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  • há 4 semanas
Evento com programação robusta e diversas oportunidades de modernização do agronegócio

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Notícias
Transcrição
00:26Legenda Adriana Zanotto
00:42E nos acompanhando pela internet também, muito bom dia.
00:46Bom dia, bom dia a todos os presentes e todos que nos acompanham virtualmente.
00:50Só pedir ao pessoal que está aqui no auditório para, na medida do possível, manter o celular no modo silencioso.
00:55O Tecnoagro tem patrocínio e apoio do Agridrones, Daruna, Energia Solar, Banestes, Café Nº 1, Cezan, Cocoa Planesle, Creia do
01:07Espírito Santo,
01:08Associação Fundação Dom Cabral no Espírito Santo, Ferti Bovi,
01:12IDAF, INCAPER, Loga Internet, Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, Orvel, PME Máquinas, Prefeitura Municipal de Linhares,
01:25Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo,
01:30SENAR, CICOB, CICRED, Sistema OCB Espírito Santo e VP Solar.
01:36Além das palestras, aqui no palco principal, há palestras também nos auditórios, aqui à minha esquerda e à direita de
01:45vocês.
01:45Também a área de expositores, mais aqui atrás, uma feira dos produtores rurais, o Espaço Fonte Hub e o estúdio
01:52A Gazeta,
01:53onde são gravadas entrevistas que serão exibidas no site.
01:57Já vi algumas pessoas aqui tirando fotos, fazendo vídeos também pelo celular.
02:02Vai circulando mesmo, registrando tudo, fotografando, fazendo vídeo e marca o Tecnoagro, arroba tecnoagro.es,
02:12arroba tecnoagro.es, vamos compartilhar todo o conteúdo que vocês fizerem aí também nas nossas redes sociais.
02:19O nosso bom dia geralmente começa com café e aqui não será diferente, mas não é bem o cafezinho que
02:24a gente toma diariamente não, né?
02:25É, aquela super manhã. Será uma super manhã do café com painel sobre cancro dos ramos do cafeiro.
02:33Um desafio que venceremos juntos.
02:36Vamos começar o primeiro painel aqui do nosso palco principal.
02:39Convidamos então o Michel Teste, subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura.
02:45Ele vai mediar esse painel.
02:47Bem-vindo, Michel.
02:49Seja bem-vindo.
02:51E para compor o painel, convidamos Inorbert de Melo Lima, doutor em fitopatologia e pesquisador do Incaper.
02:59Por favor, Inorbert.
03:03Já está aqui.
03:05E também, bom dia.
03:07E aí também o professor Fernando de Souza, professor do IFES Campos...
03:11Antônio, desculpa.
03:12Antônio Fernando de Souza, professor do IFES Campos de Santa Tereza.
03:18Bem-vindos.
03:25Está comigo?
03:28Bom dia, bom dia, bom dia, gente.
03:34Podemos?
03:36Perfeito, obrigado, Mário, Fabiola.
03:38Bom dia a todos e todas.
03:40Nós estamos com o tempo um pouquinho apertado, não é isso?
03:43Inorbert, professor Antônio.
03:45Vamos falar de um tema muito importante hoje, uma doença nova que tem afetado o cultivo de
03:51conilon no Espírito Santo.
03:53E a gente tem um trabalho muito sólido já, uma rede desenhada para tratar desse tema.
04:00E a gente trouxe aqui hoje dois craques que a gente tem no Espírito Santo, duas instituições
04:04mais renomadas.
04:05O nosso INCAPER, que é o Instituto Capixaba de Pesquisa e Assistência à Técnica e Extensão
04:09Rural, com o doutor Inorbert de Melo Lima.
04:13Doutor, de fato, com doutorado, não é isso, Inorbert?
04:17Experiência muito larga na área de fitopatologia.
04:19E o doutor Antônio Fernando de Souza, que é professor do IFES.
04:24Então, de imediato, eu quero convidar o doutor Inorbert, que vai fazer uma abordagem sobre
04:29a doença, compartilhada com o professor Antônio logo em seguida.
04:32E, ao final, a gente faz mais uma fala rápida.
04:35Cumprimentar o doutor Antônio Elias, nosso diretor técnico do INCAPER.
04:39Então, Inorbert, por favor.
04:43Bom dia a todos.
04:45O telefone está funcionando.
04:49Está aparecendo aí.
04:50Vamos lá.
04:52Bom, fomos convocados mais uma vez para tratar de um assunto que está tirando a paciência,
05:00tirando o sono, tirando tudo que o cafeicultor tem listado hoje.
05:05A gente está chamando agora, nesse momento, de campo do ramo do cafeiro.
05:11Bom, desafios nós temos a todo momento no Estado.
05:15Na cafeicultura, principalmente.
05:17A todo momento tem um novo desafio.
05:19Estou há 17 anos no Estado e parece que a cada ano tem um desafio novo, fitossanitário,
05:24surgindo, seja ocasionado por pragas ou por doenças.
05:28Nesse momento, o nosso principal desafio é o canto do ramo do cafeiro.
05:35Que vem afetando e atingindo grandes extensões de áreas, principalmente no Conilom.
05:42Mas nós estamos em um país de cafés.
05:46Enquanto o país de cafés, cada região tem o seu problema.
05:49Se a gente for, por exemplo, pensar na cafeicultura do Cerrado,
05:53o principal problema deles lá, nesse momento, talvez seja o bicho mineiro,
05:56porque eles fazem 15 a 20 entradas para controle de bicho mineiro.
06:00Você vai para a cafeicultura do sul do país, devido ao clima e a micro região,
06:05é a ferrugem do cafeiro.
06:07E, para nós, hoje, do Conilom, é o cancro.
06:12Que vem afetando grandes extensões de área.
06:16Bom, cafeicultura para o Estado, principalmente para o Conilom,
06:18e principalmente para a região norte do Estado,
06:20nós temos que dar o devido valor a ela,
06:24devido ao que ela nos traz de retorno financeiro,
06:27as divisas de riqueza que ela nos proporciona.
06:30Bom, falar de cafeicultura de Conilom,
06:32estamos falando, basicamente, de três estados.
06:35Rondônia, Espírito Santo e extremo sul da Bahia.
06:40Essa é a cafeicultura de Conilom.
06:42Se a gente for falar de cancro,
06:49basicamente,
06:50existem relatos que estão ocorrendo em Rondônia,
06:53mas, pelos que eu converso com os consultores,
06:55com o pessoal da pesquisa de Rondônia,
06:57eles não estão tendo o mesmo atenção
07:00que nós estamos tendo dedicado no Espírito Santo
07:04e ao extremo sul da Bahia.
07:06Então, é basicamente aqui.
07:07Bom, vamos lá.
07:08Definição de nomes, que eu acho que é importante.
07:10A gente estava conversando ali embaixo.
07:13Essa doença já foi chamada de...
07:16Como que é?
07:17Fusariose, mas antes que o...
07:20Traqueomicose.
07:21E aí a gente vê a definição de nome
07:23e a importância de definir nomes.
07:25Traqueomicose, quando foi chamado de traqueomicose no Estado,
07:28é um risco, porque é uma doença quarentenária
07:30que não existe no Brasil.
07:32Então, na hora que você dá esse nome,
07:33você coloca em risco a segurança da cafeicultura nacional.
07:38O que se chama de fusariose,
07:40há três semanas atrás,
07:41eu tive a grata experiência de conhecer
07:43o que se chama de fusariose,
07:44lá no sul do sul de Minas,
07:47que é isso aqui em café arábica.
