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Em um movimento que define o futuro da oposição, o presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será o nome da família na disputa pela Presidência da República em 2026.
A decisão encerra meses de especulações e coloca Flávio no centro do embate contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora, o desafio será unificar a direita e garantir o apoio de nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ronaldo Caiado (União-GO) em torno de uma chapa competitiva contra o sistema.
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A decisão encerra meses de especulações e coloca Flávio no centro do embate contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora, o desafio será unificar a direita e garantir o apoio de nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ronaldo Caiado (União-GO) em torno de uma chapa competitiva contra o sistema.
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NotíciasTranscrição
00:00Agora eu quero mudar de assunto, falar sobre a família Bolsonaro, porque Jair Bolsonaro oficializou através de carta a candidatura de Flávio à presidência de 2026.
00:10A mensagem foi lida publicamente pelo próprio senador na porta do hospital, pouco antes da cirurgia do ex-presidente.
00:16No texto, redigido à mão por Bolsonaro, ele diz que a decisão dele é consciente e legítima para resgatar o Brasil e colocar o país no caminho da prosperidade, em consonância com os valores da população.
00:29O líder da direita também diz estar enfrentando duras batalhas e pagando um preço alto com sua família e também com a saúde, para defender o que considera o melhor para o país.
00:41Após a leitura da carta, Flávio disse que o texto retira qualquer sombra de dúvida sobre a pré-candidatura, cobrando a união dos conservadores em torno do nome dele com um projeto político.
00:53Até ele citou essa expressão, dizendo que quem tinha qualquer dúvida em relação ao meu nome, a carta está aí para aprovar.
01:00É uma manifestação pública, escrita pelo próprio pai, que foi feita no dia 23, enquanto ele estava ainda na superintendência da Polícia Federal.
01:09Muito provavelmente, como a gente repercutiu ontem aqui na bancada, passou pela análise dos advogados, para não sofrer qualquer tipo de sanção por parte do Supremo Tribunal Federal.
01:19Uma sanção negativa.
01:21E aí, manifestando então que Flávio Bolsonaro é o nome escolhido por Jair Bolsonaro para essa corrida eleitoral em 2026.
01:30Quero começar com a análise do Luiz Felipe Dávila sobre esse consenso então e essa carta que foi lida nessa manhã, logo nas primeiras horas da manhã.
01:39Aqui na Jovem Pan News nós mostramos, inclusive ao vivo, essa carta sendo lida e agora validando, chancelando o nome de Flávio como o candidato para suceder aí a trajetória de Jair Bolsonaro.
01:52David Tarso, ontem nós comentávamos nos pingos, nos is justamente, qual que seria o teor dessa carta, né?
02:00E eu mesmo disse que, olha, se o teor da carta for para reforçar a candidatura de Flávio Bolsonaro, não tem problema jurídico nenhum e isso ainda fortalece a candidatura.
02:09E foi exatamente esse o tom da carta de hoje.
02:11É, isto ajuda sim a quebrar a resistência em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, que muitos acreditam que não é uma candidatura para valer, mas sim uma moeda negocial neste tabuleiro da sucessão presidencial.
02:26A carta reforça que o nome Bolsonaro estará nas urnas, como bem lembrou o nosso outro colega aqui, Diego Tavares, o tempo inteiro, dizendo que o nome de Flávio Bolsonaro seria para valer.
02:38Então, o presidente reforça isso.
02:40Agora, a história de convocar uma união de todos os candidatos em torno de Flávio Bolsonaro não é uma estratégia inteligente neste momento, justamente por causa do alto índice de rejeição de Flávio Bolsonaro.
02:56É preciso ter união em torno do objetivo comum de todos os candidatos da direita têm igualmente, que é vencer o PT e derrotar Lula em dois mil e vinte e seis.
03:08Este é o objetivo comum, agora, como esta estratégia será implementada, depende da tática.
03:17E a tática neste momento, quando você tem um candidato com alta rejeição, é melhor que tenha pelo menos mais um ou dois candidatos para poder forçar não só um segundo turno e abrir espaço para que Flávio Bolsonaro possa trabalhar nesta corrida morro acima, que é reduzir a sua rejeição.
03:40O fato é que a carta traz uma ótima notícia para a base bolsonarista para Flávio Bolsonaro e reforça o compromisso do PL em apoiar o nome de Flávio Bolsonaro e entender que Flávio Bolsonaro, mesmo que perca a eleição, pode ser um grande ativo para eleger a maior bancada do PL nas eleições de dois mil e vinte e seis.
