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  • há 18 horas
Esta edição do Mercado, apresentado por Veruska Donato, conecta política, economia e cenário internacional em um momento de forte incerteza. A viagem do presidente Lula aos Estados Unidos, acompanhado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, coloca no radar temas estratégicos como minerais críticos e terras raras, enquanto o governo também defende o novo Desenrola diante de críticas sobre possíveis impactos na inflação e nos juros.

No Brasil, a corrida eleitoral ganha novos contornos com pesquisas que mostram vantagem de Lula no primeiro turno, mas um cenário apertado no segundo.

O programa também discute o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1, com impactos diretos no mercado de trabalho e no setor produtivo, além de trazer análises sobre educação financeira, regulação do mercado de capitais e os desafios institucionais apontados pelo STF. No cenário externo, a tensão no Oriente Médio segue influenciando os mercados globais, com sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã e pressão internacional pela reabertura do Estreito de Ormuz.

O programa conta com a participação dos especialistas Alex Agostini e Ricardo Rocha.

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00:26Obrigado.
00:51O setor produtivo vai insistir numa compensação,
00:57no fim da escala 6x1, caso ela siga sem a redução de salário.
01:05Essa tem sido a principal medida que tem sido discutida na comissão especial,
01:13que está ali na Câmara.
01:15A gente ouviu essa semana, ao vivo, aqui no nosso estúdio,
01:19o presidente da Abrazel, que é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes,
01:23Paulo Solomucci, que disse que, inclusive, acha que tanto a mudança da jornada
01:32quanto o fim da escala 6x1 tem que ser discutidas separadamente.
01:37A mudança de jornada, os empresários concordam, de 44 para 40 horas semanais,
01:44não menos do que isso.
01:45Mas a escala 6x1, segundo o Paulo Solomucci, deve trazer demissões, desemprego
01:53e também muitos negócios que podem fechar as portas.
01:58Hoje, um dos assuntos que a gente vai tratar aqui é da escala 6x1,
02:02porque a comissão especial apresentou ontem o calendário para discutir a proposta de emenda
02:08à Constituição e, pelo calendário, a votação em plenário está prevista para o dia 27 de maio.
02:16Esse é só um dos assuntos, porque a gente vai falar também, aqui no programa Mercado,
02:21sobre a guerra.
02:24Estados Unidos acenou para o Irã com um provável, não é nem cessar fogo,
02:30mas uma medida de paz, um memorando,
02:34para que eles possam chegar aí em algum consenso e poderem seguir adiante
02:39numa negociação para finalmente chegarem fim das armas nucleares,
02:45fim do desenvolvimento de armas nucleares.
02:47Vamos falar também sobre a visita, a comitiva que vai acompanhar o presidente Lula
02:53na reunião com o presidente Donald Trump, que já está confirmada para amanhã.
02:59E os principais assuntos que serão discutidos nessa conversa entre os dois presidentes?
03:06Eu começo falando sobre o encontro entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump.
03:14O Palácio do Planalto anunciou ontem que haveria esse encontro entre os dois presidentes.
03:19A Casa Branca confirmou que o encontro será na quinta-feira.
03:23O presidente vai levar aí uma comitiva de ministros.
03:26Entre esses ministros estará o ministro da Fazenda, Dario Durigam,
03:33que vai estar na comitiva.
03:34Ele falou isso hoje de manhã no Bom Dia Ministro.
03:38Falou também que o governo espera sobre a discussão de minerais críticos
03:43e terras raras com o Trump, deixando claro que esse assunto estará sob a mesa.
03:50Segundo ele, o governo tem conversado com os deputados
03:53que discutem um marco regulatório sobre o assunto.
03:57E o governo já tem clareza do que quer sobre isso.
04:02Quais são os dois princípios que nos balizam e nós estamos bem encaminhados com o Congresso nisso?
04:06Primeiro, soberania do território.
04:09Os minerais críticos, como o petróleo ou como a água brasileira, que já são,
04:14os minerais críticos também devem ser reconhecidos como o bem da União,
04:18como o bem da população brasileira como um todo.
04:21Então, soberania sobre o território nacional.
04:23E o segundo, que é, a gente não pode voltar ao passado e ser meramente exportador de matéria-prima.
04:30Nós não vamos admitir isso.
04:31Porque, claro, na interlocução com os outros países, e eu fiz isso algumas semanas atrás,
04:35faço isso com muito gosto,
04:38os países do norte global que têm capital, que têm grandes instituições financeiras,
04:42que têm empresas de tecnologia, eles estão sedentos por essa matéria-prima.
04:46Então, eles dizem, olha, a gente precisa poder acessar.
04:48O que a gente está dizendo?
04:49Claro, o Brasil é um país aberto ao mundo, mas não vai ser como foi com o café,
04:53como foi com a cana-de-açúcar, como é com o minério de ferro.
04:56Nós queremos fazer diferente com as terras raras.
04:58Então, claro que o investimento estrangeiro no Brasil é bem-vindo,
05:01mas nós queremos fazer o adensamento produtivo, nós queremos fazer industrialização no Brasil.
05:07Converso agora com o Alex Agostini, nosso colunista aqui todas as quartas-feiras.
05:11Ele que é economista-chefe da Alcing Rating.
05:14Seja muito bem-vindo.
05:15Bom dia, Alex.
05:17Bom dia, Verusca.
05:19Prazer mais uma vez estar contigo.
05:21Alex, alguns economistas têm criticado muito a posição do Brasil,
05:26talvez o uso da palavra, né?
05:28No Congresso do Partido dos Trabalhadores, eles falaram em soberania
05:33nos minerais críticos e terras raras.
05:37E alguns entendem como uma dificuldade, inclusive, para empresas de fora
05:41e investirem no setor aqui no Brasil.
05:44E esse marco regulatório também fala em soberania.
05:49Esse é o jeito de começar uma discussão com o presidente Trump?
05:52E se isso te causa ruído?
05:55Eu ouvi também alguns economistas dizendo, olha, seria muito legal se você pudesse aprovar
06:01que empresas de fora viessem investir em terras raras e minerais críticos,
06:05desde que você tenha boas leis regulamentando como isso tem que ser feito.
06:09E aí eu queria saber a sua opinião.
06:13Verusca, eu vou dar um passo atrás antes de entrar na sua questão, que é o seguinte.
06:17No Brasil, infelizmente, a gente tem um problema muito...
06:21De longa data, é muito negativo, que é a ação das agências reguladoras.
06:27Enquanto nas economias envolvidas, as agências reguladoras, elas atuam de forma independente
06:33e de forma técnica, no qual elas conseguem fazer toda a análise de viabilidade,
06:40de impacto social, impacto ambiental, impacto econômico.
06:45No Brasil, infelizmente, essas agências, em geral, elas são loteadas por políticos,
06:51indicações políticas, no qual eles não têm competência técnica alguma,
06:56nem mesmo o corpo técnico que deveria acompanhar esses dirigentes dessas agências reguladoras.
