Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 semanas
O documentário “Caso Henry Borel: A Marca da Maldade”, produzido pela equipe de reportagem de VEJA, estreia nesta sexta-feira, 20 de março, no canal VEJA+ no YouTube — e já está disponível nas plataformas FAST.

A produção revisita um dos crimes que mais chocaram o Brasil: a morte de Henry Borel, de apenas quatro anos, em março de 2021, após sofrer uma série de agressões dentro de casa.

A mãe do menino, Monique Medeiros, e o então padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, foram presos e acusados de homicídio. Ambos seguem aguardando julgamento.

Dividida em quatro episódios, a série reúne depoimentos inéditos e relatos de familiares da vítima e dos acusados, trazendo novas perspectivas e detalhes sobre o caso que comoveu o país.

📺 Disponível também nas plataformas FAST:
Samsung TV Plus (2059), LG Channels (126), TCL Channel (10031) e Roku (221)

👉 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Entraram três pessoas no apartamento, sendo dois adultos e uma criança,
00:06dois adultos saíram com vida e aquele garotinho saiu morto.
00:33Um crime, muitas versões, cinco advogados e dois promotores envolvidos.
00:40São vários os enredos em torno da trágica morte de Henri.
00:44O tribunal do júri decidirá qual deles reflete o que verdadeiramente aconteceu naquele apartamento.
00:59As imagens do circuito de segurança do prédio mostram o menino chegando no colo da mãe, Monique Medeiros.
01:06Ele está bem e não tem nenhum ferimento aparente.
01:09Pouco antes das 7h40 da noite, Henri, a mãe e doutor Jairinho entram no elevador.
01:16Estas foram as últimas imagens do menino com vida.
01:19Mais ou menos 19h58, 2 praias 8, meia hora depois que ela sobe com o Henri no elevador,
01:27ela fala, ó, o Henri tomou banho e me manda uma foto com ela.
01:32Mais ou menos umas 10h30 da noite, ela me manda uma mensagem.
01:38Liniel, o Henri dormiu e está bem.
01:41E eles ficam na sala vendo uma série e tomando vinho.
01:46Tomando vinho, ficaram tomando vinho nesse período de tempo.
01:50O Henri acordou cerca de três vezes e a Monique voltava para deitar com ele, para ele dormir.
01:57O Jairinho, pela terceira vez, de novo ela levanta, pega o quarto e fala para o Jairinho,
02:03vamos lá para o quarto de hóspede, porque eu acho que a televisão faz menos barulho.
02:07Vamos para o quarto de hóspede, Jairinho toma os remédios, que toma há mais de 12 anos,
02:12e vai para o quarto de hóspede e deita no canto.
02:15E ela recosta do lado.
02:17E ela dorme.
02:18E ela depois dá a declaração seguinte.
02:20O Jairinho estava dormindo profundamente.
02:24Eu acordei ele, sacudindo no brato.
02:27Ele levantou, foi para o banheiro, urinar o banheiro do quarto de hóspede.
02:32E eu fui lá para o meu quarto, onde o menino estava, e cheguei lá, deparei com ele no chão
02:37tapete.
02:38Olhei, vi que ele estava com os olhinhos virados, estava meio pássimo.
02:41Peguei ele, botei no quarto, sentei na cama e gritei ao Jairinho.
02:44O Jairinho foi correndo, constatou que o menino estava gelado.
02:51A Justiça do Rio concedeu hoje prisão domiciliar a Monique Medeiros.
02:55Ela que é mãe do menino Henri Borel, de quatro anos.
02:58Monique e o ex-vereador, doutor Jairinho, foram denunciados pelo Ministério Público
03:03por homicídio triplamente qualificado pela morte do menino Henri no ano passado.
03:08Por um mês, Monique sustentou essa mesma versão.
03:11O ex-vereador estava dormindo e ela viu o filho gelado.
03:16Até então, ela e Jairinho compartilhavam, inclusive, a equipe de defesa.
03:21Mas quatro dias depois de ter a prisão preventiva decretada,
03:24a mãe decidiu mudar de advogados e de ideia quanto à ordem dos acontecimentos na noite do crime.
03:31Por volta de três e meia da manhã, a Monique estava dormindo e o Jairinho acordado,
03:38ele diz para ela, acorda Monique, o seu filho está caído.