04:06Diego Tavares, você acredita também que essa carta, nesse momento que ele estava se manifestando ali na imprensa, o Flávio Bolsonaro disse assim, para quem tinha qualquer tipo de dúvida, para quem que foi esse recado?
04:19Para o Centrão? Ou especificamente para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas?
04:23Quem foi endereçada a essa fala? A quem ele endereçou a essa fala?
04:27Certamente é o eleitorado, David Tarso. Eu vejo dois pontos em relação a essa carta, um ato quase que monárquico de Jair Bolsonaro, deixando ali registrada e assinada a definição de sua sucessão.
04:42O primeiro ponto, eu acho que é muito emblemático ele ter feito isso às vésperas do procedimento cirúrgico ao qual ele foi submetido.
04:48Embora essa cirurgia seja uma cirurgia relativamente simples do ponto de vista dos riscos, acredito eu que Bolsonaro, o próprio Bolsonaro, se precaveu quanto ao pior, quanto à possibilidade de que ele não deixasse a mesa do centro cirúrgico.
05:04E aí, não parariam dúvidas sobre a sua indicação. Não poderia vir alguém no dia de amanhã e dizer, olha, no dia tal, Bolsonaro endossou Flávio Bolsonaro, mas eu conversei com ele três dias depois e ele disse que talvez não fosse uma boa ideia.
05:19Ou depois que saíram as primeiras pesquisas e a rejeição de Flávio foi captada, Jair Bolsonaro pensou em reconsiderar.
05:26Então, deixando a carta, caso o pior acontecesse, Jair Bolsonaro estaria deixando a sua sucessão livre de qualquer tipo de contestação.
05:36E, em segundo lugar, eu acho que, de fato, é um recado ao eleitor, aquele eleitor que torceu o nariz mesmo quando Flávio Bolsonaro recebeu a benção de seu pai.
05:46Muita gente, e isso é algo que a gente consegue captar tanto nas pesquisas quanto nas redes sociais, gostariam realmente que Tarcísio de Freitas encabeçasse esse projeto, que fosse Tarcísio o escolhido.
05:59O Dávila disse muito bem, Flávio Bolsonaro precisa lidar com uma rejeição muito grande e é um trabalho muito difícil você fazer com que recue a rejeição de um candidato,
06:09porque o eleitor tem por comportamento tomar a sua decisão às vésperas do pleito.
06:15É lá na última semana que ele escolhe em quem ele vai votar, quando não escolhe no dia.
06:19Aquela brincadeira que nós sempre fazemos, né?
06:21Que a pessoa passa na porta da escola, pega um papel do chão e ali está escolhido o seu candidato.
06:26Não é bem assim, mas também não é muito diferente disso.
06:29O eleitor escolhe sempre às vésperas.
06:31E quando um eleitor já está decidido em não votar em algum candidato,
06:35e é isso que a rejeição nos mostra, é aquela pessoa que responde
06:40eu não votaria em Flávio Bolsonaro sob nenhum pretexto, é uma decisão já tomada.
06:45E considerando que as pessoas em geral não vivem a política, dificilmente essa decisão é revertida.
06:50Por isso que é muito desafiador para o Flávio Bolsonaro lidar com essa rejeição.
06:54O teto, o espaço que ele tem para crescer eleitoralmente é muito baixo.
06:59Então, a carta pode representar uma tentativa de abrandar essa rejeição junto ao eleitor bolsonarista, principalmente.
07:06Agora, essa carta não faz a missão de Flávio Bolsonaro menos difícil.
07:11Ainda tem um grande desafio pela frente, que é tentar lidar com o eleitor de centro,
07:16onde a sua rejeição é inclusive maior.
07:18Chega a 70% entre aquele eleitor que foi chamado pelo Dávila,
07:22eu gostei do termo aqui na nossa última edição do Pinhos nos Is,
07:25de swing voters, como fazendo uma referência aos swing states norte-americanos,
07:29aquele eleitor que vez vota na direita, vez vota na esquerda, escolhendo justamente em razão da rejeição.
07:36Então, esse é o desafio de Flávio Bolsonaro e essa carta foi uma das ferramentas,
07:41mais um ato nessa longa trajetória para tentar superar esse desafio.
07:45Apesar dessa preocupação, para quem não acompanhou a edição, a nossa programação aqui na Jovem Pan News,
07:50a cirurgia transcorreu tudo bem, sem intercorrências, durou aproximadamente 3 horas e meia,
07:56começou às 9 horas da manhã, terminou ali próximo no meio dia e meio,
08:00e aí, sem grandes intercorrências, transcorreu tudo bem o procedimento cirúrgico
08:05e, nesse momento, o ex-presidente Jair Bolsonaro se recupera no quarto
08:09com a companhia da ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, e também com a visita dos filhos.
