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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso vença a eleição presidencial, pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de pessoas que considera perseguidas politicamente. A declaração foi feita durante evento no Rio Grande do Sul. O parlamentar também comentou pesquisas recentes e defendeu mudanças nas penas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
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NotíciasTranscrição
00:00Prometendo justiça, Flávio Bolsonaro afirmou que se vencer a eleição presidencial, ele vai subir a rampa do Palácio do Planalto
00:08acompanhado do pai, Jair Bolsonaro, e dos demais brasileiros que foram perseguidos politicamente.
00:14Em um evento no Rio Grande do Sul, o senador defendeu os condenados pela suposta tentativa de golpe e disse
00:21que o projeto da dosimetria vai ajudar a todo mundo.
00:25O Flávio apareceu pela primeira vez numericamente à frente de Lula na pesquisa do Datafolha, animando ainda mais o entorno
00:32do pré-candidato à presidência, que chegou a falar em vitória no primeiro turno.
00:37Vou começar essa rodada com o Roberto Mota, a fala de Flávio Bolsonaro em relação à possibilidade de vencer e
00:46na subida, aquela subida tradicional do presidente eleito, ele iria acompanhado com o pai, Jair Bolsonaro, e outras pessoas condenadas
00:56pelos atos do dia 8. Mota?
00:58Essa talvez tenha sido uma das coisas mais bonitas e corajosas que o Flávio já disse, o que qualquer político
01:08brasileiro da atualidade já disse.
01:10Os brasileiros vivem em um país onde o cidadão pode ser processado criminalmente, condenado a anos de prisão, ser alvo
01:20de operação policial, ter contas bancárias congeladas, telefone e computador confiscados, passaporte apreendido, ter o seu nome divulgado nos jornais
01:31como terrorista ou criminoso,
01:33ter os seus parentes importunados e a sua vida destruída, simplesmente por expressar uma opinião.
01:41Isso é resultado das ações de um pequeno grupo de pessoas, a maioria delas, servidores públicos e políticos, são pessoas
01:52que podem ser identificadas nominalmente.
01:57O Brasil não aguenta mais isso.
02:00Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para analisar essa situação de Flávio.
02:05Beraldo, Flávio tem se mostrado uma figura muito forte, inclusive nas pesquisas, né?
02:13Ele aparece em alguns levantamentos à frente de Lula em cenários do segundo turno e agora inclusive já projeta como
02:20poderia ser a subida da rampa, caso seja eleito.
02:24Enfim, é uma questão simbólica, mas que acaba enviando uma mensagem, talvez, para os apoiadores do pai, sobretudo?
02:31Pois é, o Flávio Bolsonaro vai ter que se equilibrar entre dois discursos.
02:36Um, é para manter essa base que apoia seu pai, aquecida, engajada com ele, especialmente porque há a candidatura de
02:47Ronaldo Caiado, que está colocada, eventualmente, haja a candidatura de Romeu Zema, que também fala, de uma certa forma, com
02:55esse público.
02:56Mas, Flávio também vai ter que equilibrar o seu discurso para falar com uma parcela da população que está cansada,
03:07assim, dos governos do Partido dos Trabalhadores, mas, por outro lado, não vai embarcar num projeto de governo que se
03:16resuma à questão da anistia.
03:18Não por outro motivo, Flávio, quando houve a última manifestação na Avenida Paulista, Flávio subiu no caminhão para dizer que
03:27não estava ali para atacar o STF, apesar da manifestação ter sido convocada com esse mote.
03:33E ele também fez um discurso sobre as mulheres, as mães solteiras, os benefícios sociais concedidos pelo governo de Jair
03:42Bolsonaro, claramente não estava falando ali, naquele momento, para os apoiadores de Jair Bolsonaro.
03:48E, sim, para uma massa extremamente importante, que vai ser fundamental, que ele conquiste para conseguir uma vitória nas eleições
03:57de outubro.
03:58Portanto, esse equilíbrio nesses dois discursos vai ser o grande desafio de Flávio Bolsonaro.
