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  • há 4 semanas
Evento com programação robusta e diversas oportunidades de modernização do agronegócio

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Transcrição
00:00meteorológico rodado para o Espírito Santo.
00:02Para isso, o Incaper conta com uma equipe integrada
00:05que trabalha com comprometimento e transparência
00:08e debates técnicos que levam a credibilidade
00:11das informações meteorológicas a todos os capixabas.
00:14A atualização da previsão do tempo é feita todos os dias pela manhã
00:18e no final da tarde e divulgadas no site do Incaper.
00:22Essas informações são processadas e disponibilizadas
00:25para o público em geral pelos diversos meios de comunicação
00:29do Incaper e também são divulgados na imprensa.
00:32Quando existe a possibilidade de ocorrência de tempo severo,
00:36avisos meteorológicos são encaminhados à defesa civil estadual
00:40com o objetivo de diminuir os impactos provocados
00:44por fenômenos meteorológicos mais intensos.
00:47Quer saber mais?
01:09É, gente, é apenas uma amostra daquilo que a gente desenvolve já há vários anos.
01:16Acho que o Mário já conhece a gente aí, a Fabíola também,
01:19todo dia no Bande do Espírito Santo.
01:22Inclusive hoje, a galera veio fazer a prisão no final de semana.
01:25Então, esse é o primeiro momento que eu vou conseguir falar,
01:28além de se vai chover ou não vai chover nesse final de semana.
01:33Mas vou dar um spoiler para vocês que esse final de semana a pré vai estar garantida.
01:39Então, vou só falar para vocês um pouco o ciclo da previsão do tempo.
01:43Porque muitas pessoas perguntam, mas como é feita a previsão do tempo?
01:46Basicamente, se a gente for mostrar o processo todo,
01:51existem vários equipamentos que fazem as medições das variáveis físicas.
01:55Temperatura, chuva, vento, umidade.
01:58E essas informações são buscadas em toda a rede de sensores, de equipamentos,
02:06tanto instalados em solo, como também feitos em remotos.
02:10Satélites meteorológicos, radares meteorológicos.
02:13Por exemplo, aqui no município de Linhares, a gente tem uma estação meteorológica lá no aeroporto da cidade.
02:18Não a que atende o pessoal da navegação aérea,
02:21mas as estações climáticas que pertencem ao Instituto Nacional de Meteorologia,
02:25e a gente integra a nossa rede.
02:27Então, esses dados vão para uma rede mundial de dados,
02:30e esses dados são colocados no formato, digamos assim, em pontos quadrados.
02:35Então, cada ponto desse aqui embaixo, ele representa um ponto de medição,
02:40conforme a metodologia proposta pela Organização Meteorológica Mundial.
02:44Esses dados, eles são processados em supercomputadores,
02:47e esses dados, eles geram resultados.
02:49E esses resultados, eles são feitos em números.
02:52E esses números, eles são traduzidos justamente pelo quantitativo de chuva,
02:57pela temperatura, pelo excesso de calor.
02:59E, a partir dessas informações, o meteorologista vai lá,
03:02faz o processamento dos dados,
03:04e, no final, essas informações, elas são disseminadas para o público.
03:09Mas, como a gente não tem muita habilidade para poder levar essa informação ao público,
03:14a gente conta aí com a ajuda dos nossos colegas da imprensa,
03:19exemplo, como toda sexta-feira no Bom Dia Espírito Santo,
03:22Mário e Fabiola lá passando a informação da previsão do tempo do Estado.
03:26Mas, isso aqui é apenas o modo geral.
03:30Afinal de contas, a gente está no ambiente urbano.
03:32E, para o homem do campo,
03:33de que forma a gente pode apresentar essas informações?
03:37Hoje, com essa questão da conectividade,
03:40com essa questão da agricultura,
03:43da transição da 4.0 para 5.0,
03:47a gente sabe muito bem que é muito importante
03:50o homem do campo ter informações mais precisas
03:52para poder ter uma melhor produtividade na sua lavoura,
03:56ter o maior cuidado com o rebanho.
03:59Então, isso aqui é apenas uma fala inicial
04:03de como é que funciona um dos ramos da meteorologia
04:06que vai auxiliar o homem do campo, que é a agrometeorologia.
04:08A meteorologia em si,
04:10ela trabalha com todas as áreas do conhecimento quase,
04:14desde a parte de turismo,
04:17transporte, tanto aéreo, quanto marítimo, quanto terrestre,
04:21a parte de controle da poluição do ar,
04:23manejo de recursos hídricos,
04:25a questão da energia.
04:26Se a gente for falar essa semana,
04:28que tivemos aí um apagão que tomou boa parte do Brasil,
04:32e ainda o pessoal está verificando o que pode ter ocasionado.
04:36Às vezes, um vendaval forte em uma linha de transmissão
04:39pode interromper aí a transmissão de energia,
04:42que é muito importante também para o nosso trabalho.
04:44E saúde pública e segurança,
04:48desenvolvimento de políticas públicas,
04:50porque cada evento, principalmente um evento meteorológico extremo,
04:55ele requer estratégias de governo para poder restaurar áreas perdidas,
05:01principalmente quando há uma enchente, uma enxurrada,
05:04que causa aí bastante perdas, tanto materiais quanto humanas.
05:09e um ramo da meteorologia que é importante, que é a agrometeorologia.
05:13E a meteorologia não trabalha sozinha,
05:15ela trabalha de forma, de mãos dadas, com as várias áreas do conhecimento.
05:20Tanto faz sendo da parte das ciências matemáticas,
05:23passando ali pela estatística, pela computação,
05:30fazendo relacionamento com todas as áreas das ciências rurais,
05:34tanto da parte de melhoramento,
05:35ou seja, quando a gente quer colocar ali uma cultura,
05:39implementar uma cultura em uma região,
05:41a gente tem que conhecer o clima para ver se vai conseguir plantar,
05:44se vai conseguir ter uma boa produtividade para poder ter o lucro.
05:48E também a parte da biologia,
05:51falando da parte de ecologia,
05:53da parte da fenologia das plantas,
05:55que também o clima é um dos principais elementos importantes.
06:02Acho que ao longo do dia,
06:03quando o pessoal falou, principalmente agora à tarde, do cacau,
06:06o cacau tem se desenvolvido muito bem nessa região,
06:09por ter um clima favorável.
06:11Então, a gente consegue trabalhar muito bem nessa questão,
06:14e acompanhando o comportamento do tempo e clima,
06:18a gente consegue falar muito bem
06:21sobre o desenvolvimento dessa cultura.
06:24Então, por um conceito simples,
06:26a agrometeorologia é uma ciência que é multidisciplinar,
06:30como a gente mostrou ali,
06:32que estuda a influência do tempo e clima,
06:34tanto na produção de alimentos,
06:36fibra e de energia também.
