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A tensão entre Estados Unidos e Irã atinge novos patamares após ameaças de Donald Trump, enquanto Teerã afirma que não negociará sob pressão. O cenário de vulnerabilidade institucional e crise econômica no país do Oriente Médio levanta alertas sobre possíveis intervenções militares e impactos no mercado global de petróleo. Para analisar os riscos de um conflito e as moedas de troca diplomáticas, a Jovem Pan entrevista o professor de relações internacionais, Danilo Porfirio.


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Transcrição
00:00Para a gente continuar pensando e falando, analisando também essa tensão entre Estados Unidos e Iraque,
00:05escalou bastante nas últimas semanas, justamente depois do presidente intensificar as ameaças contra o país,
00:12a gente vai conversar um pouquinho agora com o professor de relações internacionais, Danilo Porfírio.
00:18Danilo, boa tarde, obrigada por nos atender aqui na Jovem Pan, seja bem-vindo,
00:23já começo te perguntando o que esperar exatamente,
00:26porque a gente falava muito do presidente Donald Trump em outras tensões,
00:30de que talvez ele não agisse mesmo, ficasse ali no discurso,
00:34mas a gente teve um caso, por exemplo, como o da Venezuela, que saiu um pouco dessa linha.
00:38Então, o que esperar em relação ao Irã?
00:41Boa tarde a todos.
00:44Primeiramente, nós temos que observar que o Irã sofre um processo de fragilidade,
00:52de vulnerabilidade institucional, até então não sofrida desde 2009.
01:01Por que eu digo 2009?
01:022009 nós tivemos um problema severo de fragilidade,
01:09de enfraquecimento das instituições internas,
01:15foi a época da Revolução Verde,
01:19onde setores políticos, inclusive, entraram em antagonismo,
01:25o Ayatollah Khamenei, o presidente Ahmadinejad, na época,
01:31e a Guarda Revolucionária.
01:33E, ao mesmo tempo, as fronteiras do Irã
01:36estavam sob vigília, algum controle dos norte-americanos.
01:44Na esfera oriental, Afeganistão,
01:47estávamos ali, os americanos e a OTAN,
01:50em função da ação da guerra ao terror.
01:52E, do outro lado, desde 2004,
01:55na fronteira ocidental iraquiana,
01:58nós tínhamos a presença norte-americana.
02:02Então, o que nós estamos vendo agora?
02:03Depois da guerra, do fim do conflito entre Hamas e Israel,
02:09a estratégia de guerra por procuração,
02:14guerra proxy do Irã, fracassou.
02:17Ficou claro o desequilíbrio de forças entre Irã e Israel,
02:27e, por consequência, se mostrou claramente
02:30que a condição de potência regional do Irã
02:33ficou também fragilizado, ficou vulnerabilizado.
02:38Agora nós estamos vendo uma profunda crise econômica
02:42e o uso da retórica de, vamos dizer,
02:47de diálogo desequilibrado,
02:51desproporcional,
02:53que o Trump utiliza sempre.
02:55Ou seja, mostrar os dentes,
02:59expor o poder americano,
03:03em termos militares,
03:05em outras medidas,
03:07medidas econômicas,
03:09e trazer para um diálogo, vamos dizer,
03:13desproporcional,
03:15entre o dialogante e os Estados Unidos.
03:18Essa é a realidade do Irã.
03:19O Irã agora é chamado a um diálogo,
03:23a uma negociação,
03:24numa situação desprivilegiada.
03:28Então, esse é o ponto.
03:31Deixo muito claro aqui
03:33que os Estados Unidos,
03:36em princípio,
03:37não estão muito preocupados
03:38com a derrocada do regime,
03:40mas da sujeição do regime
03:43aos interesses norte-americanos.
03:46O foco aqui é o programa nuclear,
03:51mas nós temos que observar,
03:54conforme nós vimos na Venezuela,
03:56que essa retórica de diálogo desproporcional
04:01tem limites.
04:03E aqui eu enfatizo,
04:06se o Irã não estiver disposto realmente
04:10a estabelecer uma conversa
04:12e a ceder,
04:14os americanos poderão intervir militarmente,
04:18não na perspectiva terrestre,
04:20mas na perspectiva aérea,
04:22e com o apoio dos israelenses,
04:25que há muito tempo desejam ver
04:28o fim do regime dos ayatollahs.
04:32Estamos conversando com o professor
04:33de Relações Internacionais,
04:35Danilo Porfírio,
04:36sobre as tensões entre Estados Unidos e Irã.
04:38Professor, eu vou chamar para a nossa conversa
04:40o Gesualdo Almeida,
04:42nosso comentarista.
04:43Gesualdo, sua pergunta.
04:46Professor, nós temos um monte de pontas soltas aí, né?
04:48O MAGA que apoia o Trump
04:49é contra qualquer tipo de incursão militar.