04:05Pois é, deixa eu girar com os nossos comentaristas.
04:08Você, Luiz Felipe Dávila, a figura de Flávio Bolsonaro, talvez despontando como o principal nome da oposição, né?
04:16Ele está em todos os levantamentos, ou na primeira ou na segunda posição, e é preciso também refletir a respeito
04:25do que ele pode vir a representar, dependendo do posicionamento dos partidos, né?
04:30A tal partido vai lançar aquele nome, que está colocado agora como pré-candidato, enfim, a depender das estratégias, Flávio
04:37poderá crescer ainda mais,
04:38porque ele mencionou, inclusive, vitória no primeiro turno.
04:41Você acha que pode ser um exagero ou muito otimismo por parte dele?
04:47É, Canhato, é sempre bom ver candidatos da direita à frente de Lula,
04:51e principalmente todos, aliás, praticamente, ganham de Lula no segundo turno.
04:56Ou seja, uma coisa que o presidente Lula já descobriu é, se tiver uma eleição com dois turnos, ele vai
05:03perder.
05:04Não importa quem será o adversário.
05:07Agora, vamos falar sobre o primeiro turno, que é o mais importante.
05:11O que o nosso telespectador e ouvinte precisa saber é o seguinte,
05:15A eleição só conta votos válidos, e isto é um enorme risco quando você tem dois candidatos liderando o primeiro
05:26turno com altíssimo índice de rejeição.
05:29Se um tem 46, o outro tem 49% de índice de rejeição, significa que um percentual expressivo do eleitorado
05:39pode não votar em ninguém.
05:41E esses votos, nulo, branco, são jogados fora e não contam no cômputo total.
05:48Então, se pensarmos só em voto válido, nós podemos ter aí 30, 40% dos votos inválidos,
05:55você tem os eleitores de Flávio e de Lula, e portanto, a eleição pode sim ser definida no primeiro turno,
06:03mesmo que o candidato vai ter ali 34, 35, 36% dos votos válidos, se ele for o mais votado.
06:11Então, eleição quando há dois candidatos liderando com alta rejeição, pode aumentar muito o número de votos brancos e nulos.
06:21E isso muda completamente a equação da eleição.
06:25Não é à toa que Lula está fazendo essa aposta, ele está tentando ver se consegue ganhar no primeiro turno,
06:32e parece que agora essa chance se tornou cada vez menor, porque Flávio Bolsonaro começa não só a encostar,
06:39mas também projetar já a sua vitória no primeiro turno, ultrapassando Lula já no primeiro turno.
06:46Então, Canhato, ainda tem muito jogo a jogar, mas que uma eleição com dois candidatos com enorme índice de rejeição,
06:58pode sim causar a eleição para terminar no primeiro turno.
07:02Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.
07:07Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, antes de passar para o Bruno Musa,
07:11Davila, não tem nenhuma informação de bastidor em relação àquele vídeo do Romeu Zema e do Flávio Bolsonaro,
07:17porque quando você fala da possibilidade de vitória em segundo turno,
07:21muitos acabam levantando a possibilidade de desistências ou de fusão de projetos, entendeu?
07:28Por exemplo, Romeu Zema fechar a chapa com Flávio e ser o vice dessa empreitada de Flávio Bolsonaro.
07:34Tem alguma informação de bastidor, alguma negociação em curso, ou algum desejo?
07:40Romeu Zema já descartou esta possibilidade, já disse várias vezes que vai permanecer na corrida.
07:48Aliás, quando nós temos esse enorme índice de rejeição,
07:52o que nós temos é exatamente o oposto, torcer para que esses outros candidatos,
07:58como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, subam nas pesquisas justamente para provocar o segundo turno.
08:06Porque num segundo turno, a vitória da direita é dada como quase certa.
08:14Pois é, porque muitas pessoas acabaram levantando essa possibilidade depois daquele vídeo, né?
08:19Que rodou as redes sociais aí, Romeu Zema com Flávio Bolsonaro.