06:38Se a gente for falar hoje em energia solar,
06:40em energia eólica,
06:42é muito importante justamente a gente conhecer
06:45o quantitativo de radiação que chega até a gente,
06:50como também a questão da quantidade, da força dos ventos.
06:56Dando prosseguimento, quais são os objetivos dessa ciência?
07:00A agrometeorologia trabalha com várias vertentes,
07:03mas eu selecionei aqui mais sete
07:04para a gente falar um pouco rapidinho.
07:07Ela ajuda, primeiro,
07:09ajuda na tomada de decisões da agricultura,
07:12escolher o que plantar, como plantar,
07:15de que jeito manejar a cultura.
07:18Temos também a parte de monitoramento
07:20e prever condições climáticas, por exemplo.
07:22A gente sabe que a lavoura, a plantação,
07:28ela tem qualquer cultura.
07:30Ela é desenvolvida praticamente em um ambiente aberto.
07:35Então, monitorar essas condições
07:37para poder fazer o melhor trato possível é interessante.
07:42Mitigar e minimizar os riscos climáticos.
07:44Por exemplo, quando a gente chega nessa época do ano,
07:47é muito comum a gente ter o período seco,
07:49ou seja, a época que chove menos,
07:51e a época também que a média das temperaturas são baixas.
07:54Então, o administrador da lavoura,
08:00ou o administrador do rebanho,
08:01do empreendimento rural,
08:02ele vai adotar medidas mitigadoras
08:05para poder justamente minimizar
08:08qualquer tipo de perda decorrente
08:10de uma onda de frio,
08:13de um vendaval,
08:14ou de algum outro fenômeno climático
08:16que pode acabar atrapalhando o desenvolvimento da cultura.
08:19Tem a parte também da avaliação dos impactos
08:21das mudanças climáticas.
08:23Se a gente for falar,
08:24eu vou falar um pouquinho ali na frente,
08:25um aumento da temperatura dos últimos anos
08:28tem provocado migração
08:29de algumas culturas.
08:34Culturas que, em alguns locais,
08:36antigamente tinham alta produtividade,
08:38hoje estão diminuindo.
08:39locais novos que estão sofrendo os efeitos
08:43das mudanças climáticas,
08:44eles podem, digamos assim,
08:46ocorrer esse fluxo migratório,
08:49e ele desencadeia outros processos.
08:52As populações que acabam saindo, digamos assim,
08:56do campo em função das sucessivas enchentes,
09:02ou então sucessivos anos em que as secas,
09:05as enchiais são mais prolongadas,
09:06esses são os efeitos das mudanças climáticas.
09:09A questão do suporte de pesquisa e desenvolvimento,
09:12por exemplo, a gente,
09:13na coordenação de meteorologia do Incapé,
09:15a gente gera muito produto,
09:17muitas informações que a gente vai mostrar daqui a pouco,
09:19que vai auxiliar um pouco o trabalho do produtor
09:23para poder minimizar essas perdas.
09:24E também subsidiar o planejamento
09:27e a formulação de políticas agrícolas.
09:29Porque toda vez que a gente observa
09:31essa recorrência de secas,
09:33o governo tem que dar um suporte
09:36para essa atividade.
09:39justamente em função de ter cuidados.
09:43Por exemplo, ano passado,
09:45o pessoal do sul do estado estava sofrendo muito
09:47com essa questão da seca,
09:50que estava diminuindo a oferta de material
09:54de formulado para eles poderem alimentar o gado
09:57nessa época do ano.
09:58Então, o governo teve que adotar uma estratégia
10:01justamente para poder minimizar
10:04aquele impacto causado por aquela seca.
10:08Lá na coordenação de meteorologia,
10:11quando ela foi construída,
10:14a gente trabalhou numa forma,
10:16numa estratégia na construção de um sistema
10:19de formações agrometeorológicas.
10:21Basicamente, ele funciona da seguinte forma.
10:23A gente reúne todos os dados
10:25de relação de culturas,
10:27dados meteorológicos medidos nas estações,
10:30dados das culturas
10:31que são colocadas aqui no estado,
10:34que normalmente são definidas
10:35no zoneamento agrícola,
10:37tem o trabalho da previsão do tempo
10:39e a questão do calendário para desenvolver.
10:41Essas informações, elas são reunidas
10:43e a gente, adotando técnicas de modelos,
10:46tanto o modelo de produtividade,
10:47modelo de previsão de tempo e clima,
10:49a gente gera as informações meteorológicas
10:52que subsidiam toda a cadeia,
10:55desde a questão da pesquisa,
10:56com uma parte da extensão rural.
10:57O INCAPER tem essa capilaridade justamente
11:01reunindo uma instituição,
11:03tanto as atividades de pesquisa
11:04como a de extensão.
11:06E essas informações,
11:07elas também servem,
11:09tanto para subsidiar o crédito rural,
11:11o seguro agrícola,
11:12as empresas rurais.
11:14Então, todas essas informações,
11:16elas servem para todas essas pessoas.
11:17Mas, no caso do papel do INCAPER,
11:19como a gente tem uma missão
11:21para atender os pequenos produtores,
11:23essas informações, elas são úteis
11:26para poder desenvolver esse trabalho.
11:32Opa, acho que deu...
11:33Deixa eu só ver aqui.
11:35Acho que...
11:36Deixa eu só ver se eu consigo passar para a próxima aqui.
11:39Deixa eu ver aqui.
11:45Ah, tá.
11:47É porque deu uma...
11:50Então, assim,
11:52justamente essas informações que a gente gera,
11:56a gente coloca para essa temática da previsão,
12:00elas são importantes justamente,
12:03como a gente falou no começo,
12:04para a gente poder garantir uma produtividade.
12:07Então, como mensurar essa produtividade
12:10na agricultura?
12:12O nosso trabalho,
12:14gerando as informações agrometeorológicas,
12:17a gente trabalha com esse conceito
12:18de WIDGAP,
12:19que é um conceito interessante justamente
12:21para a gente...
12:25O conceito de WIDGAP é o quê?
12:28Toda cultura,
12:29quando ela é implementada em uma região,
12:31ela tem uma produtividade
12:32que a gente chama de produtividade potencial.
12:34Então,
12:35essa produtividade é o máximo
12:37que ela pode desenvolver.
12:38Ah,
12:39uma variedade de café,
12:40conilon,
12:41que aqui no nosso estado
12:42pode gerar em torno de 40 sacas por hectare,
12:45em condições controladas,
12:46em condições idealizadas.
12:49Mas a gente vai colocar a planta no campo.
12:51Então, o que acontece?
