- há 2 semanas
O documentário “Caso Henry Borel: A Marca da Maldade”, produzido pela equipe de reportagem de VEJA, estreia nesta sexta-feira, 20 de março, no canal VEJA+ no YouTube — e já está disponível nas plataformas FAST.
A produção revisita um dos crimes que mais chocaram o Brasil: a morte de Henry Borel, de apenas quatro anos, em março de 2021, após sofrer uma série de agressões dentro de casa.
A mãe do menino, Monique Medeiros, e o então padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, foram presos e acusados de homicídio. Ambos seguem aguardando julgamento.
Dividida em quatro episódios, a série reúne depoimentos inéditos e relatos de familiares da vítima e dos acusados, trazendo novas perspectivas e detalhes sobre o caso que comoveu o país.
📺 Disponível também nas plataformas FAST:
Samsung TV Plus (2059), LG Channels (126), TCL Channel (10031) e Roku (221)
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A produção revisita um dos crimes que mais chocaram o Brasil: a morte de Henry Borel, de apenas quatro anos, em março de 2021, após sofrer uma série de agressões dentro de casa.
A mãe do menino, Monique Medeiros, e o então padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, foram presos e acusados de homicídio. Ambos seguem aguardando julgamento.
Dividida em quatro episódios, a série reúne depoimentos inéditos e relatos de familiares da vítima e dos acusados, trazendo novas perspectivas e detalhes sobre o caso que comoveu o país.
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NotíciasTranscrição
00:11Quem agredia era o Jail. E a Monique, vendo aquilo acontecendo, ela se omitia.
00:18Os mistérios em torno do caso da morte de Henri Borel não se restringem aos acontecimentos no apartamento na noite
00:25em que ele perdeu a vida aos quatro anos.
00:27Uma peça-chave no quebra-cabeças do crime segue intrigando. O papel de Monique Medeiros à mãe.
00:37Por que não protegeu o filho? Como atuou naquelas horas em que o destino do menino estava sendo traçado?
00:56Era um menino elétrico, feliz, e brincava, e fazia todo mundo que estava ao redor dela, assim, feliz também.
01:04O pai entendeu se envolvendo em uma coisa tão pesada, tão oculta, que ficou uma coisa assim na cabeça de
01:14todo mundo, né?
01:16E que ela, logo só dou a dor generosa dos alunos dela, dos amigos, está agindo dessa forma, assim, é
01:26foqueta dessa forma.
01:27Para a acusação, a resposta é simples, direta e perversa.
01:33Que era conveniente para ela manter aquela relação.
01:38Era conveniente manter a relação para que ela pudesse continuar a ter uma vida de luxo na alta sociedade, Caio.
01:45Então eles continuaram a ter uma vida conjugal, assim, explícita, e os dois ali dentro daquele pano que foi retetado
01:56para que eles se livrassem do crime que cometeram.
02:00O fato dela ter se omitido esse tempo todo, não ter tomado uma providência, é um fato que a promotoria
02:07lamenta profundamente,
02:08porque a vida desse menino poderia ter sido salva, né, esse crime de homicídio poderia ter sido evitado, tivesse ela
02:17tomado as providências adequadas.
02:20Aliança entre Jairinho e Monique, que parecia inabalável, ruiu após a prisão preventiva dos dois.
02:26A mudança causou uma reviravolta no caso, já que ela passou a apontar o dedo para o ex-companheiro.
02:42E a Monique fala no depoimento dela, eu fui programada para mentir, eu fui programada para ir com uma determinada
02:52roupa,
02:53até a minha roupa foi escolhida pelo meu antigo advogado.
02:56E ele me dava instruções dizendo como eu deveria falar por horas e horas, eu fiquei no escritório dele, cerca
03:04de oito horas, nove horas.
03:06Aí você vai me perguntar, Hugo, mas o depoimento no hospital foi logo após o fato.
03:15E aí a gente chama essa versão apresentada por ela, do universo de Jair, teoria das falsas memórias.
03:24Ela estava em estado de choque, o que é o estado de choque?
03:27Você não ouve, não responde nada, ela está paralisada mentalmente.
03:32Ela vira para ele e pergunta, o que aconteceu?
03:37Ele diz, você não lembra que você estava acordada para...
03:42Acordou com um barulho e foi lá ver e depois me acordou?
