00:57:31E elas vão estar todas reunidas
00:57:33em uma central de associação das mulheres do Cacau.
00:57:37Essa central vai acontecer inicialmente em Linhares,
00:57:40mas pode ser itinerante também.
00:57:42Então, as reuniões podem ser itinerantes.
00:57:45E vai ter, então, ao invés de ter que reunir
00:57:46as mulheres do Estado inteiro,
00:57:49representantes se reúnem periodicamente
00:57:51para batalhar a política pública estadual,
00:57:53política pública federal,
00:57:54e, quem sabe, recursos também internacionais.
00:57:59Então, todo esse processo aí vai ser...
00:58:02Qualquer município do Estado
00:58:04pode formar a Associação de Mulheres do Cacau
00:58:06e se vincular à central.
00:58:08E aí nós vamos estar trabalhando os projetos
00:58:10para o desenvolvimento das associações
00:58:13e das suas associadas.
00:58:14Próximo, por favor.
00:58:16E nisso, gente, nós não trabalhamos sozinhos,
00:58:19nós trabalhamos sempre com parcerias.
00:58:21Isso aqui são os parceiros que nós conquistamos até hoje,
00:58:24e que, com certeza, nós vamos conseguir conquistar ainda mais.
00:58:28Então, a Acau é parceira desde o início,
00:58:29os sindicatos de trabalhadores rurais,
00:58:31ali está Linhares e Soretamo,
00:58:32mas, na verdade, o de Rio Bananal é superparceiro também,
00:58:35o de Santa Tereza é muito parceiro,
00:58:37então, são vários sindicatos de trabalhadores rurais,
00:58:39o Sindicato Rural e o Senar,
00:58:41o Banco do Nordeste,
00:58:42o projeto está se encerrando,
00:58:43é o que nós temos com recursos
00:58:44da Secretaria de Estado de Agricultura,
00:58:46em parceria com a FAPS.
00:58:48Agora, nós aprovamos outro projeto com o Banco do Nordeste,
00:58:50foi aprovado, em primeiro lugar, no país.
00:58:53o projeto Mulheres do Cacau,
00:58:55junto ao Banco do Nordeste,
00:58:56em parceria com a Fundagres.
00:58:58As prefeituras municipais sempre apoiaram a gente,
00:59:01o IFES também é parceiro nosso,
00:59:03a CEPLAC, muito parceira,
00:59:04a SEBRAE,
00:59:05o FAI, Nestlé,
00:59:06que estão agora querendo comprar,
00:59:08a Cacau Show também quer comprar as amêndoas das mulheres,
00:59:10a Cacau 2030 chegou recentemente,
00:59:12apoiando também na capacitação das mulheres,
00:59:14a FAESA também está fazendo parte,
00:59:17junto com o projeto Banco do Nordeste,
00:59:19é parceira nossa.
00:59:20Nós vamos trabalhar agora a questão de marketing,
00:59:24comercialização.
00:59:26A FAPS,
00:59:27o Governo do Estado do Espírito Santo,
00:59:28através da Secretaria de Agricultura,
00:59:30e agora a Secretaria Estadual de Mulheres,
00:59:32que se tornou uma grandissíssima parceira nossa,
00:59:35é a Secretaria Estadual de Mulheres,
00:59:37que eu sei que muita gente nem sabe que existe.
00:59:39E, no entanto, ela está aí,
00:59:41super parceira nossa,
00:59:42os nossos próximos eventos,
00:59:42todas elas vão estar envolvidas.
00:59:44E, obviamente,
00:59:45o grande parceiro das meninas
00:59:46somos nós, do Incaper,
00:59:48que somos insubstituíveis.
00:59:50Não é isso, meninas?
00:59:53Então, próximo, por favor.
00:59:57E aí essas mulheres estão se tornando inspiradoras
01:00:00e cidadãs de fato.
01:00:02Não é que elas não eram cidadãs,
01:00:04mas hoje elas já sabem dos direitos delas,
01:00:07hoje elas vão lá e falam o que elas têm que fazer,
01:00:12falar,
01:00:12elas procuram a Secretaria de Agricultura.