07:48Os sintomas é morte também de plantas,
07:51só que em plantas bem mais velhas.
07:53E você vai olhar os sintomas, está lá.
07:55E também só estava atingindo um material genético
07:58dentro de um talhão de 500 hectares.
08:01Talvez por isso que se associou pelos sintomas
08:04ao que se chama de fusariose aqui.
08:07Então, essa é outra doença que ocorre no arábica.
08:10Bom, está tendo uma outra constação no campo,
08:13você já não sei se já pegou isso aí, Toninho,
08:14que ela só pega na ponteira de ramos plagiotrópicos
08:18e sem produção,
08:20que ele vem secando.
08:21Quando chegou lá, era raio,
08:23mas a gente viu que tinha sintomas de doença,
08:25e, principalmente, que não é o que a gente chama
08:29de cancro dos ramos,
08:31porque ele atingia,
08:32estava mantendo uma relação com clones
08:36que o cancro não pega.
08:38A1, P2, são...
08:40Então, já não é a mesma coisa.
08:42Se é, houve mutação.
08:44Bom, mas vamos falar de lavouras,
08:45que a gente quer que tenha rentabilidade.
08:48Quando a gente fala de cancro,
08:49é importante salientar,
08:51pelas experiências de cancro que a gente está tendo,
08:53que é uma doença que não vem do sistema radicular,
08:56ou, pelo menos, não afeta drasticamente o sistema radicular.
08:59Esse é o sistema radicular de uma área
09:01onde o cancro devastou 30 hectares,
09:04você vê que o sistema radicular está perfeito,
09:07e, quando o sistema radicular, o pessoal pergunta,
09:09tem relação com o nematóide?
09:10Eu garanto que não tenha.
09:12Que, pelo menos, não é o momento de falar.
09:14Onde tem nematóide, vai ter fosariose.
09:16Não é.
09:17Geralmente, que nessa área estava,
09:19você pode observar que as raízes estavam limpas.
09:22Bom, e por que ela assusta tanto?
09:24É lembrar que ela mata a planta
09:26em um intervalo curto de tempo.
09:28Esse é o perigo do cancro da haste.
09:31Do cancro dos ramos do cafeiro.
09:34Bom, e mata na linha de plantio,
09:37principalmente dos clones suscetíveis.
09:39Esse é o detalhe.
09:40Então, existem diferenças de resistência genética
09:43observada a campo.
09:45Essa é uma foto, cortou lá em cima,
09:48mas de um ano, em julho, de um ano para cá.
09:51Então, é uma foto de satélite
09:52que monitora o vigor vegetativo da área.
09:56Então, você vê que, de um ano para cá,
10:00quanto menos verde, menos vigor tem na área.
10:03Essa aqui é uma área em São Mateus,
10:04que a gente vem monitorando.
10:05Você percebe que, de um ano para cá,
10:08logo depois da colheita,
10:10o vigor foi drasticamente afetado.
10:13E, em visita em loco, ou seja, na área,
10:16as plantas já estavam morrendo.
10:18Tinha bastante planta morta,
10:19então, já estavam observando o solo.
10:21Tem essa outra foto, que é de drone, nesse caso,
10:24que mostra as manchas que vêm ocorrendo
10:27e o vigor de planta também.
10:30Essa área, um ano depois,
10:32ela se encontra assim, preparada para o novo plantio.
10:34Ou seja, a pessoa erradicou somente nessa área
10:3745 hectares.
10:39É muito, em um intervalo curto de tempo.
10:43E essa está sendo a cena mais comuns em áreas afetadas.
10:46A erradicação total da área.
10:48Quando a gente fala em erradicação,
10:50ou erradicação de linhas de plantio.
10:53É outra coisa que está acontecendo.
10:55E essa aqui é uma foto indo para a Soretamba.
10:57Se observa a erradicação do clone suscetível.
11:00Nesse caso, foi o LB1 e o P2.
11:02E aí, quando ocorre isso, vem uma pergunta.
11:04O que plantar?
11:06É a pergunta.
11:07O que plantar?
11:08Por exemplo, nesse caso, a gente já sabe que tem resistência genética.
11:11E aí vem uma outra pergunta.
11:13O que plantar e quem está recomendando isso?
11:16Geralmente, está se colocando materiais no campo
11:20que a gente chama de rondônia.
11:22Mas é os cofias canéferos ou os híbridos de origem robusta.
11:27CM1, A1, R8, R88.
11:30A pergunta é, quem testou esses materiais?
11:36Geralmente, no campo, realmente, esses materiais estão se mostrando mais resistentes.
11:41Mas não garante que ele vai permanecer a resistência por longo período.
11:44Por exemplo, quando você fala do A1, que era o nosso referencial de resistência para essa doença do cancro,
11:53já tem materiais se mostrando suscetíveis.
11:57Por exemplo, nessa área aqui, o colega colocou o K61, que é um material suscetível.
12:03E sintomas disso, dessa doença, é típico.
12:07Não tem como errar no campo.
12:08Primeiro, a planta fica na nica.
12:10Ela perde a dominância pical ou o encurtamento dos internódios na ponta.
12:15Ela forma uma forma de taça, que está mostrando essa figura da direita.
12:19Outros sintomas é o amarelecimento, nesse momento,
12:23ou o sintoma de deficiência nutricional,
12:25e leva também um encurvamento do pecilo.
12:29Então, a folha começa a torcer.
12:32O que não é muito comum de ocorrer.
12:36Vocês observem aqui.
12:38Eu não sei se está funcionando aqui.
12:41Mas a folha está toda retorcida.
12:44Houve um torcimento do pecilo.
12:46E esse torcimento, essa torção, faz aparecer a parte de baixo da folha.
12:53Olha só.
12:54E nesse caso, apesar da folha aparecer murcha, porque ela está para baixo,
12:58ela não está murcha, ela está tenra, ela tem vigor ainda.
13:01Ela só está com o pecilo torto.
13:04Então, por isso que o termo, nesse momento, murcha, não se adequa.
13:08Só mostrando em detalhes como fica o pecilo.
13:12E como ficaria o pecilo de uma planta sadia e uma planta doente.
13:16Qual a diferença?
13:17Acima é o ramo com a doença, com sintomas nas folhas da doença.
13:23E abaixo, folhas sadias.
13:26Observe que há diferença.
13:28Então, dá para chegar no campo e falar se tem ou não doença também pela folha.
13:32Mas a constatação se vai se dar olhando o cancro nos ramos.
13:39Plagiotrópicos e ortotrópicos.
13:41Por isso que é cancro dos ramos.
13:43Então, ocorre a epiderme do caule.
13:48Ele, ao encurtiçamento, na linguagem que a pixaba poca naquela região.
13:54Há uma exposição do córtex.
13:56E por isso que se dá o nome de córtex.
13:59De cancro dos ramos.
14:01E aí é típico ocorrer isso.
14:03O que é difícil observar é alguma esporulização no campo.
14:09Aquela disseminação, eu tenho uma certa dificuldade de observar isso no campo.
14:14Mas está aí.
14:14Isso é o cancro.
14:16É por isso que se dá o nome da doença agora, nesse momento, de cancro dos ramos.
14:22E aí, pega de várias maneiras.
14:25E aí tem o córtex exposto, tem tudo.
14:29Detalhe.
14:30Ela é sistêmica?
14:32Posso garantir, pela coincidência de sinais que a gente está observando no campo, que é.
14:39Por que que é?
