00:00História da política em nuvem que muda tudo em poucos minutos ou até segundos.
00:07Já a Polícia Federal promoveu hoje uma operação contra uma fraude financeira milionária
00:12e com pessoas ligadas de novo ao caso Master.
00:16A reportagem é de Júlia Fermino.
00:19Foram cumpridos então nesta quarta-feira 43 mandados de busca e apreensão,
00:24além de 21 de prisão preventiva em cidades do estado de São Paulo,
00:28aqui de onde a nossa equipe fala, Rio de Janeiro e também na Bahia.
00:32Também foram determinados bloqueios de bens, veículos e ativos financeiros
00:36de até 47 milhões de reais, quebra de sigilo bancária e fiscal de 33 pessoas físicas
00:44e 172 pessoas jurídicas.
00:47Como é que essa organização funcionava, essa organização criminosa?
00:52Eles agiam de acordo com esse modo desoperante.
00:54Usavam empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro.
00:59Funcionários de bancos também foram aliciados e inseriam os dados falsos
01:04para liberar saques e transferências ilegais.
01:08Os valores eram convertidos em bens de luxo, além de criptomonedas,
01:12para ajudar, para fazer com que o rastreamento fosse dificultado.
01:18O esquema cresceu tanto que aí passou a atender outros clientes.
01:23Por isso entrou aí o grupo Fictor, que passou a ser investigado pela PF.
01:28Os três sócios e um colaborador são investigados nessa operação,
01:33inclusive o CEO da Fictor, Rafael Góes.
01:37E esse caso ganhou muita repercussão.
01:39Essa operação também tem muito destaque justamente porque a Fictor
01:44demonstrou recentemente interesse por comprar o Banco Master,
01:48que já está aí em um grande esquema de fraude.
01:51É investigado por um grande esquema de fraude financeira.
01:55Esses criminosos que estavam envolvidos nesse esquema
01:57podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado,
02:01lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva,
02:06além de crimes contra o sistema financeiro nacional.
02:09Tudo isso pode render aí uma pena de até 50 anos de prisão,
02:14todas essas penas somadas, né?
02:16Em nota, o que a Fictor contou aqui à nossa equipe foi que
02:20um celular foi apreendido durante essa operação,
02:23um celular ligado aí ao CEO da empresa,
02:26e que vai tomar aí providências e se pronunciar apenas
02:30quando tiver conhecimento dos fatos, tiver conhecimento dessa investigação,
02:34ou seja, foi notificada.
02:36A gente segue acompanhando tudo por aqui,
02:38deixa a nossa audiência informada assim que tiver novidades.
02:42Bom, Denise, está tudo envolvido, né?
02:46Essa história do Fictor, de pessoas também ligadas ao caso Master,
02:50e com uma operação como nós vimos de hoje,
02:55as informações só vão ampliando se aumenta a expectativa
02:59de que algo maior ainda possa aparecer.
03:02Não está diretamente relacionado, mas está direcionado.
03:05Tem gente envolvida, né?
03:06É, relacionado exatamente, porque o Fictor tentou comprar o Master
03:10em novembro do ano passado.
03:12Esse anúncio foi feito exatamente no dia em que Vorcaro foi preso,
03:15e ele tinha anunciado antes a intenção do Fictor de comprar o banco
03:20com participação de investidores estrangeiros,
03:23nunca houve comprovação em relação a isso.
03:26Após a negativa do Banco Central,
03:30que em seguida determinou a liquidação extrajudicial do Master,
03:33o Fictor passou por uma crise de confiança,
03:36o resgate de recursos de parte dos investidores,
03:39porque já havia envolvimento do Master com outras instituições financeiras,
03:43não se sabia ao certo qual era a relação,
03:45e aí o grupo Fictor acabou entrando aí em duas áreas
03:48com pedidos de recuperação judicial,
03:51exatamente pelas dificuldades financeiras que passou a enfrentar.
03:55Agora, essas investigações já vinham ocorrendo desde 2024,
03:59que levaram à operação de hoje.
04:01Então, é todo um esquema fraudulento,
04:03que é um pouco diferente daquele que foi adotado pelo Master,
04:07porque não passava diretamente pelos fundos de investimento.
04:11Eram empresas fraudadas também, meio fictícias,
04:15que passavam a existir por um ano, um ano e meio,
04:18e durante esse tempo, todas as normas eram cumpridas.
04:22A partir de determinado momento,
04:24essas empresas passavam a ter problemas,
04:26elas ficavam inadimplentes,
04:28e devidas dificuldades era difícil para as instituições financeiras
04:32cobrarem os recursos dessas empresas.
04:35E esse dinheiro todo era desviado,
04:37houve cooptação de trabalhadores, de funcionários dos bancos,
04:41Caixa Econômica Federal e outras grandes instituições
04:44que acabaram arcando com os prejuízos.
04:47Você fala do envolvimento aí de 500 milhões de recursos,
04:51são sempre muitos milhões nessas fraudes financeiras.
04:54E se percebeu que o Comando Vermelho,
04:57que tem a base lá no Rio de Janeiro,
04:59também utilizava esse mesmo tipo de esquema.
05:02Então, a gente vê que, quando se fala do crime organizado,
05:06da CPMI, querer avançar nas investigações,
05:08também pegando essas fraudes na área financeira,
05:11não há tanto desvio de finalidade, não.
05:14Porque o crime organizado também usava,
05:16assim como foi detectado na Operação Carbono,
05:19o envolvimento de fundos da REAG com o crime organizado
05:22e com a área de combustíveis.
05:24Então, é tudo muito interligado,
05:26embora haja algumas diferenças dos esquemas fraudulentos
05:30que foram implementados.
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