03:43Veja bem, o seu filho está caído.
03:45Se ele fosse uma pessoa zelosa, ele teria primeiro acolhido a criança e não...
03:52E Jairinho, e concomitantemente chamada a mãe, não fez nada.
03:57Ela sai desesperada, levanta da cama de forma repentina e volta as atenções para o seu filho.
04:06Essa ideia que o Jairinho estava dormindo dentro de casa, não é uma ideia plantada pela defesa.
04:12Muito menos pelo próprio Jairinho, foi juntado no processo.
04:15O Jairinho faz uso contínuo de medicamentos para dormir há muitos anos e faz até hoje.
04:21Ah, mas um telefone do Jairinho demonstra que ele caminhou às duas horas da manhã,
04:27demonstra que ele ligou para a Monique nessa mesma madrugada.
04:31Então veja, se ele estava agredindo a criança,
04:35por que ele ligou para a Monique estando dentro da mesma casa?
04:39Então é matemática, é um exercício de lógica.
04:42As imagens do circuito interno do elevador estão entre as primeiras provas examinadas pelos investigadores.
04:50Jairinho jura que estava fazendo de tudo para reanimar o garoto.
04:54Um rolo no afanta, botou o garoto no carro, socorreu o garoto no carro no boca a boca
05:00e disse para o delegado que não socorreu porque a única experiência que ele teve foi na faculdade.
05:05Porque ele esqueceu, porque ele estava sob efeito de remédio.
05:08E eles descem e flagra, inclusive, a face dela.
05:13Fato que foi, inclusive, relatado pela médica do barradó, que diz o seguinte,
05:18Monique estava em estado de choque.
05:21Monique estava em estado de choque.
05:23Passou pela emergência, passou na triagem.
05:26Chega lá, começa o absurdo de atender o garoto duas horas,
05:30fazendo 12 mil massagens num teito pequenininho,
05:35seis injeções de adrenalina nas jugulares
05:37e duas entubações, que é a primeira vez.
05:41A imprensa tinha que saber isso, é a primeira vez que se entubou o morto e duas vezes.
05:46Houve uma insistência da etupimédica a fazer uma reanimação por isso ser um padrão, né?
05:51Você está num plantão da emergência.
05:54Chega uma criança correndo pela porta da emergência do hospital,
05:57em qualquer hospital, qualquer médico que esteja ali vai se propor a reanimar.
06:02Aquela haste é colocada.
06:03E o que é pior?
06:05Uma médica entuba, chega a outra hora e fala assim,
06:08está desposicionado.
06:11Tira aquela haste e bota a outra.
06:13Deve ter furado o estômago, o resolvo.
06:16Dizer que o Jairinho, a Monique, deu um soco no garoto no apartamento
06:20e queria comparar com 12 mil massagens,
06:25duas horas de atendimento, seis injeções de adrenalina,
06:29duas entubações.
06:31O que eu acho disso? Uma maluquice.
06:34Os médicos têm uma conduta louvável e ficam mais ou mais de uma hora
06:41tentando ressuscitar, manobras ressuscitadoras, enfim,
06:45procedimentos médicos que são feitos na criança
06:48para ver se ela volta,
06:50porque na literatura médica existem relatos como esse
06:54e os médicos vão tentar de tudo e assim o fizeram.
07:00Depois dessas massagens todas,
07:02a médica reúne toda a família, inclusive eu,
07:04para dizer que o menino faleceu
07:07às 5h42 da manhã, no dia 8.
07:10Reúne a gente.
07:11Olha, se solidarizou com a gente.
07:14O garoto do Jairinho acaba de falecer.
07:16A gente estava lá.
07:18Sentindo as testemunhas disso.
07:20As médicas declaram em juízo
07:22e na delegacia
07:24que não havia lesão no menino.
07:27Havia umas equimoses
07:28de menos de um centímetro,
07:31de um milímetro.
07:31Sabe o que é uma equimose?
07:34É quase uma espinha.
07:36E é muito comum em crianças,
07:37conforme o perito falou.
07:39O garoto não tinha lesão,
07:41dito pelas médicas.
07:43Quando você tem uma manobra de ressuscitação
07:45que a pessoa venha a falecer
07:49no pulso da manobra,
07:50ela não falece em razão da manobra.