03:47Foi necessário que a Monique fosse presa para poder se libertar.
03:53Ela mudou e isso eu vou provar.
03:55Não posso adiantar como, mas pode ficar assim, eu vou provar o que a Monique mudou o seu depoimento.
04:01Eu já tenho essa prova e é uma prova robusta.
04:05Não posso ainda me adiantar, mas é uma prova robusta pelo motivo que a Monique mudou o seu depoimento.
04:14E todos vão ficar surpresos porque é esse motivo.
04:18Uma das estratégias da nova defesa de Monique é uma carta dela própria de 29 páginas,
04:24em que ela se declara vítima de violência doméstica.
04:29Não mereço estar sendo condenada por um crime que eu não cometi.
04:33Nunca acobertei maldade ou crueldade em relação ao Henri.
04:37Eu tentava a todo custo me afastar e me desvincular dele,
04:41mas fui diversas vezes ameaçada e minha família também.
04:45Lembro de ser acordada no meio da madrugada,
04:48sendo enforcada enquanto dormia na cama ao lado do meu filho.
04:59A Justiça do Rio concedeu liberdade a Monique Meteiros,
05:03acusada de participação na morte do próprio filho, menino Henri Borel, de 4 anos.
05:08A Monique é absolutamente inocente.
05:13A Monique é radicalmente inocente.
05:16E mais, ela não é inocente somente.
05:19Ela é vítima.
05:20A Monique é vítima do que aconteceu.
05:23A Monique é vítima da morte do homicídio praticado contra seu filho.
05:27A Monique é vítima de um relacionamento tóxico.
05:30A Monique é vítima de uma ausência de sensibilidade das autoridades
05:36e colher um novo depoimento dela.
05:38Monique, sem ter no que se apegar,
05:41começou a construir uma narrativa de que
05:44ela era vítima de violência doméstica.
05:49Entretanto, todavia, as provas demonstram que não.
05:53Em um diálogo entre Jairo e Monique,
05:58ali após um dos eventos de tortura,
06:03demonstra que Monique não tinha medo do Jairo coisa nenhuma.
06:07Ela ameaçava o Jairo.
06:09Ela usava palavrões dizendo que o Jairo ia pagar caro
06:13se não fizesse o que ela quisesse.
06:16Em nenhum momento o processo me mostrou,
06:20a investigação me mostrou que Monique era aquela figura que era com a agenda.
06:24A Monique Medeiros, acusada de matar o filho Henri Borel,
06:27voltou para a prisão no Rio de Janeiro hoje.
06:29Essa prisão foi por determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF,
06:33ele que analisou o recurso do pai do menino Henri Borel,
06:36o Leniel Borel, que apresentou ao STF
06:38uma série de mensagens atribuídas à Monique Medeiros,
06:41feitas na rede social, mensagens intimidatórias.
06:45Amiga, que homem desgraçado, cara.
06:48Olha, meu Deus, se eu encontro ele na rua, não sei o que eu faço, não.
06:54Juro.
06:56Gosto nem de pensar.
06:58Ele é pior do que o MP porque ele só quer vingança.
07:01Esse homem, minha filha, é ódio puro no coração dele.
07:05Tinha que morrer, infartar.
07:07Tem um câncer.
07:09Onze meses após ser solta,
07:12Monique Medeiros voltou à prisão,
07:13por determinação do Supremo Tribunal Federal.
07:16E mesmo atrás das grades,
07:18segue recebendo parte do salário como servidora municipal.
07:23A gente está falando de uma mãe
07:25que foi no mínimo conivente com a morte do seu filho.
07:28Essa mãe não tem as condições de exercer a sua função profissional,
07:33que é ser professora.
07:35E é por isso que eu digo de maneira muito direta
07:38que enquanto eu for secretário de educação,
07:40ela não entra numa escola,
07:42não entra numa sala de aula
07:44para fazer o papel que ela tentou
07:47enquanto professora.
07:49A Monique que eu conheci
07:52não é a mesma que eu vejo hoje.
07:55Infelizmente, a Lara,
07:57hoje eu não sei te dizer quem é a Monique.
08:00Não sei te dizer.
08:04Crimes de grande repercussão
08:06revoltam as pessoas
08:07e despertam o desejo por justiça,
08:10fazendo com que as autoridades se mexam.