12:52Ela vai sofrer os efeitos das intempéries.
12:55Então,
12:56com esses efeitos das intempéries climáticas,
12:58ela vai interferir na produtividade.
13:01Então,
13:02com esse conceito de fatores limitantes
13:05que ocorrem dentro do ciclo de produção,
13:07eles acabam justamente
13:10provocando uma diminuição.
13:11Então, por isso que,
13:13principalmente quando a gente fala
13:15no café arábica,
13:16a questão do efeito da bienalidade,
13:18é justamente por conta disso.
13:20Os fatores limitantes,
13:22que são os fatores ambientais,
13:24eles podem interferir um pouco
13:26na questão da disponibilidade de água,
13:27da disponibilidade de energia.
13:29A própria cultura,
13:30reagindo a essas condições,
13:33ela pode aumentar ou diminuir um pouco
13:35essa questão da disponibilidade de água.
13:39e também tem outros efeitos,
13:43plantas invasoras,
13:45a questão das pragas e doenças
13:47que normalmente ocorrem na planta.
13:49A gente fala aqui muito
13:50da questão da vassoura de bruxa do cacau,
13:53a gente fala muito
13:54da questão da ferrugem do café.
13:57Esses elementos também interferem
13:59nessa questão da produtividade.
14:02Então, basicamente,
14:03essas interferências,
14:05elas acabam trazendo
14:06para essa produtividade real aqui.
14:09Pode passar, por favor,
14:10que eu acho que aqui eu não consigo mais.
14:12Então, basicamente,
14:14o que interfere nessa produtividade da planta,
14:19ela vem desde
14:20dos fatores determinantes,
14:23que são a questão do...
14:26Ah, obrigado.
14:29Então, eles vão desde os fatores,
14:32os fatores determinantes,
14:34que geram uma produtividade potencial,
14:36esse conjunto de informações,
14:38mas o nosso foco
14:39é gerar as informações,
14:41principalmente as informações ambientais.
14:43Gerar os dados de previsão,
14:45tanto de radiação solar,
14:47de temperatura,
14:48de chuva,
14:49de evapotranspiração,
14:50que ela pode ser calculada,
14:52mas também ela pode ser medida,
14:54e as variáveis,
14:57digamos assim,
14:57ambientais,
14:58que podem ser favoráveis
14:59para a ocorrência de uma praga.
15:00E essa praga,
15:01ela pode justamente
15:03afetar a produção.
15:05A gente até tem um trabalho
15:06do Incaper,
15:07lá de Laranja da Terra,
15:09o colega Anderson Pilão,
15:10que ele faz muito esse trabalho
15:12da questão do...
15:13do monitoramento fitossanitário.
15:15Ou seja,
15:16só de observar,
15:17na época do ano
15:18em que as condições
15:19de temperatura e umidade
15:21são favoráveis
15:21para o desenvolvimento
15:22de certa doença,
15:23ele já gera um aviso
15:24para os produtores,
15:25sem ter um equipamento
15:27medido por perto,
15:27só pelo conhecimento do clima.
15:29Mas, lógico,
15:30que para um efeito
15:31da agricultura de precisão,
15:33é relevante
15:34que a gente tenha
15:35um sistema de medição
15:36lá para poder auxiliar
15:37justamente
15:38esse acompanhamento
15:39um pouco mais detalhado.
15:41Pode passar, por favor?
15:44entrando um pouco
15:45no caminho
15:45das mudanças climáticas.
15:46Afinal de contas,
15:47é um dos temas
15:48que tem causado,
15:50digamos assim,
15:51muitas discussões.
15:53E, como profissional,
15:55a gente acredita muito
15:56na questão
15:57do envolvimento,
15:59na questão dos dados.
16:00A gente sabe
16:01que o estudo
16:02de mudanças climáticas hoje,
16:04feito pelo painel
16:05intergovernamental
16:06de mudanças climáticas,
16:07tem mostrado
16:07algumas respostas,
16:08baseado em dados
16:09e informações lidos
16:10no globo inteiro.
16:12Os modelos
16:14que fazem
16:14esses prognósticos
16:15de cenário
16:16até o final do século,
16:18eles têm
16:19vários conjuntos
16:20de informações,
16:21desde os dados
16:21atmosféricos,
16:23dados oceânicos,
16:24dados sociais,
16:26porque,
16:27quando a gente fala
16:28de ocorrência
16:29de muitos desastres
16:31em uma certa região,
16:32há uma dinâmica
16:32da população.
16:33E também
16:34os impactos
16:36ocorridos na agricultura,
16:37da questão
16:38da mudança
16:39da cobertura
16:40da terra,
16:41regiões
16:42onde tinha
16:43mata nativa,
16:44hoje tem
16:45culturas implantadas,
16:47ou áreas
16:47que antigamente
16:48não sofriam intervenção,
16:50que hoje
16:50passa pelo processo
16:51de urbanização.
16:52Então,
16:53todas essas informações
16:54entram nos modelos
16:55climáticos
16:56e apontam o cenário.
17:00Com o sexto relatório
17:02do IPCC
17:03que foi
17:05publicado em 2021,
17:06ele justamente
17:08falou
17:08essa questão
17:10da alteração
17:11do clima
17:11feito,
17:14a interferência
17:15humana,
17:16quer seja
17:16positiva
17:17ou negativa,
17:18eu não vou
17:19entrar nesse
17:19critério,
17:20mas ela interfere
17:22no clima
17:22nos últimos
17:23dois mil anos.
17:24Então,
17:25com os resultados
17:25que estão sendo
17:26mostrados,
17:27tanto os dados
17:27de projeções
17:28de causas naturais
17:29como de causas
17:30antrópicas,
17:31eles trouxeram
17:32algumas informações.
17:34alterações.
17:35Essa aqui
17:35é a tendência
17:37do mapa do globo,
17:38essa é a tendência
17:39das alterações.
17:40Se a gente
17:40for colocar,
17:41o Espírito Santo
17:42está aqui no sudeste
17:42do Brasil.
17:43Em relação
17:44à chuva,
17:45a gente tem
17:45observado justamente
17:46um aumento
17:48da precipitação.
17:49Tem algumas
17:49evidências,
17:50não são altas,
17:51porém,
17:52elas têm
17:53uma evidência
17:54dos aumentos
17:54das chuvas.
17:55Quem viveu
17:56aqui nos últimos
17:5620 anos,
17:57que acompanhou
17:58os eventos
17:59chuvosos de 2008,
18:002009,
18:01as chuvas
18:01de 2013,
18:03essas são
18:03as evidências.
18:05em relação
18:06à temperatura,
18:07quase o mundo
18:08inteiro
18:08também teve
18:10essa evidência,
18:11mas aqui
18:12foi uma forte
18:12evidência.