08:23Inclusive, uma brincadeira do Romeu Zema levantando a possibilidade de Flávio ser o vice dele na chapa.
08:29Deixa eu passar para o Bruno Musa para avaliar também, primeiro,
08:33essa manifestação de Flávio Bolsonaro já projetando a vitória
08:36e esse cálculo que muitos fazem em relação a uma vitória em primeiro ou em segundo turno.
08:42Vai lá, Musa.
08:44Pois é, veja que há um ano atrás, quando a gente comentava a possibilidade do Lula não concorrer ou dele
08:49perder,
08:50éramos tidos como malucos, mesmo fazendo uma análise ainda superficial.
08:55Depois era, ora, talvez ele concorra e há chances dele perder.
09:00Agora a discussão é, pode ser em primeiro turno.
09:02Veja só, pode ser que a oposição hoje ganhe em primeiro turno.
09:06As discussões começam a aparecer na mídia.
09:09Então perceba como isso vai entrando no senso comum e tudo isso ajuda na formação e na formatação das ideias
09:15das pessoas.
09:16Muitos, quando a gente questiona aqui o lance de pesquisas,
09:19é que muitas pessoas são induzidas na resposta,
09:23já que grande parte dos brasileiros não vivenciam a política como um todo
09:27e se sentem muitas vezes retraídos em dar uma resposta
09:30e atuam diferente quando estão ali na cabine como um todo.
09:34Então, o ponto aqui é que essa onda começou a formar
09:38e a gente vê cada vez mais que o Lula parece ter um piso e um teto muito baixo.
09:43Piso ali mínimo que ele vai encontrar uma resistência,
09:47bem provável que vejamos agora a popularidade dele parar de cair,
09:50porque ele tem um piso bastante fixo, mas o teto dele está cada vez mais alto.
09:55Tem algum dado também que eu estava vendo aqui, comparativo, interessante.
09:58Quando nós olhamos, por exemplo, em abril de 2022,
10:01Lula tinha ali 49% das intenções, agora por menos de 44%.
10:07Quando a gente vê, na média, a gente via Jair Bolsonaro ali em abril de 2022,
10:12ele tinha 36%.
10:14Agora o Flávio tem bastante acima disso e ganhando do Lula com 47% em algumas pesquisas.
10:19Então, tudo isso mostra que esse movimento começou realmente a virar.
10:23E quando ele fala da anistia, me parece que é um movimento que cada vez Lula está mais isolado.
10:29Ele até mencionou nesse final de semana que ele não sabe contra quem
10:33ou quantas pessoas terão ali do outro lado no primeiro turno,
10:36o que talvez mostre uma estratégia realmente.
10:38Se ele não sabe contra quem concorrer, ele vai ter que bater em todos agora,
10:42nesse primeiro momento, e o tempo está passando e a rejeição dele continua
10:46ou caindo, ou melhor, aumentando, ou estagnada.
10:49Se ele não sabe contra quem bater, como é que ele vai criar o seu próprio discurso?
10:54Quanto mais tarde ele tiver o discurso, melhor para a própria oposição.
10:58Então, me parece que já de antemão aí, a gente vê uma estratégia melhor do que já foi em 2022.
11:04E tendo essa organização, é o que eu sempre tenho falado.
11:07Pelas pesquisas, a coisa estaria liquidada.
11:11Tendo uma organização da direita e da centro-direita, essa eleição estaria liquidada.
11:15Pois é, recebendo a rede Jovem Pan, agora todos conectados com a gente em Os Pingos nos Is,
11:21as análises dos nossos comentaristas em relação à performance de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
11:26e a projeção já para o pleito com essas figuras que já são apontadas pelos partidos.
11:32Deixa eu passar para o Mota, só para a gente avaliar a questão que envolve o processo eleitoral.
11:38Mota, claro que os números que aí estão, os levantamentos feitos por vários institutos de pesquisa,
11:43eles acabam retratando o atual cenário.
