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مسلسل If I Were Luísa Sonza مترجم - Episode 1
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00:30Que dó, que dó, que dó.
00:34Deixa eu ver como eu tô na câmera?
00:35Claro, vamos virar as duas câmeras pra ela?
00:38Faz o close dela.
00:39Eu tô bonita?
00:40Você tá linda.
00:41Judy, vem cá.
00:42Mas eu não tô me vendo daqui.
00:43Calma, eu vou chegar a perto de você.
00:45Luiz, vira pra ela também, por favor.
00:49Será que eu boto o rímel?
00:50Põe.
00:51Põe.
00:52Por quê?
00:53Pode botar, vai destacar mais seu olho.
00:56Nossa, eu sou tão torta.
01:01Cara, a minha virada dos 24 anos foi tipo assim.
01:04Gente, o que eu fui me jantar?
01:06Eu sou artista pop.
01:19E eu tô mostrando tudo pra vocês desde o perrengue.
01:23Chora agora, porque depois com a maquiagem não pode.
01:26Chora agora.
01:27Até o Lamuji tá em Las Vegas.
01:29Eu acho legal essa coisa de artista.
01:32E sei que não sou nenhum especialista.
01:35Mas se me der um palco pra eu cantar, desmota e derrubo toda...
01:41Ninguém esperava que ela tinha música, ela teve música.
01:43Ninguém esperava que ela ia ter um carisma.
01:44Ela teve carisma.
01:45Ninguém esperava que ela ia fazer sucesso.
01:46Ela fez sucesso.
01:47Então eu acho que isso incomoda muita gente.
01:49Essa galera que quer ver a mulher lavando louça, veio com força pra cima dela e ela foi com força
01:55pra cima desse cara.
01:56Trova vai te mandando.
01:59Fé, filha da mão.
02:00Eu tive que ir embora do país.
02:02Por causa que as pessoas estavam me atacando.
02:05E assim, eu tava com medo de me matarem.
02:10Quantas gotas vocês tomam de riva-trigo?
02:12Depende.
02:14Às vezes eu olhava pro espelho, eu me xingava.
02:16Eu falava, vai, sua idiota, sua merda.
02:20Você tem que fazer isso.
02:21Quem é você?
02:21Sabe, eu era ruim comigo.
02:23Eu sou minha pior hater, com certeza.
02:25Ai, esse é ruim, trajo.
02:30Mesmo das coisas não dá certo.
02:44Quando você se torna mulher de alguém, sua história é apagada.
02:47Pra começar, eu não sou mulher de ninguém.
02:49Eu sou dona de mim mesma.
02:57Volta pra mim, Luísa Sonza.
03:00Ixi, aí vai rodar, viu?
03:05Oi, gente.
03:07Oi, oi.
03:07E aí, gente?
03:08Tudo bem?
03:09Bom dia.
03:10Você tá vendo todo mundo vindo dar oi, beijo?
03:12Nunca.
03:13Nunca vi.
03:14Eu nunca vi.
03:14Mentira, eu sempre dou oi.
03:16Uma zoia é diferente.
03:17Beijo e abraço.
03:20Pode jogar essa filmagem inteira e pode ir embora, porque não é realidade.
03:22Não é isso aqui, não é real?
03:24Cara, eu sempre, cara, é um, tem dois motivos.
03:27Eu não tenho roupa limpa.
03:29Eu não tenho roupa limpa.
03:30Isso daqui, primeira vez, parece até que tem uma festa.
03:33Eu nunca vi esse tênis.
03:34Eu não tenho roupa limpa.
03:34Nunca vi.
03:35Eu nunca vi vocês tênis.
03:37Mas vocês não têm direito a todas as imagens, né?
03:39A gente tem sim.
03:42Tô triste por antecipação, quando lançar esse documentário.
03:46Do cancelamento que vai vir.
03:48A gente pode pensar também que quando lançar, a gente vai estar evoluindo espiritualmente.
03:54Então, às vezes...
03:55Pra aguentar o que você tem?
03:56Não, a gente falou que é o seguinte, a gente vai começar a teatrinha.
03:59Aí a gente vai se queimar e depois a gente vai ter massa assim.
04:02Cara, me tornei uma pessoa melhor.
04:03Ah, é o arco narrativo.