08:15Mas, Acácio Miranda, sobre o contexto político, essa carta, essa demonstração,
08:21até mesmo escrita a próprio punho, validando o Flávio Bolsonaro como pré-candidato em 2026
08:29à presidência da República.
08:31Diante de tudo aquilo que foi falado e até mesmo os trechos da carta, quais deles você destaca?
08:36Eu acho que são vários os pontos importantes, mas esse ponto, esses dois pontos,
08:44onde ele lança Flávio Bolsonaro à presidência da República,
08:50ou reafirma a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República,
08:55talvez seja o principal ponto, porque nós falamos aqui ao longo da semana
09:00e, nas últimas semanas, ao longo da programação, se a candidatura do Flávio
09:07era uma candidatura efetiva ou era um balão de ensaio para que Bolsonaro
09:12protagonizasse ou mantivesse o protagonismo em 2026, mesmo estando longe das urnas.
09:21Em segundo lugar, eu acho que também vale destacar o ponto onde ele trata
09:27da necessária união dos candidatos de direita.
09:32Disso, eu extraio algumas camadas.
09:36Primeiro, ele reafirma, nesse momento, que ele quer manter em si, Jair Bolsonaro,
09:43o protagonismo da direita em 2026.
09:46Quando ele fala da necessidade de agrupamento dos candidatos de direita,
09:53ele não diz que esse é o caminho mais viável para que seja derrotado
09:59o ex-presidente, aliás, o atual presidente Lula.
10:02Ele diz que ele ainda é o principal caminho da direita em 2026
10:09e, se a direita pensa em vencer as eleições, este caminho passa por ele.
10:15Essa leitura, no meu entendimento, denota que ele ainda tem uma visão alargada de si,
10:24uma visão que não necessariamente condiz com a realidade,
10:29e ele, de fato, já está se sentindo um pouco abandonado eleitoralmente
10:34por conta dos outros projetos.
10:37Bolsonaro, ao longo da sua carreira, se notabilizou por conta deste personalismo
10:54e pelo fato de, por vezes, ter uma leitura própria do contexto político.
11:00E eu acho que é isso que prevalece na carta
11:03quando ele diz sobre essa necessidade de reagrupamento.
11:08Ele não faz uma leitura do contexto todo,
11:11onde outros candidatos de direita têm viabilidade,
11:16e ele também não faz uma leitura do contexto todo,
11:19onde Flávio é analisado neste momento não como um representante legítimo da direita,
11:26mas como um representante legítimo do bolsonarismo.
11:30Então, David, no meu entendimento, estes são os principais pontos
11:35que mostram muito da personalidade de Bolsonaro
11:39e mostram muito do que será o período eleitoral,
11:44que serão os primeiros meses do ano eleitoral de 2026.
11:48Nós ainda teremos outras possíveis novidades em termos de candidatura,
11:54e não seria a primeira nem a última vez que o ex-presidente muda de opinião
12:00de acordo com as circunstâncias ou com o próprio interesse.
12:06Agora, Dávila, analisando também de que forma que deve ser, então, essa articulação,
12:11qual deve ser a estratégia adotada pelo Flávio
12:14para conseguir, então, atrair integrantes do Centrão
12:18ou outras lideranças políticas ligadas à direita
12:21para que consolide cada vez mais o nome dele
12:23em relação à candidatura para 2026.
12:28Bom, nós precisamos entender o contexto no qual esta eleição ocorrerá.
12:33Uma pesquisa recente do Datafolha mostra
12:35que o Brasil está mais polarizado do que nunca.
12:39Quase um texto do eleitorado se diz de direita,
12:41não é de centro-direita ou centro, é de direita,
12:44e outro texto diz que é petista.
12:48Então, num cenário altamente polarizado,
12:52com dois candidatos liderando as pesquisas,
12:55que é o presidente Lula e Flávio Bolsonaro,
12:58com alta rejeição,
13:00qual deveria ser a estratégia?
13:03A estratégia deveria ser uma aliança
13:06desses outros demais candidatos da direita,
13:08focado nesse objetivo final,
13:11que é vencer as eleições,
13:13tirar o PT e Lula do poder em 2026,
13:16e trabalhar para aumentar a rejeição
13:19do presidente Lula,
13:21que quanto mais aumenta a rejeição do presidente Lula,
13:25mais margem tem para esse voto pêndulo,
13:28para o swing votes mudar de opinião
13:31e vir para o candidato da direita.