11:47Em um processo eleitoral, com a campanha valendo, é claro que haverá, por exemplo,
11:52um volume de ataques da situação, da base governista, contra a figura de Flávio Bolsonaro.
11:58Você acha que isso está precificado?
12:01É preciso considerar, talvez, o jogo sujo da política de uma campanha eleitoral?
12:06E, a partir disso, Flávio poderia perder percentuais importantes nessa disputa?
12:12Não acredito nessa possibilidade, Caniato, porque o jogo sujo está aí.
12:19O jogo sujo contra os Bolsonaro está sendo jogado desde 2018.
12:26Então, eu não acho que a esquerda tenha guardado alguma carta para usar durante a campanha
12:33que ela já não tenha usado.
12:36A situação político-eleitoral, eu acho que não traz em si nenhuma ameaça.
12:45O que preocupa é a questão institucional.
12:49O que preocupa é a insegurança jurídica, que continua valendo no Brasil,
12:55que continua pleno vapor.
12:57É isso que deixa as pessoas inseguras.
13:03Porque, Flávio, tem dois desafios.
13:07O primeiro é vencer a eleição, jogando no campo adversário,
13:13com a torcida do adversário, com os árbitros simpáticos ao adversário.
13:19Agora, o segundo desafio será governar em um ambiente onde ninguém sabe muito bem
13:28qual é a lei que está valendo.
13:30Um ambiente onde todas as decisões têm que ser tomadas pelo mesmo grupo de 11 pessoas.
13:39É importante esse ponto que o Mota traz.
13:43Eu vou passar para o Cristiano Beraldo, já projetando.
13:45Em um cenário hipotético, o Cristiano Beraldo, de Vitória e de Flávio Bolsonaro,
13:50ele se coloca como alguém diferente do pai, tem o sobrenome Bolsonaro,
13:55mas se coloca como um político muito mais ao centro, mais moderado,
14:00mede as palavras, tem procurado conversar com um grupo mais jovem,
14:06aquelas danças, as músicas, etc.
14:09Quais lhe parecem as principais dificuldades de um Bolsonaro,
14:12um filho de Jair Bolsonaro, governar o Brasil?
14:16Você acha que o sistema iria impor que tipo de dificuldade para Flávio Bolsonaro,
14:24uma vez presidente?
14:25Isso vai depender, Caniato, de qual é o plano de governo de Flávio Bolsonaro.
14:30Isso a gente ainda não conhece.
14:32O que é mais discutido é a questão da anistia, o indulto, enfim,
14:38ele falando que o pai vai subir, o pai e outros vão subir com ele
14:43a rampa do Palácio do Planalto.
14:47Isso pressupõe algum tipo de articulação para que antes mesmo
14:52que ele receba a faixa de presidente, que essas pessoas sejam libertadas.
14:57Eu não sei se isso é possível ou não.
15:01Agora, o Brasil é um país que tem problemas gravíssimos.
15:05Este é um problema.
15:07Esse assunto precisa ser resolvido.
15:09É totalmente injusto ver essas pessoas que estão presas há anos ali na Papuda
15:16com condenações completamente incompatíveis com aquilo que elas efetivamente fizeram.
15:21Pessoas que não têm absolutamente a menor condição de dar um golpe de Estado
15:27ou tentar dar um golpe de Estado.
15:28Muitas nem sabem o que é exatamente isso, mas foram condenadas como se estivessem ali
15:34numa mega articulação para fazer uma revolução no Brasil.
15:40Pois bem, isso terá que ser resolvido.
15:42Agora, a gente precisa conhecer quais são as propostas de Flávio Bolsonaro
15:46para resolver outros graves problemas.
15:49O principal e mais urgente dele é o equilíbrio das contas públicas,
15:53porque a situação fiscal do Brasil no ano de 2027 é completamente insustentável
16:00e vai exigir medidas muito duras do próximo presidente.
16:04Temos a questão do combate à criminalidade.