18:13Essas ilhas
18:14de calor,
18:14normalmente,
18:15elas são
18:15refletidas
18:16naqueles
18:17períodos
18:17de estiagem
18:18prolongada.
18:19Se a gente
18:20for ver
18:202007,
18:212011,
18:23a grande seca
18:23que tivemos
18:24entre os anos
18:24de 2014
18:25e 2017,
18:27essas evidências
18:28são
18:31refletidas
18:31sobre os efeitos
18:33das mudanças
18:33climáticas.
18:34e também
18:35na questão
18:36da ocorrência
18:36de secas.
18:37Se a gente
18:38for observar,
18:39o sudeste do Brasil
18:40não teve tanta
18:41evidência de aumento.
18:43Porém,
18:44se a gente
18:44for olhar
18:44o nordeste brasileiro,
18:45que está aqui
18:46do nosso lado,
18:47ele teve
18:48essa tendência
18:48de aumento.
18:49Então,
18:50por que
18:51o Espírito Santo
18:52deve se preocupar
18:53com essa questão
18:54do aumento
18:55da evidência
18:56da seca?
18:56Pode passar,
18:57por favor?
18:59Justamente
19:00isso aqui.
19:00Isso aqui é uma evidência,
19:02justamente
19:03a partir
19:04de dados climáticos
19:05que são
19:06desenvolvidos pelo pessoal
19:07da Superintendência
19:08do Desenvolvimento
19:08do Nordeste,
19:09em que
19:11esse mapa
19:12de 2017,
19:13o semiárido brasileiro,
19:15ele atingia
19:16todos os estados
19:17da região
19:17nordeste,
19:18mas o norte
19:19de Minas Gerais.
19:19já o dado
19:20atualizado
19:21em 2021,
19:22seis municípios
19:23do Espírito Santo
19:24fazem parte,
19:25sendo eles
19:26Baixo Guandu,
19:27Ecoporanga,
19:28Itaguaçu,
19:28Itarana,
19:29Mantenópolis
19:29e Montanha.
19:30Lógico que
19:31a técnica
19:32que foi utilizada
19:33para fazer
19:33o cálculo
19:34dessas variáveis,
19:36eles são dados
19:38justamente
19:38de sensores remotos.
19:40Então,
19:40quando faz
19:40o processamento,
19:42ele encontrou
19:42parte desses municípios
19:44aqui.
19:44Por isso que a gente
19:45olha,
19:46a Ecoporanga,
19:47a Montanha,
19:48que está,
19:49mas cadê
19:49Mucurici,
19:50Ponto Belo?
19:51Ah,
19:52Baixo Guandu está,
19:56Itarana está,
19:56mas cadê
19:58Água Doce do Norte,
19:59Pancas,
20:00Mantenópolis?
20:01É porque
20:02esses locais,
20:03eles têm,
20:04digamos assim,
20:04uma topografia
20:05que ainda
20:06tem uma reserva
20:07de água
20:08que ainda é razoável,
20:09ainda não caiu
20:10nos critérios
20:11que são definidos
20:13pelo pessoal
20:14do Nordeste
20:14em relação
20:15à determinação
20:18da região
20:18do semiárido.
20:19Então,
20:19tem que satisfazer
20:21um daqueles critérios
20:22ali.
20:22Com chuva anual
20:23abaixo de 800 milímetros,
20:24o Espírito Santo,
20:25pela climatologia
20:27anual,
20:27não tem esse problema.
20:29Mas,
20:29em relação
20:29ao índice de alidez
20:30e o número
20:31de dias secos,
20:32principalmente nos últimos
20:33anos,
20:34tem se evidenciado
20:34muito bem.
20:35Pode passar,
20:36por favor?
20:37Então,
20:38quais são as tecnologias
20:39que a gente utiliza
20:40no monitoramento
20:41agrometeorológico?
20:42Eu vou falar aqui,
20:44de forma rápida,
20:45as oito,
20:48tecnologias principais
20:49e depois a gente
20:49vai apresentar
20:50o que a gente
20:51aqui no Incaper
20:51faz para o Espírito Santo.
20:53A parte de assessoriamento
20:54remoto e agricultura
20:55de precisão,
20:57que vai ser um dos projetos,
20:58inclusive,
20:59que a Tabata
21:00coordena,
21:01ela vai apresentar aqui.
21:02A parte do sistema
21:03de informações geográficas,
21:05que a gente busca
21:06esses dados
21:06e transforma
21:07em mapas
21:09temáticos
21:09para justamente
21:10apontar
21:11a variação
21:12da chuva,
21:13a variação
21:13da temperatura
21:14e essa sequência
21:15ao longo dos anos.
21:16Os modelos
21:17de previsão
21:17agrometeorológicas,
21:19meteorológicas,
21:20agrometeorológicas
21:20e climáticas,
21:22que eles também
21:23nos antecipam
21:24para a ocorrência
21:25de eventos extremos
21:26que acabam
21:27interferindo
21:27na plantação.
21:31Modelos
21:32de simulação
21:32de produtividade,
21:33com aquele conceito
21:34de yield gap
21:35que eu coloquei
21:36um pouco lá atrás,
21:38esses dados
21:39meteorológicos
21:40são inseridos
21:41nesses modelos
21:42e a gente pode
21:43fazer uma estimativa
21:44de produtividade.
21:45Pode passar,
21:46por favor?
21:47Temos também
21:51a parte
21:52de monitoramento
21:53de pragas
21:54e doenças,
21:54que também,
21:55assim como
21:56os modelos
21:56de produtividade,
21:58a gente pode
21:58inserir dados
21:59de umidade relativa
22:01ou de dados
22:02de molhamento foliar
22:03para poder
22:03a gente fazer
22:05essa identificação
22:06de áreas
22:06que são suscetíveis
22:07à ocorrência
22:08dessas pragas.
22:08A questão da rede
22:10de sensores
22:10para irrigação,
22:12pois hoje
22:12a água
22:13tem que ter
22:14um uso
22:15mais sustentável,
22:16a agricultura
22:17é apontada
22:18como um
22:21das atividades
22:23econômicas
22:23em que tem
22:24o uso
22:24de água
22:25para produzir
22:25alimento.
22:26Então,
22:27a cada dia mais,
22:28os sistemas
22:29de irrigação
22:29têm que estar
22:30alinhados
22:31com essa questão
22:32do uso
22:32mais sustentável,
22:33mais efetivo
22:34da água.
22:35temos a questão
22:37dos sistemas
22:39de dados
22:40para poder
22:40fornecer
22:41para a população,
22:42para poder
22:42fazer esse acompanhamento,
22:44porque,
22:44afinal de contas,
22:45as informações
22:46a gente processa,
22:47mas hoje o produtor
22:48quer ter lá na ponta,
22:49quer ter lá no canto.