07:03Então, já que a gente tem esse problema, obviamente que a gente vai iniciar uma negociação,
07:09uma abertura da exploração de minerais críticos, minerais raros, de forma já equivocada.
07:16Ao colocar na mesa que o Brasil tem a questão da soberania sobre a terra,
07:21bom, isso é muito lógico, óbvio e claro, e tem que ter.
07:25Mas é uma sinalização do governo, porque ele diz o seguinte,
07:28olha, não será aqui um território no qual qualquer empresa vem, explora e não gera um valor agregado.
07:35Eu acho que, e até em linha com o que o ministro disse,
07:40é importante que nós tenhamos empresas que venham para cá investir,
07:44ou empresas que investam na exploração, mas não na exploração do mineral básico
07:48e exporta ele para ser manufaturado e ter um valor agregado em outro lugar do mundo.
07:53É importante que haja um desenvolvimento aqui no Brasil.
07:56Como aconteceu recentemente, quando o Donald Trump anunciou a questão das tarifas,
08:01e a Embraer disse, olha, não, nós vamos desenvolver lá nos Estados Unidos, vamos produzir.
08:07A mesma coisa aqui, o Brasil tem todo o direito de querer que as empresas venham explorar,
08:13mas desenvolvam, façam toda a cadeia de desenvolvimento e valor agregado,
08:18para aí sim exportar o produto final para os países que consomem alta tecnologia.
08:23Eu acho que é esse o caminho, mas é o início de toda uma conversa, né?
08:27A gente, o Brasil e o governo atual não estão fechando as portas.
08:30É o início de uma conversa que não vai, olha só, não vai ser concluído ainda nesse governo,
08:37é no próximo governo.
08:39Vamos, inclusive, saber quem será o próximo governo só depois de outubro.
08:43Então, ainda tem muita água para passar debaixo dessa ponte.
08:47Quero trazer aqui para a discussão o professor Ricardo Rocha, que é coordenador de finanças do INSPER,
08:51também colunista de Veja, e está aqui sempre com a gente.
08:54Professor, seja muito bem-vindo.
08:57Bom dia, Melusca, bom dia, Alex.
08:59Acho que a análise do Alex é perfeita.
09:03Eu só tenho uma preocupação, porque toda vez que o governo vem com a questão de soberania,
09:10sem explicar direito, principalmente quando a gente está olhando a palavra na linha do que pensa o Partido dos Trabalhadores,
09:18eu me recordo do petróleo é nosso.
09:21Petróleo é nosso, ninguém come petróleo, né?
09:23Então, assim, você poderia privatizar toda a Petrobras e ter uma ação, uma golden share, e você controla.
09:31A Constituição brasileira é muito clara nesse ponto.
09:34Os recursos naturais do Brasil, assim como as 300 milhas da chamada Amazônia Azul, no oceano,
09:43pertencem à República Federativa do Brasil.
09:46Ponto.
09:47E também acho que o final aí da conclusão do meu colega é muito bom,
09:53porque nós teríamos condições aqui de virar um grande polo produtor de chip, por exemplo.
09:58Por uma única razão, o Cone Sul aqui, ele está livre daquelas questões geopolíticas lá que estão na Ásia, por
10:06exemplo.
10:07O Hong Kong é sempre uma incógnita, vai voltar a ser China, não vai voltar.
10:11Mas me parece que o governo não sabe direito o que quer.
10:16Então, o discurso, quando começa falando em soberania, acho que teria que ser mais pragmático.
10:22Eu acho que a gente tem que ser mais pragmático.
10:24E se for para pensar em soberania, tem que reavaliar os acordos que a gente faz com a China,
10:29porque também tem muito capital chinês aqui.
10:31Então, me parece que tem uma xenofobia contra os Estados Unidos.
10:35Eu acho que preocupações são sempre válidas.
10:39Quem está no governo independente da ideologia representa o cidadão brasileiro.
10:44Temos uma grande oportunidade.
10:46Agora, temos que ser inteligentes nesta condução.
10:50E sempre dizer que, infelizmente, a gente, pela nossa condição, ainda é, na negociação, a parte um pouco mais frágil.
10:59Alex, o vice-presidente Geraldo Alckmin, em entrevista ontem à Globo News,
11:04disse que alguns assuntos devem ser discutidos, como, por exemplo, big techs,
11:10criação de data centers no Brasil, falou dos minerais críticos em terras raras.
11:14E o ministro Durigan falou também sobre a questão da segurança internacional,
11:22que um dos assuntos que deve ser tratado com o Trump, inclusive, é segurança.
11:29Qual desses assuntos você acha que mais interessa aos Estados Unidos,
11:34que a gente pode avançar um pouquinho mais?
11:35Ah, lembrando também, tarifas também faz parte dessa lista.
11:41Olha, muito provavelmente...
11:43Bom, primeiro, os três pontos são importantes, vão ser colocados à mesa e vão ser negociados.
11:48Mas lembrar que o governo Donald Trump, ele atacou o Brasil logo no início,
11:52inclusive a Suprema Corte aqui no país, com impedimento de ministros, enfim.
12:00Então, a questão da segurança, o pessoal diz, parece que é algo que,
12:03no entender dele, a coisa precisa avançar.
12:06A gente não sabe o que está por trás desse pano, mas é algo que vai ser colocado à mesa,
12:10sim.
12:11Moeda de troca, sem dúvida alguma, que é a questão da segurança,
12:14também com a questão da exploração dos minerais críticos, que já foi também,
12:20e eu acho que já foi negociação lá atrás, porque, da noite para o dia,
12:24Donald Trump disse que o Lula era o melhor amigo do mundo.
12:27É impressionante isso, e uma semana antes ele estava dizendo horror.
12:31Então, tudo isso é uma questão, uma retórica política que vai ser colocada à mesa,
12:35sem dúvida alguma.
12:36A questão das tarifas é um contraponto nessa negociação de exploração de minerais críticos.
12:44Concordo muito bem com o professor Ricardo, no qual ele diz o seguinte,
12:47olha, parece uma xenofobia contra os Estados Unidos.
12:50Eu só ajusto para dizer que é uma questão de negociar e não aceitar a imposição,
12:55mas eu concordo plenamente, temos muitas coisas a ser alinhadas com a China,
12:59que, aliás, vem dominando a questão de veículos elétricos.
13:03Então, o Brasil está hoje numa situação muito favorável de negociar com esses países,
13:10não só minerais críticos, mas toda a matriz energética no Brasil,
13:13questão de data center.
13:15Então, o Brasil está na frente de países emergentes,
13:18ele tem toda a situação de ser um protagonista nessa negociação.
13:22Mas todos os pontos que você disse vão ser colocados à mesa,
13:26acho que o Brasil não pode ser refém das negociações, não pode ser submisso,
13:30mas é claro que ele também não pode fechar as portas.
13:33O professor colocou muito bem, a questão da soberania nacional,
13:36precisa ficar um pouco mais claro do que é isso,
13:39mas, sem dúvida alguma, o governo já vem e apresenta essa frase,
13:43soberania nacional, de que não vai baixar a cabeça para qualquer outro país.