07:53Ela falece em razão das lesões corporais
07:56provocadas anteriormente nesse corpo.
07:58A grande probabilidade é que o menino
08:00já tenha entrado cadáver no hospital.
08:03E aí tem uma alegação
08:04de que essas lesões teriam sido feitas no hospital.
08:06Vale lembrar que com a pessoa já morta,
08:09essas lesões não são produzidas.
08:11Lesões com reações vitais
08:13só são produzidas em pessoas vivas.
08:15Depois que a pessoa já morreu,
08:16que não tem mais sangue circulante,
08:18se a gente pegar um cadáver daqui agora
08:21e for lá apertar,
08:22a gente não vai conseguir.
08:23Essas mágoas não vão ficar.
08:24A reportagem de Veja tentou contato com o Barra Dor.
08:28A diretoria enviou uma nota
08:30em que afirma que as lesões
08:31já estavam presentes no momento da entrada
08:34de Henri no hospital,
08:35em locais que excluem qualquer conexão
08:38com as manobras de reanimação.
08:41Além disso,
08:42o boletim médico mostra que durante a intubação
08:44o garoto apresentava trismo,
08:47a mandíbula imobilizada
08:49que pode ser decorrente do processo
08:51de rigidez cadavérica.
08:55A discussão em torno da causa,
08:57do horário da morte
08:59e da origem das 36 lesões
09:01identificadas no corpo do garoto
09:03se tornou crucial
09:05para a elucidação do caso.
09:07Aquela altura,
09:08a ampliação das investigações
09:10reforçava a suspeita
09:11de que o garoto
09:12havia sido vítima de tortura
09:14antes de chegar ao hospital.
09:18Em paralelo a isso,
09:20o que a investigação
09:21conseguiu trazer para os autos?
09:24Conseguiu trazer histórias anteriores
09:27do Jairo tendo relações
09:29com outras mulheres
09:30e agredindo,
09:31torturando crianças
09:33com idade parecida com o Henri.
09:37Foi apurado,
09:38em mais outras inquéritos policiais,
09:40a prática de crimes semelhantes
09:42com mesmo modos operandi
09:44por parte do acusado Jairo
09:46em relação a algumas namoradas
09:49e seus filhos que tinham
09:50idades aproximadas
09:52do menino Henri Borel.
09:57Veja, entrevistou as duas ex-namoradas
10:00de Jairinho.
10:00O que aconteceu com o Henri,
10:03o Henri morreu,
10:04que saiu na televisão,
10:05meu filho vendo
10:07YouTube,
10:08ele olhou uma foto
10:10do Jairinho
10:11e tinha uma foto
10:11do Henri também
10:12e ele apontou assim
10:14e falou assim,
10:14olha aqui, mamãe,
10:15olha quem está aqui,
10:16é o F.
10:17É, você sabe
10:18o que ele fez comigo?
10:19Ainda tomada pelo medo,
10:21uma delas pediu
10:22para não se identificar.
10:24Eu descobri que eu me vi
10:25a identidade por ele
10:26depois de um certo tempo
10:28que a gente estava separada
10:29e ela estava assistindo
10:31um programa sobre violência
10:33foi em dia de madrugada
10:34do coração da minha mãe
10:35e estava com a pessoa chorar
10:37e ela falou que ele fazia isso comigo,
10:39ele fazia isso comigo
10:41e quando foi perguntado
10:42quem era,
10:43ela falou diferente,
10:43ele botou papel
10:46e pôs na boca dele,
10:47subiu em cima dele,
10:49ele detalhou o que aconteceu
10:50com detalhes,
10:51falou que primeiro botou papel,
10:52falou que não podia engolir,
10:54botou pano,
10:55acho que para não gritar,
10:56não sei,
10:57e ficou pisando.
10:58Eu ainda perguntei assim,
10:59pisando ou ele subia tudo?
11:01Ele ficou que subia tudo, né?
11:02Na época ele tinha
11:03dois para três anos
11:04e quando meu filho me contou
11:05ele já estava com sete.