22:50E, daqui a pouco,
22:51vou mostrar
22:53as ações
22:54que a gente desenvolve.
22:55E a questão
22:56dos aplicativos
22:56de celular.
22:57Hoje,
22:57todo mundo,
22:58quando consulta
22:59a previsão do tempo,
23:00primeiro olha
23:01para o celular,
23:02vê a condição
23:03do tempo,
23:03e depois pergunta
23:04para o meteorologista,
23:04e aí,
23:05vai chover?
23:06Se o meteorologista
23:07falar que vai chover
23:08e o celular
23:09estiver contando,
23:10tudo bem.
23:10Se não estiver
23:11de acordo
23:12com o que o aplicativo
23:13do celular falar,
23:14como é que a gente
23:15vai conseguir
23:17desmistificar
23:18e traduzir
23:19essas questões?
23:20O aplicativo
23:21de celular,
23:22só uma breve fala,
23:25ele trabalha
23:26com dados gerados
23:27de modelos meteorológicos,
23:29porém,
23:30quando você
23:31acessa a informação,
23:32o que ele faz
23:33primeiro?
23:34Ele, primeiro,
23:35busca o seu celular
23:36na posição do GPS
23:37e pega todas
23:38aquelas informações
23:39no ponto
23:40em que você está,
23:41justamente para poder
23:42te dizer
23:43a condição meteorológica,
23:45a temperatura
23:45naquele momento,
23:46estimada,
23:48se vai chover
23:49ou não,
23:50a probabilidade.
23:51Então, assim,
23:51são feitos vários
23:52cálculos matemáticos
23:53para que aquela pessoa
23:55tenha aquela informação
23:56naquele momento.
23:57mas é fato
23:59que, se a gente tiver
24:00sensores medindo
24:01o tempo todo,
24:02a gente pode fazer
24:03esse acompanhamento
24:04justamente para validar
24:05ou não
24:07aquela informação
24:08que está sendo publicada.
24:09Pode passar?
24:11Então,
24:12como é assim,
24:13vou falar rapidinho,
24:14porque quero aproveitar
24:16um tempo
24:16para dar
24:18essa oportunidade
24:19para vocês,
24:19para a gente falar
24:20de outras questões,
24:20mas esse aqui
24:22é um breve histórico
24:23da agrometeorologia
24:25do Espírito Santo.
24:26Ela iniciou quando?
24:28Quando as primeiras
24:29estações meteorológicas
24:30foram instaladas.
24:31Então, a gente vai falar
24:32aqui de duas fases.
24:33A primeira fase,
24:34que é uma fase,
24:35digamos assim,
24:36mais científica,
24:37e a segunda fase,
24:39que é uma fase,
24:39digamos assim,
24:40já aproximada
24:41de uma fase
24:42mais tecnológica.
24:43Então, tudo começou
24:44lá nos anos 20,
24:46justamente com a instalação
24:48das primeiras estações
24:48meteorológicas.
24:49A Estação Meteorológica
24:51de Vitória,
24:51esse ano,
24:52em novembro,
24:53vai completar
24:53100 anos de operação,
24:55porém,
24:56ela não tem 100 anos
24:57contínuos de dados,
24:58porque, em alguns momentos,
24:59em função da falta
25:00de investimento,
25:01ela teve que ter
25:01as suas leituras
25:02interrompidas.
25:03Mas,
25:05desde essa época,
25:06a gente tem leituras
25:07de dados meteorológicos
25:08de Vitória.
25:09Então,
25:09as séries climáticas,
25:11elas são originadas
25:12com dados de leituras
25:13a partir dessa época.
25:14Já em 1950,
25:16a Secretaria de Agricultura
25:17coloca a sua primeira
25:18estação meteorológica
25:19lá na Fazenda do Estado
25:20em Pedra Azul
25:20em Domingos Martins.
25:22A partir dos anos 70,
25:23com a criação
25:24da empresa Capixaba
25:25de Pesquisa Agropecuária,
25:27a empresa de pesquisa
25:28que é uma das precursoras
25:29do Incapé,
25:30ela passa a administrar
25:32essas informações
25:33e os pesquisadores,
25:34à época,
25:35eles desenvolveram
25:36a primeira carta
25:37agroclimática
25:37do Espírito Santo,
25:38que é de 1986.
25:40Então,
25:41aquele momento,
25:42todo o trabalho
25:43de zoneamento agrícola,
25:44saber onde chove mais,
25:46onde chove menos,
25:46onde faz mais frio,
25:47onde faz mais calor,
25:48elas foram definidas
25:49a partir dessa carta.
25:51Depois de um tempo,
25:52os investimentos
25:53passaram a ser mais escassos,
25:55muitas estações fecharam
25:57e chegamos na segunda fase,
25:58que é a fase mais moderna.
26:00Desde 2005,
26:02um projeto
26:02do Ministério da Ciência
26:03e Tecnologia,
26:04que foi
26:07submetido pelo Incapé,
26:09junto ao MCT,
26:10em parceria com o MCT,
26:12conseguiu
26:13a execução do projeto
26:16do Sistema de Informações
26:17Agro-Meteorológicas
26:18do Espírito Santo,
26:19que foi desenvolvido
26:20naquele conceito
26:21que eu falei inicialmente.
26:23Depois,
26:25além do Sistema de Informações
26:27Agro-Meteorológicas,
26:28vieram os primeiros meteorologistas
26:30que trabalharam focados
26:31à previsão do tempo.
26:33Então,
26:34desde aí,
26:35em 2008,
26:36foi
26:39trazido mais
26:40ferramentas tecnológicas
26:42e as primeiras estações automáticas
26:44também vieram para o Estado.
26:45Já em 2012,
26:47tivemos os meteorologistas
26:49que foram admitidos
26:50pelo concurso do Incapé
26:52e,
26:53até chegando em 2018,
26:54que foi criada
26:55a Coordenação de Meteorologia,
26:56que retomou os trabalhos
26:58praticamente
26:58da parte do monitoramento
27:00agrometeorológico.
27:01Pode passar, por favor?
27:03Esse é o quadro
27:04que nós temos,
27:05à frente da coordenação,
27:06esse aqui é o quadro fixo,
27:08a Tabata,
27:09que é meteorologista,
27:10também está aqui,
27:11o Ivan e o Pedro Henrique
27:13não tiveram oportunidade
27:14de estar aqui,
27:14mas também estão representados,
27:16e os bolsistas
27:17que fizeram,
27:18que estão fazendo parte
27:19de alguns projetos específicos.