13:34Isto é fundamental.
13:35é uma briga à eleição de 2026
13:38para aumentar a rejeição do adversário.
13:41Esta deveria ser a estratégia, Clara.
13:44E aí, olhar para esses pontos populistas,
13:48explorar no sentido de radicalizar ainda mais
13:52a atitude de Lula para perder esse voto do centro
13:55e mostrar que as suas políticas
13:57não têm fundamento, embasamento algum,
14:00e então desmascará-las,
14:02isto é fundamental para aumentar a rejeição do presidente
14:06e aí ter mais chance para o candidato da direita,
14:11principalmente um perfil como Flávio Bolsonaro
14:14ou qualquer um dos outros,
14:15como é o caso de Ratinho,
14:17como é o caso de Zema,
14:18que tem um perfil mais moderado
14:20para capturar este voto pêndulo,
14:24o swing vote na eleição de 2026.
14:26Ou seja, tem que ter uma ação conjunta
14:30para aumentar a rejeição de Lula,
14:33fazer com que ele radicalize ainda mais o seu discurso
14:36para que esse eleitor de centro
14:38entenda que Lula não é uma opção para os moderados.
14:42Você se referiu a uma pesquisa que saiu do Datafolha
14:46até demonstrando exatamente esse cenário,
14:50onde 35% se dizem de direita e 22% de esquerda,
14:56ou seja, a maior parte em relação à direita.
14:59Só que aí eles perguntaram também,
15:02traduzindo assim, aqueles que são bolsonaristas
15:04e aqueles que são petistas.
15:06Aí a lógica se inverte,
15:08porque 40% se diz então petistas
15:11e 34% bolsonaristas.
15:13Será que a pergunta, na verdade exata,
15:15deveria ser lulistas, né?
15:16Foi no campo ideológico da petista e bolsonarista.
15:22Traduzindo, as pessoas se consideram de direita,
15:26a maior parte da população,
15:28mas quando o cenário mostra
15:30família Bolsonaro e aqueles que são petistas,
15:33aí se reverte.
15:35Pelo menos esse levantamento
15:37aponta justamente essa diferença.
15:40De que forma que a gente pode analisar também
15:42esse contexto, Acácio Miranda?
15:45É difícil, David, a gente analisar esse contexto
15:49sob uma ótica racional,
15:51porque o eleitor não necessariamente age com racionalidade
15:56e essas pesquisas mostram isso.
15:59Dois são os pontos importantes.
16:01Lula e Bolsonaro ainda são maiores que as suas correntes políticas
16:08e são os maiores representantes das suas correntes políticas.
16:13Porém, porém,
16:15a esquerda ainda é muito dependente de Lula.
16:21Agora, a direita mostra, pelo menos essa pesquisa,
16:26que não tem esta dependência de Jair Bolsonaro
16:30e mais do que isso,
16:31não tem esta fidelidade a Jair Bolsonaro.
16:36Eu gosto muito de pesquisas,
16:38mas eu acho que a gente tem circunstâncias concretas
16:42que evidenciam e mostram em termos práticos
16:45para além dessas pesquisas.
16:48Eleições municipais de São Paulo em 2024.
16:53Bolsonaro tinha um candidato declarado,
16:56o atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
16:58Bolsonaro indicou o seu vice, o coronel Mello.
17:03E apesar disso, Pablo Marçal abocanhou uma fatia considerável
17:10do eleitorado bolsonarista.
17:12Marçal fez ataques a Bolsonaro,
17:15Bolsonaro fez ataques a Marçal durante a campanha
17:18e mesmo assim uma parcela considerável do bolsonarismo
17:23pulou no colo de Pablo Marçal.
17:27Significa que o bolsonarismo surgiu com o Bolsonaro,
17:34mas não vive às custas de Jair Bolsonaro.
17:38Diferentemente do petismo no Brasil
17:42e de parte, a grande maioria da esquerda no Brasil,
17:46que surgiu com Lula e vive às custas de Lula.
17:49Quando o Lula encerrar a sua carreira política,
17:53a esquerda brasileira terá grandes dificuldades de manutenção.
17:59Grandes dificuldades em alçar a sua liderança novos quadros.
18:06E isso não acontece com a direita.
18:08A gente está discutindo aqui ao longo da semana,
18:10a gente tem pelo menos quatro candidatos viáveis
18:14no campo da direita.