11:06Teve o episódio
11:07que ela relatou
11:09para a gente
11:10que ela não sabe
11:11descrever o certo como foi,
11:13mas tudo que ela gritava
11:15leva a crer
11:16que era um hotel
11:17ou algo típico
11:18porque ela disse
11:18que ela teve que ficar
11:19baixada no carros
11:20enquanto ele viu a voz
11:22de uma moça
11:22e quando ela entrou
11:24tinha uma cama
11:25e uma piscina
11:26que estava sempre
11:26dessa cena
11:27e que ele batia
11:29para a costa dele
11:30lá na parede
11:30e ia afogar
11:31para a escola
11:32e essa piscina.
11:33Olhando hoje
11:34o histórico do Jairinho,
11:35eu vejo que ele
11:36só se englobia
11:37com mulheres
11:37com filhos pequenos
11:39com filhos pequenos
11:40e assim,
11:40eu não sei como é
11:41que ele escolhia,
11:42como é que ele chegava
11:43até a gente,
11:44sabe,
11:44mas realmente
11:46eu,
11:47a Monique,
11:48a outra ex dele,
11:50assim,
11:51todas elas
11:52com um filho pequeno.
11:54Acredito que
11:55realmente ele caçasse,
11:57ele procurasse
11:57para fazer isso.
11:58O perverso,
11:59ele tem uma relação
12:00com a lei
12:00muito específica
12:00porque ele conhece
12:02a lei,
12:04ele desmente
12:06a lei
12:07e ele age.
12:09Ele age
12:10exatamente aquilo
12:11que um sujeito
12:12apenas neurótico
12:13fica só
12:14no campo da fantasia.
12:15Então o perverso
12:16é aquele
12:17que se toma
12:17pela lei
12:18para a finalidade
12:21de obter
12:21satisfação própria.
12:24Os relatos
12:25de agressão física
12:26contra crianças
12:27indefesas
12:28são numerosos
12:29e variados.
12:32Ele me ligou
12:33que a gente não
12:33podia levar
12:33o meu filho
12:34para uma reunião
12:35numa casa de festas
12:37que todos os homens
12:39levariam os seus filhos.
12:41Só que a ex-mulher dele
12:42não estava deixando
12:43eu levar o filhinho dele
12:44que tem a mesma idade
12:45do meu.
12:45Ele pegou o meu filho,
12:46saiu,
12:47não deu nem 15 minutos,
12:48vou botar assim,
12:48não deu nem meia hora.
12:49Ele me ligou
12:50falando que
12:51o meu filho
12:52tinha torcido o joelho.
12:54Eu falei,
12:54cara,
12:55você acabou de sair
12:56com a criança.
12:57Como que ele torceu
12:58o joelho?
12:58Ah, ele foi descer
12:59do carro
12:59que a gente entra
13:00na casa de festas.
13:01Eu falei,
13:01você deixou ele
13:02descer sozinho
13:02de um carro alto.
13:03Quando viu,
13:04o seno estava quebrado.
13:05A perna quebrada
13:06ficou toda engessada,
13:08tinha um pedaço
13:08assim de madeira
13:09no meio
13:10e a outra perna
13:10até aqui pela metade.
13:12E ele ficou
13:13dois meses
13:13com isso
13:14até conseguir,
13:15quando tirou,
13:16ele ainda ficou
13:16com uma perninha
13:16maior que a outra,
13:18depois voltou ao normal,
13:20enfim,
13:20ele foi um sofrimento,
13:22dois meses.
13:23O que eles querem
13:23falar de materialidade?
13:25Que eles plantaram
13:26nas meninas
13:28que o Jairinho
13:29teria agredido
13:30o filho delas
13:30também há 11 anos atrás,
13:32há 6 anos atrás.
13:34É um absurdo isso.
13:35É uma covardia.
13:37É uma canalice isso.
13:38Eu nunca tive o coragem
13:40de denunciar
13:41nem uma agressão,
13:43nenhuma das vezes,
13:44porque eu sabia
13:45que ia dar problema
13:47para mim,
13:48poderia acontecer
13:48alguma coisa comigo.
13:49Era um vereador,
13:51o pai dele também
13:52influente como hoje,
13:53coronel reformado
13:54da PM,
13:55tinha influência,
13:56além de tudo,
13:57era político também,
13:58deputado estadual.
14:00Eu sabia que eu era
14:01a parte mais fraca ali.