14:41Muda recém-plantada, já apresentando sintomas.
14:45O viveiro hoje terceirizou o processo de fornecimento de brotos.
14:50Qual viveiro que vocês conhecem que realmente tem jardim clonal para produzir o tanto de muda que ele tem?
14:58Nenhum.
14:59É uma atividade que foi terceirizada.
15:01Então, ele terceiriza a coleta do broto em rostas comerciais, que muitas vezes tem a doença.
15:07Mas o ser vivente que vai coletar esses brotos não tem conhecimento da doença e coleta por quantidade, não por
15:14qualidade.
15:15Leva para o viveiro.
15:16O viveiro multiplica essas mudas, que não é sintomática nesse momento.
15:21E aí, quando leva para o campo, a gente começa a observar sintomas desde mudas muito novas.
15:28Bom, outra característica de ser sistêmica.
15:31Quando você corta, faz a recepa desse material genético, o broto ortoptópico que vem pode manifestar sintoma.
15:39Mostrando, mais uma vez, a sistematicidade do material e o risco, principalmente, de coletar esse material, o broto, no campo
15:47de plantas doentes.
15:49E aí, são vários sintomas.
15:50Tanto pode, aqui um câncer aqui embaixo no ramo, outro lá em cima.
15:54E aí, como vocês estão vendo folha no chão, olha onde já apareceu o sintoma do câncer e mudas muito
16:00novas.
16:01Essa muda tinha oito meses de plantio.
16:04Essa roça, infelizmente, não chegou a dois anos depois.
16:09Na primeira e segunda colheita, ela já foi definhada.
16:12Clone caminhão.
16:14Olha os sintomas, como que ela é devastadora.
16:17E a planta perde o vigor.
16:20Totalmente perdendo o vigor.
16:21Só mostrando sintomas.
16:23Então, aí quando você corta alguns ramos, você vê um escurecimento do tronco.
16:31Você pode ter desde um vermelhão, que nem está aqui nessa foto à esquerda, ou um escurecimento.
16:39Típico que foi ser atribuído a fusarium.
16:41Mas pode ser qualquer outro fungo que está causando isso.
16:45Em todas as plantas você vê isso?
16:47Não.
16:48Mas pode-se encontrar esses sintomas.
16:51O caso mais típico, que é transmitido via muda, talvez seja o caso do colega que plantou,
16:57formou uma roça, que no raio em volta dele de 15 quilômetros, mais ou menos, não tinha um único plantio,
17:02e somente os clones suscetíveis manifestaram sintomas na roça dele.
17:06Então, é transmitido via muda?
17:08Sim.
17:09Foi ela que disseminou a doença por estado?
17:12Possivelmente.
17:14E aí?
17:15Só ocorre em mudas clonais?
17:17Os mais experientes me dizem que idade que tem, pela foto, esse pé de café.
17:24Para você aí, verdinho, que idade que tem essa planta aí?
17:27Mais ou menos isso.
17:2928 anos tem essa planta.
17:31Planta, portanto, de origem seminal.
17:33Cheguei no campo, isso aqui é no extremo sul da Bahia, uma planta de 30 anos, de origem seminal,
17:39em volta, todo material clonal, essas plantas estavam, todas elas, com sintomas de cancro.
17:47Primeiro, uma constatação, depois de 28 anos, não vem na muda, não vem na semente,
17:54mas houve um vetor que levou até essa planta.
17:58E aí você vê, na mesma linha, você tem, à esquerda de vocês, uma planta doente, sintomática,
18:05e à direita você vê um material com resistência, material de 28.
18:09Então, existe um vetor?
18:10Existe.
18:11Qual é o vetor?
18:13Não temos afirmação concreta, mas o colega Antônio pode trabalhar melhor isso.
18:19Mas pode ser ferramentas, pode ser algum inseto, pode ser o vento.
18:24Então, tem um vetor que, por exemplo, que uma planta, depois de 28 anos, manifestar sintoma,
18:28é sinal que existe um vetor.
18:31E que existe resistência.
18:33Se essa resistência desse material seminal é de um material produtivo,
18:37não sei porque eu não avalie a produtividade do clone,
18:39mas daria para correr atrás dessa informação.
18:43E quando a gente fala em clone, nós estamos falando da principal fortaleza do café conilon.
18:48No entanto, também é a nossa principal fraqueza.
18:52Uma vez que o material é clonal.
18:55Isso, a gente pega a experiência do pessoal do eucalipto,
18:59onde eles sabem como o material é clonal,
19:02se eles plantarem materiais clonal,
19:05suscetíveis a uma determinada doença,
19:07eles vão poder ter consequências futuras.
19:10Uma vez que é uma cultura perene também.
19:12O pessoal da cana também seleciona.
19:15Eu tenho exemplo, por exemplo, da variedade NA.
19:18Variedade super produtiva na cana.
19:20Só que, como ela dá o carvão, eles tiraram de mercado.
19:25Ninguém planta NA mais.
19:27Eucalipto é a mesma coisa para certas doenças.
19:29Então, a nossa principal fortaleza, que é o material clonal,
19:32hoje se torna a nossa principal fraqueza,
19:35uma vez que se limita a certas condições,
19:41e principalmente a certa vulnerabilidade.
19:43Uma vez que vivermos hoje.
19:45Quem é que tem jardim clonal?
19:48E mesmo que tiver o jardim clonal,
19:50quem garante a sanidade hoje daquele jardim clonal?
19:55Se já está infectado ou não?
19:58É outra preocupação.
20:00E é isso que a gente está trabalhando nos projetos
20:02que a CEAG está fazendo um aporte financeiro.
20:07Bom, a outra preocupação nossa
20:10é o trânsito de material de um local para o outro
20:15sem a devida fiscalização
20:18e, principalmente, sem a devida legalidade desse processo,
20:23no sentido assim,
20:24estou trazendo material contaminado ou não.
20:27O que eu estou introduzindo no Estado
20:29onde a base da cafeicultura tem que ser sustentável?
20:33Onde a muda é clonal?
20:34Então, por isso, pode ser uma fraqueza.
20:36Então, existe esse trânsito
20:37e a gente precisa nos atentar a isso.
20:41Bom, o que a gente sabe, mais ou menos, por experiência?
20:44Você pegando a 101,
20:47você vai ver uma maior concentração de roças contaminadas,
20:52marginal a 101.
20:53Conforme você vai saindo da 101,
20:56vai mais para o interior do Estado,
20:57por exemplo, o Verdinho,
20:58lembra que em Marilândia,
20:59talvez a incidência da doença é menor.
21:02Você vai para certas regiões,
21:04tem a doença?
21:05Tem.
21:05Tem áreas infestadas?
21:07Tem.
21:08Mas parece que é menor.
21:09Pode estar relacionado ao microclima,
21:11pode estar relacionado aos fornecedores viveristas daquela região.
21:15Tem várias variáveis que têm que ser analisadas,
21:18mas parece que existe uma concentração muito grande nessa região.
21:23E quando por cá começou?
21:25Os plantios dos últimos 15 anos,
21:27seguramente, esse material está mais infestado.
21:29Quando eu cheguei no Estado, há 17 anos,
21:31tinha uma morte prematura do café,
21:33mas não tinha esses sintomas que a gente observa hoje a campo.
21:37Esses sintomas são bem típicos e característicos.
21:39Então, de 2012 para cá,
21:41é onde ocorreu essa maior concentração de mortes devido ao câncer.
21:45Agora, algumas observações.