04:21A Luiza, como criança, ela era bastante fechada no mundo dela, criando histórias.
04:28E logo, obviamente, ali com seus cinco anos, ela já começou a ir para os festivais, cantar, entendeu?
04:35O período de folga que as outras meninas e meninas estão brincando, ela tinha que se preocupar em ir trabalhar.
04:41E durante a semana ainda tinha ensaios, então ela na realidade trabalhou desde criança.
04:46E isso podou, no meu ver, um pouco daquela parte de infância que eu acho super importante uma criança ter.
05:11Bom, a primeira vez que eu vi que a Luiza realmente tinha vocação para a música foi num festival da
05:18canção da escola.
05:31Subiu uma menina no palco com um cabelinho bem branquinho, assim, pequenininho.
05:35Ali eu conhecia a Luiza nesse festival.
05:37O convite para a Luiza entrar no sol maior aconteceu dois anos depois, em 2007.
05:50Eu aprendi a subir no palco, pedi a cantar, aprendi a abrir voz, aprendi sobre produção.
05:55Muita coisa do que eu sei foi porque lá atrás eu tive isso, sabe?
05:59Uma escola e um trabalho, de fato.
06:01Levava esse porro pra caramba.
06:03Só que o que eu realizei depois de adulto é que eu era uma criança, entendeu?
06:07Quantas vezes a Luiza chegou em casa às três da madrugada, com frio, inverno frio.
06:14Daí deixaram a Luiza na porta da casa, enrolada num cobertor assim, vermelho.
06:18A Luiza tinha 11, 12 anos e enfrentava isso.
06:22Eu acho que é por isso que ela chegou onde chegou.
06:26Mas eu, bem sincero, não podia postar, essa tem o talento, essa um dia vai ser uma...
06:32Não.
06:32A minha segurança com a música começou ali e a minha insegurança com a música começou ali.
06:36Porque ele olhava pra mim e falava, ah, fulano, cantar melhor que você.
06:40Só que eu era muito pequena, então eu falava, tá.
06:44E eu não sei por que eu não parava.
06:45Uma chamada, uma chamada, uma sombra, uma sombra, uma sombra.
06:49Cara, eu chorava, assim, confiosamente, assim, porque eu via nela um sonho meu também.
06:56O meu sonho era ser cantora, que eu tinha esquecido.
06:59Que eu tinha esquecido desse sonho.
07:01Na verdade, na época nem mais ousei em sonhar, né?
07:04Acho que essa semana, que vai ser uma semana fodida.
07:07É, do dia 27, show, 27, 28, 29 e 31.
07:11Ainda tem dois shows no dia 30, né?
07:13Meu Deus, dia 31.
07:15Ou no dia 31, são dois shows.
07:17Eu vou morrer.
07:19Sim, vai.
07:21Tô bem triste.
07:23Não, vai ser aquela coisa assim.
07:27Mas é muito show, comigo vai ficar melhor.
07:28É, vamos fono, né?
07:30Marcar fono todo dia.
07:31Quer viajar como fono?
07:33Isso é importante.
07:59O interior, ele é o lugar mais acolhedor,
08:02mas, às vezes, também é o ambiente mais hostil que você possa estar.
08:07É um ambiente extremamente machista.
08:09Eu me sentia reprimida, sufocada.
08:12E, óbvio, que eu não tô falando de todas as vidas e de todas as pessoas do interior.
08:15Tô falando da parte ruim, né?
08:17E de muita coisa que eu vi acontecendo com a minha família, comigo.
08:21Minha avó ficou viúva muito cedo com cinco filhos.
08:26A minha mãe ficou viúva muito cedo com quatro filhos.
08:29Eu também estive sozinha num primeiro momento.
08:34Então, foi muito desafiador estar num lugar onde você era julgado o tempo todo,
08:43numa família de mulheres,
08:45que tinha que se colocar e se posicionar a todo momento pra sobreviver.
08:51E ser julgada de todas as formas.
08:54Sempre, minha vida sempre foi muito caótica.
08:56E, muitas das vezes, a paulada vinha pra mim e eu nem sabia o que tava rolando.
09:02Na minha própria relação, minha infância, minha casa, eu nunca soube o que tava rolando.
09:08Eu fui feminista sem saber de muita coisa que eu tinha vivido, que a minha família tinha vivido.