13:48É claro que a gente sabe que as negociações colocadas na mesa,
13:52depois elas vão ganhar um outro corpo.
13:54Mas tudo isso vai começar a ter um debate um pouco mais profundo, Verusca,
14:01na medida em que a gente conheceu um pouco mais o teor dessa conversa
14:04e quais os acordos agora, as linhas principais que foram traçadas agora.
14:12E a gente sabe, de novo, que daqui a pouco tudo isso pode mudar.
14:15Lembrando que o Brasil demorou 26 anos para fechar um acordo com a União Europeia,
14:21junto com o Mercosul.
14:23Professor Ricardo Rocha, eu quero te chamar para assistir uma reportagem,
14:29como é que você e o Alex, sobre contas públicas, dívida pública,
14:34para a gente poder discutir aqui o que disse o ministro da Fazenda,
14:38Darío Durigan, que também falou no Bom Dia Ministro,
14:42e respondeu a questionamentos sobre o desenrola.
14:45Muitos economistas apostam que, ao renegociar as dívidas,
14:49o consumidor vai voltar a consumir.
14:51A inflação sobe e tem impacto na política monetária com o aumento da Selic
14:56e, consequentemente, na dívida pública.
14:59Mas Durigan discorda.
15:01Um erro muito comum que acontece no país,
15:04e que é uma resposta fácil que se dá,
15:07é a taxa de juros é alta porque o governo gasta muito.
15:10Não é verdade isso.
15:12O que a gente tem que fazer, e é o que você traz também na sua pergunta,
15:15do lado do Ministério da Fazenda,
15:16é ir organizando as contas públicas.
15:19E não é organizando conta pública com um discurso fácil,
15:22dizer, não, agora nós vamos fazer um teto de gastos pelos próximos 20 anos.
15:27Claro que quando o governo Temer fez o teto de gastos,
15:29não valeu para o governo Temer.
15:30Então o governo Temer fez um déficit absurdo
15:32e jogou uma regra de teto de gastos para frente.
15:34A taxa de juros não é, muitas vezes, a explicação para uma específica dívida
15:40das pessoas brasileiras.
15:42Quando você fala, pô, o cheque especial está caro, o rotativo está caro,
15:45o juros explica o contexto, porque, de fato, o dinheiro custa caro no país.
15:49Mas a inadimplência explica muito.
15:51Então a gente começa a endereçar também a questão dos juros
15:54para as pessoas lidando com a inadimplência.
15:57E nós temos que afetar.
15:58Hoje o que mais afeta a taxa de juros no país são questões externas.
16:02E veja que todo o debate público é a guerra tem desajustado a economia do mundo,
16:07fazendo com que preços aumentem e isso bota pressão na inflação.
16:12Como nós também estamos protegendo o país da guerra,
16:14nós estamos ajudando a política monetária para que a gente...
16:17Nós estamos agora numa trajetória de corte de juros
16:20para que essa trajetória se aprofunde e é isso que o país precisa.
16:24Professor Ricardo Rocha, o senhor já falou aqui no programa
16:28que estava gostando do novo ministro da Fazenda.
16:33E aí eu queria saber a sua opinião sobre essa fala dele.
16:36A mim, que não sou especialista na área, eu lembro disso,
16:39me pareceu que faltou alguma coisa.
16:42Pareceu um pensamento muito simplista para explicar algo que é complicado.
16:49Não, concordo.
16:50Inclusive, se eu pegar pelo final, ele se enrolou um pouco,
16:55porque se a gente lembrar de um mês atrás,
16:57quando você colocou uma entrevista dele,
17:01ele disse que não tem nada a ver com a guerra.
17:03Agora a guerra é o ponto principal.
17:06Eu acho que o desenrola, como eu já disse aqui,
17:09é algo...
17:10Alguma coisa tinha que ser feita.
17:12Se isso vai educar financeiramente os brasileiros, não vai.
17:17Não vai.
17:18Processo de educação financeira, aliás, em maio, agora,
17:20semana que vem, temos a semana de educação financeira, não vai.
17:26E acho que há uma certa confusão
17:28quando ele diz que não é a taxa de juros.
17:31Se a gente pegar o histórico da Selic,
17:33desde a primeira reunião do Copom,
17:35obviamente que você teve crises lá nos anos 90,
17:38mas só para você ter uma ideia, Viruzcão,
17:40o indicador de volatilidade, por exemplo,
17:43o desvio padrão,
17:43que a gente pega os dados, joga no Excel e calcula,
17:46mostra que o desvio padrão da taxa Selic no Brasil
17:48é 8% ao ano.
17:50E por que é esse absurdo?
17:52Porque o risco do Brasil é alto.
17:55E o que faz o risco ser alto?
17:57Não é a taxa de juros,
17:58é o gasto público.
18:01Há muito tempo.
18:03Nós demoramos para enfrentar o processo inflacionário,
18:07tivemos um sucesso,
18:10intenso,
18:11que permanece pelo menos um pouco,
18:13que é o plano real.
18:14Às vezes eu acho que cada vez que entra um governo do PT,
18:16eles falam, agora eu vou acabar com o plano real.
18:18Acho que eles têm essa ambição.
18:20É só não falam publicamente.
18:23Então, acho que o ministro está um pouco equivocado,
18:25e me pareceu meio pressionado.
18:28Aí ele fala lá do Temer.
18:30Então, a gente volta a ter
18:32mesmo discurso que parece discurso de síndico.
18:35Olha, no mandato anterior,
18:37olha o síndico anterior,
18:38olha, quem é o síndico,
18:40quem cuida do caixa?
18:41É o ministro.
18:42Acho que ele tem uma boa postura,
18:43ele é jovem,
18:44ele se comunica bem,
18:45mas eu acho que ele não tem que entrar
18:47numa seara política.
18:49Me parece que ele está tentando defender o governo.
18:51O governo gasta muito,
18:52todo mundo sabe,
18:53mas não é ele o culpado,
18:54não é o ministro da fazenda.
18:56Ele está lá fazendo o trabalho dele.
18:59Isso é uma questão de política do presidente Lula,
19:02que sempre gostou de gastar.
19:04E se não mudar,
19:06minha percepção,
19:08se Lula for reeleito,
19:10eu não vejo Lula fazendo ajuste fiscal.
19:13Então, a gente tem um sério risco
19:15de voltar a ter um governo a laçarmei,
19:17um processo inflacionário crítico.
19:20Agora, em relação ao desenrola,
19:22é o que eu já falei,
19:22precisava fazer algo.
19:24A minha crítica mais profunda ao desenrola
19:27é se eu autorizo o indivíduo
19:29a resgatar do FGTS,
19:32porque ele tem o dinheiro lá,
19:34até dívidas de 5 mil, 10 mil reais,
19:38já que os bancos vão dar desconto,
19:41o dinheiro devia ser usado
19:43para pagar o endividamento à vista
19:45e não sobrar dinheiro para a pessoa,
19:48porque ou eu resolvo
19:49o problema do endividamento
19:51ou eu estou pensando em colocar dinheiro
19:53na mesa de alguém.