04:52Por outro lado, a gente sabe que,
04:54historicamente, nos Estados Unidos,
04:55quando abaixa a popularidade de um presidente,
04:58nada melhor do que uma guerra
04:59para fazer subir essa intenção de voto,
05:03e é exatamente o que acontece com o Trump agora,
05:05com baixa perspectiva de votação.
05:07E nós sabemos que ele falou de acordo.
05:10Mas que acordo é esse que a gente pode esperar
05:12em relação ao Irã?
05:13Um acordo mais ou menos como a Venezuela?
05:16Troca só o presidente,
05:17mantém-se as estruturas,
05:18mantém-se o modo operante,
05:20mantém-se todas as instituições intactas?
05:24Meu cara, tem uma frase antiga
05:26que diz o seguinte,
05:27a melhor forma de manter as coisas
05:30é mudando-as.
05:33Então, esse é o ponto que eu quero levantar.
05:36Os americanos estão preocupados
05:39com interesses estratégicos
05:41dentro de um foco global,
05:44ou, portanto, um foco político maior,
05:47que aqui temos como agentes
05:50a China e a Rússia.
05:55Nós temos que lembrar
05:57que até pouco tempo atrás
05:58o Irã fazia parte do projeto
06:01chinês da Rota da Seda.
06:02da Rota da Seda chinesa
06:05em contraposição
06:07à Rota chinesa americana,
06:11que tem os americanos,
06:12não só os americanos envolvidos,
06:14mas os países do Golfo,
06:16a Índia,
06:17a Arábia Saudita,
06:19Israel e Europa.
06:21Então, nesse contexto,
06:23quais seriam
06:24os pontos a serem colocados na mesa?
06:26Primeiro,
06:28para o regime iraniano,
06:30a sua sobrevivência política.
06:33O regime dos ayatolás,
06:35como já disse,
06:36nunca foi tão vulnerável.
06:39Num segundo ponto,
06:41qual o papel do Irã
06:42nesse redimensionamento econômico
06:45de uma nova ordem em construção?
06:48E aqui entramos em questão
06:50ao comódice mais importante
06:53oferecido pelos iranianos,
06:55que é o petróleo.
06:57Lembre-se que os americanos
06:59têm uma obsessão
07:00por controle
07:01de recursos energéticos estratégicos,
07:04como forma de manutenção
07:06da sua hegemonia
07:08como potência mundial.
07:10Estou falando de hegemônio mundial,
07:12tradição jacksoniana,
07:13uma tradição política
07:15externa norte-americana.
07:17E num segundo momento,
07:18também vinculado à segurança,
07:20a questão do programa nuclear iraniano,
07:23que gera preocupações
07:25não só aos americanos,
07:26mas aos aliados israelenses.
07:29Então,
07:29essas são as moedas de troca.
07:32Sobrevivência por sessões.
07:35Vamos ver se isso vai dar certo.
07:37No contrário,
07:38existe risco de ações militares.
07:41Professor,
07:41falando um pouco da importância
07:42do local, né,
07:43que tensiona ainda mais
07:45essa situação,
07:46que é o Estreito de Hormuz,
07:48a gente pode esperar que
07:49justamente ali, então,
07:51essas tensões se exaltem,
07:53se tiver movimentos militares.
07:55Isso é um indicativo
07:56da política de Trump
07:58em locais estratégicos
07:59em que a gente pensa em petróleo?
08:02Isso mesmo.
08:03O Irã tem como um recurso,
08:05vamos dizer,
08:06de chantagem
08:07ou de forma retagatória,
08:09o bloqueio
08:10do Estreito de Hormuz,
08:12que está sob controle,
08:13basicamente,
08:14dos Emirados Árabes,
08:15Zomã e Irã.
08:17É a fonte de escoamento
08:19do petróleo
08:20no Golfo Pérsia.
08:22E isso geraria
08:23uma tremenda instabilidade,
08:26principalmente nos valores,
08:28né,
08:28sobre o commodity petróleo.
08:32Não é à toa
08:33que Trump
08:34mobiliza
08:37significativamente
08:38forças
08:39para essa região.
08:41Para tentar,
08:42de alguma maneira,
08:43não só agir contra o Irã,
08:45mas mitigar
08:46qualquer forma
08:48de retaliação,
08:50não é?
08:50Mas,
08:51volto a insistir,
08:53a estratégia de Trump,
08:55mesmo aparentemente
08:55caótica,
08:57é colocar
08:58a parte antagônica
09:00numa situação
09:01de inferioridade
09:03ou de desproporção
09:05dentro de um processo
09:06de diálogo
09:07e é isso que ele está
09:08contando para o Irã.
09:09Então,
09:11com o professor
09:11de relações
09:12internacionais,
09:13Danilo Porfírio,
09:14sobre as tensões
09:15entre Estados Unidos
09:16e Irã.
09:17Muito obrigada,
09:17professor,
09:18pela sua participação.
09:19Volte sempre
09:20aqui à Jovem Pan.
09:21Um abraço a todos
09:22e boa tarde.
09:24Boa tarde.
09:24Boa tarde.
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