09:13Eu não sabia, eu fui sabendo depois de grande, até porque são histórias muito complicadas de serem explicadas.
09:20Morava aqui.
09:21Ali era meu quarto, ali tinha bergamota do céu, tinha um negocinho de areia que a gente brincava.
09:25E ali já era a casa da muta, não tinha esse...
09:28É, aqui, não tinha esse muro.
09:31A muta vinha por aqui, ó.
09:32A muta era tudo interligado.
09:33Então, a minha bis, a minha avó e eu, a gente morava tudo aqui.
09:36Gente, era praticamente uma vila.
09:43Como é que tá sendo o processo documentário pra você?
09:46Terrível.
09:47Por quê?
09:49Eu tenho 24 anos, eu não tenho certeza das coisas, sabe?
09:52E é uma responsabilidade com a minha própria vida, não é só com o meu trabalho.
09:55Porque eu tô expondo a minha própria vida.
09:58Tô falando sobre as minhas coisas que, tipo, eu também tô no meu processo, sabe?
10:02Eu acho que eu já fui muito barrada desse processo natural.
10:06Porque eu comecei com 7 e ainda fiquei, comecei a ficar conhecida e já levar muito hate.
10:12Atrapalhar o processo natural das coisas com 17.
10:15Então, eu não sei, também pode ser porque eu sou canceriana, sei lá, ou eu sou muito frágil.
10:20Mas tudo que parece normal pra todo mundo, pra mim, é, tipo, sempre tá na gota d'água.
10:25Era aí que você fazia o cover do YouTube?
10:27Sim.
10:28Eu botava assim, ó.
10:33E pau da máquina.
10:35Ela só quer viajar, ela só quer viajar, da noite pra praia, da praia pra casa, da casa pro lar,
10:43no droga, pela luz, de noite, com sorte, na onda, na carreira, é ela no reino do mar,
10:47ela só quer viajar, ela só quer viajar.
10:50Deu, arrasava os cores.
10:53Ela só quer viajar, daqui pra qualquer lugar.
10:59A gente não sabia, e quando viu, ela tinha um canal no YouTube dos covers dela, e aí começou a
11:05ser maior sucesso, né?
11:07Quero que vocês me ajudem compartilhando, curtindo, e mostrando pros seus amigos, estamos chegando a 600 mil inscritos.
11:15A Luiza é um produto bem claro das redes sociais, porque ela começou assim, a princesinha dos covers, né?
11:21Aquele estereótipo total, fisicamente, o que ela cantava.
11:24Caiu um raio na minha frente, assim, bluf, assim, no céu, blum.
11:30E aí eu, tipo, me assustei, foi engraçado, aí viralizou o vídeo.
11:34Foi literalmente, caiu um raio.
11:38Aqui em Tuparendi.
11:39Aí ela tava tocando o violão, dava um raio lá, e aí ela se espantava, assim, eu achava engraçado aquilo
11:44ali.
11:44Então, aí procurei quem era.
11:47Aí cliquei, fui lá, mandei um mensagezinho.
11:50Ó, eu vi esse vídeo aqui, muito legal.
11:53E aí, olha só, né?
11:56Aí ele falou, ah, vamos fazer uns covers juntos.
11:58E eu, ok, rapaz, é isso aí que eu não conheço.
12:00É, e daí eu mostrei pro povo lá da The Music, aí todo mundo, nossa, o Whindersson Bonis, uau.
12:05E eu, quem é?
12:07E eu aqui, Tom, eu só conhecia, como eu falava, Zé de Camargo Luciano, Eric Rennery, Titãozinho Chororó.
12:13E aí eu ia pra São Paulo, daí ele falou, ó, venho pra cá pra Tuparendi.
12:17Eu falei, não, assim, não tá entendendo.
12:19Aonde é Tuparendi? Não tem como você chegar em Tuparendi.
12:22Porém, eu vou assinar com a gravadora e vou fazer uns covers lá já, com mais estrutura, em São Paulo,
12:27dia 25 de janeiro, aniversário da minha mãe.
12:30Você pode ir lá, se você quiser.
12:32A gente sabe viver, conviver, dando prazer, anoitecer, amanhecer, eu e você, eu e você.
12:42Essa mina é louca, quando eu tô bolada, ela quer beijos na boca.