19:55Então, fica meio confuso
19:56qual é essa política pública
19:59para ajudar as pessoas.
20:00E lembrando, como eu sempre falo,
20:02que são 75 milhões de inadimplentes.
20:05É maior que a população colombiana
20:08e argentina.
20:10Bom, antes de chamar o Alex
20:12para opinar sobre esse assunto,
20:14eu quero trazer mais um elemento aí
20:16e a gente junta tudo no mesmo caldeirão.
20:19É que saiu hoje a pesquisa,
20:22a ideia dessas eleições,
20:23se fossem hoje, segundo a pesquisa,
20:25o presidente Lula venceria
20:27todos os adversários no primeiro turno,
20:29a pesquisa meio, ideia,
20:31divulgada agora há pouquinho.
20:33Mas no segundo turno,
20:34Lula é superado por Flávio Bolsonaro.
20:36Flávio tem 45,3% das intenções de voto
20:39contra 44,7% de Lula.
20:42A pesquisa foi feita entre os dias
20:441º e 5 de maio,
20:45com 1.500 entrevistas por telefone
20:48e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
20:51O que você está vendo aí na sua tela
20:52é um recorte da economia.
20:55Porque a pesquisa,
20:57além de perguntar o candidato preferido,
20:59em quem vai votar,
21:00por que vota,
21:01trouxe também várias perguntas
21:04sobre economia.
21:05Betes, escala 6x1, desemprego.
21:08E nós separamos essas três telas para vocês.
21:11Aqui, a primeira,
21:14como está o custo de vida
21:15comparado com um ano atrás?
21:17Aumentou muito 30,7%,
21:20aumentou, mas não muito,
21:2335,3%,
21:24está praticamente igual 23%.
21:26A segunda tela,
21:28avaliação da economia 9,5%,
21:29somente consideram que está ótima.
21:33Bom, 18,2%,
21:35regular 21,8%,
21:37ruim 12,4%
21:39e péssimo 34,7%.
21:42Não sabem, 3,3%.
21:44Aqui é a mesma pergunta,
21:45avaliação da economia,
21:47mas a evolução no gráfico.
21:50Veja que de péssimo,
21:52saltou de 30%
21:53para 34,7%,
21:56isso em um mês.
21:58Regular caiu de 23% para 21,4%,
22:02mas o bom caiu de 19% para 18,2%.
22:08Nem o ótimo ajuda o governo,
22:10porque o ótimo estava em 9,1%
22:13e agora subiu poucos décimos aí,
22:169,5%.
22:17Com base nisso,
22:19Alex Agostini,
22:20queria começar com você aí,
22:23te perguntando,
22:24o que essas pesquisas estão revelando
22:27que o governo não consegue enxergar,
22:30porque o governo diz que tem feito muito,
22:34principalmente para as camadas mais pobres da população?
22:40Olha, o que a pesquisa diz
22:41é que o governo tem um desafio muito grande
22:43para as eleições de outubro.
22:45A gente sabe que a principal percepção do cidadão
22:50é que, em um aumento de preços,
22:56ele vai ter a sua percepção em relação ao governo
23:01muito sensivelmente indo para o lado negativo.
23:05Ou seja, o cidadão, ele vira e mexe,
23:08observa que os preços dos alimentos estão subindo,
23:11que os preços dos combustíveis estão subindo,
23:13independente se é culpa do governo ou não.
23:16Nem vou entrar nessa discussão,
23:17eu acho que parte é,
23:19mas parte também o governo tenta compensar.
23:22Mas a percepção do cidadão é que o governo
23:24não está fazendo o dever de casa,
23:26e por isso os custos estão aumentando
23:28e está sobrando menos dinheiro no bolso dele.
23:30Quando sobra menos dinheiro,
23:32é natural que o cidadão fica com uma sensação mais amarga.
23:36E aí, é claro que isso traz para ele
23:40aquela sensação natural de mudança.
23:43Olha, será que se mudar o governo,
23:45a gente não muda a situação no qual o país está,
23:49no qual eu estou?
23:50É essa a sensação que as pessoas,
23:52ao responder essas perguntas em relação à economia,
23:56estão demonstrando.
23:58Olha, governo, você infelizmente não está fazendo o suficiente,
24:01porque em geral a gente tem uma renda média muito baixa no país,
24:05o qual não vai melhorar essa situação
24:08em relação ao aumento dessa percepção.
24:14Isso daí tem que ter um plano estrutural de longo prazo,
24:16a gente não vai mudar essa situação tão rápido.
24:18Então, a pesquisa, a Verusca, concluindo,
24:21é que ela demonstra que o governo tem um desafio muito grande
24:24para tentar melhorar a percepção dele até o final do ano.
24:27E aí, algum gênio ali,
24:30coordenador eleitoral do presidente Lula,
24:32disse, não, vamos atacar a questão do endividamento,
24:35que isso vai melhorar a opinião em relação à aprovação do governo.
24:40Não sei se vai ter esse impacto tão significativo assim,
24:44porque o cidadão pagou uma conta,
24:46ele vai passar a acreditar que o governo está fazendo a coisa certa.
24:50Porque o problema é estrutural.
24:52Em dois meses, três meses, ele pode ter uma outra situação de novo negativa,
24:56e aí ele pode de novo culpar o governo.
24:58Eu não vejo dessa forma.
25:00Eu acho que isso foi uma tentativa de melhorar a opinião pública
25:04em relação à aprovação do governo.
25:06Mas é uma tentativa que o impacto mesmo para a eleição
25:09vai ser mínimo possível.
25:13Alex, muito obrigada, viu, mais uma vez aí, pelas suas opiniões.
25:20Agradeço a você, Verusca, professora, até mais.
25:22Até mais.
25:23Grande abraço.
25:24Professor Ricardo, agora quero ouvir de você.
25:27Qual vai ser o peso da economia na decisão de voto do eleitor?
25:32Bom, se a gente fizer uma retrospectiva, pegando do Real para cá,
25:38eu já comentei aqui,
25:40quando o Fernando Henrique saiu candidato a presidente,
25:43ele tinha 4% de intenção de voto.
25:45Como o Plano Real derrubou a inflação,
25:48e eu me lembro muito bem que o quilo do frango era R$ 1,00,
25:52o brasileiro começou a comer lá em 1994,
25:56ele foi eleito em primeiro tudo.
25:57Então, a economia, de fato, tem impacto.
26:01Agora, o sujeito está endividado e está usando o FGTS,
26:05eu não sei se ele vai reconhecer isso no governo como uma coisa muito boa.
26:10Acho que o próprio ministro, acho que dois ou três programas atrás,
26:14ele falou bem didaticamente sobre a questão da educação financeira.
26:18De fato, a gente é uma nação deseducada financeiramente,
26:22começando pelo próprio governo.
26:23Então, pais gastadores, qual que é o incentivo aos filhos?