27:21Essa é a equipe
27:22que atua de forma direta.
27:24De forma indireta,
27:25todos os colegas,
27:28tanto dos centros de pesquisa
27:29como dos escritórios locais,
27:31eles fazem um trabalho
27:33desde a transmissão de dados,
27:35passando aí
27:37pela organização,
27:39pela conservação
27:39e limpeza da rede de estações.
27:41Pode passar, por favor?
27:43Esse aqui é o conjunto
27:44de equipamentos
27:45que a gente trabalha
27:46para a gente
27:47gerar todas as informações
27:49que são publicadas no site.
27:51Pode passar?
27:53Esse aqui,
27:55a gente mapeou
27:55o conjunto de informações
27:57que a gente desenvolve
28:00para o Espírito Santo,
28:01desde a parte do trabalho
28:03das estações em campo,
28:04mas é a equipe
28:05que faz interno
28:06em articulação
28:07com alguns escritórios locais,
28:11com alguns centros de pesquisa,
28:12e tem a parte toda
28:14que são desenvolvidas
28:15ou internamente na sede
28:17ou também a parte
28:18de publicações.
28:19Pode passar, por favor?
28:22Esses aqui
28:23são os nossos parceiros.
28:26O CPTEC-INPE,
28:27a Agência Nacional de Águas,
28:28o Instituto Nacional de Meteorologia,
28:30a EUMETSAT,
28:32a Agência Europeia,
28:33os produtos
28:34que a gente desenvolve
28:36focado na parte
28:37de monitoramento
28:37de eventos extremos
28:38através do sistema alerta
28:40com a Defesa Civil Estadual,
28:41o IFES,
28:43o CEMADEM,
28:44o Laboratório de Processamento
28:45de Imagens,
28:46que a gente desenvolve
28:47o monitoramento
28:48via assessoramento remoto.
28:50E esses aqui
28:51são o nosso público,
28:53praticamente todos
28:56envolvidos
28:57do Espírito Santo,
28:58no qual a gente desenvolve
28:59a previsão do tempo
29:00em caráter regional.
29:01Por favor, pode passar.
29:03Essa é a nossa página
29:04do site do INCAPER.
29:06Tem duas formas de acessar,
29:07ou pelo link direto,
29:08meteorologia.incaper.es.gov.br,
29:11ou no site principal do INCAPER,
29:13do lado direito,
29:14tem a parte de previsão
29:15do tempo,
29:16e que você consegue acessar
29:18todos os produtos
29:19ligados na agrometeorologia.
29:20E a gente reserva
29:22um espaço
29:23para falar de agrometeorologia
29:25com todos os produtos
29:26que a gente tem desenvolvidos.
29:28Pode passar, por favor?
29:30Então,
29:33esse,
29:34daqui para frente agora,
29:35a gente vai falar
29:36justamente aquilo
29:37que a gente produz aqui dentro.
29:39Esse aqui é o projeto
29:40de monitoramento agrometeorológico,
29:42baseado em sistemas
29:43de censureamento remoto,
29:45coordenado pela Tabata Brito,
29:46nossa meteorologista.
29:48E ele faz o quê?
29:49Justamente pelo fato
29:51de a gente não ter
29:51uma estação meteorológica
29:52em cada município
29:53do Espírito Santo,
29:55a gente,
29:56principalmente no período
29:58da pandemia,
29:58em que muitas das estações
30:00tivemos problemas
30:01com muitas estações,
30:03justamente em questão
30:04das medidas restritivas,
30:06nós não conseguimos fazer
30:07as programações
30:08de manutenção programadas,
30:13houve uma grande
30:14perda de dados.
30:15Então,
30:15para a gente mitigar
30:17essa perda de dados,
30:19a gente lançou mão
30:19desse projeto
30:20que foi financiado
30:21pela FAPS
30:22e, a partir dele,
30:23a gente começou
30:23a gerar os dados
30:24no formato de mapas.
30:27Lógico,
30:28diferente de um dado
30:29que é medido de um ponto,
30:30o dado que é medido
30:31do satélite,
30:31ele é traduzido
30:32em quadrinhos,
30:33como está ali.
30:34E a gente utiliza
30:35as ferramentas
30:36e sigues justamente
30:37para poder suavizar,
30:38para poder codificar
30:39a chuva,
30:40que é o ganho de água,
30:41a perda de água
30:42para levar
30:43para transpiração.
30:44E a gente consegue
30:45trazer esses gráficos
30:47de todos os municípios.
30:50Por exemplo,
30:51esses três gráficos aqui,
30:53antigamente,
30:54quando a gente botava
30:55uma informação de linhares,
30:56a gente botava
30:56baseado no ponto
30:57da estação.
30:58Hoje, a gente tem
30:59a capacidade de colocar
31:00tanto da sede de linhares
31:02como em áreas descentralizadas,
31:05como, no caso,
31:06esse segundo
31:06é do pontal de Ipiranga,
31:07mais próximo do litoral,
31:09e da região do Rio Quartel,
31:11que está mais
31:11para dentro do município.
31:12Então, hoje,
31:13a gente consegue ter
31:14informações,
31:15digamos assim,
31:16de mais pontos
31:17se comparados
31:18ao dado
31:18de uma estação meteorológica.
31:20Essa aqui é a descrição
31:21do sistema
31:22que foi instalada
31:24na sede do Incapé
31:25e que a gente gera
31:26várias informações.
31:28Pode passar, por favor.
31:30Esse segundo
31:32é baseado
31:33nos dados de leitura.
31:35É o ato
31:35climatológico
31:36do Espírito Santo,
31:37que é uma demanda
31:38que a gente está
31:40também desenvolvendo
31:42por um projeto
31:42da FAPES.
31:43E, a partir
31:44dessas informações,
31:46dos dados lidos,
31:48a gente consegue
31:48fazer uma caracterização
31:50do clima
31:50do Espírito Santo.
31:51A chuva anual,
31:53a temperatura máxima,
31:54mínima e média,
31:55a evapotranspiração,
31:57que é a perda de água,
31:57que vai auxiliar
31:59o produtor
31:59na tomada de decisão.
32:02Esse aqui
32:02são os dados
32:03de temperatura.
32:04Aqui embaixo
32:05é a chuva média anual.
32:06Aqui é a evapotranspiração.
32:08E esse último gráfico
32:09aqui do lado esquerdo
32:10é o balanço
32:11entre a chuva
32:12e a evapotranspiração,
32:14ou seja,
32:14o balanço de água.
32:15Se vocês perceberem
32:16nesse detalhe,
32:18quando no passado
32:19apresentava
32:22a metade do Estado
32:24justamente falando
32:26que a gente tinha
32:27mais perda de água
32:28do que ganho,
32:29fazendo esse balanço,
32:31esse mapa aqui agora,
32:32com ferramenta SIG,
32:33a gente consegue
32:34reafirmar justamente isso.