08:13Às vezes a sociedade avança
08:15sob o impulso de novas leis
08:17para evitar que a violência se repita.
08:20Mas sua marca é permanente.
08:23Elas nunca deixam aqueles que perderam um filho
08:25de forma brutal.
08:28A tragédia só acontece na televisão.
08:30Só acontece do outro lado da tela.
08:32E, de repente, o outro lado da televisão
08:34era a história da minha vida.
08:36A história que mudou a minha vida.
08:37Era a minha filha, era eu,
08:39era a minha família o tempo todo na televisão.
08:41Você não tem tempo de viver o luto.
08:43Porque se você se entregar à dor,
08:48tem coisas que acontecem
08:49que você sente que o seu filho
08:51está sendo morto de novo.
08:54São as mentiras
08:55que podem se falar a respeito do caso.
08:58É a impunidade dos criminosos.
09:01Tudo isso é matar outra vez
09:03aquele filho seu.
09:04É você enfrentar aquela dor
09:06e ainda ter que enfrentar uma justiça.
09:08É você buscar uma resposta
09:10todos os dias daquilo que aconteceu.
09:12Você não imagina que aquilo
09:14possa ficar impune.
09:15Aí, de repente,
09:16no andar da carruagem,
09:18que eu sei que o Lenial sentiu isso também,
09:20você começa a sentir que você está sozinho,
09:22que se você não se mexer, vai ficar por isso mesmo.
09:25Então, durante dois anos,
09:27eu tive que enfrentar isso,
09:28essa justiça, chegar no julgamento
09:31e realmente tivesse feito essa justiça.
09:33Aí é que vem a força
09:36paterna, paterna,
09:37a força que vem de você defender a sua cria,
09:41mesmo que ela não esteja mais ali fisicamente.
09:45Eu acho que a dor, ela não passa.
09:48A dor, ela se transforma.
09:50Então, essa não é uma dor latente,
09:51é uma saudade que fica.
09:53É um sentimento,
09:55hoje, de uma lembrança boa
09:57de tudo que nós vivemos.
10:00Enfim, transformar essa dor
10:01em algo diferente
10:03para que você não viva nesse fundo do poço.
10:05Quando acontece um crime assim,
10:07as pessoas que passaram por isso
10:09costumam ir prestar solidariedade
10:12de se colocar à disposição
10:14daquela pessoa que está passando agora
10:16pelo que você passou antes.
10:18Isso é comum.
10:19É como acontece.
10:20Quando tudo aconteceu com o Leoniel,
10:22eu mandei uma mensagem para ele,
10:24oferecendo meu apoio, minha ajuda.
10:27Na verdade, o que a gente precisa
10:29nesse momento é de uma solidariedade.
10:30Então, você se arma de uma coragem,
10:33de uma disposição,
10:34que eu não sei de onde é que a gente tira,
10:36e você sai para a luta.
10:42Você esteve comigo na luta por justiça
10:44pelo meu filho.
10:45Prendemos juntos Jair e Monique,
10:46aqueles dois monstros.
10:48Continuar essa caminhada, assim,
10:49o Enri é muito difícil, eu tenho,
10:51para continuar,
10:52para estar de pé,
10:54para caminhar.
10:55Eu tenho me empenhado
10:56em tratamentos psicológicos,
10:58psiquiatros.
10:59Isso me trouxe alguns problemas
11:01até a nível profissional.
11:03Então, nesse caminho,
11:04eu resolvi transformar o luto em luta.
11:07Falei, não, tem que ajudar meu filho.
11:09Erguei minhas mangas,
11:10que eu sou tímida,
11:11para falar,
11:13mas eu tirei minha timidez
11:14e pedi voto,
11:16pedi na igreja,
11:18pedi na rua,
11:20todos conhecidos.
11:21Fiz campanha para ele.
11:23O pai de Henri Borel,
11:25o candidato Leniel Borel,
11:27do PP,
11:28foi eleito vereador no Rio de Janeiro.
11:34Senhor candidato Leniel Borel.
11:38Senhor candidato Leniel Borel.
11:52Eu sei a dificuldade
11:53que foi levantar da cama.
11:55E agora,
11:56eu sentando nessa cadeira
11:57como vereador,
11:58na cadeira que um dia foi do Jairo.
12:02E para agradecer a vocês aí,
12:04obrigado,
12:04se eu te abençoe.