26:30Gastar dinheiro, né?
26:31Então, isso aí não tem muito o que a gente comentar.
26:35Então, eu acho que as pesquisas,
26:38se você olhar de forma geral,
26:40mesmo aquelas que, eventualmente, o Lula lidera em primeiro turno,
26:44todas elas estão mostrando,
26:47neste momento, pesquisa é momento,
26:50um aumento da rejeição ao presidente Lula
26:53e o crescimento das outras candidaturas.
26:56A plataforma CAUCH, que foi proibida
27:00aqui no Brasil,
27:01eu não sei por que, pelo celular,
27:03eu não consigo acessar, está censurada.
27:06Ontem, ela dava a Flávio Bolsonaro,
27:08isso aí, claro, é uma versão internacional,
27:12mas só para a gente ter uma ideia,
27:13Flávio Bolsonaro liderando com 48%,
27:16e Lula com 36%.
27:17Se eu voltar para setembro do ano passado,
27:20o Lula estava dando uma surra em todo mundo.
27:23Então, nitidamente, mostra
27:26um descontentamento da população com o governo.
27:29Pode ser uma fadiga.
27:31E lembrar que este governo
27:33não apontou para a sociedade,
27:36seja para a pessoa mais simples,
27:38ou para o profissional liberal,
27:40ou para o empresário,
27:43perspectivas de fazer aquilo que a gente comentou,
27:45que o Alex comentou muito bem,
27:47de criar uma economia mais forte.
27:49A gente se preocupou em aumentar
27:52os processos de bolsas,
27:55de benefícios,
27:56e tributar todo mundo.
27:58E chamou todo mundo
27:59que ganha 600 mil reais por ano
28:01de super rico.
28:02Então, o descontentamento é geral.
28:05E vai continuar.
28:07E se o presidente
28:08não souber ter muita elegância
28:10na reunião que ele vai ter com o Trump,
28:12vai ser pior.
28:13Se ele vier com bravata,
28:15eu fui lá,
28:16eu enfrentei os Estados Unidos,
28:18não sei.
28:19Me preocupa.
28:19Mas eu acho que daqui para frente,
28:21cada pesquisa
28:22vai trazer uma insatisfação maior.
28:25Por uma razão.
28:26Não houve preocupação,
28:28diferentemente lá no Lula 1,
28:30de dar um direcionamento
28:31o que eu quero para o país
28:33em termos de crescimento.
28:34A gente passou a ter medidas
28:36mais populistas,
28:37aumentou a arrecadação,
28:39aumentou a distribuição
28:40de benefícios,
28:42mas, enfim,
28:43fora isso,
28:44e nesse tempo todo,
28:45a taxa de juros alta
28:46não é à toa.
28:48O Banco Central não é malvado.
28:49E lembre-se,
28:50o Banco Central
28:51nomeado pelo governo atual.
28:56Enfim,
28:57eu vejo dessa maneira.
28:59professor, muito obrigada.
29:00E, viu,
29:01mais uma vez aqui conosco.
29:02Bom dia.
29:03Eu que agradeço sempre
29:04a oportunidade
29:05de falar para você,
29:06para os seus telespectadores,
29:09no mundo todo.
29:10Isso é muito legal.
29:10Muito obrigado.
29:11Conte sempre comigo aí.
29:12Amém.
29:13Grande abraço.
29:14Obrigada, professor.
29:15Tchau, tchau.
29:16Tchau.
29:18O relator da comissão especial
29:20que debate o fim
29:21da escala 6x1,
29:23deputado Léo Prats,
29:24apresentou ontem
29:25um plano de trabalho
29:26para a discussão da matéria
29:28com a sociedade.
29:29São audiências públicas
29:31e seminários
29:32em vários estados.
29:33A pedido do presidente
29:34Hugo Mota,
29:35a comissão quer discutir
29:36amplamente o assunto
29:37com patrões e trabalhadores.
29:39A previsão
29:40é aprovar o fim da escala
29:41sem reduzir os salários
29:43e discutir
29:44a compensação
29:45aos setores produtivos
29:46que mais devem perder
29:47com a mudança.
29:48O calendário prevê
29:50a votação da PEC
29:51no plenário da Câmara
29:53em 27 de maio.
29:58E o presidente da comissão,
30:00Alencar Santana,
30:01do PT de São Paulo,
30:02e o relator Léo Prats,
30:03republicanos da Bahia,
30:05falaram com os jornalistas.
30:07O Dário dado
30:07pelo presidente da Câmara
30:08que é quem determina
30:09as pautas na casa.
30:10Eu acho que ele, inclusive,
30:11está sendo muito correto
30:13e nós vamos ouvir
30:14os setores produtivos.
30:15Eu volto a dizer
30:16o que tenho dito.
30:17Alencar tem falado.
30:18O nosso foco
30:19são as pessoas,
30:20é o trabalhador,
30:21mas o nosso relatório
30:22não vai ser contra ninguém,
30:23vai ser a favor do Brasil.
30:24É um debate profundo
30:26que atinge e afeta
30:28de uma certa maneira
30:29toda a sociedade brasileira.
30:31Então nós temos que ouvir
30:32o máximo possível
30:33de pessoas
30:34para compreender
30:34e ao final
30:35a gente apresentar
30:37um resultado
30:38em sintonia
30:39com o futuro
30:40de mais qualidade
30:41de vida
30:42ao trabalhador brasileiro
30:44e logicamente
30:45sem comprometer
30:46nenhum setor econômico.
30:49Para falar um pouquinho mais
30:50sobre a escala 6x1,
30:52eu convido aqui
30:53para a nossa conversa
30:54o Diego Rondon,
30:55ele que é conselheiro
30:56de empresas
30:57e especialista
30:58em cultura organizacional.
31:01Bom dia,
31:02seja muito bem-vindo
31:03aqui a primeira vez
31:03conosco no programa.
31:06Bom dia, Verusca.
31:07Bom dia a toda a audiência.
31:09Bom,
31:10a escala,
31:11o fim da escala 6x1,
31:12a mudança de jornada,
31:13a gente sabe
31:14que não vai ser
31:14só um impacto financeiro,
31:16vai ser um impacto
31:17também na organização
31:19das empresas
31:20e um impacto
31:21também no comportamento
31:22do trabalhador.
31:24Com certeza,
31:25Verusca.
31:26O ponto é o seguinte,
31:27a escala 6x1,
31:29em teoria,
31:29ela já acabou
31:30na cabeça
31:31dos trabalhadores,
31:32principalmente.
31:33Os empresários
31:34estão correndo atrás
31:35e estão tentando entender
31:36como vão se adaptar.
31:38Mas correndo atrás,
31:39talvez de uma maneira
31:40um pouco
31:43com a semiótica errada,
31:45estão olhando
31:45para o retrovisor,
31:47pensando
31:47como é que eu faço
31:48a mesma coisa
31:49e tendo as pessoas
31:51trabalhando menos tempo
31:52aqui,
31:52numa escala menor.
31:54Não é isso.