16:07Quais são os instrumentos que o Poder Executivo vai propor
16:11para que nós, como sociedade, consigamos vencer essa guerra contra o crime organizado?
16:19Porque hoje nós estamos perdendo 40 mil homicídios por ano no Brasil.
16:24O Brasil sendo essa passagem tranquila de toneladas de drogas todos os anos.
16:31A gente vê o consumo de cigarros no Brasil ser dominado pelo cigarro contrabandeado.
16:37A gente vê tudo acontecendo no Brasil e as autoridades assistindo.
16:42O que é que ele vai propor quanto a isso para a modernização da infraestrutura brasileira?
16:47Para que o Brasil possa minimamente se preservar nessa corrida por terras raras
16:53e que a gente consiga se colocar no patamar mais elevado possível
16:57nessa guerra pela inteligência artificial
16:59e para esse mundo que está se moldando naquilo que para nós é um futuro distante,
17:06mas para vários países já é uma realidade hoje.
17:10Então, Caniato, são muitos desafios.
17:11A gente precisa entender quais serão as prioridades e as principais propostas do Flávio Bolsonaro.
17:17Pois é.
17:18O Dávila também gosta de fazer esse exercício.
17:21O Dávila menciona pautas que lhe parecem urgentes e determinantes
17:26para a vitória de alguém que se coloca contra o governo do Partido dos Trabalhadores.
17:31Luiz, você, Dávila, o candidato que pretende vencer nessa disputa com o Lula,
17:38ele precisa abraçar quais aspectos, quais pontos tópicos dessa agenda?
17:47Três pontos fundamentais, Caniato.
17:50O primeiro é a retomada do crescimento econômico,
17:54a questão da sustentabilidade fiscal,
17:57a volta do superávit primário e do famoso tripé, né?
18:00Tem as metas de inflação direito, superávit primário,
18:04que é tão importante para estabilizar a dívida.
18:08Segundo ponto fundamental,
18:11combate feroz ao crime organizado,
18:14porque o Brasil vai virar um narco-estado
18:16se tiver mais quatro anos de governo PT.
18:19Então, precisamos combater o crime organizado
18:21e precisamos trazer a tal da segurança jurídica,
18:24sempre muito mencionada aqui pelo Mota.
18:27Sem segurança jurídica, estabilidade das regras do jogo,
18:31confiança nas leis e combate ao crime organizado,
18:35não haverá clima para investimento de longo prazo no Brasil.
18:40E o terceiro ponto é atuar imediatamente
18:44no aumento da eficácia do gasto público.
18:47É impossível gastarmos quase 40% do PIB brasileiro
18:53e ter serviço público de péssima qualidade
18:56na educação, na saúde, na segurança pública.
19:00Estamos entre os dez países mais violentos do mundo,
19:04um dos países com os piores indicadores
19:06em aprendizado dos jovens no ensino básico.
19:09Nós temos uma situação lamentável
19:13na questão não só da segurança pública,
19:16mas da insegurança jurídica,
19:19judicialização tributária,
19:22trabalhista,
19:23que faz com que fazer negócio no Brasil
19:25seja uma operação de altíssimo risco.
19:29Portanto, eficiência do Estado,
19:32combate ao crime organizado
19:33e a volta da segurança jurídica
19:35e a retomada da agenda da competitividade,
19:38um Brasil mais competitivo
19:40e aberto para ganhar mercado no mundo global.
19:44Deixa eu passar para o Bruno Moussa,
19:46porque também é preciso considerar, né, Bruno,
19:49um cenário de disputa dentro da direita
19:53ou disputa dentro da oposição.
19:56Porque eu acompanhei algumas manifestações
19:59e alguns repórteres foram questionar,
20:02por exemplo, o Ronaldo Caiado
20:04em relação àquele vídeo
20:05de Flávio Bolsonaro com o Romeu Zema.