32:37Então,
32:37a metade norte do Estado
32:38convive muito tempo,
32:41consegue produzir muito,
32:43com uma pouca quantidade
32:44de água.
32:44Então,
32:45qual é a estratégia
32:45que a gente tem que fazer?
32:47Usar irrigação?
32:48Sim,
32:48mas usar uma irrigação
32:49sustentável
32:50para que a gente tenha
32:51a água
32:52para os outros usos,
32:54conforme é determinado
32:55determinado pela legislação.
32:56Pode passar?
32:58O monitor de secas,
33:00ele é uma estratégia
33:02justamente de acompanhamento
33:03regular e periódico da seca.
33:05Ele é um produto desenvolvido
33:06pela Agência Nacional de Águas
33:08e,
33:09todo mês,
33:10a gente tem um processo
33:11de acompanhamento
33:12justamente
33:13para a gente ter
33:14essas informações
33:15para poder
33:16dizer para a população.
33:19a seca
33:20está passando
33:21por um estágio
33:24polatino,
33:25a seca
33:25não vem de uma vez só.
33:27Diferente da chuva
33:28que a gente faz
33:28a previsão
33:30para um dia,
33:31para cinco dias,
33:33para uma semana,
33:34a seca
33:35começa
33:35de um processo.
33:37Então,
33:38quando a gente
33:38mostra
33:39esse mapa,
33:40principalmente
33:41no site do Incapé,
33:42esse aqui é o mapa
33:43da Agência Nacional de Águas,
33:44que todo mês
33:45é divulgado
33:46na mídia nacional,
33:48no Jornal Nacional
33:50e outros jornais.
33:52E o que a gente fez?
33:53Para comunicar
33:54com o público capixaba,
33:56a gente adotou,
33:57justamente,
33:59a gente extrapolou
33:59para o Espírito Santo
34:00as informações
34:01do monitor de secas.
34:03Então,
34:03atualmente,
34:04a gente está,
34:06temos 64 municípios
34:08do Estado
34:09que estão
34:09em um estágio
34:10mais branco da seca.
34:11Mas está.
34:12A única exceção
34:13é a região metropolitana
34:14de Vitória
34:15e todo o litoral sul
34:17que a gente tem
34:19ocorrido
34:19bastante chuva,
34:20principalmente
34:21nos últimos dias
34:22que tivemos aí
34:23chuvas,
34:24tanto que na última
34:24quinta-feira,
34:27logo acordamos
34:28com o excesso
34:29de chuva.
34:30Então,
34:30acabou,
34:30digamos assim,
34:32atenuando
34:32esse cenário de secas.
34:33E a gente espera
34:34que seja assim.
34:35E o Incapé,
34:36ele é responsável
34:37pela elaboração
34:38do mapa,
34:38tanto das regiões
34:39sul e sudeste
34:40do Brasil.
34:41Então,
34:42a gente trabalha
34:42juntamente
34:43com o pessoal do IGAM,
34:44com o pessoal do CIMEPAR,
34:45lá do sul.
34:46E a gente trabalha
34:47num processo
34:48de análise de dados
34:49que a gente conta
34:50com todas
34:51essas entidades.
34:53Inclusive,
34:54aqui no Espírito Santo,
34:55como a gente faz parte
34:56do sistema alerta,
34:57as quatro agências,
34:58a AGER,
34:59a Defesa Civil,
35:01a CESAM
35:02e o próprio Incapé,
35:04fazem o processo
35:05de ratificação
35:06ou retificação
35:07do mapa.
35:07Pode passar,
35:08por favor?
35:10Além disso,
35:11a gente faz
35:11produções,
35:13tanto
35:14produções científicas
35:15a ser exibidas
35:17em congressos,
35:19simpósios,
35:20seminários,
35:20como também
35:21a gente tem
35:21as nossas publicações.
35:23O Boletim Agroclimático
35:24do Espírito Santo,
35:25ele é,
35:26ele passou
35:27por um processo
35:27evolutivo
35:28desde os anos 80
35:30e essa última versão
35:32que foi lançada
35:33em 2021,
35:35ela tem
35:36as informações,
35:37além dos mapas médios,
35:40a gente tem
35:40uma fala
35:41dos produtores
35:42da região,
35:43a gente envolveu
35:43todos os atores
35:45da produção
35:46agropecuária capixaba,
35:48principalmente
35:48os que atuam
35:50no Incapé,
35:50que respondem
35:52um questionário
35:52de perguntas
35:53e ele fala
35:54de acordo
35:54com aquele período
35:55que eles passaram,
35:56justamente
35:57como é
35:57que eles se sentem.
35:58essa aqui
35:59é a última versão,
36:00que é do primeiro trimestre
36:01de 2023,
36:02que já está
36:03praticamente saindo
36:04e ela vai fazer
36:05justamente
36:06esse panorama.
36:07Nos próximos dias
36:08a gente vai estar
36:09divulgando elas
36:09no site da editora
36:10do Incapé,
36:11a gente não consegue
36:12mais acessar
36:12nosso site,
36:13porque como ele
36:14passou por um processo
36:15de obtenção
36:18de uma publicação
36:19seriada,
36:20então todas
36:20essas informações
36:21estão organizadas
36:22no site do Incapé.
36:23Pode passar,
36:24por favor.
36:25E o último projeto
36:27que a gente tem,
36:28vocês acham assim,
36:29ah, somos pesquisadores,
36:31mas também a gente
36:31faz um trabalho
36:32de extensão.
36:33Esse aqui é um projeto
36:34que foi desenvolvido
36:35com as escolas do MEPES
36:36do Litoral Sul do Estado,
36:38que é justamente
36:39para a gente trazer
36:39os alunos
36:40para poder fazer
36:42a construção
36:43da leitura
36:43do dado de chuva
36:44e eles terem
36:45essas informações
36:46e debater
36:47em formato
36:48de mesas redondas
36:49como é que a chuva
36:50impactou a vida
36:51daquela população.
36:52Afinal de contas,
36:54a gente está
36:54em um ambiente educacional,
36:56a gente instalou
36:56um pluviômetro
36:57em cada escola,
36:58essa aqui é o MEPES
36:59de Alfredo Chaves,
37:00essa ali é o MEPES
37:01de Olivânia,
37:02e em Rio Novo do Sul
37:03também a gente instalou
37:04um para que os alunos
37:06possam construir
37:06aquela informação
37:07e, a partir dali,
37:09eles terem
37:11como, digamos assim,
37:13discutir,
37:14ah, a chuva que ocorreu
37:15nos últimos dois meses
37:16foi excessiva?