31:55Tem uma adaptação
31:56maior
31:56e a tendência
31:58que a gente vem
31:59analisando
32:00em alguns estudos
32:01é que a produtividade
32:02ela possa aumentar.
32:04Porque a empresa,
32:06se entender
32:07que com esse
32:08período de trabalho,
32:09esse período de descanso
32:12maior
32:13e o período de trabalho
32:14pouco reduzido,
32:15você precisa compreender
32:16se ela vai conseguir
32:17atingir o entendimento,
32:19principalmente com as novas
32:21ferramentas de trabalho
32:22que estão surgindo,
32:23vai atingir o entendimento
32:24que a produtividade
32:25não é tempo de trabalho.
32:27Eu sempre acompanhei
32:30gestorados
32:31e até gestores
32:32que chegavam na empresa,
32:34às vezes chegando
32:35oito horas da manhã
32:36e já desciam para um café,
32:38fumar um cigarro.
32:39Ficava uma hora ali
32:40naquele espaço.
32:41Começava a trabalhar
32:42de fato
32:42e trabalhar
32:43é uma coisa
32:45relativa,
32:46em termos de produtividade,
32:47às nove da manhã.
32:49Das nove
32:49às onze.
32:50Às onze já levantava
32:52para tomar uma água,
32:53dar um pulinho no banheiro.
32:54Depois saiam para o almoço
32:55e faziam um almoço
32:56de duas horas.
32:57E aí voltavam,
32:59poxa,
32:59depois do almoço
33:00vou fumar mais um cigarrinho,
33:01vou tomar mais um café,
33:02bater um papo ali
33:03naquele espaço.
33:05Ou seja,
33:05o que eu estou querendo dizer
33:06com isso?
33:07Tempo de trabalho
33:08não é exatamente
33:10igual a produtividade.
33:11Isso é um ponto
33:12bastante importante
33:13para a gente discutir.
33:14E aí,
33:15eu vou emendar
33:16uma pergunta aí,
33:17porque você entrou
33:19num assunto
33:19que me interessa muito.
33:21Quando o tempo
33:23passou a ser
33:24um ativo
33:25tão importante
33:26para o trabalhador
33:27e por quê?
33:30Olha,
33:31o trabalhador
33:32começou a perceber,
33:33principalmente com
33:34esse movimento digital
33:35que a gente está vivendo,
33:37muito acesso
33:38à informação,
33:39que a vida
33:39não é só
33:40aquele ambiente de trabalho,
33:42aquele período de trabalho.
33:43Vamos pensar
33:44no trabalhador médio comum,
33:45um trabalhador
33:46que tem a sua necessidade
33:49de ir ao trabalho
33:49com transporte público,
33:51por exemplo.
33:52Neste momento
33:53em que ele
33:54faz o seu traslado
33:56para ele,
33:57o trabalho já começou.
33:58Às vezes ele demora
33:59uma, duas horas
34:00para chegar no trabalho.
34:02Então, se ele sai
34:03às seis da manhã
34:04para chegar às oito,
34:05na verdade,
34:05na cabeça dele
34:06ou no seu desgaste
34:07ele está
34:07desde as seis da manhã
34:09já trabalhando.
34:10Quando ele sai
34:11às seis horas da tarde,
34:13por exemplo,
34:15ele vai demorar
34:15mais uma, duas horas
34:16para chegar em casa.
34:17Ou seja,
34:18esse tempo de trabalho
34:19na cabeça
34:20do profissional
34:21ele passa a ser
34:22computado como um tempo
34:24que ele não está
34:24desfrutando,
34:25que ele não está
34:26acessando alguma coisa,
34:27que ele não está
34:27curtindo alguma coisa
34:29que ele poderia fazer.
34:30Esse é o primeiro ponto.
34:31O segundo ponto,
34:32isso veio impactar
34:33muito, muito forte,
34:35Veruscar,
34:35na pandemia.
34:37Não foi 100% dos casos,
34:39mas uma boa parte
34:40dos profissionais
34:41passaram a trabalhar
34:42de forma remota
34:44e a perceber
34:45que nesses
34:47períodos
34:48de transporte
34:49e outras coisas,
34:50que faziam
34:52não perder tempo
34:53e parou de perder tempo
34:55na pandemia,
34:56depois desse movimento
34:57as pessoas pensaram,
34:58poxa,
34:58peraí,
34:59se esse tempo
35:00aqui eu posso
35:02utilizar de outra forma,
35:04então eu preciso
35:05começar a repensar isso.
35:08O ativo tempo
35:09passou a fazer
35:10mais sentido
35:11porque as pessoas
35:12experimentaram
35:13mais desse ativo tempo.
35:16E aí eu vou colocar
35:17um dado aqui
35:17que é muito interessante
35:18também só para a gente
35:19fazer um gancho.
35:20Tem uma geração
35:21que é a geração Z
35:23que já começa
35:25a dominar
35:25o mercado de trabalho.
35:26eles chegaram
35:26no mercado de trabalho
35:27há 4, 5 anos
35:28começam a dominar,
35:29começam a estar
35:30em posição
35:32de gestão.
35:33E essa geração
35:34tem uma pesquisa
35:34muito interessante
35:35da Deloitte
35:36que diz que
35:38mais de 50%
35:39da geração Z
35:41prioriza mais
35:42o equilíbrio
35:43de vida,
35:44equilíbrio,
35:45vida e trabalho,
35:46não quer dizer
35:47que eles não queiram
35:47trabalhar,
35:48mas eles querem
35:48equilibrar isso.
35:49Valorizam mais
35:50o equilíbrio
35:51do que o salário,
35:51por exemplo.
35:52Ou seja,
35:53essa discussão
35:54ela vem
35:54no histórico
35:55de mais acesso
35:57à informação digital,
35:59acrescentada
36:00ao período
36:01de pandemia
36:02que muita gente
36:02viveu
36:03algo bem diferente
36:04e aí
36:05com essa pitadinha
36:06de geração Z
36:07nesse tempero a mais
36:08que a geração Z
36:09vem trazer,
36:10a priorização
36:11desse equilíbrio
36:11e aí reforça
36:13o que você falou,
36:13Verusca,
36:14o ativo tempo
36:15passa a fazer
36:16mais sentido
36:17do que o salário
36:18efetivamente.
36:18bom,
36:20então dá para entender
36:20que mesmo
36:21que os parlamentares
36:23resistam
36:24à redução
36:25da jornada
36:26e ao fim
36:27da escala
36:286x1,
36:28essa nova geração
36:30que vai vir
36:31substituir
36:32as gerações
36:33antigas
36:33de trabalhadores
36:34vai impor
36:35isso ao mercado
36:36de qualquer maneira.
36:36Então,
36:37Diego?
36:38Já está impondo,
36:39Verusca.
36:40Eu costumo dizer
36:40muito que Brasília
36:42às vezes parece
36:42que vive
36:43num ciclo
36:44afastado
36:45da realidade
36:45do dia a dia.
36:46Eles estão lá
36:47em Brasília
36:47três vezes por semana.