21:46Nós coexistimos hoje com quatro tipos de colheita.
21:49A colheita de peneira, que é de uma região mais montanhosa,
21:52a colheita na lona,
21:53a colheita, quando você faz a recolhedora,
21:58e está entrando a colheita mecanizada por automotriz.
22:02Quando a gente estuda epidemiologia,
22:04para saber o risco da doença de disseminação na linha,
22:07como vai se dar o trabalho de uma outra automotriz
22:11passando em uma linha de cultivo,
22:13passando de plantas em plantas, em linhas de plantio.
22:16São observações que vai caber a pesquisa responder,
22:19junto com a iniciativa pública e privada.
22:23Bom, de controle.
22:25O que se sabe hoje?
22:27Muito pouco.
22:29Muito pouco.
22:30Ou pouquíssimo que sabemos hoje.
22:32Detalhe.
22:34Tem várias equipes de pesquisa trabalhando,
22:36o INCAPER trabalhando,
22:37o Instituto Federal do Espírito Santo trabalhando,
22:40a UFSS trabalhando nisso.
22:41Então, a gente está entrando na linha dos biológicos,
22:43para ver se tem algum efeito sobre o controle e disseminação da doença,
22:47o controle químico, biológico e o manejo genético.
22:51Pessoalmente, em Constituição, eu falo que a melhor solução para tudo isso
22:55vai ser a resistência genética.
22:58Qualquer outra medida será paliativa.
23:03A resistência genética vai ser a melhor solução.
23:08Talvez não se entregue a tão curto prazo,
23:09mas a médio ou longo prazo,
23:10mas vai ser a melhor solução.
23:15E, graças aos esforços de pesquisadores e pessoas do passado,
23:20o Espírito Santo tem o maior banco de germoplasma,
23:23decófia e canéfera.
23:25Então, a gente pode buscar essa resistência internamente.
23:29Mas, por enquanto, as pesquisas estão sendo feitas com paliativos.
23:35Resultado de pesquisa, então, aqui também é uma prestação de contas.
23:37O que o INCAPER, junto com a UFES e junto com a UFV,
23:40vem trabalhando agora.
23:42Fizemos uma varredura nos possíveis agentes que possam existir,
23:49microbianos que possam existir na folha e no caule,
23:52na lesão e naquele pecilo torto.
23:55Então, quando você faz pelo Army 16S,
23:57você acha muito esse lado.
24:00Vocês observam o caule e o lado de lá, a folha.
24:02Vocês observam alguns gêneros prevalecendo,
24:06tanto no caule quanto na folha.
24:08Plantas sadias, sintomáticas e assintomáticas.
24:12Plantas inscetíveis sintomáticos e assintomáticos.
24:14Para o outro primer, você já vê a prevalência de outro gênero.
24:17Aqui atrás, você vê muita pseudomonas,
24:20tanto no caule quanto na folha,
24:22prevalecendo por esse primer.
24:24Quando você usa o outro primer,
24:25você talvez vê uma constatação de fusário no caule,
24:27mas não vê uma constatação de fusário na folha.
24:31Aí na folha, você já vê coletótrico.
24:34Quando você faz por um ITS, que é outra,
24:37a diversidade de gêneros aumenta.
24:40O que a gente pode concluir nisso?
24:42Que existe uma bagunça de micro-organismos trabalhando ali.
24:45Não dá para falar que é fusário, que é pseudomonas,
24:48que é coletótrico.
24:49Nesse momento, ainda não.
24:51Mas que existe uma infinidade de organismos trabalhando nesse momento.
24:56Prestação de contas, junto com a CEAG,
24:59junto com o IEF, na pessoa do professor Antônio,
25:01professor Willian, da UFES de Alegre,
25:04viemos trabalhando num outro material,
25:06que é uma função de extensão e de função de conhecimento.
25:10Nesse sentido,
25:11nos reunimos na sede do Incapé,
25:14todo mundo, uns via videoconferência,
25:16outros presencial,
25:17e elaboramos um documento,
25:20uma cartilha,
25:21que está sendo entregue para vocês.
25:24já está aqui,
25:25já tem o material físico distribuído a vocês,
25:28que é muito mais sintomas
25:30e algumas orientações de manejo.
25:32Obrigado, Michel.
25:33Que é esse material aqui.
25:37Ele vai estar na forma impressa
25:39e na forma digital também,
25:41para ser lido no celular e guardado no celular.
25:44Bom,
25:45o que é o material?
25:46O material vai trazer várias introduções,
25:49várias fotos,
25:50muitas que estão vindo aqui,
25:54e discussões sobre elas,
25:55essas fotos.
25:56Foi produzido por várias instituições
25:58e, no final,
25:59traz orientações gerais da disseminação
26:01e do manejo.
26:03Aqui está um QR Code,
26:04para quem quiser baixar esse material
26:06da página do Incapé.
26:08Então, vocês podem buscar lá.
26:11Ah, não consegui ver agora?
26:12Vai na Biblioteca Rui Tendinha,
26:15onde lá dentro do Incapé
26:16a gente tem mais de 800 publicações
26:18só sobre Conilon.
26:20Está bom?
26:21E outra coisa,
26:22está aqui o material do Ramos II,
26:25e lá tem outras infinidades de materiais.
26:28Desde o livro de Conilon
26:30até materiais muito recentes,
26:32que é a cafeicultura sustentável,
26:33que foi lançada agora recentemente.
26:35Está ok?
26:37Deixando por palavra final,
26:38quando a gente pensa
26:39na sustentabilidade do Conilon,
26:41que é um material clonal,
26:43que é um material
26:44que tem uma fraqueza,
26:45que, por ser clonal,
26:47e a gente pensar só do ponto de vista
26:49da produtividade,
26:50é um risco pensar
26:51na sustentabilidade em relação a isso.
26:54Então, a gente tem outros pilares.
26:56Tem pessoas envolvidas
26:57que dividem riqueza.
26:58Tem que pensar nas boas práticas culturais.
27:00Temos que pensar em pesquisa
27:02e tecnologia.
27:03Então, a iniciativa pública e privada
27:05tem que andar de mão dada
27:06e a pesquisa fortalecida.
27:08Agradeço as instituições parceiras
27:10nesses trabalhos
27:11e deixo contato
27:13para futuras conversas depois.
27:16Deixo a palavra com vocês
27:17para o professor Antônio,
27:18que é fera na fitopatologia,
27:21mas temos o mesmo DNA que é a Viçosa.
27:23E é com você agora, Antônio.
27:29Professor Antônio, fica à vontade.
27:31O professor Antônio vai complementar
27:33as informações
27:33e aprofundar um pouquinho mais
27:35a respeito do cancro.
27:36E, ao final,
27:37a gente faz uma passada geral
27:40sobre esse tema
27:41que é fundamental
27:41para a cafeicultura de Conilon
27:43do Estado do Espírito Santo.
27:44Por favor, professor.
27:45Bom dia a todos.
27:48Obrigado pelo convite.
27:50Comissão organizadora,
27:51SEAG,
27:53possibilitar esse momento aqui
27:54de conversar um pouquinho com vocês
27:56sobre um problema
27:57que a gente vem trabalhando aí
27:58também há alguns anos.
28:00Então, ou seja,
28:02o Inoberts já fez uma excelente explanação
28:05do problema,
28:06já trouxe para nós
28:07um panorama geral
28:09do que é o cancro do ramos
28:11do cafeiro aqui no Estado.
28:14E, como o próprio nome do painel diz,
28:16é um desafio
28:17que nenhuma das instituições
28:19trabalhando sozinha
28:20vai conseguir vencer.