12:05Adeus pelo apoio.
12:06Meu amor,
12:06por ter em você.
12:07Agradece ela por mim.
12:08Ela é bonica,
12:09mas não é bandida.
12:10Eu me emociono muito
12:11quando eu chego aqui,
12:12mas se meu filho não está aqui,
12:14eu, Leniel Borel,
12:16como o pai do Henrique Borel,
12:17só pode ter algum sentido,
12:19algum significado,
12:20se eu conseguir ajudar
12:21outras crianças,
12:22outras famílias.
12:23Eu sei que eu tive que lutar
12:25para ser eleito vereador
12:26no Rio de Janeiro.
12:27Lutar contra um sistema político
12:29do que o Jairo fazia parte.
12:31Fake news,
12:32as estratégias políticas
12:33daquele povo,
12:34lá em Bangu,
12:35na Zona Oeste.
12:35Eu sei que eu lutei
12:36para chegar aqui.
12:37E é por isso
12:38que isso é mais um marco
12:39na luta por justiça
12:41pelo meu e pelo nosso
12:42Henrique Borel.
12:48Após quatro anos,
12:49o caso Henrique Borel
12:50finalmente chegará
12:51ao tribunal do júri.
12:53Representantes do povo
12:54irão decidir
12:55se Monique e Jairinho
12:56são culpados
12:57ou inocentes
12:58pela morte do garoto.
13:00É o derradeiro capítulo
13:02de uma história
13:02trágica.
13:04Um enredo
13:05macabro.
13:10Eu consigo narrar
13:12o antes,
13:13o durante,
13:13o depois.
13:14E tudo isso
13:15me aponta
13:16para uma mesma direção,
13:17que é
13:18a da responsabilidade
13:19penal dos dois.
13:21Julgar este caso.
13:22Que a sociedade
13:23possa dar uma resposta
13:25à altura
13:26dos crimes
13:27bárbaros,
13:28cruéis,
13:29praticados
13:30tanto por Monique
13:31e como por Jairo,
13:33contra essa criança
13:34indefesa
13:34de apenas
13:35quatro anos de idade.
13:36Ele age
13:38contra a criança,
13:39não se importando
13:40se essa criança
13:41mais morreu.
13:42A Monique,
13:43ela sabe
13:44que essa criança
13:45está sendo agredida
13:46e ela se omite
13:48de cuidados básicos.
13:50O que vamos
13:51fazer
13:52é procurar
13:54demonstrar
13:54por meio
13:55da verdade
13:56que a Monique
13:57é inocente,
13:58que isso
13:59tem certeza
14:01que ela
14:02não praticou
14:04nenhuma conduta
14:05que dele seja
14:06a tortura
14:07ou a morte
14:08do seu pequeno filho.
14:10O que a gente sente
14:11é contra aqueles
14:13e outras crianças
14:13que estão dizendo.
14:14Outras crianças
14:15que podem ter passado
14:16com esse
14:16e ele não tiveram
14:17a oportunidade
14:18de achar
14:18com as suas mães.
14:20Era um homem
14:22filantropo,
14:23uma pessoa
14:24que vivia
14:25para o bem
14:25do próximo
14:26e de uma hora
14:27para outra
14:28o que foi pintado
14:30era figura
14:31de um monstro.
14:32Porque
14:34todo louco
14:35é mal
14:36quando se ouve
14:37apenas a versão
14:38de Chapeuzinho Vermelho.
14:39Além da questão
14:41da violência
14:41contra a criança,
14:42está a questão
14:43de quem nós estamos
14:45colocando no poder
14:46como é que uma pessoa
14:48pode enganar
14:48outras assim
14:49durante tanto tempo.
14:50Então,
14:51isso acaba
14:52chocando
14:52a sociedade.
14:54A Monite Medeiros
14:55é a melhor mãe
14:57que o Rio
14:58pôde ter
14:58ao longo
14:59dos poucos
15:01anos de vida
15:02e que teve.
15:03A mãe mais zelosa
15:05que ele poderia ter.
15:07A mãe
15:07mais amável
15:09que ele poderia ter.
15:10não existe
15:11nenhum indício
15:12da menor
15:13possibilidade
15:14do meu pai
15:15ter qualquer envolvimento
15:16com a morte
15:16desse menino.