14:02Ele sempre fez
14:03uma questão
14:03de dizer que ele
14:04era muito conhecido,
14:05que ele conhecia
14:06juiz,
14:06desembargador,
14:07que ele conhecia
14:08todo mundo.
14:09Então,
14:09era só uma pessoa
14:10que ia chegar
14:11para a delegacia
14:11e dizer que há mais
14:12um ano atrás
14:13ele tinha agredido
14:14uma ameaça.
14:15Na minha cabeça
14:15eu não entendi,
14:16a minha fala
14:16que eu não tinha
14:17peso nele.
14:18No primeiro depoimento
14:20após a morte de Henri,
14:21ainda com medo,
14:23as ex-namoradas
14:24seguiram em silêncio
14:25sobre as agressões
14:26de Jairinho.
14:27Só após a prisão dele,
14:29voltaram à delegacia.
14:31E aí sim,
14:32relataram
14:33o que viveram
14:34ao seu lado.
14:36Aí eu falei assim,
14:37ah não,
14:37agora eu vou botar
14:37cara,
14:38agora eu vou querer falar
14:39e agora eu vou falar
14:40de mim também.
14:41Porque se eu deixasse
14:42isso passar,
14:43eu não estaria fazendo
14:44justiça pelo meu filho.
14:46Aí sim,
14:47eu estaria errada.
14:47depois que a gente
14:48descobriu o que tinha
14:49acontecido com a minha filha,
14:52porque a história
14:53sobre ela,
14:54e eu sempre fiz
14:55um luto
14:57de que me colocou
14:57como que ela
14:58queria que fosse feito.
15:00E eu ia me pedir
15:02para a minha filha,
15:02eu estava muito assustada
15:04nela,
15:05porque tinha
15:05muito homem,
15:06muito lixo,
15:07tipo ele,
15:08e aí eu peguei na montanha
15:09e falei que se ela não
15:10quisesse,
15:10eu não precisava fazer aquilo.
15:12E ela entrou no meu olho
15:13e disse,
15:13eu quero me libertar.
15:16Uma coisa
15:17é ter coragem
15:18para denunciar
15:19e falar,
15:20olha,
15:20teu cliente é perigoso.
15:22Show de bola.
15:23Fica quietinho,
15:25muda de bairro,
15:26muda de casa.
15:27Mas no caso da primeira,
15:29ela continuou namorando
15:30o Jairinho
15:31e ainda foi viajar
15:31para a Europa.
15:32Ele foi para Portugal.
15:34A segunda,
15:36ah, mas o Jairinho
15:37é perigoso,
15:38mas eu vou continuar
15:39fazendo campanha
15:40para ele e para o pai dele
15:41até 2020.
15:43se isso for crivo,
15:45se você aí
15:45de casa
15:46você é mulher,
15:48você continuaria
15:49se relacionando
15:50com o seu estuprador?
15:51As namoradas anteriores,
15:53elas quando perceberam
15:54que o Jairinho
15:55praticava esses atos,
15:57elas imediatamente
15:58protegeram os seus filhos,
16:00coisa que a Monique
16:01não fez.
16:04Mensagens de celular
16:05revelaram que
16:06antes da morte de Henri,
16:08Monique teve sinais
16:09claros de que
16:10também o filho
16:11poderia estar sendo o alvo
16:13do mesmo tipo
16:14de violência.
16:21O menino
16:22estava em casa,
16:23Jair o levou
16:24para dentro do quarto,
16:26torturou o menino
16:28de uma forma
16:29agônica.
16:30O menino saiu
16:31daquele quarto
16:31desesperado.
16:33A babá
16:34fez contato
16:35com a mãe
16:35que estava
16:36num salão
16:36de cabeleireiro
16:37e nada
16:38fez.
16:39Ela se mantém
16:40inerte,
16:41sabendo que o filho
16:42estava correndo risco,
16:44sabendo que o filho
16:45estava
16:46sendo agredido,
16:48ela se mantém
16:49inerte.
16:51Em determinado momento
16:52ele
16:53acaba morrendo.
16:54E a Tainá,
16:56que era a babá,
16:57que era a gente
16:58garantidora,
16:59começa um relato
17:00para Monique.
17:01Olha,
17:02ele entrou no quarto,
17:03ele está com a criança,
17:05ele,
17:06olha,
17:07eu tenho muito medo.