12:46Se tô com frio, ela tira minha roupa.
12:49Louca, essa mina é louca.
12:52Eu tenho o melhor namorado do mundo.
12:55A minha sua legal, é esse moço aqui, ó.
12:57Não, esse aqui, ó.
12:59Tá só, vocês têm noção do que acabou de acontecer na minha vida.
13:03O que foi que acabou de acontecer no seu longo?
13:05Eu pedi você em namoro e o Tiago York cantou, meu amor.
13:17Eu amo seus olhos castanhos, eu sei, parece estranho, a frequência em que digo eu te amo.
13:26Pessoal, eu não preciso de legenda.
13:37A rede social serve pra quê?
13:39Pra você mostrar coisas bonitas da sua vida.
13:41Um casal apaixonado, gente, é óbvio.
13:43Ah, você é um casal, fofo, as pessoas gostam.
13:45Isso tudo ajuda, entendeu?
13:47Mas assim, no caso, quando a gente postava, não era a intenção ser isso aí.
13:52A gente postava porque tava legal mesmo, entendeu?
13:55Nossa, mas vocês escolheram isso.
13:56Ah, me poupe.
13:58Não é assim, não é por isso que você tem que depois destruir e saber mais.
14:02E outra coisa, se vocês pelo menos falassem, nossa, vocês são lindos?
14:05Porque era isso que a gente mostrava?
14:06Não, todo mundo falava que eu era interesseira, entendeu?
14:08Que eu era a pior pessoa que tinha pisado na fase da terra.
14:11E o Whindersson era um corno, era isso, era aquilo.
14:14E por que vocês não falavam que vocês viam, então?
14:15A gente tinha uma vida muito exposta, mas era ótima a nossa vida.
14:18E era, e foi, de fato.
14:20Foi lindo, eu amei o meu casamento com o Whindersson.
14:23É um anel?
14:25Não sei, tem que ver.
14:25É um anel? Eu sei que é um anel.
14:27Eu mostro pra galera.
14:30É aí mesmo.
14:32Tu tá brincando comigo?
14:34É um anel, não é só?
14:37Ó.
14:39Tá, acertei?
14:40Aham.
14:42Agora tira pra ver, né?
14:46Não, o que você tá fazendo?
14:49Quer casar comigo?
14:51Quero!
15:09E aí, Ná, vai parar os shows, hein?
15:12Até quando, né?
15:13Eu acho que o disco não vai durar tudo isso, quatro meses?
15:15Pra entregar.
15:17Mas a gente vai tá finalizando, tipo, em dois, aí até gravar a voz.
15:20Ela grava uma voz por dia.
15:27Eu fico escrevendo as coisas que eu sinto durante a vida toda.
15:30E depois eu me junto com outras pessoas, mostro o que eu escrevi, o que eu pensei.
15:35Tipo assim, pessoas muito diferentes pra fazer isso comigo, tipo...
15:39Cada um de um lugar do Brasil.
15:41Muito diferente, é isso que eu acho legal, tipo assim.
15:43Eu acho que, tipo, é isso que faz ser legal.
15:45Por isso eu falo, sempre falem também as coisas de vocês.
15:48Sabe?
15:50Pode deixar.
15:51Eu sei que eu poderia fazer muita coisa sozinha.
15:53Sei desse potencial.
15:55Mas eu não acho que isso só vai agregar no meu ego.
15:58Não vai agregar na minha música, de verdade.
16:00E, tipo assim, muito nesse álbum eu quero falar sobre esses outros sentimentos, sabe?
16:04Tipo, de toxicidade, da gente saber, tipo, das nossas fraquezas, da gente sentir falta.
16:09Sabe quando você aceita a tristeza, assim?
16:11Tô triste, mas tô bem.
16:13É, tipo, aceitando a situação que ela é assim, sabe?
16:18Sabe quando você fica meio...
16:18É meio que eu já me acostumei com isso, né?
16:20Já aceitei.
16:22Entende isso?
16:23Tipo, eu te amo, mas eu não consigo amar mais.
16:27Acho que vai pra um lugar até de medo de machucar outra pessoa, porque você gosta muito dela.
16:30Isso, você fala assim, cara, eu não sei amar direito mais.