18:15Então não é falta de liderança nem concentração em Jair Bolsonaro.
18:21Eu acho que são essas as informações que a gente pode extrair dessa pesquisa.
18:26É, porque ela diferenciou os campos ideológicos,
18:29mas aí também muito se deve, provavelmente,
18:33por conta dessa rejeição ao nome Bolsonaro, né, Diego Tavares?
18:38Sem dúvida, David.
18:39Com todo respeito ao Datafolha,
18:41eu acho que esse questionamento foi mal formulado,
18:43porque como que ele foi feito às pessoas?
18:45Deram uma escala de um a cinco,
18:47na qual um representava bolsonarista e cinco representava petista.
18:53Então, muito possivelmente, as pessoas responderam
18:56se distanciando daquele polo do qual ela rejeita mais.
18:59Então a pessoa que não queria se aproximar do petismo
19:01respondia um ou dois,
19:03e isso a colocava dentro do espectro bolsonarista.
19:06Eu acho que a primeira pergunta que essa pesquisa fez
19:08foi muito mais assertiva,
19:10porque, dessa forma, o resultado nem faz sentido.
19:13Não faz sentido que nós tenhamos mais pessoas de direita
19:16no país do que pessoas de esquerda
19:18e que nós tenhamos mais petistas no país
19:23do que bolsonaristas.
19:24Enfim, isso até seria possível,
19:27acho que no universo matemático, né,
19:30na probabilidade.
19:31Mas acho que na questão de fato,
19:33considerando as características do eleitor brasileiro
19:35e o grau de participação na política em geral do brasileiro,
19:38não é um resultado muito bom,
19:40eu acho que isso se deve a essa falha na pergunta.
19:43Mas a pesquisa revela algo que é um fato.
19:45Nós teremos, em 2026, eleições profundamente polarizadas.
19:50E essas eleições profundamente polarizadas,
19:53como eu venho repetindo aqui ao longo da semana,
19:55são muito interessantes,
19:57tanto para o presidente Lula,
19:59quanto para Flávio Bolsonaro.
20:01É sempre interessante para os polos,
20:04num contexto de polarização,
20:06que um debate sério de país
20:09não seja a tônica do processo eleitoral,
20:11que o que seja o grande norte,
20:14a grande bússola das eleições,
20:15seja a discussão mais ideológica,
20:18a discussão pautada pelos costumes,
20:21a discussão pautada pelos valores
20:22que cada um desses polos representa.
20:25Fica muito fácil para o presidente Lula
20:27dizer para as pessoas,
20:29da forma, enfim, utilizando-se da sua boa oratória,
20:32como ele combateu o fascismo,
20:34como ele combateu o autoritarismo.
20:36É muito mais fácil para ele fazer isso
20:38do que ter que explicar
20:39o porquê as empresas públicas
20:41que davam lucro à época de Jair Bolsonaro,
20:43hoje dão um profundo prejuízo,
20:45hoje fragilizam mais ainda as finanças públicas.
20:47É muito mais fácil para o presidente Lula
20:50dizer que salvou a democracia brasileira
20:52do que ter que explicar, por exemplo,
20:54o agigantamento das facções criminosas,
20:56o gravíssimo problema de segurança pública.
20:58Flávio Bolsonaro também tem as suas vantagens
21:01nesse sentido.
21:02É muito mais fácil combater o comunismo,
21:06tentar salvar o Brasil da praga vermelha,
21:09do que explicar os escândalos de corrupção
21:12que orbitam o seu nome,
21:13tudo aquilo que carrega do seu passado.
21:15Então, a polarização é interessante
21:17para esses dois candidatos,
21:19tanto que as pesquisas projetam um segundo turno
21:24entre Lula e Flávio Bolsonaro,
21:26e eu acho que é esse o tabuleiro
21:29que essas duas figuras pretendem estabelecer.
21:31Reperputimos aqui ontem, inclusive,
21:33que Lula fez um pedido aos seus aliados
21:36de que não atacassem Flávio Bolsonaro,
21:38justamente para que ele tenha confiança
21:39de manter a sua candidatura até o final.
21:42Então, infelizmente,
21:44teremos eleições profundamente polarizadas em 2026.
21:48Que os candidatos, os outros candidatos que se apresentam,
21:51consigam obter o seu espaço
21:52e pautar, para além da polarização,
21:55um projeto de país
21:56que apresente soluções concretas
21:58para os muitos problemas
22:00que o brasileiro enfrenta no seu dia a dia.
22:02Sem dúvida alguma.
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