37:18Foi pouca?
37:19O que impactou
37:20na minha vida?
37:21Se aquela chuva
37:22que teve um dia,
37:23que choveu 60 milímetros
37:24de um dia,
37:24o que aconteceu?
37:26Alagou a minha rua?
37:27Houve algum problema?
37:28Então, a cada dois meses,
37:30a gente faz essa roda
37:31de conversa com eles
37:32e, ao final,
37:34a gente tem a oportunidade
37:36de estabelecer
37:38umas horas de estágio
37:39com os alunos
37:39e também ter a capacidade
37:41deles discutirem.
37:43Eu acho que...
37:44Pode passar mais uma?
37:47E algumas reflexões
37:48que eu quero deixar
37:49aqui para vocês.
37:51Algumas são desafios mesmo.
37:53O que os desafios
37:55fazem com a gente?
37:56Primeiro,
37:57a manutenção
37:58da rede de estações.
37:59Afinal de contas,
38:00temos estações
38:01meteorológicas no campo
38:02e elas têm um custo.
38:03Construir um dado público,
38:05construir um dado meteorológico
38:06não é barato,
38:07mas a gente precisa
38:08manter ele em operação
38:10até para poder validar
38:11os dados
38:12que são obtidos
38:12por sensores remotos.
38:14Segundo,
38:15a necessidade
38:16de a implantação
38:18de uma rede
38:18de sensores
38:19agrometeorológicos,
38:20ou seja,
38:20sensores de molhamento foliar,
38:22que mede fluxo
38:23de água e calor
38:25no solo,
38:26a questão
38:26do molhamento foliar
38:29e a questão
38:30da geada.
38:31Também,
38:32um sistema
38:33de monitoramento
38:33de pragas e doenças
38:35e o aplicativo móvel,
38:38até mesmo
38:39para poder
38:40o produtor
38:41saber dentro do campo
38:42da sua informação
38:43e fazer um monitoramento
38:44sem precisar
38:45estar o tempo todo
38:46da lavoura,
38:47mas adotando
38:48as estratégias
38:49para a gente
38:49poder
38:52adotar as medidas
38:53para poder,
38:54digamos assim,
38:55diminuir
38:55a perda
38:56da produtividade,
38:57ou seja,
38:57diminuir
38:57o IDGAP.
38:59Então,
39:00basicamente,
39:01a gente,
39:02com essa fala aqui,
39:04eu queria,
39:04ainda tem ainda,
39:05acho que,
39:06três minutos
39:06para poder
39:07abrir espaço
39:08para perguntas,
39:08senão a Luísa
39:09vai querer
39:10fazer,
39:12vai me pedir
39:13para fazer uma palhinha,
39:14mas,
39:15nesse momento,
39:15eu me despeço,
39:16a gente trouxe aqui
39:18um pouco mais
39:18da realidade,
39:19pode ir,
39:21só para,
39:21a última slide,
39:22por favor.
39:24Então,
39:25basicamente,
39:25aqui,
39:25todos esses canais,
39:27vocês podem entrar
39:28em contato com a gente,
39:29pelo INCAPER,
39:30e em nome da coordenação
39:32de meteorologia
39:33do INCAPER,
39:33de todos que conseguiram,
39:35ficar até esse momento,
39:36deixar o nosso obrigado,
39:38e seguimos à disposição
39:39de todos aí.
39:41Nós que agradecemos,
39:42Hugo.
39:43Nós que agradecemos,
39:44Hugo Ramos,
39:45do INCAPER,
39:46valeu,
39:46Hugo,
39:46obrigado,
39:47hein?
39:47Obrigado mesmo.
39:48Obrigado,
39:49obrigado.
39:51Obrigado a Hugo Ramos,
39:54nosso parceiro,
39:55sempre gentil conosco.
39:57Ele nos ajuda sempre,
39:58pinta uma dúvida
39:59lá de telespectador,
40:01a gente já manda
40:01um áudio rapidinho
40:02para ele,
40:02Hugo,
40:03me socorre.
40:03E aí,
40:04ele já manda o áudio
40:05explicando também
40:06alguma dúvida.
40:07Legal aprender a metodologia,
40:08como é feita a previsão,
40:09tudo que o INCAPER pode oferecer,
40:11o trabalho de meteorologia
40:12do INCAPER,
40:13inclusive com o trabalho
40:13de extensão.
40:14É,
40:14e saber também
40:15dos seis municípios ali,
40:17na região semiárida.
40:18Semiárida já do Brasil.
40:20Seis municípios
40:21fazendo parte,
40:21então.
40:22Valeu,
40:23obrigado.
40:25Valeu.
40:27Hora de acabar,
40:28não é?
40:28Hora de acabar,
40:29gostaríamos de,
40:31em nome da Rede Gazeta,
40:33todos os nossos parceiros também,
40:35agradecer a presença
40:36de todos
40:37que estão aqui
40:38acompanhando
40:39da programação
40:40do Tecnoagro
40:412023,
40:42porque não acabou não,
40:43né,
40:43Mário Bonet?
40:44Não,
40:44agora,
40:45olha só,
40:45agora nós temos um convite,
40:47temos uma atração musical,
40:48é a Luísa Andrade.
40:50Então,
40:51a gente vai ficar
40:51até as nove da noite.
40:54Obrigada a você também
40:55que acompanhou a programação
40:56pela internet,
40:58também pelo Facebook,
40:59pela internet,
41:00site A Gazeta,
41:01e também Facebook
41:02de A Gazeta.
41:04Reforçando aqui,
41:05agradecendo os parceiros.
41:07Agridrones,
41:09Aruna Energia Solar,
41:10Banesse,
41:11Café Número 1,
41:12Cezã,
41:13Cocoa Planestlé,
41:14Creia do Espírito Santo,
41:16DVF,
41:17Associado Fundação Dom Cabral
41:19no Espírito Santo,
41:20Fertibove,
41:21IDAF,
41:22Incaper,
41:22Loga Internet,
41:23Associação dos Criadores
41:25de Nelore do Brasil,
41:26Orvel,
41:27PME Máquinas,
41:28Prefeitura Municipal
41:29de Linhares,
41:30Secretaria de Estado
41:31de Agricultura,
41:32Senar,
41:34Cicobi,
41:34Cicred,
41:36Sistema OCB
41:36e VP Solar.
41:38Muito obrigado a todos.
41:39Se Deus quiser,
41:40nos veremos aqui em 2024,
41:41também conhecido como ano que vem.
41:43Boa noite, gente.
41:44Bom happy hour.
41:44Tchau, gente.
41:45Bom happy hour.
41:47Obrigada.
42:05Obrigada.
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