28:22A gente vem trabalhando com isso aí
28:23desde 2019
28:25e a gente consegue, às vezes,
28:27avançar muito pouco
28:29em relação ao que realmente
28:32precisa fazer.
28:34Então, pessoal,
28:35quando a gente fala de
28:36seca de ramos,
28:38morte de plantas,
28:39morte de hastes no café,
28:41isso não é novo na cafeicultura.
28:44São vários e vários anos,
28:46décadas,
28:47de que essa sintomatologia,
28:50ela sempre está presente no campo.
28:52E, quando a gente busca
28:54na literatura,
28:55se nós formos olhar,
28:57cada item desse individual,
29:00nós temos aí
29:01mais umas 40 causas
29:03associadas a esse sintoma
29:06de seca e de morte de ramos
29:08em plantas de café,
29:09independentemente se seja
29:11café arábica
29:12ou café conilon.
29:13Então, ou seja,
29:14a seca de ramos,
29:15por si só,
29:16é um problema
29:17extremamente complexo,
29:18que a gente tem uma diversidade
29:20de causas,
29:21uma diversidade
29:22de fatores associados,
29:24nos quais a gente pode
29:25agrupá-los em fatores
29:26ambientais,
29:27fisiológicos,
29:28o que o próprio Inobert
29:30já disse,
29:31fatores genéticos,
29:34fatores nutricionais,
29:35patológicos,
29:36e, dentro desses fatores
29:38patológicos,
29:39nós temos uma diversidade
29:41de micro-organismos
29:42que ele mostra
29:42naquele resultado
29:43do trabalho de parceria
29:45que está sendo visto aí.
29:48O que nós temos encontrado
29:50com uma frequência
29:51muito grande,
29:52e o que é
29:53esse sintoma
29:54que a gente tem encontrado
29:55aqui no Espírito Santo,
29:57ele tem mostrado
29:58de diferente
29:58daquilo que a literatura
30:00já registra.
30:01O quadro sintomatológico
30:03Inobst já colocou,
30:04mas nós temos ali
30:05o cancro
30:06presente ali
30:07no ramo
30:08ortotrópico
30:09ou no ramo
30:09plagiotrópico,
30:10como essa característica
30:12principal
30:12e que difere
30:14essa sintomatologia
30:15de qualquer outro
30:18fator fisiológico,
30:20deficiência
30:20por fator hídrico,
30:21questões nutricionais
30:23que levam à morte.
30:24Então,
30:25quando nos deparamos
30:26com essa sintomatologia,
30:28estamos diante
30:29de algo novo
30:30dentro da cafeicultura.
30:33E aí,
30:35o que a gente
30:36tem encontrado
30:37com as ferramentas
30:38que nós temos
30:39até hoje
30:39associadas
30:40a esse sintoma,
30:41a equipe
30:43do professor
30:43William
30:45em Alegre
30:47identificou
30:48três espécies
30:49de fusarium,
30:50sendo que
30:51o que,
30:52predominando
30:53nos trabalhos
30:54que eles já desenvolveram
30:55de teses,
30:56dissertações,
30:57publicações,
30:58Belanda,
30:59aqui não vai deixar
30:59eu mentir sozinho,
31:01de várias coisas
31:02que já foram publicadas
31:03e trabalhadas,
31:05normalmente o complexo
31:06fusarium,
31:07com aquelas três espécies,
31:08de essência celular
31:09e laterítium
31:10e o complexo solane,
31:12ele está sempre
31:13associado
31:14a esse quadro
31:15sintomatológico
31:16que a gente
31:17encontra em campo.
31:20E,
31:21recente agora,
31:222023,
31:24uma publicação
31:26nossa em parceria
31:26com o pessoal
31:27da Universidade Federal
31:28de Viçosa,
31:30nós também
31:30conseguimos
31:31identificar
31:32essa espécie
31:33de fungo,
31:34Lásio diplódia
31:34iranenses,
31:36como um agente
31:37causal
31:38associado
31:39a esse quadro
31:39sintomatológico.
31:41Ou seja,
31:42o que nós temos
31:43de prático
31:44que a gente consegue
31:45hoje,
31:45a partir das amostras
31:46que chegam
31:47no laboratório,
31:48normalmente a gente
31:49tem encontrado
31:50esses dois
31:50agentes causais
31:52associados
31:53com o diagnóstico
31:55que a gente
31:55vem conseguindo fazer
31:56e que nós
31:57estamos
31:58a partir das amostras
32:00que chegam.
32:00Então,
32:00já chega o cancro,
32:02você já vê
32:02ou a presença
32:03dos piquinídeos
32:04de Lásio diplódia,
32:05que são as estruturas
32:06reprodutivas do fungo,
32:07ou das estruturas
32:08reprodutivas do fusário,
32:10muitas das vezes,
32:11para nós,
32:11até aquele momento,
32:13era suficiente
32:13para a gente caracterizar.
32:15Vimos,
32:16com o trabalho
32:17que está sendo desenvolvido
32:18utilizando marcadores
32:19moleculares,
32:20que nós podemos ter
32:21outras coisas associadas.
32:23E é aí que a pesquisa,
32:24de fato,
32:25ela precisa
32:26entrar para nos ajudar
32:27a elucidar
32:28esse problema.
32:30Então,
32:30se nós pegarmos
32:31um resumo,
32:32um resumo
32:32bem geral
32:34do que nós
32:35já encontramos
32:35sobre
32:36essa doença
32:38aqui no Estado,
32:39juntando os resultados
32:40que o Incaper tem,
32:41que o professor Willian tem,
32:43que nós já conseguimos
32:44produzir,
32:45logicamente,
32:46tem outras coisas
32:46associadas,
32:47mas aqui é um resumo
32:48básico.
32:49Existe mais de um fungo
32:50associado aos sintomas
32:52atuais que nós
32:52estamos encontrando
32:53do cancro.
32:54Então,
32:54isso aí,
32:55para nós,
32:55já não temos dúvidas
32:57da associação,
32:58teste de patogenicidades
32:59feito com esses dois
33:00agentes causais.
33:01o ferimento,
33:02ele é a porta
33:03de entrada,
33:04por isso que café
33:05conilon,
33:06o que a gente faz
33:07que não leva
33:07ferimento na planta?
33:09Desde os estados
33:10iniciais,
33:11você já começa
33:11com a desbrota,
33:12você já começa
33:13com a poda,
33:14a colheita,
33:15as diversas formas
33:17que o Inobis
33:17colocou aqui,
33:18que a colheita
33:18pode ser feita
33:19e que leva
33:20à presença
33:21ou abertura
33:21de portas
33:22de entrada
33:22para que esses
33:23organismos
33:25possam
33:25se desenvolver.
33:27A distribuição
33:28da doença,
33:29espacialmente,
33:30ela ocorre
33:30sempre ao longo
33:31das linhas
33:31de plantio,
33:32especialmente
33:33naqueles clones
33:34que são suscetíveis
33:35e, a partir daí,
33:37ela vai disseminando
33:38para as plantas
33:38lateralmente.
33:40Evidências
33:42que laje o diplódia,
33:43e aí eu posso falar
33:44dos resultados
33:45que nós obtivemos,
33:46que nós coletamos,
33:47ao coletar brotos
33:49de plantas infectadas
33:50em condições de campo,
33:51levar para o laboratório,
33:53desenvolver protocolo
33:54de isolamento
33:56e identificação
33:56de fungos
33:57que estejam internos
33:58dentro do tecido,
33:59nós conseguimos encontrar
34:00a presença
34:01desse fungo
34:02em brotos
34:04de plantas
34:05que vieram do campo.