36:49Olha que coisa
36:51impressionante, né?
36:52Eles trabalham
36:53quase nada,
36:54eles já fazem
36:55uma escala
36:55muito menor
36:56do que isso
36:57e querem discutir
36:58a escala do trabalhador
36:59como se estivesse
36:59em propriedade.
37:00Para isso,
37:01não tem.
37:02Eles vão ter propriedade
37:03se eles vierem conversar
37:04com o trabalhador,
37:05com os empresários também,
37:06acho que essa discussão
37:07ela tem que ser válida.
37:08Eu sou empresário
37:09há muito tempo,
37:10já lidero
37:11empresas há muito tempo,
37:12faço parte
37:13de conselho
37:14de empresas,
37:14a gente tem que discutir
37:15sim,
37:15também com o empregador,
37:18mas a realidade
37:19é que o empregado
37:19não vai aceitar
37:20esse, digamos,
37:23esse momento
37:24de discussão
37:26como algo assim,
37:26ah, se eles votarem
37:28contra, está tudo bem.
37:29Não está tudo bem,
37:30já passou.
37:31E as pessoas
37:32entenderam isso
37:33com a sua força
37:34do talento,
37:36de fato,
37:36buscando uma nova
37:37oportunidade.
37:38Está muito difícil
37:39contratar,
37:40principalmente se você
37:41não tiver flexibilidade.
37:43Tem um experimento
37:44global que a
37:454 Day Week Global
37:47conduziu,
37:48e esse experimento
37:49reduziu a joanada
37:51não para 5 dias
37:53por semana,
37:53mas para 4 dias
37:54por semana.
37:55E pasme,
37:56a produtividade
37:57ou minimamente
37:58se manteve,
37:59isso é uma coisa
38:00muito interessante,
38:01ou em alguns casos
38:03aumentou.
38:04mas o ponto principal
38:05é que a receita
38:07média gerada,
38:08é claro que não é
38:09qualquer empresa
38:10que vai conseguir
38:10fazer isso,
38:11tá bom?
38:11A gente tem que ter
38:12isso muito claro,
38:14mas a receita
38:15aumentou em média
38:16em 8%.
38:17Por quê?
38:18Vários motivos.
38:19Rotatividade caiu,
38:21a atratividade
38:22dos melhores talentos
38:23aumentou demais,
38:24se você tem gente
38:25boa trabalhando
38:26com você,
38:27o resultado
38:28é melhor.
38:29Essas pessoas,
38:30elas conseguem entregar
38:32o que a gente chama
38:33de extra mile,
38:34aquele pouco a mais
38:35que cada um entrega
38:36e somado
38:37isso gera um resultado
38:38muito maior.
38:39Então essa discussão
38:40ela precisa ser
38:42contemplada
38:42num aspecto mais amplo,
38:44não é só o 5x2
38:46que a gente está discutindo,
38:47é uma mudança social,
38:49é uma mudança
38:50da forma de vida
38:51que o mundo digital
38:53trouxe,
38:53o pós-pandemia trouxe
38:55e a geração Z
38:56não vai abrir mão
38:57de discutir isso
38:58com muito mais força
38:59do que gerações anteriores
39:01discutiam.
39:03Agora,
39:04para encerrar com você,
39:05a Abrazel veio aqui
39:06e nos deu entrevista
39:07e uma das propostas
39:09é separar os assuntos.
39:10Eles são contra o fim
39:12da escala 6x1,
39:14mas são a favor
39:15da redução na jornada
39:16de 44 para 40 horas.
39:19Dá para fazer
39:20pela sua experiência
39:22de empresa
39:23e de trabalhador,
39:24dá para segurar uma
39:26e liberar a outra
39:27ou, na sua opinião,
39:29não tem conversa,
39:30são as duas?
39:32Eu vou fazer
39:32uma opinião pessoal
39:33e vou trazer
39:34alguns dados aqui.
39:35A verdade é a seguinte,
39:37o trabalhador
39:37que faz uma escala
39:396x1,
39:40se você reduzir
39:40o tempo de trabalho
39:41dele,
39:42vai melhorar?
39:43Claro que vai.
39:44Mas se ele tiver
39:45que trabalhar
39:45de segunda a sábado,
39:46por exemplo,
39:47ou nessas escalas
39:496x1,
39:49nós estamos falando
39:50de algumas jornadas
39:51de trabalho
39:51que, às vezes,
39:53precisam cumprir
39:53o final de semana,
39:54você pega o varejo,
39:55por exemplo.
39:56No varejo,
39:57o final de semana
39:57é intenso,
39:58as pessoas saem,
39:59vão ao shopping,
40:00vão ao mercado,
40:00vão aos lugares
40:02fazer as suas compras.
40:03E esse profissional
40:04vai fazer quando?
40:05Se você deixa
40:06um dia só de descanso,
40:08e essa é a grande discussão,
40:10se você deixa
40:11um dia só de descanso,
40:12a pessoa,
40:12neste dia,
40:13tem que resolver tudo.
40:15imagina,
40:15você não tem problemas
40:16com, eventualmente,
40:18a conta de água,
40:18a conta de luz
40:19que você precisa ir atrás,
40:20um documento
40:21que você precisa fazer,
40:22um exame
40:23que você precisa fazer,
40:24em um dia só,
40:25você limpa a casa,
40:27lava a roupa,
40:28faz comida para a semana,
40:29monta suas marmitinhas
40:30e tudo mais,
40:30e consegue fazer tudo isso
40:32em um dia só?
40:33Ou seja,
40:34reduzir apenas o tempo
40:36não resolve o problema
40:38que a gente está discutindo.
40:39E olha,
40:40uma coisa importante,
40:41os dados,
40:41eles são claros,
40:42o engajamento está baixo,
40:44o estresse está alto,
40:45a rotatividade está alta,
40:47é uma geração
40:48que não aceita
40:48esse modelo,
40:49Verosky.
40:50Então,
40:51confrontando aqui
40:52o pensamento com dados,
40:54não,
40:54não faz sentido,
40:56não vai resolver o problema.
40:57E quem está olhando
40:58dessa forma,
40:59de novo,
41:00aquilo que eu falei
41:00lá no começo,
41:01está olhando
41:01para o problema
41:04pelo retrovisor,
41:05sabe?
41:06E olhar pelo retrovisor,
41:07tudo bem,
41:08você vê o que aconteceu,
41:09mas você corre o risco
41:10de bater no poste
41:11lá na frente.
41:12Diego Rondon,
41:13muito obrigada
41:14pela sua entrevista,
41:15bom dia para você.
41:17Muito obrigado,
41:18bom dia a todos,
41:19bom dia Veruska.
41:20Obrigada.
41:22Vamos falar aí
41:23de internacional,
41:24gente,
41:24porque o ministro chinês
41:25das relações exteriores,
41:27Wang Yi,
41:27pediu nesta quarta-feira
41:29uma interrupção completa
41:31das hostilidades
41:32no Oriente Médio
41:33e fez um apelo
41:34aos governos do Irã
41:35e dos Estados Unidos
41:36pela reabertura
41:37do Estreito de Hormuz
41:38o mais rápido possível.