01:00:15Fomos chamadas para poder participar do evento
01:00:18do Dia Internacional das Mulheres.
01:00:21As mulheres não foram de mãos vazias
01:00:22só poder participar de um evento e falar
01:00:25oi, que legal.
01:00:26Não.
01:00:27Não é o Dia Internacional da Mulher?
01:00:28Toma aqui nossa lista de demanda
01:00:31que a gente precisa de torre de internet,
01:00:34a gente precisa de mudas de cacau,
01:00:36a gente precisa de estrada para escoar a nossa produção.
01:00:38Então, as mulheres vão lá, entregam o documento,
01:00:42pedem a assinatura no documento de volta,
01:00:45registram e cobram.
01:00:47Então, são homenageadas pelo que elas têm feito
01:00:50em cada município.
01:00:52E é isso.
01:00:53Por favor, a próxima.
01:00:56Já estou finalizando,
01:00:57mas isso aqui, gente,
01:00:59eu fui convidada em um evento que teve em Brasília
01:01:02sobre educação sanitária.
01:01:04Eu perguntei assim,
01:01:06mas por que eu vou falar do projeto Mulheres do Cacau
01:01:08num evento gigante desse,
01:01:12de educação sanitária?
01:01:13Ela falou, por causa da metodologia
01:01:15que você usou com as mulheres.
01:01:18Metodologia de educação,
01:01:20extensão rural é educação.
01:01:22Então, qual foi a metodologia
01:01:24que você usou com essas mulheres?
01:01:25Eu fui para lá mostrar
01:01:26o que a gente fez com as mulheres do cacau.
01:01:30Ali, nós somos como referência,
01:01:32tanto que o ano passado a gente estava aqui
01:01:33falando do projeto,
01:01:34e nós estamos aqui de novo
01:01:35para falar como continuou esse projeto.
01:01:38Então, essa referência está servindo
01:01:40não só para aqui para o Brasil,
01:01:42mas também fora do Brasil.
01:01:43Pode passar a próxima, por favor?
01:01:46O nosso futuro,
01:01:47o que a gente almeja para o futuro,
01:01:49primeiro, é isso,
01:01:50a Central das Associações Mulheres do Cacau,
01:01:52vários municípios vinculados a gente,
01:01:55e a gente quer introduzir mais ainda,
01:01:57a gente já tem utilizado tecnologias digitais,
01:02:00a gente quer introduzir ainda mais,
01:02:02e as mulheres vão dominar isso,
01:02:04tecnologias digitais, marketing,
01:02:06comércio justo,
01:02:08ampliar mais ainda essa referência
01:02:10e servir de inspiração para outras mulheres,
01:02:13manter a união cada vez mais das mulheres rurais,
01:02:16e trabalhar sempre em rede,
01:02:18porque no projeto Mulheres do Cacau
01:02:20a gente conseguiu provar
01:02:20que o trabalho em rede é possível.
01:02:22Próximo.
01:02:24E nesse reconhecimento,
01:02:26esse é o penúltimo slide,
01:02:26nesse reconhecimento,
01:02:29a gente convidou algumas pessoas
01:02:31para poderem participar do momento
01:02:32de formação da Associação das Mulheres do Cacau,
01:02:35algumas pessoas puderam ir lá prestigiar,
01:02:38mas outras não puderam,
01:02:39e fizeram questão de mandar um vídeo
01:02:41para essas mulheres.
01:02:43Aí foram tantas pessoas
01:02:44que o vídeo ficou com mais de 17 minutos,
01:02:46não dá para poder passar aqui.
01:02:48Mas aí eu convido vocês a visitarem
01:02:50o Instagram das Mulheres do Cacau,
01:02:52é arroba mulheresdocacaues,
01:02:55vocês entram lá,
01:02:56que ainda hoje eu vou postar
01:02:58cada um desses vídeos.