34:07E aí,
34:07a partir daí,
34:08encontrar só o fungo
34:09não quer dizer muita coisa.
34:10Então, eu preciso pegar
34:12aquele fungo
34:12que foi isolado agora
34:13e inocular ele
34:14em mudas sadias
34:15daquele mesmo clone
34:16para ver se ele
34:17reproduz a doença.
34:18E esses isolados
34:19que foram,
34:20que são chamados
34:21de endofíticos,
34:22que vieram de plantas,
34:23de brotos
34:24teoricamente sadios,
34:26eles foram capazes
34:27de induzir doenças
34:28imudas
34:29em condições
34:30de casa de vegetação
34:31e em brotos
34:32em condições
34:32de casa de laboratório.
34:34Ou seja,
34:35quando o Inobert
34:35fala que a muda
34:38pode ser
34:38um grande
34:40preocupante
34:40para o desenvolvimento
34:42dessa doença,
34:43sim.
34:43Por quê?
34:44A gente imagina,
34:45não sabemos
34:45se fusarium
34:47tem esse mesmo comportamento,
34:48se a pseudomonas
34:50que predominou
34:50em alguns
34:51daqueles resultados
34:52tem isso também,
34:53mas é uma possibilidade
34:55de que realmente
34:56a muda
34:58possa ser
34:58um veículo
34:59de disseminação
35:00desse material
35:01em condições
35:02de campos.
35:02Alguns materiais
35:03genéticos
35:04avaliados
35:04em condições
35:05de viveiro,
35:05eles se mostraram
35:07bastante suscetíveis
35:08à doença.
35:10A infecção
35:11tanto por lá
35:12de diplódia
35:13nos trabalhos
35:13que nós fizemos
35:14quanto ao que
35:14o professor William
35:15fez.
35:16Só que nós sabemos
35:17que nessa área
35:18de café
35:19conilon
35:22a questão
35:23dos materiais
35:23genéticos
35:24é muito
35:26versátil,
35:26muito rápido.
35:28Você começa
35:28a trabalhar
35:28com determinado
35:29clone,
35:30daí a pouco
35:30já aparece outro,
35:32o Antônio
35:33registra
35:34o clone
35:34AFS,
35:36daí a pouco
35:36vem o Inobit
35:37e registra
35:37o clone I,
35:38e aí é aquele
35:40clone que é o que
35:40está bom,
35:41que está predominando
35:41no momento,
35:42mas a pesquisa
35:44muitas das vezes
35:44não fundamenta
35:47a estabilidade
35:48produtiva
35:48ou a adaptabilidade
35:49daquele material.
35:51A gente precisa
35:51tomar muito cuidado
35:52com isso,
35:53temos várias variedades
35:54clonais hoje disponíveis
35:55e registradas
35:56no Ministério da Agricultura,
35:57mas quando a gente
35:58observa
36:00aquelas variedades
36:01clonais completas,
36:02elas não são plantadas
36:03em condições de campo.
36:04Então, por quê?
36:05Porque que muitas das vezes
36:07nós estamos partindo
36:08para a seleção empírica
36:09de clones que a gente
36:10não conhece
36:10o comportamento
36:11fisiológico
36:12daquele material
36:12e deixando as variedades
36:14clonais que foram
36:15desenvolvidas
36:16com anos de pesquisa
36:17para que a gente
36:18possa
36:20plantar esse material.
36:22Então, ou seja,
36:24a gente tem
36:24muitos materiais
36:25e aí os clones
36:26que nós testamos,
36:28pelo menos eu testei
36:2923,
36:30o professor Willian
36:3030 e poucos,
36:31muitos desses clones
36:33hoje já foram descartados
36:34porque eram clones
36:36que vieram
36:36de viveiros comerciais
36:37e já não estão
36:38sendo plantados.
36:40Mas aqueles
36:41que sempre apresentam
36:42a doença,
36:43K61,
36:44LB1,
36:440,2,
36:45MP3,
36:46CM1,
36:47R8,
36:47são materiais
36:48que se mantêm
36:49suscetíveis
36:50em ambos os experimentos.
36:53E uma coisa importante,
36:55nós montamos experimentos
36:57com fungicidas,
36:58testes em condições
36:59de casa de vegetação,
37:00em laboratório
37:02e casa de vegetação,
37:03funciona muito bem
37:05em meio de cultura,
37:07não tão bem
37:08quando você vai para a muda
37:09e em condições de campo
37:10os resultados
37:11são extremamente variáveis.
37:13Tanto para
37:14diversas moléculas
37:16de produtos
37:16que já são registrados
37:18para controle
37:18de outros patógenos
37:21causadores de doenças
37:22no café.
37:23Ou seja,
37:23aproveita lá
37:24um triazol,
37:25uma estrobirulina,
37:25uma mistura de triazol
37:27e estrobirulina
37:27que já tem registro
37:28para o café.
37:29E aí,
37:30a partir disso,
37:30a gente verifica
37:34que o controle químico
37:35não dá aquela estabilidade
37:37nem protetiva
37:38e nem preventiva,
37:39nem curativa,
37:40desculpa,
37:40e nem protetiva
37:41que a gente imaginava
37:42que daria.
37:43Então,
37:43não dá para esperar
37:44do controle químico
37:45ou dos agentes microbiológicos
37:47a solução definitiva
37:48para esse problema.
37:49É integrar realmente
37:50as ações
37:51para que a gente possa
37:52conseguir controlar
37:54bem essa doença.
37:55Então,
37:55alguns desafios.
37:57Há necessidade
37:58de mais pesquisa,
37:59mais pesquisadores,
38:00mais instituições
38:01envolvidas
38:02nos auxiliando
38:04a entender
38:04esse problema.
38:06A captação
38:07de recursos públicos
38:08e ou privados
38:09para o refinamento
38:10dessas pesquisas,
38:11desses principais resultados.
38:12Tem muita coisa ali
38:13que nós precisamos refinar.
38:15A gente já tem ideia
38:16disso aí,
38:17mas falta recursos
38:18para que esses tipos
38:20de trabalho
38:21possam ser desenvolvidos.
38:22Padronizações
38:23de metodologias,
38:24de inoculação,
38:25de isolamento,
38:25de identificação.
38:27Laboratórios
38:28estão usando
38:28metodologias diferentes,
38:30então a gente precisa
38:30padronizar isso aí.
38:32Estudos epidemiológicos
38:33em condições de campo,
38:34mais tempo,
38:36para que a gente possa,
38:37o quê?
38:37entender esse problema,
38:38entender os fatores
38:39que estão associados
38:40a ela.
38:41Muitos desses fungos,
38:43tanto o fusarium
38:44quanto o lasiodiplódia,
38:46é uma condição
38:46de estresse
38:47que predispõe
38:48a planta
38:49à infecção
38:50por muitas espécies
38:51de lasiodiplódia
38:52em especial.
38:53Então,
38:54quais são os fatores
38:54de estresse
38:55no café conilon
38:56que estão predispondo
38:57à ocorrência
38:58desses dois fungos
38:59que até então
38:59eles não eram
39:00tão problemáticos?
39:01É a seca,
39:02é a questão nutricional,
39:03é a falta de água,
39:05é a supercarga
39:06que às vezes
39:06a gente tenta embutir
39:08150,
39:09180,
39:10200 sacas
39:11por hectare,
39:11e aí a gente
39:12levando a planta
39:13sempre no limite
39:14fisiológico dela.