20:09Enfim, o que é preciso considerar
20:11sobre o processo eleitoral
20:13e talvez essas rusgas,
20:15gente que acaba apimentando a discussão,
20:19semeando a discórdia,
20:20ele falou isso aqui naquele discurso,
20:23enfim, quando vocês falavam lá atrás
20:25sobre a possível união da direita,
20:27de alguma maneira esse tipo de situação
20:29pode atrapalhar, interferir,
20:31roubar voto de um do outro?
20:35Olha, inevitavelmente isso pode deixar,
20:37dar algum tipo de desvio de atenção, né,
20:39mas eu acho que tá muito mais bem alinhado
20:42do que estava ali em 2022,
20:44como eu mencionei.
20:45Quando nós tivemos oportunidade aí,
20:47presencialmente no estúdio da Jovem Pan,
20:48de entrevistarmos o Caiado,
20:50ele falou algo que a gente vem falando bastante aqui,
20:53eu concordo bastante com ele.
20:54Eu acho que no primeiro turno,
20:56todo mundo tem a liberdade de realmente sair
20:59como candidato àqueles que julgarem,
21:01os partidos que julgarem pertinente
21:03esse tipo de escolha.
21:04Dá até uma liberdade
21:06para que o próprio cidadão tenha mais opções
21:10e escolha quem ele gostaria de escolher
21:12no primeiro turno.
21:13Agora, no segundo turno,
21:15me parece que essa estrutura
21:17está caminhando mais em bloco
21:19do que estava em 2022,
21:20quando não havia,
21:21ou não parecia haver,
21:23tamanha união como um todo.
21:25Como Davila falou,
21:26mais quatro anos do que vivemos,
21:28não é apenas a situação catastrófica econômica
21:30de um fiscal totalmente deteriorado
21:32que vamos transferir a responsabilidade
21:35como eles gostam.
21:36A ex-ministra Simone Tebet
21:37falou que no final de 2027
21:39não há mais espaço dentro do orçamento
21:41para investimentos.
21:42A máquina pública para.
21:44Ela falou, abre aspas,
21:46não há governo que governe
21:48com esse arcabouço fiscal
21:49mais quatro anos.
21:51Que arcabouço fiscal é esse?
21:52aquele desenhado por esse próprio governo.
21:55Porque ele é matematicamente inviável,
21:57como nós já falamos,
21:58em diversas ocasiões aqui.
22:00Então, me parece, Caneato,
22:01que no primeiro turno
22:03é normal nós termos essas opções.
22:05Eu acho que é, inclusive,
22:06saudável para o eleitor brasileiro,
22:09para as ideias
22:10de políticos brasileiros
22:12tentarem pautar os seus próprios debates
22:13e as suas próprias vontades,
22:15visões de mundo e visões políticas.
22:17Agora, é extremamente relevante
22:19que, como já parece,
22:22quem poderia ser o mais provável
22:25participante do segundo turno,
22:27se houver,
22:27como a gente já começou a falar,
22:29e não é se o Lula ganhar, não,
22:31é você ter esse desenho
22:34dessa união já a partir de agora.
22:35E, repito, me parece que há.
22:38Então, eu vejo de maneira natural
22:40o maior número no primeiro turno,
22:42mas um desenho muito melhor
22:44arquitetado para o segundo turno.
22:45E aí, como eu falei,
22:47sendo dessa maneira,
22:48me parece que, matematicamente,
22:50ela estaria praticamente
22:51liquidada nessas eleições.
22:52Professor, deixa eu passar para o Motta,
22:54só para a gente encerrar
22:55essa discussão sobre Flávio Bolsonaro,
22:58processo eleitoral,
22:59desafios da direita.
23:01Motta, tem um tema
23:02que é muito sensível
23:04quando a gente fala
23:04de campanha eleitoral,
23:05de quem está na oposição
23:07e oposição a um governo progressista.
23:11Qual deve ser a estratégia,
23:12qual a retórica
23:13que qualquer candidato
23:15da oposição deve adotar
23:16contra um governo
23:18que adota uma estratégia
23:21de colocar boa parte
23:23da população
23:24nesses programas assistencialistas?