01:02:59Eu vou passar rapidamente,
01:03:00isso aqui é na terça do Pó de Mulheres,
01:03:03também uma iniciativa com mulheres maravilhosas
01:03:06que tem no sul do estado,
01:03:07a Patrícia, que é da SEAG,
01:03:08a secretária de Mulheres, Jaqueline Moraes,
01:03:11a pró-reitora da FAESA, Carla Letícia,
01:03:14Josi, que é nosso economista doméstico,
01:03:16Edna, que está ali com a gente,
01:03:18aqui Josiane Cotrim,
01:03:20que ficou grande amiga nossa,
01:03:21Josiane tem um relacionamento internacional
01:03:23muito grande,
01:03:24e ela faz essa ponte
01:03:26com as pessoas de fora do país,
01:03:28para a gente,
01:03:30a Joyce, que é da Mulheres do Canaã,
01:03:32que foi inspiração para as Mulheres do Cacau também,
01:03:35Mulheres Inspirando Mulheres,
01:03:37Terezinha, nossa vereadora,
01:03:39essa aqui é a Geise,
01:03:40a Geise, ela é do ICA,
01:03:44coordenadora do ICA no Mercosul,
01:03:46aquela ali é a professora Alessandra,
01:03:48lá da Universidade Federal Tecnológica do Paraná,
01:03:50a outra é a Fernanda,
01:03:52que ela é do Paraguai, também do ICA,
01:03:55a outra é a Cris, que também é do ICA,
01:03:57coordenadora internacional do ICA,
01:04:00aquela ali é a Isabel,
01:04:01que é do Banco do Nordeste,
01:04:02o Franco Fiorotti deixou também
01:04:04um recado para a gente,
01:04:05o Andrei, da Cacau Show,
01:04:07deixou um recado para a gente também,
01:04:08o secretário de Agricultura,
01:04:10e o último ali é o professor Luiz Uim,
01:04:12que é professor lá na USP,
01:04:14e ele é a referência hoje no Brasil
01:04:17em uso de tecnologias digitais
01:04:20nas ações de assistência técnica e extensão rural.
01:04:22Então, ele está acompanhando de perto,
01:04:24de perto assim,
01:04:25hoje, com tecnologia,
01:04:27o que é longe fica perto.
01:04:28Então, ele tem acompanhado sempre
01:04:31o sucesso das mulheres do Cacau
01:04:34através das metodologias digitais,
01:04:36das tecnologias digitais.
01:04:37Último slide, por favor.
01:04:39Então, gente,
01:04:41eu encerrei aqui,
01:04:42eu falei um pouco dessa trajetória,
01:04:43e vocês viram que o grande impacto
01:04:46foi o impacto social,
01:04:47e coincidentemente,
01:04:49hoje, as mulheres já tinham agendado
01:04:51a criação da Associação das Mulheres do Cacau.
01:04:55O pessoal da Tecnoagro ficou sabendo disso,
01:04:57falou, vamos fazer esse momento lá na Tecnoagro,
01:05:01é um momento extremamente importante
01:05:02e emocionante para as mulheres,
01:05:05e vai entrar para a história do projeto das mulheres,
01:05:09da Associação das Mulheres do Cacau,
01:05:10não mais projeto,
01:05:11mas Associação das Mulheres do Cacau.
01:05:13E aí, o que nós fizemos?
01:05:16Para não ser injusto com os outros municípios
01:05:18que também estão formando
01:05:19a Associação das Mulheres do Cacau,
01:05:21nós resolvemos, neste momento,
01:05:24chamar as mulheres,
01:05:25então, uma representante de cada uma dessas associações,
01:05:29para poder assinar,
01:05:30fazer uma assinatura simbólica
01:05:31da criação da Central das Associações das Mulheres do Cacau,
01:05:37do Espírito Santo.
01:05:39Então, este momento vai ser um momento maravilhoso,
01:05:42um momento histórico,
01:05:43em que nós vamos provar, mais uma vez,
01:05:46que é possível trabalhar em rede,
01:05:49com os parceiros e com várias associações ao mesmo tempo.
01:05:52As mulheres unidas em todo o Espírito Santo.
01:05:56É cacau? Sim.
01:05:57Mas a associação está sendo criada
01:05:59para que elas possam explorar outras culturas também.
01:06:01O nome fantasia ficou Mulheres do Cacau,
01:06:04porque veio desse movimento que partiu do cacau.