16:34Porque eu não tô bem emocionalmente.
16:37Tipo, e não é por sua causa, não é por nossa causa.
16:40É por mim, eu não consegui lidar com nada direito.
16:43Eu entendo, eu tô vendo coisas que eu já vivi, assim.
16:46Talvez seja até eu falando como se eu tivesse fazendo uma carta pra essa pessoa, só que eu nunca vou
16:53mandar essa carta.
16:54Eu sou o problema de tudo aqui, eu vou estragar tudo.
16:57Tudo que eu tocar, eu vou estragar.
16:59Então, é como se eu estivesse falando pra pessoa, só que sem falar pra ela.
17:02Tô falando na minha cabeça, na música ali.
17:04Eu tenho várias coisas escritas aqui, que eu vou ver aqui se eu acho...
17:06Joga aí, joga no ar.
17:08Calma aí, eu preciso nesse tema.
17:10Eu vou pegar nesse tema, porque eu tenho outros de outro tema.
17:12Saudade do sexo, saudade do carinho, da paixão que nos rodeava, da força avassaladora que a gente tinha.
17:17Ai, eu botei aqui, avassalador, chega sem avisar.
17:20Que saudade disso tudo.
17:21Quando será que eu vou sentir de novo isso com alguém?
17:23É que é difícil seguir assim.
17:26Pra onde foi o avassalador do nosso amor?
17:33Tá aqui escrito.
17:34Pra onde foi o avassalador, sabe?
17:37Pra onde foi esse amor avassalador?
17:42E ele mesmo, tipo, não a pessoa, sabe?
17:45Não a pessoa, mas o próprio amor.
17:55Casar, tem gente muito nervosa.
17:58Eu tô chorando.
17:59Faz uma meia hora já.
18:10Eles tiveram uma história muito linda, um ajudando o outro, um cuidando do outro, os dois super jovens.
18:17Ela fazia tudo por ele.
18:19Tudo.
18:20Se deixasse, tinha que parar de trabalhar pra algum momento, ela parava pra tá com ele.
18:42Nossa, lindo isso.
18:43Eu acho que a música, ela faz e comunicar melhor coisas que eu tenho dificuldade de normalmente comunicar.
18:52Sempre usei a música muito bem pra me descarregar mesmo, pra falar o que eu sinto.
19:05Tem uma frase que eu gosto muito, que é coisa que faz muito sentido com a minha vida, tipo, que
19:09é...
19:09E quando não tem mais ninguém, ainda existe você.
19:12Mas só cabe.
19:13Quando não tem ninguém, ainda existe você.
19:17Acho bonito.
19:18Nossa, isso é bonito.
19:20Quando não tem ninguém, ainda existe você.
19:23Eu vou fazer o sétimo, aquela quinta.
19:26É, faz.
19:28Eu aqui, me apegando na dor, eu gritei, eu sorri, não mais passo.
19:40E quando não existe ninguém, não existe ninguém, ainda existe você.
19:48Aí, caralho.
19:55Nossa, gente.
19:58Caralho, caralho.
19:59Foda, né?
20:00É, gente.
20:06Que honra, hein?
20:07Diane?
20:10Ai, minha Deus.
20:11Quem é mais bravo?
20:12Você é fácil.
20:14Quem?
20:15Eu.
20:16Então, desce, esfrego na tua cara, que a menina é brava.
20:21E você vai.
20:23Ah, ah.
20:24Desce, esfrego na tua cara, que a Luísa é brava.
20:28E você vai.
20:29Ah, ah.
20:30Essas músicas, elas começam a trazer a Luísa pra esse lugar do pop.
20:35E essa é a menina que tá chegando.
20:36Essa menina tem potencial.
20:38Brava virou um marco na carreira dela, porque foi a primeira vez que ela atingiu o número
20:41um.
20:42É uma música solo, o que é raro da gente ver de uma música solo.
20:46Ela tá falando, sou braba.
20:48Outras mulheres também são brabas.
20:50Eu quero falar o que eu estou falando, várias mulheres têm vontade de falar também.
20:54Eu sou braba também, gente.
20:55Eu gosto sensual também.
20:57Sei que todo mundo quer um pedacinho.
21:00É que a menina faz gostosinho.
21:04A vida tava exposta e desde que a Lu começou o relacionamento, ela já foi julgada.