39:16Então,
39:16às vezes a gente
39:17tem que parar
39:17para pensar nisso.
39:19Os fungos
39:20associados à doença
39:21são endofíticos mesmo?
39:23Podem ser disseminados
39:24por mudas?
39:24A gente tem evidências,
39:26mas com um número
39:27muito pequeno
39:27de brotos coletados
39:28e brotos coletados
39:29de poucas lavouras.
39:30A gente precisa ampliar
39:31isso um pouco mais.
39:33Avaliar a resistência
39:34dos principais materiais genéticos,
39:36a pergunta hoje
39:37que me incomoda bastante
39:38é,
39:39incomoda do ponto de vista
39:40da pesquisa,
39:41encontrei,
39:42estou com K61,
39:43quero substituir,
39:44substituo por qual clone?
39:46Hoje a gente tem aí
39:49o P2,
39:52o A1,
39:53que pode suprir
39:55ou substituir
39:56alguns desses materiais,
39:56mas quais outros?
39:59E pesquisas de campo
40:01com fungicidas químicos
40:02e microbiológicos
40:03pelo menos
40:04por umas duas safras.
40:05No mínimo,
40:06não dá para a gente
40:07duas,
40:08desculpa,
40:08por pelo menos
40:10dois ciclos,
40:11dois ciclos de alto
40:12e dois ciclos de baixo,
40:13quatro anos,
40:14para que a gente aí sim
40:15possa pensar
40:15no controle químico
40:17como uma alternativa.
40:19Então, ou seja,
40:19esse desafio,
40:20Michel e Norbert,
40:21ele só vai ser vencido
40:23se a gente realmente
40:24fortalecer as parcerias,
40:25a parceria dessas instituições
40:27com setores públicos,
40:29com outros setores públicos,
40:30com outras instituições privadas,
40:32para que a gente possa entender
40:33melhor esse problema.
40:35Então,
40:37de antemão,
40:37já agradeço
40:38ao Instituto Federal,
40:39Campo Santa Tereza,
40:40na pessoa do professor Edinaldo
40:41que está aqui conosco,
40:43nosso diretor lá,
40:44liberou para vir aqui hoje,
40:46e ao Incaper,
40:48pela parceria,
40:49a SEAG,
40:50a UFIS,
40:51o Centro de Ciências Agrárias
40:53lá de Alegre,
40:55na pessoa do professor William também,
40:57que faz parte
40:58de todo esse trabalho aí conosco.
41:00Então,
41:01já deixo aqui
41:02meus agradecimentos
41:04a todos,
41:05estaremos aqui disponível
41:06para que a gente possa discutir,
41:08os contatos estão aí,
41:09tanto do nosso laboratório,
41:11que é credenciado
41:12ao Ministério da Agricultura
41:13para a Diagnose de Nematóides,
41:14mas a gente acaba
41:15fazendo a diagnóstica
41:16de várias outras coisas
41:17que chegam lá.
41:18Ok?
41:19Muito obrigado,
41:20estaremos à disposição
41:21para o debate.
41:28Obrigado, professor Antônio.
41:30Bom,
41:31o nosso tempo
41:33está um pouco apertado,
41:34então nós não teremos espaço
41:35no painel
41:36para perguntas,
41:37mas a gente vai estar
41:38andando por aqui,
41:39vocês já viram os dois aqui,
41:41o Inobert e o professor Antônio,
41:42já pode pegar pelo laço aí,
41:44se vocês tiverem interesse,
41:45e conversar com eles.
41:48Vocês viram que a gente
41:49tem aqui um problema,
41:51está claro que temos um problema,
41:53o Inobert,
41:54o doutor Inobert
41:54abordou isso muito bem aqui,
41:56o professor Antônio
41:56complementando as informações,
41:58e quando a gente tem um problema
42:00na área da produção rural,
42:02a gente recorre à ciência,
42:04a gente recorre à pesquisa
42:07e a gente recorre
42:08à nossa extensão rural também.
42:11Então vocês receberam
42:12uma cartilha aí
42:13que está sendo lançada
42:14oficialmente hoje,
42:15que foi construída
42:16pelos maiores especialistas
42:19que a gente tem hoje
42:20no Brasil
42:20sobre esse problema,
42:22com tudo aquilo
42:23que é possível afirmar
42:24até o momento,
42:26e algumas,
42:26se pegar a penúltima página,
42:28tem as orientações
42:29daquilo que a ciência
42:31já está mostrando,
42:32do que é como
42:33a gente pode conviver,
42:34uma vez que essa doença
42:35já está presente em campo.
42:37Mas para a gente avançar,
42:39lembrando que o Conilon
42:40é a principal atividade
42:42do agronegócio
42:43do Espírito Santo,
42:44ele está presente
42:45em 49 mil propriedades
42:47das 108 mil
42:50levantadas no censo
42:51em 2017,
42:53e respondeu,
42:54só para vocês terem uma ideia,
42:56de faturamento,
42:57que é o que chama
42:57de valor bruto
42:58da produção agropecuária,
42:59é o faturamento
43:01dentro da porteira
43:02por mais de 8 bilhões
43:04de reais
43:04na safra de 2022.
43:06Então,
43:07é um ativo
43:08que a gente tem no Estado,
43:09que é o maior produtor
43:10e maior exportador
43:12de cofre
43:13à canéfora
43:14do Brasil.
43:15Então,
43:16nós temos uma obrigação
43:17de liderar.
43:18E a gente tem muita tranquilidade,
43:19falando aqui em nome do governo
43:20do Estado do Espírito Santo,
43:22de falar que a gente pode
43:24liderar essa ação.
43:25Porque nós temos aqui
43:26instituições sólidas,
43:28firmes,
43:28e um corpo técnico
43:30altamente qualificado.
43:32Vocês estão vendo
43:33dois representantes aqui.
43:35E aí,
43:36professor Antônio,
43:37já confirmar,
43:38um dos desafios
43:39já está superado.
43:40O secretário Enio Bergo
43:42estava aqui há pouco,
43:43está agora participando
43:44de uma oficina do PDAG,
43:45aqui tratando de cacau,
43:47mas já mandou
43:47o recado aqui para a gente,
43:49já conversado
43:50com o nosso governador
43:51Renato Casagrande,
43:52com o vice-governador
43:53Ricardo Ferraço,
43:54está sendo disponibilizado
43:56cerca de 1 milhão
43:57e 200 mil reais
43:59para ser investido
44:00em pesquisa
44:02para dar todas as respostas
44:03que a gente precisa
44:04até o momento.
44:05Então,
44:06já teremos,
44:06e esse time está aqui,
44:08são dois que vão liderar
44:10dois de cinco projetos
44:12que nós teremos.
44:13E aí,
44:14conectando tudo aquilo
44:15que foi falado,
44:16nós vamos ter
44:17um projeto
44:18para tratar
44:19do agente causal.
44:21O Inobert
44:21mostrou uma lista aqui,
44:23colorida,
44:24com um monte de nome,
44:25e a gente precisa chegar
44:26no agente causal.
44:28Sem chegar no agente causal,
44:29a gente não tem como chegar,
44:31de fato,
44:31nos métodos
44:32de controle efetivos.
44:33Então,
44:34vamos ter um projeto
44:35para aprofundar
44:38no agente causal.