23:27A gente está falando
23:27de dezenas de milhões
23:29de pessoas
23:29que ganham algum tipo
23:31de benefício,
23:32ganham algum cheque
23:33do governo federal.
23:34Qual deve ser
23:35o posicionamento
23:36dessa figura
23:37que vai se comunicar
23:38também com esse público
23:39e quer que esse público
23:41também vote nele?
23:42Ó, eu serei melhor
23:43do que esse que está aí,
23:44esse que paga
23:45o benefício para você.
23:47Caniato,
23:48essa é uma pergunta
23:49muito difícil.
23:50Você está me pedindo
23:51para sugerir
23:52uma estratégia
23:54para o Flávio.
23:55Eu não tenho competência
23:57para fazer isso.
23:58Então, eu vou dizer o seguinte,
23:59o que eu faria
24:00se eu fosse
24:02candidato
24:03à presidência
24:04da república?
24:05Eu diria o seguinte,
24:06o Brasil
24:07tem tudo
24:08o que precisa
24:10para ser
24:11uma das maiores
24:12nações
24:13do mundo.
24:14Qual é o grande
24:15problema do Brasil?
24:17É uma classe
24:18política
24:19que parasita
24:21o povo.
24:22E o povo,
24:23em parte,
24:24permite isso
24:25porque
24:26ficou
24:27enraizada
24:28essa crença
24:29de que nós
24:30dependemos
24:31do governo,
24:33que sem o governo
24:34a gente não consegue
24:35resolver nada.
24:37Nós acreditamos,
24:38eu já acreditei
24:39nisso um dia,
24:41eu já,
24:43um dia
24:44já acreditei
24:45que tudo
24:46precisa ter
24:47uma lei.
24:48Então,
24:49as pessoas
24:49não podem andar
24:50de bicicleta
24:51no meio da rua
24:52porque é perigoso,
24:53tem que ter
24:53uma lei,
24:54como se as pessoas
24:55não tivessem
24:56inteligência
24:57e bom senso.
24:58Então,
24:59se eu fosse
24:59candidato
25:00à presidência
25:01da república,
25:01eu diria,
25:02nós temos
25:03que caminhar
25:04na direção
25:05de um país
25:05onde cada um
25:07é responsável
25:08por si próprio.
25:10Lógico,
25:11à exceção
25:12daquelas pessoas
25:12que têm
25:13uma condição
25:13especial
25:14e não podem
25:15cuidar de si.
25:16Os outros
25:17têm que cuidar
25:19da sua própria vida
25:20e a função
25:21do governo
25:22é ser
25:23o menor possível,
25:25cobrar
25:26a menor
25:26quantidade
25:27de imposto
25:28possível,
25:29imprimir
25:30a menor
25:30quantidade
25:31de dinheiro
25:32para que
25:33a inflação
25:33seja pequena
25:34e cada
25:35cidadão
25:36trabalha,
25:38estuda,
25:38procura o seu
25:39progresso,
25:40cuida da sua
25:41família,
25:42decide o que
25:43os seus filhos
25:44vão estudar,
25:45a gente não
25:46deixa mais
25:47as coisas
25:48nas mãos
25:48dos políticos,
25:49como é possível
25:50que a gente
25:51todo dia
25:53critique os políticos,
25:55a gente diz
25:55que eles são
25:56incompetentes,
25:56que eles são
25:57corruptos,
25:58que eles são
25:59enganadores
25:59e aí a gente
26:00confia nos políticos
26:02para resolver
26:03todos os nossos
26:03problemas,
26:04então é isso
26:05que eu faria
26:07Caniato,
26:07se eu fosse
26:08presidente
26:09da república,
26:10eu diria ao povo
26:11brasileiro,
26:12nós vamos ser
26:13uma das maiores
26:15nações
26:16do planeta
26:16terra,
26:17mas a gente
26:18tem que tirar
26:19esses políticos
26:20do meio
26:20do caminho.
26:20aqui.
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