21:10Desde o início ela foi julgada.
21:12Gente, eu tava dormindo e acordei com todo mundo me ligando.
21:16Aí eu vi que eu postei uma foto pela dona no Instagram.
21:20Alguém postou alguém que tem a minha senha.
21:23Alguém invadiu minhas redes sociais, ela já desconfiou um pouquinho de mim, porque
21:26eu tinha, né?
21:28Ah, porque pega o celular da Thay, pega todo mundo, ninguém pode...
21:32Ali começou a paranoia dela.
21:35Ali começou de celular, de eu estar com o celular assim, às vezes parada assim.
21:39Ela, o que você tá fazendo com o celular assim?
21:41Falei, tô só segurando o meu celular.
21:43Paga, paga, paga e fui ver, era a foto que ela tinha me mandado.
21:46Uma das pessoas que eu mais amo na minha família, tipo, falou, tipo,
21:50nossa, agora a carreira dela tá comprometida.
21:53E me falaram que falou isso.
21:56Isso me doeu bastante na hora, mas...
21:58Falei, quê?
22:00Minha carreira tá comprometida por causa do meu mamilo?
22:03Por causa do meu corpo?
22:05Mano, vazava nude das meninas aí, das adolescentes, entendeu?
22:09Pra caralho na escola.
22:11Ou as meninas tinham que se mudar de cidade.
22:13Sim.
22:13As meninas tinham que, tipo, mano, suicídio pra caralho em relação a isso, sabe?
22:18Eu lembro dessa história e eu, como eu era, por exemplo, eu era criada nisso, era um absurdo.
22:24Meu Deus, caralho!
22:26Mas por ser tão banal, não tinha que sair uma discussão, sabe?
22:31Não sei se eu conheço outra pessoa que conseguiria passar pelas coisas que ela passou, saca?
22:35É um... é um país, assim, te desejando coisas não muito boas, né?
22:45Por que essa vontade de ser amada, de ser aceita, de ser...
22:52De ser gostada, sabe?
22:54De ser...
22:56Tipo, isso é um problema meu também.
22:58Porque se antes eles criticavam ela, porque ela era interesseira e que ela fazia X, Y, Z,
23:04aí eles começaram a falar que ela tava usando o corpo pra se tornar uma pessoa famosa, hein?
23:08O povo me chama de cor direto.
23:10Por que eu sou assim?
23:11É o jeito que eu me visto?
23:13É o jeito que eu...
23:14O que que tá acontecendo de errado comigo?
23:16Na verdade, o que as pessoas fizeram também com ele é desvalorizar.
23:20Ah, por que a Luiza ia estar com esse cara?
23:23Porque ele é um cara foda, entendeu?
23:25Uma das pessoas mais fodas que eu já conheci em toda a minha vida.
23:28Eu pensava que, no caso, é isso mesmo.
23:29Tem que aguentar, ela tem que aguentar o que falar e eu tenho que aguentar.
23:32Uma hora o povo esquece.
23:34Até pra perturbar a gente precisa gastar energia, né?
23:37Então chega uma hora que a pessoa vai deixando mesmo, assim.
23:40Mas eu acho que o povo deixou mais quando desvinculou mesmo.
23:43Eu guardo exposta essa merda pra mostrar...
23:45Pra mostrar a porra do absurdo que é essa filha da putagem do cacete.
23:52Essa...
23:53Deixa eu ver.
23:53Vocês são uns merda, porra.
23:55Vocês são uns merda.
23:56Isso que vocês são.
23:57Tá de brincadeira.
23:58Olha o tipo de coisa que a gente recebe.
24:01Tipo assim, vocês fuderam a cabeça de todo mundo.
24:03Mandaram entregar na tua casa.
24:04Mas me ameaçaram.
24:05O Brasil ficou me ameaçando de morte.
24:06Eu fui embora pra porra do México, idiotas.
24:10Ainda cedo, amor.
24:13Mal começaste.
24:14A conhecimento.
24:18Já não vi a hora de partida.
24:24Sem saber ver.
24:27O mundo irá chorar.
24:54Se o povo não tivesse infernizado tanto a nossa vida, a gente estaria junto até hoje.
25:01Sabe?
25:01Mas também entendo que foi importante, sabe?
