00:02Mas o Higino, preso, acusado de assassinato...
00:13Podemos saber onde vai?
00:15Guardas! Peguem!
00:21Tem muito dinheiro mesmo!
00:23E a passagem de vapor pra Marcelo?
00:25Eu não matei nenhum deles!
00:27Não foi isso que seu patrão disse, estretou, vem prendê-lo!
00:29Eu não matei!
00:30Se o Higino disse que fui eu, é porque ficou louco!
00:32Então por que queria saber da escrava o que meu pai tinha descoberto na fazenda dos Castro Rebelo?
00:35Se não matou, sabe quem foi e eu prefiro ser acusado!
00:38Eu... eu sei quem matou sim!
00:40Começou faz muito tempo.
00:42Há anos que eu venho juntando esse dinheiro pra não abrir a boca.
00:45O Dr. Xavier não foi o primeiro a morrer envenenado.
00:47Quando vieram juntos pra Santão, o que é que ele tinha descoberto?
00:49Ele ficou muito nervoso quando comentei que a Luzia frequentava a fazenda.
00:53A Luzia pode ser levado o remédio.
00:55O que remédio?
00:56Eu levei remédio da casa da baronesa pra uma outra casa de uma outra paciente que também estava com pneumonia.
01:02Doutora Maria Cândida, que infelizmente, aliás, veio a falecer.
01:06No dia da morte, eu encontrei entre os remédios um frasco que não era do meu boticário habitual.
01:11Eu achei estranho.
01:12Como o marido dela ia embarcar pra Valença, no dia seguinte, ele ficou de levar o vidro para examinar o
01:16conteúdo.
01:18A Luzia esteve no quarto da baronesa, cuidando dela junto com outras escravas.
01:24Se foi a Luzia que levou o frasco da morro alto para ouro verde...
01:31Quer dizer que a morte da baronesa...
01:37Morte do doutor.
01:39O Castro Rebelo não deve ter se lembrado de mandar descobrir o que havia no vidro.
01:47No dia em que morreu, recebeu a visita do barão Sobral.
01:53Podem ter falado no assunto?
01:56O remédio ainda devia estar lá no quarto?
02:01O barão Sobral pode ter saído da fazenda com ele no bolso?
02:05Para descobrir se era...
02:12Veneno?
02:14Você está querendo me dizer que minha mãe pode ter sido assassinada?
02:19Era isso que o doutor Xavier queria me dizer antes de morrer?
02:23Mas assassinada por quem?
02:25Por que a Juventura amava?
02:27Pra quem você mandou bilhetes quando voltou para Santana?
02:30O senhor não pode prender o meu marido.
02:32Ele é um homem bom.
02:35Pra ela.
02:38Pra mim o que, Vitório? O que você está dizendo?
02:43Eu...
02:45Eu contei...
02:46Tudo.
02:52A senhora vai ter que confessar.
02:55Ou vai deixar que seu marido pague pelos crimes que não cometeu.
03:01Não.
03:04Isso não.
03:06Eu amo o Higino acima de tudo nessa vida.
03:13Dona Bárbara.
03:14Venha.
03:15Sempre sempre venha.
03:16Vamos.
03:17Eu não podia perder o meu marido pra Helena.
03:20É a mim que ele ama.
03:21Vai amar.
03:23Sempre.
03:25Na noite do noivado.
03:28Assim que eu cheguei à festa.
03:29A Alice me contou que o Barão estava querendo falar com ela sobre um assunto sério.
03:35Eu fiquei com medo.
03:38Fui procurá-lo.
03:40Desconfiada sobre o que ele tinha descoberto e queria conversar com a Alice.
03:44Barão?
03:47Barão?
03:53Estou incomodando?
03:56A festa está linda, Barão.
03:59Não vai descer?
04:01Convidados ilustres?
04:03Noivado do seu filho?
04:06Tem muitas razões pra não estar pensando em festa.
04:11Ah.
04:12A Alice me contou que o senhor está querendo conversar com ela.
04:17Sei como gosta de minha filha.
04:19O carinho que tem pela Alice.
04:27A senhora sabe o que é isso aqui?
04:31Um remedinho.
04:37Talvez alguma coisa mais forte, dona Bárbara.
04:42A senhora não sabe o que é?
04:45Eu não estou entendendo.
04:48A casa cheia de gente.
04:51Uma recepção linda.
04:54Por que falar em remédio?
04:57Há alguém doente na casa?
04:59A dona Estera ainda não desceu?
05:02Esse frasco estava com meu amigo Castro Rebelo.
05:07Morreu esta tarde.
05:10Foi levado daqui pelo Dr. Xavier.
05:14Um remédio de Helena.
05:16Mas por que essas recordações tão tristes numa hora tão festiva?
05:21Tome um gole de vinho, Barão.
05:23Vai reanimá-lo.
05:29Tome, senhora.
05:32Tome, senhora.
05:34Eu pego o outro no corredor.
05:36Os escravos não param de servir.
05:39Festa farta mesmo.
05:41Então, brindaremos a felicidade dos noivos.
05:45Tome, Barão.
05:47Então, eu estava certo.
05:52Eu tinha razão em querer conversar com Alice.
05:56A senhora mandou envenenar Helena.
06:00E eu vou falar para a polícia.
06:02Chama!
06:03Isso não vai mesmo.
06:05Não depois de todo o esforço que eu fiz.
06:07A senhora é louca!
06:08Só se uma grande paixão pode ser considerada loucura.
06:12Acha que eu ia perder o meu marido para uma mulher que o desprezou porque era pobre?
06:16Eu ajudei muito o meu marido.
06:19Até mesmo sem que ele soubesse.
06:21O Higino começou a enriquecer por minha causa.
06:25Um sócio de quem ele não gostava.
06:27Ao contrário do senhor.
06:29Aceitou o vinho que eu lhe ofereci.
06:32Mais educado que o senhor.
06:34Tomaram o meu vinho também.
06:36Uma costureira por quem o Higino queria me trocar.
06:39E uma vendedorazinha de loja de unhas sujas que...
06:43A paronesa Helena.
06:46O doutor Xavier descobriu que a Luzia deu a ela o remedinho que eu mandei.
06:53Mas, felizmente, o Vitório me avisou a tempo.
06:57E eu pude oferecer ao doutor um vinhozinho.
07:01Educado também.
07:02Não.
07:02Não recusou.
07:04Só errei mesmo em me confessar ao Padre Olinto.
07:08Não que ele fosse revelar os segredos do confessionário, não.
07:11Mas começou a me pressionar.
07:13Queria que eu me delatasse.
07:15Que eu lhe entregasse.
07:18Felizmente, não era homem de recusar uma bebidinha.
07:23Amabilíssimo.
07:25Educadíssimo.
07:26Não me obrigou a tocar em arma de fogo ao contrário do senhor.
07:32Não faça isso.
07:33Não faça isso.
07:34Largue essa arma!
07:35A primeira vez na minha vida.
07:36A primeira vez na minha vida.
07:37A primeira vez na minha vida.
07:37Não...
07:38A primeira vez na minha vida.
Comentários