15:17Pelo contrário,
15:19ele sempre tatua o menino
15:20muito bem.
15:20Eu acho que é tudo
15:21especulação.
15:22Eu acredito
15:22na condenação
15:23de ambos acusados
15:24por ele
15:24no tribunal de julho.
15:25Eu tenho certeza disso.
15:29Mesmo atrás
15:29das grades,
15:30a vida do ex-vereador
15:32está prestes
15:33a mudar.
15:34Por acreditar,
15:35por ter certeza
15:36da inocência
15:38do Jairim
15:38que ele seria
15:39incapaz
15:40de cometer
15:40qualquer coisa
15:41que estão
15:41acusando ele,
15:42a gente vai casar.
15:44Eu voltei
15:45para o lado dele
15:46e vou ficar junto
15:47até o fim,
15:48até provar
15:49a inocência dele
15:50e ele ser absorvido.
15:51O erro do Jairim,
15:52o erro do Jairim
15:55foi se envolver
15:57com a Bonique
15:58e não obedecer
16:01os conselhos
16:02da mãe
16:03e do pai dele.
16:05Esse é o erro do Jairim.
16:07Essa falha
16:07ele tem.
16:09Ele não obedeceu.
16:10O meu filho
16:11eu não abandono.
16:12O meu filho
16:12é a razão
16:13da minha vida
16:14e é inocente.
16:15Eu queria muito
16:16que o Jairim
16:17desse a declaração
16:18aqui para a revista Veja.
16:20Uma revista séria,
16:21uma revista
16:22tradicional
16:23do país
16:24para que o próprio
16:26Jairim
16:27diga para a sociedade
16:28que é um Jairim.
16:30A reportagem de Veja
16:31tentou inúmeras vezes
16:33entrevistar
16:34Jairim
16:34e Monique,
16:35mas eles não quiseram
16:36se pronunciar.
16:38Eu me sinto coagido
16:40até hoje
16:40pela família do Jair.
16:42Muito pela influência
16:43que tem,
16:44pelo poder,
16:45pelo poder econômico,
16:46pela influência política
16:47daquela família.
16:49Eu, na semana
16:50que eu perdi
16:50meu filho,
16:51no sábado,
16:52vem uma pessoa
16:54aqui
16:54e faz uma
16:56velada,
16:56mente,
16:57querendo,
16:57olha,
16:58eu sei onde você mora.
16:59Pergunta meu porteiro,
17:00Leniel,
17:00volta aí.
17:01Ah, não,
17:02é um amigo dele.
17:03Fala com o amigo,
17:03depois eu volto.
17:04As imagens das câmeras
17:05do meu prédio,
17:06eu não conheço
17:07aquela pessoa.
17:08Naquela mesma semana,
17:09aquele mesmo sábado
17:10que essa pessoa
17:11vem aqui,
17:12o carro do qual
17:13eu levei o meu filho,
17:14amanhece escrito
17:15filho,
17:16um palavrão.
17:18Monique Medeiros é,
17:20não posso nem mais
17:21chamar essa pessoa
17:22de mãe,
17:23hoje a gente chama
17:24de genitora,
17:25que sá genitora,
17:27uma pessoa perversa,
17:28manipuladora,
17:30narcisista,
17:32muito preocupada
17:32consigo mesmo
17:33e hoje aí
17:34querendo criar
17:35um personagem
17:36para a juíza,
17:38de coitadinha,
17:39de vítima
17:40de violência doméstica,
17:41mas muito pelo contrário,
17:43a Monique é pior
17:44do que o Jair,
17:45usou todo o seu poder
17:46de insinuação,
17:47de beleza,
17:49de narcisismo,
17:50tudo isso
17:51em prol do seu benefício,
17:52pela sua ganância,
17:54por objetivos financeiros,
17:56por vaga no TCU,
17:57por cargos e dinheiro,
17:59ela vendeu o filho dela
18:00para um monstro
18:01chamado Jair.
18:10A justiça
18:11nunca vai ser plena,
18:12no meu ver,
18:13nunca vai ter justiça
18:14num caso como esse.
18:16para um pai
18:17que perdeu um filho.
18:18Não tem sinônimo
18:20na Bíblia,
18:21não tem sinônimo
18:21no dicionário,
18:23não tem sinônimo
18:24no código
18:24do processo penal,
18:26nem na nossa Constituição.