25:04A gente seguir caminhos diferentes.
25:06Eu acho que a gente tava, de fato, em locais e momentos de carreira e momentos de pensamento
25:11muito diferentes.
25:12E aí teve o último ano deles, que eles não eram mais eles mesmos, que não eram eles dois um
25:18pro outro.
25:18Ele fez uma tour.
25:21Se não me engano, rodou um mundo, né?
25:24E ele voltou um pouco diferente.
25:27Eu voltei...
25:29Maluco, paranoico da cabeça.
25:31Doidinho.
25:32O que você viu lá em Moçambique?
25:33Como é que foi?
25:35Assim, uma pobreza de um nível que eu não tinha visto, entendeu?
25:38E também eu caí na real que alguns momentos da minha vida, quando eu era criança, eu passei
25:43o que aquelas crianças estavam passando.
25:45Entendeu?
25:45A mulher me mostrando lá uma comida.
25:47Essa aqui é a comida do lanche.
25:49Eu disse, vamos ver qual é o lanche que eles vão fazer.
25:51E aí terminou o lanche.
25:52Era uma coisa que a minha avó me dava quando eu era criança.
25:54Naquela hora eu comecei a cair em mim, que tipo, não era cultural.
25:57Eu era pobre, entendeu?
25:59Eu tava fudido.
26:01Eu não sabia o que era que eu tava passando.
26:03Aí voltei pra casa com aquela síndrome, né?
26:06Que você não merece o que tem.
26:09Sua vida não tem sentido.
26:11Eu me esqueci, esqueci dos meus problemas, pra prestar atenção nos deles.
26:20Só que, talvez ele nem consiga saber disso, porque eu tinha 19, 17 anos, 18 anos.
26:29E eu acho que tentando salvar o outro, você só caga mais, porque você não tá se salvando.
26:36Porque eu também tava com a cabeça totalmente ferradinha, entendeu?
26:41Eu não tava legal também.
26:43Também não tava legal.
26:44Não, mas eu não era prioridade.
26:46As pessoas vinham falar comigo sobre o Whindersson.
26:48As pessoas vinham falar da saúde do Whindersson.
26:51E eu tava lá assim...
26:53Eu era culpada pela depressão do Whindersson.
26:56Eu era culpada pela minha, meu hate.
26:59Eu era culpada por tudo.
27:00Todas as coisas que existiam na face da Terra é culpa da mulher.
27:02Por mais que ela amasse ele, amasse muito ele, mas ele não tava dando mais.
27:08Ele tava... Ele preferia ficar com os amigos, com as drogas, do que com ela.
27:15Eu dava droga que eu queria mesmo.
27:17Aquela ilusão mesmo, né?
27:18Mais divertida, mais sei lá, o que tá acontecendo.
27:21Ah, não vou lembrar amanhã.
27:23Era uma parada meio assim, dia após dia, só querer passar mesmo.
27:28Tem um tempo que ele tem que admitir que tá meio perdido mesmo.
27:30Não sei o que eu tô fazendo, entendeu?
27:31Eles estavam tentando segurar aquilo, tentando viver.
27:34E a gente tem muito esse perfil de só soltar a mão de quem a gente ama
27:41quando não tem mais um último suspiro.
27:44E eu acho que foi também o que a Luísa tentou fazer por ele, com ele, né?
27:48Você que quis separar?
27:49Aham, eu vi assim que tava assim meio...
27:52Eu já não conversava, não tinha mais aquela vontade, aquela parada.
27:55E aí, dois primos que se reúnem no Natal, assim...
27:58Eles dormiam juntos, tinha tudo o que o casal fazia, menos o amor do casal.
28:09Sabia que a queda era grande, mas tive que pular
28:13Queria que a gente fosse mais alta
28:17Quando eu segurei sua mão
28:18Você soltou a minha, ela me empurra o pé
28:23Queria te dizer, eu te amo
28:26Agora é mais estranho
28:30Estranho mesmo eu te ver distante
28:33Botar o nosso amor numa instante
28:35Eu tive que desaprender
28:37A gostar tanto de você
28:40Por que você faz assim?