01:06:07Mas as mulheres vão trabalhar pimenta,
01:06:09vão trabalhar cafés especiais,
01:06:11vão trabalhar com o que elas quiserem,
01:06:13porque quem decide com o que a mulher vai trabalhar
01:06:16é ela mesma,
01:06:17porque ela está empoderada
01:06:19e ela sabe que quem manda na própria vida dela é ela.
01:06:23Então,
01:06:25eu convido
01:06:27todos para poder assistir,
01:06:29participar dessa assinatura simbólica
01:06:31da criação da Central Associações das Mulheres do Cacau.
01:06:33E nós vamos chamar aqui na frente,
01:06:36vou pedir para as meninas subirem por aqui,
01:06:39porque aqui é muito alto,
01:06:41subir por ali.
01:06:41Eu quero uma representante,
01:06:43pode ser a Matilde,
01:06:44que é a presidente da Associação das Mulheres do Cacau
01:06:49do município de Linhares.
01:06:50Palmas para a Matilde.
01:06:55de Colatina,
01:06:56aqui nós temos a representante Fabiane Heinholz,
01:06:58que também vai assinar pelas meninas,
01:07:02de Colatina.
01:07:03De Rio Bananal,
01:07:05vai ser a Márcia que vai assinar,
01:07:08ela vai ser a presidente de lá, não é isso?
01:07:10Que ainda vai fundar a associação.
01:07:14Agora,
01:07:14a gente estava esperando chegar o pessoal lá de Santa Tereza,
01:07:17eu não sei se chegou.
01:07:18Chegou alguém de Santa Tereza aí, gente?
01:07:20Eu acho que não conseguiram chegar,
01:07:22mas aí essas três mulheres empoderadas,
01:07:26fortes,
01:07:27lindas,
01:07:27vão estar representando todas as outras mulheres do Cacau,
01:07:31do Espírito Santo,
01:07:33porque já temos, inclusive, pessoal lá de,
01:07:35se não me engano,
01:07:36é de Alfredo Chaves,
01:07:38que já está querendo fazer um projeto semelhante lá,
01:07:41formar uma associação das Mulheres do Cacau lá,
01:07:43e se vincular à Central.
01:07:44Então,
01:07:45é o nosso projeto se expandindo.
01:07:48A gente fazendo parte de um projeto,
01:07:50fazendo parte de uma associação,
01:07:52fazendo parte do grupo de mulheres
01:07:54que se empoderam e empoderam outras.
01:07:56É isso.
01:07:57Muito obrigada.
01:07:58Vamos lá.
01:07:59Matilde, assina aí, por favor.
01:08:07Muito bem, Matilde.
01:08:09Fabiane?
01:08:11Fabiane?
01:08:12Fabiane?
01:08:16Que linda.
01:08:18Márcio, representando o Rio Bananal.
01:08:26É isso.
01:08:27Vamos tirar uma foto aqui.
01:08:37Eu agradeço imensamente essa oportunidade.
01:08:40Agradeço a Rede Gazeta.
01:08:42Agradeço ao pessoal que organizou o Tecnoagro
01:08:45por essa oportunidade de estarmos aqui
01:08:48registrando esse momento tão importante.
01:08:52E aí eu gostaria de chamar
01:08:53todas as mulheres do Cacau que estão aqui presentes
01:08:56para poder subir aqui e fazer uma foto.
01:08:59Pode ser, não é, pessoal?
01:09:02Enquanto...
01:09:03Está ligado aí?
01:09:05Enquanto isso, vamos parabenizar, não é, gente?
01:09:08Uma salva de palmas aí, então.
01:09:10Obrigada.
01:09:11Parabéns pela criação da Associação das Mulheres do Cacau.
01:09:18Chega aqui, vamos tirar foto conosco.
01:09:20Vamos tirar foto com a gente aqui.
01:09:23Vai caber a gente aí?
01:09:24Vai, né?
01:09:24Boa noite.
01:09:26Boa tarde.
01:09:27Boa tarde.
01:09:27Boa tarde.
01:09:29Boa tarde.
01:09:31Boa tarde.
01:09:31Obrigado.
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