17:08E aí a Monique
17:09passa full time
17:10a respondê-la
17:12sobre todos os questionamentos.
17:14Bate na porta,
17:15invade.
17:16Foram relatos
17:17que demoraram
17:18três minutos.
17:21Três minutos.
17:22Quando saiu do quarto,
17:23Henri foi filmado
17:25pela babá
17:26mancando.
17:27Ela não relata
17:29que bate.
17:30Ela relata
17:32que a criança
17:33sai mancando
17:34de dentro do quarto.
17:35Ela não relata
17:36que bate.
17:37Agora,
17:38o Jairinho,
17:39mais o menino
17:39Henri,
17:40eles costumavam,
17:42como a própria
17:42Monique disse,
17:44eles brincavam
17:44de lutinhas.
17:46Sempre.
17:47Era comum deles
17:47ali,
17:48esse tipo de relacionamento.
17:50O menino Henri
17:51que gostava
17:52desse tipo de brincadeira.
17:53Há um imaginário
17:54da sociedade
17:54de que a Monique
17:56ficou lá
17:57no salão de belezas
17:59e que o Henri
18:00ficou por uma sessão
18:01de tortura
18:01de horas.
18:03Pode ser uma
18:03verdadeira
18:05inverdade.
18:06A Tainá,
18:06ela é uma testemunha
18:08presencial
18:08dos episódios
18:10de tortura.
18:11Logo que ela foi
18:12prestar os seus primeiros
18:14depoimentos
18:15na delegacia,
18:16isso depois ficou
18:17muito claro,
18:18ela foi pressionada,
18:19ela foi coagida.
18:20entretanto,
18:21quando Jairo
18:22e Monique
18:23foram presos,
18:24aí ela já se sentiu
18:25mais tranquila
18:26e ela trouxe
18:27a verdade dos olhos.
18:28A Monique não relatou
18:30o episódio
18:30da criança
18:31mancando,
18:32do pequeno Henri
18:33mancando
18:34que ela recebeu
18:35da Tainá
18:36aos policiais
18:38no primeiro depoimento
18:39dela,
18:39justamente porque
18:40ela não tinha certeza.
18:42Procurada por Veja,
18:43a babá não respondeu.
18:45A Monique sabia
18:47que o Jairo
18:47tinha esse prazer
18:49em torturar crianças.
18:51E por que
18:51que ela não deu
18:52um basta nisso?
18:53Porque ela
18:54preferiu
18:55manter uma relação
18:57com um vereador
18:58filho de um
18:59deputado estadual,
19:01com uma condição
19:02financeira
19:02abastada no Rio de Janeiro
19:04e acabou
19:05elevando-a
19:06para um patamar
19:07de uma vida
19:08luxuosa
19:09na sociedade
19:10carioca.
19:11faz uma aliança
19:12mórbida,
19:14patológica
19:16com o Jairinho
19:18e uma aliança
19:20que a beneficia,
19:22mas que
19:23traz enormes
19:26prejuízos
19:28e sofrimento
19:29ao próprio filho.
19:32Quer dizer,
19:33o interesse
19:33dela
19:34está gigantemente
19:36maior
19:37do que
19:39a proteção
19:41da criança.
19:46Mesmo
19:47com os relatos
19:48testemunhais,
19:49a defesa
19:49de Jairinho
19:50insiste
19:50que falta
19:51uma peça
19:51em todo
19:52esse quebra-cabeça.
19:53Na visão
19:54dos advogados
19:55e familiares,
19:56não há materialidade
19:58nas acusações
19:59contra o ex-vereador.
20:01Não é possível
20:03tentar acusar
20:05um casal
20:05de um crime
20:07que não tem
20:08causa-morte,
20:08de um crime
20:10que não ouse,
20:12de um crime
20:13que não tem
20:13materialidade,
20:15que não tem
20:16indícios de autoria,
20:18um crime
20:19que não tem
20:20nexo causal.
20:21Não há nada,
20:22não há uma prova
20:23concreta,
20:25robusta,
20:26contundente
20:26a apontar
20:27que o Jairinho
20:29tenha efetivamente
20:31praticado
20:32essa monstruosidade
20:34que a denúncia
20:36conta
20:37no processo.