28:45Não fala assim de mim
28:48Eu sei que chora
28:51Não fingi que não viveu toda a nossa história
28:54Meu Deus, eu pedi tanto pra não ir embora
28:57Mas tenho que seguir meu caminho agora
29:01Eu sei que chora
29:04Não fingi que não viveu toda a nossa história
29:07Meu Deus, eu pedi tanto pra não ir embora
29:10Mas tenho que seguir meu caminho agora
29:14Você sabe bem quem eu sou
29:18Cheguei!
29:21Hello, hello!
29:23Oi, amigo!
29:28Três!
29:29E aqui ó, aqui é a data
29:31Põe a data aqui
29:31Que dia é hoje?
29:33Que dia é hoje?
29:34Vinte e dois!
29:38Vocês já sabem mais ou menos a vibe, a quantidade de música
29:42Quantidade de música não
29:43Eu quero que seja um álbum grande
29:45Tipo, vinte ou mais
29:48Vai ser uma onda diferente do que a gente vem fazendo, né?
29:50A gente vai explorar umas outras coisas
29:52Vai ser tipo assim, o doce 22
29:54Adulto
29:55Adulto e aprofundado e mais triste
29:57Que a vida adulta é mais triste
29:58Tu tem uma outra linha do tempo
30:01Que é uma linha do tempo
30:01Que ela é meio baseada numa desilusão
30:03Total, completamente
30:03Não só de relacionamento
30:06Mas uma desilusão meio do mundo
30:07Da vida, da adulta
30:09Do trabalho
30:09Uma desilusão também meio da arte
30:11É por isso que eu gosto
30:12Por isso que eu falei tanto daquela música do
30:14O Mundo é o Moinho
30:15Tudo que eu vivi
30:16Todas as coisas que eu sonhei tanto
30:18Que o Cartola fala que é
30:20Que vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
30:23Tipo, e vai reduzir as ilusões a pó
30:26E você tá na beira do abismo
30:30E o abismo que no fundo você cavou com seus pés
30:32Tipo, eu acho que você começou a se desiludir com tudo
30:36E aí isso desencadia, tipo, fugas ou gatilhos na sua cabeça
30:42Dos sonhos e de começar, tipo, meio...
30:46Quase esse descolar da realidade, sabe?
30:49Aquela época que eu tive a alucinação
30:51Foi muito num momento de, tipo, eu alcancei um topo ali
30:55Tipo, um...
30:56Que era um lugar que a gente queria
30:59E aí que começou, tipo, assim...
31:01A partir do momento que você alcança o seu sonho
31:04O teu sonho não te preenche
31:06Você...
31:07É...
31:08Se casa, o teu casamento não dá certo
31:10Você namora, o teu namoro não dá certo
31:12E...
31:13Só que várias coisas dão certo
31:14Tudo que você sonhou deu certo
31:16O que você queria pra você
31:18Na sua carreira dá certo, mas te mata por dentro?
31:21Ai, ai...
31:25Jogar tudo nosso no lixo
31:28Eu tento, mas eu não consigo
31:33Ferida que virou meu bicho
31:40Ai, ai...
31:44Depender de um amor doente
31:47Um dia você foi meu presente
31:54Hum...
31:55Me diz aonde essa briga vai parar
31:58O amor se foi
32:01E a gente nem viu
32:03E eu me sinto assim
32:05Sentada no meio fio
32:08Frágil, cansada, vivendo vazia
32:13Presa numa nostalgia
32:15De uma fantasia
32:17Onde é que deu errado?
32:22O peito chora, mas a pouca mente
32:26Procurando um culpado
32:31Quando é que a gente se cansou da gente
32:36Profano ou sagrado?
32:40A dor do amor que o peito dilacerado sente
32:45Onde é que deu errado?
32:50Quando é que a gente se perdeu da gente?
32:55Ai, ai...
32:57Jogar tudo nosso no lixo
33:00Eu tento, mas eu não consigo
33:04Ferida que virou meu bicho
33:13Ah, ai...
33:15Ah, ai...
33:21Ah, ai...
33:26Ah, ai...
33:27Ah, ai...
33:28Ah, ai...
33:29Ah, ai...
33:29Ah, ai...
33:30Ah, ai...
33:30Ah, ai...
33:31Ah, ai...
33:31Ah, ai...
33:31Ah, ai...
33:31Ah, ai...
33:32Ah, ai...
33:32Ah, ai...
33:33Ah, ai...
33:45You
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