44:39O segundo projeto
44:40já é um indicativo
44:41daquilo que o Inobert
44:42colocou também,
44:43de como conviver
44:45com essa doença,
44:46que é a seleção
44:46de materiais
44:47com resistência.
44:49A gente vai ter
44:49um projeto específico
44:51para mapear
44:51os materiais
44:52que apresentam
44:53resistência à doença
44:54e fazer um banco
44:56ativo de germoplasma
44:57com esses materiais.
44:59no terceiro projeto,
45:01a gente tem
45:02uma ação direta
45:04dentro do problema
45:05da doença,
45:06mas também vai servir
45:07para muitas outras coisas.
45:09A gente vai apertar,
45:10temos conversado
45:11com o Ministério da Agricultura,
45:13nós vamos fazer
45:14uma força-tarefa,
45:15vamos dar um aperto
45:17na questão dos viveiros,
45:18que é uma questão
45:19muito importante,
45:19nós estamos lidando
45:20com uma doença nova
45:22e que tem todo
45:22um indicativo
45:23de que na produção
45:24de mudas
45:25a gente tem que ter
45:25muito cuidado.
45:26Então,
45:27nós vamos ter um projeto
45:28que vai definir
45:29marcadores moleculares
45:30para identificar
45:31os clones
45:32que a gente tem hoje.
45:34E aí,
45:34uma vez selecionando
45:35os clones resistentes,
45:37a gente vai ter
45:37os marcadores
45:38para garantir
45:39que aquele material
45:40que está sendo levado
45:41a campo
45:41é de fato
45:42aquele material
45:43que apresentou
45:44resistência.
45:45E por fim,
45:46teremos outros dois projetos
45:47que a gente vai contar
45:49com a parte mais
45:51de controle,
45:52uma avaliação
45:53da epidemiologia
45:54da doença,
45:55como essa doença
45:56se desenvolve
45:56e das possibilidades
45:58de controle
45:58químico
45:59e biológico.
46:00Então,
46:01a mensagem
46:02que a gente quer
46:03passar para vocês
46:03é que temos um problema,
46:06está claro,
46:07a gente quer
46:09compartilhar com vocês
46:10o estado da arte
46:12sobre essa doença,
46:13e aí nós temos aqui
46:14duas instituições,
46:15Instituto Federal
46:16e o nosso INCAPER,
46:18que é uma referência
46:19na pesquisa,
46:20em Conilon,
46:20especialmente,
46:22mas temos também
46:23a UFES.
46:24as instituições principais
46:26de pesquisa pública
46:27e os profissionais
46:29que estão aqui
46:29têm também
46:30muita correlação
46:31com a iniciativa privada,
46:33que vamos trabalhar juntos
46:35para enfrentar
46:35essa doença
46:36com um investimento
46:37sólido do Estado,
46:38não é um edital,
46:40não é uma concorrência
46:41que vai,
46:42esse recurso já está disponível,
46:44esses dois profissionais
46:45aqui,
46:45o Inobet,
46:46coordenou uma rede
46:47de profissionais,
46:48de professores,
46:49de pesquisadores,
46:50para montar
46:51uma rede sólida
46:52de pesquisa
46:53para dar
46:53esse conjunto
46:54de respostas.
46:55O recurso já está disponível
46:56e a gente está
46:56iniciando o processo
46:58de detalhamento
46:59dos projetos
47:00e contratação.
47:01Então,
47:02nós temos aqui
47:03no Estado do Espírito Santo
47:04um arranjo
47:05muito favorável,
47:07esse é um problema
47:08de Estado,
47:09não é um problema
47:10só do governo
47:11do Estado,
47:11que a gente vai ter
47:12que enfrentar juntos,
47:13com convergência,
47:14e a gente tem isso
47:16muito claramente
47:16quando a gente reúne
47:17as instituições
47:18aqui de pesquisa
47:19para definir
47:20as linhas de trabalho,
47:21as linhas de atuação,
47:22e a gente tem
47:24um arranjo
47:25muito sólido
47:26para conseguir
47:27as respostas
47:28no tempo
47:29que a gente espera.
47:30Obviamente
47:31que até lá
47:31a gente já tem
47:32algumas coisas
47:33que a gente precisa fazer.
47:34A cartilha
47:35já dá as orientações,
47:36a gente espera
47:37que vocês compartilhem
47:38ao máximo,
47:39nós temos uma rede
47:39de colegas
47:40muito extensa
47:41aí no Incaper,
47:43nossos colegas
47:44da Extensão Rural,
47:44que vão fazer
47:45essa difusão também.
47:46Nós temos
47:47os profissionais
47:48de cooperativas,
47:49da iniciativa privada,
47:50das revendas,
47:51então a gente espera
47:51que vocês
47:52disseminem essa informação
47:54a respeito da doença,
47:55mas que saibam
47:56que aqui no Estado,
47:57quando se tem
47:58um problema
47:59que é de Estado,
48:00que afeta a economia,
48:01que é responsável
48:02por manter emprego
48:04e renda
48:05em 80%
48:07dos municípios
48:08do Estado,
48:08o Estado
48:09tem um enfrentamento,
48:10tem um arranjo,
48:11tem convergência,
48:12e sobretudo
48:13tem desprendimento
48:15entre o ambiente
48:16da pesquisa.
48:16poderia cada um,
48:18vou seguir minha linha
48:19aqui,
48:20o outro vai seguir
48:20para lá e tal,
48:21mas não.
48:22No Estado do Espírito Santo
48:23a gente tem
48:24um ambiente convergente
48:25de instituições
48:25de pesquisas
48:26com foco.
48:27São projetos
48:29complementares,
48:30não sombreados,
48:31e que no conjunto
48:32vão dar as respostas
48:33que a gente espera.
48:34Então,
48:35quero agradecer aqui,
48:36o Dr. Inóbert,
48:37o professor Antônio,
48:39pelo detalhamento
48:41que vocês trouxeram aqui,
48:42esse é um assunto
48:43importante,
48:43que precisa ser tratado
48:45com base na ciência,
48:46e nós temos ciência
48:48já trabalhando
48:49esse tema.
48:49Então,
48:50agradeço os dois
48:51aqui por esse painel,
48:52agradecemos a presença
48:54de vocês
48:54e pedimos que,
48:55assim,
48:56compartilhem as informações.
48:57E aqueles que tiverem dúvidas,
48:59que tiverem ações
49:00a respeito desse tema,
49:02podem procurar
49:02o professor Antônio,
49:04podem procurar o Inóbert,
49:05podem procurar
49:06o professor William,
49:08e podem nos procurar
49:09na Secretaria de Estado
49:10da Agricultura,
49:10que a gente terá
49:11o maior prazer
49:11de tratar desse tema,
49:13que é relevante,
49:14é fundamental
49:14mas que o Inóbert
49:16escolheu
49:16um nome muito bacana.
49:19É um desafio
49:20que a gente vai vencer juntos.
49:22Nós já estamos juntos
49:23na pesquisa,
49:23juntos na extensão,
49:24junto com os produtores,
49:26para que a gente possa
49:27levar a nossa cafeicultura
49:29de Conilon
49:30cada vez mais longe.
49:31Então,
49:31obrigado a vocês dois,
49:33agradecemos a todos aqui
49:34e devolvemos aqui
49:36para a organização
49:37dentro do tempo previsto.
49:39Correto?
49:40Obrigado.
49:41Bom dia.
49:41Bom dia.
49:42Bom dia.
49:43Bom dia.
49:44Bom dia.
49:45Bom dia.
49:48Obrigado.
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