20:39Ele não praticou
20:39esse crime,
20:40é um inocente.
20:41Quando ele chegou
20:42ao hospital,
20:43o garoto
20:43chegou vivo,
20:44porque senão
20:45não passaria
20:46na emergência,
20:47não passaria
20:47na triagem
20:48e nem
20:49fica em ser
20:50subjetivo
20:50a duas horas
20:52de massagem.
20:53Para a perícia,
20:54a resposta está
20:55na análise forense.
20:57Com base
20:58nos relatórios médicos
20:59e exame do corpo,
21:00foi possível estimar
21:01o horário
21:02da morte do garoto.
21:03O resultado
21:04permite afirmar
21:05que a vida de Henri
21:07foi tirada
21:08naquele apartamento.
21:09Nós não temos
21:10nenhuma dúvida
21:11de que a morte dele
21:11se deu por uma lesão
21:12violenta
21:14e no intervalo
21:15entre 23h30
21:16e 23h30.
21:19Não temos
21:20outra explicação.
21:21Com toda certeza
21:22ele estava morto
21:23no elevador.
21:23A juíza,
21:24o delegado,
21:25todo mundo fala assim,
21:26não,
21:26nós nos baseamos,
21:28nos laudos.
21:29O laudo é falso.
21:31O perito
21:33confessou
21:33que no dia
21:34lá,
21:35no dia 9,
21:35que ele assinou
21:36dois laudos
21:37e respondeu
21:38o seu delegado
21:39que ele não estava lá.
21:40Obviamente,
21:40ele estava aqui.
21:42E existem
21:42provas testemunhadas
21:43disso.
21:44Se alguém tiver
21:44algum questionamento
21:45sobre isso,
21:46é só perguntar
21:47para as pessoas
21:47daqui.
21:48Inclusive,
21:48eu cheguei a falar
21:49com ele
21:49em alguns momentos
21:51dessa época,
21:54desse dia.
21:55Por que o perito,
21:56o Leonardo Tawil,
21:57não explica
21:58porque nos seis
22:00laudos,
22:01ele não viu
22:02um pneu motórax
22:06bilateral,
22:07muito claro.
22:08Explica,
22:09porque ele não
22:09explicou nos laudos,
22:10no laudo,
22:11ele nem viu.
22:12a gente trabalha
22:13com total isenção.
22:15Nosso grande interesse
22:17em trabalhar direito
22:19é em produzir
22:20respostas verdadeiras.
22:22No que isso vai impactar
22:23em termos de sentenças
22:24e tudo mais,
22:26essa parte não é
22:26do nosso interesse,
22:27nós estamos totalmente isentos.
22:28A batalha seguirá
22:29no tribunal,
22:30com Monique Jairinho,
22:32cada qual defendendo
22:33a sua pele,
22:34em lados opostos.
22:38Quem agredia
22:39era o Jair.
22:40E a Monique,
22:40vendo aquilo acontecendo,
22:42ela se omitia.
22:43Que a professora
22:46deu uma dor generosa
22:48com os alunos dela,
22:49com os amigos.
22:51Estava agindo dessa forma,
22:53esse crime ficou queda,
22:54da mesma forma.
22:55Era conveniente
22:56manter a relação
22:57para que ela pudesse
22:58continuar a ter
22:59uma vida de luxo
23:00na alta sociedade.
23:02E a Monique fala
23:03no depoimento dela,
23:05eu fui programada
23:07para mentir.
23:08Eu vou provar
23:09por que a Monique
23:10mudou o seu depoimento.
23:11Eu já tenho essa prova.
23:13Senhor candidato
23:14Leniel Borel.
23:18E agora,
23:19eu sentando nessa cadeira
23:21como vereador,
23:22na cadeira que um dia
23:23foi do Jair.
23:25Tem coisas que acontecem
23:26que você sente que é
23:28seu filho está sendo
23:29morto de novo.
23:30Eu acho que a dor
23:31ela não passa,
23:32a dor ela se transforma.
23:34Hoje,
23:35eu sou grato
23:36por Deus conseguir
23:37uma nova oportunidade
23:39de ser pai.
23:40Música
23:42Música
23:42Música
24:12Legenda Adriana Zanotto
24:17Legenda Adriana Zanotto
Comentários

Recomendado