18:28Não tem justiça
18:29no caso,
18:29meu filho.
18:30O que nós lutamos
18:31é que
18:32seja exemplar
18:33e que consigamos
18:35evitar
18:36que outros criminosos
18:37aí pensem
18:3810 mil vezes
18:39antes de cometer
18:41um crime como esse,
18:42que assim como
18:43Jair e Monique,
18:44que a pena
18:45que ambos vão receber
18:46seja exemplar
18:47para que outros
18:48pensem e não
18:49cometam igual.
18:50Mas para mim,
18:51como pai,
18:52meu filho não volta.
18:54Nada que for feita
18:56nesse processo
18:56vai trazer meu filho
18:57de volta.
18:595, 10,
19:0050, 100 anos.
19:02Nada disso.
19:03Isso é pouco
19:04pelo que o Henry vale.
19:13Hoje,
19:14eu sou grato
19:15por Deus conseguir
19:16uma nova oportunidade
19:18de ser pai.
19:35Graças a Deus,
19:35hoje eu tenho uma esposa,
19:37uma filha para criar.
19:39Então,
19:40assim,
19:40mesmo que sejam
19:41dias muito difíceis,
19:42a gente esforça
19:44bastante
19:44para continuar,
19:45para levantar
19:46e seguir
19:46essa caminhada.
19:48Hoje,
19:48a gente tem uma motivação
19:49para continuar,
19:51coisa que eu não tinha
19:52há um ano a taxa.
19:53Uma das escolas
19:54do meu filho
19:54é que ele gostaria
19:56também de ter partido
19:58a por isso ou não?
19:59Você não sabe
20:00os problemas
20:00do Senhor lá em cima?
20:01É tanto que hoje
20:02a gente tem a valentia.
20:03Ela trouxe
20:05mais um motivo
20:06para a gente
20:07não desistir.
20:09Porque desistir
20:10é o mais fácil.
20:13É você simplesmente
20:14não lutar mais,
20:15é você
20:16se acomodar
20:17com a dor
20:18e ficar
20:20estagnado.
20:31Desde quando
20:32a gente começou
20:33a se namorar
20:34juntos,
20:34o Lenel
20:36não tem
20:36uma noite
20:37de sono
20:37completa.
20:38o Lenel
20:39ele acorda
20:40muitas vezes
20:40na madrugada,
20:42ele tem
20:42uns pesadelos,
20:43ele fala
20:43dormindo,
20:44sonhei com o júri
20:46ou sonhei com
20:47enfim,
20:48que ainda estava
20:49com o meu filho.
20:53Cuidado,
20:53cuidado!
21:01não substitui,
21:02mas ameniza
21:03a dor,
21:04né?
21:04É um presente
21:05de Deus
21:06para todos nós,
21:07para o Lenel,
21:09para mim,
21:10para a Larice,
21:12para a família
21:12toda.
21:13Nem um filho
21:13substitui o outro,
21:15mas graças a Deus
21:16me dá,
21:17Deus me dá
21:17uma oportunidade
21:18de um novo recomeço,
21:20uma oportunidade
21:21de ser pai novamente
21:22e amar novamente,
21:23porque o Henrique
21:23é amor,
21:24criança é amor
21:26e Deus me dá
21:27a oportunidade
21:27de ter a Valentina,
21:29uma menina
21:29que vai nos alegrar
21:31e trazer sorriso
21:32de novo
21:32para essa casa.
21:36O casal
21:37segue preso
21:38no complexo
21:38penitenciário
21:39de Jericinó
21:40em Bangu,
21:41o bairro carioca
21:42que projetou
21:43Jairinho na política
21:44e de onde Monique
21:45sonhou sair
21:46para ascender
21:47na pirâmide social.
21:49Eu sonho,
21:50eu acordo,
21:51já sonhei com ele
21:52grande,
21:53sonhei com ele
21:54pequenininho,
21:55sonho com ele
21:56novinho,
21:57sonho com ele
21:58bebezinho.
21:59Hoje eu trocaria tudo,
22:01não por só um dia,
22:03hoje eu trocaria tudo
22:04por mais um abraço
22:05do meu filho.
22:22e de novo.
22:24E aí
22:25o povo
22:26e de novo.
22:26E aí
22:51o povo
23:04A CIDADE NO BRASIL
23:46A CIDADE NO BRASIL
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