41:39O ministro recebeu
41:41em Pequim
41:42o chanceler iraniano
41:43Abbas Aragshi.
41:45Durante o encontro,
41:46o chanceler chinês
41:47chegou a revelar
41:48que Pequim
41:48manteve contato
41:49com o Teheran
41:50por telefone
41:50e outros meios
41:52durante o conflito
41:53com os Estados Unidos
41:54e pediu um retorno
41:56ao princípio
41:57da coexistência pacífica.
41:58A reunião
41:59entre os representantes
42:00dos países
42:01acontece às vésperas
42:03da visita
42:03a Pequim
42:04do presidente americano
42:06Donald Trump
42:06programada
42:07para os dias
42:0714 e 15 de maio
42:09portanto
42:10semana que vem.
42:12E os Estados Unidos
42:13e o Irã
42:14parece que estão
42:16perto de um acordo
42:17uma espécie de memorando
42:18para encerrar
42:19a guerra no Golfo.
42:20A informação
42:21é da agência
42:23Reuters
42:23que diz ter conversado
42:25com uma fonte
42:26do Paquistão
42:26que faz
42:27a mediação
42:28entre os dois países.
42:30Ontem à noite
42:31Trump anunciou
42:32que suspendeu
42:33a operação militar
42:34americana
42:35para escoltar
42:35navios
42:36através do
42:37Estreito de Hormuz.
42:39O presidente americano
42:40Donald Trump
42:41anunciou nesta terça-feira
42:42que suspendeu
42:43a operação militar
42:44para escoltar
42:45navios
42:45através do
42:46Estreito de Hormuz.
42:47A operação
42:48durou apenas um dia.
42:49A suspensão
42:50é uma tentativa
42:51de alcançar
42:52um acordo
42:52com o Irã
42:53para pôr fim
42:53à guerra
42:54no Oriente Médio.
42:55O líder americano
42:56afirmou em sua rede
42:57Truth Social
42:58que agora
42:58coloca a operação
42:59em pausa
43:00após um pedido
43:01do mediador
43:01Paquistão
43:02e de outros países,
43:03já que foi alcançado
43:05um grande progresso
43:06rumo a um acordo
43:07completo e final
43:08com Teherã,
43:08destacou Trump.
43:09Os Estados Unidos
43:11mantêm um bloqueio
43:12aos portos iranianos
43:13na tentativa
43:14de pressionar o Irã
43:15a fechar um acordo
43:16que põe a fim
43:16à guerra
43:17iniciada pelos Estados Unidos
43:19e por Israel
43:19em 28 de fevereiro.
43:21As tensões
43:22haviam aumentado
43:23com a operação
43:24em Hormuz
43:25e os Estados Unidos
43:26afirmaram ter afundado
43:27sete embarcações iranianas,
43:29enquanto vários navios civis
43:30foram atacados,
43:31supostamente pelo Irã.
43:33Mais cedo,
43:34o secretário de Estado
43:35Marco Rubio
43:36declarou a jornalistas
43:37na Casa Branca
43:38que a fase ofensiva
43:40da guerra contra o Irã
43:41está encerrada.
43:42O governo Trump
43:43tinha 60 dias
43:44após o início
43:45das hostilidades
43:46para informar
43:47o Congresso
43:48sobre a guerra,
43:49iniciada
43:49sem autorização prévia.
43:51Rubio afirmou
43:52que os Estados Unidos
43:53alcançaram os objetivos
43:55dessa fase ofensiva.
43:57Bom, essa notícia aí
43:59de que Estados Unidos
44:00e Irã
44:00estariam negociando
44:02um memorando
44:03para dar
44:04não é um cessar fogo
44:06mas para dar um tempo
44:07na guerra,
44:09nos ataques
44:09e liberar definitivamente
44:11o Estreito de Hormuz
44:12enquanto continuam
44:13as negociações
44:14surtiu efeito
44:15no petróleo.
44:16Nesse momento
44:17no mercado internacional
44:19o petróleo tipo bruto
44:20cai mais de 5%,
44:225,64%,
44:255,8%
44:26vai mudando aí.
44:27Está abaixo
44:28dos 100 dólares
44:30o barril
44:30aos 96 dólares
44:31o barril
44:32o petróleo bruto.
44:33O petróleo tipo brente
44:34mantém
44:35acima dos 103 dólares
44:39com queda
44:40de 6,2%.
44:43Vocês veem, né,
44:44toda vez que tem
44:45uma notícia
44:45da guerra, né,
44:47vai acabar, vai acabar,
44:48está melhorando,
44:49estão conversando,
44:50vai suspender,
44:52suspender,
44:52cessar fogo,
44:53enfim,
44:55acaba batendo aí
44:56no mercado internacional
44:57de petróleo
44:58e também nas bolsas.
44:59Nesse momento
45:00a nossa bolsa
45:01com alta
45:03aos 188 mil pontos
45:06alta
45:06de 0,95%
45:10nesse momento.
45:12Agora,
45:14ali o gráfico
45:15acho que está
45:15precisando ser atualizado, né,
45:17mas dá para entender ali.
45:19Se quiser mostrar o meu também,
45:21Joel,
45:21está na tela aqui,
45:22exato,
45:230,9%
45:25nesse momento,
45:27bolsa passando
45:28dos 188 mil pontos.
45:31Para a gente encerrar aí,
45:33alto astral, né,
45:34a gente tem falado tanto
45:34de endividamento,
45:36inadimplência,
45:37desenrola,
45:37vai funcionar ou não vai?
45:39Ontem,
45:40a Comissão de Assuntos
45:41Econômicos do Senado
45:42aprovou o projeto
45:43que prevê a inclusão
45:45de conteúdos
45:46de empreendedorismo
45:48e educação financeira
45:50nos currículos
45:51de todos os níveis
45:52da educação básica.
45:54Entre as medidas previstas
45:56estão a formação
45:57de professores,
45:59a realização de feiras
46:00e eventos
46:01sobre o tema
46:02e a articulação
46:04com universidades,
46:05empresas
46:06e organizações.
46:08A proposta agora
46:09segue para análise
46:11da Comissão de Educação.
46:13Você está vendo aí
46:14imagens, portanto,
46:15da Comissão de Assuntos
46:17Econômicos
46:17ontem no Senado,
46:19o discurso dos senadores
46:21a favor de uma educação
46:24financeira,
46:25de empreendedorismo
46:26nas escolas.
46:29O programa Mercado
46:31fica por aqui.
46:32Agradeço bastante
46:33a sua atenção,
46:35a sua audiência.
46:36Amanhã, quinta-feira,
46:387 de maio,
46:39eu ver os candidatos
46:40e estarei de volta
46:41com vocês.
46:42Tchau.
46:46Tchau.
46:48Tchau.
46:48Tchau.
46:56Tchau.
46:56Tchau.
46:58Tchau.
47:02Tchau.
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